Pesquisadores britânicos desenvolvem bacon em laboratório

Foto: Pixabay

O mercado de carnes vegetais e ‘carnes limpas’ está em ascensão e traz novidades animadoras para quem busca por produtos livres de crueldade animal. A carne produzida em laboratório que pode acabar com o abate de animais e ‘salvar’ o planeta é uma das maiores promessas do futuro alimentar.

Agora, pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, já estão cultivando células de carne em folhas de grama.

O processo baseia-se no que as empresas de carne limpa (também conhecida como “culta” ou “carne de laboratório”) já estabeleceram, mas usa grama como suporte estrutural (conhecido na indústria como “andaime”) para permitir que as células proliferem em comestíveis.

“A ideia era essencialmente, em vez de alimentar uma vaca com grama e depois comer a carne – por que não, entre aspas, ‘alimentamos nossas células de grama'”, disse o estudante de pós-graduação em engenharia química Scott Allan à BBC.

“Usamos como um andaime para eles crescerem – e então temos um andaime comestível que pode ser incorporado ao produto final.”

A equipe desenvolveu com sucesso células de suínos usando seus andaimes de grama, o que abre as portas para o crescimento do bacon – uma configuração de laboratório. As informações são do VegNews.

“O porco ainda está vivo e feliz e você tem muito bacon no final”, disse o estudante de pós-graduação Nick Shorten.

Bem-estar animal

O empresário Richard Branson, fundador do grupo Virgin, entrou no mercado crescente de carne cultivada.

“Acredito que daqui a 30 anos não precisaremos mais matar nenhum animal e que toda a carne será limpa ou vegetal, terá o mesmo sabor e será muito mais saudável para todos”, disse Branson em um post no Site da Virgin em 2017 após investir na Memphis Meats.

“O sistema alimentar de carne limpa é seguro, bom para o planeta, para os animais e satisfaz os consumidores. A Memphis Meats espera uma conversão muito melhor de calorias; o uso muito menor água e terra; produção de menos gases de efeito estufa e a redução dos custos em relação à produção convencional de carne. É um enorme passo para o bem-estar animal.”

Orelhas de elefante e ossos de leão estão entre os troféus de caça importados para o Reino Unido

Foto: Ton Koene/Alamy

Foto: Ton Koene/Alamy

Ossos de leões, crânios de leopardo e couro de elefante em uma cadeira otomana, estavam entre as partes do corpo de animais ameaçados de extinção importados para o Reino Unido por caçadores de troféus por meio de uma brecha na lei internacional de 2018, de acordo com informações do The Guardian.

O governo está enfrentando novos pedidos de proibição da importação de troféus de caça de espécies ameaçadas de extinção, após 74 partes raras de corpos de animais terem sido legalmente trazidas para o país por caçadores no ano passado, incluindo dentes de hipopótamo, orelhas de elefante e peles de crocodilo.

Ativistas afirmaram que as partes de leões importadas da África do Sul provavelmente vieram de fazendas de leões, lugares onde os animais são criados especificamente para caçadores de troféus e para atender à crescente demanda de ingredientes para remédios tradicionais nos mercados asiáticos.

Dois animais inteiros taxidermizados, quatro crânios e dois tapetes de pele estavam entre as 12 partes de leões africanos importados para o Reino Unido usando a lei de exceção de caça ao troféu firmada na Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora (CITES) em 2018, segundo dados obtidos da Agência de Sanidade Animal e Vegetal, sob um pedido de liberdade de informação.

Um crescente descontentamento público com a caça de troféus no Reino Unido vem sendo observado depois que o vídeo de um caçador americano atirando em um leão macho adormecido no Zimbábue em 2011 surgiu nas redes sociais. O leão, mostrado se contorcendo de dor após o primeiro tiro, precisou ser baleado mais duas vezes.

O governo prometeu banir as importações de troféus de leões por volta de 2017, a menos que a indústria de caça tenha derrubado a lei, mas até então ela não sofreu alterações.

Christine MacSween, diretora executiva da LionAid, disse sobre os novos números divulgados: “O fato desses produtos (partes) de leões todos virem da África do Sul indica fortemente que os caçadores de troféus estão apoiando a indústria de criação desses animais em cativeiro, que foi amplamente condenada em todo o mundo como crueldade animal, além de ser uma prática antiética e moralmente repreensível”.

