Escola primária pretende criar e depois matar porcos para ensinar crianças sobre bem-estar animal

Foto: Farsley Farfield

Foto: Farsley Farfield

Uma escola de ensino fundamental na Inglaterra está enfrentando uma severa reação de revolta na internet devido ao seu plano para educar crianças sobre o bem-estar animal.

A estratégia da escola envolve criar alguns porcos filhotes, deixando os alunos cuidar dos animais, acariciá-los e se apegar a eles para depois matá-los como conslusão do experimento.

A Farsley Farfield Primary, em Leeds, no condado de Yorkshire, trouxe os porcos Gloucestershire Old Spots à sua fazenda, permitindo que os alunos, com a idade em torno de quatro anos, alimentassem e convivessem com os animais, apenas para depois de nove meses matá-los.

O diretor da escola Peter Harris, que surgiu com a ideia, escreveu sobre o plano em um post no blog do site da escola.

“Cuidando e convivendo com os porcos, as crianças aprenderão mais sobre a proveniência de seus alimentos e questões relacionadas ao bem-estar animal”, escreveu Harris.

“Os porcos não serão animais de estimação e só estarão conosco por 9 meses. Os animais terão uma vida duas vezes mais longas que a de raças comerciais modernas e terão uma vida verdadeiramente livre”.

“As crianças vão entrar nos locais onde os porcos ficarão, durante as aulas de agricultura e vida em fazendas, apenas se quiserem (e enquanto os porcos são pequenos). Elas vão poder alimentar os porcos e acariciar suas costas também.
Harris diz que isso vai ensinar aos alunos sobre a fonte de sua comida, acrescentando que é uma boa oportunidade para abrir um diálogo sobre a redução do consumo de carne.
“Acho que estamos aumentando a conscientização sobre o setor de carnes e algumas das questões em torno do bem-estar animal e da sustentabilidade”.

“Eu não acho que estamos dessensibilizando as crianças, na verdade eu sugeri essa experiência para que nossos filhos sejam mais conhecedores e sensíveis ao bem-estar animal do que a maioria de seus pares”.

Em 2017, a escola foi premiada como “Escola mais Saudável do Ano”, uma premiação que ocorre em nível nacional.

Farsley Farfield está agora enfrentando a reação de ativistas dos direitos animais estão usando as mídias sociais para chamar a atenção para esta questão absurda. Como é possível ensinar bem-estar animal matando animais?

Um ex-aluno da Farsley Farfiled, que é vegano, sob o nome de Ix Willow, iniciou uma petição da Change.org pedindo à escola que não mate os porcos.

“A escola tem planos de cuidar dos porcos – que eles planejam enviar para um matadouro – nos terrenos da instalação, e quando os porcos forem mortos, os pais dos alunos e a população local poderão comprar pedaços de seus cadáveres”, diz a petição.

“Eles são animais inteligentes e dóceis que podem viver por cerca de 12 anos ou mais.”

“As escolas têm o dever de cuidar das crianças, ensiná-las valores justos e proporcionar um ambiente seguro e feliz para elas”, diz o texto da petição.

“Ensinando às crianças que não há problema em explorar e matar animais é exatamente uma violação aberta destes valores, e isso também pode ser traumatizante para as crianças: o fato de conhecerem os animais e depois saber que vão morrer”.

A petição já recebeu mais de 2100 assinaturas de uma meta de 2.500.

Harris disse que está ciente da petição e “respeita as opiniões individuais das pessoas”.

É assustador que os educadores responsáveis pela formação de futuros cidadãos demonstrem tamanha ignorância em relação ao bem-estar animal.

Alguns meses correndo livres pela grama do quintal da escola antes de serem mortos, tomando como parâmetro a criação industrial de porcos em larga escala – onde eles são reproduzidos e criados em gaiolas mínimas, onde mal podem se mover, com expectativa de vida muito menor, apenas com base em lucro – não é uma comparação aceitável.

Porcos não são produtos para serem vendidos ou mortos para serem comidos. São seres sencientes, livres, inteligentes e amorosos que são violentamente feridos por humanos que tem em mente apenas lucrar com seus corpos.

