Policial muda de lado e passa a ser ativista em defesa dos direitos animais

O ex-policial e ativista ao lado de sua esposa | ARLEN REDEKOP / PNG

O ex-policial e ativista ao lado de sua esposa | ARLEN REDEKOP / PNG

Na aposentadoria, o cabo veterano da polícia mudou seu foco e passou a defender os direitos animais, que agora o colocam regularmente do outro lado das linhas de frente de protesto e, ocasionalmente, atrás de uma máscara de Guy Fawkes, símbolo de rebelião e luta, muito utilizado em manifestações por ativistas.

Na última década, Moskaluk, de 56 anos, era porta-voz para o público do departamento de polícia de British Columbia no Canadá -Distrito Sudeste da RCMP. Ele se aposentou em 30 de janeiro de 2019, depois de mais de 33 anos servindo na força policial.

No domingo, ele se juntou a ativistas dos direitos animais em um protesto em uma fazenda de porcos em Abbotsford cidade no Canadá, onde vestiu uma camiseta “Meat the Victims” e usou suas habilidades e antecedentes para se relacionar com a mídia e a polícia e ajudar a garantir a segurança dos animais e dos manifestantes fora da fazenda.

Protestantes se reuniram na Fazenda Excelsior Hog depois que a PETA divulgou um vídeo na semana passada que afirmava ter sido filmado lá. As imagens mostram filhotes de porcos mortos entre os animais vivos, assim como porcos adultos com deformações tumores e ferimentos.

“Eu estive em ambos os lados das linhas de protesto, e dado o que vi ontem acho que não poderíamos ter pedido um cenário muito melhor para realizar o que queríamos fazer, que era essencialmente puxar o véu que cobria as atrocidades praticadas por uma indústria que é representada por esta fazenda, para mostrar ao público as condições em que esses animais estão sendo criados antes de serem mortos”, disse Moskaluk.

O ativismo de Moskaluk não veio da noite para o dia.

Sua esposa, Sheanne, 55, mudou para uma alimentação baseada em vegetais, em 2011, depois de pesquisar um suplemento de musculação para o filho e aprender sobre alguns riscos à saúde em consumir carne e laticínios.

Em 2013, aos 51 anos de idade, Moskaluk foi diagnosticado com câncer renal no estágio 4 e o médico disse que ele poderia morrer dentro de alguns meses. Naquele dia, ele também completou sua mudança definitiva para uma alimentação baseada em vegetais.

O ativista duas semanas antes de se aposentar | COURTESY DAN MOSKALUK / PNG

O ativista duas semanas antes de se aposentar | COURTESY DAN MOSKALUK / PNG

Ela conta que a mudança ajudou-a a perder mais de 50kg. Já ele diz acreditar que a mudança foi um fator-chave em sua recuperação e o policial aposentado está livre do câncer desde 2015.

O casal Naramata, casados desde 1989, participou de um documentário de 2016 chamado “Eating You Alive”, que explora o impacto de uma alimentação baseada em vegetais e alimentos integrais em condições crônicas de saúde.

Conhecidos como os “Indian Rock Vegans” nas mídias sociais, eles também compartilharam sua história com milhares de pessoas através de seus posts e como palestrantes voluntários em festivais e conferências.

Mas pouco se sabia sobre o ativismo deles na raiz.

Moskaluk disse que há “três portas” pelas quais uma pessoa normalmente entra no estilo de vida vegano: saúde, direitos animais ou preocupações ambientais.

Ele e sua esposa gravitaram em direção ao movimento como “cidadãos preocupados”, mas em pouco tempo começaram a estudar o impacto da indústria de alimentos na exploração animal e na mudança climática, disse ele.

Enquanto se recuperava do câncer, Moskaluk passava seus dias em seu iPad lendo sobre o veganismo e encontrando pessoas que pensavam da mesma maneira online.

Eventualmente, o casal conectou-se com uma rede de Britsh Columbia de ativistas dos direitos animais.

Em 10 de junho de 2017, eles fizeram parte da Marcha de Vancouver para Fechar Todos os Matadouros, sua primeira vez fazendo ativismo pessoalmente. Moskaluk, ainda membro da polícia, sentiu-se obrigado a falar no evento e pediu a um organizador dois minutos para compartilhar sua história com centenas de pessoas que estavam do lado de de fora da Vancouver Art Gallery.

