Ativistas protestam contra exploração de animais em evento de shopping

Ativistas realizaram uma manifestação, no último domingo (28), em frente ao Plaza Shopping, em Recife (PE), devido ao evento Fazendinha no Plaza, que leva animais para o local e os expõe como se fossem objetos para entreter o público. Fantasiados de animais, os manifestantes pediram o fim da “exploração e objetificação dos animais”. Aproximadamente 30 pessoas participaram do protesto, segundo o shopping.

Foto: Thais Toledo/TV Globo

Um dos ativistas usava uma fantasia de vaca e outro estava com uma máscara de cavalo no rosto. Através das redes sociais, eles afirmaram que a exploração dos animais no evento contraria “todos os comportamentos naturais de sua espécie” e que “todos os animais possuem necessidades muito específicas e complexas.” As informações são do G1.

O objetivo do ato, segundo os manifestantes, é conscientizar a população “de que os animais não devem ser utilizados durante eventos de entretenimento, pois esta prática é considerada exploratória e opressora”.

O shopping se manifestou por meio de nota e disse que reafirma “o respeito à opinião e ao direito de manifestação do grupo” e que segue, “com rigor, as regras estabelecidas pelos órgãos competentes para a realização do evento.” O Plaza se ateve aos cuidados veterinários, que o estabelecimento alega ofertar aos animais, para defender a manutenção da Fazendinha no local, ignorando o apelo dos ativistas, que lutam contra qualquer tipo de exploração, inclusive aquela feita sem a prática de violência, mas que reduz os animais a objetos a serem levados de um lugar a outro, sendo submetidos ao estresse do transporte, para ficar num ambiente inadequado com o intuito de gerar lucro ao entreter o público.

Foto: Thais Toledo/TV Globo


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Ativistas em defesa dos direitos animais são definidos como “terroristas domésticos” na Austrália

Por Rafaela Damasceno

Ativistas em defesa dos direitos animais que invadem fazendas australianas para protestar serão multados a partir de agora pelo governo do sudoeste da Austrália, depois de serem definidos como “terroristas domésticos” por um dos políticos da região, John Barilaro.

Um grupo de pessoas protestam a favor do veganismo em uma rua, segurando cartazes

Foto: EPA

O governo de Nova Gales do Sul introduziu multas de mil dólares (3.750 reais) para cada ativista flagrado em terras agrícolas privadas. Outras punições também foram impostas (corporações podem ter de pagar 440 mil dólares – 1,65 milhões de reais – por violarem as regras da Lei de Biossegurança), e as novas regras entram em vigor a partir do dia primeiro de agosto.

As penalidades foram criadas para tentar conter uma onda de protestos realizadas por ativistas dos direitos animais realizadas em fazendas privadas e matadouros nos últimos meses.

“Esta é apenas uma primeira parte de um pacote mais completo de reformas que o governo está trabalhando, e a prisão será incluída nas próximas legislações”, afirmou Barilaro.

O grupo Aussie Farms diz que as novas multas incluídas pelo governo são muito pesadas. “Mais uma vez, a biossegurança está sendo usada como desculpa para limitar a consciência do consumidor sobre a crueldade que acontece em fazendas e matadouros do país”, informou o diretor, Chris Delforce.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Ativistas protestam contra exportação de animais vivos no Brasil

Por David Arioch

Só em 2018, o Brasil exportou cerca de 700 mil bovinos nessas condições (Fotos: Reprodução)

Hoje (21), às 10h, ativistas dos direitos animais vão se reunir na Praça Major João Fernandes, perto do Hotel Roma, em São Sebastião (SP), em manifestação contra a exportação de animais vivos. Depois seguirão para protestar em Ilhabela.

São Sebastião, no litoral norte paulista, tem um dos portos brasileiros de onde com mais frequência tem partido navios com grandes quantidades de animais vivos enviados ao Oriente Médio para serem mortos seguindo os preceitos do abate halal. Enquanto em 2016 eram embarcados cerca de 46 mil bovinos por ano, em 2017 o total já havia ultrapassado 92 mil – ou seja, o dobro.

Já em 2018, a média foi de 10 mil animais embarcados por mês, movimentando 300 mil reais por dia de embarque, embora o Porto de São Sebastião não cumpra as exigências ambientais do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

No Brasil, o assunto hoje é bastante polêmico, considerando episódios de laudos comprovando crueldade contra animais, más condições de higiene e espaço, calor extremo, bovinos mortos, moídos e descartados em alto mar; e poluição das águas em decorrência dos dejetos gerados pelos animais ao longo de 21 dias – que é o tempo médio que dura uma viagem de navio que transporta “carga viva” até o Oriente Médio.

