Boi reconhece mulher que o salvou seis anos após o resgate

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Quando bezerros machos nascem na indústria de laticínios, eles são considerados um “desperdício” porque não podem produzir leite, então estes animais são imediatamente enviados para a indústria de vitela (carne de novilhos) apenas momentos após o nascimento. Os filhotes são colocados em caixas, isolados de suas mães e privados de todos os cuidados que início da vida requer.

A indústria da carne de vitela é essencialmente cruel, mas felizmente para dois novilhos que estavam destinados a serem mortos na mais tenra idade por sua carne, seu destino sombrio mudou para algo bem melhor.

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Seis anos atrás, quando o Peanut (Amendoim) e o Cocoa (Cacau) tinham menos de uma semana, eles foram resgatados da indústria da carne de vitela. Durante os primeiros anos de suas vidas, eles moraram no abrigo do Santuário Fazenda Southern California Shelter da Farm Sanctuary.

Uma de suas voluntárias e membro da equipe de resgate e agora administradora do abrigo, Alicia, visitava a dupla com frequência e a amizade entre Alicia e Peanut florescia cada dia mais.

Quando Peanut e Cocoa eram bezerros, Alicia ajudava a dar mamadeira para eles de vez em quando. Cocoa é um pouco mais reservado, mas Peanut foi muito aberto sobre o seu amor descarado por Alicia.

Peanut e Cocoa | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Cocoa | Foto: Farmsantuary.org

Quando tinham dois anos de idade, Peanut e Cocoa mudaram-se para o Abrigo do Norte da Califórnia do Farm Sanctuary, onde puderam desfrutar de mais espaço.

Mas não pense que o Peanut esqueceu de Alicia. Embora eles não se vejam com tanta frequência, quando Alicia visita algumas vezes por ano, Peanut vem correndo quando ela chama – reconhecendo-a instantaneamente.

Os bois e vacas são como gatos e cachorros. Eles anseiam por carinho e gostam de construir laços e relacionamentos com os outros – não importa a espécie.

Infelizmente, como vacas e outros animais de fazenda são tipicamente considerados “alimentos”, eles são tratados como mercadorias e não como indivíduos. A maioria nunca consegue experimentar os laços profundos de família ou amizade.

Peanut e Cocoa comendo | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Cocoa comendo | Foto: Farmsantuary.org

Ao contrário disso, esses animais estão sujeitos a uma vida cheia de medo, estresse e tristeza – sendo privados de sua liberdade, do convívio de seus filhos e muitas vezes explorados até sua morte.

Ao trazer o assunto à pauta, divulgando e transmitido essas informações com pessoas no convívio social, podemos despertar ou aumentar a conscientização dos demais para que eles também possam entender como os animais são afetuosos e inteligentes. Esta é uma forma de ajudar muitos animais indefesos e vítimas da ganância humana.

Aprender mais sobre o assunto, lendo e visitando um dos muitos santuários de animais onde as vacas, boi, porcos, frango se outros conseguem viver em paz também são formas de compreender melhor a realidade desses seres sencientes.

Felicidade explícita

Outro exemplo registrado dos sentimentos e emoções desses animais especiais é este bezerro, Bandit que literalmente dança de felicidade ao ser libertado, como pode ser vista no vídeo abaixo.

As imagens falam muito mais à nossa consciência que apenas a teoria e a alegria de Bandit expressa em seus movimentos, saltos, corridas, roladas no chão e lambidas ao seu salvador são incontestavelmente comoventes.

Depois de viver ser amarrado em um estábulo com baias de proporções mínimas durante a maior parte de sua vida, Bandit realiza sua dança em celebração da liberdade mostrando sua gratidão aos seus salvadores do Gut Aiderbichl Sanctuary (lar de 500 animais incluindo vacas, touros e bezerros resgatados).

Presenciar e atestar as emoções em animais é extremamente importante para uma melhor compreensão de suas necessidades e desejos. Como Bandit mostra, ele possui uma forte necessidade (e desejo) de correr livre, saltar, brincar, se jogar no chão e ter a chance de seguir seus próprios instintos naturais.

Gut Aiderbichl

Foto: Gut Aiderbichl

Ele era um dos milhões de animais destinados a vida cruel e limitada em uma fazenda industrial – mas este vídeo prova que, com expressões de sentimentos intensas e plenas como estas, ele nunca se acostumou em viver acorrentado.

