Espaço para animais domésticos é inaugurado em praça em Santo André (SP)

Um espaço denominado “PetPraça” foi inaugurado, na última semana, pela Prefeitura de Santo André (SP) na Praça Presidente Kennedy, na Vila Bastos. Durante a inauguração foi anunciada também a criação da Diretoria da Causa Animal, que passa a fazer parte da Secretaria de Meio Ambiente.

Foto: Reprodução / Repórter Diário

“Em Santo André, cerca de 40% das famílias tem um animal em casa. Por isso, elaboramos a construção deste espaço exclusivo e financeiramente barato feito pela nossa equipe. Com este sucesso, a proposta é ampliar esta iniciativa, por isso vamos levar este modelo para mais 10 praças até 2020”, disse o prefeito Paulo Serra. “Ideia surgiu por sugestão dos usuários da praça, em especial do Grupo Auamigos, que faz um trabalho com os animais da região. Parabéns a todos os envolvidos”, completou. As informações são do portal Repórter Diário.

O prefeito falou, também, sobre a Diretoria da Causa Animal. “Neste segmento já temos a parceria do secretário de Meio Ambiente, Fabio Picarelli, a diretora de vigilância à saúde, Ana Lúcia Ferreira Oliveira Meira e agora o diretor do Departamento de Bem Estar Animal, José Henrique Mioto. Com isso iremos desenvolver ainda mais políticas públicas nesta área, que é sinônimo de qualidade de vida e companheirismo. Já tivemos mais de mil adoções nesta gestão, dobramos a capacidade das castrações e agora teremos mais obras, projetos e inaugurações para oferecer qualidade de vida em Santo André”, reforçou o prefeito.

O secretário de Manutenção e Serviços da Prefeitura de Santo André, Vitor Mazetti, comemorou a inauguração da PetPraça e lembrou que ela foi construída de maneira sustentável. “Tivemos investimento de baixo custo, cerca de R$ 8 mil, em que utilizamos materiais recicláveis, como tubos, dutos de PVC, entre outros, oferecendo funcionalidade e sustentabilidade. Tudo isso tem um simbolismo muito grande para todos, já que a comunidade pode conviver ainda mais de forma harmoniosa”, disse.

Esta é a segunda PetPraça instalada na cidade. A primeira está localizada na praça Marechal Hermes. O espaço recém-inaugurado conta com brinquedos para os animais, como passarela, gangorra, túnel de arcos, pneu e obstáculo com barra paralela, além de grama, areia e pedrisco no chão, iluminação, cerca com alambrado, bancos e papeleira.

“Por muitas vezes, vimos nossos animais presos na coleira, sem condições para correr livres e aproveitando este espaço da melhor maneira possível. Reunimos nosso grupo Auamigos, que já tem mais de 150 membros, e levamos nossas considerações à Prefeitura. Fomos prontamente recebidos e a equipe de lá já se organizou para que tudo fosse concretizado. Agora sim podemos curtir mais momentos tranquilos com animais”, disse Sônia Aparecida de Carvalho, idealizadora da Auamigos, do qual fazem parte um grupo de frequentadores da praça.


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Fim do recebimento de animais em zoo de Uberaba (MG) é definido em reunião

Uma reunião realizada na quarta-feira (15) entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Prefeitura de Uberaba (MG) definiu, entre outras questões, que o Zoológico Municipal Parque Jacarandá não irá mais receber animais. A reunião foi feita no Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente (Caoma), da Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Foto: André Santos/Prefeitura de Uberaba

O encontro ocorreu após uma denúncia sobre más condições dos animais no parque ter sido recebida pelo MPMG. Na reunião, além do fim do recebimento de animais, ficou definido que serão realizadas melhorias na estrutura e no manejo, para melhorar a qualidade de vida dos animais, e que os animais que vivem no local receberão o devido cuidado até o final da vida deles. A prefeitura se comprometeu em promover as ações. As informações são do G1.