Só em 2018, o Brasil exportou cerca de 700 mil bovinos nessas condições. E tudo indica que este ano o volume será maior, levando em conta acordos que o governo vem firmando para que o país amplie as exportações de “gado em pé” para Egito, Turquia, Jordânia, Iraque, Líbano e Irã. Além disso, deve começar a exportá-los para o Vietnã e Uruguai.

Ainda que haja uma alegação de suposta contribuição à economia, vale lembrar que no início deste ano sete desembargadores que analisaram recurso interposto pelo Fórum Animal no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) em São Paulo reconheceram que a exportação de gado vivo é irrelevante para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, além de trazer consequências negativas para o meio ambiente e para os animais.

Um trabalho que também apresenta inúmeras razões pelas quais a exportação de gado vivo já deveria ter chegado ao fim no Brasil é o documentário de curta-metragem “Exportando Vidas”, lançado em julho de 2018 pelo movimento Nação Vegana Brasil.

No filme, que representa manifesto e voz de milhões de animais exportados no mundo todo para serem mortos em outros países, o advogado Ricardo de Lima Cattani afirma que a alegação comum de ruralistas, inclusive políticos, de que a exportação de animais vivos interfere substancialmente na economia, é mentirosa, porque se um animal não é embarcado vivo para outro país, o dono do gado vai abatê-lo e lucrar do mesmo jeito.

“Ele quer ganhar mais dinheiro vendendo o animal vivo, e mesmo que custe o mal-estar, a crueldade contra os animais. Assim ele ganha mais dinheiro, sem imposto, porque quando vende para o frigorífico ele tem os encargos”, frisa Cattani. O documentário produzido pelo grupo Nação Vegana Brasil também mostra imagens reais e inclusive atuais da exportação de animais. É possível ver animais apreensivos, assustados e sujos dentro de navios – em um perceptível cenário de negligência e imundície.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Protesto contra liberação de 239 agrotóxicos será realizado domingo em SP

O governo Bolsonaro liberou, em apenas 200 dias de governo, 239 agrotóxicos, alguns proibidos na União Europeia por serem extremamente tóxicos. Prejudiciais para a saúde humana e causadores de doenças graves e fatais, como o câncer, os pesticidas também fazem mal para a natureza. Para lutar contra eles, uma manifestação foi marcada para o próximo domingo (21).

Foto: Reprodução / Facebook

A manifestação, que recebeu o nome de “Marcha Agrotóxico MATA” será realizada a partir das 14 horas e a concentração será no Museu de Arte de São Paulo (MASP).

“Em resumo, nos últimos seis meses, foram registrados no Brasil 33 novos produtos agrotóxicos altamente tóxicos para a saúde humana (aqueles cuja dose letal esta entre 5 e 50 mg/kg), 63 novos produtos extremamente tóxicos para a saúde humana (cuja dose letal esta em menos de 5 mg/kg), 115 novos produtos muito perigosos para o meio ambiente e cinco novos produtos altamente perigosos para o meio ambiente (considerando os parâmetros de bioacumulação, persistência, transporte, toxicidade a diversos organismos, potencial mutagênico, teratogênico e carcinogênico da Portaria 84/1996 do IBAMA)”, diz a descrição do evento no Facebook sobre o protesto. 

De acordo com a organização da manifestação, outros estados também estão se organizando para realizar atos contra a liberação dos agrotóxicos e, em breve, as datas e locais serão divulgados.

“Estamos sendo envenenados com tantos agrotóxicos e precisamos agir!”, dizem os organizadores.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Atriz Alicia Silverstone faz parceria com ONG e pede o fim dos testes em animais

Por Rafaela Damasceno

Alicia Silverstone se uniu à Cruelty Free International, grupo ativista que promove a abolição dos experimentos em animais, em uma tentativa de pressionar o governo a acabar com a exploração animal em testes de laboratório.

Atriz Alicia Silverstone

Foto: Supplied para PBN

Ela participou do Fórum de Alto Nível Político da ONU esta semana para pedir o fim dos animais na experimentação de cosméticos. A Cruelty Free International incentivou uma campanha em 2017, pedindo o fim da prática no mundo todo.

