Integrantes da banda Judas Priest postam fotos com cães para adoção

O Judas Priest tocou em Regina, no Canadá, no dia 08 de junho. Aproveitando o compromisso, os integrantes da banda visitaram o Lucky Paws Dog Rescue.

Foto: Lucky Paws Dog Rescue

A banda postou em suas redes sociais uma foto com a seguinte legenda: “Ian, Richie e Scott do JUDAS PRIEST e Andy conheceram alguns dos filhotes de resgate do Lucky Paws Dog Rescue Centre, que é um grupo de voluntários dedicados a resgatar cães e filhotes que vêm de situações horríveis e lhes dão uma nova vida. Eles fazem um ótimo trabalho em encontrar boas casas para esses cachorros. Aqui temos Ian com Lemmy, Richie com Judas, Scott com Scotia e Andy com Lita”.

A instituição também postou uma foto em suas redes sociais. “Nós aqui no @LuckyPawsDR Paws Dog Rescue ficamos emocionados na noite passada por fazer com que eles do JUDAS PRIEST fizessem uma sessão de fotos de caridade com nossos filhotes de resgate.”

Fonte: Whiplash


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Elefantes órfãos ganham vida nova graças ao orfanato que os acolhe e reabilita

Quando Enkesha foi encontrada em Masai Mara, no Quênia, em 2017, a tromba do elefante bebê havia sido quase cortada pela armadilha de arame que ficou enrolada em volta dela.

A elefantinha estava com dor intensa e em risco de perder o membro tão necessário para sua alimentação e a sobrevivência.

Ela foi submetida a uma operação de três horas e muitos cuidados posteriores, mas, dois anos depois, a tromba da filhote se recuperou bem. Quando a equipe de reportagem da CNN a viu no orfanato de elefantes da Sheldrick Wildlife Trust, em março de 2019, ela está com o resto do pequeno grupo – não medindo mais que quatro pés de altura – atravessando o mato e puxando a folhagem com suas trombas ágeis.

Foto: NBC News

Foto: NBC News

A armadilha que colocou em perigo a Enkesha é uma das mais de 150 mil ameaças removidas pela ONG desde que a entidade formou sua primeira equipe de remoção de armadilhas em 1999, como parte de seu trabalho contínuo para a proteção e conservação de habitats silvestres e selvagens no Quênia.

O orfanato de elefantes no Parque Nacional de Nairobi é o mais famoso dos nove programas da entidade. Fundado em 1977, foi a primeira organização do mundo a conseguir criar órfãos dependentes do leite de mamadeira e reintegrá-los de volta à natureza.

Como criar um elefante

“Com a ajuda do berçário que temos aqui, criamos mais de 244 elefantes”, disse Angela Sheldrick, diretora executiva da entidade, à CNN. Elefantes órfãos em consequência da caça, destruição de habitats e conflitos entre humanos e animais selvagens são resgatados pelas equipes de resgate e mantidos pelos cuidadores do orfanato.

“Quando você pega um filhote de elefante para criar, é um projeto de longo prazo”, explica ela, porque “suas vidas refletem as nossas próprias”. Um elefante de um ano é tão vulnerável e necessitado de cuidados quanto uma criança humana.

Foto: Siyabona

Foto: Siyabona

“Atualmente, temos 93 elefantes dependentes do leite de mamadeira”, diz ela. “Eles ficam conosco aqui no berçário nos primeiros três anos de vida. Depois que envelhecem, eles precisam de exposição aos grupos selvagens, porque no fim das contas, todo elefante que criamos volta para vida selvagem. Nós apenas os conduzimos pelos anos difíceis em que eles ainda dependem do leite”.

Leva tempo e paciência para ensiná-los a viver de forma independente. Diz Sheldrick. “Como nossos próprios filhos, eles não voam do ninho rapidamente. Eles precisam ter essa confiança.” O processo leva cerca de cinco anos, mas os ex-alunos do berçário estão florescendo. Existem agora cerca de 150 órfãos reabilitados, com 30 filhotes conhecidos vivendo por sua conta já.

O orfanato também “criou a mão” 17 rinocerontes. Um dos moradores mais populares do local é Maxwell, um rinoceronte que nasceu cego e depois foi rejeitado por sua mãe. Ele está em seu berçário que também sua “casa definitiva” desde 2007.