Participaram da reunião o prefeito Paulo Piau (MDB), a primeira dama de Uberaba, Heloísa Piau, a promotora de Justiça de Meio Ambiente, Monique Mosca, o coordenador regional de Uberaba, promotor Carlos Valera, a coordenadora estadual de Defesa da Fauna, Luciana Imaculada de Paula, a médica veterinária do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Luciana Pereira Carneiro, e o médico veterinário Gustavo Xaulim.

Os promotores expuseram preocupação com o bem-estar dos animais durante o encontro e pontuaram que o modelo do parque não atende ao novo paradigma ético dos direitos animais. O prefeito, por sua vez, informou que o local não tem recebido novos animais, devido à expectativa de encerramento gradual das atividades, “de forma a compatibilizar os anseios da sociedade na opção de lazer com o interesse genuíno dos animais de viverem no habitat deles”.

Na reunião, foi lembrado também que alguns zoológicos estão fechando as portas devido a uma tendência de diminuição da manutenção de animais em cativeiro. A médica veterinária do IEF, Luciana Pereira Carneiro, sugeriu que a possibilidade de implantação de recintos do tipo “viveiro interativo”, especialmente para aves, seja avaliada, com o objetivo de reduzir o custo de manutenção da estrutura e também para deixar o animal mais próximo do habitat.

Uma vistoria técnica, de responsabilidade do IEF, foi marcada para esta sexta-feira (17) no local. O intuito é avaliar a possibilidade técnica e estrutural da adequação do local em um “viveiro interativo”. Um relatório será feito após a vistoria e encaminhado ao MPMG no prazo de 15 dias.

O MPMG deve receber também, no prazo e 30 dias, uma proposta, feita pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Uberaba (Semam), sobre o futuro do parque, além de um projeto de educação ambiental para conscientização da população sobre a inadequação deste tipo de estabelecimento, sobre o paradigma ético dos direitos animais e a medida de transição para a nova proposta de uso do parque.

Depois de receber os relatórios, o MPMG deve encaminhar uma proposta de aditivo ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), já celebrado com o município, cujo prazo para cumprimento já terminou.

Programa Regional de Defesa da Vida Animal

Ainda durante o encontro, foi ratificada pelos promotores a assinatura do termo de adesão do município ao Programa Regional de Defesa da Vida Animal (Prodevida), o que assegura a cessão gratuita e exclusiva de uma Unidade Móvel de Esterilização e Educação em Saúde (Umees) e uma capacitação realizada pela Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Cedef) em Uberaba, em parceria com o CRMV em Uberaba.

Por ser presidente da Amvale, o prefeito Paulo Piau foi solicitado pela promotora Luciana Carneiro para que intervenha junto aos demais prefeitos da região em prol do favorecimento à adesão ao Prodevida.

Prefeitura de Mairiporã (SP) incentiva população a matar caracol africano de maneira cruel

A Prefeitura de Mairiporã, no interior de São Paulo, publicou um vídeo em rede social por meio do qual incentiva a população a utilizar um método cruel para matar caracóis africanos.

Foto: Reprodução / Facebook / Prefeitura de Mairiporã

Nas imagens, a agente de saúde Adryana Suba Brasil afirma que o caracol africano foi introduzido no Brasil em meados da década de 80 para ser explorado para consumo humano. A proposta, no entanto, fracassou e o animal foi abandonado no meio ambiente.

No decorrer do vídeo, Adryana conta que a população tem ateado fogo nos caracóis para matá-los. Ela discorda da ação dos moradores do município, mas não pelo sofrimento imposto ao animal, e sim porque ao ser morto queimado, o caracol solta uma secreção que, segundo a agente de saúde, fica no meio ambiente e atrai moscas.

Sob a justificativa de controle da espécie, Adryana ensina um método cruel para matar o animal, que ela chama de “solução caseira e simples”. A funcionária pública indica que a população coloque os caracóis dentro de um balde com água e adicione detergente e sabão em pó comum, o que, de acordo com ela, matará os animais em alguns minutos.

