Ativistas denunciam agressão durante ação em matadouro em Carapicuíba (SP)

Mais de 20 ativistas participaram, na sexta-feira (31), de um ato pacífico em prol dos animais no matadouro Rajá, em Carapicuíba (SP). Os manifestantes afirmam ter sido agredidos por seguranças do local e mostram machucados pelo corpo.

Foto: Divulgação

Trata-se do mesmo matadouro para onde seriam levadas as porcas que foram resgatadas, em 2015, no Rodoanel, em São Paulo, após um acidente com a carreta que as transportava. Desde então, as porcas vivem em um santuário em São Roque (SP).

Segundo o grupo, esta foi a “primeira entrada pacífica em matadouro registrada na América latina”. O Rajá mata centenas de porcos por dia e os corpos dos animais mortos dão origem a produtos destinados a consumidores da Grande São Paulo. O local também é alvo de reclamações da população que, insatisfeita com o forte odor, o barulho e a poluição dos rios gerada pelo estabelecimento, fez um abaixo-assinado – que até o momento reúne mais de 3 mil assinaturas – pedindo a interdição da empresa no município.

Imagens que compravam o confinamento de porcos em espaços superlotados foram registradas. Os ativistas fotografaram ainda animais feridos, com tumores, doentes e fêmeas em lactação.

Foto: Divulgação

O grupo diz que explicou para os seguranças que o ato era pacífico, mas que, ainda assim, sofreu agressões. Segundo os ativistas, lesões corporais foram causadas pelos “inúmeros golpes deferidos”, além de “danos morais devido ao despreparo e ação inédita no matadouro”.

Os ativistas afirmam ainda que o objetivo da manifestação é “conscientizar a sociedade” e que a luta do grupo “é pela libertação de todas as espécies”.

Foto: Divulgação

Uma ativista que participou da ação, revelou o horror encontrado no local. “Hasteamos a bandeira do veganismo, parte do grupo ali permaneceu e eu com outra ativista seguimos buscando o corredor da morte, encontramos a ala deprimente do lugar, a sala de matança e as carcaças dos corpos abertos dos animais, além de todos os equipamentos em um vai e vem de escadas metálicas e corredores escuros”, disse. “Dos maus-tratos e inconformidades: porcos que não conseguiam ficar em pé, fêmeas com sinais de gestação e amamentação em função do tamanho das mamas, hematomas, patas inchadas, marcas de abuso com eletrochoque no dorso dos animais”, completou. Ela disse ainda que o chefe da segurança do local recebeu os ativistas “batendo forte nas costas, braços e cabeça”.

Foto: Divulgação

“Saímos e nos abraçamos. Missão parcialmente cumprida, já que deixamos para trás os olhares daqueles que morreriam horas depois. Mas seguiremos agora no esforço de fazer cumprir a lei. O Rajá é o único matadouro em área urbana no estado de SP, possui dívidas fiscais desde os anos 80 e se mantém contrariando leis federais e estaduais, já que o município nem plano diretor possui”, disse a ativista, que lembrou que a ação teve o objetivo de “expor um matadouro por trás das fachadas” e também “estimular o Ministério Público a dar ritmo às ações e processos que ultrapassam os 3 dígitos contra a empresa”.

Processos judiciais

O matadouro Rajá está envolvido em 98 processos judiciais, conforme consta no site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Na maioria dos processos, a empresa é parte requerida.

Grande parte destes processos se referem a ações de execução fiscal (débitos de ICMS, ISS, IRPJ, FGTS, contribuições sociais, multas, entre outros). Um deles, o processo nº 0006089.61.2014.8.26.0127, em trâmite perante o Serviço de Anexo Fiscal de Carapicuíba, versa sobre dívida tributária (Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica – IRPJ), no valor de quase R$ 37 milhões.

Foto: Divulgação

No site Dívida Ativa, é possível encontrar também uma dívida que beira o R$ 60 milhões, junto à Fazenda do Estado de São Paulo, referente a débitos originados desde a década de 80, o que indica que a empresa está, há mais de trinta anos, inadimplente com suas obrigações legais.

Além disso, o matadouro está localizado em área urbana, o que também é ilegal.

Foto: Divulgação

Confira abaixo vídeos que mostram a ação dos ativistas no matadouro:


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Centenas de porcos são encontrados em situação degradante em Osasco (SP)

Por David Arioch

Animais resgatados hoje pela ONG Bendita Adoção (Fotos: Beatriz Silva/Bendita Adoção)

A bióloga e ativista dos direitos animais Beatriz Silva, da ONG Bendita Adoção, passou o dia de hoje em uma comunidade de Presidente Altino, em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, acompanhando e registrando a triste realidade de centenas de porcos criados de forma clandestina para consumo.

