Cientistas se unem para pedir o fim do consumo de carne em prol planeta

Livekindly/Reprodução

Livekindly/Reprodução

Mais de 21 mil cientistas do mundo todo atestam que os seres humanos precisam mudar definitivamente seu comportamento, incluindo a redução da quantidade de carne que comem e passar a consumir mais alimentos à base de plantas, a fim de evitar que alcancemos os níveis perigosos de mudança climática que ameaçam o planeta.

Os cientistas assinaram um artigo em conjunto no Journal of Bioscience (Jornal de Biociência, na tradução livre) intitulado “Cientistas do mundo todo avisam à humanidade: Uma Segunda Notificação”.

Publicado inicialmente em 2017, o número de cientistas oferecendo apoio ao artigo e à sua mensagem subiu de 15 mil para mais de 21 nos últimos dois anos.

O relatório avalia o estado do planeta em comparação com 1992, quando a Union of Concerned Scientists – junto com 1700 cientistas independentes – publicou um artigo intitulado “World Scientists Warning to Humanity” (Cientistas do mundo todo: um aviso a humanidade, na tradução livre).

O relatório de 1992 afirmava que “os humanos estavam em rota de colisão com o mundo natural”, pedindo a raça humana que considerasse os efeitos prejudiciais de várias questões ambientais, incluindo o esgotamento da camada de ozônio, o declínio da vida marinha, as zonas mortas oceânicas, a perda florestal e as mudanças climáticas.

De acordo com a “Segunda Notificação” dos cientistas em 2017, a humanidade não apenas deixou de fazer progressos suficientes na solução geral desses desafios ambientais já previstos, mas na verdade piorou a situação de forma alarmante.

A declaração do grupo é clara, precisamos fazer melhor que isso. De acordo com o relatório, devemos promover uma mudança na alimentação passando a consumir mais alimentos à base de plantas, aumentar a educação ambiental para crianças, interromper o desmatamento das florestas, pastos e outros habitats nativos e, entre muitas outras mudanças, desenvolver e promover novas tecnologias verdes.

Ele afirma que “a humanidade não está tomando as medidas urgentes necessárias para salvaguardar a nossa biosfera em perigo”.

Desde a publicação inicial do relatório, vários estudos científicos chegaram à mesma conclusão. Em 2018, a maior análise da produção de alimentos já realizada revelou que a melhor coisa que uma pessoa pode fazer para reduzir seu impacto no planeta é adotar uma dieta vegana.

As Nações Unidas também apoiam uma mudança na agricultura animal. No final do ano passado, a organização classificou o consumo de carne como o “problema mais urgente do mundo”.

“Nosso uso de animais como tecnologia de produção de alimentos nos trouxe à beira da catástrofe”, disse a ONU em um comunicado.

“A pegada de gases de efeito estufa deixada pela agricultura animal rivaliza com a de todos os carros, caminhões, ônibus, navios, aviões e foguetes combinados. Não há caminho para alcançar o acordo climático de Paris sem uma queda maciça nos números da agricultura animal ”.

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Agrotóxico usado nas plantações de soja é responsável por 80% das mortes de abelhas no RS

Cerca de 80% dos casos de morte de abelhas foram causados pela ingestão ou contato com o inseticida fipronil, comumente usado em plantações de soja. O estudo foi realizado pelo engenheiro agrônomo Aroni Sattler da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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Foto: Aldo Machado

Em 2018, a parceria entre Sattler, que também é professor da faculdade de Agronomia da UFRGS, e um laboratório do setor privado examinou 30 episódios no estado. O estudo conduzido pelo professor revelou um índice próximo ao do projeto Colmeia Viva. Entre 2014 e 2017, o projeto analisou cerca de 200 ocorrências. Das quase 60 em que foi detectado o ingrediente ativo, o fipronil representa 70%.

“É um problema que vem se agravando de dois anos para cá, e não tem ninguém fiscalizando. O Ministério Público não está se mexendo, o governo também não”, diz Aldo Machado, coordenador da Câmara Setorial de Apicultura do Rio Grande do Sul.

Segundo Machado, nos últimos meses foram registrados casos de extermínio de colmeias nos municípios de Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Cruz Alta, Frederico Westphalen, Santana do Livramento, Santiago e São José das Missões.

