Justiça proíbe realização de prova de laço com animais em evento em Cuiabá (MT)

A Justiça de Mato Grosso proibiu a realização de provas de laço com animais em um evento que acontece até o próximo domingo (2) em Cuiabá. A decisão atende a um pedido formulado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Foto: Rogério Aderbal

Em caso, de descumprimento, os organizadores devem pagar multa de R$ 5 mil por dia.

Como argumento para pedir a proibição, o MPE apontou os maus-tratos aos animais que participam das provas.

A constatação baseia-se em estudos científicos e técnicos realizados em todo o país. As provas em laço envolvem diversas modalidades, onde o objetivo é imobilizar o animal por meio do laço.

A Polícia Ambiental acompanha o caso para garantir que a decisão judicial seja respeitada.

Fonte: G1

Para proteger abelhas, EUA proíbem agrotóxicos liberados por Bolsonaro no Brasil

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) anunciou o cancelamento de 12 agrotóxicos da classe dos neonicotinóides no Registro Federal devido a danos às abelhas e outros insetos polinizadores. Dentre os venenos banidos, 7 deles continham os princípios ativos Imidacloprid, Azoxistrobina e Tiametoxam – os mesmos pertencentes a pesticidas liberados no Brasil pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Foto: Pixabay

A proibição dos agrotóxicos nos Estados Unidos faz parte de um acordo firmado em dezembro de 2018, após o Centro de Segurança Alimentar (CFS, na sigla em inglês) mover uma ação judicial pedindo o cancelamento dos venenos e ser constatada uma falha da EPA para proteger os polinizadores, que são gravemente afetados pelos agrotóxicos. É a primeira vez que a agência é obrigada a analisar os impactos dos agrotóxicos da classe dos neonicotinóides sob espécies ameaçadas de extinção. As informações são do portal oficial do Centro de Segurança Alimentar.

“O cancelamento desses agrotóxicos neonicotinóides é uma batalha duramente conquistada e um marco na direção certa”, disse George Kimbrell, Diretor Jurídico da CFS e principal conselheiro no caso. “Mas a guerra contra os agrotóxicos continua: continuaremos a lutar de forma diligente para proteger nosso planeta, as abelhas e o meio ambiente dessas e de outras toxinas perigosas semelhantes”, completou.

Os neonicotinóides são quimicamente relacionados à nicotina e interferem no sistema nervoso dos insetos, causando tremores, paralisia e até morte, mesmo quando usados em doses muito baixas. Ao contrário dos pesticidas tradicionais, os neonicotinóides – ou neônicos – são distribuídos por toda a planta, tornando-a inteiramente tóxica. Expostos ao veneno através do pólen, do néctar, da poeira, e das gotas de orvalho nas folhas das plantas e nos solos, as abelhas sofrem. Esse tipo de agrotóxico começou a ser usado de forma intensa em meados da década de 2000. No mesmo período, casos generalizados de mortes de abelhas começaram a ser registrados, já que esse veneno é 10 mil vezes mais tóxico para esses insetos do que qualquer outro agrotóxico.

Durante a aplicação, os neonicotinóides são colocados nas sementes e, após elas serem plantadas na terra, esse agrotóxico se espalha para além da plantação, podendo contaminar flores silvestres, solo e água. Além das abelhas, outros animais também são afetados pelo veneno, como pássaros e outras espécies silvestres.

Outros casos

Não é a primeira vez que o assunto é discutido nos Estados Unidos. Em 2017, a CFS ingressou com uma ação na Justiça contra a EPA, exigindo que as sementes com revestimento neônico não escapem mais da regulamentação. No ano seguinte, a CFS protocolou uma notificação na qual expressava a intenção de processar a administração Trump por reverter uma moratória sobre agrotóxicos neônicos e culturas geneticamente modificadas em refúgios de vida silvestre.

Recentemente, a CFS endossou a Lei de Proteção aos Refúgios, de 2019, que irá restabelecer a moratório sobre os refúgios de vida silvestre, e apoiou a Lei de Proteção dos Polinizadores da América, que exigiu que a EPA tomasse medidas imediatas para proteger os polinizadores dos neonicotinóides. Além disso, a CFS está pedindo proteção a quatro espécies de abelhas ao Estado da Califórnia. O pedido é para que esses insetos sejam adicionados à Lista de Espécies em Perigo do estado.