“Na verdade, foi o ex-jornalista Roger Cook quem expôs essa indústria de criação de leões, criada para satisfazer os caçadores de troféus em 1997, e apesar da repulsa sobre o que foi mostrado pelo Cook Report, 22 anos depois o governo não fez nada para evitar a importação de troféus de caça para o Reino Unido”, lamenta MacSween.

Alguns conservacionistas argumentam que proibir a caça de troféus seria uma distração, já que a grande maioria das espécies ameaçadas e vulneráveis são mortas por caçadores (para tráfico) de vida selvagem. Mais de 50 elefantes são mortos por dia, segundo o WWF.

Couro de elefante, oito presas e quatro pés estavam entre as 28 partes dos corpos de elefantes importadas para o Reino Unido em 2018, de acordo com os números divulgados. Sob regras internacionais, os troféus podem ser trazidos para o bloco de paises, desde que não afetem a sobrevivência de nenhuma espécie. Os dados da Cites não indicam quando os animais foram mortos.

Em uma uma menção aos troféus de elefantes oriundos da Zâmbia, Eduardo Gonçalves, o fundador da Campanha para Proibir a Caça ao Troféu, disse: “Há um desastre em curso envolvendo a população de elefantes da Zâmbia, que sintetiza a crise que a espécie enfrenta. Na década de 1960, a Zâmbia tinha uma das maiores populações de elefantes na África, estimada em mais de 200 mil animais. Hoje acredita-se que sejam menos de 10 mil..

“Cientistas descobriram que a combinação de caça para abastecer o tráfico e caça de troféus já está superando a taxa reprodutiva de elefantes. Sem uma ação drástica, há o risco de que o elefante africano esteja em um estado de declínio terminal”, diz Gonçalves.

Uma moção inter-partidária exigindo que o governo do Reino Unido suspendesse as importações de troféus foi assinado por mais de 159 deputados.

Respondendo a uma pergunta parlamentar (feita em sessão) sobre as importações de troféus de caça em janeiro, a ministra Thérèse Coffey disse: “O governo leva a conservação das espécies muito a sério”.

“A importação de troféus de caça de espécies ameaçadas para o Reino Unido já está sujeita a controles rígidos. Uma licença só será emitida se não for demonstrado nenhum impacto negativo sobre a sobrevivência de espécies ameaçadas. Isto significa que as importações de certas espécies e de certos países são atualmente proibidas porque são consideradas insustentáveis”, comentou ela.

“Pretendemos realizar uma mesa redonda com organizações de todos os lados do debate, a fim de obter uma melhor compreensão das questões, bem como considerar qualquer aconselhamento científico”, concluiu a ministra.

Açougues e matadouros no Reino Unido não conseguem preencher vagas de emprego

Foto: Stock

O açougue “está morrendo”, reconheceu um açougueiro para o jornal Devon Live.

Um dos últimos açougues da cidade de Exeter, na Inglaterra pertence a Kevin Hollamby.  Desde 1985, quando entrou para o ramo, ele vê de perto o declínio ao longo dos anos; o número de funcionários de sua loja caiu de nove para três.

De acordo com o Office for National Statistics, essa queda não aconteceu apenas no comércio de Hollamby. Em 1990, havia cerca de 15 mil açougues no Reino Unido, 6.380 em 2010 e agora existem apenas 5.830.

Fatores

A expansão do supermercado, a mudança de estilos de vida e o aumento do número de vegetarianos e veganos estão por trás do declínio.

Segundo Emma Hollamby, esposa de Kevin, as pessoas estão perguntando de onde vem sua carne, demonstrando preocupação com o bem-estar animal.

Roger Battishill, gerente da Burrow Farm na Courtneys – onde há um açougue há 70 anos – concorda que os clientes estão mais exigentes e atentos.  Sua loja é o último açougue sobrevivente em Cowick Street, onde havia anteriormente 17 açougues.

Battishill conta que são os jovens na faixa dos 20 e 30 anos os mais preocupados com questões éticas. Essa mesma geração não está interessada em trabalhar como açougueiros.

“Há muitas pessoas na geração mais jovem que não querem sujar as mãos”, disse ele.

Não é apenas o comércio de açougues que está lutando para preencher vagas. No final do ano passado, de10 a 15 % das vagas para processamento de carne estavam vagas, totalizando 10 mil postos não preenchidos nos principais matadouros do Reino Unido.

“Não parece que o salário é o problema. As pessoas não querem fazer esse trabalho”, disse Jonny Williams, diretor sênior de compras de gado da cooperativa escocesa Farm Stock.