Bandit expressa claramente a felicidade em estar livre e assistir a imagens como estas despertam a necessidade de compaixão por estes seres sencientes obrigados a viver em um ciclo de sofrimento sem fim terminando com a morte ao final.

Ao se recusar a alimentar-se de carne e adotar uma dieta vegana estamos nos recusando a contribuir para que animais como Bandit continuem sendo explorados pela indústria da carne.

Caçador paga 4 mil dólares para atirar em leão com dardo de tranquilizante e filma o ato covarde

Foto: Lord Aschcroft

Foto: Lord Aschcroft

Podemos desconfiar que algo vai mal em nossa sociedade no momento em que atribuímos valor monetário para tirar uma vida e passamos a comercializar esse crime.

Simba e um leão dono de uma juba majestosa que possui uma cicatriz característica bem abaixo de seus penetrantes olhos amarelos, o animal faz jus ao título de rei da savana africana.

Mas foi exatamente sua beleza, rara e imponente que selou seu destino.

Apesar de sua magnificência, este leão de 11 anos não é um animal selvagem. Em vez disso, ele é um dos 12 mil “leões criados em cativeiro” na África do Sul: tratados como um animal de estimação por humanos em uma chamada “fazenda de leões” para depois entrarem em um programa de reprodução para produzir mais filhotes.

Foto: Lord Aschcroft

Foto: Lord Aschcroft

Após de atingir seu auge físico, o tamanho imponente e a gloriosa juba de Simba selaram seu destino: ele seria oferecido para ser morto por caçadores ricos empenhados em tirar sua vida como um troféu para adornar suas luxuosas casas.

Um dos investigadores (da instituição do filantropo e político Lord Aschcroft) disfarçado se apresentou como representante de um rico cliente americano, na esperança de pagar milhares de libras para caçar e matar um leão.

O investigador se aproximou da Mugaba Safaris, uma empresa de propriedade e gerenciada pelo caçador profissional Patrick de Beer.

De Beer é descrito no site de sua empresa como tendo crescido “em uma fraternidade de safáris” e “possui experiência inigualável de caça com arco e fecha e rifle africano”. Fotografias mostram o empresário segurando um enorme leopardo e um leão mortos.

O investigador recebeu por e-mail uma lista com fotos de 16 leões machos, cada um com seu próprio preço, variando de 13 mil a 26 mil dólares, dependendo da qualidade de sua juba.

Foto: Lord Aschcroft

Foto: Lord Aschcroft

Ele reparou em Simba, um macho mais velho que De Beer, que é conhecido como “O Homem Leão”, descreveu em uma mensagem do WhatsApp como um “gato excelente e com uma juba densa”. Ele ainda acrescentou: “Tenho certeza de que o cliente ficará muito satisfeito com seu gato”.

A dupla concordou com um preço de 23 mil dólares para o caçador atirar em Simba, com metade para ser paga antecipadamente como depósito e o saldo em dinheiro na chegada à África do Sul.

O investigador disfarçado pediu diversas vezes para ver Simba antes da caçada, em uma tentativa de testemunhar as condições em que o leão estava sendo mantido. Mas De Beer negou os pedidos, escrevendo sobre sua relutância em mostrar aos visitantes leões em cativeiro.

“Você tem que entender que, devido à natureza sensível da caça ao leão em todo o mundo, estamos hesitantes em levar pessoas para mostrar leões presos jaulas”, disse ele em outra mensagem do WhatsApp. “Isso tira a autenticidade da caça.”

Foto: Lord Aschcroft

Foto: Lord Aschcroft

Em vez disso, ele se ofereceu para enviar ao investigador “quantas fotos e vídeos ele quisesse do leão”.

Ele acrescentou: “Vamos fotografar cicatrizes específicas identificáveis de várias partes do corpo do gato para eliminar qualquer dúvida. Nós garantimos que o leão em que você vai atirar é o mesmo que você escolheu nas fotos enviadas.

Ele enviou uma série de fotos de Simba, incluindo closes de seu rosto, para ilustrar as cicatrizes e marcas identificáveis do animal.

“Há muitos traços distintos entre os leões entre os quais as manchas no nariz são [sic] as impressões digitais desses animais funciona da mesma forma que as impressões digitais de um humano”, escreveu ele.

“Cada leão é único. Outras características são as cicatrizes no rosto (nota para 2 manchas pretas ao lado do olho esquerdo) e os tufos de cabelo da barriga. Também uma cicatriz próxima ao nariz sob o olho direito que fica horizontal.

