Orcas mantidas em cativeiro têm mais chances de morrerem jovens

Baleias orcas mantidas em cativeiro têm mais chances de adoecerem e morrerem jovens, indicou uma nova análise realizada por pesquisadores de universidades dos Estados Unidos e da Nova Zelândia. De acordo com os especialistas, o maior causador do fenômeno é o estresse a que esses animais são submetidos.

(FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

As orcas (Orcinus orca) são predadoras ágeis e muito inteligentes que podem ser encontradas no mundo todo. Além disso, são criaturas sociais complexas com sistemas familiares estruturados que dependem umas das outras para caçar e cuidar de seus filhotes. Mesmo assim, essa é a terceira espécie mais comumente mantida em parques e aquários marinhos em todo o mundo, passando anos e até décadas vivendo em cativeiro.

“Os defensores da manutenção de orcas em parques marinhos alegam que, porque todas as suas ‘necessidades’ são atendidas — não precisam viajar para encontrar comida porque lhes é dado, eliminando a ‘preocupação’ e os ‘riscos’ associados a um estilo de vida livre — que elas estão melhores do que as orcas livres. Mas isso é uma profunda descaracterização de quem são as orcas”, contou Lori Marino, uma das autoras do estudo, ao site IFL Science.

Manter esses animais presos resulta em níveis de estresse tão altos que algumas acabaram se tornando agressivas, o que resultou na fama de violência das orcas. Contudo, de acordo com a especialista, a espécie é bem tranquila: “Nunca houve um caso de uma orca livre ferir um humano no oceano; mas em cativeiro, existiram numerosos episódios com mortes e feridos. Essa hiperagressão ocorre em função de estarem em um tanque”, disse Marino. As orcas evoluíram ao longo de milhões de anos para realizar longas viagens e enfrentar os desafios de encontrar comida. Privá-las dessa atividade resulta em estresse crônico.

Fonte: Revista Galileu


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Governo planeja aumentar a pena para abusadores de animais para até 5 anos de prisão

Foto: Mirror UK

Foto: Mirror UK

Abusadores de animais enfrentarão penas mais duras de prisão sob as novas leis planejadas por Michael Gove, secretário do meio ambiente do Reino Unido.

O secretário apresenta hoje uma nova lei para aumentar as sentenças máximas nos casos de crueldade contra os animais de seis meses até cinco anos de cadeia.

As sentenças mais severas serão por crueldade, incluindo brigas de cães, abuso de cachorros e gatos, ou negligência grosseira de animais de fazenda ou de criação.

Gove disse que o projeto de lei de bem-estar animal (condenação) trará a mais severa punição na Europa e fortalecerá a posição do Reino Unido como líder global em bem-estar animal.

“Não há lugar neste país para a crueldade contra animais”, disse ele. “É por isso que quero ter certeza de que aqueles que abusam de animais serão punidos com toda a força da lei”.

Foto: Mirror UK

Foto: Mirror UK

“Nosso novo projeto de lei envia uma mensagem clara de que esse comportamento não será tolerado, com a sentença máxima de cinco anos sendo uma das mais duras punições de toda a Europa”.

“Estou comprometido em tornar o nosso país o melhor lugar do mundo para o cuidado e proteção dos animais.”

A RSPCA (maior ONG de defesa dos direitos animais na europa) recebeu mais de um milhão de chamadas para sua linha direta de crueldade 24 horas em 2018, com uma chamada a cada 27 segundos.

A nova lei tem forte apoio do público e grupos de assistência social, com mais de 70% da população apoiando planos para penas de prisão mais duras em uma consulta pública no ano passado.

Os tribunais até queriam distribuir sentenças mais longas nos últimos anos, mas não conseguiram porque as leis para isso não estavam disponíveis.

Isto inclui o caso de um homem que treinou cães para torturar impiedosamente outros animais, incluindo a captura e prisão de uma raposa e um cão terrier em uma jaula para atacar brutalmente um ao outro.

O ministro do bem-estar animal, David Rutley, disse acreditar que sentenças mais longas agiriam como “um sério impedimento contra a crueldade e a negligência”.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Ele acrescentou: “Este passo baseia-se na recente ação positiva que tomamos para proteger os animais, incluindo planos para proibir as vendas de cachorros e gatinhos de terceiros e proibir o uso de animais selvagens em circos”.

Claire Horton, chefe-executiva da Battersea Dogs & Cats Home, elogiou o projeto como uma “conquista histórica” e disse que faria uma “profunda diferença” para cães e gatos na Inglaterra e no País de Gales.

“Nós, e muitos outros centros de resgate, vemos casos chocantes de crueldade e negligência entrando por nossos portões e há muitos outros animais que são despejados e nem mesmo saem das ruas”, disse ela.

Pesquisas mostram que penas de prisão mais duras agem como um impedimento para possíveis criminosos, então o anúncio de hoje deve evitar o sofrimento de muitos animais no futuro”.

O projeto de lei complementa a “lei de Finn”, batizada em homenagem a um pastor alemão, um cão esfaqueado na cabeça e no peito em 2016, enquanto tentava pegar um homem suspeito de roubar um motorista de táxi sob a mira de uma arma.

A Lei de Finn entrou em vigor no início deste mês e fornece maior proteção para cães e cavalos.

Se aprovada em lei, a Lei de Bem-Estar Animal (Condenação) significa que alguém que ataca um cão pode ser condenado a cinco anos de prisão.

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Cantora é presa após adotar um filhote de urso pensando ser um cachorro

A cantora Zarith Sofia Yasin, de Kuala Lumpur, na Malásia, adotou um filhote de urso após confundi-lo com um cachorro e acabou sendo presa por manter um animal silvestre em seu apartamento.

A jovem, de 27 anos, afirmou que levou o urso para casa porque o encontrou doente e, pensando ser um cachorro, decidiu ajudá-lo.

Reprodução / Facebook

Zarith alegou que não planejava manter o animal em cativeiro, segundo informações divulgadas pelo Metro Reino Unido

“Era noite quando encontrei o filhote de urso muito fraco ao lado da estrada, e eu pensei que era um cachorro. Eu sei que um urso não pode ser criado, não pode ser mantido como animal de estimação. Eu só queria salvá-lo, não tinha intenção de explorá-lo”, justificou.

A cantora deu para o urso o nome de Bruno. Ela contou que ficou com medo de enviá-lo a um zoológico, porque nesses locais os animais são muito magros e argumentou que o tratou bem.

“Eu não o coloquei em uma jaula porque não queria que ele ficasse lá por muito tempo – isso teria sido ainda mais cruel. Se Bruno pudesse falar, certamente diria que a comida que eu dei a ele estava deliciosa. Comia até chocolates!”, se defendeu. O alimento, no entanto, não é indicado para ursos.

Após saber do caso por meio de um vizinho de Zarith, que viu o animal e denunciou a situação às autoridades, o Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais foi ao apartamento da cantora.

A defesa da jovem afirmou que ela tem o “próprio negócio para administrar durante o dia e à noite, canta, e não tem tempo de vender animais”. A cantora disse também que acredita que “animais assim não deveriam estar à venda”.

O gesto de Zarith pode levá-la a ser multada e a ser condenada a até 10 anos de prisão. Após ser levada à delegacia, ela foi liberada sob fiança. Em julho, o caso será julgado por um tribunal.

Um vídeo mostra o urso rugindo e colocando a cabeça para fora de uma janela. Confira abaixo.


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Caçadores de rinocerontes são condenados a 25 anos de prisão na África do Sul

Por David Arioch

No momento da detenção, a polícia já havia ligado os suspeitos a dez ações de caça no Cabo Oriental, Mpumalanga e KwaZulu-Natal (Foto: Spaps)

Acusados de mais de 55 crimes praticados contra rinocerontes entre 2013 e 2016, os caçadores Forget Ndlovu, Jabulani Ndlovu e Sikhumbuzo Ndlovu foram condenados recentemente a 25 anos de prisão, de acordo com publicação do Eyewitness News, de Joanesburgo, na África do Sul.

Com os caçadores, a polícia encontrou um chifre de rinoceronte avaliado em valor equivalente a mais de 312 mil reais, além de um dardo e dois carros alugados. No momento da detenção, a polícia já havia ligado os suspeitos a dez ações de caça no Cabo Oriental, Mpumalanga e KwaZulu-Natal.

O representante da polícia Khaya Tonjeni disse que o juiz justificou que considerou todas as possibilidades para coibir esse tipo de ação, e ao determinar que todas as sentenças sejam cumpridas simultaneamente, ele garantiu 25 anos de prisão para cada um dos três homens.

Valorização comercial mantém rinoceronte na mira dos caçadores

Atualmente, cada chifre de rinoceronte no mercado asiático vale de 100 a 300 mil dólares, segundo informações da organização Activists for Animals Africa (AAA). Essa valorização comercial é vista com preocupação porque aproxima algumas espécies da extinção. O último rinoceronte-negro do oeste, por exemplo, foi extinto em 2011, assim como uma subespécie do rinoceronte javanês no Vietnã.

Independente de espécie, o rinoceronte é um dos animais mais visados por caçadores e traficantes no continente africano. A motivação é sempre a mesma. Há muito tempo, o chifre de rinoceronte é valorizado comercialmente e usado como ingrediente na medicina tradicional asiática.

“Eles alegam que o chifre de rinoceronte possui propriedades de cura de câncer, assim como capacidade de curar a impotência. Mas não há qualquer evidência médica que apoie essa afirmação”, garante a Activists for Animals Africa.

Segundo a organização World Wide Fund for Nature (WWF), embora os rinocerontes-brancos do sul da África estejam protegidos em santuários, restam apenas três remanescentes dos rinocerontes-brancos do norte, e esses são mantidos sob guarda no Ol Pejeta Conservancy, em Nanyuki, no Quênia.

Hoje em dia, a violência contra os rinocerontes não acontece mais “à moda antiga”. Redes de crime organizado envolvidas na matança de rinocerontes contam com helicópteros, equipamentos de visão noturna, tranquilizantes veterinários e silenciadores.

Os crimes ocorrem principalmente à noite quando a patrulha policial é menor. “Isso não é uma típica caça ilegal. Há sindicatos criminosos coordenando [caçadas] na África do Sul. São altamente organizados, coordenados e usam tecnologias avançadas”, revela a FAA, sediada em Joanesburgo, na África do Sul.


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Homem é preso após ser flagrado arrastando cachorro amarrado a carro

Um homem de 61 anos foi preso após ser flagrado por policiais militares arrastando um cachorro preso a um carro no bairro Sol Dourado, em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. O crime de maus-tratos aconteceu no último domingo (26).

Foto: Blog do Braga

De acordo com a polícia, além do caso relacionado ao cão, Jorge Aparecido responderá na Justiça também por abandono de menores, já que havia deixado os filhos de 6 e 8 anos sozinhos em casa. As informações são do G1.

Ao ser questionado pelos policias, logo após o flagrante de maus-tratos, Aparecido afirmou que o cachorro havia caído da carroceria do veículo e que ele não tinha percebido que estava ferindo o animal.

Devido a essa situação, os policiais conduziram o homem até a residência dele, onde encontraram os dois filhos de Aparecido. Não há informações sobre o estado de saúde das crianças, só se sabe que elas foram encaminhadas para a casa da mãe, na mesma cidade.

Foto: Blog do Braga

O cachorro foi resgatado por uma ONG de proteção animal. Não se sabe qual a gravidade dos ferimentos causados no corpo do animal.

Aparecido foi levado ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep). O caso é investigado pela Polícia Civil.

Homens são presos por levar porcos de chácara e matar os animais

Dois homens foram presos após serem acusados de levar dois porcos de uma chácara e matar os animais. O caso aconteceu em São José dos Quatro Marcos, a 309 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso.

