EUA voltam a autorizar uso de bombas de cianureto para matar animais silvestres

O uso de bombas de cianureto para matar animais silvestres voltou a ser autorizado pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump. As armadilhas venenosas são usadas para exterminar raposas, coiotes e cães selvagens. Grupos de conservação criticam a decisão cruel do governo.

FOTO: CENTER FOR BIOLOGICAL DIVERSITY

Conhecidos como M-44, os dispositivos são colocados no solo e parecem irrigadores de gramado. Um ejetor de molas libera o cianureto de sódio quando um animal atraído por uma isca puxa um suporte do compartimento da cápsula.

Estas bombas tinham sido vetadas pelo governo em 2018 após uma dessas armadilhas ferir uma criança e matar o cachorro dela no estado de Idaho. A família da criança entrou com uma ação na Justiça contra o governo federal.

A decisão de voltar a autorizar o uso das bombas revoltou ambientalistas, que enviaram mais de 20 mil cartas de protesto à Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês). As informações são da agência AFP.

“São incrivelmente perigosas para as pessoas, seus animais e animais selvagens ameaçados, elas são muito perigosas para serem usadas”, disse à AFP Collette Adkins, diretora de conservação de carnívoros do Centro para a Diversidade Biológica. “A indústria pecuária quer isso”, acrescentou. Segundo ela, grupos da indústria agrícola enviaram à EPA aproximadamente 10 comentários favoráveis à liberação das bombas.

Dados do governo indicam que 6.579 animais foram mortos pelas armadilhas venenosas em 2018, sendo 200 deles animais que não eram o foco das bombas, como guaxinins, gambás e um urso.

O foco da organização dirigida por Adkins é, segundo ela, continuar pressionando por proibições a nível estadual, como aconteceu em Oregon no mês de maio.


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Mais de 100 papagaios-do-mar são mortos por caçadores de troféu em cada viagem de caça à Islândia

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Caçadores de troféus britânicos estão migrando para a Islândia para atirar e matar papagaios-do-mar em viagens de caça – depois da matança os corpos das aves são trazidos de volta com seus assassinos para “enfeitar” suas casas.

As viagens de caça ao pacífico país nórdico estão sendo vendidas por 3.000 libras (cerca de 3.600 dólares) por pacote, apesar de os papagaios-do-mar terem sido classificados como uma espécie vulnerável pela IUCN no ano passado.

Em uma tentativa de chamar a atenção do público, a Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha para Proibir a Caça ao Troféu) publicou fotos dos caçadores posando com dezenas de seus troféus sem vida.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

O grupo também fez um apelo a Theresa Villiers, a nova secretária do Meio Ambiente, para proibir a importação de papagaios-do-mar caçados, informa o jornal Metro.

O porta-voz da campanha, Eduardo Gonçalves, instou o governo a impor uma moratória “antes que seja tarde demais”.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Ele acrescentou: “Os papagaios-do-mar são uma das aves mais amadas do mundo. As pessoas viajam milhares de quilômetros apenas para fotografá-las. Agora, parece que os caçadores de troféus estão viajando pelo mundo para matá-las também.

“Os cientistas dizem que estão em sérios apuros. As populações estão caindo, e muito menos aves estão chegando às costas da Grã-Bretanha. A última coisa que eles precisam é que os caçadores de troféus atirem neles em grande número apenas por diversão.”

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Gonçalves também pediu à Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) que classifique os papagaios-do-mar como espécie protegida em sua conferência no próximo mês (espécie já esta classificada como vulnerável).

A população de papagaios-do-mar islandeses despencou de sete milhões para 5,4 milhões em uma década.

E a Fair Isle, nas Ilhas Shetlands, viu sua população de pássaros icônicos cair pela metade – de 20mil para 10 mil – nos últimos 30 anos.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Quase 600 mil papagaios-do-mar vivem no Reino Unido, representando aproximadamente um décimo da população mundial.

Sir Roger Gale, o presidente da Conservative Animal Welfare Foundation, criticou a caça aos papagaios, descrevendo-a como “abominável”.

Ele disse ao Telegraph: “Eu não acredito em caça de troféus para qualquer espécie. Eu não acho que haja qualquer desculpa para isso”.

“Acredito que há muito mais turismo a ser gerado pela preservação e conservação dessas belas e únicas aves do que por matar os papagaios-do-mar.”