“Só na comunidade de Presidente Altino, sabemos que há muito mais de 200 porcos nessas condições. Além desses animais já levarem uma vida cruel, consumindo lixo e fezes, as pessoas ainda abatem esses porcos e comem”, lamenta Beatriz, que conseguiu resgatar alguns suínos que estavam vagando e procurando comida nas lixeiras.

Não é a primeira vez que a ativista e bióloga denuncia esse tipo de situação na cidade. Em 2013, ela resgatou um porco no Jardim Veloso, outra comunidade em que também há criação clandestina de porcos, onde os animais vivem em situação degradante, segundo Beatriz.

“Só conseguimos resgatar alguns animais hoje porque quando sobem para procurar comida, é possível ter acesso a alguns deles. Na comunidade mesmo [em Presidente Altino], é impossível se aproximar dos animais porque os moradores não deixam”, lamenta.

Alguns suínos foram encontrados feridos – como uma porquinha com a pata quebrada. Beatriz confidencia que, mesmo tendo o resgate de animais como parte da sua rotina com a ONG Bendita Adoção, o impacto dessa experiência é muito grande.

“Estou passando mal de ter ficado o dia todo lá. É muito estresse. Eles vivem em condições completamente indignas. É algo realmente nojento e obscuro”, avalia.

De acordo com Beatriz Silva, a julgar pela qualidade das fezes dos porcos encontradas na localidade, há animais que aparentam sofrer de algum tipo de enfermidade. “Não sei ainda quais estão em pior situação, se são aqueles que conseguem sair para procurar comida nas lixeiras e atravessam a avenida e morrem atropelados ou aqueles que vivem confinados dentro da comunidade. A situação desses é de olhar e querer vomitar”, desabafa.

Beatriz conta que já entraram com uma ação contra a criação clandestina de porcos em Osasco e agora estão recolhendo provas para fazer isso novamente em breve.

Acompanhe o trabalho da ONG Bendita Adoção:

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Quem quiser contribuir com o trabalho de resgate de suínos realizado pela ONG Bendita Adoção em Osasco (SP), pode fazer uma doação:

Caixa Econômica Federal

Associação Bendita Adoção

Agência: 0326

Conta Poupança: 24090-1

CNPJ: 26.306.403/0001-57

Operação: 013 (para contas da Caixa)

Paypal: amazons@ig.com.br

Picpay: benditaadocao


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Ativistas revelam o que aconteceu ao porquinho que tremia em vídeo viral

Foto: Natura Umana

Foto: Natura Umana

Ativistas veganos revelaram ao site Plant Based News o que aconteceu com o porquinho trêmulo filmado em um vídeo feito por uma ONG de direitos animais que se tornou viral nas redes sociais.

O vídeo – cujo impacto levou várias pessoas a tornarem veganas, segundo elas mesmas assumiram – mostrava o pequeno animal, chamado Jasmin, convulsionando de tanto medo dentro de uma fazenda de criação. Suas orelhas haviam sido mastigadas pelos outros porcos que estavam tão estressados e assustados que estavam se voltando ao canibalismo.

Ativistas presentes em um evento da “Meat the Victims” (um trocadinho com a palavra carne ‘meat’ e o verbo conhecer: Conheça as Vítimas e Vítimas da Carne) na Holanda entraram na instalação e passaram algum tempo confortando Jasmin, descrita como “tendo espasmos violentos decorrentes de meningite”.

Eles então passaram nove horas negociando sua libertação com a polícia. Infelizmente, as autoridades insistiram que Jasmin fosse deixada na instalação para morrer.

A história de Jasmin

Em declarações à PBN, ativistas disseram: “A sala estava imersa na escuridão e ouvia-se sons de grunhidos combinados com ruídos de centenas de pés batendo no chão de plástico. Apenas um ponto de luz no final do corredor revelava os responsáveis pelo barulho.

“Apesar de apertados e sufocados presos em gaiolas superlotadas, os porquinhos estavam todos curiosos e se movimentavam ansiosos. Este foi o momento em que a vimos – deitada no chão, incapaz de se mover enquanto os outros a comiam viva, ela estava tendo espasmos violentos por causa da meningite. Jasmin olhava aterrorizada a sua volta com seu único olho visível, fraca demais para sequer gritar”.