O coordenador Machado afirma que produtos à base de fipronil são usados na fase de floração da cultura da soja. Ele diz que as abelhas visitam as plantações para polinizar as flores e entram em contato com o produto, o que causa sua morte imediata. “O produto mata por contato e ingestão. Qualquer outro inseto que encoste nessa abelha morre também”.

Para Machado, os produtores de soja estão aplicando fipronil juntamente com dessecantes com o intuito de economizar diesel e mão de obra. “O correto seria aplicar os dois produtos separadamente, para que não haja fipronil nas lavouras quando as abelhas forem atrás das flores”, diz.

Na cidade de Santiago (RS), estima-se o extermínio de 200 colmeias, diz Machado. “O presidente do Sindicato de Cruz Alta me contou que cerca de 1 mil colmeias devem ser perdidas só no município”.

Pelo mundo

Pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, afirmaram que o fipronil foi o responsável pela morte de milhares de abelhas na França, entre 1994 e 1998, visto que o casos começaram um ano após o lançamento do produto. Em 2017, órgãos reguladores da União Europeia proibiram o uso do fipronil em plantações.

Na Cidade do Cabo, na África do Sul, o fipronil causou a morte de mais de um milhão de abelhas em 2018. As suspeitas, na época, eram de que uma vinícola local teria usado o produto para se livrar de formigas.

Perigo para o planeta

Esse atentado à população de abelhas pode proporcionar um sério risco à sobrevivência de todas as espécies no planeta. Sem a polinização das abelhas, teríamos uma alteração de todo o ecossistema da Terra, ocasionando uma catástrofe mundial.

O físico e ganhador do prêmio Nobel, Albert Einstein constatou que “se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana.”

Caçador paga US$ 100 mil para matar espécie raríssima de cabra

A caça, além de ser extremamente cruel, é responsável pela extinção de diversas espécies de animais selvagens do planeta. A fauna está cada vez ameaçada pele chamado “esporte” e pelo tráfico de animais e suas parte, como chifres, garras e alguns órgãos, como a bexiga do peixe tatoaba, usada na culinária chinesa sob a falsa suposição de que poderia tratar problemas de saúde.

John Amistoso posa com um Kashmir Markhor criticamente ameaçado no Paquistão, em março de 2017

Um caçador de troféus em série, que posa para fotos sorrindo com cadáveres de animais em extinção, pagou US$100 mil, pela quarta vez, para matar uma espécie de cabra extremamente rara.

O norte-americano John Amistoso, de 64 anos – que ganhou dinheiro transformando uma pequena loja familiar em um império multimilionário – viajou para o Paquistão na semana passada para caçar seu quarto markhor, o animal nacional do país.

Com menos de 6.000 dos animais, o markhor, também conhecidos como “cabritos de chifres”, vive entre as montanhas entre o Afeganistão e o Paquistão.

O caçador, assassinou o animal no sábado passado (12) na área de Bunji, no norte do Paquistão.

Ele recebeu a licença para matar por oficiais paquistaneses, que emitiram permissão para caçadores atirarem quatro espécies.

De acordo com um relatório local, assustadoramente, o governo leiloou as licenças de caça para os animais raros em outubro. Os lances começaram em US $ 100 mil para um markhor, US $ 8 mil para um carneiro azul e US $ 720 (£ 560) para um íbex.

É a quarta vez que o americano viaja para a região montanhosa para caçar o indefeso e raro animal. As informações são do Daily Mail.

O caçador de troféus dos EUA com um Suleiman Markhor ‘com chifres de um parafuso’ em janeiro de 2017

Dois posts em uma página chamada Grand Slam Club mostraram o Amistoso posando com os corpos de Suleiman e Caxemira – duas outras subespécies de markhor – em janeiro e março de 2017.

Ele também foi retratado posando com o cadáver de uma cabra de chifre após uma caçada em 2013.

Hipocritamente, o Grand Slam descreve a si próprio “uma organização de caçadores / conservacionistas dedicada a melhorar e perpetuar populações de ovelhas e cabras selvagens em todo o mundo”. O caçador, John Amistoso, está listado no site como um membro vitalício.

Amistonso (foto de 2013) é listado como um ‘membro vitalício’ em uma página que organiza as terríveis caças.

Um usuário indignado no Facebook disse: ‘As pessoas são doentes e mais distorcidas do que os chifres da bela cabra.