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Urso escala muro de 4 m e passa por três cercas elétricas para fugir de cativeiro

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

Um urso escapou de um cativeiro para animais selvagens onde era mantido e fugiu dos guardas florestais italianos após escalar três cercas elétricas e uma parede de quatro metros de altura.

O urso pardo, que foi apelidado de “gênio”, havia sido capturado anteriormente pelas autoridades, que usaram uma armadilha para ursos para prendê-lo, na região italiana de Trentino, no domingo.

O animal de 140 kg, fugiu de seu recinto em Val Rendena poucas horas depois de ser pego, e está em fuga desde então.

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

O presidente de Trentino, desde então, deu permissão às autoridades para matar o urso, provocando indignação de grupos de direitos animais, bem como a oposição pública do Ministério do Meio Ambiente.

O presidente de Trentino, Maurizio Fugatti, emitiu uma ordem para que o animal fosse preso há mais de um mês, depois do urso ter sido visto perto de áreas habitadas e consideradas perigosa para humanos e animais selvagens.

Fugatti deu aos guardas do parque a ordem de matar o animal, depois que ele escapou de seu cercado na segunda-feira. Guardas florestais com cães farejadores estão caçando o animal.

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

“Se o urso se aproximar de áreas habitadas, os guardas florestais têm permissão para matá-la”, disse Fugatti.

“O fato de o urso ter conseguido escalar uma cerca elétrica com sete fios a 7 mil volts demonstra que esse espécime é perigoso e um problema de segurança pública”, disse o presidente, claramente desconsiderando toda e qualquer ótica do ponto de vista do animal, que provavelmente desesperado e aflito por estar preso após uma vida inteira livre, apostou tudo em sua fuga, arriscando a própria vida.

O desprezo pelo animal é tão notável que ele ganhou um número e uma letra como idetificação: M49

A ordem para matar o animal provocou indignação de grupos de direitos animais no país, incluindo a WWF Itália.

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

O ministro do Meio Ambiente, Sérgio Costa, não se mostrou impressionado com a forma como a perseguição ao animal foi tratada, criticando os envolvidos. Ele acrescentou que a ordem para matar o urso era “absurda”.

Fotos divulgadas pela assessoria de imprensa da província de Trento confirmaram que o urso está vivo e circula pelos bosques perto da cidade de Trento, na região de Trentino-Alto Adige, no norte da Itália.

Uma foto tirada às 22:54 da noite passada por uma câmera de vigilância armada na natureza e mostra o urso vivo e bem, espreitando em uma área não muito distante de onde foi capturado.

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

Outra foto mostrou o urso às 09:29 desta manhã.

Muitos usaram as mídias sociais para mostrar seu apoio ao animal, sob a hashtag #fugaperlaliberta, significando #escapeforlreedom.

“Vamos lá M49”, uma pessoa twittou.

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

“M49 é meu herói”, disse outro.

A Liga da Itália para a Abolição da Caça (LAC) descreveu o urso, que desafiou 7 mil volts elétricos, como se realmente possuísse superpoderes.

“Evidentemente, o urso é um gênio da fuga, dotado de superpoderes parecido com um herói da Marvel Comics”, disse em um comunicado.

Foto: Province of Trento Press Office

Foto: Province of Trento Press Office

Life for Urses, um grupo de vida selvagem local para a preservação de ursos em Trentino, comparou a situação ao filme King Kong.

Todos sabemos como King Kong termina: o gorila se defende, mas no final sucumbe. O mesmo roteiro já foi escrito para este urso corajoso”, disse o grupo em um comunicado.

A WWF Itália twittou seu apoio ao animal, dizendo: “Viva M49 e com ele todos os ursos”.

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Comissão da Flórida (EUA) incentiva população a matar iguanas

A Comissão de Conservação de Peixes e Animais Selvagens (FWC, na sigla em inglês) da Flórida, nos Estados Unidos, está incentivando a população a tomar a cruel iniciativa de matar iguanas como método de controle populacional da espécie, que está se multiplicando rapidamente.

(FOTO: PIXABAY)

A FWC argumenta que os animais são não nativos da região e estão ameaçando o ecossistema. A Comissão, no entanto, ignora e desrespeita o direito à vida das iguanas.

“Os donos de imóveis não precisam de autorização para matar iguanas em suas próprias propriedades, e o FWC encoraja os proprietários a matar iguanas verdes em sua própria propriedade sempre que possível”, disse a agência.