Foto: Lord Aschcroft

Foto: Lord Aschcroft

Com o regateio, a caçada foi marcada para outubro do ano passado no Kalahari Lion Hunting Safaris, uma fazenda de caça exclusiva à beira do vasto deserto do Kalahari e perto da fronteira da África do Sul com o Botswana.

O parque é dirigido pelo experiente caçador Freddie Scheepers e sua esposa Zerna.

Isso era para ser o que os ativistas chamam de uma caça “enlatada”, na qual um leão criado em cativeiro é morto dentro de uma área de caça rodeada por cercas elétricas.

A equipe de ativistas e investigadores entendeu que Simba seria fornecido por um criador de leões na área de Bloemfontein, embora eles não conseguissem identificar a fazenda exata.

Planos foram colocados em prática para que Simba fosse filmado entre 22 e 25 de outubro – mas os investigadores não tinham intenção de matar o magnífico animal, então encontraram uma desculpa para desistir, na esperança de encontrar uma maneira de resgatar Simba.

Foto: Lord Aschcroft

Foto: Lord Aschcroft

Um dia antes da caçada, um membro da minha equipe posando de caçador americano, conheceu De Beer e alegou que sua esposa e família haviam sofrido um grave acidente de carro nos EUA e que ele precisava voar para casa imediatamente.

Na verdade, essa era uma desculpa inventada para se retirar da caçada.

Mas De Beer e Scheepers agora tinham um problema: haviam soltado um leão de cativeiro em uma área de caça e não tinham ninguém para matá-lo, então bolaram outro plano para ganhar ainda mais dinheiro com o leão antes que ele morresse.

Eles decidiram permitir que um cliente rico pagasse milhares de libras para atirar no felino gigante com um dardo tranquilizante.

Felizmente para os chefes de safári, um entusiasta de caça britânico chamado Miles Wakefield, 48 anos, também estava desfrutando de uma estadia de seis noites no rancho, onde ele estava caçando impalas e outros animais.

Wakefield, que trabalha como perito de seguros em Londres, recebeu a oportunidade de reduzir o preço para atirar no leão com dardos tranquilizantes por 4 mil dólares.

Naquela manhã, Wakefield foi caçar antílopes antes de juntar-se a Scheepers e De Beer à tarde para procurar por Simba, no que o investigador foi informado que seria uma área de caça de 1.100 acres (cerca de 4,5 mil km2.

Eles encontraram o leão perto de uma cerca do perímetro onde uma “isca” de pedaços de carne tinha sido deixada e começaram sua cruel perseguição por ele em um veículo 4×4 aberto.

Wakefield deu um tiro do veículo de uma distância de cerca de 12 metros, mas errou. Um Simba apavorado saltou e, com a escuridão se aproximando, os homens voltaram para o conforto da pousada, que tem sua própria piscina e bar.

A perseguição recomeçou no dia seguinte, com o grupo de perseguidores novamente encontrando Simba perto de uma cerca do perímetro. Ele foi perseguido de novo pela pick-up até que ficou tão exausto que caiu no chão.

Após o fracasso do dia anterior, Wakefield mirou com cuidado sob a direção do Sr. Scheepers, que o aconselhou a acertar Simba no músculo de sua pata traseira direita.

Os investigadores obtiveram imagens do espetáculo assustador, que pode ser visto no vídeo abaixo, com algumas fotos da “caça” também.

O filme comovente mostra o animal angustiado saltando em estado de choque após ser baleado e tentar fugir.

Cada vez mais enfraquecido pela droga, as pernas traseiras do leão começam a falhar quando Wakefield e Scheepers passam a persegui-lo a pé.

Um Simba fragilizado e desorientado é mostrado cambaleando para perto de uma árvore e se afastando de seus perseguidores, aparentemente confuso sobre qual caminho seguir.

Ele finalmente cai na sombra de uma árvore, ponto no qual Wakefield – depois de voltar a sorrir para o resto de seus companheiros – dispara um segundo dardo em sua perna direita.

Foto: Lord Aschcroft

Foto: Lord Aschcroft

Minutos depois, uma vez que as drogas finalmente derrubaram o animal esgotado, Wakefield é filmado posando para o seu “tiro de troféu” ao lado do Simba semi-consciente, cuja língua fica pendurada em sua boca.

O caçador parecia incapaz de conter sua alegria quando o leão atordoado tentou mover sua enorme cabeça e não conseguiu. Wakefield exclamou: “Ele está virando a cabeça e não consegue mais lutar!”