Jon Wilson escreveu: ‘Eu amo como os caçadores se chamam conservacionistas e dizem que matam animais para salvá-los. Você não pode fazer isso!

“A verdade é que eles só gostam de matar coisas e estão dispostos a pagar muito dinheiro para isso”.

Outro disse: ‘Apenas seja honesto sobre o seu desejo de sangue e pare de fingir que se importa com a conservação’.

Marty Yarbrough respondeu: ‘Eles são um bando de perdedores que pensam que matar animais indefesos os torna maiores’.

Elisia Peters comentou: ‘Quem em sã consciência mataria um animal pelo esporte ?! Vocês são loucos e doentes.

Mais uma vítima do leilão de licenças no Paquistão

Outro caçador também pagou para assassinar o raro markhor. As informações são do World Animals News.

De acordo com a página do Facebook de Parques Nacionais do Paquistão, outro americano, identificado pelo Pamir Times  como Christopher, pagou cerca US$ 100 mil por uma das quatro autorizações concedidas pelo governo do Paquistão.

 

Foto: Parques Nacionais do Paquistão

Christopher caçou, atirou e matou o pobre animal na região Chitral do Paquistão, em seguida , exibiu seu chamado “troféu” ao lado dele e sua equipe em fotos.

 

Cia aérea portuguesa é a primeira a banir plásticos descartáveis em voos

Países e empresas têm lutado contra a poluição do planeta. Lisboa proibirá o uso de copos plásticos até 2020, o Reino Unido planeja banir completamente o uso de material descartável nas escolas até 2022, a Austrália cortou, 80% do uso de sacolas plásticas em apenas 3 meses e, no Brasil, a ilha Fernando de Noronha (PE) proibiu a venda e o uso destes itens.

Foto: Divulgação Hi Fly.

Agora, a companhia aérea portuguesa Hi Fly tomou medidas sem precedentes para melhorar a sustentabilidade, eliminando o plástico descartável em seus voos.

A empresa lançou um teste sem plástico em quatro voos no mês passado, substituindo os talheres por xícaras e colheres de bambu. Saleiro e pimenteiro, pratos, potinhos de manteiga, garrafas de refrigerante e escovas de dentes foram trocados por alternativas mais sustentáveis. O primeiro voo aconteceu em 26 de dezembro.

“Este histórico voo Hi Fly, sem qualquer item de plástico descartável a bordo, reforça nosso compromisso de fazer da Hi Fly a primeira companhia aérea  sem plásticos do mundo em 12 meses”,  disse o presidente da Hi Fly, Paulo Mirpuri, antes do primeiro voo.

De acordo com a Hi Fly, o teste, que aconteceu durante o feriado de Ano Novo, foi um sucesso. Mais de 700 passageiros receberam alternativas sustentáveis, economizando um total de 350 quilos de plástico. Garrafas de vidro foram coletadas para serem higienizadas e reabastecidas e  papeis foram recolhidos para reciclagem.

“Mais de 100.000 voos decolam a cada dia em todo o mundo e, no ano passado, aeronaves comerciais transportaram quase quatro bilhões de passageiros. Este número deverá dobrar novamente em menos de 20 anos. Então, o potencial para fazer a diferença aqui é claramente enorme ”, acrescentou Mipuri.

Enquanto o período de teste terminou, a Hi Fly está agora empenhada em eliminar o plástico descartável de todos os voos.

“Nosso objetivo de ser livre de plásticos até o final do ano parecia ambicioso para muitos em nosso setor, mas acreditando em nosso projeto e trabalhando duro para que isso acontecesse, podemos ver que isso é totalmente viável e nosso foco agora será comprometer-se com o nosso prazo “, disse  Mipuri .

Viagem aérea mais sustentável

Outras companhias aéreas estão atendendo à crescente demanda por refeições veganas a bordo.  A Air New Zealand tornou-se a primeira companhia aérea a oferecer o Impossible Burger, a Hawaiian Airlines também introduziu uma opção vegana na maioria dos voos e a Scandinavian Airlines passou a servir  prato â base de cogumelo.

Conformo noticiado pela ANDA, no ano passado, algumas empresas aéreas também já se posicionam contra o transporte de animais explorados em testes.

