Operação internacional resgata milhares de animais e prende cerca de 600 suspeitos

Uma operação internacional realizada em junho pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e pela Organização Mundial de Alfândegas (OMA) em 109 países resgatou milhares de animais silvestres e prendeu 582 suspeitos. Entre os animais resgatados estão felinos, primatas, tartarugas, répteis, aves e até tubarões.

Novas prisões podem ser executadas nas próximas semanas e meses, segundo a Interpol. A organização tem sede em Lyon, na França. As informações são da agência AFP.

Golfinhos estavam entre os animais resgatados pela operação (Foto: Pixabay/Ilustrativa)

Foram resgatados 23 primatas, 30 felinos, mais de 4,3 mil aves, quase 10 mil animais marinhos – incluindo corais, cavalos marinhos, golfinhos e tubarões -, cerca de 10 mil tartarugas e 1,5 mil répteis. Todos os animais estavam com traficantes.

Além dos animais silvestres, foram apreendidas 440 presas de elefante, 2,6 mil plantas, mais de meia tonelada de objetos feitos com marfim e 2.550 metros cúbicos de madeira. Foram encontradas ainda peles de crocodilo no Reino Unido.

Dezenas de papagaios, aprisionados em uma pequena gaiola, estão entre os animais encontrados pela operação. As aves estavam na Índia. Peixes-zebras não tiveram a sorte de serem encontrados com vida pela Interpol e pela OMA. Eles morreram durante um transporte ilegal e inadequado feito para o Brasil.

Na Nigéria, meia tonelada de escamas de pangolim foram apreendidas. O pangolim é um dos animais mais traficados do mundo. A espécie é vitima dos asiáticos, que traficam esses animais devido a um suposto benefício para a saúde humana – que nunca teve a eficácia comprovada.

A operação é a terceira de grande porte a ser realizada pela Interpol pelo terceiro ano consecutivo.


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Salvador (BA) tem cerca de 10 pedidos de resgate de animais silvestres por dia

Salvador (BA) registra cerca de 10 pedidos de resgate de animais silvestres por dia. A maior parte desses animais são répteis, principalmente serpentes – jiboias e sucuris.

O resgate desses animais era feito, principalmente, pela Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa) da Guarda Civil Municipal e pela Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) da Polícia Militar.

Cobra de espécie rara foi encontrada no bairro do Uruguai, em Salvador, no início do mês de maio — Foto: Divulgação/ Guarda Municipal

No entanto, há cerca de um mês, a Gepa deixou de fazer o recolhimento. A justificativa para a suspensão por tempo indeterminado é de que a segurança pública tem exigido maior atenção dos agentes.

Hoje, os 59 homens da Gepa atuam apenas na proteção do Parque da Cidade. A suspensão do recolhimento tem preocupado moradores das áreas de maior incidência de aparecimento dos animais – Pituaçu, Paralela, Cajazeiras, Itapuã, Imbuí e Pituba.

Entre os últimos animais resgatados pela Gepa está uma cobra de espécie rara, que foi encontrada por moradores no bairro do Uruguai, no começo do mês de maio.

Agora, Salvador conta apenas com 110 homens da Coppa para fazer os resgates, sendo que os agentes atendem outros 165 municípios, além da capital.

A coordenadora no Núcleo de Ofiologia e Animais Peçonhentos (Noap), Regiane Lyra, que fica na Universidade Federal da Bahia (Ufba), para onde a maioria dos animais foi levada, explica que o aparecimento constante das espécies é por conta do desmatamento.

“É importante a gente saber que nós temos uma dívida com a cidade de Salvador, porque o lugar que a gente anda, trabalha, circula e se diverte foi uma mata atlântica bastante exuberante com fauna e flora. Cada vez mais essa fauna está sendo pressionada pelo crescimento da cidade. Então é necessário ter instituições como a Coppa, Gepa, e o Centro de Controle de Zoonoses, que resgatem esses animais”, avalia.

A professora Regiane Lyra pondera ainda a necessidade de uma instituição para manter os animais resgatados, para que eles tenham cuidados específicos.

