Ativistas veganos libertam nove mil faisões no Reino Unido

Por David Arioch

“Um caminho foi feito para que as aves se dirigissem para a floresta e para longe das estradas” (Foto: Reuters)

Este mês, ativistas veganos do grupo Animal Liberation Front (ALF) libertaram nove mil faisões de uma fazenda em Suffolk, na Inglaterra. A incursão aconteceu em Mildenhall como parte de uma ação que, além de garantir a liberdade das aves, também visa chamar atenção para a realidade dos animais criados para serem usados em atividades de caça.

Um porta-voz da ALF disse que eles pretendem continuar libertando faisões porque isso acaba pressionando os caçadores e quem lucra de alguma forma com essa atividade a sair do mercado.

“Um caminho foi feito para que as aves se dirigissem para a floresta e para longe das estradas. Usamos grãos para atraí-las por essa direção”, revelou um porta-voz da ALF, segundo o jornal britânico The Times.

No Reino Unido, a caça às aves estimula a criação anual de mais de 35 milhões de faisões e perdizes. Muitos desses animais são soltos na natureza para serem mortos por “esporte”.

“Embora haja alegações de que as aves são comidas, um grande número delas é descartada ou incinerada, porque há pouca demanda por carne de caça”, informa Chris Lufingham, diretor de campanhas da League Against Cruel Sports.

Outro ponto crítico em relação à caça de aves é que as fêmeas usadas como reprodutoras são criadas em gaiolas. “Nossa investigação secreta revelou o sofrimento contínuo daquelas aves reprodutoras, que definham aos milhares em condições terríveis”, declara Isobel Hutchinson, diretora da Animal Aid. Pesquisa da entidade também revelou que 80% dos britânicos se opõem ao confinamento desses animais.

“A frustração que elas experimentam em cativeiro as levam a se atacarem e a voarem continuamente em direção ao teto da gaiola em uma tentativa improdutiva de fugir”, enfatiza Isobel.

Depois de consultar a população, em atitude inédita na Grã-Bretanha, o governo do País de Gales anunciou que vai proibir a caça esportiva de aves até maio deste ano. Sobre o assunto, a ministra do meio ambiente, Hannah Blythyn, complementou que os alugueis de espaços públicos para a caça de aves não devem ser renovados, considerando a opinião pública e a preocupação com o bem-estar animal.

Coelhos tem as pálpebras costuradas e são infectados com cólera em experimento de universidade

Milhares de coelhos estão sofrendo agressões sem fim em experiências dolorosas nas universidades britânicas todos os dias, denuncia um grupo que luta pelos dos direitos animais.

A ONG Animal Justice Project (AJP) diz que estes experimentos incluem coelhos que são deliberadamente infectados com cólera, tem as pálpebras costuradas e recebem injeções dolorosas diretamente em suas colunas vertebrais.

A AJP afirma que as universidades estão – ano após ano – se tornando cada vez mais reservadas sobre as experiências que realizam com animais, e diz que seus esforços para descobrir quantos coelhos estão sendo submetidos a testes nas universidades britânicas foram frustrados. As instituições estão realizando os experimentos de forma secreta.

Coelhos em experimentos

A ONG entrou em contato com 112 universidades e faculdades neste ano, realizando o pedido dos dados sob a Lei de Liberdade de Informação.

Em 14 de abril, sete universidades não responderam e 33 recusaram-se a fornecer números. Destas últimas, 31 se recusaram a fornecer os números alegando sigilo devido à publicação futura em seus sites, outra citou a pressão do tempo, e outra não deu nenhuma explicação.

Atualmente 70 universidades são conhecidas por usar e manter em cativeiro animais para experimentos, 19 delas responderam falando o número e o tipo de animais usados, e 43 universidades responderam dizendo que não usam animais.

Campanha “Missing”

Como resultado desse sigilo, a organização lançou uma nova campanha – chamada ‘”Missing” (Desaparecidos, na tradução livre) – para esclarecer a verdade sobre as pesquisas com coelhos nas universidades britânicas e pedir o seu fim.

A campanha, que é apoiada pela estrela pop Moby e pela celebridade televisiva, Peter Egan, realizará eventos e protestos em algumas universidades nesta Páscoa

Inaceitável para muitos

“Hoje em dia, com o número crescente de veganos vivendo estilos de vida compassivos, experimentos com animais, como os que descobrimos nas universidades são intragáveis para muitos”, disse Claire Palmer, fundadora do Animal Justice Project, em um comunicado enviado ao Plant Based News. .