Alegres e divertidos

A entidade foi fundada há mais de 40 anos pela mãe de Angela, Daphne Sheldrick, em memória de seu falecido marido, o conservacionista David Sheldrick. Daphne faleceu no ano passado, enquanto a fundação é gerida por Angela desde 2001.

“Minha mãe foi uma pioneira, ela foi a primeira pessoa no mundo a criar um elefante bebê”, diz Sheldrick. “Foi difícil. Não se tinha a Internet; não se tinha o benefício de alguém ter feito isso antes. É impressionante o quão longe chegamos”.

Foto: National Geografic

Foto: National Geografic

O cuidador de confiança de Angela, Edwin Lusichi, está no berçario há 20 anos. Ele disse à CNN que trabalhar com elefantes é “importante, alegre e divertido, e você se sente relaxado ao lado deles”.

“É lamentável que o motivo deles terem ficado órfãos sejam os seres humanos”, acrescenta Edwin.

É nossa responsabilidade cuidar de nossos semelhantes, pelo o nosso planeta e para o futuro. “Nossos jovens nunca poderão vê-los se não os protegermos agora”, diz ele.

Nunca se esqueça

A fundação é aberta ao público por uma hora por dia, para que os visitantes possam conhecer os elefantes e aprender sobre as ameaças que a espécie enfrenta.

Órfãos podem ser adotados a partir de 50 dólares por ano e seus “pais” adotivos podem desfrutar de uma hora extra de visitas à noite.

Lusichi liderou o tour na noite que a reportagem da CNN visitou o local, apresentando os 21 elefantes, dois rinocerontes e uma girafa que residem no terreno da ONG.

Os elefantes adultos seguem em frente com suas vidas novas no Parque Nacional Tsavo East, o maior parque nacional do Quênia, mas o vínculo com aqueles que os criaram não está perdido.

“Eles nunca esquecem a bondade e o amor de que foram alvo e querem voltar”, diz Sheldrick.

“Os elefantes do sexo masculino menos que os demais pois eles viajam grandes distâncias e se tornam mais independentes – mas os grupos femininos são todos unidades familiares unidas. Eles nunca esquecem aqueles que os criaram”.

ONG revela histórias de sucesso de cães resgatados do festival chinês de carne de cachorro

Cães a espera na morte em matadouro de Yulin | Foto: HSI

Cães a espera na morte em matadouro de Yulin | Foto: HSI

Com a aproximação do bárbaro festival de carne de cachorro de Yulin na região de Guangxi, na China, a ONG britânica Humane Society International (HSI) compartilha algumas histórias de sucesso de cães que seus parceiros ativistas chineses já resgataram dos matadouros de Yulin.

Snorki, Rosie, Fred mais dois cachorros e Lily, são apenas cinco das centenas de cachorros e gatos que ativistas chineses salvaram da morte no cruel Yulin Dog Meat Festival, onde os animais indefesos são mortos e queimados em frente aos demais e aos compradores de carne. Muitos resgates ocorrem em matadouros em toda a China também.

Embora o evento do solstício de verão que ocorre em 21 de junho em Yulin seja realizado como símbolo do comércio de carne de cães e gatos na China, muitas pessoas não sabem que a brutalidade desse comércio alimentado pelo crime, que motiva roubos e mortes de animais durante todo o ano e em todo o país, com uma estimativa de 10 a 20 milhões de cães e 4 milhões de gatos sendo mortos anualmente.

Foto: animalpeople.com

Foto: animalpeople.com

Acredita-se que muitos desses animais sejam cães e gatos em situação de rua e animais roubados dos quintais de residências. Eles são amontoados em gaiolas de arame e levados em viagens que duram horas ou mesmo dias pelo país, antes de chegar ao matadouro onde são espancados até a morte, alguns ainda usando coleiras que provam que tinham uma família e um lar.

Ano passado, ativistas chineses apoiados pela ONG HSI resgataram 135 cães dos matadouros de Yulin, cinco dos quais – Lily, Harley, Fred, Coco e Rosie – a entidade levou para o Reino Unido, onde encontraram famílias para eles.

Em 2016, a ONG resgatou 170 cães doentes e feridos de matadouros e mercados em Yulin, sendo que quatro cães sortudos – Lily, Snowy, Snorki e Lucy – e dois gatos – Simon e Li – estão agora vivendo seguros e felizes com suas famílias no Reino Unido. O grupo de 170 animais tinha sido resgatados há apenas um dia de ser morto no festival de Yulin.