“Impulsionados por seu desamparo total, nós a pegamos no colo tentando minimizar o sofrimento dela e, naquele momento, decidimos negociar para salvar a vida de Jasmin. Por nove horas, eu segurei seu corpo frágil em meus braços. Depois de um tempo, ela começou a se acalmar e relaxou, enchendo-me de gratidão por poder dar-lhe algum conforto pela primeira vez em sua curta e miserável vida. Ela adormeceu no meu colo e se enrolou no calor do meu corpo”.

Negociações

Eles afirmaram que as negociações continuaram “por horas” – e por algum tempo parecia que eles seriam bem sucedidos e estavam prestes a resgatar Jasmin da fazenda, descrita por eles como um “buraco do inferno”. Mas não foi assim que aconteceu.

“Sem nenhuma razão real, a polícia decidiu no último momento negar isso a ela, então eu tive que deixar Jasmin para trás. No momento em que a coloquei no chão, parte do meu coração morreu. Nunca mais vou me esquecer de como ela me olhou nos olhos confusa e assustada. Doente e mutilada, ela agora estava sozinha novamente, sozinha em um chão de concreto frio. O cheiro do sangue em suas orelhas ainda está fresco em minha memória”.

“Jasmin nasceu para ser morta, ela morreu em agonia como muitas de suas irmãs e irmãos que vimos. Matar um animal desnecessariamente é cruel e violento. Prometo a Jasmin, não vamos parar. Até que toda gaiola e cela esteja vazia”.

Noiva abandona festa de casamento pela mais bela das razões

Uma noiva fugindo no meio do dia do casamento pode ser um ato interpretado como sinal de má sorte.

Mas o que fez Carla Reilly Moore sair de sua festa estava longe de ser motivo de azar.

Enquanto Moore e seu noivo estavam realizando o sonho de ter um santuário, se acostumando a cuidar de tantos animais e estavam no meio do planejamento de seu casamento, que aconteceria no próprio santuário, o destino deu uma virada repentina.

“Naquele mesmo ano, enquanto dirigia para o trabalho, eu estiva em um acidente de carro devastador”, disse ela. “Isso causou danos permanentes nas minhas costas.”

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Moore teve que passar por uma reabilitação longa e intensiva. “Passei horas com os animais, uma vez que isso aliviou a minha dor e ajudou-me ao longo do caminho para a recuperação”, disse ela.

Quando o dia do casamento chegou, e Moore já estava muito mais forte e melhor, ela sabia que os animais seriam uma grande parte da celebração.

“Não poderíamos pensar em um lugar melhor para realizar nossas núpcias do que aqui no santuário”, disse ela, “o lugar que me deu paz e cura, e o lugar que ajudamos a curar os outros. Queríamos estar cercados por tudo nós amamos: natureza, família e, claro, os animais”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Dois porcos, Franklin e Sylvester, ajudaram a inspecionar a propriedade enquanto a cerimônia estava sendo organizada. E, depois que os votos foram trocados, Daphne, a cachorrinha da raça chihuahua resgatada por eles se juntou a Moore e seu novo marido para a primeira dança.

Em troca de toda a sua ajuda, Moore sabia que teria de aguentar o fim do acordo.

“Enquanto a maioria das pessoas depois de dizer que ‘eu aceito’ é levada para fotos, bailes, jantares e festas, tivemos que fazer uma pausa para cuidar dos convidados mais vulneráveis do nosso casamento – nossos residentes de animais”, lembrou Moore. “Eu não pensei duas vezes em descer para verificar todo mundo, e até mesmo alimentá-los, mesmo com meu vestido de noiva.”

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Os porcos e patos pareciam muito satisfeitos em ver a sua salvadora, mesmo que ela estivesse vestida de forma um pouco diferente do normal.

“Enquanto cuidava dos animais, meu marido cuidava dos convidados da festa”, disse Moore. “E então nós trocamos!”.

Moore sabia que seu sonho seria um trabalho 24/7 (24 horas por dia/sete dias por semana), mas ela vê os animais como parte da família.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Quando você é um cuidador de tantas vidas, não é como se você pudesse simplesmente se ausentar e sair”, disse ela. “Eles confiam em você para tudo.”

Os votos de amor vêm claramente em muitas formas – e Moore se considera feliz por poder incluir tantos indivíduos em sua vida.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Nós tivemos nossa lua de mel aqui!” ela disse. E desde então, o casal não troca por nada a atividade de cuidar dos animais e relaxar ao sol com eles.

“Não poderíamos pensar em um lugar melhor para compartilhar nosso amor um pelo outro”, disse ela. “Parece que já foi feito para ser assim.”