 

 

 

 

 

Austrália oferece ajuda a nações do Pacífico no combate à mudança climática

As preocupações com o aquecimento global e suas terríveis consequências para o planeta estão cada vez maiores à medida que pouco e lentamente os governos trabalham para retardar o problema. Alguns deles inclusive manifestam interesse de abandonar o acordo climático de Paris, como Estados Unidos e Brasil.

Scott Morrison e sua esposa Jenny chegam a Port Vila, Vanuatu. Foto: AAP

Outros, como a Austrália, mostram interesse em cooperar com o futuro incerto do planeta.

O primeiro-ministro Scott Morrison é o primeiro líder australiano a visitar Vanuatu, na Oceania, desde 1990. Em um encontro com o primeiro-ministro Charlot Salwai em Port Vila, na última quarta-feira (9), ele prometeu ajudar Vanuatu e outras nações do Pacífico a lidar com os efeitos da mudança climática para que possam seu estilo de vida.

“Estamos muito comprometidos com os recursos no Pacífico para gerar programas que possam lidar com os impactos da mudança climática aqui”, disse Morrison no início de uma reunião com autoridades.

Segundo o The New Daily, Morrison disse também que a Austrália trabalharia diretamente com as nações do Pacífico para enfrentar as mudanças climáticas.

“Em vez de passar por agências internacionais com fundos como esse, acreditamos que podemos fazer isso da melhor forma como parceiros”, disse ele.

O Sr. Salwai agardeceu a oportunidade de falar sobre segurança, infraestrutura e economia, como o programa de trabalhadores sazonais e o esquema de trabalho do Pacífico na agenda.

Morrison disse que a Austrália está trabalhando duro para garantir oportunidades para jovens trabalhadores do Pacífico obterem treinamento e habilidades futuras.

O primeiro-ministro australiano viajará a Fiji na quinta-feira para mais reuniões sobre segurança, infraestrutura e economia.

Chris Bowen, front-office do Partido Trabalhista, disse que Morrison e o governo haviam ignorado o Pacífico por muito tempo, então era realmente importante que ele visitasse as nações insulares.

 

Pinguins estão entre as espécies mais vulneráveis ​​às mudanças climáticas

As desastrosas consequências do aquecimento global são sentidas em todas as partes do mundo, seja nos mares, nas florestas ou nas cidades. É uma corrida contra o tempo pra frear os danos irreversíveis desta catástrofe.

Algumas das espécies mais carismáticas do mundo são as que mais correm risco devido às mudanças climáticas, segundo um novo relatório.

Pinguim Adélie. Foto: Kate Kloza

Publicado na Frontiers in Marine Science na quinta-feira passada, mostra que as geleiras e as plataformas de gelo, tão importantes para certas espécies,  são as primeiras a sentir os efeitos do clima.

O  estudo analisou a literatura anterior sobre os efeitos em espécies únicas para descobrir se algumas se sairão melhor ou pior em um clima mais quente.

“Algumas das espécies mais carismáticas estão em risco”, disse o autor do estudo, Simon Morely.

O pinguim-imperador que se reproduz nas plataformas de gelo, e os pinguins Adèlie e chinstrap se alimentam de krill que vivem sob o gelo, foram considerados alguns dos mais vulneráveis.

Animais que se alimentam em águas abertas – como certos tipos de baleias, ou o pinguim-rei – poderiam se beneficiar, ele explicou, porque seu suprimento de comida é basicamente um tipo de peixe.

Pinguim imperador. Foto: Pixabay

Mesmo que possa haver benefícios positivos para algumas espécies, nunca é certo como o ecossistema como um todo será afetado, disse Jackie Dawson, presidente de pesquisa do Canadá em meio ambiente, sociedade e política.

“Nós sempre pensamos nos ursos polares ursos do Ártico e pinguins na Antártida”, disse ela à Global News. “Mas você sabe o que importa é o ecossistema.”

Mormente advertiu que o estudo se concentra apenas nos animais sobre os quais já existem informações.

Pinguim Chinstrap. Foto: Steve Billy Barton

“Existem animais raros que nós simplesmente não sabemos nada sobre e isso pode causar outros efeitos sobre os ecossistemas”, disse ele.

“É tudo sobre como rapidamente estas coisas mudam  – porque um ecossistema pode lidar com mudanças lentas”, disse ela, acrescentando: “É o darwinismo.”

