Cachorro idoso volta a andar após ficar paraplégico devido à agressão

Um cachorro idoso foi brutalmente espancado e abandonado na Turquia. A agressão brutal o deixou paraplégico. Encontrado caído próximo de uma pilha de lixo, ele foi resgatado. Apesar de tanto sofrimento, o animal abanou o rabo ao ver os voluntários.

Foto: ViktorLarkhill/Rumble

Khan, como passou a ser chamado, foi levado para o abrigo do “Vamos Adotar Centro de Resgate”. Os veterinários temiam o pior, mas a força de vontade do cachorro surpreendeu a todos. As informações são do portal I Love My Dog.

Com o passar dos dias, ele passou a dar sinais de recuperação. Logo, Khan iniciou a fisioterapia e, aos poucos, voltou a conseguir ficar em pé e, depois, a caminhar.

Cercado de amor e cuidados no abrigo, ele se recuperou totalmente e foi disponibilizado para adoção. Foi então que uma mulher se comoveu com a história de Khan e decidiu adotá-lo.

Foto: ViktorLarkhill/Rumble

Foto: ViktorLarkhill/Rumble

Dez pinguins são devolvidos à natureza após tratamento em SC

Dez pinguins-de-Magalhães foram soltos na Praia de Moçambique, em Florianópolis (SC), na última terça-feira (1), após receberem tratamento veterinário no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (Cepram). Os animais estavam sob os cuidados da Associação R3 Animal, através do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e são remanescentes da temporada de 2018.

(Foto: Nilson Coelho, R3 Animal/Divulgação)

Os pinguins não haviam sido devolvidos à natureza antes porque estavam em período de muda de penas, segundo a presidente da R3 Animal e Coordenadora do PMP-BS em Florianópolis, a médica veterinária Cristiane Kolesnikovas.

“Durante a muda o pinguim perde a impermeabilização das penas, o que impossibilita a soltura”, explica Cristiane ao portal NSC Total.

O esperado agora é que os pinguins fiquem por um período em alto mar, depois, nadem até a Patagônia. De todos os animais soltos na praia, o que havia sido resgatado há mais tempo foi acolhido pelo programa em setembro do ano passado.

(Foto: Nilson Coelho, R3 Animal/Divulgação)

O projeto realiza ações de Laguna a Paraty, no Rio de Janeiro, e se divide em 15 trechos. Desde que os pinguins-de-magalhães começaram a chegar, em meados do outono e início do inverno de 2018, 64 deles foram resgatados, reabilitados e soltos pela R3 Animal.

Essa espécie visita o litoral de Santa Catarina anualmente. Quando o inverno se aproxima no Hemisfério Sul, eles migram da Patagônia, na Argentina, rumo ao norte, em busca de alimento. Mortes de pinguins que não conseguem retornar às colônias de origem são comuns, por isso corpos são encontrados na costa brasileira. Há casos também de animais que chegam cansados e debilitados no Brasil, precisando de cuidados. A maior parte desses pinguins é jovem e encara a primeira viagem migratória.

Jaguatirica baleada e atropelada se recupera e é devolvida à natureza

Uma jaguatirica que foi vítima de um tiro e de atropelamento se recuperou dos ferimentos e foi devolvida à natureza no interior de São Paulo. O animal foi encontrado ferido na rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225), em março, e foi solta a 200 quilômetros do município de Bauru, em área de mata determinada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente. A soltura contou com o acompanhamento de uma equipe composta por integrantes da da Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), veterinários e biólogos.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Quando foi encontrada, a jaguatirica, espécie ameaçada de extinção, apresentava feridas na cabeça e na coxa direita, além de ter um projétil de arma de fogo alojado na patela direita, com ferimento já cicatrizado. As informações são do portal A Tarde.