Alguns dos sobreviventes resgatados do comércio de carne de cachorro fizeram amigos famosos. Li, a gata, teve a sorte de encontrar a atriz de Harry Potter, Evanna Lynch, quando a HSI filmou as duas para um vídeo sobre o sofrimento dos gatos no comércio de carne chinês.

Evanna Lynch com a gata Li | Foto: HSI

Evanna Lynch com a gata Li | Foto: HSI

Lily, Snowy, Snorki e Lucy foram todos muito bem-vindas ao novo continente pelo ator e ativista pelos direitos animais Peter Egan, que lhes deu seu primeiro abraço em solo britânico, acompanhado pela ONG que proporcionou o resgate.

“Esses cães e gatos conheceram o inferno e voltaram, sobrevivendo ao aterrorizante comércio de carne da China, e é tão humilhante dizer que, apesar de sua provação e sofrimento, sua resiliência e natureza indulgente saltam aos olhos. Eles são apenas alguns dos milhões de cães e gatos que são roubados e capturados para esse comércio cruel durante todo o ano ”, disse Claire Bass, diretora para Reino Unido da HSI, em um comunicado.

“Yulin é um exemplo relativamente pequeno de uma questão muito maior e mais feia, que milhares de ativistas chineses dedicados estão trabalhando para impedir. Ao contrário dos pressupostos de muitos no Ocidente, a maioria das pessoas na China não come cachorro e, de fato, fica horrorizada com o pensamento de um comércio que tira seus companheiros caninos deles”.

Rosie foi salva de um matadouro Yulin em 2018 e agora vive com Kirsten McLintock em Norfolk (Inglaterra). “Já se passaram seis meses desde a primeira vez que recebi Rosie e ela tem sido um encanto absoluto; amigável com outros cães, sem ansiedade de separação, uma viajante perfeita no carro. É claro que ela deve ter sido um animal doméstico roubado de alguém, quando ela chegou, foi treinada em casa e costumava ter uma coleira e andar na frente nos passeios”, disse McLintock. “Sua mais recente descoberta foi a praia. Ela dança e pula de felicidade quando chegamos à praia, é tão lindo de assistir o contentamento dela. Eu a amo de todo o meu coração, ela é o cão mais doce, intuitivo, suave e gentil qu eeu ja vi na vida”.

Rosie | Foto: HSI

Rosie | Foto: HSI

Lily foi salva de um matadouro Yulin em 2018 por ativistas chineses. O resgate produziu uma foto icônica de Lily sentada pacientemente no chão onde seria morta, encarando suplicante aos seus salvadores. Ela agora vive com sua irmã Sophie, uma cocker spaniel e sua mãe e adotante Susie Warner em Berkshire.

Lily antes, no dia do resgate | Foto: HSI

Lily antes, no dia do resgate | Foto: HSI

Susie disse: “Lily é uma diva superstar e ela é adorável. Agradeço de todo o meu coração àqueles que tornaram possível que ela chegasse até mim e a salvaram da morte, permitindo que ela viva a melhor vida possível”.

Lily com sua nova família e lar, ao lado da irmã | Foto: HSI

Lily com sua nova família e lar, ao lado da irmã | Foto: HSI

O pequeno Fred foi salvo da morte em 2018 e agora mora em Londres com Fernanda Gilligan, seu marido e sua filha de três anos. Fernanda disse: “Somos muito gratos por sermos a nova família de Fred. Ele é realmente um membro de nossa família e é tão dedicado. Fred adora passear e correr no parque. As aventuras no campo são ainda mais agradáveis com Fred ao nosso lado e adoramos tê-lo conosco o máximo de tempo possível. Ele é verdadeiramente um acréscimo notável à nossa família”.

Feed | Foto: HSI

Feed | Foto: HSI

Lily foi resgatada em 2016 e adotada por Lynn Hutchings em Kent, que disse: “Lily floresceu de uma garota assustada e esquiva, que não confiava muito em humanos para um cachorro confiante e feliz, membro da nossa família e que ama a todos incondicionalmente, especialmente se ela puder convencê-los com seus encantos a dar muitos petiscos para ela”.

