Comissão do Senado aprova projeto que proíbe venda de animais na rua

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou na quarta-feira (10) um projeto de lei que proíbe o comércio indiscriminado de animais na rua e em locais públicos. A proposta segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

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De acordo com a proposta, de Rudson Leite (RR), suplente do senador Telmário Mota (PROS-RR), vender animais em locais públicos ou na rua, sujeitando-os a condições insalubres, irá configurar crime ambiental. O objetivo é impedir casos de maus-tratos.

A punição será detenção de até um ano, além de multa, com aumento da pena de um sexto a um terço em caso de morte do animal. As informações são da Agência Senado.

Em relatório, a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) afirmou que o comércio de animais fora de lojas especializadas não lhes assegura o necessário bem-estar.

“A venda de animais em logradouros públicos, como praças, vias de circulação e feiras-livres, realizada por meio de comércio ambulante, é uma prática que deve ser banida. Nessas circunstâncias, os animais ficam sujeitos ao calor excessivo, chuva, frio, privação de água e alimento, estresse, risco de acidentes e lesões. Além disso, as condições sanitárias nesse tipo de comércio são negligenciadas, de modo que os animais e as pessoas que têm contato ou que deles se aproximem ficam vulneráveis ao desenvolvimento de doenças”, afirma.

O projeto foi inspirado numa decisão do juiz Carlos Frederico Maroja de Medeiros, da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Distrito Federal, que determinou a proibição do comércio de animais nas ruas da capital em atendimento a uma ação popular que visava impedir a venda de animais no estacionamento da Feira dos Importados, em Brasília.

Como o estacionamento não dispunha de licenciamento para a venda de animais, o juiz considerou que o “escandaloso comércio ilícito” em via pública tornou vulnerável o espaço, que teve o uso desvirtuado pela ocupação e comercialização irregular, ferindo a segurança sanitária dos animais e dos cidadãos.

Votação do Estatuto dos Animais é adiada por comissão do Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado, adiou novamente a votação do projeto que cria o Estatuto dos Animais (PLS 631/2015). O adiamento ocorreu na terça-feira (9) após o senador Telmário Mota (PROS-RR) demonstrar descontentamento com vários pontos da proposta e, em seguida, apresentar um projeto alternativo, que será analisado pelo relator Plínio Valério (PSDB-AM).

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O estatuto altera a Lei de Crimes Ambientais, para aumentar a pena contra crimes de maus-tratos a animais, e define regras sobre direitos, bem-estar e guarda responsável dos animais. De autoria do ex-senador e atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, a proposta já foi analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e seguiu para a Comissão de Assuntos Econômicos, na qual o relator explicou que sua análise foi restrita a questões financeiras e orçamentárias. As informações são da Agência Senado.

O novo projeto de Mota, que ainda será analisado, prejudica os animais ao resguardar eventos como rodeios e vaquejadas. Na proposta original, consta que “não serão toleradas práticas de maus-tratos sob a justificativa de tradição cultural, recreação ou exploração econômica”. No novo texto feito pelo senador, esse trecho é substituído por: “não serão consideradas práticas de maus-tratos aquelas relacionadas à tradição cultural, recreação ou exploração econômica”, o que abre brechas para que os animais continuem a ser explorados e maltratados.

Tanto a proposição original quanto a feita por Mota alteram a pena para a prática de maus-tratos a animais de três meses a um ano, que é a atual, para de um a dois anos. A mudança, no entanto, não muda a classificação da infração, que continua sendo considerada de menor potencial ofensivo, não levando o infrator à prisão e sendo punida apenas com multa e penalidades alternativas, como prestação de serviços à comunidade. Ainda segundo o projeto original, a pena será dobrada em caso de morte do animal. No entanto, para Mota, o aumento pela metade da pena basta.

A senadora Kátia Abreu (PDT-TO), conhecida por ser ferrenha defensora do agronegócio, criticou o projeto. “Isso vai trazer um problema grave de segurança jurídica. O artigo 6º [do projeto], por exemplo, fala em garantir espaço adequado. O inciso três fala de se assegurar a inexistência de ansiedade, medo, estresse ou angústia. Quem vai definir tudo isso? Até no ser humano temos dificuldade de identificar tais sentimentos. Isso vai trazer insegurança para um setores mais importantes da economia brasileira”, disse Kátia ao ignorar todo o sofrimento extremo ao qual os animais explorados pelo agronegócio são submetidos.