Em um comunicado enviado à Plant Based News, Alicia classificou os testes como cruéis e antiquados, e afirmou estar muito feliz em acrescentar sua voz às outras que lutam pela mesma causa.

A diretora da Cruelty Free International, Michelle Thew, afirma que os testes em animais são caros, ineficientes e torturantes. “Hoje, existem muitas alternativas confiáveis e livres de sofrimento”, disse.

“É fantástico que outros países estejam aprovando a proibição dessa prática cruel, mas é hora de acabar com isso de uma vez por todas”, completou ela.

No Brasil, há algumas leis locais que proíbem a exploração de animais nos testes de cosméticos. A prática não é considerada um crime na maior parte do país.

Atriz Kim Basinger protesta contra consumo de carne de cachorro na Coreia do Sul

Um ativista pelos direitos animais segura um filhote morto em frente ao Parlamento da Coreia do Sul, na capital Seul, na sexta-feira (12), pedindo o fim da indústria de carne de cachorro.

Foto: Reprodução / CNN

A poucos metros de distância, um grupo de criadores de cães come carne de cães explorados para consumo, alegando que é sua tradição e sustento.

Dezenas de policiais separam essas duas faces nitidamente contrastantes da Coreia do Sul – imagens evocativas de uma prática de décadas de exploração de cães para consumo humano.

No protesto, a atriz norte-americana Kim Basinger se juntou a ativistas do grupo de direitos animais Last Laise for Animals (LCA) para lutar contra o comércio de carne de cachorro no chamado “dia da carne de cachorro” ou “Boknal”, data em que a carne era tradicionalmente consumida no país.

Durante décadas, a Coréia do Sul enfrentou críticas sobre o tratamento dado aos animais e sobre o costume do país de consumir carne de cachorro. Ativistas dos direitos animais sul-coreanos têm estado na vanguarda da tentativa de encerrar o comércio.

Agora, está sendo proposto um projeto de lei que quer proibir a matança de cães para consumo.

Foto: Reprodução / CNN

Segurando um corpo de cachorro morto para as câmeras, Basinger disse: “às vezes as imagens falam mais de 1.000 palavras do que as nossas vozes”. Basinger há muito faz campanha pelos direitos animais, mas esta é sua primeira vez na Coreia do Sul. Ela foi ao país para somar forças para pressionar os legisladores a angariar apoio ao projeto.

“Eu acho que o governo vai ter que não fechar os olhos e realmente chegar a soluções como esta”, disse ela. “A Coréia do Sul vai ser a líder disso, será conhecida por isso”, completou.

O deputado sul-coreano Pyo Chang-won está fazendo pressão para aprovar o projeto de lei que tornaria ilegal o assassinato de cães e gatos, mas ele reconhece que só tem apoio da minoria na Assembléia Nacional.

Foto: Reprodução / CNN

Pyo disse que tem o apoio do Presidente Moon Jae-in – que é conhecido por ser um amante de cães e adotou um cão de abrigo quando chegou ao poder -, mas afirmou que essa não é uma política oficial do partido de Moon e, por isso, os legisladores podem tomar decisões individuais.

“Muitos dos congressistas estão em áreas rurais onde existem fazendas de cães e eles estão sob pressão para não falar sobre o projeto, para não apoiar a lei e não permitir que a lei chegue à mesa”, disse ele à CNN.

Basinger se reuniu com legisladores e governadores locais na esperança de levar o projeto adiante. Chris DeRose, fundador da LCA, dirigiu-se a ele na sexta-feira (12) declarando que “a Coreia do Sul não está mais sozinha, isso é um movimento global”. As declarações foram abafadas pelo campo adversário e o parlamento recebeu críticas de agricultores favoráveis à matança de cães.

Foto: Reprodução / CNN

A Humane Society International (HIS) disse que em 2016 cerca de 2 milhões de cães estavam sendo mantidos em cerca de 17 mil instalações na Coréia do Sul, mas houve mudanças desde então. No ano passado, o maior matadouro de cães do país foi fechado por autoridades locais em Taepyeong, em uma cidade satélite de Seul. De acordo com a HIS, milhares de cães foram mortos por eletrocussão a cada ano nesta instalação e seus restos mortais foram vendidos para consumo.