A suspeita é que a jaguatirica tenha sido atropelada após sobreviver a um ataque anterior, promovido por caçadores. “É um caso raro de dupla sobrevivência, esperamos que daqui para a frente ela possa viver em paz e se reproduzir”, disse Astélio Ferreira de Moura, diretor do Zoológico Municipal de Bauru, que abrigou e tratou do animal durante o período de recuperação. A soltura na natureza foi realizada na última quarta-feira (10).

A jaguatirica foi levada para o zoo após ser resgatada pela equipe ambiental da Concessionária Auto Raposo Tavares. Desidratada e debilitada, ela recebeu os cuidados necessários e se recuperou. O projétil encontrado no corpo do animal, do tipo balote usado em arma de caça, foi extraído com sucesso.

A bióloga Fernanda Abra, da Via Fauna, empresa parceira da Cart, explicou que a caça, da qual a jaguatirica provavelmente foi alvo, é uma das principais causa do declínio da espécie na natureza. A jaguatirica está classificada como vulnerável no Livro Vermelho do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de 2018, que lista as espécies ameaçadas de extinção. Devolvido ao habitat em fase reprodutiva, o animal pode contribuir com a reprodução da espécie.

“Quando um animal duplamente ferido, como esse, se recupera e tem a chance de retornar à natureza, isso deve ser comemorado. Vida longa a essa jaguatirica”, disse Fernanda.

Cão resgatado com grave problema de pele se recupera e é adotado

Um cachorro foi encontrado na rua com a pele vermelha, em carne viva, e quase totalmente sem pelos. Irreconhecível, ele foi resgatado nos Estados Unidos por voluntários da proteção animal.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

Ao ser avaliado pela técnica veterinária Sara Harper, foi descoberto que, além dos problemas de pele, o animal estava desnutrido. As informações são do Portal do Animal.

“Ficamos horrorizados com sua condição de desnutrição”, disse Sara ao portal The Dodo. “Seu corpo estava sem pelos, a pele ‘crua’ e sangrenta, bem como seus pés, e as unhas dos pés cresceram tanto que enrolaram em suas patas. Além disso, tinha pulgas e sarna”, completou.

Dobby, como passou a ser chamado, foi encaminhado para uma clínica de reabilitação animal. Ele teve as unhas cortadas, tomou banho e começou a receber medicamentos. Por meses, foi submetido a banhos medicinais para ajudar a curar a sua pele.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

Apesar de todo o sofrimento que viveu, ele sempre foi um animal dócil e carinhoso. Nunca mordeu ninguém da equipe, provavelmente por entender que todos queriam o seu bem e trabalhavam para ajudá-lo.

Porém, a maior alegria de Dobby, que ainda estava por vir, não era a recuperação física. Isso porque quando ele ainda estava em recuperação, sem previsão de alta, uma família soube da história dele através das redes sociais e demonstrou interesse em adotá-lo.

Liz Ford havia perdido dois filhotes de cachorro devido a uma doença respiratória e buscava um novo membro para a família. Com o auxílio da ONG Pawsibilities Rescue, especializada na adoção de animais, ela encontrou Dobby.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

“Eu não pude acreditar quando o vi”, disse Liz. “Quando fui buscá-lo, lá estava Dobby sentado no chão esperando minha chegada. Ele pulou no meu colo quando o chamei. Fiquei apaixonada”, acrescentou.

Assim que recebeu alta, Dobby foi viver na casa da nova tutora, onde ganhou a companhia de Wylie, um cão que, no passado, também sofreu com doenças e desnutrição. Recuperados, ambos foram viver com Liz e se tornaram grandes amigos.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

Dois meses após a adoção, Dobby estava completamente curado. Recuperado do passado difícil que viveu, hoje ele brinca e corre pela casa da tutora, junto de Wylie.

“Sem dúvidas, ele está de corpo e alma curado! Olhando para Dobby agora você nunca saberia o que ele teve de passar… É um garoto de sorte e agora conta com o carinho e companheirismo de uma mãe que o ama muito,” finalizou Liz.