“Como policial, eu só estive do lado de lá da linha de protesto, agindo em defesa da segurança e da ordem pública”, disse ele. “Avançando para 2017 e eu estou lá com esse grupo de ativistas nesses degraus, e todos nós sabemos o que isso simboliza. Foi um discurso bastante emotivo que eu dei e me senti muito bem”.

Depois ele agradeceu aos policiais de Vancouver que estavam fazendo a guarda do evento um deles o reconheceu e sabia de sua história, ele disse.

Os Moskaluks são agora membros do grupo Okanagan do The Save Movement, que trabalha para “aumentar a conscientização sobre a situação dos animais de criação, para ajudar as pessoas a se tornarem veganas e para construir um movimento de justiça animal popular e que que atinja as massas”.

O casal participa do “Cubo da Verdade” com o grupo pró-vegano Anonymous for the Voiceless. O grupo ativista de rua, que mantém uma postura abolicionista contra a exploração animal, faz campanha pacífica enquanto usa máscaras de Guy Fawkes e exibe vídeos de matadouros ao público.

Os Moskaluks juntaram-se às “vigílias” fora dos matadouros em toda a América do Norte, onde os ativistas param os caminhões de entrega para confortar os animais dentro. Eles fotografam, filmam e dão água aos animais, muitas vezes com a cooperação de motoristas, operadores de matadouros e policiais, disse ele.

“Não é para atrasar, desligar ou causar tristeza à operação, mas apenas para transmitir dois minutos de amor e compaixão a um animal que está prestes a entrar em um matadouro e a ser morto”, disse Moskaluk.

Os movimentos a que eles se juntaram não são agressivos e não são do tipo que empurram suas mensagens goela abaixo das pessoas, disse ele.

“Não se trata de violência”, disse ele. “Na verdade, o que todos vêem e sabem é que vivemos em uma sociedade de violência normalizada. O que estamos tentando alcançar é conscientizar as pessoas de que precisamos viver em uma sociedade de não-violência normalizada – e que a não-violência começa no seu prato”.

Mas ele reconhece que pode ser surpreendente para alguns membros do público e também da polícia saber de suas atividades recentes.

Moskaluk estava na linha de frente dos protestos da APEC em 1997 durante o infame “Sgt. Pepper “, onde um policial montado foi flagrado em vídeo jogando spray de pimenta em estudantes que faziam parte da manifestação

Ele tem visto a polícia no seu melhor e pior em protestos, mas está preocupado que os manifestantes dos direitos animais sejam tratados de forma diferente dos outros grupos, com algum preconceito e desdém, disse ele.

Ele reconhece que os ativistas podem ir longe demais.

Mas um policial deve ocupar a linha de protesto? Moskaluk fez isso por 19 meses.

Ele foi verdadeiro e transparente com a polícia sobre isso, ele disse.

Na semana em que ele se aposentou, no entanto, a força enviou uma nota informativa aos policiais sobre a escalada do ativismo pelos direitos animais na província, particularmente no Okanagan, disse ele. Isso fez com que seus ex-colegas soubessem de um “membro regular recém-aposentado” se organizando com um dos grupos.

“Participamos de uma ampla variedade de ativismo e exercemos nosso direito legal e constitucional de fazer isso”, disse Moskaluk. “Eu não me conduzi de nenhuma maneira ilegal ou cometi delitos criminais, e estamos fortemente envolvidos neste ativismo para avançar e não retroceder.”

Moskaluk disse que recentemente começou a fazer apresentações informais a outros ativistas. Ele ensina como o Código Penal pode ser aplicado a eles, mas também sobre como a polícia deve se comportar durante um protesto.

“Minha observação e opinião humilde é que nossas forças policiais não têm uma visão de todo o espectro dos movimentos de ativismo pelos direitos animais”, disse Moskaluk.

“Eles estão baseando-o (suas estratégias) em duas coisas – o que viram no passado distante, porque era isso que era mais coberto pelas notícias – Animal Liberation Front, décadas atrás. Já faz um tempo desde que vimos pessoas quebrando um laboratório de testes em animais ou incendiando uma instalação”

Moskaluk disse que o ativismo de sua esposa é compassivo e baseado no amor.

Eles não têm má vontade em relação aos agricultores e pecuaristas, mas acreditam que eles devem ser encorajados e apoiados a se mudar para a agricultura baseada em vegetais, disse ele.