Compaixão

Enquanto alguns açougueiros fecham seus negócios pelo declínio do mercado, outros abandonam a prática pelo bem-estar animal.

Rian Kavanagh, um açougueiro em Glasgow, no Reino Unido, deixou o ofício e se tornou vegano depois de assistir “Earthlings”, um documentário de 2005 narrado por Joaquin Phoenix sobre o sofrimento dos animais em fazendas industriais e laboratórios de pesquisa.

Outra história parecida é a de Fraser Bayley, que era um jovem açougueiro em busca de uma carreira profissional. Após dois anos envolvido em uma indústria que explora e assassina animais, ele tomou uma decisão surpreendente: adotou o veganismo, se tornou atleta, personal trainer e inspira outras pessoas a adotarem um estilo de vida mais compassivo e saudável.

 

Governo do Reino Unido permanece neutro em relação aos testes de laboratório com animais

Global Cosmetic News/Reprodução

Global Cosmetic News/Reprodução

A ONG Cruelty Free International manifestou sua decepção em relação ao fracasso do governo do Reino Unido em descartar testes em animais após a saída da Grã-Bretanha da União Europeia (Brexit).

Kwasi Kwarteng, subsecretário de estado do Comitê de Saída da União Europeia, foi questionado de forma parlamentar (oficial) pela ministra Jenny Chapman sobre a saída da UE na Câmara dos Comuns na semana passada, com relação ao fracasso do ministro em descartar os testes em animais, com Chapman perguntando ao ministro se ele realmente “se opunha a testes desnecessários em animais”.

Kwarteng respondeu que a moção já havia sido discutida no verão passado e que o governo “tentaria manter os padrões (e regulamentações) sobre a proteção dos direitos animais”.

Desapontada com a resposta, a Cruelty Free International escreveu ao ministro pedindo confirmação sobre o assunto e pediu ao governo que “use o Brexit como uma oportunidade para fortalecer políticas e criar mudanças significativas e duradouras para os milhões de animais usados em experimentos. .

Kerry Postlewhite, diretor de relações públicas da ONG, afirmou que “esta é uma questão que o público britânico considera ser de grande preocupação, além de sua importância fundamental à medida que nos movemos de regras de segurança química da UE para as regras do Reino Unido.

“Esperamos sinceramente, no interesse dos animais, dos cidadãos do Reino Unido e da indústria química do Reino Unido, que o governo deixe bem claro que não haverá testes em animais como resultado dessa transição. Em face do repetido questionamento por parte da indústria, políticos e ativistas, sendo que todos acreditam que não devem haver testes , a resposta do governo tem sido profundamente decepcionante ”, concluiu ele.

Reino Unido pode proibir o uso de gaiolas na agricultura animal

Foto: Unsplash/Phil Hearing

Peter Egan pede ao governo do Reino Unido para proibir as gaiolas para todos os animais destinados ao abate, o que é altamente estressante, cruel e restringe os animais de expressarem seus comportamentos naturais.

O ator usou o Twitter para defender a causa.

“Por favor, junte-se a mim. Eu acabei de assinar esta petição: Fim da era de jaulas: proíbam gaiolas para todos os animais de fazendas”, escreveu ele.

Egan, recentemente expôs também a crueldade por trás do comércio de carne de gato e cachorro na Indonésia.

“Este não pode ser o futuro da agricultura britânica”, diz a petição.

“Pedimos ao governo do Reino Unido que acabe com essa prática desumana, proibindo todas as gaiolas para animais de fazendas. Gaiolas são cruéis”.

“Nós, abaixo assinados, solicitamos ao Secretário de Estado do Meio Ambiente para Assuntos Alimentares e Rurais que apresente legislação que altere os Regulamentos de Bem-Estar dos Animais Agrícolas de 2007 para proibir o uso de:

  1. Gaiolas para a criação de galinhas poedeiras, coelhos, frangos, codornas, faisões, perdizes, pintadas
  2. Cocheiras de partos para porcas;
  3. Baias de bezerros individuais

Mais de 25 mil pessoas já assinaram a petição. Quando a meta de 100 mil assinaturas for atingida, a petição será considerada para debate no Parlamento do Reino Unido, já que o governo promete responder a todas as petições que recebem mais de 10 mil assinaturas. As informações são do Vegan News

Granjas brasileiras

Estima-se que no Brasil cerca de 70 milhões de galinhas vivam confinadas em “gaiolas em bateria” superlotadas e sujas. Enquanto sua idade média em liberdade chega a 8 anos, no confinamento não passa de 20 meses.