‘As pessoas não pensam que animais de fazenda têm sentimentos’, diz fundadora de santuário

Animais que vivem em fazendas, como bois, cabras, porcos e galinhas, são seres sencientes. Isso é, têm emoções e sentimentos. O que eles sentem vai além da dor física. São capazes, também, de sentir amor, afeto, medo, tristeza, de sofrer e de amar. E para protegê-los e conscientizar a sociedade sobre a senciência deles, Patrícia Fittipaldi fundou, há 11 anos, o Santuário das Fadas. Em entrevista exclusiva à ANDA, ela falou sobre os desafios para manter o local, que precisa de doações constantes, e revelou a bela missão que exerce diariamente cuidando de seres negligenciados e maltratados pela sociedade.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O santuário foi fundado quando e quantos animais atualmente vivem nele?

Patricia Fittipaldi: Foi fundado em 2008, temos aproximadamente 200 animais.

ANDA: Animais de que espécies vivem no santuário?

Patricia Fittipaldi: cães, gatos, aves, equinos, caprinos, suínos, bovinos, roedores e jabutis.

ANDA: O que te motivou a criar o santuário?

Patricia Fittipaldi: Desde criança sempre fui protetora de animais. Enquanto morava na cidade do Rio de Janeiro, eu resgatava muitos cães e gatos, mas com o tempo fui resgatando também animais como bodes e galinhas, e com isso foi ficando bem complicado morar na cidade e continuar resgatando esse tipo de animal. Então, me mudei para a Região Serrana, inicialmente fui para Itaipava. E eu quis montar um santuário principalmente de animais de fazenda porque são animais que não têm muitos abrigos e nem santuários para eles. O que têm mais são abrigos de cães e gatos. São poucas pessoas que fazem esse trabalho aqui no Rio de Janeiro, a gente praticamente faz um trabalho pioneiro.

E foi o amor a todas as espécies que me motivou. E com essa demanda de animais precisando de ajuda, principalmente animais de fazenda, que são animais que não costumam ser vistos com bons olhos, porque as pessoas gostam muito de cão e gato, não pensam que animais de fazenda sofrem, têm sentimentos, então foi isso que me motivou. Aí mudei para a Região Serrana, fiquei 10 anos em Itaipava e há quase dois anos a gente se mudou para Teresópolis, que é interior do Rio de Janeiro também.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você diz que as pessoas não pensam que os animais de fazenda sofrem e têm sentimentos. Você poderia contar uma história ou momento presenciado por você que demonstre o sofrimento e/ou o amor e a gratidão que estes animais sentem?

Patricia Fittipaldi: A maioria dos animais chegam aqui com desconfiança do ser humano, porque viveu muitas situações de maus-tratos. Os nossos equinos foram todos retirados de carroceiros, apanhavam muito, viviam trabalhando até a exaustão. Então, é muito legal observar a mudança deles e nem demora tanto, uma ou duas semanas aqui já no santuário, pela energia, pelo cuidado e pelo amor que a gente tem com esses animais, eles já demonstram muita gratidão.

Têm animais que chegam aqui muito agressivos, algumas vacas, alguns bois que participaram até de vaquejada, e com uma, duas semanas, nos casos mais graves um mês, esses animais mudam o comportamento completamente. Eles sentem, não só pela energia da gente com eles, mas também pelo cuidado e pelo amor que a gente passa para eles. Então, todos os animais que chegaram aqui chegaram dessa forma. Suínos que iriam ser mortos, eram criados em lugares imundos, em situação precária, não recebiam carinho. A gente não podia chegar perto deles que eles já gritavam com medo de apanhar. E com uma semana você percebe que eles já chegam perto da gente para pedir carinho, vão se aproximando devagarinho, até acontecer aquela entrega total de confiança.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O que você acredita que falta para que as pessoas percebam, que no que se refere a sentimentos, medo, dor, sofrimento, que os animais de fazenda são iguais aos cães e gatos?

Patricia Fittipaldi: Eu acredito que para as pessoas, principalmente para as que vivem na cidade, como não têm contato com esses animais e os enxergam como alimento, falta conviver com esses seres. Por isso em breve a gente quer fazer um programa de visitação monitorada no santuário, que dá a oportunidade das pessoas conhecerem e terem um momento de perto com esses animais. A gente em breve vai realizar isso para que as pessoas possam, cada vez mais, ter mais consciência sobre o fato de que esses animais também sentem, têm sentimentos, ficam felizes e tristes. Então, para mim, o que falta mesmo para as pessoas perceberem, no que se refere a sentimento, medo, dor sofrimento, é a vivencia com esses animais. Para as pessoas da cidade é muito difícil.