“Particularmente quando eles envolvem coelhos, um animal muito querido, que vive como membro da família na casas de diversas pessoas. É perturbador que milhares de coelhos estejam sendo usados em laboratórios do Reino Unido e as universidades simplesmente se recusam a nos dizer o que está acontecendo com eles”, diz a fundadora da ONG.

“A campanha ‘Missing’ do Projeto Justiça Animal joga uma luz sobre o mundo secreto dos experimentos com coelhos nesta Páscoa e pretendemos acabar com eles definitivamente”.

Necessidade de transparência

“Parabéns ao Animal Justice Project, por lançar luz sobre o sofrimento dos coelhos usados em experimentos cruéis nas universidades britânicas”, disse Moby, músico vegano.

“A transparência é urgentemente necessária. Precisamos saber a verdade sobre o que é feito aos animais quando as portas do laboratório estão trancadas. É hora de acabar com a crueldade contra os animais”, disse o músico.

Fim dos experimentos com animais

“Meu primeiro relacionamento com outra espécie surgiu como resultado de ser apresentado ao coelho branco em Alice no País das Maravilhas, Brer Rabbit ou Pernalonga”, acrescentou o ativista vegano e ator de Downton Abbey, Peter Egan.

“Coelhos, assim como cães e gatos são parte integrante da minha introdução ao mundo dos animais e meu primeiro compromisso com a compaixão. Sejam brinquedos de coelho ou membros vivos da família. Eles capturam nossos corações e se tivermos sorte, definirão nossa compaixão mais tarde na vida”, diz o ator.

“Não temos com eles uma enorme dívida de gratidão? Eles não merecem mais do que serem usados como espécimes em laboratórios para serem torturados e testados? Peço a estas universidades que tenham compaixão. Lembrem-se do seu primeiro amor. Não usem os coelhos em experimentos de laboratório”.

Pesquisa

Wendy Jarrett, diretora executiva da Understanding Animal Research, negou que as universidades estivessem escondedos dados ou fazendo segredo das experiências com animais, em um comunicado obtido pelo jornal Metro UK.

“Se as alternativas à pesquisa com animais estão disponíveis e foram validadas pelos reguladores, então é ilegal usar um animal e a pesquisa não receberá uma licença do Ministério do Interior”, disse Jarrett.

“Assim, os coelhos são usados apenas para testes de segurança, por exemplo, para verificar se uma vacina não causará febre em bebês e crianças, quando não houver alternativa disponível que animais”.

“É claro que os testes cosméticos com animais foram proibidos no Reino Unido a mais de 20 anos e os testes de produtos domésticos também estão sujeitos a uma política de proibição neste país”.

É assustador notar como a hipocrisia humana delega aos animais o papel de produto para ser usado e descartado conforme sua conveniência e necessidade.

Coelhos são comprovadamente animais sencientes, inteligentes, capazes de sofrer e amar. E ainda assim é possível que humanos, acobertados pela bandeira da “ciência” e do “bem-estar da humanidade” disponham deles para testar respostas à doenças, medicamentos, vacinas e até produtos que alimentam sua vaidade.

Nada, absolutamente nenhuma premissa, justifica o sofrimento de um animal não-humano. Uma vida, uma companheiro de planeta, um irmão com predisposições diversas, mas jamais um ser inferior como a sociedade insiste em proclamar.

Pequenas quantidades de carne vermelha e processada podem aumentar risco de câncer

Um estudo recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, financiado pela Cancer Research UK, organização britânica dedicada a combater o câncer, concluiu que mesmo o consumo de pequenas quantidades de carne vermelha e processada – como uma fatia diária de bacon – pode aumentar o risco de câncer de intestino.

O alerta sobre os riscos da ingestão de carne vermelha e processada já havia sido feito anteriormente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As informações são da BBC.

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Informações de quase meio milhão de pessoas cadastradas no UK Biobank, banco de dados de saúde do Reino Unido, foram analisadas pelos pesquisadores em um período de seis anos. Dessas pessoas, 2.609 desenvolverem câncer de intestino.

Segundo os pesquisadores, comer três fatias de bacon por dia, ao invés de uma, pode aumentar o risco de câncer de intestino em 20%. O estudo concluiu que para cada 10 mil pessoas que consumiram 21 gramas de carne vermelha e processada diariamente, 40 tiveram câncer de intestino. Das que ingeriram 76 gramas, 48 desenvolveram a doença.