As crianças merecerem conhecer a verdade e serem orientadas para aprenderem mediante suas experiências, os valor da compaixão, bondade e igualdade. Manipulações mentirosas só criam mais reféns de uma sociedade que perece atualmente sob os efeitos de sua irresponsabilidade enquanto o planeta extingue-se lentamente.

Vídeo flagra porcos filhotes deixados à beira da morte entre corpos em decomposição

Foto: PETA

Foto: PETA

Uma investigação secreta da ONG que atua em defesa dos direitos animais, PETA, revela porcos morrendo lentamente enquanto cercados por corpos apodrecendo em uma fazenda canadense imunda.

O vídeo mostra imagens feitas na fazenda Excelsior Hog Farm, que fica em Abbotsford, no Canadá e é uma das maiores fazendas industriais da Colúmbia Britânica, de propriedade de um diretor da BC Pork Producers Association.

Atenção o vídeo abaixo possui imagens fortes:

As imagens mostram porcos em agonia e outros morrendo lentamente em gaiolas cheias de fezes, urina e outras imundices. A maioria dos animais também esta cercada por cadáveres de porcos já em decomposição que não foram removidos pelos trabalhadores da fazenda, embora alguns animais mortos sejam vistos sendo jogados em lixeiras cheias de sangue.

“Mais de mil porcos passam a maior parte de suas vidas nessa fazenda, dentro dessas gaiolas”, disse a ONG. “Esses animais inteligentes não recebem qualquer estímulo psicológico, muito menos alguma chance de sentir o chão ou ver o sol.”

As porcas exploradas para reprodução podiam ser vistas dentro de gaiolas de metal ou caixas tão pequenas que não conseguiam se mexer nem mesmo se esticar por inteiro. Elas também não puderam acariciar ou ajudar seus bebês, sendo que alguns deles morriam lentamente devido falta de atenção e cuidados.

Foto: PETA

Foto: PETA

“Inseminadas repetidamente, as porcas são confinadas em gaiolas ainda mais restritivas quando vão dar à luz”, explicou a ONG.

“Esses animais indefesos não têm nada a fazer senão olhar para uma parede de blocos de concreto que fica bem na frente de seu nariz. Eventualmente, após vários anos dessa prisão extrema, seus corpos se desgastam e eles morrem”.

A investigação secreta também descobriu que os filhotes de porcos com idade suficiente para serem desmamados são transferidos para gaiolas pequenas, mas lotadas, em estilo industrial, com piso de ripas até serem levadas para sombrias.

Foto: PETA

Foto: PETA

Alguns leitões podem ser vistos com tumores do tamanho de bolas de voleibol, assim como lacerações sangrentas que podem ser causadas por lutas entre os animais por estarem confinados em um ambiente apertado e estressante.

Além disso, alguns leitões não conseguiam andar mais, de modo que ficavam simplesmente deitados no chão imundo, enquanto alguns deles lutavam para andar ou ficar em pé usando as pernas dianteiras deformadas.

Quase 50 mil animais foram mortos pelo governo britânico em 7 anos de pesquisa militar

Animais são explorados e mortos covardemente em experimentos militares | Foto: Pixabay/ Annette Meyer

Animais são explorados e mortos covardemente em experimentos militares | Foto: Pixabay/ Annette Meyer

De acordo com informações do jornal Daily Mirror, os experimentos, que fazem parte do programa de pesquisa do Ministério da Defesa, envolviam injetar armas biológicas em macacos, atirar e explodir porcos e forçar outros animais a respirarem gases que afetam o sistema nervoso.

Esses experimentos levaram 48.400 animais à morte no Laboratório Militar de Ciência e Tecnologia de Defesa, em Wiltshire (Inglaterra), entre 2010 e 2017.

Em um teste, os macacos foram injetados com antraz, enquanto os pesquisadores monitoraram o nível de dor dos animais e a quantidade de tempo que eles levavam para morrer, segundo o relatório.

Em outro experimento, os animais explorados como cobaias tiveram o agente nervoso VX aplicado às suas costas, a fim de determinar como outro químico, bionecrófago, mudaria os efeitos da droga.

