Especialistas preveem o desaparecimento da indústria de laticínios em 10 anos

Foto: FreeImages.com/ Peter Mazurek

Foto: FreeImages.com/ Peter Mazurek

Dados confirma que os consumidores estão ficando cansados dos laticínios. As vendas de leite tem apresentado uma queda contínua – dados recentes divulgados pela Dairy Farmers of America mostraram uma perda de 1,1 bilhão de dólares em receita para os resultados da indústria em 2018 – uma queda de 8% em reação a 2017.

O declínio é muito mais sistêmico e prejudicial para os produtores de leite nos EUA e no mundo todo – o consumo de leite atualmente representa apenas uma fração do que era no início dos anos 2000. De acordo com dados do USDA, as vendas de leite diminuíram 22% entre 2000 e 2016. Esses números caíram significativamente desde as décadas de 1970 e 1980.

O declínio da indústria de leite

“Na época em que a famosa campanha publicitária “Got Milk” (Tome Leite, na tradução livre) chegou as massas e as páginas das revistas, as vendas de leite já estavam em declínio”, relata o The Salt, da NPR.

E apesar da áurea de saúde que cercava o leite, especialmente para crianças – um mito que ainda hoje permeia os sistemas escolares do país e do mundo – na década de 1970, as pesquisas já começavam a apontar para os riscos à saúde ligados ao consumo de laticínios.

Quase 75% dos negros americanos são intolerantes à lactose, e a universidade de Harvard cita os produtos lácteos como a fonte número um de gordura saturada. Altos níveis de gordura saturada podem levar a sérios problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas e diabetes.

Foto: Jo Anne McArthur

Foto: Jo Anne McArthur

“O leite é o alimento perfeito para os bezerros”, diz Marion Nestle, professora de nutrição, estudos sobre alimentação e saúde pública na Universidade de Nova York e autora de “Food Politics”, à NPR. “Não há dúvida sobre isso. Mas para os humanos, pode realmente não ser. E pode não ser sequer necessário, há muitas evidências de que o consumo de leite não é necessário à alimentação humana”.

As vendas de laticínios continuam em declínio conforme os consumidores optam pelo leite vegano

E a indústria de laticínios está sentindo a pressão.

Em uma recente conferência em Glasgow, especialistas discutiram o crescente interesse do público em produtos lácteos – optando por alternativas veganas em vez do leite tradicional. OS estudiosos alertaram que, se a mensagem atual contra os produtos lácteos persistir, a indústria poderá deixar de existir na próxima década.

A consultora de sustentabilidade da pecuária, Dra. Judith Capper, afirmou que, apesar dos veganos representarem apenas uma pequena percentagem da população, eles ainda têm uma voz ativa e alta que é ouvida pelas massas.

Foto: Jo Anne McArthur

Foto: Jo Anne McArthur

“Há uma necessidade de desmistificação no setor de produtos lácteos. Se os consumidores não comprarem nossos produtos – leite, creme, manteiga, queijo etc. – não teremos uma indústria de lácteos em cinco a dez anos ”, disse Capper.

Apesar da crença de Capper de que a indústria de laticínios precisa romper com os mitos, a verdade é que muitas pessoas estão optando por abandonar os laticínios por razões de saúde, a maioria das quais apoiadas por pesquisas científicas confiáveis e especialistas que se apoiam em evidências fortes.

Vendas de produtos “livres de leite” disparam

Os consumidores podem estar reduzindo seu consumo de leite de vaca, mas não estão renunciando ao laticínios completamente. Eles estão comprando opções de latínios “livres-de-leite” (dairy-free, no termo original) em massa e quantidade. Enquanto as vendas de leite caem, o mercado de leite vegano está crescendo – as vendas subiram 9% em 2018 e devem ultrapassar 34 bilhões de dólares até 2024.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Opções líquidas “livres-de-leite” dominam a categoria vegan, mas outras categorias estão crescendo e alcançando as primeiras rapidamente. Sorvetes sem leite estão em alta, com marcas como Magnum, Ben & Jerry’s e Halo Top lançando e expandindo suas ofertas. A IKEA lançou recentemente um sorvete de morango vegano.

O queijo vegano foi uma das tendências mais fortes e celebradas da recente Natural Products Expo em Anaheim, na Califórnia (EUA), a maior feira da indústria de alimentos naturais no país. Marcas como a Miyoko’s estão provando que os queijos sem leite de vaca podem ser feitos da mesma maneira que os queijos tradicionais – fermentando e envelhecendo o leite feito de nozes, sementes ou feijões.