Uma fatia de presunto ou bacon tem aproximadamente 23 gramas de carne processada, segundo o sistema de saúde público do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês).

Segundo a Cancer Research UK, 5,4 mil dos 41.804 casos de câncer de intestino registrados anualmente no Reino Unido poderiam ser evitados se carne processada não fosse consumida de nenhuma maneira. No entanto, de acordo com a Public Health England, agência vinculada ao serviço de saúde britânico, muitas pessoas comem carne vermelha e processada em excesso. Para os especialistas, esse grupo deve reduzir o consumo.

Além das substâncias químicas adicionadas à carne processada, o preparado de alimentos em alta temperatura também pode gerar substâncias cancerígenas. Além disso, em relação à carne vermelha, há indícios de que a quebra das proteínas responsáveis pela coloração vermelha da carne pode danificar o intestino.

De acordo com o professor Gunter Kuhnle, da Universidade de Reading, no Reino Unido, “os resultados confirmam descobertas anteriores de que o consumo de ambos, carne vermelha e processada, aumenta o risco de câncer colorretal”.

“O aumento de aproximadamente 20% no risco pelo acréscimo de 50g no consumo de carne vermelha e processada está de acordo com o que foi relatado anteriormente e confirma essas descobertas”, afirmou. “O estudo também mostra que a fibra alimentar reduz o risco de câncer colorretal. Um aumento no consumo de fibras, como mostrado neste estudo, seria consideravelmente mais benéfico”, completou.

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Fotos flagram homem se arriscando em penhasco para salvar ovelha em perigo

Um homem arriscou a própria vida em uma atitude heroica para salvar uma ovelha que ficou presa no topo de um penhasco e acabou caindo em uma rocha próxima ao mar. A ato foi extremamente elogiado nas redes sociais.

Fotos mostram o homem se equilibrando agarrado ao longo do precipício, que fica entre Porthgain e Aberieddy em Pembrokeshire, País de Gales (Reino Unido) e, em seguida, descendo em direção ao animal isolado.

Enquanto ele se agarrava à beira do penhasco, o homem pega a ovelha pela pele da nuca com apenas um braço e depois a puxa para a segurança do chão firme de uma só vez.

O homem foi saudado como um herói pelos amantes dos animais.

Andrea Williams, que postou as fotos na página do Facebook de Pembrokeshire – chamada “I LOVE IT”, escreveu na publicação: “Durante nossa caminhada de Porthgain até Aberiddy, presenciamos cenas de um incrível ato de bondade humana hoje.

Foto: Andrea Williams

Foto: Andrea Williams

“Definitivamente, houve alguns momentos arrepiantes!”, confessou ela.

“A ovelha, eu acho, estava agradecida, ela pareceu cooperar com seu salvador, mas uma vez liberada, ela correu alegre, mostrando que o susto não passou de uma experiência ruim. Parabenizo a esse homem nobre!”.

Em resposta ao post, Carol Atherton comentou: “Uau que herói!”.

E Pauline Lynch disse em outro comentário: “Oh meu Deus, que homem corajoso!”

Mas a guarda costeira local e a ONG RSPCA condenaram as ações do homem.

Os guardas costeiros de Broad Haven alertaram contra ações semelhantes, dizendo: “Não tiramos o mérito do que este sujeito escolheu fazer, no entanto, a história poderia ter terminado de forma diferente.

“Colocar-se em perigo nunca é uma boa ideia”, afirmaram eles.

Foto: Andrea Williams

Foto: Andrea Williams

“A RSPCA foi acionada e já estava a caminho para realizar o resgate com segurança. Se você está na costa e vê alguém em dificuldade, o ideal é chamar as autoridades responsáveis que podem disponibilizar uma equipe de pessoal altamente treinado para realizar um resgate arriscado como esse além de garantir a segurança de todos os envolvidos”.

A inspetora da RSPCA, Ellie West, que já estava providenciando o resgate, disse que as façanhas do homem de meia-idade não representam escolhas seguras.

“Não digo isso para envergonhar o cavalheiro que realizou essa tarefa incrível, mas para alertar para os outros os perigos envolvidos”, ressalta ela.

West disse que o resgate poderia ter saído pela culatra porque havia o risco da ovelha entrar em pânico quando o homem se aproximasse e ter se jogado penhasco abaixo, morrendo.