Nós que temos santuários, acho importante fazermos esse planejamento das visitações monitoradas, que não podem também ser diárias ou com muita frequência para não estressar os animais. Porque eles têm contato com a gente que está na lida com eles todo dia, mas muitos deles ainda têm receio quando se deparam com seres humanos diferentes, outros até gostam, então é uma coisa que a gente vai em breve fazer, mas também para não estressar os animais vai ser um projeto quinzenal ou mensal. Mas quando as pessoas têm contato com esses animais, elas começam a perceber que eles pedem carinho, que eles têm emoções.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você disse que fundou o santuário em 2008. De lá pra cá, nestes onze anos com o santuário, e também considerando o período no qual você já estava envolvida na causa animal, mesmo antes da criação do santuário, você notou alguma evolução na sociedade em relação aos animais? Os cães e gatos e, principalmente, os animais de fazenda, têm sido vistos de melhor forma pelos humanos, embora grande parte da população ainda seja omissa e até cruel com eles?

Patricia Fittipaldi: Eu notei muita mudança. Porque mesmo na época que eu não tinha o santuário, que eu só era envolvida com ativismo, era uma coisa muito difícil as pessoas se comoverem com animais de grande porte, animais de fazenda. E hoje em dia, mesmo as pessoas que se alimentam de carne têm aquela hipocrisia, comem a carne mas ficam com pena de ver as situações, e isso já é um despertar. E muitas delas, até por causa desse despertar, viram vegetarianas e veganas.

E entre os animais de fazenda, acho que as pessoas se sensibilizam mais com os equinos. Porque elas encontram muitos equinos na própria cidade, puxando carroça, animais desmaiando de cansaço, então são animais de fazenda, mas que também são encontrados na cidade. Portanto, eu vejo uma grande evolução em relação ao despertar das pessoas com os animais de fazenda, mas ainda tem muita coisa para evoluir.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: E como você faz para sustentar todos estes animais do santuário? 

Patricia Fittipaldi: Infelizmente, a gente vive literalmente de doação e são doações eventuais, o que é uma coisa incerta. Todo mês é uma loucura, a gente implorando ajuda na internet, nas mídias sociais. Não temos patrocínio fixo de empresa ou pessoa e o gasto é altíssimo, com ração, medicamentos, funcionários, com os recintos, que têm que ampliar, modificar, melhorar, criar mais recintos. É muito difícil. A gente gostaria muito de ter um patrocínio pelo menos para rações, um patrocínio mensal. Mas, infelizmente, a gente até hoje não conseguiu, então vivemos literalmente de doação.

* Por Mariana Dandara


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Homens são presos por levar porcos de chácara e matar os animais

Dois homens foram presos após serem acusados de levar dois porcos de uma chácara e matar os animais. O caso aconteceu em São José dos Quatro Marcos, a 309 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso.

Foto: PMMT

Os homens foram levados ao 17º BPM, após uma denúncia indicar que os dois, identificados apenas com as iniciais W.A.F.R e I.G.S, de 28 e 37 anos, respectivamente, que eles tinham pulado a cerca de uma chácara carregando os porcos no colo. As informações são do portal O Livre.

Os policiais receberam, também, a informação de que um dos homens já tinha matado os porcos. Os animais teriam sido mortos na casa dele. Os corpos dos porcos foram encontrados pela polícia no local indicado pelas testemunhas.

No momento em que a polícia chegou na residência, os homens não estavam no local. Mais tarde, eles foram localizados. Os dois estavam escondidos em uma propriedade rural localizada nas proximidades da chácara de onde os porcos foram levados.

Os homens já têm passagem na polícia por roubo e furto.

Foto: PMMT

Gripe suína africana vai causar a morte mais de 200 milhões de porcos, diz estudo

Foto: VegNews

Foto: VegNews

Instituição financeira, Rabobank, estima que 200 milhões de suínos vão morrer este ano na China devido à epidemia da gripe suína africana (FSA), o total representa aproximadamente um terço da população de suínos do país.

O vírus apareceu pela primeira vez no país em agosto e se tornou uma epidemia em dezembro, espalhando-se para outras regiões, como Camboja e Vietnã.

Mês passado, enquanto o governo chinês declarou que a ASF estava sob controle, os animais da região continuam a morrer (ou sendo mortos por precaução), levantando preocupações de que a indústria de carne suína chinesa possa entrar em colapso.

“Não tenho certeza se podemos dizer que a epidemia está sob controle porque sabemos quão complexa é a doença”, disse à CNN Vincent Martin, representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

“Temos experiência em outros países onde levamos anos para controlar essas doenças” Segundo informações do VegNews, este ano, os preços da carne suína devem aumentar para níveis recordes na região, uma vez que a demanda supera a oferta, e a borbulhante guerra comercial com os EUA significa que as importações chinesas do produto animal seriam muito dispendiosas.