Depois de matá-los, Adryana orienta os moradores a retirar os caracóis do balde, colocá-los em uma sacola plástica, quebrar a carapaça deles e, em seguida, descartá-los no lixo da coleta comum.

Nos comentários do vídeo publicado pela prefeitura, uma internauta criticou a atitude da administração municipal. “Os caramujos foram introduzidos no Brasil para consumo humano. Sabemos que essa moda não pegou e por isso eles foram soltos na natureza de forma errônea gerando impactos ambientais. Ou seja, o próprio ser humano criou essa situação!”, escreveu a usuária do Facebook, que lembrou que “é privativo e é competência do médico veterinário a realização de eutanásia em animais” e que “a eutanásia por afogamento ou substâncias como o sabão ou detergente são métodos inaceitáveis, pois causam dor e sofrimento, segundo a resolução 1000/2012 do Conselho Federal de Medicina Veterinária”.

Confira o vídeo divulgado pela prefeitura:

Secretaria registra 15 denúncias de maus-tratos a animais por dia em Paranaguá (PR)

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Paranaguá, no Paraná, recebe 15 denúncias de maus-tratos a animais por dia.

Foto: Secom

“Na segunda-feira, 15, recebemos a denúncia informando que uma égua estaria doente na região do Jardim Guaraituba. De imediato fomos ao local para atendimento do animal e estávamos prontos para levá-lo para a Semma. Infelizmente a tutora estava presente e não permitiu a retirada da égua”, informa a veterinária Elen Soares, diretora do departamento.

Na terça-feira, a equipe foi novamente informada de que a égua estava em via pública. Desta vez, a tutora não estava no local. Ela já tinha sido notificada e multada por maus-tratos.

“Após essa primeira notificação, não tínhamos recebido novas denúncias sobre a situação desse animal até esta situação. A égua foi socorrida e encaminhada para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente”, conta, através da assessoria de imprensa da prefeitura.

Elen lembra que os tutores têm responsabilidade sob os animais. “Precisamos frisar que a responsabilidade dos animais é de seus tutores. Estes precisam zelar pela saúde, fornecer alimento, água e demais cuidados necessários para que o animal tenha uma vida saudável”, destaca.

Denúncias

O Departamento Veterinário da Secretaria recebe denúncias de maus-tratos a animais de segunda à sexta-feira das 8h às 11h e das 13h às 18h.

“Recebemos diariamente cerca de 15 denúncias de maus-tratos. Estamos prontos a atender e sempre com seriedade a pessoa que nos informa a situação. Fazemos o possível para dar um resultado positivo a todos os casos que recebemos”, afirma Elen.

As denúncias devem ser feitas através do telefone (41) 3420-6058.

Moradores tentam manter casinhas de cachorro em rua de Porto Alegre (RS) após ordem de despejo

Há alguns dias, uma situação divide moradores do bairro Jardim do Salso, na Zona Leste de Porto Alegre (RS). Casinhas de cachorro foram colocadas na calçada para que cães em situação de rua, chamados de comunitários, porque são cuidados por quem mora na região, tivessem abrigo. Mas a atitude não agradou a todos. Uma reclamação foi feita na prefeitura, que ordenou a retirada das casinhas.

Em nota, a prefeitura informa que é possível recorrer dessa decisão em até 15 dias – prazo que se encerra na próxima semana (leia a nota completa abaixo). As casinhas, que foram inauguradas em outubro do ano passado, seguem no local.

Foto: Reprodução/RBS TV

“Foi um sucesso, todo mundo olhava, admirava. O pessoal ajudou, todo mundo colaborou, e compramos outra”, lembra a assistente administrativa Rosana Pereira de Oliveira, que lidera os pedidos pela permanência das casinhas.

“Nós temos muitos cães abandonados. A gente gosta dos animais e tratava pé quebrado, recolhia, atendia, colocando para dentro de casa”, acrescenta.

Atualmente, existem três casinhas em uma rua do bairro. Segundo os moradores, todo dia tem quem limpe, coloque água fresquinha e comida para os cães.