Outra ação recente da CFS foi o lançamento de um aplicativo gratuito, que recebeu o nome de “Wild Bee ID”, para capacitar jardineiros com o objetivo de incentivá-los a desenvolver um papel ativo na conservação das abelhas.

Além dos Estados Unidos, a União Europeia também proibiu três agrotóxicos neonicotinóides de serem utilizados em plantações após a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar expor preocupação sobre os prejuízos que esses venenos representam para os insetos polinizadores. A rança também proibiu o uso de dois agrotóxicos dessa classe em campos de cultivo e estufas.

Lei que proíbe mutilar animais para fins estéticos é sancionada em Itapevi (SP)

Uma lei que proíbe que animais domésticos e silvestres sejam mutilados para fins estéticos foi sancionada pelo prefeito de Itapevi (SP), Igor Soares. Com a nova legislação, fica proibido procedimentos como corte da orelha, da cauda, retirada das cordas vocais, de unhas e dentes por razões estéticas.

Foto: Pixabay

Esses métodos só poderão ser feitos para fins terapêuticos ou de recuperação de animais, em caso que o quadro de saúde leve à necessidade da realização dos procedimentos. As informações são do portal Webdiário.

O autor da medida, o vereador Professor Rafael (Podemos), afirmou que se baseou na resolução nº 48 do Meio Ambiente de São Paulo para elaborar o projeto. A resolução considera infrações contra a fauna matar, perseguir, caçar, apanhar, coletar ou utilizar espécimes silvestres, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida.

A lei estabelece como punição para quem desobedecer à nova norma uma multa de R$ 3 mil, que deve ser aplicada por funcionários da Secretaria de Meio Ambiente e Defesa Animal.

“Diante das dores e sofrimentos dos animais em práticas estéticas ou arbitrárias sem uso de curativos e na ausência de normas para sua proteção, compreendi que seria de muita importância que tivéssemos em nosso município uma legislação que contemplasse este problema”, disse Rafael.

O parlamentar lembrou que o objetivo principal da legislação é proteger os animais, resguardando a integridade física e psicológica deles com a proibição do uso de motivos torpes como justificativa para procedimentos de mutilação.

A prática de alguns desses procedimentos para fins estéticos, como o corte da cauda e da orelha de animais, ainda é bastante comum.

Especialistas lembram que procedimentos cirúrgicos devem ser feitos apenas quando há necessidade, como é o caso da castração, que reduz o abandono ao diminuir o número de ninhadas, e protege a saúde dos animais castrados, diminuindo a possibilidade de desenvolverem doenças como o câncer, que, no caso dos cachorros, é a principal causa de mortalidade.

Zimbábue, Botsuana e Namíbia pedem o fim da proibição da venda de marfim cru

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Os países Zimbábue, Botsuana e Namíbia fazem um novo apelo a um órgão de fiscalização global para suspender as medidas restritivas ao comércio de marfim cru.

A convenção da Cites, proíbe o comércio não regulamentado envolvendo espécies ameaçadas de extinção em todo o mundo.

Os três países da África do Sul, que abrigam 61% dos elefantes do continente, farão sua solicitação para a mudança na próxima conferência da Cites, em Colombo, no Sri Lanka. O último apelo para a suspensão das medidas, na conferência Cites de 2016 na África do Sul, foi rejeitado.

De acordo com o Ministério da Informação do Zimbábue, são quase 13 anos desde a última venda comercial de marfim do país. “Nosso estoque de marfim vale mais de 300 milhões de dólares, o que não podemos vender porque países que não possuem elefantes estão dizendo àqueles que os tem, o que fazer com seus animais”, disse Nick Mangwana, secretário permanente do ministério.

Há um clamor crescente sobre a proibição, e os movimentos para suspendê-la alegam que vão conseguir fundos para a conservação das espécies.

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

O Zimbábue também fará um apelo separado na conferência para a permissão de vender alguns de seus elefantes, à medida que o conflito entre pessoas e a vida selvagem aumenta.

O país tem uma população de elefantes em expansão, que está cada vez mais em contato com as pessoas. Cerca de 200 pessoas morreram de ataques de elefantes nos últimos cinco anos.

Estima-se que 40% dos casos envolveram elefantes invadindo comunidades humanos em busca de água. Só neste ano, quatro pessoas foram pisoteadas, de acordo com o departatamento de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue (Zimparks).