Como solução, várias empresas começaram a oferecer produtos alternativos, sem doenças ou crueldade contra os animais. O empreendedor David Yeung lançou o substituto de carne de porco vegana Omnipork em Hong Kong em junho de 2018 com a missão de reduzir a dependência da região de produtos derivados de porcos.

Ano passado, Yeung falou durante uma conferência em Cingapura sobre a catástrofe iminente que o aumento do consumo de carne causará, particularmente na Ásia – uma previsão sinistra do que está atualmente se concretizando na China.

A combinação de mudanças climáticas, insegurança alimentar e problemas de saúde pública significa que estamos em um momento muito crítico na história do planeta”, disse Yeung.

“Se não fizermos alguma coisa, vamos forçar os limites e ninguém sabe qual será o impacto disso. Se continuarmos a consumir da maneira que fazemos agora, a menos que algum milagre aconteça, nosso sistema alimentar e ecossistema estão fadados ao colapso”, conclui o empresário e ativista.

*Carne de porco à base de vegetais na China*

A nova marca Right Treat – criada pela cadeia de mercados vegetarianos Green Common, do fundador David Yeung – lançou este mês (maio) seu primeiro produto, a carne vegana Omnipork, em Hong Kong.

O empreendedor eco-consciente David Yeung – fundador da cadeia de supermercados vegetarianos Green Common, com sede em Hong Kong – desenvolveu a carne alternativa com a missão de desacelerar o crescente apetite da Ásia por carne de porco.

“A filosofia por trás do Right Treat é que acreditamos que é possível alcançar uma vitória de longo prazo entre o planeta, a humanidade e os animais”, disse Yeung à VegNews. “Não deve haver conflitos entre o prazer alimentar e o bem-estar pessoal. O consumo e o aproveitamento dessa geração não devem se tornar responsabilidade e sofrimento das gerações futuras e de outros seres”.

O Omnipork é feito com proteína de ervilha, soja não transgênica, cogumelos shiitake e arroz, e é 233% maior em cálcio e 53% maior em ferro do que carne de porco à base de animais. A nova carne vegana vai estrear em restaurantes selecionados – onde os chefs preparam pratos como bolinhos, carne de porco agridoce vegana e pratos de carne de porco assada – em Hong Kong a partir de junho, antes do lançamento do Green Common até o final deste ano.

Justiça proíbe “pega galinha” e “pega leitão” em tradicional evento em Estrela (RS)

Na data de hoje (17/05), a Juíza Caren Leticia Castro Pereira da 2ª Vara Cível de Estrela, RS, concedeu liminar para suspender duas modalidades dos Jogos Germânicos, “galinha caipira” e “pega o leitão”.ao considerar que os eventos com exposição de animais a situações como as submetidas no evento em voga devem ser revistas a fim de permitir a evolução como ser humano e sociedade.

Prova “pega a galinha” (Foto: Divulgação)

Os Jogos Germânicos se propõem a promover o resgate das dificuldades físicas dos colonizadores alemães quando chegaram em terras brasileiras. Programado para acontecer amanhã, os jogos incluem outras modalidades como as provas da “canastra”, “carregar tora”, “carrinho de mão”, “cabo de guerra”, “rachar lenha”, entre outras.

Os advogados animalistas Rogério Rammê e Renata Fortes, que representam o Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA), argumentaram que as provas com uso de animais são atentatórias à norma constitucional que assegura proteção aos animais contra todas as formas de crueldade, seja ela física ou psicológica. Explicam, que no caso dos Jogos Germânicos, a crueldade é do tipo intrínseca, e consideram que este tipo de crueldade, muitas vezes, é imperceptível para os organizadores e mesmo participantes das provas que usam animais por desconhecerem a ciência do Bem-estar Animal.

A prova que utiliza galinhas é disputada pelas mulheres, e com porcos por homens. Em ambas, o objetivo é perseguir os animais e capturá-los, vence quem conseguir prender o maior número em uma gaiola ou cesta.

Prova “pega a o leitão” (Foto: Divulgação)

O Movimento Gaúcho de Defesa Animal trouxe aos autos dois laudos técnicos que analisam o uso de galinhas e porcos em jogos de captura, sob o ponto de vista da ciência do Bem-estar Animal. Para o veterinário, Dr. Renato Silvano Pulz, docente da disciplina de Bem-estar Animal do Curso de Medicina Veterinária da ULBRA-RS é importante salientar que apesar de parte da sociedade não enxergar nos suínos (incluído aqui o javali) e nos frangos animais inteligentes e com capacidade de sofrerem psicologicamente, isto já é completamente reconhecido pelas ciências veterinárias. Estas espécies demonstram todas as respostas fisiológicas: físicas, neuroendócrinas e comportamentais compatíveis com o estresse causado pelo medo de uma ameaça gerada por fatores ambientais.