 

Cavalo explorado para puxar charrete cai e se fere em Petrópolis (RJ)

Um cavalo escorregou e caiu no chão enquanto era explorado para puxar uma charrete na cidade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O acidente aconteceu na tarde de terça-feira (26) no bairro Retiro.

Foto: Carolina Schmitt/ Arquivo Pessoal

Apesar da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), responsável por fiscalizar as charretes, ter afirmado que o cavalo não se machucou, a psicóloga Carolina Schmidt, que flagrou o acidente, disse que ele sofreu escoriações pelo corpo.

Carolina passava pela região dirigindo um carro quando viu o animal se acidentar. Segundo ela, motoristas começaram a descer dos veículos para ajudar a levantar o cavalo. As informações são do portal G1.

A CPTrans afirmou que uma avaliação seria feita no animal nesta quarta-feira (27). O órgão disse ainda que os atestados de saúde do cavalo estão atualizados e que não foram detectados problemas nas fiscalizações periódicas.

Fim das charretes

Um plebiscito, realizado no ano passado, teve maioria de votos a favor da proibição da tração animal em charretes na cidade de Petrópolis. A decisão, no entanto, ainda não entrou em vigor.

A administração municipal afirmou que aguarda que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) notifique a Câmara de Vereadores sobre a homologação do resultado do plebiscito para que um projeto de lei seja enviado ao Legislativo para regulamentar o fim da tração animal no município.

Após a aprovação da Câmara, o prefeito irá sancionar a lei. A previsão, segundo o TSE, é de que o ofício seja expedido ao Legislativo nos próximos dias.

Populações de girafas caem cerca de 40% na África

Foto: AP Photo/Michael Probst

Foto: AP Photo/Michael Probst

Medidas urgentes são necessárias em caráter de urgência em relação ao comércio internacional de ossos e pele de girafa, de acordo com uma coalizão de países africanos.

Populações de girafas caíram até 40% nos últimos 30 anos, em consequência da caça, perda de habitat e conflitos humanos que atingiram grande parte de sua área de circulação e habitação, de acordo com o jornal The Independent.

Mas, enquanto o comércio de produtos de elefantes e rinocerontes enfrentam controles cada vez mais rígidos, a “extinção silenciosa” das girafas até agora tem sido negligenciada.

Ativistas alertam que a enxurrada de troféus de caça, ornamentos de ossos de girafas e comércio de peles tem contribuído para a sua morte.

Um grupo de 30 estados africanos preocupados com a situação está fazendo pressão para que as girafas recebam proteção especial sob o CITES, um tratado internacional que controla o comércio de espécies ameaçadas de extinção.

Os membros da Coalizão de Elefantes Africanos – incluindo estados de ocupação de girafas, como Quênia, Chade e Níger – estão pedindo à UE que apoie sua proposta.

Abba Sonko, líder das atividades da CITES na coalizão representando o Senegal, disse que um item (apêndice II) da regulamentação já estabeleceria “o tão necessário controle” sobre o comércio internacional de produtos de girafa.

“Queremos fazer tudo o que pudermos para ajudar a proteger as girafas em nossos países e impedir a extinção da espécie”, disse ele. “A extinção das girafas já se tornou uma realidade no Senegal, infelizmente.”

Do jeito que está, o grupo não deve convencer a maioria necessária de dois terços na próxima reunião da CITES em maio para apoiar o movimento, mas o apoio do bloco europeu pode fazer a campanha ganhar força.

“A EU (União Europeia) é um influenciador de peso para que qualquer proposta seja aprovada”, disse o especialista em tráfico de vida selvagem pela Humane Society Internacional, Adam Peyman, que apoia a proposta.

A classificação da CITES não significa uma proibição total do comércio de produtos de girafa, mas permitiria que as autoridades rastreassem seus movimentos e garantissem que eles não estivessem contribuindo para o declínio das populações selvagens.

Até agora, a relutância da UE em apoiar a medida baseia-se, em parte, na falta de apoio de todos os países africanos e no fato de que o comércio de partes de girafas geralmente se origina em nações onde as populações são relativamente estáveis.

No entanto, a HSI disse que há evidências de produtos de girafas sendo transferidos de países com baixa população (de girafas) para países com população elevada antes de serem enviados para mercados estrangeiros.

Durante a última década, 40 mil itens de partes de girafa foram exportadas para os EUA, as investigações também revelaram demandas no Reino Unido e em outras partes da Europa.

Ao contrário de outros produtos exóticos, como o marfim – que tem sido objeto de proibições muito rigorosas no Reino Unido e na UE – os ossos e a pele de girafa não estão sujeitos a controle.