Os animais que sobreviveram ao teste foram mortos de qualquer maneira e dissecados, afirma o relatório.

Alguns animais eram forçados a respirar gás de mostarda, um carcinógeno que queima os pulmões, causando inchaço e formação de bolhas ao fechar as vias aéreas.

Para testar a eficácia da armaduras corporais, os porcos eram envolvidos em armaduras-teste antes que os explosivos fossem ativados.

Após as explosões, os cientistas avaliariam os porcos para ver quais partes do corpo estavam protegidas e quais estavam danificadas.

Animais são privados e sua liberdade e forçados a ingerir componentes químicos nocivos | Foto: White Coat Waste Project

Animais são privados de sua liberdade e forçados a ingerir componentes químicos nocivos | Foto: White Coat Waste Project

Na Dinamarca, o exército britânico também utilizou experimentos com “tecidos vivos”, em que porcos são baleados em diferentes partes do corpo com rifles, acompanhados por médicos do Exército que lutam para manter os animais vivos.

Questionado sobre esses testes pelo Daily Mirror, o Ministério da Defesa disse: “O DSTL é responsável por desenvolver e criar tecnologia indispensável para proteger o Reino Unido e suas forças armadas”.

“Isso não poderia, atualmente, ser alcançado sem o uso de animais em pesquisa. O DSTL está comprometido em reduzir o número de experimentos com animais”

No entanto, as organizações de direitos animais discordam e chamam esses tipos de testes desnecessários e absolutamente cruéis

“Os animais sofrem e morrem em tantos tipos diferentes de experiências, mas há algo especialmente obscuro e perturbador nas experiências de guerra”, disse a gerente da Campanha Anti-viviseccção de Animais, Jessamy Korotoga.

“Expor deliberadamente animais vivos a compostos químicos nocivos, explosões simuladas e patógenos biológicos que são conhecidos, e de fato desenvolvidos para causar sofrimento extremo e morte, é moralmente inconcebível”.

“Uma sociedade civilizada, no século 21, não deve se envolver em práticas tão macabras e terríveis”, concluiu a ativista.

Novo simulador pode pôr fim aos testes navais que envolvem explosão de porcos

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Um novo simulador pode pôr fim aos testes militares e navais realizados pela marinha real em porcos e outros animais.

Desenvolvido por um cientista do Reino Unido, o simulador foi projetado para substituir a necessidade de testes “lentos e caros” para tratamentos de lesões pulmonares. Os testes geralmente se concentram em lesões causadas pela exposição às ondas de choque supersônicas que se irradiam de explosões.

Os animais são expostos a essa violência absurda constantemente para que os pesquisadores possam analisar o resultado do impacto em seus tecidos e órgãos.

O Dr. Mainul Haque, da Escola de Matemática e Física da Universidade de Portsmouth, desenvolveu o simulador em colaboração com o consultor Timothy Scott, da Royal Navy Intensive Care.

Até agora, testes militares usaram porcos e outros animais para simular como essas ondas de choque afetam o corpo e qual a melhor maneira de tratar lesões subsequentes. No entanto, como foi apontado pela organização de direitos dos animais PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), os porcos e os seres humanos são muito diferentes.

O Dr. Mainul Haque, da Escola de Matemática e Física da Universidade de Portsmouth, desenvolveu o simulador em colaboração com o consultor Timothy Scott, da Royal Navy Intensive Care.

Até agora, testes militares tem usado porcos e outros animais para simular como essas ondas de choque afetam o corpo e qual a melhor forma de tratar as lesões subsequentes à agressão. No entanto, como foi apontado pela organização de direitos dos animais PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), os porcos e os seres humanos são muito diferentes.

A PETA relatou no passado que até mesmo oficiais do exército dos EUA admitiram que “ainda não há evidências de que a utilização e o impacto em tecidos vivos de animais salva vidas”.

Dr. Haque explicou os benefícios de usar um simulador em vez de animais vivos para a Medical Device Network, (Rede de Dispositivos édicos, na tradução livre). Ele explicou: “Um modelo computadorizado pode nos permitir executar o maior número de testes de tratamentos possíveis que precisamos para qualquer tipo de cenário”.

