Prefeitura de Mairiporã (SP) incentiva população a matar caracol africano de maneira cruel

A Prefeitura de Mairiporã, no interior de São Paulo, publicou um vídeo em rede social por meio do qual incentiva a população a utilizar um método cruel para matar caracóis africanos.

Foto: Reprodução / Facebook / Prefeitura de Mairiporã

Nas imagens, a agente de saúde Adryana Suba Brasil afirma que o caracol africano foi introduzido no Brasil em meados da década de 80 para ser explorado para consumo humano. A proposta, no entanto, fracassou e o animal foi abandonado no meio ambiente.

No decorrer do vídeo, Adryana conta que a população tem ateado fogo nos caracóis para matá-los. Ela discorda da ação dos moradores do município, mas não pelo sofrimento imposto ao animal, e sim porque ao ser morto queimado, o caracol solta uma secreção que, segundo a agente de saúde, fica no meio ambiente e atrai moscas.

Sob a justificativa de controle da espécie, Adryana ensina um método cruel para matar o animal, que ela chama de “solução caseira e simples”. A funcionária pública indica que a população coloque os caracóis dentro de um balde com água e adicione detergente e sabão em pó comum, o que, de acordo com ela, matará os animais em alguns minutos.

Depois de matá-los, Adryana orienta os moradores a retirar os caracóis do balde, colocá-los em uma sacola plástica, quebrar a carapaça deles e, em seguida, descartá-los no lixo da coleta comum.

Nos comentários do vídeo publicado pela prefeitura, uma internauta criticou a atitude da administração municipal. “Os caramujos foram introduzidos no Brasil para consumo humano. Sabemos que essa moda não pegou e por isso eles foram soltos na natureza de forma errônea gerando impactos ambientais. Ou seja, o próprio ser humano criou essa situação!”, escreveu a usuária do Facebook, que lembrou que “é privativo e é competência do médico veterinário a realização de eutanásia em animais” e que “a eutanásia por afogamento ou substâncias como o sabão ou detergente são métodos inaceitáveis, pois causam dor e sofrimento, segundo a resolução 1000/2012 do Conselho Federal de Medicina Veterinária”.

Confira o vídeo divulgado pela prefeitura: