Ativista que salvou filhote de urso de armadilha é sentenciada a 15 dias de prisão

Momento em que Catherine e Mark libertam o filhote de urso | Foto: Bear Group

Momento em que Catherine e Mark libertam o filhote de urso | Foto: Bear Group

Catherine McCartney, 50 anos, ativista pelos direitos animais, admitiu ter tomado a decisão de libertar o animal e deu um depoimento onde afirma que faria tudo de novo caso fosse necessário.

Ela mantém sua posição e planeja recorrer da sentença, que foi dada na terça-feira última pelo Juiz da Corte Municipal James Devine, New Jersey (EUA), onde se deu o “crime”.

“Esses animais são inocentes e eu tomei a decisão consciente e moral de libertar o urso para que ele pudesse correr de volta para sua mãe, porque era a coisa certa a se fazer”, defende a ativista

Catherine não mede esforços quando se trata de agir em defesa dos animais, e foi em função de suas condenações anteriores: prisões por ação em protestos de caça de urso em 2016, 2017 e 2018 – ela recebeu a condenação desse tempo na cadeia.

Ano passado, em outubro, ela já havia sido condenada aos 15 dias de prisão, porém foi autorizada a participar do programa do Programa de Assistência Trabalhista do Xerife (SLAP), como forma de cumprir pena, pelo mesmo juiz.

McCartney e Mark Nagelhout, de 43 anos, receberam três intimações em outubro, após ajudarem o filhote de urso a escapar de uma armadilha em que ficou preso no condomínio Great Gorge Village.

Duas armadilhas de urso haviam sido colocadas dentro do condomínio pelo departamento de polícia de Nova Jérsei após dois moradores reclamarem que um urso os havia ameaçado.

O porta voz do departamento, Larry Hajna, admitiu que o urso que foi pego na armadilha era jovem demais para ser o urso descrito pelos moradores nos incidentes anteriores.

Ativistas da comunidade apelidaram o urso travesso de “urso da mamãe”.

Tanto Catherine quanto Mark se declararam culpados por obstrução da lei e por impedir a captura legal de um membro vida selvagem.

No tribunal, Catherine afirmou que as lixeiras do condomínio não eram feitas à prova de urso, ou seja de acordo com as medidas de proteção cabíveis, normalmente utilizadas para afastar os animais. Ela alegou que isso permitiu que os ursos se aproximassem ainda mais do condomínio.

Mark não foi condenado à prisão pois esta foi sua primeira infração, mas ambos foram multados em 1,316 dólares (aproximadamente 5 mil reais) de taxa.

“Acreditamos que as penalidades são extremamente altas e entraremos com recurso”, disse Doris Lin, advogada do grupo de anticaça ao urso, Bear Group. Ela representa os dois clientes. “O urso era um filhote e estava chorando, creio que muitas pessoas compassivas teriam feito a mesma coisa”, declara ela.

Catherine McCartney | Foto: Facebook

Catherine McCartney | Foto: Facebook

As armadilhas para ursos têm cerca de um metro de diâmetro e são acionadas quando o animal puxa uma isca. Uma porta então se fecha atrás do urso prendendo o animal e selando seu destino a morte certa.

Numa sociedade em que prendemos àqueles que salvam vidas, acusando-os de crime, cobrando multas pelo ato de libertar um animal jovem e indefeso e impondo sobre eles o peso de um sistema penal faz-se gritante o contraste formado  enquanto caçadores assassinos matam protegidos pela éfigide da lei tranquilos em meio os habitats desses animais.

Tão gritante quanto impossível de ser ignorado.

Homens que espancaram porcos no leste da Inglaterra escapam da sentença de prisão

Gavin Hardy, Artis Grogprveks e Troy Wagstaff, este último inclusive pintou o nariz de um porco, escaparam da prisão (Imagem: Animal Equality)

Em maio do ano passado, a Animal Equality do Reino Unido divulgou um vídeo denunciando que funcionários de uma fazenda estavam espancando porcos em Lincolnshire, na região leste da Inglaterra. Os registros revelaram mais de cem episódios de violência em um período de apenas dez dias.

As denúncias deram início a uma série de investigações e os três agressores tiveram de responder a um processo por “causarem sofrimento desnecessário aos animais”. Este mês a sentença saiu e Gavin Hardy, Artis Grogprveks e Troy Wagstaff, o último inclusive pintou o nariz de um porco, escaparam da prisão.

Cada um recebeu uma sentença de 100 horas de trabalho comunitário, além dos custos do processo. “Estamos extremamente decepcionados com o fato de que eles não foram presos imediatamente pelos ataques repugnantes contra aqueles animais vulneráveis, conforme revelamos em nossa ​​investigação”, declarou a Animal Equality em um comunicado.

A organização lembra que os animais eram espancados diariamente. Ou seja, a prática já havia se tornado uma rotina. “Esse caso prova que leis não protegem os animais de abusos em fazendas. A única maneira de parar esse sofrimento é optando por não comer carne”, pontua.

Homem é preso pela morte de pelo menos 40 animais em Pernambuco

Um homem foi preso em flagrante na terça-feira (26) em Fernando de Noronha (PE) pela morte de pelo menos 40 animais, entre cachorros e gatos. Ele mora na ilha, é agente sanitário e trabalha no canil público. A prisão ocorreu após denúncias de envenenamento de cães.

Foto: Pixabay

“O procedimento inicial é pela morte de dois cães, mas temos informações que esse homem tenha assassinado pelo menos 40 animais. Ele fazia uma espécie de controle de cães e gatos, que eram abandonados. O acusado matava sem autorização, na rua e nas dependências do canil”, afirma o delegado Luiz Alberto Braga. As informações são do G1.

De acordo com as investigações, o homem variava a forma de matar os cachorros e gatos. “Ele matava com pauladas e também com injeções. Temos testemunhas e também imagens. Na casa do acusado, encontramos ração com veneno (chumbinho). Ele foi preso em flagrante pelos dois crimes do final de semana. Nós estipulamos uma fiança de R$ 10 mil, os familiares têm até quarta-feira (27) para fazer o pagamento para que ele seja liberado ”, diz o delegado.

Caso a fiança seja paga, explica o delegado, o homem irá responder ao processo em liberdade e deverá se apresentar ao juiz quando solicitado. Caso o pagamento não seja feito, ele será transferido para Recife, onde passará por audiência de custódia.

A assessoria de imprensa da administração da ilha afirmou que o governo está à disposição da Justiça para oferecer explicações, caso necessário, já que o canil é de responsabilidade do poder público.

Outro caso

Em outubro de 2018, o gato Back, conhecido por pegar objetos dos vizinhos e levar para casa, foi encontrado morto em Fernando de Noronha.

Cão que foi atraído e espancado por um homem é resgatado e passa bem

 

No dia 13 de fevereiro, dois homens foram flagrados por uma câmera de CCTV em uma rua de Mackay, norte de Queensland, Austrália, quando um deles se abaixou e atraiu o cachorrinho. Conforme noticiado pela ANDA, ele derrubou o animal e começou a socá-lo brutalmente por mais de 20 segundos.  Atordoado e machucado, o cachorro consegue fugir.

O cruel ataque, levou a RSPCA a divulgar as imagens do CCTV no Facebook, para identificar o homem.

Agora, a inspetora da RSPCA em Queensland, Rebecca Neilsen, disse que o cãozinho “Jaboo” está sendo cuidado por seus funcionários.

“Ele está comigo … no meu escritório. Ele almoçou e está comendo bem. Ele está muito relaxado no meu ar-condicionado e está muito feliz, disse ela ao Courier-Mail .

“Jaboo está com o verme do coração, mas nenhuma outra complicação é aparente neste momento”, a organização postou no Facebook na última quinta-feira (21).

“O infrator foi identificado e um mandado foi executado em uma propriedade e o cão foi recolhido. Ele está agora sob cuidados da RSPCA e está fazendo exames veterinários”.

Depois que o caso foi relatado, inspetores de rua compareceram ao local e exigiram que os proprietários de casas na rua fornecessem imagens de CCTV para auxiliar na investigação.

A RSPCA não confirmou se o homem que atacou Jaboo era seu dono.

Depois que a foto de Jaboo foi postada no Facebook, pessoas indignadas pediram que penas severas fossem dadas ao agressor do cachorro e que o nomeassem publicamente.

“Ótimo saber que eles o pegaram. Alguém o açoite”, disse outro.