“A gente levanta às 5h30 da manhã para limpar, dar alimentação. Eles comem, alguns vêm do final da rua, se alimentam e vão embora. E a gente limpa, junta tudo e sai correndo para trabalhar. A gente gosta de animais, não gosta de ver eles na chuva, e é uma união de muitas pessoas, da comunidade toda, da rua, do prédio. Muita gente ajudando”, destaca a assistente administrativa Ana Beatriz Lemos Marques.

A Filha e a Véia são duas cadelinhas famosas na rua. Elas se abrigam nas casinhas, e também foram castradas e vacinadas pelos moradores que participam dos cuidados.

“Na realidade, quem escolhe o tutor é o cachorro, então eles nos escolheram, não só a mim e a Rosana, eles escolherem toda a comunidade. A gente ajuda com o que a gente consegue, com remédios, com amor, com casinhas”, diz o comerciário Daniel de Vargas.

Ordem de despejo

Tudo ia bem até que algumas reclamações começaram a surgir. A prefeitura foi avisada e emitiu uma ordem de despejo, endereçada ao condomínio onde na frente foram instaladas as casinhas, com base em uma lei municipal que diz que não se pode impedir a passagem de pedestres ou carros.

Já em nível estadual, uma lei aprovada neste ano permite que os moradores coloquem casinhas comunitárias na rua, desde que elas não atrapalhem os pedestres nem os motoristas.

“Não atrapalha absolutamente nada. O que atrapalha é a falta de amor que essas pessoas não têm para os animais e em ajudar”, diz Rosana.

“Eu acho que, sinceramente, faltou muito bom senso do fiscal, porque a gente tem poste no meio da calçada, a gente tem vegetação, a gente tem canteiros, isso não está atrapalhando a calçada?”, indaga Daniel.

Secretário visita rua

A polêmica cresceu e chegou ao secretário de Infraestrutura e Mobiliário de Porto Alegre, que foi ao local recentemente.

“O secretário, que estava de férias, veio aqui, se prontificou a olhar e estudar dentro da prefeitura, e nos indicou que nós entrássemos com um processo, que nós seguíssemos para que ele, dentro da prefeitura, pudesse analisar e tomar uma devida providência. Mas, até agora, não foi nos dito nada, não é nada oficial”, acrescenta Rosana.

Além da defesa dos moradores no recurso, a prefeitura também vai receber um abaixo-assinado online, que já reúne quase 30 mil pessoas.

Nota da prefeitura

A Prefeitura de Porto Alegre considera louvável que as pessoas cuidem dos animais, mas não pode abrir precedente e permitir que os abrigos fiquem na calçada, lugar destinado ao passeio público.

Por isso, o condomínio Edifício Tulipa foi notificado pela prefeitura por infringir o artigo 18, inciso IX da Lei 12/75, alterada em 2011. O artigo veda “embaraçar ou impedir, por qualquer meio, o livre trânsito de pedestres ou veículos nos logradouros públicos”.

A Lei é a mesma e vale para toda a população. A cidade de Porto Alegre tem 1,5 milhão de habitantes e possui regras para garantir a boa convivência entre todos.

O poder público tem entre suas prerrogativas o zelo pelo interesse coletivo, mesmo que, eventualmente, contrarie vontades e interesses individuais, por mais bem intencionados que sejam.

Os moradores têm 15 dias para recorrer. Eles podem adotar os animais ou instalar as casinhas dentro da área privada do prédio.

Fonte: G1

Prefeitura irá adquirir veículo castramóvel em São Gonçalo (RJ)

Durante reunião realizada na quarta-feira (3), o prefeito de São Gonçalo, José Luiz Nanci, reafirmou o compromisso de comprar um castramóvel para a cidade. A aquisição será feita através de verba oriunda de emenda parlamentar da então deputada federal, Laura Carneiro, e irá contemplar a luta das protetoras de animais do município. O veículo será devidamente equipado para a realização de cirurgias de castração em cães e gatos. De acordo com o prefeito, este tipo de prática segue orientação do Ministério da Saúde e já está sendo aplicada em diversos municípios do Rio de Janeiro.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

“Essa conquista é fruto do trabalho de diversas pessoas, como as protetoras de animais do município, em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente. Este equipamento é de suma importância para o controle da população de animais”, ressalta o prefeito. Para Monica Nunes, vice-presidente do Conselho Municipal de Proteção Animal, “o castramóvel vai ajudar a levar o serviço para mais perto da população. Fica mais fácil para chegar até as comunidades mais distantes”, disse.