Lily | Foto: HSI

Lily | Foto: HSI

Snorki, foi resgatado em 2016 e encontrou sua família e casa em Clapham, no sul de Londres, com Angelina Lim, onde vive hoje. Angelina disse: “Snorki está muito melhor do que estava no começo, mas ainda tem medo de estranhos. Uma vez que ela conhece você, ela vai aceitar alegremente carinhos e coçadinhas na barriga, mas você tem que ganhar sua confiança primeiro. Estou convencida de que ela foi um animal doméstico roubado porque ela aprendeu tudo muito rápido. Snorki também tinha uma pequena protuberância nas costas, que desde então desapareceu, eu creio que isso era uma sequela por ter sido esmagada em uma gaiola por um bom tempo antes de ser resgatada. Minha vida é tão feliz com Snorki, ela é uma alegria completa, apesar de ser uma máquina de comer 24 horas por dia”.

Snorki | Foto: HSI

Snorki | Foto: HSI

O belo e dedicado trabalho desses ativistas tornou possível que esses animais tivessem uma nova chance em lugar de morrer nas mãos de comerciantes cruéis para abastecer um mercado antiquado e desaprovado pela própria população chinesa.

Muitos outros animais não tem essa oportunidade e perecem das maneiras mais bárbaras e tristes aos milhares.

Fatos sobre o comércio de carne de cachorro da China

1. O festival de carne de cachorro Yulin não é tradição como seus defensores alegam. Foi inventado em 2010 por comerciantes de cães para aumentar seus lucros. Antes do início do festival, o consumo de carne de cachorro já estava declinando como uma subcultura culinária, e nenhum festival de carne de cachorro jamais existiu anteriormente.

2. A Organização Mundial da Saúde adverte que o comércio de cães se espalha a raiva e aumenta o risco de cólera.

3. A maioria das pessoas na China não come cachorro; na verdade, a carne de cachorro é consumida com pouca freqüência por menos de 20% da população chinesa. Muitos deles comem carne de cachorro sem saber.

4. Em sua primeira edição, cerca de 15 mil cães foram mortos durante os principais dias do festival de Yulin, mas a pressão chinesa e internacional reduziu esse número para cerca de 3 mil cães. No entanto, muitas centenas ainda são mortas todos os dias nas semanas que antecedem o festival.

5. Cães e gatos são espancados até a morte, um em frente do outro, e a carcaça é queimada para venda nos mercados. O massacre de cães e gatos continua ocorrendo em lugares públicos, expondo crianças pequenas a uma brutalidade horrenda e potencialmente dessensibilizando as gerações mais jovens da China.

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Trezentos animais explorados para venda foram resgatados este ano no PR

Cerca de 300 animais foram resgatados de 11 canis clandestinos que os exploravam para reprodução e venda apenas este ano em Curitiba e na Região Metropolitana, no Paraná. Os resgates foram iniciados no final de janeiro e realizados pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) da Polícia Civil do Paraná.

Foto: Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente

Nos últimos meses, 14 cachorros foram encontrados doentes e feridos em um canil em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Outros 43 cães foram encontrados na região norte de Curitiba e, nesta semana, 17 yorkshires que eram explorados para venda, sendo comercializados pela internet de forma irregular, foram resgatados de um canil na capital. As informações são da Gazeta do Povo.

O Código de Saúde do Estado do Paraná proíbe, desde 2001, que animais sejam criados para venda em área urbana. Em Curitiba, cidade que não tem área rural, a proibição foi reforçada pela Lei Municipal 13.914, de 2011. Denúncias anônimas de canis que reproduzem animais para venda, feitas pela Central 156 ou através da Rede de Proteção Animal, ambas ligadas à Prefeitura de Curitiba, são comuns.

“Se tiver um canil comercial em Curitiba, ele está ilegal. Mas não é necessariamente crime: só vai ser crime se o estabelecimento estiver praticando maus-tratos”, explica o delegado de Proteção ao Meio Ambiente da PCPR Matheus Laiola.

“Toda a questão que envolve animais e sofrimento animal tem tido mais atenção da sociedade, as pessoas estão denunciando mais situações de sofrimento animal”, diz a presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC), Soraya Simon, que acredita que a visibilidade dada às ações de fiscalização motiva as pessoas a denunciar.

“Curitiba é um município que ainda precisa de muito mais apoio e estrutura, mas que tem conseguido trabalhar bastante, com boas condições de fazer muita coisa, o que não acontece em outros lugares onde até existe boa vontade, mas os órgãos não conseguem agir”, aponta.