Cão abandonado para morrer é salvo e tem recuperação surpreendente

Um cachorro foi abandonado para morrer em Buenos Aires, na Argentina. Em estado crítico, ele estava esquelético e tinha feridas por todo o corpo. À beira da morte, ele foi encontrado por Pia, uma mulher que cruzou o caminho do animal e decidiu que precisava ajudá-lo.

Foto: Reprodução / Instagram / @herculesysubanda

Frágil, o cão provavelmente não sobreviveria a mais uma noite na rua. Enquanto o carregava no colo, Pia chorava inconsolável, indignada com o estado em que o animal chegou devido ao descaso e a crueldade do ser humano.

Após ser resgatado, ele foi imediatamente levado para uma clínica veterinária. O abandono, no entanto, já havia o feito tanto mal que ele não conseguia reagir aos tratamentos veterinários. As informações são do portal I Love My Dog.

Foto: Reprodução / Instagram / @herculesysubanda

Diante da situação, Pia decidiu lutar ao invés de desistir e passou 48 horas ao lado do cão, tentando convencê-lo a comer e beber água. Ela rezava incansavelmente e suas orações foram atendidas. Como um milagre, a vontade de viver do animal se renovou e ele começou a reagir.

A partir de então, o cachorro teve uma recuperação surpreendente. O instinto de sobrevivência dele e a garra para continuar vivo fizeram com que Pia passasse a chamá-lo de Hércules.

Foto: Reprodução / Instagram / @herculesysubanda

Com os tratamentos veterinários, Hércules se transformou. O cão com o pelo bonito e longo e com vários quilos a mais em nada se parece com o animal esquelético e sem pelos que foi encontrado na rua. A tristeza que tomava conta dele também foi embora e deu lugar a uma vida feliz ao lado de Pia, que decidiu adotá-lo.

Cadela estuprada apresenta melhora e procura novo lar no Distrito Federal

A cadela que foi estuprada por um homem em situação de rua no Distrito Federal apresentou melhora no quadro de saúde e, apesar de ainda estar internada e ter um período de tratamento pela frente, já está à procura de um novo lar, para onde irá quando receber alta médica.

O estupro aconteceu na região do Paranoá, na segunda-feira (25), e a cadela foi encontrada após começar a chorar de dor devido ao abuso sexual. A protetora de animais e advogada Ana Paula Vasconcelos conta que no dia do resgate a cadela “não conseguia se mexer e não deixava ninguém tocá-la. Quando tentávamos passar a mão, a bichinha gritava. Mas depois de medicada, ela já está bem melhor e muito dócil. Demos a ela o nome de Veruska. Posso garantir que quem a vê, se apaixona”.

Foto: PCDF/Divulgação

O estuprador foi detido, mas após assinar um termo circunstanciado de comprometimento de comparecimento na audiência judicial, foi liberado. As informações são do jornal Correio Braziliense.

Devido à crueldade que viveu, a cadela ficou traumatizada e amedrontada. No entanto, com cuidado, Ana Paula, que integra a ONG Projeto Adoção São Francisco, conseguiu ganhar a confiança do animal. Após assinar um termo de compromisso, a cadela ficou sob a tutela da protetora, que a encaminhou para o Hospital Veterinário Antônio Clemenceau, com o qual a advogada tem uma parceria estabelecida.

“Ela foi o caminho inteiro dormindo no meu colo. Nosso medo era que algum órgão dela tivesse se rompido, pois a Veruska apresentava sangramento. Fizemos um ultrassom, raio x, hemograma e outros exames laboratoriais. Felizmente, não teve comprometimento”, conta Ana Paula.

Veruska precisou ser internada no hospital e não tem previsão de alta. Ela está sendo medicada com remédios fortes para inibir a dor e com antibióticos para tratar doenças. “Após os cuidados, percebemos uma mudança notória nela. A Veruska já permite toques e carícias, se mostrando um animal extremamente dócil”, garante. Os veterinários acreditam que o animal tenha entre três e quatro meses de vida.