A Secretaria de Saúde ficará responsável pela administração do serviço na cidade.

Também participaram da reunião o Conselheiro Municipal de Política Urbana de São Gonçalo, doutor Adolfo Konder, o veterinário, Pedro Ramon, a assistente social, Daniele Gonçalves, e a coordenadora da Secretaria de Meio Ambiente, Aretha Salles.

Fonte: O São Gonçalo

Meme da “Bettina” é usado para incentivar a adoção de animais

A Prefeitura de Curitiba, no Paraná, decidiu inovar e usar o meme da “Bettina” para incentivar a adoção de animais abandonados. Bettina Rudolph se transformou em meme e viralizou na internet após aparecer em um vídeo publicitário no YouTube. Nas imagens, da campanha da empresa Empiricus, a jovem conta como conquistou um milhão de reais. Aproveitando a repercussão, a administração municipal de Curitiba criou um vídeo seguindo o mesmo modelo, mas para incentivar a adoção de cachorros e gatos.

Foto: Reprodução / Facebook / Prefeitura de Curitiba

Nas imagens produzidas pela prefeitura, aparece uma cadela que conversa com o telespectador. Ela conta que o sonho dela de ser adotada por uma família que a ame se concretizou e que ela deseja o mesmo para outros animais.

“Oi, meu nome é Betina. Tenho dois anos de idade e um milhão de lambidinhas de amor de patrimônio acumulado”, diz a cadela. As informações são do blog Coisas de Pet, do portal NE10.

“Tem gente que acha normal encontrar um caãzinho abandonado, mas sabe o que chama a minha atenção? É que adotar não tem nenhum segredo”, continua. “Se você for uma dessas pessoas que está buscando um companheiro para a vida, você vai acessar o site da rede de proteção animal e procurar uma instituição de adoção para visitar”, acrescenta.

Na campanha de adoção, a prefeitura disponibiliza ainda o endereço do abrigo de animais de Curitiba, localizado na rua Lodovico Kaminski, 1.381, e um site para os interessados em levar um cachorro ou gato para casa.

Confira o vídeo:

Moradores denunciam abandono de gatos recolhidos pela Prefeitura de Laranjeiras (SE)

Moradores de Laranjeiras, município de Sergipe, denunciam o abandono de gatos recolhidos pela prefeitura. Segundo eles, os animais foram retirados de uma casa e estão sendo mantidos em condições precárias. Alguns deles morreram.

Moradores denunciam abandono de gatos recolhidos pela prefeitura (Foto: Reprodução / TV Sergipe)

Valquíria Leite era a tutora dos gatos, que foram retirados da casa dela em atendimento a um pedido do Ministério Público. Os 50 animais foram recolhidos pela prefeitura após queixas de vizinhos. As informações são do portal G1.

Ainda de acordo com ela, a administração municipal alegou que levaria os gatos para um abrigo. Valquíria denuncia, entretanto, o abandono dos gatos, que, segundo ela, foram encontrados sem comida em um prédio do Centro de Convivência para Idosos do município.

O abandono é confirmado pela professora Rosilene dos Santos Santana. “Colocaram os gatos lá dentro e foram embora. Só deram ração no primeiro dia. Depois os gatos começaram a miar de fome e um vizinho arrombou a porta e encontrou eles sem água e comida, alguns já tinham morrido”, contou.

A professora afirma ainda que a falta de alimentação tem feito os gatos entrar em residências próximas do prédio onde foram abandonados para buscar comida.