Além de incentivar a matança desses animais e de indicar 22 locais públicos onde há animais dessa espécie vivendo, para que sejam mortos, a Comissão não abordou maneiras de matar as iguanas, deixando que a população aja livremente, o que pode gerar inúmeros casos de maus-tratos não só para esses répteis, mas para outras espécies que vivam no mesmo local que eles. As informações são da revista Galileu.

A defesa da propriedade privada em detrimento da vida de animais sencientes foi usada como argumento para respaldar a crueldade incentivada pela agência. “Algumas iguanas verdes causam danos à infraestrutura escavando tocas que corroem e colapsam calçadas, fundações, paredões, bermas e margens de canais”, disse a comissão.

A organização internacional de defesa animal PETA se posicionou contra a medida. “Iguanas, como a maioria das espécies consideradas ‘invasivas’, foram retiradas de seus territórios nativos para o comércio exótico de animais de estimação, e, depois disso, são liberadas ou abandonadas para cuidar de si mesmas”, criticou.

De acordo com a PETA, ao invés de matar as iguanas, “as autoridades da Flórida deveriam proibir sua importação e posse como meio de diminuir a guerra contra esses animais, que agora estão apenas tentando sobreviver”.


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Ex-funcionária de matadouro conta porque virou vegana e ativista pelos direitos animais

O trabalho no matadouro quase destruiu a vida de Susana | Foto: Livekindly/Reprodução

O trabalho no matadouro quase destruiu a vida de Susana | Foto: Livekindly/Reprodução

A ex-funcionária de um matadouro Susana Soto costumava matar galinhas para ganhar a vida, mas agora ela mudou totalmente e luta pelos direitos animais.

Originalmente na Cidade do México, Soto era funcionária de matadouro que matou “milhares de frangos”. Agora, uma ativista em defesa dos direitos animais, ela usa “todas as oportunidades para falar em apoio aos que são abusados”.

Susana conta que podia ver o medo nos olhos das aves, o clima no ambiente era pesado e triste. Todos os funcionários se sentiam mal trabalhando ali.

Em um vídeo no Facebook, Soto conta sua história. Ela explica que não foi apenas o abuso de animais – que incluia pendurar as aves de cabeça para baixo para que eles não pudessem lutar quando chegasse a hora de cortar seus pescoços – o que tornou o trabalho insuportável.

Violência contra os animais gera violência contra humanos, o que Soto explica que foi o caso com o proprietário do matadouro, que abusava diariamente da esposa dele com agressões verbais e físicas. Percebendo o impacto que o trabalho teve em sua filha, os pais de Soto recomendaram que ela se mudasse para a Califórnia.

Soto agora vive com seus filhos, a quem ela ensina o poder da compaixão e faz campanha por “um mundo melhor [para eles]”.

Mudança radical na indústria agropecuária

Soto não está sozinha em virar as costas à agricultura animal. Muitos pecuaristas, criadores e trabalhadores da indústria de animais estão optando por sair do ramo; há até um site inteiro dedicado a contar histórias da vida real daqueles que escolheram um estilo de vida mais ético.

A organização de defesa dos animais Free From Harm publica uma seção separada em seu site chamada “Sowing Change”. Ela apresenta perfis sobre os agricultores que costumavam dirigir ou trabalhar em fazendas de carne e laticínios, mas agora optam por cultivar somente as lavouras. O site observam que “[os perfis] são provas cheias de esperança de que mesmo aqueles que mais perdem ao renunciar à exploração animal são capazes de uma enorme mudança de opinião”.

Abraçando um futuro vegano

Independentemente de terem rejeitado totalmente a indústria de carne e laticínios ou não, muitos agricultores reconhecem que a demanda do consumidor por mais alimentos à base de vegetais está crescendo.

Recentemente, uma votação na Oxford Farming Conference revelou que 40% dos agricultores acreditam que a comida vegana é o futuro.

O produtor de leite irlandês Darragh McCullough é particularmente vocal sobre a inovação na indústria agrícola. Em um editorial para o Irish Independent, ele escreveu: “Eu não tenho tempo para a comunidade agrícola se interessar pelo veganismo”.

Ele acrescentou: “qualquer um que ignora os enormes problemas enfrentados pela pecuária não deveria estar no gado. As forças combinadas da mudança climática, do bem-estar animal e das preocupações com a saúde sobre os altos níveis de consumo de carne são impossíveis de evitar ”.