O ativista vê o sucesso dos restaurantes de Vancouver, Heirloom, Meet e The Acorn, a popularidade do Beyond Meat Burger em A & W, e os seguidores e frequentadores maciços de locais veganos como Erin Ireland como provas concretas de que as dietas baseadas em vegetais não são mais uma moda passageira”.

Moskaluk e sua esposa planejam continuar seu trabalho de divulgação e ativismo, para que outros possam ser encorajados a conhecer e considerar como a ingestão de produtos animais afeta o mundo ao seu redor.

“Queremos deixar um planeta para nossos filhos e seus filhos”, disse ele.

“Temos um período de tempo muito curto para mudar as coisas, considerando a ameaça existencial que enfrentamos com a mudança climática e o meio ambiente”, conclui ele.

Ativistas fazem protesto contra morte de mais de 30 gatos no Recife (PE)

Divulgação

Ativistas e protetores da causa animal realizarão neste sábado (27), às 14h, na Avenida Beira Rio, na Torre, em Recife (PE), um protesto em repúdio à recente morte de mais de 30 gatos que vivem no local. O ato, que está sendo organizado pelo movimento Vozes em Luto Nordeste, pedirá justiça para o caso.

Durante o movimento, os protetores irão solicitar penas mais rigorosas contra os maus-tratos aos animais, além da segurança da praça. De acordo com a Lei Nº 9.605/98 maltratar animais é crime com pena prevista de um até quatro anos de detenção, além de multa.

Divulgação

Essa não é a primeira chacina que ocorre no local. De acordo com a vereadora do Recife e ativista da causa animal, Goretti Queiroz (PSC), em 2011 foi realizado um grande ato mundial no mesmo local onde ocorreu a chacina. “A avenida virou um verdadeiro local de desova de animais. Em 2011, foi realizado um ato mundial contra a crueldade animal ali mesmo na praça e, neste sábado, faremos outro grande movimento repudiando esse crime”, disse.

Goretti pede ainda que os protetores compareçam ao local vestindo roupas pretas e com velas brancas para simbolizar o luto pela morte dos animais.

Divulgação

A vereadora informou que já foi solicitado à Prefeitura do Recife câmeras de segurança no local com o objetivo de inibir o abandono de animais, bem como dar mais segurança aos moradores dos prédios vizinhos, além da manutenção das lâmpadas da praça. Rondas fixas e ostensivas da Guarda Municipal também foram solicitadas pela vereadora, através de requerimentos à prefeitura.

“O pedido por câmeras de segurança na Beira Rio vem sendo realizado há anos pelos protetores, mas até o momento não obtivemos nenhum retorno do município. Então, por iniciativa própria, eu estou cotando junto a empresas de segurança a instalação de câmeras ao redor do local. O sistema de monitoramento será pago do meu próprio bolso”, finalizou.

Marcha Animal une centenas de pessoas na luta pelos animais em Portugal

Vinte anos depois da primeira manifestação, a Marcha Animal deste sábado (6), que juntou centenas de pessoas nas ruas de Lisboa, em Portugal, arrancou de um ponto de partida diferente nos direitos conquistados, mas ainda com um longo caminho a percorrer.

Rita Silva, presidente da Associação Animal, que há 20 anos organiza a Marcha Animal em defesa dos direitos dos animais, não tem dúvidas de que foram duas décadas “com resultados”.

“As coisas não estão como estavam, não chega ainda, mas não estão como estavam há 20 anos, de todo”, disse à Lusa a ativista, que esta tarde foi uma das centenas de pessoas que se juntou frente à praça de touros do Campo Pequeno, em Lisboa, de onde saiu a marcha com destino à Assembleia da República.

Tiago Petinga/LUSA

Faixas e cartazes com imagens chocantes de animais ensanguentados, acorrentados ou explorados para experimentação científica, e com frases como “Libertação Animal”, “Amas uns e comes outros?”, “E se fosse consigo?”, “As verdadeiras vítimas da moda”, numa alusão ao uso da pele dos animais em roupas, ou “A tauromaquia é doentia” representavam uma espécie de barricada com “o outro lado” que, ali mesmo ao lado, na praça de touros do Campo Pequeno, sem manifestações ou ativistas, marcava a sua posição com um enorme cartaz pendurado na fachada do edifício anunciando os nomes para a temporada tauromáquica de 2019 em Lisboa.

Rita Silva afirmou que a marcha começava naquele local “precisamente por uma questão simbólica”, uma vez que a Associação Animal se prepara para entregar no parlamento as mais de 20 mil assinaturas já recolhidas no âmbito da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) que pede o fim do financiamento público à tauromaquia.