“É muito comum as ovelhas pularem no mar quando nos aproximamos delas em situações como essa”, conclui West.

Mesmo com o risco envolvido, essa ovelhinha se comportou muito bem, aguardando seu salvador pelo tempo necessário e aceitando o salvamento com serenidade.

Todos os méritos a esse cavalheiro, que de forma tão corajosa, não titubeou em proteger e salvar uma vida.

Ativistas nus protestam contra a mudança climática  

Membros do ‘Extinction Rebellion‘ interromperam um debate do Brexit, na última segunda-feira(01). Os ativistas estavam nus e exibiam mensagens pintadas em seus corpos.

Entre os 20 manifestantes na galeria pública, estava Mark Ovland, um professor budista de 36 anos de Devon, que anteriormente era um dos chamados “Totnes Two”, depois de se colar à porta de uma conferência da indústria do petróleo no início deste ano, a ativista Rosa Van Kesteren, uma estudante de doutorado de Bristol, Van Kesteren, que estudou práticas alimentares na Universidade de Coventry, foi anteriormente uma das três mulheres multadas por se despir no lançamento de uma aeronave que rodava com biocombustíveis em 2013 e Oliver Baines, de 68 anos, que foi CEO de uma instituição de caridade chamada Cornwall Rural Community Charity.

Além deles, Iggy Fox, 24 anos, bióloga de vida selvagem de Londres,  Eveline Utterdahl, blogueira de Gotemburgo, na Suécia, e Isla Macleod, de Bruton, Somerset, também participaram da manisfestação.

A ‘Extinction Rebellion’, que se descreve como um grupo de ação direta não-violenta e desobediência civil, disse que o protesto foi uma tentativa de chamar a atenção dos políticos para a “crise climática e ecológica”. As informações são do Daily Mail.

Os parlamentares foram vistos dando uma olhada no protesto e o porta-voz John Bercow afirmou que o debate sobre a segunda etapa das alternativas do Brexit prosseguiria apesar do protesto.

A Scotland Yard disse que oficiais foram enviados em uma tentativa de “negociar” com os ativistas, antes de acrescentar: “12 prisões foram feitas por indignar a decência pública.”

Reino Unido ganha distrito industrial dedicado a produtos à base de vegetais

O espaço que vai abrigar o Plant-Based Valley, como já foi batizado, fica em Seaton Delaval, em Northumberland, na Inglaterra (Foto: VBites/Divulgação)

O Reino Unido está ganhando um distrito industrial dedicado à fabricação de produtos à base de vegetais. A iniciativa é liderada pela empreendedora britânica Heather Mills, proprietária da VBites.

A área que vai abrigar o Plant-Based Valley, como já foi batizada, fica em Seaton Delaval, em Northumberland, na Inglaterra. Para transformar esse projeto em realidade, Heather já comprou um complexo industrial que funcionava como uma antiga fábrica da Procter & Gamble.

Segundo a empreendedora, a instalação vai ser utilizada para a fabricação de produtos veganos, o que inclui alimentos e cosméticos. Também será usada para abrigar startups que investem em produtos veganos, como a LoveSeitan e One Planet Pizza, além de outras. A previsão é de que o Plant-Based Valley já comece gerando centenas de empregos assim que for inaugurado.

“Esta é agora a minha terceira compra no Nordeste [da Inglaterra] para ajudar a gerar mais empregos e a expandir a indústria de alternativas aos laticínios, peixes e produtos alergênicos, assim como microalgas e maquiagem vegana”, declarou Heather Mills em comunicado à imprensa, acrescentando que o imóvel da Procter & Gamble ficou abandonado por dois anos.

Recentemente a VBites anunciou também que vai abrir mais uma fábrica de “carne vegana” na Inglaterra. O empreendimento deve gerar pelo menos 300 empregos. A iniciativa faz parte de um projeto de expansão da marca de produtos veganos fundada por Heather Mills em 1993 e que já exporta alimentos para 18 países.

Segundo a VBites, seus mais de 100 produtos são baseados em ingredientes naturais, sem corantes artificiais, transgênicos, gorduras hidrogenadas e colesterol. A empresa já foi apontada como uma das fornecedoras de alimentos mais éticas do Reino Unido.