“Dedos cruzados. Os magistrados farão a coisa certa e darão uma sentença adequada dessa vez. Parabéns, RSPCA Queensland por ajudar este pobre cão a ter uma chance de finalmente conhecer o amor, o conforto e a segurança”, disse outra pessoa.

A pena máxima para a crueldade contra animais sob o Animal Care and Protection Act é de três anos de prisão ou multa de até 220 mil dólares, cerca de 820 mil reais.

 

 

 

 

 

 

 

Cãozinho amarrado com fita adesiva e jogado em uma vala se reencontra com sua tutora

Foto: Jefferson County Sheriff’s Office

O escritório do xerife disse que o cãozinho “Flick”, um dachshund preto e marrom, teve um reencontro emocionante com sua tutora na última sexta-feira (15) e foi para casa. Uma funerária da região pagava pelos cuidados do cão. Ele foi apelidado de “Jimmy” enquanto se recuperava.

Foto: Jefferson County Sheriff’s Office

O xerife do condado de Jefferson, Dave Marshak, disse que Paul Garcia, de 39 anos, de Barnhart foi acusado de crime de abuso de animais e ação criminosa armada. Marshak disse também que os investigadores acreditam que Barnhart amarrou o cachorro e o atirou para fora de uma janela. Um motivo e a ligação dele com o cão não foram divulgados. Paul Garcia foi preso sob fiança de US$ 50.000. As informações são do Kwch.com.

Na página do Facebook do Jefferson County Sheriff’s Office, muitas pessoas questionaram a devolução do animal a sua tutora mas as autoridades afirmam todas as medidas foram tomadas para averiguar se o cãozinho realmente era dela e qual a verdadeira história que envolve esse caso.

 

 

 

Porcos famintos tentam sobreviver comendo embalagens plásticas

Um fazendeiro de Gloucestershire, no sudoeste da Inglaterra, foi preso por não oferecer comida aos animais que vivam em sua propriedade. Os fiscais encontraram os animais se alimentando de embalagens plásticas. A denúncia foi feita no ano passado.

O fazendeiro foi denunciado por maus-tratos. (Foto: pixabay)

Keith Barber se declarou culpado por oito infrações ao bem-estar animal, além de sete outras acusações. Ele foi sentenciado em 18 semanas de prisão e suspenso por dois anos. O fazendeiro também teve que pagar £2500 libras pelos custos de acusação e uma taxa de £115 libras por vítima.

Barber já tinha sido notificado por não identificar os filhotes nascidos em sua propriedade no prazo correto. Ele também infringiu a lei quando não colocou tags de orelha nos filhotes até o vigésimo dia após o nascimento.

Condições degradantes

Os oficiais que foram até o local descobriram o corpo de um porco e um bezerro, além de um esqueleto pertencente a um porco. Além disso, as porcas e seus filhotes eram mantidos em um galpão com nível de amônia acima do permitido e não tinham acesso a água potável.

“Neste caso, o Senhor Barber falhou em seu dever de cuidar de seus animais, apesar de receber conselhos do Trading Standards, nos deixando sem escolhas além de processá-lo”, afirmou o membro do gabinete, o conselheiro Dave Norman.

 

Cão morre após cair da caçamba de um carro e ser arrastado

O pobre cão morreu tragicamente horas depois de cair da traseira de um carro, ser arrastado por ele, preso em seu enforcador, na Austrália.

Corajosamente, ele ainda tentou acompanhar o veículo mas não conseguiu. Quando a guia se rompeu, ele já estava gravemente ferido e com a respiração muito ofegante.

Clientes horrorizados do Pine Beach Hotel perto de Yeppoon, em Queensland, viram o Shar Pei tentando correr junto com carro no dia 11 de janeiro.

As testemunhas que assistiram à cena de terror, tentaram correr atrás do carro, mas o motorista partiu antes que pudessem detê-lo. As informações são do Daily Mail.

O morador local Tahwyn Breneger compartilhou nas redes sociais o que aconteceu com o cão e anexou as  tristes imagens dos ferimentos.

“Esse pobre menino caiu da caçamba de uma Ute. Sua guia era muito longa para que ele estivesse em segurança lá”, escreveu ela.

“O que significava que ele foi arrastado pelo carro ao redor do quarteirão, para horror das pessoas que jantavam no Piney.”