O Zimbábue tem 85 mil elefantes, mas os parques nacionais e áreas de conservação do país só conseguem lidar com 55 mil.

Aldeias em áreas de baixa altitude perto de grandes parques de caça como Hwange e Gonarezhou reclamaram de incursões feitas por animais selvagens.

A Zimparks informou que fazendeiros que vivem perto de áreas de preservação perderam mais de 7 mil hectares de cultivos para elefantes que se desviaram.

Encurralados ao terem seus habitats naturais invadidos por ocupações humanas os animais são cada vez mais espremidos em terrenos menores o que causa o conflito humanos X elefantes.

Uma crescente população humana, por sua vez, levou as pessoas a invadirem parques de caça, florestas e outros ecossistemas em busca de terras.

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

O governo do Zimbábue está desenvolvendo uma política para limitar o conflito entre seres humanos e animais selvagens à medida que ele se move para aliviar o atrito sobre os recursos. As autoridades também querem ver as regras da Cites mais frouxas para que possam vender mais animais. Entre 2012 e 2018, o Zimbábue vendeu 98 elefantes, principalmente para a China.

Farawo disse que a seca induzida pelo El Niño estava ameaçando a vida selvagem, à medida que os veios de água se esgotavam. “Estamos enfrentando a seca. Como vamos cuidar desses elefantes? É por isso que estamos dizendo que os elefantes cuidem de si mesmos pedindo a suspensão da proibição do comércio”, disse ele.

Botswana também está considerando suspender a proibição de caçar elefantes para usar sua carne como fonte de alimentação. Enquanto o movimento foi recebido com críticas generalizadas de especialistas em conservação, o presidente do país, Mokgweetsi Masisi, diz que a caça impulsionaria o turismo ao mesmo tempo em que gerenciaria a população nacional de elefantes.

O elefante africano, o leão e o hipopótamo aparecem na “lista vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de animais em risco de extinção, e precisam de maior proteção para que continuem a andar sobre o planeta.

Governo considera proibição da total da caça para permitir recuperação das espécies

Foto: Armenian Mirror Spectator

Foto: Armenian Mirror Spectator

O governo da Armênia se reuniu na sexta feira última (10) e para discutir alguns debates importantes sobre a preservação da vida selvagem, já que anteriormente ja hia sido aprovada a apresentação de uma proposta sobre o cumprimento de uma multa de 100 milhões de dólares pela caça do leopardo caucasiano, espécie ameaçada de extinção.

Reforçando o movimento, o diretor do Serviço de Segurança Nacional, Arthur Vanetsyan, que estava presente, sugeriu impor uma proibição total de caça de 3 a 5 anos em todo o país.

“Vamos banir a caça por 3 a 5 anos na Armênia para que a população da vida selvagem seja restaurada. Vamos tomar essa iniciativa, proibir a caça em geral, e a proibição não é apenas por meio dessas leis que estamos adotando, mas também, por exemplo, pela proibição temporária de cartuchos de caça. Porque eles estão sendo usados por fora da lei”, disse Vanetsyan.

O primeiro-ministro Nikol Pashinyan pediu a um comitê para estudar a questão de forma abrangente.

“Devemos optar por fazer algo assim porque essa ideia é muito boa e apropriada. Mas devemos olhar para este problema de forma abrangente. Vamos realizar um estudo especializado ”, disse ele.

“Embora – por outro lado – é legítima a preocupação com o assunto, porque as pessoas podem usar essas brechas na lei, e se elas forem armadas para as florestas, vão atirar em tudo que virem. É necessário realizar um estudo e ouvir a opinião de especialistas sobre esta questão ”, disse Pashinyan.

O ministro da Proteção da Natureza, Erik Grigoryan, disse que a situação atual na Armênia levou à destruição generalizada de animais e pássaros. “As pessoas atiram em tudo que se move. Há muitas omissões legislativas e também estamos considerando a possibilidade de impor uma restrição total à caça”, disse Grigoryan.

Durante consultas sobre esta questão com os colegas dos Emirados Árabes Unidos, o ministro disse que lá (EAU) eles consideram os veículos como uma ferramenta de caça também, e eles são confiscados junto com as armas em caso de violação da lei. Segundo o Grigoryan, se vários carros de caçadores forem confiscados, isso seria um sério incentivo para impedir a caça.