48% dos britânicos já preferem café com leite de origem vegetal

É uma boa oportunidade para as cafeterias e outros estabelecimentos comerciais que oferecem bebidas quentes investirem em mais opções não lácteas (Foto: SBS)

De acordo com uma pesquisa realizada pela marca alimentícia belga Alpro, 48% dos britânicos já preferem café com leite de origem vegetal em vez de café com leite de origem animal, e principalmente quando consomem café fora de casa.

Segundo a chefe de marketing da Alpro do Reino Unido, Abbie Hickman, é uma boa oportunidade para as cafeterias e outros estabelecimentos comerciais que oferecem bebidas quentes investirem em mais opções não lácteas.

Segundo a Alpro, cerca de três milhões de britânicos consomem 21 milhões de bebidas baseadas em café por semana, conforme informações da Drinks Insight Network.

“Para aproveitar ao máximo essa oportunidade, os baristas e donos de cafeteiras devem adicionar mais opções baseadas em vegetais ao seu cardápio”, destaca Abbie, que também encara esse fato como uma tendência mundial.

No Brasil, das redes de cafeterias, a Starbucks está entre as mais antenadas à demanda por opções não lácteas, oferecendo opções com leite de amêndoas, castanha-de-caju e coco.

Britânicos estão dispostos a mudar estilo de vida para combater mudanças climáticas

Foto: Stock

Não é a toa que o Reino Unido é ‘líder mundial’ no veganismo, de acordo com especialistas. Os britânicos estão muito a frente na difusão movimento pelo mundo. Seja pela população, pelas opções no mercado ou pela tecnologia, ele tem sido um verdadeiro defensor da causa animal e do futuro do planeta.

Legislações já propuseram o fim de gaiolas em granjas e a proibição de pele animal, existe site de empregos para candidatos e recrutadores veganos e supermercados prometeram eliminar totalmente o plástico até 2023. Tantas medidas e avanços inspiram outros países e milhões de pessoas em todo o mundo.

Agora, uma pesquisa recente revelou que mais da metade dos britânicos estão dispostos a mudar seus estilos de vida para combater as mudanças climáticas.

De acordo com o estudo feito com de 3 mil pessoas, conduzido pela Modular Classrooms, 57% da população britânica está disposta a comer menos carne e reduzir a frequência com que dirige seus carros para ajudar a salvar o meio ambiente.

Foto: Stock

Como mostrado em um mapa interativo, certas áreas do país estão mais preocupadas com questões ambientais. No País de Gales, 66% estão dispostos a fazer mudanças significativas no estilo de vida; na Escócia, são 65%; e no sudeste, são 60%. Em Londres, 55% das pessoas estão preparadas para fazer mudanças, o que é 2% abaixo da média nacional. No sudoeste, são 51%.

De acordo com o Yorkshire Post, uma das partes mais “promissoras” do estudo é que 78% dos pais acreditam que seus filhos devem ser educados sobre questões ambientais e de sustentabilidade.

No Sudeste, as pessoas acreditam que essa educação deve começar por volta dos 11 anos, no Sudoeste, com 5 anos, mas para o resto do país, os pais acreditam que as crianças devem começar a aprender a cuidar do planeta a partir de 3 anos. As informações são do LiveKindly.

O estudo constatou que 54% dos pais acreditam que um edifício sustentável é o fator mais importante a considerar ao escolher uma escola ambientalmente consciente, 22% acham que a eficiência energética é a mais importante, 20% acham que as latas de reciclagem são o fator mais importante, e 4% acreditam que as opções de comida vegetariana e vegana são cruciais.

“É encorajador ver que muitas pessoas estão dispostas a fazer mudanças em suas vidas para resguardar não apenas seu futuro, mas o futuro de seus filhos”, disse Mark Brown, da Modular Classrooms, em um comunicado.

“Todos podemos fazer o nosso trabalho e o que as crianças aprendem na sala de aula terá um grande impacto”.

Melhor trabalho do mundo: 260 mil reais para viajar pelo mundo provando comida vegana

Já imaginou viajar pelo mundo com tudo pago, comer comida vegana da melhor qualidade e ainda receber muito dinheiro por isso?

Esta é a proposta da Vibrant Vegan Co., empresa sediada no Reino Unido está recrutando pessoas para um emprego que oferece salário de 50 mil libras (cerca de 260 mil reais) para viajar pelo mundo degustando comida vegana.