A Rede de Defesa e Proteção Animal da Cidade de Curitiba promove não só a fiscalização, como também a prevenção ao abandono e a conscientização sobre o tema, além de ser responsável por realizar intervenções conjuntas para coibir irregularidades e crimes.

Segundo a chefe da rede, Vivien Morikawa, as denúncias recebidas pelo órgão aumentaram a ponto de quase dobrar. “Ter mais denúncias não é uma coisa ruim, embora gere mais trabalho e a gente precise de mais estrutura. As denúncias querem dizer que eu tenho uma sociedade mais atenta e que não quer colaborar com situações de maus-tratos”, afirma.

De acordo com a professora Rita Garcia, do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que é pesquisadora do bem-estar animal e do controle populacional de cães e gatos, existem diversos níveis maus-tratos. “Eles vão de negligência aos cuidados com os pelos e falta de banho até casos bem graves, que interferem na liberdade nutricional, ambiental, comportamental e sanitária do animal”, lista.

Alimentação inadequada das fêmeas que estão grávidas ou amamentando e doenças relacionadas a isso, como desnutrição, configura maus-tratos, segundo a pesquisadora. Sobre a questão ambiental, é preciso que os animais tenham camas confortáveis e estejam em um ambiente seguro e que os proteja de frio, calor e chuva.

Condições como superlotação do local onde o animal é mantido ou privar os filhotes do convívio com os irmãos e com a mãe também caracteriza maus-tratos por ferir a liberdade comportamental do animal, levando-o a ficar estressado. “Estudos mostram que animais retirados desse convívio antes dos 60 dias de vida têm mais predisposição a ter distúrbios comportamentais”, afirma a veterinária.

Falta de banhos e de higiene nos canis e ausência de vacinação são casos de maus-tratos que prejudicam a liberdade sanitária do animal. “Como pode ter um maior risco de doenças, o protocolo de vacinas nessas situações é mais intensificado. Mas esses criadores de fundo de quintal fazem protocolos que não têm uma orientação veterinária, aplicando eles mesmos as vacinas. No entanto, ter um veterinário responsável é obrigatório para todos os estabelecimentos que mantêm animais”, pontua Rita.

Adoção

A opção pela adoção é sempre melhor do que pela compra, é o que defendem os protetores de animais e as ONGs. Além do alto número de animais abandonados, que precisa encontrar um lar, os maus-tratos frequentes no comércio de animais são mais um motivo para que os ativistas defendam a adoção.

Ainda há, no entanto, preconceito com determinados animais. Sem raça, pretos, idosos, com alguma deficiência, todos sofrem na busca por uma nova casa. Até mesmo os de raça, resgatados de canis, encontram dificuldades quando não são mais animais novos, ativos e saudáveis. “Precisa existir uma forma de acelerar, de responsabilizar essa pessoa [dona do canil clandestino] por tudo até que os animais sejam adotados”, opina Soraya.

“A maioria [dos criadores irregulares] ‘não está nem aí’ e trata os animais de qualquer jeito, sem acompanhamento veterinário. É dinheiro fácil para eles e isso tem que acabar. A fiscalização tem que ser muito forte para impedir que esse tipo de coisa aconteça”, ressalta a presidente da SPAC.

Em todo o país, milhões de animais esperam por um novo lar. Especificamente em Curitiba, protetores e ONGs, além do Centro de Referência para Animais em Risco (Crar), da prefeitura, tem dezenas cães e gatos prontos para serem adotados, à espera de alguém que os queira. São eles: Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC), Associação Vida Animal (AVAN), Tomba Latas, Adote Com Consciência Curitiba, Beco da Esperança, Associação Ajude Focinhos Curitiba, Grupo Força Animal, Animalia Curitiba e Animais Sem Teto. Quem não puder adotar, mas tiver interesse em ajudar de alguma forma, pode doar ração, medicamentos veterinários, cobertores, jornal, entre outros itens.

Mais de 100 animais deixados sem comida ou água são resgatados de zoológico

Leoa bebe água do chão | Foto: Humane Society EUA

Leoa bebe água do chão | Foto: Humane Society EUA

Mais de 100 animais exóticos foram resgatados de um zoológico no Canadá, depois de terem sido encontrados presos em jaulas insalubres, dilapidadas e sem comida ou água.