O médico passou a informação crucial de que os experimentos podem ser realizados “sem a necessidade de pesquisas com animais vivos”.

Scott apontou em um estudo separado que um simulador não é apenas mais barato, mas também “requer aprovação ética menos rigorosa”.

Ele acrescentou que também poderia “alcançar cenários que são inatingíveis em pesquisas com animais vivos ou humanos, como por exemplo várias vítimas com vários eventos de lesão”.

A nova tecnologia se estende além da simulação de vítimas. Também pode prever como os corpos humanos reagem ao acúmulo interno de fluidos, o que muitas vezes é fatal, já que não é detectado.

Os militares às vezes usam porcos para simular ferimentos humanos

Testes militares com animais ao redor do mundo

A ideia de usar simuladores em experimentos militares não é nova.

Em 2017, os deputados Hank Johnson, do partido Democratas, e Tom Marino, dos Republicanos., Apresentaram um projeto de lei contra testes com animais. O Washington Examiner informou que o projeto de lei “exigiria que os militares usassem apenas“ métodos baseados em humanos ”para treinar membros do serviço”.

Johnson abraça o entendimento de que as simulações são absolutamente melhores em custo-benefício. Ele disse: “Pode custar mais para um simulador do que para um animal vivo em termos de desembolso inicial”.

Johnson acrescentou: “você só pode usar esse animal uma vez, mas o simulador pode ser usado repetidamente. Então, em longo prazo, é melhor. ”

Em 2014, a Agência Norueguesa de Pesquisa Animal (NARA) rejeitou um pedido do exército norueguês para usar animais em exercícios de treinamento. Foi a primeira vez na história da agência que tal rejeição foi feita.

Novo filme de animação gráfica aborda o papel da China na agricultura industrial

Foto: Pixabay/ Jai79

Foto: Pixabay/ Jai79

Co-produzido pelo cineasta chinês Jian Yi e pelo cineasta norte-americano vencedor do Emmy, Allison Argo, “Piggy’s New Year’s Dream” (O Sonho de Ano Novo do Porquinho, na tradução livre) é um curta-metragem de animação que usa rotoscopia, que acompanha o documentário da suinocultura de verdade.

Em homenagem ao Ano do Porco, que cai em 2019 sob o calendário lunisolar chinês, o documentário mostra um porco de estimação que sai para explorar o mundo em busca de outros porcos, apenas para descobrir a realidade aterrorizante da pecuária industrial.

“O projeto foi uma colaboração multicultural (e multi-fuso horário). Eu acho que o fato de nossos países serem tão diferentes ajudou a criar uma história universal”, disse a cineasta Allison Argo.

“De fato, a história poderia ser narrada em qualquer país. A criação de porcos existe em todo o mundo e está se tornando cada vez mais mecanizada. Infelizmente, essa mecanização está levando a maiores e mais intensos maus-tratos aos porcos e outros animais”, acrescentou.

A China consome cerca de 28% da carne do mundo e cerca de metade disso é carne de porco. Em 2016, o governo chinês publicou diretrizes nutricionais recomendando que o público reduzisse seu consumo de carne pela metade, conforme informações do Vegan News.

“É o Ano do Porco, um bom momento para celebrar esses incríveis animais”, conclui o filme.

“No zodíaco chinês, as pessoas nascidas no ano do porco são descritas como gentis e generosas”.

“Infelizmente, milhões de porcos nascidos neste ano especial não viverão para ver o final do ano.”

Lançado na China em meados de fevereiro durante o Festival das Lanternas, cerca de duas semanas após o Ano Novo Lunar, “O Sonho de Ano Novo do Porquinho” foi visto dezenas de milhares de vezes.

O curta está disponível em inglês, narração em inglês com legendas em chinês, inglês com legendas em inglês e narração em chinês com legendas em inglês. Para todos os gostos.

Sensíveis e inteligentes

Os porcos são animais extremamente inteligente, cientistas afirmam que esses animais, inclusive, são mais espertos que os cachorros e seu nível de inteligência seria similar ao dos parentes mais próximos dos humanos: os chimpanzés.