“A demanda por partes de girafa têm aumentado exatamente porque não há regulamentações protegendo esse animal – são itens fáceis de serem obtidos, você não precisa de uma permissão ou qualquer coisa para comprá-la”, disse Peyman.

A Comissão Europeia e os estados membros estão avaliando seu apoio potencial à proposta, com um prazo estabelecido para o final de março.

Queda na população de elefantes do Zimbábue preocupa grupos de proteção aos animais

Elefantes no Zimbábue | Foto: Alamy

Elefantes no Zimbábue | Foto: Alamy

A população de elefantes do Zimbábue na África do Sul, caiu cerca de 10% nos últimos 8 anos segundo informações do Zambezi Elephant Fund (ZEF).

Em um comunicado divulgado na semana passada para marcar o Dia Mundial da Vida Selvagem, o ZEF, que foi formado em 2015 para combater ativamente a caça no Vale do Zambeze, declarou que os elefantes estavam agora sob crescente ameaça

“O Zimbábue abriga a segunda maior população de elefantes africanos do mundo e, ainda assim, a população total de elefantes do Zimbábue diminuiu em 10% desde o censo de 2011 realizado pela fundação Paul G. Allen do Great Elephant Census.

No Vale do Zambeze, os elefantes africanos, entre outras espécies, estão seriamente ameaçados pela caça. Nos últimos 13 anos, 60% dos elefantes do Vale do Zambeze foram mortos”, dizia parte do comunicado.

O ZEF, que trabalha em colaboração com a Departamento de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue, ONGs e setor privado na luta contra a caça de elefantes, acrescentou que permanecerá empenhado em colaborar com outras organizações anti-caça.

“Nós do ZEF reafirmamos nosso compromisso de trabalhar com as autoridades locais, bem como em uma colaboração ampla em grupo com parceiros ligados a causa, para assegurar a proteção e preservação a longo prazo do Vale do Zambeze, seus habitats e sua vida selvagem”, declarou a instituição.

A entidade declara que dada a importância dos elefantes, não apenas como uma espécie-chave para a sobrevivência e biodiversidade dos ecossistemas da África, mas símbolo e identidade do país, é vital que sejam tomadas medidas urgentes para garantir a proteção dessas criaturas inteligentes.

Embora os resultados alcançados até aqui sejam significativos e as realizações desde que o grupo foi criado não tenham sido poucas, a entidade pede a ajuda a todos os que se comprometem com a preservação da vida selvagem para se associarem ao grupo na luta contra a caça na região. “Em apenas oito anos, uma perda de 10% do número total de elefantes, é uma perda significativa, estamos solicitando o apoio do Departamento de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue e reforçando os esforços de várias organizações parceiras no sentido de proteger essa espécie.

“Há, no entanto, mais do que estamos fazendo, e ainda muito mais que podemos fazer e para isso precisamos mobilizar pessoas”, disse Richard Maasdorp coordenador do grupo de proteção aos elefantes

Filhote de cachorro cai em cisterna com mais de 6 metros de profundidade

Um filhote de cachorro caiu em uma cisterna com mais de 6 metros de profundidade no quintal de uma casa em Goiânia (GO). O Corpo de Bombeiros foi acionado e esteve no local para realizar o resgate.

Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros

O cachorro foi resgatado sem ferimentos, o que surpreendeu os bombeiros. “Tinha um pequeno desmoronamento na parede da cisterna. Ele conseguiu entrar no buraco. Se tivesse ficado na água, acho que ia cansar de bater as patinhas e ia afogar”, contou ao G1 o cabo Wellington Luis Gomes de Melo.

O filhote foi resgatado no sábado (16) no Residencial Ville de France. A equipe dos militares, composta por um cabo e dois bombeiros, utilizou um tripé para conseguir acessar o fundo da cisterna e retirar o cachorro. O resgate durou todo o período da manhã.

Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros

Os tutores contam que não encontraram o cachorro em casa e, ao procurá-lo, ouviram latidos vindo de dentro da cisterna.

De acordo com os moradores da residência, a cisterna era tampada com pedaços de madeira. A suspeita é de que algum buraco tenha ficado aberto entre as madeiras e o cachorro tenha passado por ele e caído.

Cadela espera jogador de futebol desaparecido após queda de avião

A irmã do jogador de futebol Emiliano Sala publicou uma foto da cadela da família olhando para uma porta aberta e afirmou que o animal está esperando por ele. Sala está desaparecido desde 21 de janeiro, após a queda do avião que o transportava de Nantes, na França, para Cardiff, no País de Gales.

(Foto: Reprodução / Instagram)

Na legenda da fotografia, a irmã do jogador escreveu: “Nala também te espera”. A imagem comoveu os internautas. As informações são do portal Ibahia.