O proprietário do desacreditado zoológico St-Edouard Zoo, em Quebec, foi preso e acusado de negligência e crueldade contra animais na terça-feira última (21).

Leões, tigres, zebras, camelos, cangurus e ursos estavam entre os animais que foram resgatados por oficiais das ONGs de proteção animal Society for Protection of Cruelty to Animals e da Humane Society.

Urso em cativeiro estéril | Foto: Humane Society EUA

Urso em cativeiro estéril | Foto: Humane Society EUA

A maioria dos animais selvagens foi encontrada confinada em celas escuras, frias, estéreis e dilapidadas.

Outros viviam em cativeiros inadequados, com proteção mínima de chuva, sol ou calor e frio.

Autoridades disseram que muitos dos animais não tinham acesso a água ou comida e pareciam estar sofrendo de condições médicas.

Alguns dos animais mostravam sinais de sofrimento psicológico significativo, zoocose, incluindo balanço do corpo ritmo constante e movimentos repetitivos executados compulsivamente, quando foram resgatados.

Os animais estão agora sendo atendidos e cuidados pela Humane Society International/Canada.

O zoológico de beira de estrada tem um histórico de recebimento de avisos e acusações criminais.

A SPCA realizou uma inspeção na instalação em agosto do ano passado, durante a qual registrou vários delitos relacionados ao estado físico dos animais e suas condições péssimas de vida.

Os oficiais resgataram duas alpacas que estavam em más condições e removeram os corpos de quatro animais, incluindo dois tigres, encontrados mortos na propriedade.

Foto: Humane Society EUA

Foto: Humane Society EUA

Essa inspeção em particular é o que levou o zoológico às acusações criminais contra o dono que pode pegar até cinco anos de prisão.

Zoológicos – fábricas de morte

Todo tipo de cativeiro, sem exceções, causa prejuízos aos animais. Estes seres sencientes nasceram livres, com a natureza por habitat, e nenhum local ou nenhuma justificativa (como proteção das espécies e reprodução assistida) pode isentar o crime que esse fato representa.

Além do sofrimento psicológico e físico, dos traumas, da perda de vontade de viver e uma série e outros sintomas ligados a privação da liberdade, os animais ainda são afastados de seus bandos, suas estruturas sociais, seus vínculos consanguíneos e amorosos.

Foto: Humane Society EUA

Foto: Humane Society EUA

Sim, eles criam vínculos, são capazes de amar, sofrer, sentir, compreender o mundo ao seu redor e responder a estímulos externos. Essa capacidade de sentimento e consciência foi registrada sob o título de senciência animal e conta com a aprovação cientifica de especialistas do mundo que assinaram a Convenção de Cambridge em 2012.

Dessa forma essa evidencia científica só torna o sofrimento de nossos companheiros de planeta ainda maior e nossa culpa ainda mais condenável e vexatória.

Cães vítimas de maus-tratos são resgatados em Belo Horizonte (MG)

Integrantes da Polícia Civil resgataram, nesta quinta-feira (16), dois cães sem raça definida vítimas de maus-tratos. Os animais estavam abandonados em uma residência no bairro Céu Azul, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte (MG). Uma denúncia anônima levou os agentes até o local.

Divulgação/Polícia Civil

De acordo com a corporação, os cães foram encontrados com sinais de anemia, infestados de carrapatos e pulgas, além de sofrerem com queda de pelos. Um deles ainda tinha lesões nos dois olhos.

Os policiais da Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Contra a Fauna fizeram contato com o proprietário do imóvel. Ele informou que o espaço é alugado e passou os dados a respeito da inquilina. A mulher não foi encontrada, mas será intimada e pode ser autuada por maus-tratos. O crime é previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais.

Ainda segundo a Polícia Civil, uma adotante temporária compareceu ao local e os animais foram encaminhados para atendimento veterinário.

A delegada Carolina Bechelany, Chefe da Divisão Especializada Operacional do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Meio Ambiente (Dema), destacou os resultados dos trabalhos.

“Conseguimos resgatar mais dois cães indefesos vítimas de maus-tratos. A população precisa se conscientizar que este tipo de situação é intolerável. É extremamente essencial denunciar. Iremos continuar trabalhando com compromisso e dedicação para ajudar e resgatar estes animais”, frisou.