Entre as principais evidências da inteligência dos porcos encontradas estão a excelente memória a longo prazo, o poder de compreender a linguagem simbólica simples e a capacidade de aprender combinações complexas de símbolos para ações e objetos.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Além disso, os porcos são ótimos em cooperação e demonstram empatia. Esses animais possuem um número maior de capacidades cognitivas de outras espécies muito inteligentes como cachorros, chimpanzés, elefantes, golfinhos e até mesmo humanos.

São esses animais únicos e singulares que são explorados, abusados, privados de sua liberdade e perdem suas vidas na indústrias de criação de animais. As porcas, principalmente, passam a maior parte de suas vidas em ‘celas de gestação’, que não permitem que os animais sequer se mexam. Após darem a luz, logo engravidam novamente e o ciclo reinicia até serem mortas.

Esses animais, donos de uma inteligência ímpar tem o sofrimento duplicado por entenderem e sentirem exatamente o que se passa com eles. Essa crueldade é inaceitável e qualquer pessoa que se diga compassiva, precisa se colocar contra esse abuso criminoso.

Carreta com 250 porcos tomba em rodovia e animais morrem

Foto: Divulgação

Uma carreta que transportava 250 porcos tombou em uma das curvas da rodovia MT-480, na última quarta-feira (10), próximo à cidade de Tangará da Serra, no Mato Grosso. O veículo estava indo em direção a um frigorífico. O acidente ocorreu após o motorista da carreta tentar desviar de um buraco na pista.

O destino do veículo era um matadouro localizado na cidade Diamantino, onde os animais, após horas de viagem, seriam mortos para consumo humano. O acidente ocasionou a morte de mais de 125 animais. Muitos sobreviveram e andavam desnorteados pela pista, assustados com a queda do veículo. Outros ficaram agarrados às ferragens e agonizaram sem receber socorro.

Lamentavelmente acidentes do tipo são comuns em rodovias brasileiras. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu no Rodoanel, em São Paulo, em 2016. Uma carreta que transportava cerca de 100 porcos tombou no anel rodoviário e causou a morte de 16 animais. Muitos dos que sobreviveram sofreram fraturas expostas e traumas físicos e psicológicos.

Os porcos do Rodoanel também estavam encaminhados para um matadouro, mas após uma campanha nacional liderada por ativistas em defesa dos direitos animais, os porquinhos foram salvos e levados para uma ONG no interior de São Paulo. Infelizmente, poucos animais têm essa sorte. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que apenas em 2018, cerca de 40 milhões de porcos foram mortos para consumo humano.

Pesquisadores britânicos desenvolvem bacon em laboratório

Foto: Pixabay

O mercado de carnes vegetais e ‘carnes limpas’ está em ascensão e traz novidades animadoras para quem busca por produtos livres de crueldade animal. A carne produzida em laboratório que pode acabar com o abate de animais e ‘salvar’ o planeta é uma das maiores promessas do futuro alimentar.

Agora, pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, já estão cultivando células de carne em folhas de grama.

O processo baseia-se no que as empresas de carne limpa (também conhecida como “culta” ou “carne de laboratório”) já estabeleceram, mas usa grama como suporte estrutural (conhecido na indústria como “andaime”) para permitir que as células proliferem em comestíveis.

“A ideia era essencialmente, em vez de alimentar uma vaca com grama e depois comer a carne – por que não, entre aspas, ‘alimentamos nossas células de grama'”, disse o estudante de pós-graduação em engenharia química Scott Allan à BBC.

“Usamos como um andaime para eles crescerem – e então temos um andaime comestível que pode ser incorporado ao produto final.”

A equipe desenvolveu com sucesso células de suínos usando seus andaimes de grama, o que abre as portas para o crescimento do bacon – uma configuração de laboratório. As informações são do VegNews.

“O porco ainda está vivo e feliz e você tem muito bacon no final”, disse o estudante de pós-graduação Nick Shorten.

Bem-estar animal

O empresário Richard Branson, fundador do grupo Virgin, entrou no mercado crescente de carne cultivada.

“Acredito que daqui a 30 anos não precisaremos mais matar nenhum animal e que toda a carne será limpa ou vegetal, terá o mesmo sabor e será muito mais saudável para todos”, disse Branson em um post no Site da Virgin em 2017 após investir na Memphis Meats.