Segundo Erik Grigoryan atualmente cerca de 8 a 12 leopardos caucasianos apenas são registrados atualmente vivendo na Armênia. Os dados são do último monitoramento do Ministério do Meio Ambiente, alguns deles foram encontrados em áreas especialmente protegidas no sul do país e na província de Ararat. Ambientalistas dizem que o leopardo é um indicador de que a biodiversidade necessária é fornecida em áreas protegidas, daí a sua importância fundamental na preservação das espécies.

Desde 2002, o Ministério do Meio Ambiente da Armênia e sede armênia da WWF vêm implementando um programa para a preservação de leopardos caucasianos no país.

O principal objetivo do programa é aumentar a população de leopardos caucasianos, cabras bezoar (Capra aegagrus), muflões armênios (Ovis orientalis gmelini) e outras espécies ameaçadas de extinção.

Proposta que proíbe provas de laço em Avaré (SP) depende de mais apoio para ser aprovada

No dia 27 vai ser votada em Avaré (SP) uma proposta de emenda à lei de proteção animal que proíbe a realização de provas de laço curto e duplo em bezerros.

“Uma experiência horrível, que causa estresse, medo, dor e muitas vezes lesões”, destaca a ativista (Foto: Getty)

A prática que nos últimos anos tem sido proibida em muitas cidades do Brasil ainda encontra forte resistência em Avaré, segundo ativistas dos direitos animais.

Por enquanto, três vereadores se posicionaram favoráveis à proibição – Ernesto Ferreira de Albuquerque (PT), Marialva Araújo de Souza Biazon (PSDB) e Francisco Barreto de Monte Neto (PT).

Segundo a ativista pelos direitos animais, Lorena Borges, ainda é preciso garantir o apoio da maioria, já que nove vereadores podem votar a favor da prática. “Eles precisam entender que ser a favor das provas de laço implicaria em retrocesso”, aponta Lorena.

Nas provas de laço, bezerros com três meses de idade são perseguidos, têm seus pescoços laçados e são arremessados ao chão. “Uma experiência horrível, que causa estresse, medo, dor e muitas vezes lesões”, destaca a ativista, acrescentando que até mesmo em Barretos a prática foi proibida.

Para fortalecer a opinião pública foi criado um abaixo-assinado contra as provas de laço em Avaré. Para assinar, clique aqui.

Governo se mantém reticente quanto a proibição da importação de troféus de caça

Foto: wildwatch

Foto: wildwatch

Junto com os Estados Unidos, o Reino Unido é um dos maiores importadores de troféus do mundo, sendo responsável pelo extermínio de milhares de animais indefesos, alimentando um mercado de criação e reprodução de espécies destinadas apenas para este fim e impulsionando uma indústria sórdida e cruel que lucra com a morte.

Alguns desses animais, como os leões, são catalogados como produtos e vendidos em menus pela internet, onde são escolhidos para serem mortos por valores altíssimos. Uma vez selecionados eles são soltos em áreas cercadas junto com seus caçadores assassinos para correr por sua vida, numa batalha já perdida.

Proibições da importação de pedaços dos cadáveres desses animais (ou do corpo todo), vistos por seus assassinos como troféus, representariam um passo importante em defesa dos animais. Os governos tem esse poder nas mãos.

Recentemente o secretário do meio ambiente do Reino Unido, Michael Gove deu passo importante em prol dos direitos animais ao anunciar a introdução do projeto de lei que criminaliza a exploração de animais selvagens em circos.

Mas o político é enfático em dizer que não tem planos para proibir a importação dos sanguinários troféus de caça.

O secretário afirma que a medida envolve um “delicado equilíbrio de interesses”.

Falando em entrevista ao conservacionista Kevin Pietersen, na BBC Radio 5 Live, Gove disse que havia sido aconselhado por instituições de caridade a “ser cautelosos” em seguir outros países e proibir a prática polêmica de importar partes de animais resultantes de caçadas raras, muitas vezes de animais ameaçados de extinção.

O ex-jogador de críquete da Inglaterra, e também apresentador do programa, Kevin Pietersen, deixou sua carreira de rebatedor para perseguir sua paixão pela conservação das espécies e prometeu fazer o governo britânico mudar sua posição em permitir que os caçadores de troféus importem suas vítimas.

Pietersen abordou o ministro sobre a caça de espécies em extinção, especialmente o rinoceronte, em sua terra natal a África do Sul.