O objetivo de Ana Paula, agora, é encontrar um novo lar para a cadela. “Quem tiver interesse em adotá-la, pode entrar em contato comigo. O melhor que podemos fazer para um animal que é vítima de maus-tratos como a Veruska é dar um lar especial, onde ela se sinta completamente acolhida. É o mínimo que podemos fazer, pois neste caso, acho que não vamos conseguir o resultado esperado na Justiça, porque o autor é morador de rua e não tem endereço fixo para ser encontrado”, destaca.

Uma campanha para arcar com os gastos da castração da cadela, que só poderá ser feita após avaliação e liberação do veterinário, será realizada. “Antes de entregá-la, eu farei uma avaliação na casa da família, dou orientações e vejo tudo para que a Veruska tenha o melhor lar. Porém, mesmo depois de entregá-la, o novo tutor tem sempre que me dar noticias do animal. Se eu ver que o animal não recebe o tratamento adequado, eu o tomo de volta. Não se pode ser negligente”, frisa.

Interessados em adotar a cadela devem entrar em contato com Ana Paula pelo telefone (061) 98215-4751.

Animais podem ajudar no tratamento de problemas psicológicos e cardíacos

Adotar um animal pode ajudar as pessoas a se recuperar de problemas de saúde. Na área médica, a zooterapia é utilizada desde a década de 1960, quando a psiquiatra Nise da Silveira levava um gato e um cachorro para as sessões terapêuticas por perceber que os pacientes ficavam mais calmos na presença dos animais.

Foto: Pixabay

De acordo com especialistas, ao ter contato com animais, o ser humano ativa o sistema límbico, responsável pelas emoções mais instintivas e, por isso, ocorre a liberação de endorfina, gerando uma sensação de tranquilidade, bem-estar e melhora da auto-estima. Pacientes em estado grave ou terminal frequentemente apresentam melhora no quadro de saúde ao receber a visita de um animal da família.

Um estudo realizado em 1980 por Erika Friedmann, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, concluiu que tutores de animais internados com problemas cardíacos mostraram, um ano mais tarde, uma taxa de sobrevivência maior do que o grupo que não tutelava animais. As informações são do portal UOL.

Outra pesquisa, de 1999, feita também nos Estados Unidos, sob a coordenação da cardiologista Karen Allen, da Universidade do Estado de Nova York, descobriu que a convivência de humanos com animais é benéfica para o coração. O estudo dividiu em dois um grupo de 48 pessoas que apresentavam um quadro clínico de estresse. Uma das partes passou a conviver com cachorros e gatos, a outra não. O resultado indicou que os pacientes que conviveram com animais apresentaram taxa normal de pressão e estresse reduzido.

Foto: iStock

Um terceiro estudo, publicado na revista científica The American Journal of Cardiology, revelou que pacientes que tutelam animais se recuperam rapidamente e estão menos sujeitos a problemas cardíacos.

Os animais, no entanto, não ajudam apenas no tratamento de doenças do coração. Isso porque o contato com eles também é recomendado para pessoas que sofrem de distúrbios psicológicos, como esquizofrenia, desordens de personalidades, ansiedade e depressão. O convívio com os animais faz com que pacientes com esses problemas de saúde apresentem melhora na elaboração de estratégias para lidar com pessoas e situações, além de evoluírem na criação de vínculos.

É comprovado também que a incidência de depressão é menor em idosos que tutelam animais. E os casos depressivos entre pessoas infectadas pelo vírus HIV são duas vezes maiores nas que vivem sozinhas do que nas que contam com a companhia de um animal, segundo um estudo desenvolvido pela psicóloga americana Judith Siegel, da Universidade da Califórnia.