Ainda sobre o que sentem a galinhas e porcos, a veterinária, Dra. Dríada Cannes, explica que os animais utilizados nas atividades, ao serem perseguidos entendem que estão em situação de perigo e precisam acionar seus mecanismos hormonais de sobrevivência: o chamado “mecanismo de fuga”, e conclui que é importantíssimo que nenhum animal seja submetido a esse nível de estresse, pois aqui chegamos ao limite entre vida e morte.

Galinhas presas em gaiola durante prova (Foto: Divulgação)

Para a presidente do MGDA, Maria Luiza Nunes, o uso de animais deve ser combatido em todas as finalidades, já que todas já se mostram desnecessárias para a nossa sociedade, e conclui o uso de animais deve ser combatido em todas as suas formas e finalidades, pois são desnecessárias e crueis, e conclui: a Juíza foi muito positiva em sua análise, deixar de usar os animais é uma questão de evolução individual e da sociedade.

A pedido dos advogados, a Juíza determinou o valor de R$ 50.000,00 de multa em caso da Prefeitura não cumprir a decisão de suspensão das provas com uso de animais.

Animais são explorados a vida inteira em fazendas industriais para abastecer o apetite humano

Foto: humanesociety

Foto: humanesociety

O Dia do Campo ou dia da fazenda é comemorado anualmente em 10 de maio. Em algumas regiões do Brasil, no entanto, a data pode ser celebrada no dia 5 de maio. A data surgiu com o objetivo de homenagear e conscientizar a população sobre a importância do campo.

Infelizmente para os animais como vacas, bois, porcos, galinhas, tidos como animais “de fazenda” não há motivos de comemoração, o campo, que deveria ser seu habitat natural, fonte de alimento e desenvolvimento tem se convertido em sinônimo de tortura de escravidão.

Muitos desses animais jamais vão sentir a grama do campo em seus pés, a brisa orvalhada do vento nas manhã ao ar livre e o calor do sol esquentando sua pele. Nascidos em confinamento e para um único fim, só encontrarão a liberdade com a morte.

Os seres humanos tem convertido os campos em verdadeiras fazendas industriais de produção de carne, leite e ovos. Num modo de operação que despreza deliberadamente qualquer valor à vida desses seres sencientes e capazes de amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor.

Em alguns países, como os EUA, mais de 99% dos animais se encontram em fazendas de criação, sendo explorados como produtos para gerar lucro e ao não servirem mais são descartados e mortos.

Foto: pasadosafehaven

Foto: pasadosafehaven

Vacas são exploradas por seu leite, passando sua vida inteira presas a equipamentos desenvolvidos especialmente para sugar seu leite, o leite de seus filhos, retirado de suas mamas diariamente.

Após o nascimento de seus filhos em uma sequência cruel de reprodução sem intervalos, essas mães sequem podem ver seus recém-nascidos, sendo afastadas deles antes mesmo que sintam seu cheiro.

Caso sejam do sexo femininos essas vacas vão encontrar pela frente o mesmo destino de suas mães, um vida inteira de exploração confinadas a alojamentos mínimos e super lotados, sem qualquer possibilidade de interação ou liberdade.

Caso sejam do sexo masculino outro destino aguarda os bezerrinhos, como não poderão dar leite para comercialização dessa indústria de laticínios são mortos aos montes, jogados em valas ou terão sua carne aproveitada na indústria de carne de vitela (novilhos), cujos tipos de morte são ainda mais assustadores e menos misericordiosos (sem balas para preservar a carne, morte a marretadas).

Galinhas são mantidas em compartimentos de “produção fordista” do tamanho de seus corpos, sem poder se mexer, sem poder caminhar, nada além de botar ovos para abastecer o consumo humano.

treehugger

Foto: treehugger

Os pintinhos do sexo masculinos são moídos em máquinas de grande porte, especialmente desenvolvidas para “descarte” desses seres inocentes. As pintinhas, assim como as vacas bebês, vão encontrar o mesmo destino da mãe: exploração e morte.

Da mesma forma se repete o círculo de exploração e crueldade com porcos e porcas, sendo que elas são mantidas em caixas de gestação de aço, frias e de proporções mínimas, com o único propósito de dar à luz e trazer ao mundo mais leitõezinhos prontos para serem “industrializados”.