Finalmente, isso pode estar perto do fim. Graças a uma iniciativa da ONG Mercy For Animals, a maior do mundo focada na proteção e defesa de animais considerados de consumo, a Companhia Beal de Alimentos anunciou seu o compromisso de eliminar a compra de ovos de galinhas confinadas em gaiolas para todas as suas marcas no Brasil (Festval e Beal).

Na empresa, que conta com 16 lojas no Paraná – e que já anunciou planos de expandir as operações com abertura de novas lojas ainda este ano, 70% do volume de ovos comprados já é proveniente de sistemas livres de gaiolas e alcançará 100% até 2022.

“A Mercy For Animals reconhece a iniciativa da Companhia Beal de Alimentos, que demonstra estar atenta às novas demandas dos seus consumidores, cada vez mais preocupados com a origem dos seus alimentos e com a questão do sofrimento animal”, afirma Sandra Lopes, Diretora Executiva da ONG no Brasil.

Agora, reconhecendo a crueldade das granjas e a crescente oposição do público consumidor, a Beal se junta a quase 100 empresas já anunciaram políticas nesse sentido aqui no Brasil, entre elas McDonald’s, Burger King, Subway, Spoleto, Unilever, Danone, Nestlé, entre muitas outras.

YouTuber fará “turnê antivegana” pelo Reino Unido e Austrália

Sv3rige atraiu atenção internacional em agosto do ano passado quando foi até o Vegan Food Festival em Amsterdã, na Holanda (Imagem: Reprodução)

Um polêmico YouTuber conhecido como Sv3rige vai iniciar uma “turnê antivegana” pelo Reino Unido e Austrália. No final de semana, ele convidou mais pessoas a se juntarem a ele para “reforçarem o movimento antivegano”.

O YouTuber disse que a “turnê” vai começar no final deste mês e eles participarão de eventos veganos e antiveganos em cidades como Brighton, Londres, Manchester, Hull, Glasgow e Belfast, entre outras.

Sv3rige atraiu atenção internacional em agosto do ano passado, quando foi até o Vegan Food Festival em Amsterdã, na Holanda, usando uma regata com a frase: “Seja vegano e morra”. Enquanto caminhava, ele comia pedaços de carne crua.

Embora a intenção tenha sido gerar desconforto nos participantes, não houve registro de nenhuma tentativa de agredi-lo verbalmente ou fisicamente. Um vídeo do rapaz conversando junto de outros participantes e da polícia foi divulgado pelo jornal britânico Metro. A sua permanência no festival durou uma hora, até que ele decidiu ir embora.

Mais de cem mil voluntários já se inscreveram em uma campanha para limpar praias, ruas e parques

Até a última terça-feira (19), 101.247 voluntários haviam se comprometido a participar da campanha que é apoiada pelo Daily Mail em parceria com a Keep Britain Tidy.

O secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, chamou de “notícias maravilhosas”, acrescentando: “Somente trabalhando juntos é que podemos limpar nossas comunidades e garantir que deixemos nosso ambiente em um estado melhor para as gerações futuras”.

Allison Ogden-Newton, da Keep Britain Tidy, disse: ‘Ter alcançado 100.000 voluntários em apenas três semanas é surpreendente e inspirador.

“É uma prova do quanto nossa campanha está ressoando com o público que quer mudar a realidade da poluição que está arruinando nosso país. Para todos que ainda não se comprometeram a fazer sua parte, eu os encorajaria a participar e ajudar a fazer a diferença que beneficiará a todos nós”.

No ano passado, 370.000 pessoas participaram do Great British Spring Clean, coletando lixo em 13.500 eventos em todo o Reino Unido. Theresa May, Sir David Attenborough e o príncipe William são apenas algumas das figuras que apostaram na iniciativa. Ontem, Helen McFarlane, do McDonald’s, disse que os 120 mil funcionários britânicos da empresa estão sendo incentivados a participar.

“E é ótimo saber que mais de 100.000 pessoas já se inscreveram para participar da campanha conosco”, disse ela.

Outros varejistas da High Street, incluindo a Marks and Spencer, a Greggs, a Wilko ea Costa Coffee, também prometeram seu apoio, juntamente com a Walkers, a Coca-Cola, a Mars Wrigley, a empresa de limpeza Karcher e a People’s Post Lottery. Walkers também disse que estava pedindo a milhares de funcionários que se envolvessem e estava “determinado a ajudar a espalhar a mensagem”.