Maus-tratos contra animais é crime

Em 2016, o então governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), promulgou a Lei n° 2.230,que tipifica maus-tratos contra animais em todo o Estado. A lei define maus-tratos como quaisquer ações ou omissões que atentem contra a saúde ou a integridade física ou mental de animal, como abandono, privação de necessidades básicas, lesão e ainda submissão ao trabalho excessivo — em caso atividades que envolvam tração animal.

Rinhas de galos, cães dentre outros animais também são passivas de multas, segundo a lei, assim como manter animais em ambientes sujos, desprovidos de segurança ou desinfecção.

O indivíduo que maltratar animais será multado em R$ 1,5 mil além de ser obrigado a custear despesas com assistência veterinária e demais gastos decorrentes dos maus-tratos. A multa poderá ser ainda mais alta caso os atos de maus-tratos levem o animal ao óbito — a sanção, nesse caso, pode chegar a R$ 3 mil.

Fonte: BHAZ

Três leões albanianos são resgatados de zoo particular em péssimas condições

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

Três leões foram resgatados pela ONG Four Paws na última terça-feira (7), de um parque chamado de “o pior zoológico da Europa”, na Albânia e devem acordar já em sua nova casa – os animais foram sedados e transportados para um centro especializado em grandes felinos na Holanda.

Os animais foram resgatados de um parque de animais privado no sul da Albânia, onde foram econtrados desnutridos e mantidos em condições terríveis.

Os felinos foram alojados temporariamente no Zoológico de Tirana, capital da Albania, até que se finalizasse uma discussão burocrática sobre o futuro deles.

Mas os funcionários da ONG finalmente conseguiram transportá-los para sua nova casa no Felida Big Cat Centre, na Holanda.

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

Ioana Dungler, líder do projeto da Four Paws, que é um grupo reconhecido internacionalmente que tia em defesa do bem-estar animal, disse que os especialistas colocaram os leões em veículos especialmente equipados na última terça-feira e estavam conduzindo os animais – chamados Lenci, Bobby e Zhaku – para a Holanda.

“Eles estão seguros para viajar”, disse o veterinário Marc Goelkel, após examinar os animais.

Os leões e outros oito animais foram retirados do mesmo zoológico particular no oeste da Albânia em outubro do ano passado, em razão de suspeitas e temendo que estivessem desnutridos.

Eles permaneceram em gaiolas no zoológico público de Tirana, que a Four Paws também considera inapto, enquanto as autoridades estavam em uma disputa legal com seus antigos donos.

Uma equipe da ONG cuidou deles durante esse período.

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

Dungler disse que os leões foram autorizados a sair depois que outras nações e grupos de animais passaram a pressionar as autoridades albanesas.

Ela também agradeceu ao Tirana Zoo por oferecer uma “solução temporária”. Caso contrário, toda a operação de resgate não seria possível, mas desde o começo foi dito que eles não poderiam ficar lá permanentemente.

“Se você observa as condições aqui, eu não acho que você precisa ser um especialista para entender que essa não é a maneira de se tratar animais selvagens”, disse Dungler, observando que o zoológico de Tirana tem pequenas gaiolas de piso de cimento.

“O sol, o cuidado, a atenção que eles receberão no Santuário Felida mais a abundância de grama e liberdade farão toda a diferença para eles.”

O Ministério do Meio Ambiente da Albânia, que está supervisionando o assunto, disse que não tem comentários a fazer sobre a transferência.

A Albânia tem outros animais silvestres que são mantidos em lugares impróprios e precisam de um ‘perfil completamente diferente’ para viver, disse Dungler, pedindo às autoridades albanesas que cooperem em futuras transferências de animais.

“Só precisamos do compromisso deles e da legislação adequada”, disse Dungler.

A Four Paws também está ajudando as autoridades albanesas com um estudo de viabilidade para um santuário de animais em Dajti Mountain, perto de Tirana, a capital.

Filhotes de cachorro que seriam sacrificados são resgatados nos EUA

Três filhotes de cachorro extremamente maltratados que foram levados para um abrigo no Texas, nos Estados Unidos, tiveram as vidas salvas após serem resgatados do local. No abrigo, eles estavam na lista de animais que seriam sacrificados.