Mesmo depois de o parlamento ter rejeitado na atual legislatura propostas com esse objetivo, ou para proibir a exibição de touradas no canal público de televisão, ou ainda para não permitir a entrada a crianças nas praças de touros, Rita Silva diz que tem “bastante esperança” que a ILC “corra bem”.

“Até porque a iniciativa é pelo fim dos subsídios à tauromaquia, pelo fim dos dinheiros públicos à tauromaquia, que nós cremos que é a torneira que ainda mantém a tauromaquia de pé”, disse.

Para a presidente da Animal, há um “trabalho de sensibilização” a fazer junto dos deputados, sobretudo aqueles que “estão no ‘nim’”, ou seja, não escolheram um lado.

“Temos esperança, claro, que na próxima legislatura as coisas corram melhor, mas vamos ver”, afirmou.

André Silva, deputado do PAN — Pessoas, Animais, Natureza, está na Assembleia da República do lado dos que não precisam de ser convencidos pela argumentação de associações como a Animal e este sábado, na manifestação, declarou-se convicto de que haverá condições para mudanças na próxima legislatura.

“Nós acreditamos, até pelo debate que ocorreu, que na próxima legislatura haverá claramente condições nos vários partidos para que exista maior abertura para conferir mais proteção aos animais, em termos de entretenimento, e naturalmente na luta contra a tauromaquia, que é um resquício de uma atividade anacrônica e de outros tempos que não tem mais lugar na sociedade e nos valores do século XXI”, disse à Lusa.

O deputado disse esperar pela entrada da ILC no parlamento para que o PAN possa acompanhá-la com “diversas iniciativas legislativas” e para que “os partidos se posicionem em relação a essa matéria”.

As votações dos deputados no último Orçamento do Estado, contrárias às pretensões dos defensores dos direitos dos animais, e que, evocando a cultura nacional e a tradição, aprovaram medidas como a redução da taxa de IVA para 6% para a tauromaquia, não desmoralizam André Silva, que afirma que esses deputados correspondem a um conjunto de pessoas que “continuam presas a posições conservadoras”, que está “de costas voltadas para os cidadãos” e que já não representa o “sentimento geral da maioria da população”.

Ana Vitorino, uma manifestante estreante na Marcha Animal, mas há muito consciente de que é preciso olhar os animais “de outra forma”, parece dar razão à ideia do “sentimento geral” de André Silva.

“Se pararmos para pensar, vamos perceber que por baixo da palavra tradição estão violências exercidas contra os animais. Tradição serve para encobrir violência”, disse à Lusa, acrescentando que há uma corrente filosófica que defende que o século XXI será dos animais e a forma como os tratamos vai “ditar o nosso futuro”.

Aproveitando uma trégua da chuva que pontualmente foi marcando presença durante a tarde em Lisboa, a marcha arrancou do Campo Pequeno pelas 16:15 em direção ao Marquês de Pombal e com destino à Assembleia da República, com centenas de pessoas, entre as quais uma comitiva do PAN, e outra do Bloco de Esquerda, entoando quase em uníssono “direitos dos animais são fundamentais”.

Fonte: Observador

ONCA realiza protesto vegano no “maior evento de churrasco do Sul do Brasil”

Algumas pessoas manifestaram apoio e declararam que se sentiram incomodadas, com “a consciência pesada” (Foto: Divulgação/ONCA)

No último sábado, ativistas da ONCA, comunidade voluntária que divulga os direitos animais e o veganismo, realizaram um protesto pacífico em frente ao BBQ Land, considerado “o maior evento de churrasco do Sul do Brasil”, sediado em Curitiba.

Mas como seria falar de veganismo em um local que anunciou a oferta de três toneladas de carne de bovinos, suínos, aves, jacarés, animais marinhos e “exóticos”? Esse foi o desafio encarado pela ONCA que estava diante de uma maioria de “amantes do churrasco”.

Os ativistas ficaram na entrada no BBQ Land distribuindo folders sobre veganismo, conversando com o público e realizando uma performance artística em que um porco açougueiro segurava uma cabeça humana, numa clara inversão de papéis.

“E se fosse você?”, questionava o grupo durante a intervenção. Segundo os ativistas algumas pessoas desistiram de participar do BBQ Land. Outras manifestaram apoio e declararam que se sentiram incomodados, com “a consciência pesada”.