Foto: iStock

A solidão também é superada mais facilmente por idosos que são tutores de cachorros, segundo uma tese publicada no Journal of Gerontology: Medical Sciences. Por essa razão, muitos médicos têm incentivado os pacientes mais velhos a adotar um cachorro ou um gato. A presença do animal em casa incentiva a pessoa a manter as atividades regulares, já que ela terá que se levantar para alimentá-lo e levá-lo para passear e ao veterinário. Pesquisadores calculam que um animal representa ao tutor um ganho de 22 minutos de caminhada a mais por dia, o correspondente a 2760 passos.

Uma outra pesquisa, feita pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake, doutor em bioquímica por Harvard e autor do livro “Os cães sabem quando seus donos estão chegando”, da editora objetiva, concluiu que, no que se refere ao afeto e consolo proporcionados por um animal, a maioria das pessoas que vivem com cachorros têm um aumento na auto-estima e uma melhor superação à perda de um ente querido, já que os cães interagem com os tutores dando a eles carinho e atenção, o que auxilia no processo de recuperação.

Foto: iStock

Conheça cinco histórias impressionantes de cães resgatados

Seja nas ruas ou em canis, de raça ou não, estes animais são maltratados, negligenciados e conhecem na pele o que é a maldade humana.

Conheça a história de cinco cãezinhos que foram resgatados e tiveram uma linda recuperação.

  1. Moxie

Foto: One Green Planet

Moxie é um cachorro que foi explorado por 12 anos sendo reprodução antes de ser resgatado pelo National Mill Dog Rescue . Quando Moxie foi resgatado, suas patas estavam permanentemente debilitadas por ter pisando durante tanto tempo em grades de arame, além de ter perdido todos os dentes. No entanto, depois de ser resgatado e receber o amor e o cuidado que merecia, ele se recuperou e agora é embaixador do National Mill Dog Rescue.

  1. Samantha

Foto: One Green Planet

Esta cadelinha foi encontrada acorrentada a um posto no Bronx, abandonada e sozinha. O resgate imagina que Samantha havia sido usada como reprodutora e muito negligenciada por seus antigos tutores. Depois de ser levada pelo Top Dog de Nova York, Samantha foi adotada e agora está feliz como nunca.

  1. Patrick

Foto: One Green Planet

Patrick foi resgatado de um saco de lixo quando ele era apenas um filhote. Extremamente magro e traumatizado, seu caminho para a recuperação foi longo e difícil. Mas a história de Patrick tem um final incrivelmente feliz. Depois de se recuperar completamente, Patrick foi adotado e mora em um lar amoroso.

  1. Luke

Foto: One Green Planet

Ele foi abandonado por sua família. Quando eles decidiram que não queriam mais cuidar dele, sua família o levou para longe de casa e o deixou. Felizmente, Luke foi encontrado pelo He’Art of Rescue. Ele estava em péssimas condições quando chegou ao santuário, mas depois de um longo período de reabilitação, Luke se recuperou completamente. Basta olhar para o cão feliz e forte que ele se tornou.

  1. Fraggle

Foto: One Green Planet

Quando a Mazie’s Mission Rescue Clinic recebeu uma ligação sobre uma cadelinha que foi levada a um abrigo de animais com um caso seríssimo de sarna , equipes de resgate entraram em ação para salvar esta pobre filhote. Mange, uma infecção da pele, causou a queda de todos os peles dela, exceto os de suas orelhas, o que levou seus cuidadores a nomeá-la de Fraggle. Com paciência e a medicação adequada, todos os pelos de Fraggle cresceram e agora ela está levando uma vida fabulosa com sua nova família.