Uma foto do grupo mostrou Wakefield em pé atrás de Simba com Scheepers, De Beer e outro caçador profissional.

De acordo com a lei sul-africana, é ilegal disparar um dardo tranquilizante contra um leão para fins que não sejam veterinários, científicos, de conservação ou de manejo.

O dardo tem que ser disparado por um veterinário ou um veterinário deve estar presente. Os caçadores também são proibidos de caçar um leão em um veículo, a menos que estejam rastreando-o por longas distâncias ou o caçador seja deficiente físico ou idoso.

Wakefield disse neste fim de semana que foi enganado por Scheepers e De Beer e que ele acreditava que estava participando de uma “operação legal para realocar um leão no interesse da saúde do animal”.

Ele disse que só foi informado de que deveria haver um veterinário presente após o evento e que, se soubesse de antemão, “teria imediatamente me retirado da operação”.

Foto: Lord Aschcroft

Foto: Lord Aschcroft

Ele acrescentou: “Fui levado a acreditar, pelos dois sul-africanos Freddie Scheepers e Patrick de Beer, ambos caçadores profissionais, que era uma operação de conservação.
“Ao realocar o leão para um local mais controlado, a vida do animal seria preservada”.

De Beer insistiu na noite passada que não foi uma caçada, alegando que Wakefield pagou pela manutenção do leão em troca da chance de atirar nele com um dardo.

Falando ao Daily Mail, Scheepers confirmou que não havia nenhum veterinário presente, mas negou que fosse uma caçada, insistindo que eles estavam simplesmente “atirando um dado” no leão para movê-lo para outra área fechada depois que o caçador original tivesse saído. “Isso não foi uma caçada. Nós apenas jogamos um dardo nisso ‘, disse ele.

“O que aconteceu foi o cara que deveria caçar o leão, quando desembarcou na África do Sul, sua esposa e suas filhas sofreram um terrível acidente, então ele teve que voltar. Decidimos levar o leão de volta para a área fechada.

Ele disse que Simba não teria sobrevivido onde ele estava. Scheepers alegou que essa era a “primeira e única vez” que um cliente pagara para acertar um leão com um dardo e ele insistiu que era perigoso demais atirar com um tranquilizante em um leão enquanto estivessem a pé.

Depois de posar para fotos, os homens ajudaram a carregar Simba para a parte de trás de um trailer, monitorando cuidadosamente o tempo decorrido para garantir que o efeito da droga não acabasse e a enorme fera não acordasse e se virasse contra eles.

Foto: Lord Aschcroft

Foto: Lord Aschcroft

Este não foi, no entanto, o tipo de operação de realocação que os conservacionistas realizam em toda a África.

Simba estava simplesmente sendo transferido para uma área de espera onde aguardaria o caçador americano que reivindicara o direito de matá-lo. O investigador disfarçado, posando novamente como caçador americano, chegou ao local de caça de Scheeper em 20 de fevereiro.

Mas, depois de localizar Simba, ele desapontou seus anfitriões dizendo que estava infeliz em continuar com a caçada. Para a perplexidade de Scheepers, o falso caçador disse que agora queria resgatar a “fera magnífica” e transferi-la para um santuário.

Depois de dois meses de incerteza nervosa, a equipe de resgate finalmente conseguiu levar Simba para fora das mãos dos “gigolôs de animais” na semana passada e o leão foi levado para um santuário em um local secreto.

Mais tarde, fomos informados que a vida de Simba esteve perigosamente em jogo: fontes nos disseram que outro caçador estava a caminho do parque na quinta-feira para matá-lo.

“O leão agora está fora de perigo”, disse Reinet Meyer, inspetor sênior da Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais. “Um leão foi salvo de uma morte terrível. Estamos muito felizes e aliviados”, desabafou ele.

Infelizmente, o final feliz desta história é altamente incomum. Milhares de leões estão definhando em centros de criação e fazendas em toda a África do Sul esperando para serem escolhidos e mortos por caçadores estrangeiros.

Andrew Muir, amplamente considerado o principal conservacionista e especialista em vida selvagem da África do Sul, classificou a caça de leões como “deplorável”.

“Acredito que a caça deve ser proibida em todo o mundo porque é desumana e não há valor de conservação ou qualquer justificativa para isso”, disse ele.

Corrupção: autoridades chinesas impedem resgate de cães sequestrados para abastecer o mercado de carne

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Centenas de cachorros, incluindo muitos animais de estimação roubados, estão sendo mantidos em armazéns sujos no sudoeste da China, enquanto comerciantes de carne esperam a hora de enviá-los ao bárbaro festival anual de carne de cachorro de Yulin em junho, segundo o MailOnline.