Aos que chegavam e entravam, os ativistas avisavam também que havia um stand exclusivo de pratos veganos no evento. “A ação ainda foi honrada com a manifestação de vegetarianos que passaram em frente ao evento, expressando publicamente o seu apoio. Consideramos o resultado bastante positivo”, informam.

Fundada no Paraná em setembro de 2004, a ONCA também atua no Rio Grande do Sul desde 2011. No ano passado, o grupo, que defende o fim da exploração animal, participou de diversas manifestações contra a exportação de animais vivos – inclusive realizando passeatas e coletando assinaturas pedindo o fim da atividade comercial.

Acompanhe o trabalho da ONCA:

Facebook: OncaAnimal

Instagram: @oncaanimal

Plano do Zimbábue de exportar elefantes para a China gera protesto

O governo do Zimbábue planeja exportar até 35 filhotes de elefante para a China. Ativistas pelos direitos animais, que discordam do plano, fizeram um protesto. Eles afirmam que os procedimentos adequados não foram seguidos e lembram que o papel significativo da China no tráfico de espécies ameaçadas de extinção gera preocupação.

Um elefante africano e seu bebê são retratados em 18 de novembro de 2012, no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue (Martin Bureau / AFP / Getty Images)

De acordo com os ativistas, que realizaram investigações, os filhotes, que têm apenas dois anos, foram separados das mães e levados para currais no Parque Nacional Hwange, no Zimbábue, enquanto preparativos são feitos para que a viagem até a China aconteça. No país de destino, os elefantes serão levados para zoológicos. As informações são do portal Epoch Times.

Para ambientalistas locais e internacionais, a exportação é altamente prejudicial não só para os filhotes, mas para todo o rebanho. De acordo com a ativista Sharon Hoole, do grupo Bring Back Our Rhinos, com sede no Reino Unido, a Wildlife Act determina que critérios sejam obedecidos em caso de exportação de animais, mas o governo não atendeu a essas normas.

“Deveria haver consulta pública às partes interessadas, consulta parlamentar… Mesmo durante a captura, eles precisam atender a um critério em que representantes de cidadãos, partes interessadas e serviços de bem-estar animal devem estar envolvidos”, disse Hoole. “Essa captura e exportação dos filhotes de elefantes é ilegal porque esses critérios não foram cumpridos, mas eles não se importam com isso porque sabem que ninguém fará nada. Então temos que fazer alguma coisa”, completou.

Especialistas afirmam que a demanda chinesa por produtos advindos de animais silvestres está impulsionando o tráfico de espécies ameaçadas de extinção. Muitos animais, especialmente tigres, ursos e rinocerontes, são criados em massa na China e tratados de forma desumana. Os tigres são explorados para produção de itens de luxo, como vinho de osso de tigre e tapetes de pele de tigre, e os ursos pra extração da bílis para uso na medicina tradicional chinesa.

De acordo com o especialista em vida selvagem Mike Hitschmann, que dirige a Reserva Natural Cecil Kop, a preocupação não é só com o tráfico, mas também com o relacionamento da China com a África, que se caracteriza como um neocolonialismo que ocorre em países com governos questionáveis e que dá a vantagem a Pequim.

“O Zimbábue não é exceção e, basicamente, o que os chineses querem ou precisam, agora podem obtê-lo – sejam nossos recursos minerais ou nossos recursos naturais na forma de vida selvagem”, disse. “Com o advento do novo governo sob o presidente Emmerson Mnangagwa, não houve melhora. De fato, parece que a situação está piorando”, completou.

Com o aumento da presença chinesa no Zimbábue, a maior parte das espécies de répteis do país, como cágados e tartarugas, assim como rinocerontes, foram afetadas negativamente, segundo Hitschmann. Ele se preocupa também com a possibilidade de declínio das populações de elefantes.

Tinashe Farawo, porta-voz da Autoridade de Gestão de Parques e Vida Silvestre do Zimbábue, afirmou que o governo não está capturando elefantes para exportação. “Somos conhecidos por sermos líderes em conservação da vida selvagem e não podemos capturar elefantes para exportação”, afirmou. “Só podemos capturar subadultos – isto é, se quisermos capturar qualquer elefante [para exportação]. Nós capturamos apenas elefantes adultos jovens que não são mais dependentes de suas mães. Mas neste caso, não estamos fazendo isso ”, explicou.