“É necessário ter uma instituição que mantenha esses animais. Porque uma vez resgatados, eles precisam ir para um lugar para receber cuidado adequado, que no caso é o centro de triagem de animais silvestres do Ibama, que está com funcionamento precário, a gente aqui, e o zoológico também recebe animais que estão doentes. Nós recebemos especificamente répteis, por conta do nosso projeto de pesquisa sobre a herpetofauna [estudo de répteis e anfíbios] da mata atlântica”.

Além das serpentes, os animais mais resgatados são: gambás, corujas, micos, jacarés e aves marinhas. Também no mês de maio, um jacaré-de-papo-amarelo, com cerca de 1,5 metro e 30 kg foi encontrado em um prédio da Avenida Paralela – um dos locais de maior aparição dos animais.

A subtenente Gracina Farias, da Coppa, explica que os períodos chuvosos são de maiores aparições dos animais.

Gambá está entre os animais resgatados em Salvador – Foto: Pixabay

“Quando chove, os rios ficam mais cheios. Os animais, principalmente as serpentes que têm sangue frio, saem para tomar sol, vêm junto com a correnteza dos rios, e acabam chegando nas casas das pessoas”, disse.

Depois de capturados pela Coppa, os animais são devolvidos para a natureza ou levados para o zoológico ou para o instituto da Ufba, no caso dos que precisam de tratamento por conta de ferimentos.

“Capturamos e devolvemos o animal para natureza, ou conduzimos o animal para o zoológico, para que esse animal seja cuidado. Nem sempre é preciso devolver, às vezes esse animal está com problema de saúde, está machucado. Aí o zoológico e a Ufba tem nos dado bastante apoio, para recuperar esse animal e ajudar a devolvê-lo à natureza”.

A subtenente aconselha que os animais não devem ser tocados, por conta do risco de transmissão de doenças.

“Esses animais não devem ser tocados, principalmente porque, tanto a gente passa doenças para os animais, quanto esses animais também são nocivos à nossa saúde. O contato com esse animal pode acabar desencadeando, desenvolvendo doenças tanto para o animal, quanto para os seres humanos”, pondera.

Fonte: G1


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Mais de 4 mil répteis são resgatados em operação contra o tráfico

Uma união de autoridades globais contra o tráfico de répteis levou ao resgate de mais de 4 mil animais vivos e à prisão de 12 suspeitos. Os répteis foram encontrados em aeroportos, criadouros e pet shops da Europa, América do Norte e outras localidades. Os resgates foram feitos durante os meses de abril e maio.

FOTO: PEDRO PELOSO

A Operação Blizzard – uma brincadeira com a palavra lagarto em inglês, que é lizard – foi coordenada pela Interpol e pela Europol. Foram salvos cobras, tartarugas e outros répteis. Alguns dos animais resgatados estão ameaçados de extinção. As informações são do portal National Geographic Brasil.

Milhões de répteis têm sido traficados para a União Europeia e para os Estados Unidos para viver em cativeiro, sendo tratados, equivocadamente, como animais domésticos, ou para serem explorados e mortos pela indústria que fabrica artigos – como sapatos, cintos e bolsas – a partir da pele desses animais.

Os répteis sofrem com a falta de proteção. Apenas 8% das 10 mil espécies existentes integram a Convenção Internacional de Comércio de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Selvagens, que é um tratado que regula o comércio de animais selvagens através das fronteiras.

Relatórios de inteligência foram revisados na Operação Blizzard por forças de segurança de 22 países – incluindo a Nova Zelândia, a Itália, a Espanha, a África do Sul e os Estados Unidos. Essas autoridades também cruzaram informações com casos mais antigos, monitoraram redes sociais e fizeram inspeções em criadouros, segundo Sergio Tirro, gerente de projetos de crimes ambientais na Europol, que levantou inteligência para a operação. Com o compartilhamento de dados entre os países, foi possível identifica mais de 180 suspeitos.