Voluntários na província de Sichuan salvaram centenas de cães com destino ao matadouro, mas muitos cães indefesos estão esperando para enfrentar uma longa jornada antes de serem cruelmente mortos no período do solstício de verão, afirmam ativistas pelos direitos animais.

Eles também acusam os oficiais de Dazhou, uma cidade de Sichuan, de conspirar com comerciantes de carne, entregando os cães resgatados de volta para eles.

Um grande número de cães em situação de rua e animais de estimação roubados está sendo armazenado em diferentes cidades da província de Sichuan, perto do festival de carne de cachorro Yulin, segundo Du Yufeng, fundadora do Centro de Proteção Animal Bo Ai, na cidade chinesa de Guangyuan.

Du disse ao MailOnline que a província montanhosa de Sichuan é agora o ponto de parada mais popular para os comerciantes de carne para manterem, venderem e distribuírem os cães capturados.

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Muitos dos cães são considerados animais de estimação roubados, pois tinham coleiras.

Pelo menos 300 cães foram salvos por Du e sua equipe em três armazéns em Dazhou, a 1.350 quilômetros de Yulin, no sul da China.

De lá, os cães enfrentam uma jornada árdua de 15 horas até Yulin, acorrentados e espremidos em gaiolas enferrujadas, antes de serem mortos nos matadouros ou mercados.

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Imagens fornecidas por Du, ativista veterana de longa data, mostram centenas de cães amontoados em um depósito escuro no distrito de Tongchuan, na cidade de Dazhou.

Os animais aflitos podem ser vistos todos em pé e olhando para Du enquanto ela esteve no armazém para resgatá-los em 25 e 26 de março.

De acordo com Du, o governo local se recusou a entregar os cães salvos aos cuidados de sua organização. Em vez disso, as autoridades insistiram em manter os cães por 21 dias com o objetivo de mantê-los em “observação”.

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Mas quando Du e seus voluntários apareceram novamente nos abrigos nomeados pelo governo, alguns animais foram levados para locais secretos, enquanto outros foram trocados, disse ela.

Outros dois clipes fornecidos por Du mostram uma de suas visitas a um abrigo.

Nos vídeos, os cães resgatados parecem aterrorizados quando são acorrentados às paredes pelo pescoço em uma sala vazia.

Mais de 140 cães no condado de Qu foram “escondidos” pelo governo, enquanto 235 cachorros permanecem em “observação” no distrito de Tongchuan.

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Du observou que ela e oito outros voluntários visitaram as autoridades do condado de Qu, em 11 de abril, pedindo que eles entregassem os cães a eles, mas as autoridades afirmaram que haviam distribuído os cães entre os agricultores locais para serem adotados.

Em um lugar onde a matança, o aprisionamento e a venda de cães é onipresente, os animais que foram resgatados dos comerciantes e depois cedidos a famílias de agricultores estão mais do que propensos a cair nas mãos dos comerciantes de cães novamente”, disse Du.

“As autoridades locais protegem os comerciantes de cachorros”, a ativista acusou.

Du acrescentou que mais cães estavam sendo transportados para mais de uma dúzia de armazéns na cidade de Pujia, em Tongchuan.

Ela pede ao público que dê mais atenção ao assunto e coloque pressão sobre o governo local para que eles possam lidar com o assunto de forma transparente e adequada.

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

O Yulin Dog Meat Festival, realizado no solstício de verão, é um festival de comida grotesco e brutal que acontece na província de Guangxi, no sul da China.

Todos os anos, milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem comidos pelos habitantes locais.

Estima-se que 10 milhões de cães são mortos por sua carne na China anualmente. Pessoas de outros países asiáticos, como Vietnã e Coréia do Sul, também têm a tradição nauseante de comer cachorros.

No ano passado, a Humane Society International, organização de bem-estar animal, resgatou 136 cães de três depósitos subterrâneos perto de Yulin, antes do início das festividades sangrentas que tem duração de três dias.

A ONG afirma que os trabalhadores dos matadouros matam cerca de 50 cães todos os dias para consumo humano.

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Foto: Du Yufeng/Centro de Proteção Animal Bo Ai

Mas a organização explicou que a influência e o tamanho do festival foram reduzidos nos últimos anos graças ao protesto do público.