Mas uma mudança rápida e abrupta pode ser prejudicial para um ecossistema, e Dawson alertou que nem sempre sabemos quais são os pontos de inflexão.

Morly concordou, dizendo que parte da pesquisa foi baseada em como as espécies reagiram a mudanças anteriores no clima, inclusive durante a última era glacial, mas um derretimento mais rápido – como o que estamos vendo agora – poderia causar grandes mudanças.

“A maior parte dos animais que estão atualmente em torno do planeta não experimentou esta taxa de mudança no clima”, disse ele.

Dawson disse que os efeitos de uma espécie podem se refletir em outras, inclusive para os humanos – e é por isso que é importante frear os efeitos da mudança climática.

“Todos sabemos que tudo está conectado. E esses efeitos podem ser bastante traumáticos para as espécies em si, mas também para os seres humanos “, disse ela.

A Antártida está perdendo o gelo marinho mais rapidamente do que nunca, de acordo com o Bureau of Meteorology.

A primavera de 2017 e o derretimento de verão foram a segunda pior primavera já registrada na região.

 

 

Foca é encontrada com um saco plástico enrolado em sua cabeça

A poluição nos mares tem causado danos irreversíveis ao ecossistema e estudos apontam que até 2025, os oceanos do planeta estarão três vezes mais poluídos com plástico.

Algumas estimativas apontam que já existem pelo menos 5,25 trilhões de pedaços de plástico nos oceanos. Esses materiais causam estrangulamento animais como focas e leões marinhos e podem ser ingeridos por peixes.

Uma imagem comovente mostra uma foca com um saco de plástico enrolado em volta da cabeça. O animal indefeso lutou por cerca de quinze minutos para libertar.

Essa semana, uma foca foi vista com um saco de plástico enrolado em volta de sua cabeça, em um porto britânico.

O animal indefeso lutou por cerca de quinze minutos para se libertar, enquanto os moradores ansiosos observavam.

Martyn Cannan, um fotógrafo amador, observava a foca brincando na água quando ela se enrolou com a sacola descartável, em Brixham, Devon.

Cannan, de 57 anos, disse que tirou a foto porque a multidão estava discutindo sobre o que fazer para ajudar a foca.

Ele compartilhou a imagem na página do Tor Bay Harbour Authority no Facebook, dizendo que a imagem destacava os problemas enfrentados pela vida selvagem marinha.

“Se a minha foto desperta a consciência das pessoas e impede uma pessoa de jogar uma sacola plástica no mar, então faz ela o seu trabalho”, disse ele.

Moradores de Devon ficaram revoltados com a imagem da foca presa na sacola plástica e responderam com indignação e pedidos de uma proibição de sacos plásticos.

Sally Hoult escreveu: “Pobre foca. Os seres humanos estão causando muito estresse e danos à nossa vida selvagem. Quando vamos aprender?”

Os resíduos de plástico jogados no mar pelo homem ameaçam os oceanos e a vida de milhões de animais marinhos.

Sarah Greenslide, médica de mamíferos marinhos da British Marine Rescue, publica regularmente imagens da área com cerca de 20 focas nas águas em torno de Brixham.

Segundo o Daily Mail, ela disse: “Criamos este problema. Hoje você só precisa andar ao redor do porto e da marina para ver os escombros.

“Temos muita sorte de ter uma comunidade do focas tão próspera … precisamos cuidar delas”.

Focas, baleias, golfinhos, aves marinhas, peixes e muitos outros animais estão morrendo ou sendo feridos por esse flagelo ambiental.

Inúmeras imagens de animais que se emaranharam no lixo plástico e de criaturas mortas encontradas com pilhas de plástico dentro de seus corpos estão sendo mostradas todos os dias.

Na semana passada, registros dolorosos mostraram uma foca ensanguentada com uma rede de plástico enrolada com tanta força no pescoço que cortou sua pele.

Uma outra foca ensanguentado com uma rede de plástico enrolada com tanta força no pescoço que cortou sua pele.

A fêmea foi vista em uma praia de Norfolk, na Inglaterra, acompanhada de um macho que parecia cuidar dela, mas as equipes de resgate não chegaram a tempo. Ninguém sabe o que aconteceu com ela.

Historiador britânico afirma que a humanidade deve parar de comer carne para o bem do planeta

O apresentador de televisão e historiador natural, Sir David Attenborough, afirmou em um vídeo recente que “precisamos começar a fazer mudanças sérias para combater as mudanças climáticas”.