Nota da Redação: é importante que o Estatuto dos Animais seja aprovado em sua versão original, sem concessões para proteger práticas exploratórias e cruéis, como o agronegócio, as vaquejadas e os rodeios. Não é justo que esse projeto seja modificado e sirva apenas para proteger animais domésticos e silvestres, excluindo os demais. É de conhecimento geral, porém, que a aprovação do projeto original não impedirá que os animais explorados pelo agronegócio continuem a sofrer e a ser mortos, tampouco colocará fim a realização de rodeios e vaquejadas, mas isso não significa que o Estatuto dos Animais deva ser modificado a ponto de legitimar tais práticas cruéis. 

PL que pune soltura de fogos barulhentos é aprovado por comissão da Câmara

Um projeto de lei, de autoria do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que prevê pena de detenção para quem soltar fogos de artifício barulhentos, foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara por unanimidade, na última quarta-feira (27).

Com relatoria do deputado Nilto Tatto (PT-SP),  a proposta proíbe uso de fogos de artifício que causem “poluição sonora, como estouros e estampidos” em todo o país, em espaços fechados e abertos. Caso aprovada e sancionada, a medida transformará a soltura desses explosivos em crime ambiental, com pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. A penalidade é dobrada em caso de reincidência.

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No entanto, apesar da pena prever detenção, o crime é considerado de menor potencial ofensivo e o infrator costuma ter a condenação revertida pelo juiz em, por exemplo, prestação de serviços à comunidade. As informações são do jornal O Globo.

Na justificativa do projeto, que ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir ao plenário, o autor diz que o enquadramento na lei de crimes ambientais visa ressaltar a proibição.

“Esta iniciativa está em consonância com crimes ambientais devido a poluição sonora causada e visa dar mais efetividade a esta proibição”, afirma.

O presidente da comissão, Rodrigo Agostinho (PSB-SP), é favorável a proibição do uso desses explosivos e destacou os transtornos que eles causam a humanos e animais.

“É um tema importante tanto por causa de animais domésticos e silvestres, como pássaros, e também para a saúde das pessoas, como crianças que sofrem de autismo ou alguma outra síndrome e idosos. É uma mudança de comportamento da sociedade. Ninguém compra fogos pelo barulho, mas sim pelo aspecto visual”, diz Agostinho.

No Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) assino um decreto por meio do qual determinou, às vésperas das comemorações do Ano Novo de 2018, uma multa para quem soltar fogos que emitam barulho que supere 85 decibéis. Uma medida semelhante foi implementada em São Paulo. A diferença do projeto aprovado pela Câmara é que não é fixada qualquer restrição audiométrica e a medida vale para todos os tipos de ambientes.

Câmara proíbe uso de veículos de tração animal em Goiânia (GO)

A Câmara Municipal de Goiânia (GO) aprovou na quarta-feira (20) um projeto de lei que proíbe o uso de veículos de tração animal no município. O projeto será, agora, analisado pelo prefeito Iris Rezende (MDB), que decidirá pelo veto ou pela sanção.

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O objetivo da proposta é impedir que os animais sejam explorados e maltratados. “São inúmeros casos de cavalos que são utilizados para puxar cargas pesadas. Muitos deles usados de forma ininterruptas, 24 horas por dia”, explica o vereador Zander Fábio (Patriota), autor da proposta, que lembrou também de cavalos que morrem em vias públicas por não suportarem os maus-tratos.

O projeto estabelece multa para quem usar veículo de tração animal. O valor varia de acordo com a lei de maus-tratos. O animal explorado para puxar o veículo será resgatado. As informações são do portal Mais Goiás.

O texto da proposta, no entanto, define uma exceção para a Polícia Militar, que poderá continuar a explorar cavalos nas operações policiais.

O parlamentar autor do projeto considera a aprovação conseguida na Câmara uma vitória para aqueles que lutam contra os maus-tratos a animais. Como a proposta foi aprovada pela maioria dos vereadores em segunda votação, Fábio acredita que, caso o prefeito vete o texto, os parlamentares derrubarão o veto.

PL que permite entrada de animais em hospitais de Goiânia (GO) é aprovado

A Câmara Municipal de Goiânia, em Goiás, aprovou na quarta-feira (13) um projeto de lei, de autoria do vereador Romário Policarpo (PROS), que permite a entrada de animais domésticos em unidades de saúde do município para visitas a tutores internados.