Embora a China tenha leis para salvaguardar a fauna terrestre e auqática, atualmente falta legislação para proteger o bem-estar animal ou para evitar a crueldade contra os animais domésticos.

Em setembro de 2009, ativistas pelos direitos animais e especialistas jurídicos começaram a circular um projeto de lei sobre a proteção de animais e em 2010, um projeto de lei sobre a prevenção de crueldade com animais foi submetido à consideração do Conselho de Estado, de acordo com a Human Rights in China – organização governamental com sede em Nova York.

Ativistas veganos libertam nove mil faisões no Reino Unido

Por David Arioch

“Um caminho foi feito para que as aves se dirigissem para a floresta e para longe das estradas” (Foto: Reuters)

Este mês, ativistas veganos do grupo Animal Liberation Front (ALF) libertaram nove mil faisões de uma fazenda em Suffolk, na Inglaterra. A incursão aconteceu em Mildenhall como parte de uma ação que, além de garantir a liberdade das aves, também visa chamar atenção para a realidade dos animais criados para serem usados em atividades de caça.

Um porta-voz da ALF disse que eles pretendem continuar libertando faisões porque isso acaba pressionando os caçadores e quem lucra de alguma forma com essa atividade a sair do mercado.

“Um caminho foi feito para que as aves se dirigissem para a floresta e para longe das estradas. Usamos grãos para atraí-las por essa direção”, revelou um porta-voz da ALF, segundo o jornal britânico The Times.

No Reino Unido, a caça às aves estimula a criação anual de mais de 35 milhões de faisões e perdizes. Muitos desses animais são soltos na natureza para serem mortos por “esporte”.

“Embora haja alegações de que as aves são comidas, um grande número delas é descartada ou incinerada, porque há pouca demanda por carne de caça”, informa Chris Lufingham, diretor de campanhas da League Against Cruel Sports.

Outro ponto crítico em relação à caça de aves é que as fêmeas usadas como reprodutoras são criadas em gaiolas. “Nossa investigação secreta revelou o sofrimento contínuo daquelas aves reprodutoras, que definham aos milhares em condições terríveis”, declara Isobel Hutchinson, diretora da Animal Aid. Pesquisa da entidade também revelou que 80% dos britânicos se opõem ao confinamento desses animais.

“A frustração que elas experimentam em cativeiro as levam a se atacarem e a voarem continuamente em direção ao teto da gaiola em uma tentativa improdutiva de fugir”, enfatiza Isobel.

Depois de consultar a população, em atitude inédita na Grã-Bretanha, o governo do País de Gales anunciou que vai proibir a caça esportiva de aves até maio deste ano. Sobre o assunto, a ministra do meio ambiente, Hannah Blythyn, complementou que os alugueis de espaços públicos para a caça de aves não devem ser renovados, considerando a opinião pública e a preocupação com o bem-estar animal.

Polícia resgata filhote de macaco-prego mantido em cativeiro em MG

Um filhote de macaco-prego que era mantido em cativeiro, privado da liberdade e da vida no habitat, foi encontrado em Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, informou a Polícia Federal (PF) na última sexta-feira (26).

Foto: Polícia Federal/Divulgação

O animal silvestre vivia aprisionado em uma residência. Ele foi resgatado por uma equipe da Polícia Federal.

Segundo os agentes, o macaco-prego não apresentava sinais de maus-tratos e foi encaminhado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na quinta-feira (25).

O macaco será submetido à perícia e, depois, será devolvido à natureza. As informações são do portal G1.

Um inquérito foi instaurado pela Polícia Federal para investigar a origem do macaco. A pessoa que o mantinha em cativeiro também será investigada.

Caso seja comprovada alguma ilegalidade, o suspeito poderá ser condenado a até um ano de detenção. No entanto, por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo, a pena costuma ser substituída, por exemplo, por prestação de serviços à comunidade.

Dono de ONG resgata cães de canil e é condenado a indenizar criadora

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o dono da Associação de Proteção e Defesa dos Animais de Araçatuba (APDA), que entrou sem autorização em um canil e levou cães do local, a devolver os animais e indenizar em R$ 100 mil a criadora, que havia sido acusada de maus-tratos. A decisão de obrigá-lo a pagar uma indenização veio após ser confirmada a morte de 11 filhotes, o sacrifício de outro, a castração de cães e o diagnóstico de infecção no útero de uma das cadelas resgatadas.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O desembargador Paulo Alcides, relator da apelação na 2ª Câmara Reservada ao Meio Ambiente, afirmou que o proprietário da ONG teve uma “atitude tresloucada”. As informações são do portal ConJur.