Um porta-voz da cadeia de padaria Greggs disse: “Estamos muito satisfeitos que nossos colegas e clientes se preocupem com o meio ambiente”. Lidar com o lixo plástico foi levantado na consciência do público por programas de TV como o Blue Planet II e a campanha do Mail Turn the Tide on Plastic. O Governo está actualmente a consultar um esquema de devolução de depósitos para garrafas de plástico, na esperança de reduzir o lixo e aumentar a reciclagem.

Louise Edge, do Greenpeace do Reino Unido, disse: ‘Nós aplaudimos a dedicação de cada pessoa que se comprometeu a se unir à Great British Spring Clean. Pedimos ao Governo que tome nota de que o apoio público para combater a poluição por plásticos é feroz e está crescendo”.

Emma Priestland, da Amigos da Terra, acrescentou: “Plásticos descartados prejudicam nosso meio ambiente e prejudicam nossa vida selvagem, por isso é comovente que tantas dezenas de milhares de pessoas tenham se voluntariado para limpá-lo”. As informações são do Daily Mail.

Consequências da poluição

O Reino Unido tem sentido na pele os efeitos da poluição em todas as esferas. Seja nas ruas ou nos mares, uma quantidade enorme e assustadora de lixo destrói a biodiversidade do país. Frequentemente, focas e outros animais marinhos são mortos ou feridos por plásticos e outros materiais descartados indevidamente pelo homem.

O engajamento da população na campanha mostra que, apesar da terrível realidade, muitos britânicos estão conscientes e preocupados com consequências desastrosas da poluição para os animais e para o planeta

Time de futebol servirá refeições veganas para crianças

 

A Devil’s Kitchen, uma fábrica de comida totalmente vegana, abriu recentemente em Stroud, Inglaterra e é o mais recente empreendimento do empresário Dale Vince, presidente do time Forest Green Rovers.

A linha de produtos produzida pela Green Devils , é à base de plantas, voltada para as crianças e inclui ‘bolas’ no estilo marroquino e hambúrgueres de queijo chili – todos livres dos 14 principais alérgenos alimentares, como nozes, sementes, glúten e soja.

Os produtos foram criados especificamente para escolas e universidades no Reino Unido, com parte dos esforços crescentes para reduzir o consumo de carne e derivados.

De acordo com o VegNews, a fábrica espera produzir 120 mil itens por semana. As primeiras encomendas de hambúrgueres Little Green Devil começam a ser despachadas na próxima semana e devem chegar aos cardápios escolares a partir de abril.

O Forest Green Rovers

É a primeira equipe vegana de futebol do mundo. Dale Vince, presidente do clube, tem uma posição ecológica na maneira como dirige o clube de futebol, vendendo apenas alimentos à base de plantas para os espectadores, incentivando a alimentação livre de carne para os jogadores e investindo no campo orgânico.

Vince também é dono da primeira empresa de eletricidade ecologicamente certificada do mundo, a Ecotricity, que promove energia sustentável e livre de exploração animal.

Ano passado, o chef Jamie Oliver criou um menu à base de plantas para o grupo. Junto com o fazendeiro e apresentador de televisão Jimmy Doherty , ele conheceu a equipe em seu estádio – The New Lawn – para as filmagens de seu programa de culinária do Canal 4 “Friday Night Feast”.

De acordo com o LiveKindly, Oliver e Doherty prepararam vários pratos vegetarianos estritos, incluindo um caril do Sri Lanka com couve-flor assada, para a equipe da Liga Dois da Inglaterra.

Empreendedor planeja servir um bilhão de refeições veganas em escolas

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Vince, fundador da empresa de energia vegana Ecotricity e presidente do clube de futebol livre de carbono, Forest Green Rovers (FGR) – tem como meta aumentar o número de refeições veganas servidas nas escolas do Reino Unido.

O empresário afirma que os produtos produzidos na nova fábrica – incluindo hambúrgueres e pratos prontos veganos – estarão sob o selo Little Green Devils, lançado inicialmente pela FGR (time de futebol) em 2018.

Vince declarou em um comunicado que gostaria que fossem servidas refeições veganas em todas escolas pelo menos uma vez por semana. “Trata-se de fazer as crianças comerem alimentos mais saudáveis, que podem ser veganos e sem glúten”, declarou ele.

Além de ser saudável, Vince lembra que há também o envolvimento do futebol, o que segundo ele, pode incentivar os jovens a se envolverem.