Elefantes filhotes fotografados em um curral no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue (Andrew Mambondiyani para o Epoch Times)

Farawo afirmou que há mais de 80 mil elefantes no Zimbábue, o dobro da capacidade do país. “A última vez que nós selecionamos os elefantes foi em 1987 e os números estão crescendo, por isso estamos experimentando conflitos entre humanos e elefantes”, disse.

No entanto, para Hitschmann, as alegações de excesso de população são falsas e estão sendo usas para se opor à proibição mundial do comércio de marfim e para justificar a exportação de filhotes. O especialista indica ainda que existem práticas precárias de gestão que permitiram o aumento da invasão humana em áreas protegidas, como parques nacionais, e decisão políticas ruins que resultaram em menos terras disponíveis para animais silvestres.

Hitschmann acredita que o manejo eficaz da fauna requer um pensamento “fora da caixa”. Segundo ele, se uma área tem alta população de elefantes, os rebanhos podem ser realocados em outras áreas em que não há elefantes, incluindo outros países da África.

“Desta forma, fazemos a nossa parte para abrandar o crash da população em geral, mantendo os elefantes na África, que é o seu ambiente, e faz sentido porque necessitamos de turistas para visitar elefantes na África – não na China”, disse.

De acordo com a Humane Society dos Estados Unidos, esta é a quarta vez, desde 2012, que o Zimbábue captura elefantes – cerca de 108 animais – para exportá-los para a China, apesar das críticas severas.

Morte de cão atropelado de propósito gera protesto em Fortaleza (CE)

O cachorro Jacó foi morto no sábado (23) após ser atropelado nas areias da Praia de Porto das Dunas, localizada em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. O tutor do animal, Vladinir Maciel, disse que “um carro 4×4 propositalmente o atropelou e fugiu sem prestar socorro”. O crime brutal gerou um protesto em memória do cão na avenida Beira Mar, na Praia de Iracema, no domingo (24).

Foto: Reprodução/TerraZoo

De acordo com a organização do evento, 200 pessoas participaram do ato. Matheus de Oliveira Cavalcante, um dos organizadores, afirmou que o objetivo da manifestação é conscientizar a população sobre o uso de automóveis na praia. “Assim como aconteceu com o Jacó, poderiam ter sido outras vítimas”, disse. As informações são do jornal Diário do Nordeste.

O tutor de Jacó, outros tutores de animais, membros de entidades de proteção animal e cachorros participaram do protesto. Vestidos de preto, os manifestantes caminharam pela orla. Alguns deles exibiam faixas com o nome do cachorro.

Maciel contou que um boletim de ocorrência será registrado nesta segunda-feira (25) em uma delegacia para que o caso seja investigado e punido.

Foto: Mateus Oliveira

Ativistas veganos se despedem de bois em frente a matadouro

A caminho da morte, os animais sentem medo, desespero, dor e solidão. Eles sabem que algo muito ruim está prestes a acontecer e podem apenas esperar.

Em uma tentativa de amenizar esse horror, um grupo de ativistas veganos se despedem dos animais com palavras de amor e carinho que, de mesma forma, entendem que alguém se importa com eles pelo menos por alguns pequenos instantes.

Desde que fundaram o grupo em 2015, 35 cerimônias já foram realizadas como também um contra o massacre, onde os ativistas seguram cartazes que dizem “seu gosto = a morte deles”.

A fundadora do Leicestershire Animal Save, Dina Aherne, disse que seu grupo tem um entendimento com chefes de matadouro que lhes permitem consolar os animais, mantidos dentro de trailers, por dois minutos antes de serem transportados para o matadouro.

Aherne, uma ex-advogada de 28 anos de Leicester, disse: “Queremos que eles se sintam à vontade todas as vezes, porque elas são seres vivos e sagrados”.

“Elas têm uma alma viva e consciência. Nós realmente queremos ajudar a confortá-los. Temos que providenciar e programar com duas semanas de antecedência de quando estaremos no local”.

“Quando chegamos normalmente por volta das oito da manhã, nos reunimos em frente ao matadouro nos dias em que ele fica opera por cerca de três horas. Nós então paramos cada um dos caminhões e temos dois minutos para dizer o último adeus antes de eles irem e colocarem uma arma na cabeça deles”.

“Sussurramos frases para eles como’ sentimos muito ‘,’ nos vemos ‘e’ eu te amo ”.

Aherne disse acreditar que os protestos pacíficos são a melhor maneira de espalhar uma mensagem positiva sobre o veganismo e o bem-estar animal. As informações são do Daily Mail.