Foto: PMMT

Os homens foram levados ao 17º BPM, após uma denúncia indicar que os dois, identificados apenas com as iniciais W.A.F.R e I.G.S, de 28 e 37 anos, respectivamente, que eles tinham pulado a cerca de uma chácara carregando os porcos no colo. As informações são do portal O Livre.

Os policiais receberam, também, a informação de que um dos homens já tinha matado os porcos. Os animais teriam sido mortos na casa dele. Os corpos dos porcos foram encontrados pela polícia no local indicado pelas testemunhas.

No momento em que a polícia chegou na residência, os homens não estavam no local. Mais tarde, eles foram localizados. Os dois estavam escondidos em uma propriedade rural localizada nas proximidades da chácara de onde os porcos foram levados.

Os homens já têm passagem na polícia por roubo e furto.

Foto: PMMT

Homens são presos por sequestrar nove ovelhas e transportá-las em carro

Três homens foram presos após sequestrar e transportar em um carro nove ovelhas no interior de Alegrete, na fronteira do Rio Grande do Sul. Ele foram parados por policiais na BR-290 nesta sexta-feira (10).

Vigilantes acionaram a Brigada Militar após suspeitarem da movimentação do carro. Durante a abordagem, os policiais descobriram que uma das ovelhas ainda estava viva.

Foto: Flaviane Favero/Portal Alegrete Tudo

No carro, haviam quatro ocupantes, mas um deles conseguiu fugir para uma área de vegetação às margens da rodovia e não foi localizado. As informações são do portal G1.

Os homens disseram que as ovelhas estavam em uma fazenda e levaram os policiais até o local. O dono da propriedade foi avisado, foi até a delegacia e reconheceu os animais. Os homens fora encaminhados para um presídio.

Outros casos

Em 2018, dois homens foram presos após serem flagrados transportando 18 ovelhas na BR-472, em Uruguaiana. No ano anterior, 30 ovelhas e uma vaca foram encontradas dentro de um veículo em Coxilha Alta e dois homens foram presos.

No ano de 2016, três ovelhas foram encontradas no porta-malas de um carro na BR-285, em Carazinho. O motorista foi preso pela Polícia Rodoviária Federal. Em 2015, três homens foram presos com 15 ovelhas sequestradas dentro de um carro, em Uruguaiana.

Homem encontrado com filhote de tigre branco é preso na França

Foto: AFP

Foto: AFP

No último sábado (4), investigadores do sudeste da França encontraram um filhote de tigre branco na casa de um suposto traficante de animais exóticos, enquanto pítons e marsupiais ameaçados de extinção foram encontrados na casa de sua mãe, conforme informações da policia.

Os membros da agência de saúde pública (OCLAESP, na sigla em francês) foram recentemente informados sobre a venda ilegal de lêmures por meio de denúncias e suas investigações levaram-nos às instalações onde encontraram o criminoso.

Acredita-se que o homem preso tenha recebido a quantia de 17 mil euros (cerca de 19 mil dólares), “mas ainda não tinha entregue ainda os pequenos primatas de Madagascar ao comprador”, informou a polícia francesa em um comunicado.

Uma invasão na casa do suspeito (àquela altura) revelou a presença do filhote de tigre branco, enquanto uma operação simultânea na casa da mãe dele no nordeste da França resultou na descoberta quatro planadores (petauros) de açúcar – pequenos marsupiais noturnos nativos da Austrália, Indonésia e Nova Guiné – e nove cobras, incluindo duas pythons reais.

Após se apresentar perante um juiz, o homem foi imediatamente condenado à prisão por oito meses e foi descoberta também sua conexão com um caso de fraude anterior.

O tráfico ilegal de animais selvagens é punível na França por um ano de prisão e uma multa de 15 mil euros (cerca 16 mil dólares).

O bebê tigre, agora chamado de Hermes, apesar de salvo das garras do traficante, infelizmente foi levado ao zoológico de Barben, no sudeste da França e será criado como mercadoria para se exposta aos público em forma de entretenimento.

A outra – e mais justa – opção seria levar o bebê tigre a um santuário para reintegrado à natureza após aprender habilidades selvagens com outros animais também em recuperação.