No início deste mês, o mercado de carne de cachorro Gupo, na cidade de Busan, uma das maiores do sul do país, foi fechado com a ajuda de seu prefeito, Oh Seo-don. Ele disse publicamente aos moradores de Busan: “Acho que vocês são pessoas que têm uma filosofia de respeitar a vida. Sem essa filosofia, isso nunca poderia ser feito”.

Para aqueles que apoiam a indústria de carne de cachorro, esses fechamentos geram grande preocupação.

Fonte: CNN


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Após pedido de expulsão de cães de escola, alunos se manifestam e animais permanecem no local

Os cachorros comunitários Gorda e Chorão, que vivem na Escola Estadual João Corrêa, em Canela, no Rio Grande do Sul,  estiveram ameaçados graças a uma denúncia feita pela mãe de um aluno, que pediu a retirada dos animais do local. A situação, no entanto, foi contornada após alunos da escola se manifestarem contra a expulsão dos cães.

A mãe do aluno fez uma denúncia anônima à 4ª Coordenadoria Regional de Educação de Caxias do Sul (CRE). O caso gerou indignação na escola e também nas redes sociais.

Foto: Divulgação

No entanto, por estarem protegidos pela lei estadual número 15.254, de 17 de janeiro de 2019, os cachorros puderam permanecer na escola. A legislação diz, em seu artigo 3º, que “para abrigamento dos animais comunitários, fica permitida a colocação de casas em vias públicas, escolas públicas e privadas, órgãos públicos e empresas públicas e privadas, desde que com a autorização da autoridade correspondente e/ou responsável pelo local”.

Nubiane Gama, diretora da instituição, confirmou que a situação foi resolvida e que os cães permanecerão no local. “Recebi todo o apoio da coordenadoria e nossos cães permanecerão aqui, eles estão amparados pela lei”, argumenta a diretora.

A diretora contou que a possibilidade de expulsão dos cães gerou grande repercussão negativa e que estudantes realizaram uma manifestação na escola, além de terem se posicionado contra a retirada dos cachorros através das redes sociais.

“Eu cheguei na escola e os alunos estavam no saguão tristes e pedindo pela permanência dos animais. Eles escreveram em folhas de caderno e cartazes ‘Queremos nossos dogs’”, disse Nubiane.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora!


Mais de 200 artistas entregam carta ao MPF contra desmonte da política ambiental

A sociedade civil está se unindo, em peso, contra o ataque que os órgãos de proteção ao meio ambiente brasileiros vêm sofrendo ao longo dos últimos meses.

Sob a administração do ministro Ricardo Salles, a política ambiental do país sofre um desmonte alarmante.

Foto: Reprodução / Portal Conexão Planeta

E o meio artístico, que tem um importante papel em qualquer sociedade do mundo, veio a público se pronunciar contra esse absurdo.

Mais de 200 atores, diretores, produtores e profissionais do setor assinaram uma carta em que denunciam o golpe atual contra o meio ambiente, através de uma sucessão de desastrosas medidas.

Entre os signatários estão nomes famosos como Maitê Proença, Lázaro Ramos, Taís Araújo, Dira Paes, Marcelo Serrado, Glória Pires, José Loreto, Marcelo Adnet, Aline Morais, Marcos Palmeira e Malu Mader.

No texto, o grupo cita ações como o enfraquecimento de conselhos da área ambiental, as consecutivas tentativas de flexibilização do Código Florestal e a liberação recorde de agrotóxicos.

Foto: Reprodução / Portal Conexão Planeta

Em encontro, em Brasília, com a Procuradora-Geral da República (PGR), Rachel Dodge, um grupo representado pelos atores Mateus Solano, Sérgio Marone, Jacqueline Sato, Thaila Ayala e pela empresária e ativista Fe Cortez entregaram a carta manifesto.

A procuradora ressaltou “a necessidade da aproximação da sociedade civil com o Ministério Público” e disse que “a proteção ao meio ambiente é uma prioridade da PGR”.

Confira o texto da carta na íntegra:

Excelentíssima Senhora Procuradora Geral da República

Raquel Elias Ferreira Dodge

Senhora Procuradora,

O Brasil é um país com uma natureza singular. Somos o mais rico em biodiversidade do mundo. Só para citar alguns exemplos, em nosso país podem ser encontrados quase um quarto de todos os peixes de água doce do mundo, além de 16% das aves e 12% dos mamíferos. Cerca de 20% de todas as formas de animais e plantas conhecidas são registradas no Brasil. O Brasil possui mais de 55% de cobertura vegetal nativa e 15% da água doce do planeta.