A Vibrant Vegan Co., um serviço de assinatura de alimentos, está procurando por um “Diretor de Paladar”, que viajará para lugares como Ásia, América do Sul e Leste Europeu por até quatro meses, procurando por novos e excitantes ingredientes veganos e dar feedback sobre suas descobertas.

De acordo com a empresa, o candidato precisa ter pelo menos três anos de experiência no ramo de alimentos ou como chef de cozinha e, apesar de a empresa ser vegana, o candidato não precisará ser vegano, mas deve se concentrar apenas em ingredientes vegetais quando estiver trabalhando.

“Estamos sempre em busca de novos talentos, porque acredito firmemente que são as pessoas que fazem uma empresa de sucesso”, disse Iain Burke-Hamilton, fundador da Vibrant Vegan Co. As informações são do Plant Based News.

“No entanto, eu não acho que nós já tenhamos recrutado alguém para um trabalho tão empolgante antes. Este é um trabalho muito original e recompensador, mas apesar de seus extensos benefícios, reconhecemos que ele também é muito exigente.

“Existem centenas de ingredientes e receitas em todo o mundo que não foram apresentadas ao consumidor do Reino Unido, por isso esperamos que o nosso novo colaborador possa inspirar algumas receitas novas e saborosas para a nossa oferta de refeições veganas prontas.

 

Pesquisa revela que 93% dos flexitarianos não pretendem se tornar veganos

Foto: Adobe

O resultado do estudo feito pelo grupo internacional de pesquisa e análise de dados YouGov sugere que a maioria das pessoas que seguem uma dieta flexível não está planejando se tornar vegana ou vegetariana dentro de um ano.

Os flexitarianos consomem carne ocasionalmente, mas se alimentam com uma dieta baseada principalmente em vegetais – 14% dos britânicos se identificam como tal.

No total de entrevistados, 93% disseram que “não é provável” descartar todos os produtos de origem animal dentro de um ano.

“Isso indica que ser flexível é uma escolha consciente e deliberada de longo prazo e não apenas uma porta de entrada para uma dieta totalmente livre de carne”, diz o artigo.

“Este grupo quer comer menos carne, mas não vai desistir de um hambúrguer ocasional. Nossos dados revelam que o flexitarianismo é uma opção alimentar legítima por si só, em vez de ser uma parada no caminho para abandonar totalmente os produtos animais. ”

Os dados também mostram que 69% dos flexitarianos estão ativamente tentando reduzir seu consumo de carne e que 26% dos consumidores de carne que não se identificam como flexitarianos gostariam de reduzir a quantidade de carne que comem.

Flexitarianos e os ovos

O Conselho Britânico da Indústria de Ovos diz que o aumento na venda de ovos no Reino Unido pode estar ligado ao número também crescente de flexitarianos.

De acordo com o BEIC (Serviço de Informação do Ovo Britânico), as vendas de ovos ultrapassaram 13 bilhões pela primeira vez desde os anos 80, um aumento de 4% ou 240 milhões de ovos.

Esses dados alarmantes demonstram o quanto a cruel indústria dos ovos é desconhecida ou ignorada pela população. Em galpões escuros com gaiolas superlotadas e sujas, milhares de galinhas sofrem por toda a sua curta vida “útil” – após isso são mortas para consumo. A idade média de uma galinha em liberdade é de 5 a 8 anos, mas em cativeiro não passa de 20 meses.

Enquanto produtores comemoram os números crescentes, a caridade vegana caridade Viva! diz que, embora as pessoas possam reduzir sua carne por razões éticas, substituí-la por ovos não reduz necessariamente o sofrimento dos animais.

“Embora seja fantástico ver um aumento no número de pessoas escolhendo alimentos vegetarianos e fazendo a transição para o veganismo, estamos desanimados com o crescimento das vendas de ovos”, Lex Rigby, Viva!, gerente de campanhas. As informações são do Plant Based News .

“A indústria de ovos é incrivelmente cruel. A quantidade de sofrimento que as galinhas poedeiras suportam e as práticas bárbaras que ainda ocorrem no Reino Unido estão em pé de igualdade com as indústrias de carne e laticínios. As galinhas estão sujeitas a dores crônicas, galpões cheios, canibalismo por tédio e frustração, e depois uma morte brutal e violenta”.

“Além disso, cerca de 40 milhões de pintos machos ‘inúteis’ são mortos a cada ano – então, não importa se seus ovos são ‘free-range’ ou orgânicos, eles contribuem para o sofrimento em massa.”