Foto: Reprodução / YouTube

A co-fundadora do Rescue Dogs Rock NYC, Stacey Silverstein, foi a responsável por salvá-los. Ela viu um vídeo no qual dois dos filhotes apareceriam agarrados um ao outro, enquanto o terceiro permaneceria por perto. O estado deplorável dos animais comoveu Stacey, que decidiu ajudá-los.

“Onde está o respeito? Onde está a humanidade? Eles entraram neste abrigo de morte nesta condição, jogados no duro chão infectado por concreto em condições obviamente críticas e fracas”, disse Stacey. As informações são do portal I Love My Dog.

Foto: Reprodução / Facebook / Rescue Dogs Rock NYC

“Estamos tão enojados a cada dia para sermos confrontados com essa dura realidade. Mais uma vez seremos seus protetores e salvadores e obteremos a ajuda de que eles precisam desesperadamente”, completou.

Retirados do abrigo no qual seriam sacrificados, os três cachorros foram levados por Stacey e passaram a receber os cuidados necessários para que possam ficar saudáveis.

Os animais receberam os nomes Mulani, Po e Mishi. “Suas novas vidas começam hoje!”, comemorou a co-fundadora da ONG.

Filhotes de cachorro são colocados em balde e arremessados em rio

Sete filhotes de cachorro foram colocados em um balde e arremessados no rio da Prata, em Lençóis Paulista (SP), segundo uma denúncia anônima. O caso aconteceu na noite de quarta-feira (1º) perto de uma passarela que liga os bairros Jardim Antonieta e Jardim Monte Azul.

Foto: Prefeitura de Lençóis / Divulgação

A testemunha que presenciou o ato cruel cometido contra os cães acionou o Corpo de Bombeiros, que enviou uma equipe ao local para resgatar os animais.

Os bombeiros conseguiram encontrar os filhotes pelo choro deles. Os sete animais foram resgatados com vida. As informações são do portal G1.

Após o resgate, os cachorros foram encaminhados para o Canil Municipal, onde receberam atendimento veterinário. Todos foram disponibilizados para adoção e um deles já encontrou um lar.

“Todos os filhotes serão vermifugados e depois disponibilizados para adoção”, explicou a coordenadora de proteção animal da Prefeitura de Lençóis Paulista, Milena Montanholi Mileski.

De acordo com a coordenadora, o órgão atende de 30 a 40 casos de abandono de animais por mês. “Quando a gente identifica a pessoa, nós registramos boletim de ocorrência, porque abandono é crime e, infelizmente, o índice no município é alto”, finalizou Milena.

Dez pinguins são devolvidos à natureza após tratamento em SC

Dez pinguins-de-Magalhães foram soltos na Praia de Moçambique, em Florianópolis (SC), na última terça-feira (1), após receberem tratamento veterinário no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (Cepram). Os animais estavam sob os cuidados da Associação R3 Animal, através do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e são remanescentes da temporada de 2018.

(Foto: Nilson Coelho, R3 Animal/Divulgação)

Os pinguins não haviam sido devolvidos à natureza antes porque estavam em período de muda de penas, segundo a presidente da R3 Animal e Coordenadora do PMP-BS em Florianópolis, a médica veterinária Cristiane Kolesnikovas.

“Durante a muda o pinguim perde a impermeabilização das penas, o que impossibilita a soltura”, explica Cristiane ao portal NSC Total.

O esperado agora é que os pinguins fiquem por um período em alto mar, depois, nadem até a Patagônia. De todos os animais soltos na praia, o que havia sido resgatado há mais tempo foi acolhido pelo programa em setembro do ano passado.

(Foto: Nilson Coelho, R3 Animal/Divulgação)

O projeto realiza ações de Laguna a Paraty, no Rio de Janeiro, e se divide em 15 trechos. Desde que os pinguins-de-magalhães começaram a chegar, em meados do outono e início do inverno de 2018, 64 deles foram resgatados, reabilitados e soltos pela R3 Animal.

Essa espécie visita o litoral de Santa Catarina anualmente. Quando o inverno se aproxima no Hemisfério Sul, eles migram da Patagônia, na Argentina, rumo ao norte, em busca de alimento. Mortes de pinguins que não conseguem retornar às colônias de origem são comuns, por isso corpos são encontrados na costa brasileira. Há casos também de animais que chegam cansados e debilitados no Brasil, precisando de cuidados. A maior parte desses pinguins é jovem e encara a primeira viagem migratória.