O potencial para o descobrimento de novos compostos e moléculas oriundas da nossa fantástica biodiversidade está ainda por ser entendido e devidamente explorado, e por tudo isso somos imensamente privilegiados quando comparados a outros países do mundo.

No entanto, esse patrimônio nunca esteve tão ameaçado.

Diversas medidas empreendidas recentemente colocam em risco nossa biodiversidade, nossa cultura, a saúde e o bem-estar das pessoas, dentre as quais destacamos:

Ameaça às áreas protegidas: mudanças no Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), com propostas que incluem desde a anistia ao desmatamento em áreas de preservação permanente até a extinção das reservas legais, e no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei nº 9.985/2000) que vão de mudanças no rito de criação das UCs até a revisão dos limites de áreas de relevante importância para a biodiversidade e sociodiversidade.

Proteção e demarcação dos territórios indígenas: a interrupção no processo demarcatório e a abertura de territórios indígenas já demarcados a atividades econômicas com alto poder de impacto ambiental como a mineração coloca em situação de risco e vulnerabilidade diversos povos indígenas.

Licenciamento ambiental: a flexibilização do licenciamento ambiental sem discussão adequada com a sociedade civil, liberando atividades com alto potencial poluidor de maneira irresponsável e sem controle, pode ter como consequência um aumento no número de tragédias como as que aconteceram em Mariana e Brumadinho.

Extinção dos conselhos: a participação da sociedade civil na gestão ambiental é uma das grandes conquistas da democracia brasileira. A extinção dos conselhos representa um retrocesso sem precedentes na política brasileira e cala a voz de grupos minoritários e vulneráveis.

Controle do desmatamento: a flexibilização na fiscalização, o enfraquecimento dos órgãos ambientais e ameaças na legislação de proteção das florestas brasileiras colocam em risco a Floresta Amazônica, o Cerrado e a Mata Atlântica. Não podemos mais aceitar qualquer hectare de floresta sendo desmatado ilegalmente.

Liberação de agrotóxicos: o ritmo de liberação de agrotóxicos em 2019 não tem precedentes na história – foram 169 produtos liberados até maio sendo 48% deles classificados como alta ou extremamente tóxico e 25% não permitidos na União Europeia. É uma quantidade muito grande de veneno na lavoura e que faz com que o brasileiro seja recordista mundial no consumo. O Brasil tem potencial para ser líder na agricultura orgânica e biológica, mas os incentivos, infelizmente, não existem na mesma proporção em que beneficiam a indústria do veneno.

Em face dessas informações, urgimos ao Ministério Público, em sua missão constitucional de defesa dos direitos e bens coletivos e difusos e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, que esteja atento a tais ameaças. Urgimos por ajuda para preservar a vida no Brasil. Nossa, dos seres humanos, e dos seres que compartilham esse planeta conosco.

Pedimos a garantia do que estabelece o artigo 225 da Constituição Federal, ou seja, de que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Estamos certos que nesse momento de extrema incerteza e de ameaça ao meio ambiente o Ministério Público não nos faltará e continuará a exercer de maneira assertiva e vigilante seu papel.

Em nome dos cidadãos e das espécies que não podem se defender, dos futuros brasileiros e de todos os seres que dividem o planeta com a gente, subscrevemos:

Adriana Lessa – atriz/radialista
Alessandro Brandão – ator
Alex Brasil – ator
Alex Nader – ator
Alexandre Rosa Moreno – ator / cantor / compositor
Alice Assef – atriz
Aline Borges – Atriz
Aline Fanju – atriz
Aline Morais- atriz
Allan souza Lima – ator e diretor
Ana Paula Guimarães -diretora
Ana Zettel – atriz
Anderson Müller – ator/produtor
André Rosa – ator
Angela Vieira – atriz
Angelo Antônio Carneiro Lopes
Antonio Gonzalez – ator
Átila Augusto Migliari – empresário artístico
Babi Xavier – apresentadora/atriz
Bernardo Marinho – ator
Beth Goulart – atriz
Betty Gofman – atriz
Bianca Comparato – atriz
Bianca Rinaldi – atriz
Brendha Haddad – atriz
Bruna Lombardi – atriz
Bruna Pazinato – cantora e atriz
Bruno Mazzeo – artista
Bruno Nunes – ator
Bruno Padilha- ator
Cacau Melo – atriz
Caio Blat – ator
Caio Henrique Cabral Vasconcellos – ator
Caio Paduan – ator
Carla Cabral – atriz
Carla Marins – atriz
Carlos Alberto Riccelli – ator
Carolina Kasting – atriz
Cássia Linhares – atriz
César Pezzuoli – ator
Claudia Souto – autora roteirista
Cris Dias – jornalista
Daniel aguiar – ator
Daniel Siwek – ator/radialista
Danielle Barros – atriz
David Júnior – ator
Day Mesquita – atriz
Dayse Amaral Dias – diretora
Dira Paes -atriz
Edmilson Barros – ator
Edu Porto – ator
Eduardo Speroni – ator
Elcio Romar – ator
Elizabeth Savalla – atriz
Ellen Rocche – atriz
Emer Lavinni – assist direção
Érico Bráz – artista
Evandro Mesquita – ator
Fabiana Karla – atriz
Fabio Beltrão – ator
Fábio Felipe – ator
Fábio Zambroni – produtor de elenco
Felipe Herzog – assistente de direção
Fernanda de Freitas – atriz
Fernanda Cortez – empresária
Fernando Pavão – ator
Fernando Sampaio – ator
Francisco Alencar Vitti – ator
Gabriel Sanches – ator
Gabriela Durlo – atriz
Gabriela Medvedovski – atriz
Gil Hernandez- ator
Giselle Bastista da Silva – atriz
Giselle Itié – atriz
Gloria Pires- atriz e empreendedora
Grace Gianoukas – atriz
Guilherme Almeida – ator e apresentador
Guilherme Lopes – ator
Guilherme Weber – ator e diretor
Guilherme Winter – ator
Gustavo Novaes – ator
Heitor Martinez Mello – ator
Helena Fernandes – atriz
Helena Fernandes – atriz
Helio de La Peña – ator
Ícaro Silva – ator
Inês Peixoto – atriz
Iran Meu Nêgo – ator/compositor
Isabela Garcia – atriz
Isabella Santoni – atriz
Jacqueline Sato – atriz
Jaffar Bambirra – ator e músico
Jessika Alves – atriz
João Baldasserini – ator
João Fernandes – ator
João Luiz Vitti – ator
João Vitor Silva – ator
Joelson Medeiros – ator/produtor
José Loreto – ator
Josie Pessoa – atriz
Julia Clemente Senger Foti – atriz
Julia Konrad Viezzer – atriz
Julia Lund – atriz
Juliana Boller – atriz
Juliana Lohmann – atriz
Juliana Xavier – atriz
Julianne Trevisol – atriz
Juliano Hadi Laham – ator
Júlio Levy – ator
Júlio Oliveira – ator
Kadu Moliterno – ator
Karen Junqueira – atriz
Karina Miotto – ambientalista
Kátia Moraes- atriz
Laercio Fonseca – ator
Laila Zaid – atriz
Larissa Maciel – atriz
Lazaro ramos – ator
Leonardo Vieira – ator
Licurgo Spinola – ator
Lívia Rossy – atriz
Liza Gomes – atriz
Lucio Mauro Filho – ator
Luís Navarro – ator
Luiz Fernando Guimaraes – ator
Luiz Gustavo Vaz Nunes – ator
Luiza dos Santos Valdetaro – atriz
Lyvia Ziese de Oliveira – atriz
Maitê Proença – atriz
Malu Mader – atriz
Manuela do Monte – atriz
Marcela Barrozo – atriz
Marcella Muniz – atriz
Marcelo Adnet – ator
Marcelo Cavalcanti – ator
Marcelo Serrado – ator
Marcius Melhem – ator
Marco Luque – ator
Marco Ricca – ator
Marcos Caruso – ator
Marcos Palmeira – ator/produtor rural
Marcos Veras – ator
Maria Clara Gueiros – atriz
Maria Julia Barbosa – agente artístico
Maria Paula Fernandes – jornalista
Maria Zilda Bethlem – atriz
Mariah Freitas – agente artístico
Mariana Molina – atriz
Mariana Santos – atriz
Mariza Marchetti – atriz
Mateus Solano – ator
Maureen Miranda- atriz
Michel Melamed – artista
Milhem Cortaz – ator
Nadia Bambirra dos Santos – diretora/professora/atriz
Nanda Ziegler – atriz
Otavio Muller – ator
Paloma Bernardi – atriz
Paula Braun – cineasta e atriz
Paula Jubé – atriz
Paulo Reis – ator
Paulo Vieira – ator
Paulo Vilela – ator
Rafael Canedo Pereira Pinto – ator
Rafael Sigrist Coimbra – ator
Rafael Vieira Awi Mello – ator
Raphael Vianna – ator
Raphaela Castro – atriz
Raquel Fuina – atriz
Rayanne Morais – atriz
Renato Goes – ator
Ricardo Martins – ator
Rodrigo Bernardo – diretor
Rodrigo Fagundes – ator
Rodrigo Medeiros – cientista e ambientalista
Roger Gobeth – ator
Rosana Penna
Samia Abreu – atriz
Saulo Rodrigues – ator
Sayonara Sarti – assessora de imprensa
Sérgio Baia – fotógrafo artístico
Sergio Marone – ator
Simone Zucato – atriz
Stela Freiras – atriz
Taís Araújo – atriz
Talita Castro – atriz
Talita Fusco – atriz
Talita Tilieri Salvadori – atriz
Talita Younan – atriz
Tammy Di Calafiori – atriz
Tatyane Goulart – atriz
Tayná Tanaka – assistente de direção
Telma Malheiros – ambientalista
Thaila Ayala – atriz
Thaís Melchior – atriz
Thaís Müller – atriz