A Sra. Breneger disse que esperava encontrar o cachorro morto na estrada após o terrível incidente.

“Fomos notificados na loja sobre um cachorro morto na estrada, então corremos para ver se poderíamos ajudar de qualquer maneira”, ela escreveu.

“E surpreendentemente, mesmo depois de ser arrastado com o enforcador e atropelado várias vezes, esse cara ainda lutou muito”

Nenhum veterinário local estava aberto e a Sra. Breneger sabia que, se não encontrassem um, o cachorro certamente morreria.

“Então, eu e um casal de espectadores o levamos até os veteranos da Acácia, onde um veterinário nos encontraria para vê-lo”, escreveu ela.

“Este cão era tão forte e determinado que ele realmente entrou no veterinário depois de todo aquele trauma!”

Breneger voltou para casa esperando boas notícias no dia seguinte, mas infelizmente nunca chegou.

“Eu entrei em contato com a clínica veterinária hoje (12 de janeiro) e esse cara infelizmente não passou daquela noite devido à gravidade de seus ferimentos“, ela escreveu.

“Então, para qualquer um que saiba quem é dono deste cachorro no parque de Emu ou na área de Zilzie e dirige um Ute branco, informe ao idiota que seu cachorro está morto”, ela escreveu.

“Se isso tivesse acontecido com uma pessoa, seria homicídio, então por que pode acontecer com animais e as pessoas simplesmente recebem um tapinha?”

A Daily Mail Australia entrou em contato com a RSPCA para comentários sobre o caso.

A pena máxima para uma pessoa considerada culpada de crueldade contra animais sob o Animal Care and Protection Act de 2001 é uma multa de US$ 260.000 e três anos de prisão.

Bem diferente do que acontece no Brasil, onde a multa é absurdamente baixa e o criminoso não é preso.

 

 

 

Caçador mata o próprio filho após confundi-lo com um alce, na Rússia

Um caçador matou seu filho de 18 anos depois de confundi-lo com um alce no norte da Rússia na última quinta-feira.

O homem estava caçando com pouca visibilidade, no deserto nevado de Khanty-Mansiysk, e apontou seu rifle para o que ele acreditava ser um alce e atirou.

Ao se aproximar da suposta carcaça do animal, ele encontrou seu filho, um jovem de 18 anos, deitado no chão da floresta. Ele morreu na hora.

“O caçador disparou um tiro de rifle em um objeto em movimento com pouca visibilidade, erroneamente acreditando que era um alce”, disseram investigadores ao jornal Moscow Times.

O pai foi acusado de causar a morte por negligência, que tem uma pena de até dois anos de prisão, de acordo com as leis russas.

Aconteceu no Brasil

Um homem foi morto, em 2018, por engano por um companheiro de caça na cidade de Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, Rodrigo de Freitas Miranda, 35 anos, estava em grupo caçando javalis.

O homem que atirou contra Miranda relatou que percebeu uma movimentação na mata e chegou a perguntar, em direção do movimento, se era outro caçador. Como não teria recebido resposta, acabou disparando, pensando se tratar de um javali.

Foto: Pixabay

Ele usava uma espingarda calibre 12, o que gerou diversos ferimentos no corpo da vítima. Rodrigo chegou a ser socorrido para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo o delegado André Mendes, o autor do disparo foi autuado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Outro caso também aconteceu no ano passado, no sudoeste da Bahia. Um homem de 37 anos morreu após ser baleado acidentalmente por um amigo, enquanto os dois caçavam, na cidade de Iramaia. A informação foi divulgada pelo G1.

O jovem de 18 anos fugiu após a ação.

Ação judicial tenta reaver guarda de cadela retirada de homem em situação de rua

O restaurador de móveis e pintor Marcelo Ribeiro Oliveira, que vive em situação de rua no Rio de Janeiro, foi preso pela Polícia Militar em 16 de dezembro no bairro Botafogo. A cadela tutelada por ele foi levada por uma policial que afirmou que o animal ficaria no Batalhão de Polícia para ser encaminhado para adoção. As circunstâncias da prisão e a atitude da policial em relação à cadela são questionadas pelo advogado Marcelo Turra, coordenador do Núcleo de Prática Jurídica das Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), que ingressou com uma ação judicial no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro por meio da qual solicita a devolução da guarda da cadela a uma pessoa autorizada pelo tutor, que ficaria com o animal até que Marcelo fosse colocado em liberdade.