FOTO: PEDRO PELOSO

“Essa operação claramente demonstra o valor da cooperação internacional”, disse Chris Shepherd, diretor executivo da Monitor, uma entidade localizada na Colúmbia Britânica, no Canadá, que trabalha em prol do combate ao tráfico de animais silvestres. “Também ilustra o tamanho desse comércio imenso e bem organizado”, completou.

De acordo com a Interpol, seis prisões foram feitas na Itália e outras seis na Espanha. Além delas, mais prisões e denúncias serão realizadas. Um dos casos descobertos pela investigação foi de um passageiro de uma companhia aérea que estava traficando 75 tartarugas vivas. Os animais estavam na bagagem do homem.

“Em geral, nosso alvo não é apenas um passageiro ou indivíduo – nosso foco são grupos de crime organizado por trás do tráfico”, diz Tirro. Segundo ele, muitas das pessoas identificadas não lideravam organizações. A esperança das autoridades é conseguir construir casos contra os grandes traficantes de animais.

Os trabalhos das forças policiais levaram ao resgate de mais de 20 crocodilos e jacarés, seis jiboias da areia do Quênia, encontradas em aviões de carga nos Estados Unidos, e 150 itens feitos de pele de répteis – bolsas, pulseiras de relógios, remédios e produtos taxidermizados. Apesar do foco da operação ser os répteis, foram encontrados também gaviões, cisnes, corujas, marfim de elefante e carne de animais silvestres caçados.

FOTO: PEDRO PELOSO

De acordo com Sheldon Jordan, líder da unidade de vida selvagem do ministério de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Canadá, nove répteis foram resgatados no Canadá enquanto eram traficados do estado americano de Washington para a Colúmbia Britânica. Três deles morreram no trajeto. Segundo Jordan, isso demonstra o quão fatal o tráfico pode ser.

Jordan explicou que a operação foi realizada em abril e maio porque o tráfico de répteis no Hemisfério Norte é realizado prioritariamente entre a primavera e o verão, época em que esses animais de sangue frio conseguem manter a temperatura alta o suficiente para sobreviver.

Para Shepherd, resgatar 4 mil répteis é significante, mas “há milhões de répteis sendo traficados todo ano”, e a demanda por esses animais aumenta cada vez mais. Segundo ele, combater redes organizadas que regem o tráfico e trabalhar em países nos quais esses animais são retirados da natureza é essencial.

FOTO: PEDRO PELOSO


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Desempregada, mulher se vira com o namorado para cuidar de animais resgatados das ruas

Mesmo sem emprego há dois anos, uma mulher cuida de animais retirados das ruas de Alagoas. Salete Barros mora no bairro Cacimbas em Arapiraca, onde vive com boa parte dos animais. O restante fica em uma outra casa em um bairro de Maceió, que o namorado dela ajuda a cuidar.

Foto: Arquivo Pessoal/Salete Barros

Para tentar arrecadar dinheiro e continuar com a causa, Salete vai fazer um bazar solidário nos dias 25 e 26 de maio na capital, onde vai vender roupas e artigos para casa que ela mesma faz.

“Os animais que tenho são todos das ruas, venho desempregada há quase dois anos, lutando duro para ajudar nas despesas junto com ele. O bazar é para dar assistência a alguns que aguardam castração, tratamento, vacinas e alimentação, que são muito caros”, disse.

Ela conta que na casa dela casa tem 4 cachorros e 23 gatos. Já na casa de Maceió tem 15 cachorros e 7 gatos. “Só de ração eu devo gastar por mês R$ 1.500. Colocando as outras despesas eu nem sei calcular”, afirmou.

Salete ressalta que é protetora independente de animais, que é uma voluntaria que mantém sob sua responsabilidade animais retirados de situações de abandono e maus-tratos e promovendo o bem-estar dele. O cuidado pode ser feito em casa, ou em imóveis de apoio, como ONGs, por exemplo.

Ela relembra que tudo começou com poucos animais. “Eu já tinha [animais], porém eram apenas uma cachorra e três gatos, e em três anos o número subiu muito. Inclusive agora, dei uma parada nos resgates, pois não posso salvar uns e empurrar com a barriga outros que chegaram primeiro”, falou a protetora.