Após nascerem, os bebês mal consegue chegar perto de sua mãe para mamar com uma parede se interpondo entre eles apenas com o espaço das mamas para que possam se alimentar do leite materno e por poucos dias.

Estes são apenas alguns exemplo de como o campo tem sido utilizado para explorar, usar, torturar e matar os animais.

Que a data sirva de reflexão para que os seres humanos possam se conscientizar de que os animais não são produtos. São vidas.

Companheiros de planeta, não são inferiores a humanidade, são sim sensíveis, inteligentes e amorosos e sofrem calados as duras penas que lhes impomos, tendo em vista nossa ganância, vaidade e falsa superioridade.

Mais de um milhão de bezerros morrem nas inundações recordes que atingiram o país

Animais sofrem como vítimas das inundações | Foto: Jamie Schomp

Animais sofrem como vítimas das inundações | Foto: Jamie Schomp

As condições meteorológicas extremas vistas no último mês levaram um número impressionante de animais a serem engolidos pelas águas geladas. Aqueles que sobreviveram provavelmente morrerão pela falta de comida e água potável ou serão enviados para o matadouro, de acordo com a PETA.

A ONG está colocando dois outdoors para aumentar a conscientização da população em torno dos cerca de um milhão de bezerros que morreram como resultado das inundações nos estados do Meio-Oeste americano nas últimas semanas.

O New York Times descreveu as condições climáticas extremas de março como “enchentes recordes”, dizendo que elas estavam causando um “estrago devastador para fazendeiros e pecuaristas em um momento em que eles tem menos recursos para arcar com isso”, em função da crise da indústria leiteira.

Mas a organização que atua em prol dos direitos animais, PETA, diz que enquanto os humanos que seriam afetados pelo ciclone e as inundações “tiveram aviso prévio e ajuda para evacuar as residências, os animais presos em fazendas de carne e laticínios não tiveram essa chance”.

Animais afogados

“Muitos desses animais se afogaram ou sofreram outras mortes dolorosas e terríveis nas enchentes, incluindo cerca de 700 porcos em apenas uma fazenda e mais de 1 milhão de bezerros”, conforme informações da PETA.

Foto: Beth Vavra

Foto: Beth Vavra

“Os bezerros, a maioria dos quais estavam sendo criados pela indústria de carne, foram arrastados para as águas congeladas e apareciam mortos pelas margens dos rios. As vacas que sobreviveram às enchentes provavelmente morrerão como resultado da falta de comida e água potável ou serão enviadas para o matadouro”, lamentou a ONG.

Outdoors Veganos

Agora, a ONG está colocando outdoores nas regiões afetadas pelas enchentes, que segundo ela, buscam alertar para o fato de que situações como estas vão ocorrer novamente e demonstram “como é possível evitar futuros desastres como este”.

Os outdoors mostram vacas em paisagens e dizem: “Parem de comer carne! Elas morrem por seu hábito cruel e sujo”.

“Se esta mensagem de compaixão inspirar apenas uma pessoa a deixar as vacas e bois de fora do seu prato, isso já contribuirá para que o número de milhões de animais que sofrem uma morte aterrorizante todos os anos não aumente ainda mais, seja em um matadouro ou em um desastre natural”, disse o vice-presidente executivo da ONG, Tracy Reiman, em um comunicado.

“O outdoor da PETA incita os carnívoros a ouvirem a enxurrada de razões pelas quais eles deveriam mudar seus hábitos e abraçar uma alimentação vegana e compassiva”.

Mortes de animais por inundação

Esses afogamentos seguem o número de mortos do furacão Florence em setembro passado, onde mais de 3,4 milhões de animais foram deixados para morrer, trancados em instalações de fazendas de onde seria impossível escapar, por fazendeiros que por sua vez, fugiram para se salvar.

O furacão – uma tempestade de categoria 4 – causou inundações recordes. Ativistas veganos da ONG que atua pelos direitos animais Direct Action Everywhere (DxE) e o Brother Wolf Animal Sanctuary, além de ativistas independentes, entraram em fazendas industriais inundadas após o furacão Florence para mostrar a extensão da devastação.

“Ativistas encontraram celeiros com milhares de galinhas afogadas e lixeiras cheias de centenas de leitões mortos, assim como porcos adultos”, disse um porta-voz da DxE em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Esses animais são indivíduos sensíveis e inteligentes, mas as corporações intencionalmente os negligenciam fazendo com que sofram mortes brutais como essas por causa da linha de produção”, acrescentou o ativista Arwen Carlin.