Nascido na África do Sul, o ex-jogador de críquete da Inglaterra recentemente filmou um documentário sobre a caça ao troféu depois que o leão Cecil foi morto no Zimbábue em 2015.

Na entrevista, ele pergunta a Gove por que o Reino Unido não seguiu outros países, como Austrália, França e Holanda, e impôs a proibição de troféus.

Gove responde que foi aconselhado por conservacionistas e ONGs a proceder com cautela. Ele diz: “Não entre com os dois pés no peito no Reino Unido e diga às pessoas em cada um desses países como devem regular sua própria vida selvagem”, disse ele.

“Em um nível emocional e pessoal, acho difícil de entender. Mas você sabe que também reconheço que tenho que respeitar se há especialistas, que dizem que fazer isso de uma maneira gerenciada pode ajudar a vida selvagem em geral, então vamos apenas testar isso”.

Atualmente, se um caçador de troféus quiser trazer uma lembrança de sua caça de volta para o Reino Unido, eles poderiam fazê-lo, com uma permissão especial.

Um movimento entre os partidos chamado Early Day Motion, assinado por mais de 159 deputados, também pediu ao governo do Reino Unido que pare com as importações de espécies ameaçadas de extinção.

Gove disse: “Eu acho que há uma força crescente lutando para que a lei mude. Mas o que eu não quero fazer é atropelar as coisas”.

O político se justifica: “Eu não quero estar em uma posição em que esteja correndo tão longe e antes das ONGs e outros líderes querem, que possa arriscar o bom relacionamento construído ao longo do tempo”.

“Como muitas áreas de conflito, este é em parte um processo de educação e em parte um processo de diálogo”.

Durante a entrevista, um espectador e caçador de troféus disse a Pietersen que o esporte é emocionante e ajuda na conservação: “Matar um elefante é uma coisa incrível de se fazer, é uma coisa absolutamente impressionante, e é por isso que eu o fiz”.

“Eu quero tentar preservar esses lugares selvagens na África. Mas a única maneira de serem preservados é se houver dinheiro. Se não pagar, não há como. É tão simples quanto isso”, disse o caçador.

Os clientes, principalmente da Europa ou dos EUA, pagam muitas vezes milhares de libras e dólares para participar de uma caçada e guardam um “troféu” – geralmente a cabeça, a pele ou outra parte do corpo.

Em 2018, mais de 50 celebridades – incluindo os cantores Ed Sheeran e Liam Gallagher – assinaram uma carta aberta em apoio à Campanha para Proibir a Caça ao Troféu, instando o governo a banir os caçadores de troféus da importação de partes do corpo para a Grã-Bretanha.

Botos da Amazônia estão ameaçados de extinção mesmo diante da proibição da caça da espécie

Foto: Green World Warriors

Foto: Green World Warriors

No início de 2000, nas profundezas da selva amazônica, o massacre começava, até os filhotes de golfinhos de água doce ou botos não foram poupados, nem as fêmeas grávidas que tiveram seus filhotes arrancados do ventre covardemente.

Sem hesitação ou remorso, esses monstros bárbaros arrancaram o bebê do útero da mãe, jogando-o para o lado como um pedaço de lixo. O Brasil aprovou uma lei com a proibição efetiva da caça, no entanto os caçadores não pararam de matar os mamíferos indefesos e no Peru, os botos são mortos apenas para servir de isca.

Foto: Green World Warriors

Foto: Green World Warriors

O boto ou golfinho cor de rosa do rio ou ainda golfinho do amazonas, como é comumente conhecido, cientificamente a espécie é identificada como Inia geoffrensis, não são caçados para servir de alimento.

Como muitos pescadores pegam peixes menores para capturar as espécies maiores, os botos são capturados simplesmente por essa razão, assim eles são mortos e divididos em pedaços de carne que depois é jogada em caixas para pegar espécies menores de peixes comumente conhecidos como piracatinga, que se alimentam de carne podre de animais mortos – neste caso, de botos.

Os massacres de golfinhos japoneses são noticiados frequentemente – mas os campos de matança dentro da Amazônia ainda permanecem na obscuridade. Alguns conservacionistas parecem não se incomodar em divulgar esse fato, enquanto os caçadores exterminam esses membros da vida aquática.

Só no início do ano passado, cerca de dois mil golfinhos do rio Amazonas foram mortos. No entanto, os grupos de conservação da Europa e da América do Sul e do Norte estão tomando posição e, entregaram uma petição de 50 mil assinaturas ao governo do país pedindo ações urgentes.

