Vaca Brianna inspira projeto de lei para impedir a morte de vacas grávidas

Legisladores do estado de Nova Jersey, Estados Unidos, se comoveram com o caso de Brianna, a vaca grávida que escapou de um caminhão na estrada para o matadouro. Um projeto de lei chamado “Brianna’s Law” tornará a matança e o transporte de fêmeas grávidas um crime de quarto grau.

vaca brianna e seu bezerro

Foto: NJ News

“São direitos animais. É a coisa certa a fazer. É uma atitude ética, proteger aqueles que não podem se proteger sozinhos”, disse o deputado Benjie Wimberly, que apresentou o projeto.

Wimberly disse que o oficial de controle de animais de Paterson, John DeCando, foi um dos oficiais que ajudaram a capturar Brianna na Interestadual 80 em Paterson, onde ela foi encontrada. Quando ele descobriu que a vaca estava grávida, sentiu que algo precisava ser feito para impedir sua morte.

Se o projeto ser aprovado, serão aplicadas multas entre 3 mil e 10 mil dólares, juntamente a 18 meses de prisão, aos que violarem esta lei. Uma multa civil entre 3 mil e 5 mil dólares por cada vaca grávida também está incluída no projeto.

Wimberly diz que está recebendo um grande apoio para o projeto. Ele espera que passe pela Assembléia e pelo Senado.

Uma porta-voz da PETA disse que a organização estava feliz em ver este projeto de lei apresentado e espera que ele abra os olhos das pessoas para os abusos sofridos pelos animais na indústria de laticínios.

A senadora estadual Nellie Pou também está elaborando uma legislação para evitar situações semelhantes.

Wimberly acredita que a vaca sabia exatamente o que estava fazendo durante sua fuga. Ele até falou sobre isso com seu pastor, que disse: “Brianna sabia que tinha que salvar seu filho. Isso é bem profundo”.

Brianna agora vive no Skylands Animal Sanctuary e Rescue em Wantage, Nova Jersey, onde deu à luz um bezerro saudável chamado Winter. Os dois viverão tranquilamente no santuário, onde estarão a salvo de matadouros e fábricas de laticínios para sempre.

pessoa em supermercado

Governador de São Paulo veta PL que exigia identificação de produtos derivados de animais

O Projeto de Lei 684/2018, do deputado estadual Feliciano Filho (PRP), que iria revolucionar os hábitos de consumo dos paulistas, acaba de ser VETADO pelo Governador João Doria. De acordo com o projeto, as gôndolas dos estabelecimentos comerciais do estado teriam que indicar, em destaque, se os produtos eram de origem animal ou continham componentes de origem animal ou testados em animais.

Segundo o governador, “a medida poderia ocasionar a redução do consumo dos produtos a ela submetidos”, gerando prejuízos em toda a cadeia produtiva de proteína animal.

“Mas essa era exatamente a ideia!”, explicou o deputado Feliciano Filho, indignado. “Somente no estado de São Paulo é estimado que vivam mais de 5 milhões de veganos, pessoas que não consomem proteína animal ou produtos ligados a empresas que contribuem para a crueldade animal. E cerca de 22 milhões paulistas já admitiram que consumiriam mais alimentos sem qualquer ingrediente de origem animal se viessem melhor indicados nas embalagens.”

Para Feliciano, o governador cedeu ao lobby dos pecuaristas, representados pela Secretaria de Agricultura, que orientou o veto. “O objetivo desse PL é garantir informação completa sobre os produtos e seus componentes, bem como sobre os métodos de produção. Esta transparência atende aos princípios da informação e da dignidade da pessoa humana garantidos na Constituição da República. É direito do consumidor, quando da oferta de produtos, receber informações corretas, claras, precisas e ostensivas sobre as características dos produtos, dentre elas a origem e o método de produção”, afirmou o deputado.

“Se a indústria tem tanto medo assim, a ponto de querer desinformar o consumidor para não perder clientes, é porque sabe que o que fazem é extremamente condenável do ponto de vista ético, moral e espiritual.”
O projeto ainda pode ter o veto derrubado pelo plenário da Assembleia Legislativa do Estado de SP.

dois cachorros deitados

Projeto de lei em Cuiabá (MT) é criado para investimento em programas de proteção aos animais

Um projeto de lei criado pela Prefeitura de Cuiabá, Mato Grosso, e divulgado na última sexta-feira (11) prevê aplicar recursos financeiros em programas de proteção aos animais. O Fundo de Bem Estar Animal (Funbea) será custeado, a princípio, pela própria prefeitura.

dois cachorros deitados

Foto: Mídia News

No entanto, segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Juarez Samaniego, o projeto deve ser ampliado e o dinheiro aplicado no Funbea passará a ser uma contribuição da população aplicado nas contas de luz, água, IPTU, entre outras.

“A partir da ampliação do projeto, que ainda não tem uma data prevista, não será mais necessário tirar dinheiro do fundo geral da prefeitura, pois o dinheiro arrecadado com a população será destinado diretamente ao Funbea”,

Para receber a ajuda do projeto, as ONGs de proteção animal devem procurar a diretoria do Bem Estar Animal e provar a legalidade da instituição. Além disso, Juarez disse que será feita uma avaliação de quantos animais a ONG possui e quais são as necessidades.

“Pode ser que uma ONG receba uma ajuda mensal com um valor mais alto que outra. Isso vai depender da necessidade e da quantidade de animais que o local possui”, ressaltou.

O projeto prevê ainda que o dinheiro do fundo possa ser utilizado para custear ações de controle e fiscalização de planos, programas e projetos especificamente voltados às políticas públicas em prol dos animais.

Fonte: Mídia News