Gato encontrado morto (Foto: Reprodução / TV Sergipe)

O motorista Edvaldo Santos Chagas cobra uma atitude da administração municipal. “Foi acordo da Prefeitura com o Ministério Público para que eles fossem para um abrigo”, lembrou.

A presidente da ONG de Educação e Legislação Animal (Elan), Nazaré Moraes, está acompanhando o caso. Ela informou que irá registrar um Boletim de Ocorrência para que a situação de abandono dos animais seja apurada.

A Prefeitura de Laranjeiras, por meio da assessoria de comunicação, afirmou ter comprado alimentos e remédios para os gatos e disse que, em virtude de uma ordem judicial, a mulher que antes abrigava os gatos não pode entrar no local no qual eles estão sendo mantidos atualmente. A administração municipal informou que voltará a discutir o assunto na próxima segunda-feira (11).

Prefeitura de Abre Campo (MG) recolhe cachorros e os abandona em lixão

A Prefeitura de Abre Campo, em Minas Gerais, recolheu cachorros em situação de rua e os abandonou em um lixão que fica a cerca de três quilômetros do centro do município. O caso revoltou moradores da cidade. Imagens mostram os cachorros amarrados em um caminhão e, depois, solto em meio ao lixo. Há também um vídeo de uma moradora chorando ao saber que um cachorro comunitário que vivia no bairro tinha sido levado.

(Foto: Cão Sem Dono / Divulgação)

“No último dia 12 de fevereiro começou a circular no Whatsapp fotos que denunciam maus-tratos e animais jogados no lixão e fomos apurar e descobrimos que era em Abre Campo, quando entramos em contato com o órgão responsável pelo recolhimento dos animais, nos foi informado que um dos cães havia mordido alguém e por isso foi buscado, mas não faz sentido, vocês resgata um animal da rua e joga no lixo?”, contestou Vicente Define, diretor da Cão Sem Dono, ONG de proteção animal que denunciou o caso.

Vicente esteve no lixão e, segundo ele, as condições são ruins e os maus-tratos são nítidos. “Os animais estão no meio do lixo, outros estão amarrados em um local fechado, sem água e sem comida”, contou. As informações são do portal O Tempo.

A ação da prefeitura é fruto da falta de campanhas de castração, segundo o diretor da entidade. Ele afirma que o caso se repete em outras cidades do país. “As prefeituras não implantam uma campanha de castração para evitar que mais animais nasçam e sejam abandonados na rua”, criticou Vicente, que fez um apelo para que a administração municipal resgate os animais levados para o lixão e os disponibilize para adoção.

“Precisam resgatar esses animais e façam eventos de adoção. E que a prefeitura peça apoio da população para que esses animais consigam ter um lar. São cerca de 20 animais que a gente espera que tenha um destino mais digno do que o lixo”, ressaltou.

(Foto: Cão Sem Dono / Divulgação)

Na internet, a Prefeitura de Abre Campo foi duramente criticada. “Como uma prefeitura faz isso com os animais? Isso é um exemplo de péssima gestão de um prefeito. Claramente despreparado para o cargo pois se tem coragem de fazer isso imagina o que mais não deve fazer. Queremos respostas sobre os animais. São vidas. Isso é crime”, escreveu uma internauta.

A denúncia sobre o caso foi compartilhada em rede social pela professora e ativista pelos direitos animais Duda Salabet, que foi candidata ao Senado pelo PSOL nas eleições de 2018. O deputado Osvaldo Lopes também se pronunciou. Ele afirmou que fez um pedido no Ministério Público para que o caso seja investigado e que entrou em contato com o prefeito de Abre Campo, Márcio Nogueira (PT), mas não obteve retorno.

A prefeitura emitiu nota por meio da qual negou maus-tratos aos animais. Disse ainda que os cachorros foram encaminhados para uma área específica da usina de compostagem da cidade devido a incidentes nos quais esses animais morderam moradores do município. A administração municipal disse que os cães serão submetidos a exames e que rechaça toda e qualquer forma de agressão a animais.