Os tigres brancos não são uma subespécie separada. O pelo branco é uma mutação genética rara que é vista principalmente entre os animais consanguíneos criados em cativeiro.

*Ameaçados de extinção*

A ONG que atua em defesa dos direitos animais, Born Free, afirma que a caça aos tigres e a destruição de seu habitat causaram o desaparecimento de 96% da população desses felinos nos últimos cem anos. Acredita-se que existam apenas 4 mil indivíduos da espécie restantes no planeta.

A organização britânica lançou um apelo internacional para salvar a espécie. A Born Free está trabalhando ao lado de sete ONGs indianas para aumentar os esforços na intenção de salvar os tigres.

Foto: Michael Vickers

Foto: Michael Vickers

Mais de 25% da população de tigres na Índia está na região central de Satpuda. Eles esperam pôr um fim na prática da caça, proteger os habitats dos tigres e promover intervenções de conservação que permitam às comunidades e à vida selvagem viverem harmoniosamente.

“Dentro deste ecossistema extraordinário, os tigres mais do que nunca precisam de nossa intervenção devido a inúmeras ameaças, principalmente conflitos entre humanos e animais selvagens,” disse Howard Jones, CEO da Born Free, com sede em Horsham, no condado de Sussex, Inglaterra.

“Isso inclui a caça e o comércio de partes de seus corpos para a ‘medicina’ tradicional; e a perda de habitat devido ao desmatamento e ao desenvolvimento rural caótico ou inadequado.”

“É impossível imaginar um mundo sem tigres. A menos que façamos algo agora, as consequências podem ser terríveis.”

“Precisamos urgentemente de apoio para a nossa iniciativa ‘Living with Tigers’, para que possamos encorajar a convivência pacífica entre humanos e animais através da educação e envolvendo a comunidade local em várias iniciativas únicas para melhorar seus meios de subsistência.”

A Born Free afirma que 85% de todos os conflitos entre tigres e humanos ocorrem quando as pessoas se aventuram na floresta e se intrometem no território da vida selvagem.

O desenvolvimento e invasão de áreas urbanas no habitat dos tigres é um grande problema a se resolver, pois as áreas florestais são essenciais para a sobrevivência da espécie. Existem vastos corredores que permitem aos animais migrar pelas áreas de seu habitat, e a perda destes provavelmente causaria um colapso desastroso e irreparável na população de tigres.

Banhista de pet shop é condenado a dois anos de prisão após bater em cachorro até a morte

Foto: Asia Wire

Foto: Asia Wire

Câmeras de segurança flagram o momento cruel em que um tosador e banhista de cães de uma pet shop chinesa localizada em Taiwan, bate com uma sandália em seu próprio cachorro poodle até a morte, para impedi-lo de latir.

O funcionário do pet shop, identificado nos relatórios apenas pelo seu sobrenome, Pan, cometeu a violência fatal e gratuita contra o animal em um salão na cidade de Taipei, Taiwan (China), em agosto do ano passado.

Pan agora foi condenado a dois anos de prisão e uma multa de 65 mil dólares pelo crime, e antes de sua sentença ser divulgada, imagens do circuito interno de câmeras no local (CCTV) foram liberadas ao público.

A filmagem mostra Pan repetidamente acertando o cachorro no rosto violentamente com uma sandália.

De acordo com a proprietária do salão de pet shop, sra. Chen, de 36 anos, Pan foi contratado como o ajudante de banho e tosa em animais domésticos da empresa em 2016.

Chen disse que pagava a Pan cerca de 1.100 dólares por mês por seus serviços e ele parecia “completamente normal” até as semanas que antecederam o incidente.

Mas a sra. Chen conta que o comportamento de Pan mudou e que ele teria recebido dinheiro de clientes sem o conhecimento dela no período que antecedeu o ataque.

Imagem do cão assassinado | Foto: Asia Wire

Imagem do cão assassinado | Foto: Asia Wire

Então em agosto, ele retirou o poodle, do qual ele era o tutor, de sua gaiola, diante de funcionários chocados e começou a espancá-lo sem parar.