Toureiro limpa as lágrimas de touro ferido antes de matá-lo

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Espetáculos de tortura e crueldade, as touradas espanholas são palco de sofrimento e assassinatos frios, onde os pobres touros indefesos são feridos e humilhados para que uma plateia ávida por sangue possa saciar seu gosto doente por diversão sádica.

Um matador espanhol limpou o sangue do rosto de um touro antes de matar o animal já gravemente ferido em um gesto descrito como “malicioso e perverso” por grupos de defesa dos direitos animais.

Alerta: imagens fortes.

Morante de la Puebla participava de um festival de touradas na praça Real Maestranza, na cidade de Sevilha, na região de Andaluzia, no sul da Espanha, quando ocorreu o incidente.

O homem, que tem 39 anos, é visto tirando um lenço do bolso com a mão encharcada de sangue para limpar o touro moribundo.

O animal é visto com quatro banderillas (espetos com fitas) espetadas saindo de suas costas antes da morte final acontecer.

Imagens do momento pungente foram compartilhadas no Twitter e visualizadas cerca de 2,3 milhões de vezes.

Os fãs de touradas – surpreendentemente eles existem – consideraram o gesto como um sinal de respeito pelo animal – mas pessoas que comentaram nas mídias sociais e grupos de defesa dos direitos animais criticaram severamente o incidente.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Silvia Barquero Nogales, líder do partido Partido Animalista que atua contra os maus-tratos de animais (PACMA) da Espanha, disse: ‘Somente uma mente maliciosa e perversa poderia torturar um animal até que o sangue escorra e então enxugar o rosto da vítima com um lenço.

“O matador está apenas disfarçando sua falta de empatia e crueldade com o animal. Abaixo as touradas agora!”

Enquanto isso, outros comentaram on-line chamando o matador de “sádico”, “psicopata” e “hipócrita”, quando ele matou o touro momentos depois.

No entanto, os defensores de touradas disseram que de la Puebla (o toureiro) estava mostrando respeito ao animal como outros matadores famosos fizeram no passado, como Jose Gomez Ortega.

Os animais têm a capacidade de produzir lágrimas para lubrificar os olhos, embora se acredite amplamente que apenas humanos produzem lágrimas emocionais.

Crueldade nas touradas

Em um argumento de defesa que mal se sustenta, os tradicionalistas dizem que as touradas são parte integrante da cultura e do patrimônio da Espanha – enquanto a opinião contrária, da maioria da população é que o espetáculo é cruel, degradante para os animais e deveria ser proibido.

É parte do procedimento brutal das touradas que o matador primeiro provoque o touro com sua capa e depois com espadas afiadas, que são fincadas e permanecem presas no animal para irritá-lo e causar-lhe dor.

Finalmente, o matador assassina o animal com uma espadada no pescoço para honrar sua bravura.

Algumas partes da Espanha baniram este ato final rotesco, mas não em Sevilha.

Os seguidores da rede social disseram que se sentiram “doentes” ao assistir ao incidente Morante de la Puebla, enquanto outros foram levados às lágrimas.

Projeto de lei que autoriza morte de leões marinhos é aprovado no senado americano

Leões marinhos serão mortos por se alimentar de salmões | Foto: GoPro

Leões marinhos serão mortos por se alimentar de salmões | Foto: GoPro

Um projeto de lei que facilita a matança de leões marinhos que se alimentam de salmão no rio Columbia foi aprovado no senado dos Estados Unidos.

A medida permitirá um processo mais ágil para que os estados de Washington, Idaho, Oregon e várias tribos do noroeste do Pacífico capturem e matem os leões-marinhos.

Os defensores do projeto dizem que a medida protegerá o salmão e a truta e dará aos gerentes de vida selvagem maior flexibilidade para controlar os leões marinhos.

Os críticos chamam a solução covarde de mal concebido e dizem que matar os animais de forma covarde não vai resolver o problema do declínio das populações de salmão.

Novas diretrizes, envolvendo os animais entraram em vigor no dia 17 de abril, e permitem que qualquer leão marinho que seja visto na área em cinco ocasiões, ou que tenha sido visto comendo peixe (atum) deve ser colocado em uma lista para remoção letal.

Os critérios anteriores exigiam que ambas as marcas fossem atendidas. Autoridades dizem que 10 leões marinhos foram mortos até agora este ano, a maioria como resultado da mudança de política. Um estudo descobriu que a mudança pode aumentar o número de leões marinhos mortos em 66%.

O governo federal atualmente autoriza os estados a matarem leões marinhos perto da represa de Bonneville, a leste de Portland, Oregon, mas somente se os responsáveis documentarem individualmente os animais que estão causando problemas.