Ela acrescentou: “Qualquer movimento social tem diferentes tipos de ação e muitos grupos vegetarianos recorrem à violência. Mas nós concordamos que essa é a melhor maneira é espalhar a mensagem pacificamente”.

“Estou seguindo meu coração e esses animais merecem compaixão e respeito como qualquer outro ser humano”.

O Dr. Toni Shepard, diretor do grupo de campanha de bem-estar animal Animal Equality UK, disse: “O movimento fez muito para atrair a atenção do público e é muito bom que diga às pessoas que os animais estão morrendo de fome por carne”.

“Pode ser certamente estressante para as pessoas, mas para os próprios animais, depende de como isso acontece, pois qualquer ruído alto pode assustá-los.”

O Foyle Food Group possui nove locais em todo o Reino Unido, onde matam e destroem mais de 7.500 bovinos por semana em suas unidades de processamento.

Outro grupo de veganos realizou uma vigília à luz de velas em frente a uma fazenda para lamentar nove perus que haviam sido abatidos para o jantar de Natal em Bristol.

O grupo ficou em silêncio aos portões da St. Werburghs City Farm, em Bristol, e ofereceu tortas veganas a quem passava por lá ao lado de uma placa que dizia: “Eles queriam viver”.

Médicos protestam contra o “McDonald’s Bacon Hour”

Os alertas sobre os risco de câncer relacionados ao consumo de carnes e, particularmente, carnes processadas como bacon já foram dados. Cientistas e médicos afirmam que as chances da doença ser desenvolvida em pessoas com alimentação animal e derivados é muito maior do que naquelas com uma dieta à base de vegetais.

Foto: Divulgação

Parece que o McDonald’s não se importa com isso e lançou o “Bacon Hour”, como uma forma de incentivar as pessoas ao perigoso consumo do produto.

Médicos do Comitê de Médicos pela Medicina Responsável (PCRM), uma organização formada por mais de 12 mil profissionais da área médica, protestaram contra o McDonald’s Bacon Hour. Durante a promoção, os clientes recebiam bacon grátis em qualquer pedido.

A manifestação contou com médicos segurando cartazes vermelhos e amarelos que diziam “ #paremdecomerBacon ”, “Câncer colorretal: Estou me arriscando a ele”, e “Bacon provoca câncer colorretal” do lado de fora de um restaurante McDonald’s em Washington DC. O PCRM também distribuiu kits sobre o câncer colorretal.

Foto: Physicians Committee for Responsible Medicine

“O seu cólon não vai amar o McDonald’s Bacon Hour”, disse o presidente e fundador da PCRM, Neal Barnard, MD. “O McDonald’s deveria oferecer aos clientes uma proteção contra para câncer colorretal com opções livres do bacon, o causador de câncer.”

Bacon causa câncer?

Bacon e outras carnes processadas, como frios, mostraram aumentar o risco de várias formas de câncer, incluindo o colorretal. Em outubro de 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou-a como “carcinogênica para humanos” após revisar mais de 800 estudos relacionados à dieta. A OMS concluiu que algumas fatias de bacon consumidas diariamente podem aumentar o risco de câncer colorretal em 18%.

Uma pesquisa divulgada pelo Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer (WCRF) em junho passado acrescentou que até mesmo pequenas quantidades de carne processada podem aumentar o risco.

“Não é necessário consumir carne vermelha para manter um estado nutricional adequado. Comer carne é não é essencial para uma dieta saudável”.

As evidências sobre carne processada são ainda mais claras. Os dados mostram que nenhum nível de ingestão pode ser associado com segurança alimentar.

Abandono de cão causa revolta na Zona Sul de Porto Alegre (RS)

O abandono de um cão da raça São Bernardo, na última sexta-feira (18), em um condomínio no bairro Hípica, Zona Sul de Porto Alegre, causou revolta nas redes sociais.

Foto: Protetores da Zona Sul de Porto Alegre.

O cão estava com uma bicheira muito grande no olho e bastante debilitado. Ele foi resgatado por um morador do loteamento Moradas do Sul, passou por vários exames e está internado em estado grave. Além do ferimento, os veterinários suspeitam de cinomose na fase neurológica.

O crime foi filmado pelas câmeras de segurança, permitindo a identificação da tutora do animal.

Foto: Protetores da Zona Sul de Porto Alegre.