Foto: Alexas_Fotos / Pixabay

“As pessoas tem demonstrando uma evolução com esse projeto, seja no quadro depressivo ou na auto-estima delas ao receber a visita do seu animal, principalmente quando relacionados a crianças e idosos”, explicou Policarpo. As informações são do portal Dia Online.

Um projeto semelhante, segundo o parlamentar, é aplicado por três alunos da Universidade Federal de Goiás (UFG) em Goiânia. “Ele tem mostrado resultados bem objetivos e bem singulares na melhora do paciente, pois a questão da auto-estima, da depressão e a vontade para voltar ao ambiente de convívio com seu animal”, disse.

O vereador explicou que o objetivo é que a prefeitura tenha uma regra específica para permitir a visitação de animais aos pacientes. A proposta prevê que a Câmara Municipal forneça autorização prévia editada e que as unidades de saúde usem das regras estabelecidas no regime interno para autorizar a presença de animais nos locais.

O projeto proíbe a entrada de animais nas áreas de quimioterapia, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), farmácias e áreas de manipulação dos hospitais.

Aprovado em primeira votação pelo plenário e pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), o projeto segue para a Comissão de Saúde. Caso aprovado, volta para o plenário para segunda e última votação. Se for novamente aprovado pelos vereadores, a proposta segue para análise do prefeito Iris Rezende (MDB), que terá que decidir pela sanção ou pelo veto.

PL que prevê multa para maus-tratos a animais é aprovado em Aparecida de Goiânia (GO)

A Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia (GO) na terça-feira (5) um projeto de lei que prevê penalidades para quem maltratar animais. A proposta segue agora para análise do prefeito Gustavo Mendanha (MDB), que deve decidir pelo veto ou pela sanção.

O projeto, de autoria do vereador Helvecino Moura (PT), estabelece punições que vão de advertência por escrito à multa de R$ 200 a R$ 200 mil, dependendo da gravidade do caso, para crimes cometidos contra animais domésticos ou exóticos. As informações são do portal Mais Goiás.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

A proposta também estabelece suspensão de serviços de cunho municipal ao infrator, como suspensão de registro, licença, permissão, autorização ou alvará para qualquer finalidade e proíbe a administração pública de contratar o agressor em um período de três anos. A fiscalização será feita pela Agência Municipal do Meio Ambiente de Aparecida de Goiânia.

O texto do projeto classifica maus-tratos como toda ação que cause transtorno físico, mental e natural ao animal, como privação de água e comida, ausência de abrigo ou abrigo desproporcional ao porte do animal, agressão com qualquer tipo de instrumento e abandono.

Trabalhos superiores à capacidade física do animal, castigos físicos ou mentais, manutenção do animal em local com privação de higiene, exploração em rinhas, envenenamento e abuso sexual também caracterizam maus-tratos.

De acordo com Moura, os animais são capazes de demonstrar sentimentos e devem ser protegidos. “Hoje sabemos que os animais são seres capazes de sentir, de vivenciar sentimentos como dor, angústia, solidão, amor, alegria, raiva, etc”, diz.

Nota da Redação: a ANDA defende que animais não sejam forçados a realizar qualquer tipo de atividade denominada “trabalho” pela sociedade e entende, inclusive, que essa denominação é equivocada, já que os animais não consentem a realização de tais ações, sendo forçados a fazê-las, e também não recebem nada em troca ao serem obrigados a executá-las, o que não caracteriza trabalho. Além disso, a ANDA entende que os animais existem por propósitos próprios, não para servir aos seres humanos e, por isso, considera que esse tipo de atividade deve ser proibida em qualquer circunstância, não só quando excede a capacidade física do animal.

Nova lei de conservação da vida selvagem e de combate ao tráfico é introduzida nos EUA

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Na semana passada, os congressistas John Garamendi (D-CA) e Don Young (R-AK) introduziram a Lei de Conservação da Vida Selvagem e Combate ao Tráfico de 2019, que fortalece o poder de atuação das agências federais encarregadas de combater a caça e o tráfico de animais selvagens.

O projeto de lei é endossado pelo Animal Welfare Institute (AWI) e por outras 19 organizações líderes em bem-estar animal e conservação.

