Ativistas protestam contra a venda de carne em supermercado “ético”

Os ativistas da Direct Action Everywhere (DxE) fizeram um protesto no autoproclamado “supermercado ético” HISBE na cidade de Brighton, Inglaterra, alertando os consumidores sobre a verdadeira procedência dos produtos da empresa.

Foto: Direct Action Everywhere

A empresa diz que trabalha com fazendas “onde os animais são tratados com cuidado e respeito”, vendendo apenas produtos de produção local. A sigla HISBE significa “How it should be”, ou “Como deveria ser”.

Cerca de 30 pessoas fizeram uma fila nos corredores e ficaram do lado de fora segurando cartazes com mensagens como “local não significa ético”.

“Não seja ingênuo – não existe carne, leite ou ovos ‘felizes’,” disse um dos ativistas da DxE. “Essas fazendas não são éticas, são lugares onde animais são criados para serem engordados e assassinados.”

“‘Ao ar livre’ e ‘produto local’ são rótulos que fazem as pessoas se sentirem mais à vontade com a exploração animal e assassinato, mas não há nada de ético em criar e matar animais.”

“Todo esse incentivo ao consumo de ‘carne feliz’ não são pequenos passos na direção certa, são grandes passos em uma direção seriamente retrógrada e perigosa. Temos a responsabilidade de ser consumidores conscientes e responsabilizar nossas empresas.”

“Toda e qualquer forma de obter lucro a partir de animais é errada, a vida dos animais só a eles pertencem.”

O DxE é um movimento internacional com vários subgrupos no Reino Unido. Eles promovem a conscientização do público e seu objetivo é “desnormalizar atividades que envolvem a exploração animal através de protestos pacíficos”.

Plano de ecoturismo em Cingapura preocupa ambientalistas

Uma grande zona de ecoturismo está sendo construída em Cingapura mas os ambientalistas temem que o desenvolvimento possa danificar os habitats naturais e já o estão culpando por uma série de mortes de animais.

Ambientalistas temem que o novo desenvolvimento do ecoturismo de Cingapura danifique os habitats naturais existentes.

Conhecido como um grande centro financeiro com dezenas de arranha-céus, Cingapura ainda abriga trechos de floresta tropical e uma variedade de vida selvagem, de macacos a pangolins – também conhecidos como tamanduás escamosos.

Em um canto verde da cidade fica um zoológico e duas outras atrações – um safári noturno e um safári no rio – que há tempos são grandes atrações para visitantes estrangeiros e locais.

Agora, a floresta está sendo desmatada na mesma área para abrir caminho para um parque de pássaros, um parque de floresta tropical e um resort com 400 quartos. Os planos são para criar um centro de turismo ecológico que, espera-se, acabará atraindo milhões de visitantes por ano.

Mas o projeto no distrito de Mandai irritou muito os ambientalistas.

Mais conhecida como um centro financeiro com dezenas de arranha-céus, Cingapura ainda é o lar de trechos de floresta tropical e uma variedade de vida selvagem, de macacos a pangolins.

Eles acreditam que, em vez de promover a biodiversidade, muito importante para a área, destruirá os habitats florestais e eles dizem que foram tomadas medidas de segurança insuficientes antes do início do trabalho – levando os animais a serem mortos nas estradas.

O grupo destacou as preocupações sobre o rápido desenvolvimento na Cingapura e sobre o temor de que alguns dos cantos mais selvagens e verdes do país estejam sendo perdidos apenas para serem substituídos por algo mais artificial.

“Eu acho que suas prioridades estão erradas se você substitui a herança natural pela criação em cativeiro“, disse Subaraj Rajathurai, veterano consultor da vida selvagem, à AFP.

Com o novo desenvolvimento, parece que “ganhar dinheiro era mais uma prioridade do que encontrar o equilíbrio e preservar a biodiversidade”, acrescentou.

A Mandai Park Holdings, que está supervisionando o projeto através de seu braço de desenvolvimento, insiste que o trabalho está sendo realizado com sensibilidade e trará melhorias.