O projeto foi patrocinado pelo senador de Idaho, Jim Risch, e a senadora por Washington, Maria Cantwell, e já foi aprovado pelo senado. O texto do projeto é semelhante à legislação que a câmara aprovou em junho do ano passado.

Matar os leões marinhos, retirar vidas, nunca será a solução a ser adotada. O declínio das populações de salmão se dão em função do desequilíbrio na cadeia alimentar causado pela pesca (intenções comerciais, ganho, lucro, venda) que impede a reprodução dos animais há tempo de suprir o déficit causado pelos pescadores com suas redes de grande escala.

A natureza tem seu equilíbrio próprio e perfeito as cadeias alimentares obedecem a esses critério endêmicos. Tentar culpar os leões marinhos por consequências que os seres humanos causam, é no mínimo, incoerente e equivocado.

Essa irresponsabilidade custará as vidas de animais inocentes que nada mais fazem do que seguir seus instintos e se alimentar.

Prefeitura de Mairiporã (SP) incentiva população a matar caracol africano de maneira cruel

A Prefeitura de Mairiporã, no interior de São Paulo, publicou um vídeo em rede social por meio do qual incentiva a população a utilizar um método cruel para matar caracóis africanos.

Foto: Reprodução / Facebook / Prefeitura de Mairiporã

Nas imagens, a agente de saúde Adryana Suba Brasil afirma que o caracol africano foi introduzido no Brasil em meados da década de 80 para ser explorado para consumo humano. A proposta, no entanto, fracassou e o animal foi abandonado no meio ambiente.

No decorrer do vídeo, Adryana conta que a população tem ateado fogo nos caracóis para matá-los. Ela discorda da ação dos moradores do município, mas não pelo sofrimento imposto ao animal, e sim porque ao ser morto queimado, o caracol solta uma secreção que, segundo a agente de saúde, fica no meio ambiente e atrai moscas.

Sob a justificativa de controle da espécie, Adryana ensina um método cruel para matar o animal, que ela chama de “solução caseira e simples”. A funcionária pública indica que a população coloque os caracóis dentro de um balde com água e adicione detergente e sabão em pó comum, o que, de acordo com ela, matará os animais em alguns minutos.

Depois de matá-los, Adryana orienta os moradores a retirar os caracóis do balde, colocá-los em uma sacola plástica, quebrar a carapaça deles e, em seguida, descartá-los no lixo da coleta comum.

Nos comentários do vídeo publicado pela prefeitura, uma internauta criticou a atitude da administração municipal. “Os caramujos foram introduzidos no Brasil para consumo humano. Sabemos que essa moda não pegou e por isso eles foram soltos na natureza de forma errônea gerando impactos ambientais. Ou seja, o próprio ser humano criou essa situação!”, escreveu a usuária do Facebook, que lembrou que “é privativo e é competência do médico veterinário a realização de eutanásia em animais” e que “a eutanásia por afogamento ou substâncias como o sabão ou detergente são métodos inaceitáveis, pois causam dor e sofrimento, segundo a resolução 1000/2012 do Conselho Federal de Medicina Veterinária”.

Confira o vídeo divulgado pela prefeitura:

Escola primária pretende criar e depois matar porcos para ensinar crianças sobre bem-estar animal

Foto: Farsley Farfield

Foto: Farsley Farfield

Uma escola de ensino fundamental na Inglaterra está enfrentando uma severa reação de revolta na internet devido ao seu plano para educar crianças sobre o bem-estar animal.

A estratégia da escola envolve criar alguns porcos filhotes, deixando os alunos cuidar dos animais, acariciá-los e se apegar a eles para depois matá-los como conslusão do experimento.

A Farsley Farfield Primary, em Leeds, no condado de Yorkshire, trouxe os porcos Gloucestershire Old Spots à sua fazenda, permitindo que os alunos, com a idade em torno de quatro anos, alimentassem e convivessem com os animais, apenas para depois de nove meses matá-los.

O diretor da escola Peter Harris, que surgiu com a ideia, escreveu sobre o plano em um post no blog do site da escola.

“Cuidando e convivendo com os porcos, as crianças aprenderão mais sobre a proveniência de seus alimentos e questões relacionadas ao bem-estar animal”, escreveu Harris.

“Os porcos não serão animais de estimação e só estarão conosco por 9 meses. Os animais terão uma vida duas vezes mais longas que a de raças comerciais modernas e terão uma vida verdadeiramente livre”.