Embora esteja em vigor a proibição da caça no Brasil, ela não é suficiente para parar a matança ilegal que ocorre distante dos olhos da lei. Além disso, a caça no Peru, Equador, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiné Francesa também acontece.

Ninguém foi capaz de parar essas matanças, a população fora da Amazônia fica completamente alheia ao fato de que essa atrocidade realmente existe. A Fundação Internacional de Resgate de Animais do Brasil, além de muitos grupos menores de conservação, soube deste extermínio apenas nos últimos anos.

Quando o governo federal impôs uma proibição temporária cinco anos atrás, tudo parecia mais calmo, infelizmente a proibição da caça foi suspensa com muitos botos mortos em agosto do ano passado, e seria realmente um milagre se a espécie realmente se recuperasse antes que a proibição da caça terminasse. Mas não foi que aconteceu.

Foto: Green World Warriors

Foto: Green World Warriors

Desde o início de agosto do ano passado, o país impôs uma nova [proibição total], mas isso não explica os caçadores clandestinos e aventureiros assassinos que atualmente estão descendo os rios da Amazônia para matar botos.

Até o segundo semestre do ano [2014] a expectativa era de que mais de três e meio mil botos seriam mortos. O número pode até ser ainda maior sendo que atividade é completamente ilegal.

Mais de 60% da floresta amazônica está no Brasil e, assim, o país abriga mais golfinhos do rio Amazonas, do que qualquer outro país da América do Sul. Os botos vivem nos rios e lagos da Amazônia e entram na floresta alagada durante a alta temporada.

A Amazônia, e particularmente as florestas inundadas, são habitats ameaçados. Desde a década de 1980, a taxa de desmatamento e exploração da floresta amazônica para mineração, extração de madeira, assentamento humano e pecuária aumentou significativamente.

Essas atividades comerciais representam uma grave ameaça para os povos indígenas e a vida selvagem da região.

Boto do sexo masculino só se reproduz após os 10 anos de idade

Especialistas da região afirmam que todos os anos, na região na Reserva de Desenvolvimento de Mamirauá, a população de botos diminui em torno de 7,5%. Isso não é sustentável”, diz ele.

Segundo eles, o agravante é que os pescadores preferem os jovens golfinhos-do-rio, que quase nunca atingem a idade reprodutiva. Um golfinho macho leva 10 anos para atingir a idade reprodutiva e a fêmea entre 6 e 7 anos. A gestação leva entre 11 e 13 meses, além disso, a jovem mãe ainda alimenta os pequenos por dois anos.

A morte dos jovens botos está tendo um enorme impacto sobre as espécies de golfinhos do rio Amazonas, das quais, mesmo com uma proibição, vai resultar no extermínio de toda a espécies se o mundo não se unir agora para impor uma proibição completa na Venezuela, Peru, Colômbia e Bolívia, Guiana, Suriname e Guiné Francesa.

A alimentação do boto consiste principalmente de piracatinga, que é um bagre carnívoro comido pelos habitantes locais e tribos indígenas. No entanto, os seres humanos na Amazônia exigem 4.500 botos para colher (pescar) todos os anos a piracatinga.

Então, por que esse massacre não está sendo visto no mundo ocidental da conservação? Bem, basicamente este método de extração de piracatinga, que se tornou ilegal no Brasil em agosto de 2014, só começou em 2000. Apesar de toda a prática ser 100% ilegal, os governos e as agências de segurança estão fazendo pouco ou nada para impedir isso.

Quando o pescador captura o boto a morte do animal geralmente é feita no mesmo local desta forma o cadáver não apodrece rapidamente. O corpo do animal é então colocado em caixas de madeira que os pescadores usam para capturar o peixe piracatinga.

As caixas de carne de boto são então abaixadas na água. Os pescadores aguardam enquanto os piracatinga se aproximam para atacar as carnes mortas do golfinho de água doce em decomposição. É nesse momento que os pescadores pegam o piracatinga.

Tem sido amplamente divulgado em algumas revistas, artigos e mídias que o Brasil de fato proibiu essa prática a partir de julho 2014. No entanto, esses meios de comunicação e repórteres de imprensa – até os de base científica – podem querer visitar as selvas da Amazônia, nas quais esta prática ainda está ocorrendo e tem sido assim desde 2000.