Esta legislação, introduzida pela primeira vez em 2018, baseia-se na Lei bipartidária de Tráfico de Animais Selvagens “Eliminar, Neutralizar e Interromper (END)” de 2015 para fornecer aos Estados Unidos as ferramentas necessárias para combater esses crimes globais, que são frequentemente perpetrados por organizações criminosas transnacionais e grupos extremistas.

“Caçadores ilegais, traficantes e organizações criminosas transnacionais responsáveis ​​por violações dos direitos humanos estão levando a vida selvagem icônica à extinção em todo o mundo”, disse Garamendi em um comunicado.

“Nosso projeto de lei avança a liderança americana no combate à crise global de tráfico de vida selvagem e caça sem nenhum custo para o contribuinte americano.”

“Tenho orgulho de mais uma vez co-patrocinar a Lei de Conservação da Vida Selvagem e Combate ao Tráfico”, disse Young.

“Como esportista ávido, tenho uma longa história de apoio à legislação para fortalecer nossa capacidade de impedir o tráfico de animais selvagens e conservar a vida silvestre. Acredito que proteger a vida selvagem e nossa pesca requer uma abordagem nova e estratégica para acabar com a pesca ilegal em todo o mundo, não declarada e não regulamentada dentro das águas dos EUA. Estou ansioso para trabalhar com o deputado Garamendi para conservar as populações globais de animais selvagens”.

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Especificamente, a Lei de Conservação da Vida Selvagem e Combate ao Tráfico reclassifica graves crimes de tráfico de animais selvagens como extorsões federais e outros estatutos do crime organizado, orienta o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA para posicionar policiais em áreas de intenso tráfico de vida selvagem no exterior, encoraja a população a denunciar crimes e direcionar fundos coletados de violações criminais para apoiar os esforços de conservação da vida selvagem, entre outras provisões.

Se aprovada, também fornecerá fundos dedicados para a conservação de grandes primatas, redirecionando as multas e penalidades coletadas para certas violações do Ato de Espécies Ameaçadas de Extinção ou da Lei Lacey para a Conservação do Grande Macaco existente.

“A matança de elefantes, rinocerontes, tigres e outras espécies ameaçadas é uma crise devastadora e exige os mais rigorosos esforços de aplicação da lei e penalidades”, disse Cathy Liss, presidente da AWI.

“Reprimir o tráfico de animais silvestres e a caça ilegal há muito tempo é um esforço bipartidário e aplaudo o deputado Garamendi e o congressista Young por continuarem e fortalecerem essa tradição. Trabalharemos para garantir que o Congresso tome medidas rápidas sobre essa legislação”. As informações são do World Animal News.

 

 

cachorro enjaulado

Projeto de lei proíbe a adoção de animais para culpados de maus-tratos

Os legisladores da Carolina do Sul, Estados Unidos, estão propondo novos projetos de lei para proibir que culpados de maus-tratos possam adotar animais. Os projetos ainda estão em andamento, mas serão extremamente úteis para a prevenção de novos crimes de crueldade contra animais.

cachorro enjaulado

Foto: ASPCA

Os novos projetos de lei são importantes porque impede que os criminosos continuem abusando de animais. Atualmente, no estado, pessoas que cometeram crimes de maus-tratos contra animais ainda podem adotar outros animais se o abrigo não tiver restrições contra antecedentes criminais. Se os projetos forem aprovados, os abrigos de animais deverão exigir uma verificação de antecedentes para garantir que a pessoa não representará um perigo para o animal.

Muitos projetos de lei sobre culpados de crueldade animal foram propostos, e o mais proeminente entre eles foi em relação aos reincidentes. O projeto afirma que aqueles que foram condenados por crueldade contra animais serão proibidos de adotar qualquer animal por até cinco anos. O atual representante do estado, Bruce Bryant, apoiou o projeto e disse que entende a necessidade de leis de proteção aos animais. Bryant reconhece que a atual legislação da Carolina do Sul não é rígida o suficiente. O projeto foi apresentado na última terça-feira, 22 de janeiro, e está sob avaliação do comitê.

Defensores dos direitos animais dizem que foi uma boa iniciativa, mas que está longe de ser suficiente, os criminosos não devem jamais ter o direito de adotar outro animal novamente. Joe Elmore, CEO da Charleston Animal Society, disse que a lei deveria se estender aos estabelecimentos que vendem animais e que os criminosos devem ser proibidos de adotarem animais por meio de conexões pessoais também.