“As crianças vão entrar nos locais onde os porcos ficarão, durante as aulas de agricultura e vida em fazendas, apenas se quiserem (e enquanto os porcos são pequenos). Elas vão poder alimentar os porcos e acariciar suas costas também.
Harris diz que isso vai ensinar aos alunos sobre a fonte de sua comida, acrescentando que é uma boa oportunidade para abrir um diálogo sobre a redução do consumo de carne.
“Acho que estamos aumentando a conscientização sobre o setor de carnes e algumas das questões em torno do bem-estar animal e da sustentabilidade”.

“Eu não acho que estamos dessensibilizando as crianças, na verdade eu sugeri essa experiência para que nossos filhos sejam mais conhecedores e sensíveis ao bem-estar animal do que a maioria de seus pares”.

Em 2017, a escola foi premiada como “Escola mais Saudável do Ano”, uma premiação que ocorre em nível nacional.

Farsley Farfield está agora enfrentando a reação de ativistas dos direitos animais estão usando as mídias sociais para chamar a atenção para esta questão absurda. Como é possível ensinar bem-estar animal matando animais?

Um ex-aluno da Farsley Farfiled, que é vegano, sob o nome de Ix Willow, iniciou uma petição da Change.org pedindo à escola que não mate os porcos.

“A escola tem planos de cuidar dos porcos – que eles planejam enviar para um matadouro – nos terrenos da instalação, e quando os porcos forem mortos, os pais dos alunos e a população local poderão comprar pedaços de seus cadáveres”, diz a petição.

“Eles são animais inteligentes e dóceis que podem viver por cerca de 12 anos ou mais.”

“As escolas têm o dever de cuidar das crianças, ensiná-las valores justos e proporcionar um ambiente seguro e feliz para elas”, diz o texto da petição.

“Ensinando às crianças que não há problema em explorar e matar animais é exatamente uma violação aberta destes valores, e isso também pode ser traumatizante para as crianças: o fato de conhecerem os animais e depois saber que vão morrer”.

A petição já recebeu mais de 2100 assinaturas de uma meta de 2.500.

Harris disse que está ciente da petição e “respeita as opiniões individuais das pessoas”.

É assustador que os educadores responsáveis pela formação de futuros cidadãos demonstrem tamanha ignorância em relação ao bem-estar animal.

Alguns meses correndo livres pela grama do quintal da escola antes de serem mortos, tomando como parâmetro a criação industrial de porcos em larga escala – onde eles são reproduzidos e criados em gaiolas mínimas, onde mal podem se mover, com expectativa de vida muito menor, apenas com base em lucro – não é uma comparação aceitável.

Porcos não são produtos para serem vendidos ou mortos para serem comidos. São seres sencientes, livres, inteligentes e amorosos que são violentamente feridos por humanos que tem em mente apenas lucrar com seus corpos.

As crianças merecerem conhecer a verdade e serem orientadas para aprenderem mediante suas experiências, os valor da compaixão, bondade e igualdade. Manipulações mentirosas só criam mais reféns de uma sociedade que perece atualmente sob os efeitos de sua irresponsabilidade enquanto o planeta extingue-se lentamente.

Polícia apura caso de mulher que teria pago R$ 10 para homem matar cão

O caso de uma mulher que teria pago R$ 10 para um homem matar um cachorro em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, está sendo investigado pela Polícia Civil.

Foto: Brigada Militar/divulgação

O caso aconteceu no último domingo (17) e, segundo a delegada responsável pela investigação, Ana Luisa Aita Pippi, um procedimento foi instaurado para apurar os fatos. Os suspeitos e as testemunhas ainda irão prestar depoimento. As informações são do G1.

“Temos a informação de que a tutora do cachorrinho teria pago R$ 10 para o outro envolvido matar o animal”, afirma a delegada.

O caso foi descoberto através de uma denúncia feita à Brigada Militar por moradores do bairro Faxinal Menino Deus que flagraram um homem de 28 anos apedrejando um cachorro.

Ao ser questionado pelos policiais, o agressor afirmou que recebeu R$ 10 reais da tutora do cão, de 21 anos, para que ele “desse um fim” no cachorro porque o animal estaria doente.

O cachorro não resistiu aos ferimentos e morreu. De acordo com a delegada, a tutora e o responsável por agredir o animal podem responder por “maus-tratos a animal doméstico, agravado pela morte”.