Bazar

O bazar solidário vai acontecer em Maceió em 2 dias distintos:

Evento 1

Dia: 25/05
Hora: 11h às 19h
Local: Posto 7, Jatiúca
Evento 2

Dia: 26/05
Hora: 11h às 19h
Local: Praça Gogó da Ema, Ponta Verde

Fonte: G1

Dia Mundial da Medicina Veterinária: profissionais salvam vidas após desastres

Hoje, 29 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Medicina Veterinária. A profissão remete inicialmente a especialistas atendendo animais em clínicas, mas o trabalho desses profissionais, no entanto, não se restringe apenas a esses estabelecimentos. A atuação dos médicos veterinários é essencial, por exemplo, após desastres.

Vaca fica presa à lama em Brumadinho. Foto: Mauro Pimentel/AFP

Em Brumadinho (MG), assim como ocorreu em Mariana (MG) anos antes, o trabalho dos médicos veterinários foi primordial para que vidas pudessem ser salvas. Enquanto o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil concentram esforços na busca por pessoas, os médicos veterinários se deslocam até o local da tragédia, frequentemente de forma voluntária, para prestar auxílio aos animais, domésticos e silvestres, afetados.

Muitos animais foram encontrados em meio à lama em Brumadinho, que atingiu a cidade após o rompimento de uma barragem, configurando um grave crime ambiental. Sem condições de sair do local por conta própria, eles só puderam ser salvos graças à dedicação não só de voluntários da proteção animal, como também de veterinários.

Cachorro coberto de lama é resgatado em Brumadinho. Foto: Rodney Costa/DPA/Getty Images

Um dos animais resgatados na cidade mineira foi uma cadela que recebeu o nome de Laminha. Encontrada assustada, escondida embaixo de um caminhão, ela foi resgatada por uma equipe da World Animal Protection. De acordo com a organização, “foi preciso muita paciência para conquistar sua confiança e atrair ela para fora”. Camila Flores, uma voluntária da proteção animal que se uniu à entidade nas ações de resgate, foi quem conseguiu salvar Laminha.

“Os animais estão entre os mais vulneráveis ​​em desastres. Eles não podem falar, nem pedir ajuda”, disse a gerente de programas veterinários da organização, Rosangela Ribeiro. “Quando Laminha finalmente foi resgatada, pude ver o alívio nos olhos da Camila!”, completou. A cadela foi levada a um abrigo e recebeu os cuidados necessários.

Laminha foi levada a um abrigo e recebeu os cuidados necessários. Foto: World Animal Protection

Vítimas de um ciclone

Na África, no mês de março, não foi diferente. Profissionais da World Animal Protection também prestaram socorro a animais após a passagem do ciclone Idai, que atingiu Moçambique, Malawi e Zimbábue. Segundo a organização, mais de 200 mil animais, de diferentes espécies, foram vítimas do desastre natural.

Criança segura um frango depois da evacuação do distrito de Buzi, em Beira, Moçambique. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

No site oficial da World Animal Protection, há a informação de que “muitas pessoas não tiveram escolha senão fugir e deixar tudo para trás, inclusive seus animais, que ficaram abandonados à própria sorte. Os que conseguiram sobreviver estão doentes, feridos e morrendo de fome”.

A organização lembrou ainda que o ciclone representa um risco aos animais de contaminação por doenças, que podem ser fatais. Em entrevista concedida à entidade, o médico veterinário do do governo da região sul do Malawi, Dr. Edwin Nkhulungo, explicou que “as inundações podem ter um efeito prolongado nos animais, especialmente no que diz respeito à incidência de doenças”. Esses animais estão sujeitos também a doenças pulmonares e a podridão de casco.

Moçambique, depois da passagem do ciclone Idai. Foto: Adrien Barbier/AFP.