Havaí está a um passo de proibir o comércio de pele animal

Animais sofrem terrivelmente em fazendas de peles e em armadilhas em todo o mundo. Nos últimos anos, mais e mais grifes e países baniram a venda e o uso produto, Versace, Coach, Burberry, Chanel, Sérvia, Bélgica, Luxemburgo são alguns dos bons exemplos a serem seguidos para o fim dessa crueldade sem sentido.

Marta de garganta amarela. Foto: Pixabay

Muitos outros países estão introduziram projetos de lei para fazerem o mesmo e, agora, e a vez do Havaí.

O novo projeto, que acaba de ser introduzido, quer banir produtos feitos de peles de animais em todas as ilhas.

Apoiado pelo senador Mike Gabbard , ele visa “proibir a fabricação ou a venda de certos produtos de peles de animais no Estado do Havaí, e o embarque ou transporte de certos produtos de peles para o Estado para venda ou distribuição”. As informações são do World Animal News

A Fur Free Society, Inc. disse em  um comunicado  que no dia 24 de janeiro, o senador Gabbard compartilhou com eles que “proibir produtos de peles de animais em nossas ilhas é a coisa certa a se fazer e mostrar nosso ‘aloha’ por animais”.

Imagem: Fur Free Society

“O Havaí está caminhando para ser livre de peles”, a organização compartilhou em um post em sua página no Facebook.

“Trabalhamos com o senador Mike Gabbard desde o ano passado e ele acaba de apresentar o projeto lei SB-1350 que proíbe a venda de peles no Havaí.”

“Esta é uma mensagem para o comércio de peles saber que eles não são bem-vindos”

A cada ano, perto de um bilhão de animais são cruelmente torturados e mortos em fazendas de peles, enquanto muitos são vítimas de esportes sangrentos.

Califórnia tenta acabar com a indústria de armadilhagem de peles

Ao longo dos anos a Califórnia tem se mostrado bastante preocupada com a causa animal. Recentemente, defendeu a proibição do foie gras no estado, proibiu a venda de cães, gatos e coelhos em pet shops e mudou a natureza jurídica dos animais em casos de divórcio e é considerada o “estado mais humano” com os animais. Mas como é possível receber este reconhecimento se ainda alimenta a indústrias de armadilhagem de peles?

Filhote de raposa-cinzenta.  Foto: Pixabay

No ano passado, o estado da Califórnia emitiu 133 licenças para armadilhagem, que os caçadores usavam para capturar brutalmente 995 ratos almiscarados, 105 raposas-cinzentas, dezenas de gambás e outros mamíferos, de acordo com a Agência de Recursos Naturais.

Visando interromper mais essa prática cruel e desumana, um novo projeto de lei no Legislativo da Califórnia colocaria um fim nessa indústria da Califórnia.

A deputada Lorena Gonzalez, de D-San ​​Diego, apresentou um projeto de lei que proibiria o estado de emitir licenças de armadilhagem de peles.

Gonzalez argumenta que a prática é “cruel” e que o programa de licenciamento é um desperdício de dinheiro.

“Não só o comércio cruel de armadilhas de pele dizima nossas populações cada vez mais vulneráveis ​​da vida selvagem, como a execução desse programa nem sequer faz sentido na política fiscal”, disse Gonzalez em um comunicado anunciando a apresentação do projeto.

Ratos almiscarados. Foto: Pixabay

De acordo com o The Sacramento Bee, o projeto é apoiado pelo grupo ambientalista sem fins lucrativos Centro de Diversidade Biológica. O diretor de conservação, Brendan Cummings, disse em comunicado que “este projeto é um passo importante para acabar com uma prática antiquada e cruel e alinhar a gestão da vida silvestre dos californianos”

Os valores da maioria dos californianos valorizam nossa vida selvagem, não como mercadorias a serem mortas e esfoladas para mercados estrangeiros de peles”.

A Califórnia tem uma longa história de captura de peles.

O California Fur Rush antecedeu a Corrida do Ouro de 1849; caçadores se aglomeravam na Califórnia para capturar lontras marinhas, focas, castores, raposas e outras peles de animais. A Rússia já manteve um posto avançado de comércio de peles no Canadá, que agora é o Parque Histórico do Estado de Fort Ross .

São Francisco já proibiu a venda de peles no ano passado. Legisladores da Califórnia também estão considerando uma lei que proibiria a venda de peles em todo o território.