O distrito, que fica ao lado de uma reserva natural protegida e foi destinado ao desenvolvimento durante anos, é principalmente aldeias abandonadas e terras agrícolas que foram engolidas pela selva circundante.

O trabalho já está em andamento em uma área que abriga animais incluindo lêmures voadores e veados, com guindastes de construção aparecendo sobre encostas da selva.

Cingapura está limpando a floresta para abrir caminho para um parque de aves, um parque de floresta tropical e um resort com 400 quartos.

Um dos principais focos de preocupação são as mortes de animais na estrada principal que leva ao zoológico, enquanto a floresta é desmatada. As informações são do Daily Mail.

Vários cervos, um pangolim criticamente ameaçado e um gato leopardo estão entre os animais que morreram depois de se perderem entre veículos, segundo os ambientalistas.

Subaraj culpou as mortes pela falta de medidas de proteção, apontando em particular para a incapacidade de colocar barreiras temporárias ao redor da estrada com rapidez suficiente.

“É uma loucura – teria sido tão fácil evitar que isso acontecesse”, disse ele.

Mas a Mandai Park Holdings insiste que está fazendo tudo o que pode para evitar a morte de animais nas estradas.

Barreiras já foram colocadas ao longo da maior parte da estrada, bem como uma ponte de corda para os macacos cruzarem o tráfego e sinais de trânsito avisando os motoristas sobre os animais na área.

Uma ponte permanente coberta de arbustos e árvores para permitir que os animais atravessem a estrada, que divide duas partes principais do empreendimento, estará pronta ainda este ano.

“Temos trabalhado com a comunidade da natureza, realmente desde o início, para descobrir o que devemos fazer para realmente proteger os animais e mantê-los fora das estradas”, disse Mike Barclay, CEO da Mandai Park Holdings, ex-executivo sênior da companhia aérea AFP.

“É perfeito? Não. Mas estamos fazendo tudo o que podemos para mitigar.”

Desenvolvimento rápido

O novo parque de aves – que substituirá um parque existente em Cingapura – contará com nove aviários, enquanto o parque de floresta tropical terá passarelas entre as copas das árvores. O hotel está sendo desenvolvido pela rede de resorts Banyan Tree, com sede em Cingapura.

O trabalho começou em 2017 e o desenvolvimento de 126 hectares (311 acres) deve ser concluído até 2023.

Grupos ecologistas levantaram preocupações de que além das mortes por atropelamentos, o barulho e a poluição luminosa do grande resort poderiam afetar a área ao redor, embora o desenvolvedor insista que será projetado cuidadosamente para limitar qualquer impacto.

A Mandai Park Holdings, uma subsidiária da Temasek, investidora estatal de Cingapura, não divulgou o custo do projeto, que está sendo financiado pela Temasek e pelo governo.

Defensores do desenvolvimento insistem que é melhor do que construir mais  mais prédios em uma cidade que se desenvolveu a uma velocidade vertiginosa nas últimas décadas.

Mas para ativistas verdes, como Ho Hua Chew, vice-presidente da Nature Society (Cingapura), um projeto em escala tão ampla é outro revés para o ambiente natural do país.

“Não dizemos para não desenvolvê-lo – apenas deixe um pouco mais de espaço para a vida selvagem”, disse ele à AFP.

“Na última década, o desenvolvimento aumentou muito rapidamente. Nós lutamos muito mas muitas áreas foram perdidas.”

Atriz Tiffany Haddish provoca reação da PETA após revelar que planeja usar pele animal diariamente

A atriz, de 39 anos, recebeu um colete de pele como presente de uma fã e fez um vídeo com ele no Instagram revelando que iria usá-lo para fazer uma declaração.

“Estou prestes a começar a protestar. Vou usar peles todos os dias até que parem de matar pessoas negras”, disse Tiffany Haddish .

Quando a polícia parar de matar pessoas negras, vou parar de usar peles. Desculpe, PETA. Não fique com raiva de mim, fique brava com a polícia.

Foto: Reprodução | Instagram

 

A PETA criticou a ideia, respondendo nos comentários: “Nós amamos você, Tiffany, e como uma organização de defesa dos direitos animais, defendemos e acreditamos na gentileza para com todos, incluindo animais.