Conservacionistas ficaram encantados ao ouvir sobre a proibição anunciada pelo governo do Brasil, uma vez que o país possui a maior parte da Floresta Amazônica. “É a maior proibição de pesca desde 1967, quando as leis originais de proteção da fauna do Brasil foram feitas”, diz Jone César, da Associação Amigos do Peixe-boi, um grupo de conservação sediado em Manaus, Brasil.
Só porque o Brasil proibiu a prática, não significa que nos rios do Equador ou do Peru, por exemplo, nos quais o boto também habita e que não estão dentro do território brasileiro, os pescadores não vão continuar matando os botos.

Além disso, até que a proibição brasileira seja completamente aplicada, é esperado que os pescadores matem mais milhares de botos para armazenar para pescas posteriores. Então, é claro, temos caçadores que podem e ainda vão desrespeitar essa proibição e, infelizmente, isso já foi visto outras vezes.

Estamos agora a muitos anos depois e o golfinho da Amazônia parece que logo estará extinto. Os botos foram classificados com o status “em perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) em sua última “Lista Vermelha”, publicada em novembro de 2018.

Empresa é interditada e proibida de receber bois após despejar fezes de animais em rio

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) interditou a Minerva Foods, que atua em Abaetetuba, nordeste do Pará, após a empresa construir e usar, sem autorização, uma vala para despejar fezes e urinas de bois no rio Curuperê.

Moradores protestam contra a empresa Minerva Foods (Foto: Reprodução)

Uma decisão judicial também interditou parcialmente as atividades da empresa e a proibiu de receber bois na unidade do município paraense. De acordo com o juiz Raimundo Rodrigues Santana, da 5ª Vara da Fazenda Pública e Tutelas Coletivas, “será permitido somente o ingresso dos animais que já estejam às proximidades da empresa, até a data da intimação, a fim de evitar danos ao seu estado de saúde e eventuais consequências negativas de ordem sanitária”.

O magistrado permitiu também que entrem na empresa alimentos e remédios para os animais e autorizou a saída de animais que estejam em condições de embarque, com o intuito de garantir a sanidade e diminuir o número de animais nos pastos.

O descumprimento da decisão judicial acarreta em multa diária de R$ 30 mil.

A Minerva Foods também será notificada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade por descumprimento de condicionante de licença ambiental e por exercer atividade em desacordo com a licença de operação.

A Secretaria aguarda o resultado da análise da água para confirmação técnica de poluição. Se a hipótese for confirmada, a empresa poderá receber uma terceira multa ambiental. O valor máximo previsto em lei, para cada multa, é de aproximadamente R$ 5 milhões.

A Minerva Foods tem 15 dias para se manifestar, segundo a legislação. Por meio de nota, a empresa disse que não comenta casos jurídicos em andamento, mas afirmou que adota as melhores práticas na condução de suas atividades e atua em colaboração permanente com órgãos de controle ambiental e social.

O caso de despejo de excrementos de animais no rio foi denunciado por moradores da região. De acordo com eles, muitas pessoas estavam doentes e com dor do estômago. Na época, a empresa negou o despejo.

Prefeito de Cotia (SP) promulga lei que proíbe soltura de fogos de estampido

Uma lei que proíbe o manuseio, utilização, queima e soltura de fogos de estampidos e de artifícios, além de artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso, foi promulgada pelo prefeito de Cotia (SP), Rogério Franco.

(Foto: Pixabay)

O descumprimento da lei, de autoria do vereador Edson Silva, acarreta em multa de R$ 2 mil. Em caso de reincidência em um período inferior a 30 dias, o valor é dobrado. As informações são do Jornal Cotia Agora.

Não foi definido ainda como será realizada a fiscalização e quem a fará. Também não se sabe se haverá um telefone exclusivo para denúncias ou se elas deverão ser feitas à Guarda Civil.

A lei tem o objetivo de conscientizar a população sobre os problemas provocados pelo barulho dos fogos, que prejudica animais domésticos e silvestres, em alguns casos levando-os à morte por ataque cardíaco, e atinge também idosos, crianças, pessoas com problemas psíquicos, autistas e bebês.

A proibição da soltura de explosivos que fazem barulho é uma tendência que outras cidades do país já aderiram. Em São Paulo, por exemplo, a comemoração de Ano Novo do ano passado não contou com fogos de estampido.