Shaia (Foto: Marcelo Turra / Arquivo NPJ)

O pedido do advogado foi negado pelo juiz Rafael Lupi e, após recurso, pela desembargadora Helena Pinto Martins. Diante desse cenário, Turra optou por ingressar, na próxima semana, com um pedido de reconsideração da decisão judicial.

No texto da ação judicial, o advogado conta que Marcelo “foi levado para a delegacia após policiais que patrulhavam a região terem constatado uma atitude suspeita, quando o viram tentando tirar sua companheira do meio da rua”.
O advogado diz ainda que os policiais apuraram que havia um mandado de prisão em aberto contra uma pessoa em situação de rua também chamada Marcelo Ribeiro, mesmo nome do tutor da cadela. “Até o presente momento, no entanto, não esclareceram, as autoridades policiais, se efetivamente tratava-se da mesma pessoa. Contudo, de forma célere, uma ‘suspeita’ de cometimento de crime e um mandado sem a devida conferência cuidaram de enviar mais uma pessoa marginalizada socialmente para o presídio”, afirma.

Logo após a prisão, continua Turra, a 2º Tenente da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Greice Bianca, publicou em rede social uma foto da cadela de Marcelo, afirmando que ela havia sido levada para “averiguação” e que ficaria no 2º Batalhão de Polícia Militar, no bairro de Botafogo, no qual a policial está lotada, até a adoção – o que foi, inclusive, noticiado por jornais. Turra lembra ainda que a publicação da policial rendeu novos seguidores para ela no Instagram, que “a aplaudiam e ao verdadeiro absurdo por trás dos holofotes conseguidos pela militar”.

“Houve, por óbvio, com as declarações assacadas pela primeira ré [Greice Bianca] nas mídias – de que iria encaminhar para adoção o animal de propriedade do primeiro autor – verdadeira expropriação de um bem alheio (sim, vergonhosamente nosso ordenamento entende ainda que animais são coisas) em favor do próprio batalhão ou mesmo dela própria ou de terceiros. Tudo isso ao arrepio da lei, porém celebrado pela imprensa”, escreve Turra.

O advogado lembra que Shaia, como é chamada a cadela, não apresenta nenhum sinal de maus-tratos que levasse as autoridades policiais a suspeitar de que o tutor não tinha, segundo Turra, “o mesmo cuidado de qualquer outra pessoa que amasse e se dispusesse a ter um animal de estimação”.

Shaia (Foto: Marcelo Turra / Arquivo NPJ)

“A única coisa comprovada nessa história, pela própria policial em suas redes sociais, era que Shaia pertencia ao primeiro autor e que era uma das poucas relações de carinho, amizade e afeto que este tinha. E, mais: ‘(…) que Shaia aparentava ser bem cuidada e demonstrava carinho pelo dono’, conforme documentos anexados, em especial matéria jornalística publicada no Jornal O Dia, de 18 de dezembro p.p., na sua página 6”, afirma Turra.

O advogado diz ainda que, sabendo da possibilidade da cadela ser colocada para adoção, o tutor assinou um termo de cessão para transferir a guarda de Shaia para Amanda Daniel dos Santos, amiga de Marcelo, “enquanto tiver sua liberdade privada por conta de seu encarceramento nas dependências do Presídio Evaristo de Moraes”.

Na ação, o advogado solicita uma Tutela Provisória de Urgência para garantir que a cadela não seja colocada para adoção devido ao risco de Marcelo nunca mais tê-la de volta e pede que o juiz determine a expedição de mandado de busca e apreensão da cadela que se encontra nas dependências do batalhão. Turra solicita ainda que o magistrado permita que o Oficial de Justiça requeira reforço policial, caso necessário, e que ele possa ser acompanhado pelo advogado e por Amanda para que ela possa sair do local com a guarda do animal, com quem permanecerá até a soltura de Marcelo. Caso a cadela não esteja no batalhão, o advogado pede na ação que o juiz determine que a tenente Greice indique o local exato em que Shaia está “a fim de que o cumprimento da ordem seja efetivado”.