Vizinhos contaram ao Repórter Animal, que a mulher é uma moradora de Ipanema, já denunciada por maus tratos e que mantém mais dois animais passando fome. O São Bernardo teria sido visto em dezembro do ano passado, no calçadão de Ipanema.

No mesmo dia, protetores da Zona Sul de Porto Alegre se reuniram para protestar e pedir justiça para o cão. Exigem que a crueldade cometida contra o animal seja punida, pois conforme relatam os vizinhos da tutora, ela diz ter “as costas quentes” por ser formada em Direito e trabalhar no Ministério Público.

Foto: Protetores da Zona Sul de Porto Alegre.

Foto: Protetores da Zona Sul de Porto Alegre.

“Além de cometer vários crimes e atrocidades contra os animais, tenta ameaçar e intimidar protetores indignados com tamanha crueldade”, diz uma das postagens.

Um outro ato de protesto aconteceu ontem, em frente à casa da tutora do animal, chamado de “Não podemos fechar os olhos”. Mais de 80 pessoas, entre vizinhos e protetores pediram novamente por justiça. Eles também colaram cartazes na faixada do imóvel.

Foto: Protetores da Zona Sul de Porto Alegre.

Segundo o Repórter Animal, depois do caso comover as redes sociais, vários internautas identificaram que a suspeita é uma Técnica em Assuntos Educacionais, vinculada à Defensoria Pública da União (DPU) e está com viagem marcada para curso de mestrado em Portugal, a partir de 18 de fevereiro, recebendo remuneração.

“Sua atitude criminosa, cruel e covarde, precisa chegar ao conhecimento da DPU, em especial porque, segundo consta, alegou ter “costas quentes” em razão de seu cargo”, relata uma das postagens.

 

 

 

 

protesto

Ativistas são agredidos durante protesto contra rodeios

Ativistas foram agredidos, empurrados e ameaçados por frequentadores de rodeio enquanto faziam um protesto pacífico contra a prática no Mid-Northern Rodeo, nos arredores da cidade de Whangarei, Nova Zelândia. Eles disseram que isso não irá impedi-los de continuar protestando.

protesto

Foto: Stuff

Enquanto alguns ativistas montaram acampamento fora do Mid-Northern Rodeo, no sábado (12/01), outros compraram ingressos para filmar o evento. Ambos os grupos dizem que foram confrontados com o comportamento agressivo dos fãs de rodeio e estão considerando prestar queixas à polícia.

Ativistas dentro do evento também foram informados pelos organizadores do evento que não poderiam filmar com câmeras de alta definição. O evento foi interrompido por um momento e os ativistas foram informados de que seriam expulsos, mas não pararam de filmar.

O porta-voz da Direct Animal Action, Apollo Taito, disse que “há uma falta de transparência no rodeio que é seriamente preocupante. O que eles estão escondendo? Eles temem que outro animal morra hoje e o ato seja flagrado pela câmera?”

Os ativistas costumam fazer protestos durante a temporada de rodeio e estão intensificando suas ações neste verão após a morte de dois animais em um evento em Gisborne em dezembro.

Taito disse que o grupo já viu animais morrerem em rodeios e estava preocupado com o fato de que os organizadores desses eventos não precisam prestar conta das mortes dos animais à justiça, o que significa que não há um registro oficial do total de mortes.

“Há muito sigilo em meio aos eventos. Muitos rodeios baniram câmeras. Eles têm muito a esconder”, disse ele.

Marianne Macdonald, diretora de campanhas do grupo Safe, afirmou que o comportamento dos frequentadores de rodeio no evento de sábado diz muito sobre a cultura da prática.

“Os organizadores do rodeio negam que intimidem os animais, mas os espectadores acreditam que podem atacar fisicamente os outros presentes, assim como os animais são agredidos nas arenas”, disse ela.

“As filmagens e as câmeras foram proibidas em muitos eventos de rodeio. Os organizadores alegam que esse conteúdo pode ser retirado do contexto e usado para mostrar o rodeio sob uma luz ruim. No entanto, eles não podem fugir do fato de que o contexto é o rodeio e o conteúdo é o abuso de animais.”

Em 2017, um dos responsáveis pelos animais no Mid-Northern Rodeo foi flagrado eletrocutando jovens bezerros durante uma investigação da Anti-Rodeo Action NZ. O homem recebeu apenas uma advertência formal pelo ato hediondo.

No final do ano passado, a New Zealand Animal Law Association (NZRCA) lançou um processo judicial privado contra o homem, após o investigador ter confessado os crimes cometidos.