“Esperamos que você opte por protestar de uma maneira diferente, que não prejudique nenhum ser humano ou animal, e que seja gentil com todos <3”.

A crueldade das peles

Polêmicas sobre a indústria de peles já tomaram conta do mundo e a conscientização dessa barbárie, aos poucos, também.

As fazendas produtoras de peles são verdadeiras fábricas de tortura e sofrimento. Milhares de animais são mortos todos os anos “vítimas da moda”.

Raposas, martas, chinchilas, coelhos, guaxinins, furões, entre tantos outros animais são condenados a uma morte brutal para que as suas peles e pelos sejam usados em casacos, coletes, relógios, sapatos, malas, brincos e em várias outras peças de roupa e acessórios.

Recentemente, grifes famosas anunciaram que deixaram de usar peles animais em suas coleções como Chanel, Gucci, Versace e Michael Kors.

Opções sustentáveis e sem sofrimento animais também surgem como saída para abandonar esta prática abominável. Couros feitos a partir do linóleo – mais suaves que os verdadeiros, peles sintéticas e lãs à base de fibras de coco são algumas delas.

Ativistas pelos direitos animais protestam contra a posse de Bolsonaro

Ativistas pelos direitos animais da Toronto Climate Save and Extinction Rebellion bloquearam ontem (01) o tráfego em um dos principais cruzamentos de Toronto para protestar contra novo presidente do Brasil e suas propostas de políticas ambientais.

Ativistas de direitos animais protestaram contra  Jair Bolsonaro, novo presidente do Brasil, em Toronto.  Foto: Jenny Henry

Cerca de 50 pessoas participaram do protesto no cruzamento das ruas Bay e Bloor em frente ao consulado brasileiro. Os ativistas levaram cartazes dizendo “se torne vegano ou morreremos”.

Anita Krajnc, organizadora do protesto e co-fundadora do Save Movement, disse: “desafiamos o presidente Bolsonaro a se inscrever no Veganuary” – uma instituição de caridade que inspira as pessoas a experimentarem a dieta vegana durante o mês de janeiro.

Os protestos foram realizados em solidariedade ao que acontece no Brasil e em quase uma dezena de cidades ao redor do mundo, incluindo Ottawa, Oslo e Melbourne, disse Kranjc acrescentando que muitos dos que participaram do protesto eram da comunidade de língua portuguesa de Toronto.

Os planos ambientais do capitão reformado do Exército dispararam o alarme entre comunidades indígenas e ambientalistas sobre o destino da Floresta Amazônica. Bolsonaro prometeu reverter o cumprimento das leis ambientais e expandir a mineração, a exploração madeireira e a pecuária na maior floresta tropical do mundo, que abrange nove países e abriga 30 milhões de pessoas.

Foto: Evaristo SA | AFP

O Brasil também negou sediar a cúpula deste ano das Nações Unidas sobre mudança climática e o novo ministro da agricultura se referiu à agência de proteção ambiental do Brasil como uma indústria de multas.

Kranjc disse que ela e outros ativistas começaram a planejar o protesto assim que souberam dos planos de Bolsonaro para a Amazônia, que seria um desastre para o mundo.

Kranjc disse que a agropecuária representa uma das principais ameaças para o futuro da Amazônia.

“Se Bolsonaro fosse vegano, ele não pensaria em cortar a preciosa Floresta Amazônica”, disse ela.

Jair Bolsonaro e a caça

Antes de ser eleito, Bolsonaro causou revolta ao se referir à caça como um “esporte saudável”. Em um vídeo, ele aparece ao lado de um filiado à Associação Nacional de Caça e Conservação defendendo a prática no Brasil e sinalizando sua liberação, caso fosse eleito.

Em outro trecho da gravação, Bolsonaro fala que javalis – apenas nos locais em que se configurem como pragas – sejam, mediante a caça, controlados a fim de impedir que estes animais destruam lavouras e a matem outras espécies da fauna e até mesmo pessoas.