“Sem nenhum critério lógico, fazendo-se de justiceiro, ele resolveu agir ‘pelas próprias mãos’. Invadiu propriedade alheia para subtrair animais que estavam devidamente ‘amparados’ e transformou a vida deles num espetáculo de horror”, disse Paulo Alcides.

“Como pode o dirigente de uma ONG intitulada protetora dos animais agir com tamanha insensibilidade? Sabedor de tais irregularidades, o cidadão deve acionar as autoridades competentes, as quais saberão tomar as providências cabíveis. A justiça pelas próprias mãos sempre acaba por causar um mal maior do que aquele inicialmente alardeado pelo recorrido”, complementou o desembargador.

O dono da ONG havia feito uma campanha contra o canil. A dona do local o acusa de usar a entidade que ele possui para promoção de candidatura eleitoral.

Clique aqui para ler a decisão na íntegra.

Nota da Redação: independentemente da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, a ANDA reforça seu posicionamento contrário à venda de animais por acreditar que seres vivos não podem ser tratados como mercadorias e por saber que casos de maus-tratos no comércio não deixarão de acontecer enquanto animais forem vendidos. Como defensora dos direitos animais, a ANDA incentiva seus leitores a optarem pela adoção de animais ao invés da compra.

Filhote de cachorro é abandonado dentro de sacola para morrer asfixiado

Um filhote de cachorro foi abandonado dentro de uma sacola fechada para morrer asfixiado em Santa Cruz do Sul (RS), na segunda-feira (22). O animal foi encontrado no pátio de uma casa no bairro Santa Vitória e foi resgatado.

Foto: Bruna Molz

Bruna Molz, vereadora e ativista da causa animal, foi quem recebeu a denúncia. Ela acionou a Brigada Militar e foi até a casa. Os moradores não estavam no local. Vizinhos relataram ter ouvido o choro do cão desde a madrugada.

“Posso dizer que foi um dos resgates mais tristes que eu já fiz. Houve outro caso de gatinhos que foram abandonados num mato, mas quando cheguei lá eles já estavam mortos. Quando me mandaram essa foto, pensei vamos correndo porque qualquer segundo a menos é a chance do bichinho estar morto”, disse Bruna. As informações são do GAZ.

O cachorro ficou dentro da sacola durante a madrugada toda e o período da tarde. Ele recebeu o nome de Dimmy e foi encontrado em estado grave, gelado e convulsionando.

Foto: Bruna Molz

Encaminhado para uma clínica veterinária, ele está internado e recebendo soro. A veterinária Manuela Oliveira Hammes o diagnosticou com cinomose, uma doença grave que pode ser fatal.

De acordo com a denúncia anônima recebida pela vereadora, não é a primeira vez que os moradores da casa abandonam e maltratam animais.

Um termo circunstanciado de ocorrência será redigido pela Brigada Militar para que os autores do crime sejam indiciados e processados.

Uma vaquinha online foi feita por protetoras de animais para custear as despesas de intenção e tratamento do cachorro. Para ajudar, doando qualquer quantia, basta clicar aqui.

Foto: Bruna Molz

Cachorro cai em buraco e é resgatado por ciclistas em Fortaleza (CE)

Um cachorro caiu dentro de um buraco de quase três metros de profundidade no canteiro da rodovia CE-o10, no bairro Sabiaguaba, em Fortaleza (CE), na terça-feira (23) e foi resgatado por um grupo de ciclistas.

Foto: Pixabay

O publicitário e triatleta André Mota contou que passava pelo local, de bicicleta, quando viu alguns amigos tentando resgatar o cachorro. Ele decidiu, então, ajudar. O grupo levou cerca de um hora para salvar o cão, que estava agitado e fugiu após ser retirado do buraco.

“[O buraco] lembra um bueiro. Acho que alguém passou e levou ou retirou a tampa. E percebemos que era um pouco profundo. Uns três metros de profundidade. Pelo fato do buraco ou bueiro não ter tampa, o cachorro passou pelo local, não percebeu e acabou caindo. Foi então que um amigo teve a ideia de pegar uma escada que se encontrava no seu veículo. A partir de então planejamos o resgate. Durou uns 47 minutos”, explicou ao G1.

O Departamento Estadual de Rodovias (DER) afirmou, através de um comunicado, que uma equipe será enviada ao local para recolocar a tampa do bueiro.