Fonte: Conexão Planeta


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Ativistas mancham em Paris pedindo o fechamento de todos os matadouros

Foto: Instagram

Foto: Instagram

Ativistas pelos direitos animais marcharam pela cidade de Paris, na França, para pedir o fechamento completo de todos os matadouros.

Organizado pelo grupo L214, relatos afirmam que o protesto atraiu entre 3 mil e 4 mil pessoas, que trouxe cartazes e faixas com mensagens como “Murder King”(Rei Assassino, um trocadilho com Burguer King/Rei do Hsmbúrguer) e “Por trás de cada pedaço de carne há um ser sensível”.

Muitos dos manifestantes, vestidos de vermelho, também participaram de uma “morte encenada” – cobrindo a área toda deitados no chão.

Também é alegado que a polícia francesa prendeu um pequeno grupo de ativistas por cobrir a estátua de Marianne com sangue falso.

Abolir as piores práticas

Hugo Bouxom do grupo responsável pela organização do evento L214 disse à AFP: “Estamos aqui para dizer que não é porque um indivíduo é diferente de nós que tem menos valor”.

Bouxom acrescentou: “Agora é a hora de legislar, e começar por abolir as piores práticas, como a criação de galinhas em gaiolas ou os longos períodos de transporte de animais em barcos, em caminhões”.

Gentileza, respeito e solidariedade

No Instagram, o L214 disse que o objetivo da manifestação era conseguir um mundo “baseado na gentileza, respeito e solidariedade” – alegando que um dia os matadouros deixarão de existir.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Manifestantes protestam contra comércio de animais em Belo Horizonte (MG)

Ativistas protestaram contra o comércio de animais e os maus-tratos, na manhã de domingo (19), na região central de Belo Horizonte (MG).

Inicialmente, o ato seria realizado na calçada em frente ao Mercado Central. Impedidos de executar esta ação devido a uma liminar na Justiça, os manifestantes caminharam da Avenida Amazonas, na porta do estabelecimento, até a Praça Sete.

(foto: Túlio Santos/EM/D.A PRESS)

“Pela vida, a favor dos animais”, gritavam os ativistas, que fizeram o ato em prol dos animais domésticos e silvestres e carregaram uma grande faixa com os dizeres “crueldade nunca mais”. As informações são do Estado de Minas.

“O objetivo é conscientizar a população para a crueldade envolvida no comércio de animais domésticos e silvestres. Tanto antes, quanto durante e depois desse comércio”, diz Adriana Araújo, coordenadora do Movimento Mineiro Pelos Direitos dos Animais. A entidade, segundo ela, recebe denúncias de maus-tratos.

Segundo ela, as condições impostas por traficantes aos animais são degradantes. Os domésticos, por sua vez, sofrem ao serem explorados para reprodução e venda. “No caso dos domésticos, as matrizes são mantidas em fundos de quintal até a exaustão, sendo exploradas até não darem conta mais de reproduzir”, afirma.

“Por si só o fato de serem colocados como objeto, como mercadoria e como produto já é suficiente para estarmos nas ruas”, acrescenta Adriana. O protesto foi acompanhado pela Polícia Militar.