“O sistema alimentar de carne limpa é seguro, bom para o planeta, para os animais e satisfaz os consumidores. A Memphis Meats espera uma conversão muito melhor de calorias; o uso muito menor água e terra; produção de menos gases de efeito estufa e a redução dos custos em relação à produção convencional de carne. É um enorme passo para o bem-estar animal.”

Criador de porcos é sentenciado a três anos de prisão por crueldade contra animais

Foto: Global News/Reprodução

Foto: Global News/Reprodução

Um proprietário de uma fazenda de criação de porcos foi condenado sexta feira última (15), pela acusação de crueldade contra animais na Cidade de Ulm na Alemanha. A sentença foi de 3 anos de prisão.

As condições de imundice e maus-tratos em que os animais viviam nos estábulos da propriedade do homem, em Merklingem, foram denunciados às autoridades por uma ONG de bem-estar animal que foi até o local e coletou provas em fotos e vídeos.

Centenas de porcos foram encontrados mortos ou tiveram que ser sacrificados, por orientação das autoridades veterinárias, em função da gravidade dos ferimentos que apresentavam, isso tudo serviu de base para a decisão no julgamento. O juiz classificou o local como “um inferno animal em massa”.

No geral, foram encontrados nos estábulos mais de 1.600 porcos. Dois dos animais que já foram encontrados mortos tinham ferimentos correspondentes a marretadas na cabeça e 56 aguardavam o mesmo destino. Esse método é empregado pelos criadores por ser “mais barato” que gastar com munição e armas.

Ativistas pelos direitos animais chamaram o veredito de histórico. “Pela primeira vez, um detentor de animais em nível industrial foi condenado na Alemanha por crueldade e sentenciado com a prisão”, disse o fundador e presidente da Associação de Soko Tierschutz, Friedrich Mülln.

“Finalmente, um juiz ousou quebrar um tabu em relação às más práticas utilizadas pela indústria de criação de animais, e puniu com cadeia o crime, criando um precedente importante.”

As condições no estábulo da fazenda de criação de animais foram reveladas em 2016 pela Associação de Ativistas que filmou o local. O proprietário os processou por invasão de território, porém após o pagamento de uma multa de 100 euros o processo foi encerrado.

Os estábulos foram fechados. Os produtos comercializados pelo criador estavam anteriormente nos mercados da UE (União Europeia) com uma variedade de rótulos, por exemplo, com “qualidade made in Baden-Württemberg”, ou “produzidos com bem-estar animal”.

Reino Unido pode proibir o uso de gaiolas na agricultura animal

Foto: Unsplash/Phil Hearing

Peter Egan pede ao governo do Reino Unido para proibir as gaiolas para todos os animais destinados ao abate, o que é altamente estressante, cruel e restringe os animais de expressarem seus comportamentos naturais.

O ator usou o Twitter para defender a causa.

“Por favor, junte-se a mim. Eu acabei de assinar esta petição: Fim da era de jaulas: proíbam gaiolas para todos os animais de fazendas”, escreveu ele.

Egan, recentemente expôs também a crueldade por trás do comércio de carne de gato e cachorro na Indonésia.

“Este não pode ser o futuro da agricultura britânica”, diz a petição.

“Pedimos ao governo do Reino Unido que acabe com essa prática desumana, proibindo todas as gaiolas para animais de fazendas. Gaiolas são cruéis”.

“Nós, abaixo assinados, solicitamos ao Secretário de Estado do Meio Ambiente para Assuntos Alimentares e Rurais que apresente legislação que altere os Regulamentos de Bem-Estar dos Animais Agrícolas de 2007 para proibir o uso de:

  1. Gaiolas para a criação de galinhas poedeiras, coelhos, frangos, codornas, faisões, perdizes, pintadas
  2. Cocheiras de partos para porcas;
  3. Baias de bezerros individuais

Mais de 25 mil pessoas já assinaram a petição. Quando a meta de 100 mil assinaturas for atingida, a petição será considerada para debate no Parlamento do Reino Unido, já que o governo promete responder a todas as petições que recebem mais de 10 mil assinaturas. As informações são do Vegan News

Granjas brasileiras

Estima-se que no Brasil cerca de 70 milhões de galinhas vivam confinadas em “gaiolas em bateria” superlotadas e sujas. Enquanto sua idade média em liberdade chega a 8 anos, no confinamento não passa de 20 meses.