Onças e mais oito espécies ameaçadas devem se recuperar em 2019

Pesquisadores da ONG Wildlife Conservation Society (WCS) divulgaram nesta semana uma lista de espécies de animais icônicos em risco de extinção que devem ter bons sinais de recuperação neste ano. As nove ainda não estão livres do perigo de sumir — e nem devem ficar tão cedo —, mas ao menos a esperança de que sobrevivam está maior graças aos esforços de preservação ao redor do mundo. São elas:

Onças-pintadas

Onça-pintada (Julie Larsen Maher/Divulgação)

O desmatamento fez a população de onças-pintadas na América do Sul diminuir drasticamente e praticamente eliminou a espécie da América Central. Mas, segundo a WCS, os esforços de preservação recentes mantiveram as populações existentes estáveis ou as fizeram crescer uma média de 7,8% nas áreas de proteção.

Tigres da Tailândia Ocidental

Tigre na Tailândia (WCS/Divulgação)

Os tigres tailandeses ainda não estão nas melhores condições. Mas um aumento no patrulhamento do santuário de vida selvagem de Huai Kha Khaeng ajudou a fazer a população a saltar de 41 entre 2010 e 2011 para 66 hoje. Parece pouco, mas é um aumento de mais de 60%, nas contas da WCS.

Baleias-jubarte

Cauda de baleia-jubarte (Julie Larsen Maher/Divulgação)

Segundo análises da WCS, as populações de baleia-jubarte no Gabão e em Madasgacar se recuperaram e hoje já equivalem a 70 e 90%, respectivamente, do total existente antes da época de caça. Globalmente, a melhora não é tão grande, mas não deixa de ser representativa.

Bisões americanos

Bisão americano (Julie Larsen Maher/Divulgação)

Quase extintos no começo dos anos 1900, os bisões americanos já foram dezenas de milhões ocupando o território dos EUA. A caça indiscriminada foi controlada a tempo e iniciativas da WCS definiram áreas de proteção para que os animais circulem livremente. Em 2019, só a ONG pretende soltar mais 89 deles na natureza.

Tartarugas-estrela-birmanesas

Tartaruga-estrela-birmanesa (WCS/Divulgação)

Encontradas apenas em uma região de Mianmar, as tartarugas-estrela-birmanesas quase sumiram na década de 90. Mas um programa de reprodução ajudou a população a se recuperar a ponto de chegar a cerca de 14 mil espécimes, entre os animais em cativeiro e soltos.

Marabus-grandes

Marabus-grandes (Eleanor Briggs/Divulgação)

Por muito pouco, essa espécie de pássaro não sumiu do Camboja. A população da ave quase desapareceu graças à falta de regulação acerca da coleta de ovos em seus ninhos. Mas um trabalho em conjunto entre a WCS e a população local ajudou a fazer o número a subir de 30 para 200 pares em um década — e o total deve continuar a aumentar.

Sapos-de-kihansi

Sapos-de-kihansi (Julie Larsen Maher/Divulgação)

Quase extintos após a construção de uma barragem que modificou todo o seu hábitat, esses pequenos sapos foram salvos por um projeto do Zoológico do Bronx. Diversos filhotes foram criados em ambiente fechado, enquanto o governo da Tanzânia recriava o ambiente em que eles originalmente viviam. De 2009 para cá, desde o início do projeto, mais de 8 mil desses sapos foram enviados pelo zoológico para o país de origem.

Maleos em Celebes, na Indonésia

Maleos (WCS/Divulgação)

Aqui, o resultado é ainda mais significativo. Mais de 15 mil filhotes dos pássaros Maleos foram soltos no parque nacional Boani Nani Wartaboni na ilha indonésia, e são todos protegidos por patrulhas que cobrem toda a extensão da propriedade. Há planos de até usar drones para melhorar a cobertura da área e o acompanhamento de espécimes marcadas.

Araras da Guatemala

Araras da Guatemala (Camila Ferrara/Divulgação)

Há, hoje, apenas 250 araras na reserva florestal Maya Biosphere (MBR), na Guatemala. Mas os esforços de recuperação aumentaram a média de filhotes por ninho para a maior marca nos últimos 17 anos: o número de passarinhos novos ocupando as “casas” chega a 1,14.

Fonte: Exame