Foto: Nick Lyon| BBC Natural History Unit

Attenborough também comentou que aqueles que estão na zona de conforto – e especialmente pessoas em partes mais ricas –  muitas vezes não são afetados pelos efeitos do aquecimento global, causados ​​por uma série de indústrias, incluindo a pecuária .

“Podemos muito bem dizer…bem, não importa se continuamos a comer carne, é porque não somos afetados’”, disse Attenborough.

“Mas, de fato, importa porque importa para o mundo todo. E as primeiras pessoas a sentir as consequências são, claro, os pobres. Aqueles no fim da pirâmide. Aqueles que são realmente vulneráveis ​​ao que está acontecendo com o clima ”, continuou ele. As informações são do Live Kindly.

Um estudo publicado em outubro do ano passado descobriu que aqueles com renda mais baixa eram mais propensos a se preocupar com a mudança climática.

“É por isso que o mundo inteiro deveria agir em nome deles”, afirmou Attenborough. No final de 2017, Attenborough revelou que ele havia parado de comer carne, chamando as práticas de criação de animais de “deprimentes”.

“Nós temos muito conhecimento, nós temos muita habilidade, nós temos muita ingenuidade. Claro, podemos fazer algo sobre mudança climática. A questão é quanto. E nós devemos elevar nossos objetivos e caminhar para o melhor”, disse Attenborough no vídeo.

“Há cientistas, inventores e industriais em todo o mundo que são muito engenhosos. O Homo sapiens é uma espécie muito engenhosa e acredito que nos colocou nessa confusão, é verdade. Mas não sabia o que estava fazendo. E agora é o momento de usar essa ingenuidade e essa paixão para nos tirar dela ” , observou ele.

Foto: Reprodução | Instagram

A série de TV “Nosso Planeta” – feita em colaboração com o World Wildlife Fund (WWF) e narrada por Attenborough – destaca tanto a beleza quanto as lutas do mundo nas questões como mudança climática, sobrepesca e desmatamento.

A carne e a produção de laticínios são os principais propulsores desses problemas, bem como a escassez de água, a extinção de espécies, o aumento do nível do mar e a poluição. Recentemente, as Nações Unidas afirmaram que o combate ao consumo de carne é o problema mais urgente do mundo , e a pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriu que a melhor ação individual que uma pessoa pode tomar para ajudar o planeta é adotar uma dieta vegana.

Beyoncé e Jay-Z incentivam fãs a se tornarem veganos em 2019

Beyoncé e Jay-Z assinaram o prefácio do livro “The Greenprint: Plant-Based Diet, Best Body, Better World”, de Marco Borges, personal trainer da cantora norte-americana.

Foto: Mike Coppola | AFP

“Costumávamos pensar na saúde como uma dieta – algumas funcionavam para nós, outras não”, escreveu o casal. “Uma vez que olhamos para a saúde como uma verdade, em vez de uma dieta, tornou-se uma missão para nós compartilhar essa verdade e esse estilo de vida com o maior número de pessoas possível.”

The Greenprint faz parte de um projeto multifacetado lançado recentemente pelo nutricionista vegano Marco Borges,  co-fundador do serviço de entrega de refeições veganas 22 Day Nutrition com Beyoncé e Jay-Z em 2015.

“Todos nós temos a responsabilidade de defender a nossa saúde e a saúde do planeta”, escreveu o casal. “Vamos tomar essa decisão juntos. Vamos espalhar a verdade. Vamos fazer dessa missão um movimento. Vamos nos tornar ‘The Greenprint’. ”

Foto: Reprodução | Divulgação

Além do livro, o projeto de Borges visa aumentar a conscientização sobre os benefícios de consumir uma dieta baseada em vegetais através de três iniciativas, incluindo uma ferramenta web, estudo clínico e depoimentos de médicos, celebridades, músicos e atletas no mundo todo, com lançamento previsto para o próximo outono.

Embora nem Jay-Z nem Beyoncé se identifiquem como “veganos”, o casal frequentemente promove dietas veganas para benefícios da saúde e do meio ambiente. No ano passado, Beyoncé evitou todos os produtos animais em preparação para o Festival de Música Coachella Valley e no Instagram pediu aos seus 112 milhões de seguidores que fizessem o mesmo.