Prefeitura de Boa Vista (RR) sacrifica mais de 400 animais e vira alvo da Justiça

A Prefeitura de Boa Vista, em Roraima, através da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses, sacrificou 443 animais, entre cachorros e gatos. Os animais foram resgatados de situações de abandono e maus-tratos. São 344 cães e 99 gatos.

Em 2015, 109 cachorros e 44 gatos foram mortos. No ano seguinte, foram 57 cães e 25 gatos. Já em 2017, 95 cachorros e 16 gatos foram submetidos ao procedimento de morte induzida. No ano passado, foram 83 cachorros e 14 gatos, segundo informações do Diário Oficial do Município de Boa Vista. As informações são do portal Roraima 1.

Foto: Tiago Vianna

O Ministério Público Estadual, através da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, afirmou que o relatório com o número de mortes não é suficiente, diante das obrigações que a prefeitura precisa cumprir após o MP ingressar na Justiça com ação civil pública contra o município em 2013.

A ação judicial foi impetrada após investigação, segundo o promotor de justiça de defesa do Meio Ambiente, Zedequias de Oliveira Júnior. “A investigação foi feita mediante uma denúncia que tratava sobre possível realização de eutanásia em animais sadios no Centro de Zoonoses, procedimento esse que estaria ocorrendo sem o aval do Conselho Regional de Medicina Veterinária”, disse.

A denúncia, segundo o promotor, indicava também que os procedimentos adotados para tirar a vida dos animais não eram adequados. “Além da ocorrência de maus-tratos, dentre outras situações que estavam ocorrendo lá [no Centro de Zoonoses], ficou configurado irregularidades no que diz respeito aos cuidados com os animais”, ressaltou.

“A investigação teve todo um trâmite, e depois chamei o Município de Boa Vista para resolver de maneira amigável, por meio de um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta], mas não teve interesse”, completou.

A investigação realizada pela 2ª Titularidade da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente concluiu que o Centro de Zoonoses não tinha estrutura física adequada para separação de animais sadios, aptos para adoção, dos que estavam doentes e que a unidade não possui nenhum controle formal acerca da entrada e saída dos animais ou registros quanto aos critérios adotados para sacrifício de animais – como laudos, prontuários ou pareceres que justifiquem o procedimento de morte induzida.

Dentre outras irregularidades encontradas, está a ausência de profissionais qualificados para realizar o sacrifício de animais.

Diante do resultado da investigação e da recusa da administração municipal em resolver o problema por meio de um TAC, o Ministério Público ajuizou a ação civil pública. “A 2ª Vara de Fazenda Pública julgou improcedente a ação civil pública. Então entramos com uma apelação cível no Tribunal de Justiça contra essa sentença e o TJ recentemente reformulou a decisão do juiz da 2ª Vara e determinou a condenação integral da prefeitura, com base no que pedimos na ação”, informou o promotor.

“Estamos entrando com ação de execução para fazer valer exatamente aquilo que o TJ condenou. Ou seja, a Prefeitura de Boa Vista terá que cumprir com várias obrigações que foram determinadas pelo Tribunal de Justiça. A ação foi agora chancelada pelo TJ, ou seja, os desembargadores concordaram com a nossa tese”, frisou.

Ficou determinado, com o resultado da ação civil pública, que a Prefeitura de Boa Vista deve designar, em um prazo de 30 dias, contados a partir de 23 de janeiro de 2019, ao menos um médico veterinário, qualificado e cadastrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), concursado ou contratado, para responder às intervenções sanitárias e ficar responsável pela unidade durante o expediente regular do CCZ.

Além disso, a decisão judicial determinou também que deve ser providenciado, em 120 dias, o condicionamento adequado dos animais resgatados, separando os que devem ficar em observação, os que serão submetidos a eventual sacrifício tecnicamente aprovado, os que podem estar saudáveis, em tratamento, os adultos dos filhotes, os de raça diversa e os que podem ser disponibilizados à adoção. A medida poderá ser atestada por certidão ou declaração do CRMV.