Quando seus colegas protestaram e tentaram detê-lo, ele lhes disse: “Ele é barulhento. Não parou de latir por todo o caminho até aqui” e continuou a agressão.

Em estado de choque, seus colegas de trabalho tentaram verificar o estado do cão e prestar socorro ao animal ferido, Pan acrescentou: “Não há necessidade de verificar. Eu já bati nele até a morte”.

Questionado pela polícia, Pan disse que “perdeu o controle” de suas emoções.

A autoridade responsável pelos direitos animais no país diz que Pan enfrentará pena de prisão de até dois anos e multa máxima de 65 mil dólares pelo crime.

O escritório notou que a severidade de sua punição não seria afetada por sua profissão de banhista ou tosador ou pelo fato de que ele era o tutor legal do cão.

Prisões passam a servir refeições veganas após presidiário dizer que passou fome

Foto: Courtesy IDOC

Foto: Courtesy IDOC

O Departamento de Justiça da Austrália Ocidental confirmou recentemente que refeições veganas seriam oferecidas nas prisões. Atriui-se a adoção da medida À divulgação das declarações de um ativista vegano de que ele teria passado fome na prisão devido à falta de comida vegana.

“Quando for solicitado que atendam a necessidades culturais, religiosas ou outras necessidades especiais estabelecidas e estejam de acordo com as diretrizes da refeição especial, alimentos dietéticos especiais devem ser fornecidos sempre que possível”, disse uma porta-voz do Departamento de Justiça ao The Weekly Times.

“Isso inclui refeições especiais para aqueles que se alimentam de forma vegetariana ou vegana.” O anúncio foi feito depois que o ativista vegano James Warden foi enviado para a Prisão Hakea em Canning Vale por dois dias, durante os quais ele afirma não ter tido condições de comer pois a prisão não forneceu qualquer opção vegana.

“Alguns deles apenas disseram ‘vá e comam um pouco de carne’ e esse tipo de coisa”, disse Warden ao Seven News.

“A experiência que tive não foi nem de longe tão ruim quanto o que os animais estão passando. Eles estão sofrendo diariamente e eu só tive que aguentar 48 horas sob custódia”, disse o ativista.

Warden é acusado de roubar um porco morto e um bezerro de duas fazendas diferentes no oeste da Austrália.

Semana passada, ele compareceu ao Tribunal de Perth, sob a acusação de dois delitos de roubo agravado, duas acusações de roubo e três acusações de invasão, em relação aos incidentes ocorridos entre agosto e novembro de 2018.

Warden, que não conseguiu o dinheiro para a fiança, foi preso por dois dias.

Ele foi posteriormente ordenado pelo tribunal a ficar longe de qualquer fazenda de gado e se reportar à polícia diariamente.

Warden tem retorno programado ao tribunal na próxima semana.

A prisão de James Warden

Sem dinheiro para a fiança, o ativista vegano James Warden, do grupo Direct Action Everywhere (DxE) passou dois dias preso na Prisão de Hakea, em Perth, na Austrália, depois de “furtar” dois bezerros para que não fossem abatidos.

No final de semana, Warden, que também é acusado de furtar um leitão morto de uma fazenda, concedeu uma entrevista a repórter Elle Georgiou, do 7NEWS e disse que preferiu passar 48 horas sem comer, já que não lhe ofereceram nenhuma opção de refeição sem ingredientes de origem animal. “Alguns deles simplesmente disseram: “Vá lá e coma algum pedaço de carne’”, relatou.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Apesar disso, Warden declarou que a experiência que ele teve na prisão por fazer o que considera certo não chega nem perto da realidade diária de sofrimento dos animais criados para consumo. “Eu acho que é importante que a sociedade passe por mudanças e reconheça a ética animal”, disse ao 7News.

James Warden também deixou claro que a experiência na prisão não vai desmotivá-lo a continuar atuando em defesa dos animais, ainda que ele já tenha recebido muitas ameaças de morte, segundo o Nine News. O ativista deve comparecer novamente ao tribunal no próximo mês.