A aeronave em que estava o atleta perdeu contato com a torre de comando enquanto sobrevoava o Canal da Mancha. No último domingo (3), um barco contratado pela família do jogador, após as buscas feitas pelas autoridades locais serem encerradas, encontrou destroços do avião.

A equipe confirmou ainda que um corpo foi encontrado no local onde estava a carcaça da aeronave.

O jogador argentino pertence ao time Cardiff City Football Club.

Cão do cantor Luan Santana sobrevive após queda de 6 metros de altura

O cachorro tutelado por Luan Santana caiu de uma escada de 6 metros de altura na tarde da última quinta-feira (24). O acidente aconteceu no apartamento do cantor.

Foto: Reprodução/Instagram Stories/Rádio Metropolitana FM

Apesar do susto, o animal sobreviveu e não se feriu. O cantor falou sobre o acidente em suas redes sociais e comemorou o fato do cachorro ter ficado bem após a queda. As informações são da rádio Metropolitana FM.

“Puff é o superdog. Anteontem, ele caiu dessa altura, dá uma olhada no tanto de degraus. Esse primeiro vazo de planta amorteceu a queda dele e aqui deve ter uns cinco ou seis metros de altura”, disse Luan ao filmar o local onde o animal se acidentou.

O cantor demonstrou ter ficado surpreso ao perceber que o cachorro não se feriu. “Você acredita que ele não quebrou, nem machucou e não aconteceu nada por dentro?”, afirmou.

Após o acidente, Luan Santana levou o cachorro a uma clínica veterinária, onde ele foi examinado por um profissional e submetido a exames. Como não se feriu, o cão foi liberado em seguida.

“Sem dúvidas foi um milagre”, disse o cantor.

Mecanismo de ‘amortecimento’ faz gatos sobreviverem a quedas

Os gatos têm um instinto que faz com que eles gostem de se abrigar em locais altos. Ligado a isso, há também nesses animais um mecanismo de amortecimento de quedas que garante que eles sobrevivam após caírem de grandes alturas.

“Quando eles estão no alto, eles têm uma visão de tudo, se sentem mais seguros. Faz parte do bem-estar felino”, explicou ao G1 a veterinária Amanda Lacerda, especialista em gatos. As informações são do portal G1.

Gato vive em cima de árvore (Foto: Matson Malveira/ Arquivo pessoal)

É o caso de um gato que apareceu na comunidade de Facela, em Montes Claros (MG). Adotado por Matson Malveira há dois meses, o gato vive em uma árvore. “Os cachorros sempre o acuavam. Daí ele subia na árvore e tinha medo de descer. Para ajudar, instalamos uma estrutura no local, com a vasilha de água e comida, além da caixinha de areia para fazer cocô”, contou Malveira.

Além de sobreviverem a tombos, os gatos não se ferem em determinadas quedas, a depender da altura. De acordo com a veterinária, há mais risco desses animais sofrerem lesões quando caem do primeiro andar do que quando a queda ocorre em locais de altura mediana.

“O gato que cai de uma altura do sexto andar, por exemplo, tem a possibilidade de ter lesões menores que um que cai do primeiro andar. Isso acontece porque ele tem mais tempo de ativar o mecanismo de planagem. Anatomicamente o gato tem uma pele bem elástica, ela abre para poder adquirir posição, faz como se fosse paraquedas e cai em pé”, explicou.

A queda, no entanto, pode ser perigosa aos gatos em alguns casos. Eugênio Teixeira da Costa, proprietário de uma clínica veterinária, chega a atender de três a cinco gatos por mês que foram vítimas de quedas.

“É certo que os felinos têm uma flexibilidade maior que o cachorro. Mas não podemos esquecer que eles podem sofrer lesões. O gato é escalador, vai subir no muro mesmo, mas ele consegue se adaptar. Um erro de algumas pessoas é o de cortar as unhas porque eles arranham os móveis. Isso faz com que o animal perca a proteção e fique mais propício a cair sem as garras. Por isso, é importante comprar arranhadores e colocar telas em janelas, por exemplo”, disse.

Para evitar acidentes com quedas, o recomendado é colocar telas nas janelas e nos quintais, impedindo que o animal tenha acesso à rua – onde, também, ele pode se contaminar com doenças, algumas fatais, ser atropelado, agredido, e procriar, no caso de animais que não são castrados, colaborando para o aumento do abandono de animais com o nascimento de filhotes sem lares.

Em caso de acidentes, os especialistas recomendam que o tutor ou a pessoa que encontrar o gato ferido preste socorro, levando-o imediatamente até uma clínica veterinária.