Finalmente, isso pode estar perto do fim. Graças a uma iniciativa da ONG Mercy For Animals, a maior do mundo focada na proteção e defesa de animais considerados de consumo, a Companhia Beal de Alimentos anunciou seu o compromisso de eliminar a compra de ovos de galinhas confinadas em gaiolas para todas as suas marcas no Brasil (Festval e Beal).

Na empresa, que conta com 16 lojas no Paraná – e que já anunciou planos de expandir as operações com abertura de novas lojas ainda este ano, 70% do volume de ovos comprados já é proveniente de sistemas livres de gaiolas e alcançará 100% até 2022.

“A Mercy For Animals reconhece a iniciativa da Companhia Beal de Alimentos, que demonstra estar atenta às novas demandas dos seus consumidores, cada vez mais preocupados com a origem dos seus alimentos e com a questão do sofrimento animal”, afirma Sandra Lopes, Diretora Executiva da ONG no Brasil.

Agora, reconhecendo a crueldade das granjas e a crescente oposição do público consumidor, a Beal se junta a quase 100 empresas já anunciaram políticas nesse sentido aqui no Brasil, entre elas McDonald’s, Burger King, Subway, Spoleto, Unilever, Danone, Nestlé, entre muitas outras.

Milhares de animais sofrem confinados em megafazendas britânicas

Foto: Millon Dollar Vegan

De acordo com o Bureau of Investigative Journalism, uma megafazenda abriga pelo menos 125.000 galos, 82 mil galinhas, 2,5 mil porcos ou mil vacas.

Instalações maiores abrigam números assustadores – mais de 20 mil porcos ou 2 mil vacas leiteiras confinadas. Quando se trata de galinhas, os números são ainda piores – as duas maiores fazendas industriais têm capacidade para abrigar 1,4 milhão de aves.

Drones de uma organização de direitos animais registraram imagens destes locais e os animais podem ser vistos amontoados e em péssimas condições.

A SHOCKING reality of farming today from Plant Based News on Vimeo.

Bem-estar animal

O CEO da Million Dollar Vegan, Matt Glover, disse que as instalações ‘empanturram’ e ‘deixam que os animais sofram. As informações são do Plant Based News.

“Há um equívoco comum, particularmente no Reino Unido, que fazendas industriais só existem na América ou em outros países”, acrescentou.

“Infelizmente não é esse o caso e estamos vendo um aumento sem precedentes de megafazendas em toda a Grã-Bretanha – onde milhares e milhares de animais são amontoados em galpões e deixados para sofrer, ocultos da visão pública”.

“Houve um aumento de 26% dessas fazendas em todo o nosso campo nos últimos seis anos, mas cada vez mais evidências científicas estão ligando a agricultura animal como uma das principais causas da mudança climática”.

“Devemos agir agora para evitar que essas fazendas de continuar se quisermos ver um futuro para o nosso planeta e minimizar o sofrimento dos animais. A criação de animais é insustentável e é imperativo que todos nós procuremos adotar uma dieta baseada em vegetais para resolver essas questões”.

Investigações

Ativistas pelos direitos animais lutam incessantemente pelo fim da escravidão animal, do abuso e da crueldade praticada dentro de fazendas e matadouros de todo o mundo.

Porcos, galinhas poedeiras e bois são torturados e espancados para serem mortos ou apenas por ‘diversão’.

A Aussie Farms disponibiliza em seu site um banco de dados mais de 14 mil fotos, vídeos e documentos de investigações realizadas na Austrália.

Outras denúncias deste tipo acontecem não só nos Estados Unidos ou no Reino Unido – Itália, Holanda e Brasil estão entre os países que cometem atrocidades contra os animais.
Recentemente, o curta metragem “M6nths” foi lançado e mostra o sofrimento de leitões em fazendas industriais.