Todas as refeições serão livres de óleo de palma, glutamato monossódico e ingredientes artificiais, assim como os 14 principais alérgenos alimentares, de acordo com a Vegan Food and Living.

O novo empreendimento de Vince se baseia no sucessos anterior de outras organizações veganas, como a ProVeg. No ano passado, como parte do programa School Plates, a organização sem fins lucrativos trabalhou com escolas primárias em todo o Reino Unido para convencê-los a oferecer refeições sem carne.

Mais de cem escolas fizeram parceria com a ONG, implementando as “segundas-feiras sem carne”, além de opções vegetarianas diárias. “As escolas podem desempenhar um papel fundamental no incentivo aos seus alunos em criar hábitos alimentares saudáveis desde o início”, declarou a ProVeg.

A dra. Melanie Joy – autora de Why We Love Dogs, Eat Pigs e Wear Cows (Por que mamos cachorros, comemos porcos e usamos vacas, na tradução livre) e co-fundadora da ProVeg International – acrescentou: “Se pudéssemos melhorar a saúde dos alunos, ajudar a protegê-los de doenças fatais a longo prazo, reduzir nosso impacto no meio ambiente e economizar dinheiro ao mesmo tempo, por que não? ”

No mundo todo as escolas estão se tornando mais receptívas ao veganismo. Na Califórnia, um novo projeto de lei – co-patrocinado pelo PCRM (Comitê de Médicos pela Medicina Responsável) – se ofereceu para financiar refeições escolares veganass em todo o estado.

“Levar refeições veganas para as escolas ajudará os alunos a criar hábitos alimentares saudáveis que durarão a vida toda”, disse o Dr. Neal Barnard, presidente da PCRM.

O médico atesta que esses alimentos não só ajudam os alunos a manter o foco e a energia na sala de aula, mas também reduzem o risco a longo prazo de doenças cardíacas, diabetes tipo 2, obesidade e outras doenças crônicas.

Milhares de animais sofrem confinados em megafazendas britânicas

Foto: Millon Dollar Vegan

De acordo com o Bureau of Investigative Journalism, uma megafazenda abriga pelo menos 125.000 galos, 82 mil galinhas, 2,5 mil porcos ou mil vacas.

Instalações maiores abrigam números assustadores – mais de 20 mil porcos ou 2 mil vacas leiteiras confinadas. Quando se trata de galinhas, os números são ainda piores – as duas maiores fazendas industriais têm capacidade para abrigar 1,4 milhão de aves.

Drones de uma organização de direitos animais registraram imagens destes locais e os animais podem ser vistos amontoados e em péssimas condições.

A SHOCKING reality of farming today from Plant Based News on Vimeo.

Bem-estar animal

O CEO da Million Dollar Vegan, Matt Glover, disse que as instalações ‘empanturram’ e ‘deixam que os animais sofram. As informações são do Plant Based News.

“Há um equívoco comum, particularmente no Reino Unido, que fazendas industriais só existem na América ou em outros países”, acrescentou.

“Infelizmente não é esse o caso e estamos vendo um aumento sem precedentes de megafazendas em toda a Grã-Bretanha – onde milhares e milhares de animais são amontoados em galpões e deixados para sofrer, ocultos da visão pública”.

“Houve um aumento de 26% dessas fazendas em todo o nosso campo nos últimos seis anos, mas cada vez mais evidências científicas estão ligando a agricultura animal como uma das principais causas da mudança climática”.

“Devemos agir agora para evitar que essas fazendas de continuar se quisermos ver um futuro para o nosso planeta e minimizar o sofrimento dos animais. A criação de animais é insustentável e é imperativo que todos nós procuremos adotar uma dieta baseada em vegetais para resolver essas questões”.

Investigações

Ativistas pelos direitos animais lutam incessantemente pelo fim da escravidão animal, do abuso e da crueldade praticada dentro de fazendas e matadouros de todo o mundo.

Porcos, galinhas poedeiras e bois são torturados e espancados para serem mortos ou apenas por ‘diversão’.

A Aussie Farms disponibiliza em seu site um banco de dados mais de 14 mil fotos, vídeos e documentos de investigações realizadas na Austrália.

Outras denúncias deste tipo acontecem não só nos Estados Unidos ou no Reino Unido – Itália, Holanda e Brasil estão entre os países que cometem atrocidades contra os animais.
Recentemente, o curta metragem “M6nths” foi lançado e mostra o sofrimento de leitões em fazendas industriais.