O publicitário lembrou que o cachorro estava muito assustado. “Eu desci até ele com a ajuda da escada e tentei pegá-lo, mas ele estava muito agitado. Não consegui de imediato. Então providenciamos uma coleira. Eu coloquei nele. Peguei uma das patas dele e com bem calma consegui puxá-lo. Graças a um trabalho de equipe conseguimos tirá-lo do buraco”, disse.

André Mota disse que, após salvar o cachorro, retirou a coleira dele e tentou pegá-lo para levá-lo a um abrigo ou até mesmo a sua casa, mas o animal acabou fugindo.

Cavalo é encontrado agonizando após ser abandonado em lamaçal no PR

Um cavalo foi encontrado agonizando após ser abandonado pelo tutor em um lamaçal em Campo Mourão, no Paraná. O animal foi resgatado no domingo (21) pela Associação dos Protetores de Animais Independentes (PAIS). O tutor foi indiciado por maus-tratos a animais.

Reprodução / Tribuna do Interior

Segundo a ONG, o cavalo teria morrido no local se não fosse socorrido. A entidade foi acionada por pessoas que passaram pelo local e se comoveram com o sofrimento do animal. As informações são da Tribuna do Interior.

Para o resgate, a entidade contou com a ajuda da Polícia Militar. O cavalo foi transportado em uma caminhonete boiadeira para receber atendimento veterinário na propriedade de uma veterinária voluntária.

O tutor do animal foi identificado pela polícia e encaminhado à delegacia para prestar depoimento.

Outros casos

O abandono de cavalos se tornou frequente no município. Apenas neste ano, três casos foram registrados.

Em janeiro, uma égua com cerca de oito anos de idade foi encontrada agonizando em via pública no Jardim Lar Paraná após ser abandonada pelo tutor. Apesar da PAIS ter prestado socorro ao animal, ele não resistiu e morreu. O tutor mantinha mais de oito animais e já havia sido denunciado por abandono de cavalos.

Na última semana, outro cavalo morreu por desnutrição após ser abandonado no Jardim Botânico. A ONG também prestou assistência ao animal, mas ele não sobreviveu.

Cadela com sinais de estupro é resgatada no interior de São Paulo

Uma cachorra com sinais de violência sexual foi resgatada por uma ativista da causa animal e pela Guarda Municipal (GM) de Cabreúva (SP) na noite desta quinta-feira (18). O animal estava com ferimentos na região genital e precisou passar por uma vulvoplastia.

Foto: Arquivo Pessoal

A denúncia foi feita por uma moradora do bairro Bananal à ativista Sheila Rodrigues, que acionou a GM, uma veterinária voluntária e o Centro de Reabilitação e Adoção de Cães e Gatos (CREADOCA).

De acordo com Sheila, o resgate foi feito na estrada dos Romeiros por volta das 20h. O animal não tem tutor e, segundo moradores, ficava perambulando por uma área onde há diversas chácaras.

A Guarda Municipal de Cabreúva foi acionada e confirmou o atendimento do caso. Em nota, afirmou que um boletim de ocorrência será registrado na Polícia Civil, nesta segunda-feira (22), já que não houve flagrante.

Segundo a ativista, após o encontro, a cadela foi levada ao centro cirúrgico de uma clínica veterinária, onde passou por uma vulvoplastia. O procedimento, que reconstrói a região da genitália do animal, durou cerca de quatro horas.

Foto: Arquivo Pessoal

Segundo a veterinária Tamyres Novack, a cachorra estava muito ferida e estaria sendo violentada há um tempo porque os ferimentos já estavam inflamados.

“Para se ter ideia, ela não tinha mais o canal por onde sai a urina. Por isso, a bexiga dela estava quase estourando. Ela estava com muita dor”, conta.

Abuso

Segundo a ativista, quando a moradora fez o primeiro contato sobre o abuso, a hipótese era de que poderiam ter violentado a cadela com um pedaço de madeira ou algum objeto. Porém, a ideia é descartada pela veterinária.

Foto: Arquivo Pessoal

“Pode ser que o ferimento tenha sido por algum objeto, mas eu ainda acredito que o estupro tenha sido causado pelo órgão sexual de um homem adulto”, diz a profissional.

Tamyres diz ainda que a cadela está reagindo bem ao pós-operatório, apesar de estar com uma sonda que a acompanhará por mais dois meses.

O animal já foi adotado por um dentista da cidade e aguarda alta médica para ir ao novo lar.

Fonte: G1