Tanto este caso registrado na África, quanto os que ocorreram no Brasil, apesar de terem causas diferentes, tem em comum o risco que representam para a vida dos animais, tão negligenciados pela sociedade. A ação rápida dos veterinários, portanto, é fundamental. O Dia Mundial da Medicina Veterinária, portanto, deve ser visto como uma justa homenagem a esses profissionais que se dedicam a salvar vidas, seja dentro de uma clínica ou após uma tragédia ou crime ambiental.

Polícia resgata 130 jabutis em uma semana em Cruzeiro do Sul (AC)

O policiamento florestal de Cruzeiro do Sul (AC) resgatou 130 jabutis em apenas uma semana. No último sábado (20), um carro com 36 jabutis, vítimas do tráfico, foi interceptado e os animais foram resgatados.

Foto: Mazinho Rogério/G1

De acordo com a polícia, o motorista do veículo confessou ter capturado os jabutis para vendê-los, mas não informou o local onde os capturou. Ele foi levado para a delegacia e responderá por crime ambiental. O infrator deve ser multado em R$ 500 por cada animal traficado, mas irá responder ao processo em liberdade. Os jabutis serão soltos em uma floresta. A soltura será feita por agentes do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

Durante o mês de abril, o órgão já soltou na natureza 94 jabutis. No domingo (14), 83 desses animais foram encontrados em outro veículo, que vinha de Guajará (AM). Dois homens foram detidos. No carro, havia também 700 quilos de carne de animais silvestres e um filhote de anta. As informações são do G1.

Na terça-feira (16), 11 jabutis e 25 quilos de carne foram encontrados pela polícia no bairro da Lagoa. A ação policial levou à identificação de dois homens envolvidos no crime. Eles foram detidos.

Foto: Divulgação / PM

Ações de fiscalização do Ibama, do Instituto Chico Mendes, do Imac e de um pelotão florestal da Polícia Militar tentam combater a caça e a comercialização de carne de animais silvestres em Cruzeiro do Sul. De acordo com o aspirante Robson Belo, operações de rotina são feitas na região.

“A companhia ambiental trabalha diuturnamente. Temos uma escala de serviço que não para e trabalhamos também com levantamentos de dados. Sabíamos que nesse período de confraternização iria aumentar a caça e pesca. Então, foi feito um combate a essa prática para seja preservada a natureza, aqui que é o berço da biodiversidade”, afirma Belo.

Cerca de 200 animais vítimas de maus-tratos são resgatados em 3 meses em Curitiba (PR)

Aproximadamente 200 animais foram resgatados em situação de maus-tratos em três meses na cidade de Curitiba, no Paraná, segundo a prefeitura. As aves nativas ameaçadas de extinção e os animais domésticos estão entre os animais maltratados. Os resgates foram feitos pela Rede de Proteção Animal, que é da administração municipal, e pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMM) da Polícia Civil, que passaram a trabalhar em conjunto em 2019.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

De acordo com a prefeitura, ocorreram, em média, duas operações de resgate por semana. Os animais começaram a ser resgatados em fevereiro. Ao todo, 27 autos de infração foram registrados e as multas aplicadas ultrapassam os R$ 250 mil. As informações são do G1.

Levados para ONGs e protetores independentes, os animais domésticos foram tratados para, depois, serem encaminhados para adoção. Os silvestres foram encaminhados para o Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS).

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Denúncias

Para denunciar casos de maus-tratos a animais em Curitiba, ou cativeiro de silvestres, basta ligar para a Central da Prefeitura de Curitiba, pelo telefone 156.

Cerca de 30 denúncias referentes a esse tipo de crime são recebidas por dia pela Rede de Proteção Animal, segundo a administração municipal.

Cresce o número de animais silvestres resgatados em Votuporanga (SP)

O número de animais silvestres resgatados em Votuporanga, no interior de São Paulo, aumentou entre janeiro e março de 2019, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os resgates foram feitos pela Polícia Ambiental.

Foto: Pixabay

De janeiro a março deste ano, 8 animais foram resgatados na cidade, sendo três papagaios, um canário-terra, três jabutis e uma coleirinha papa capim. No mesmo período do ano passado, foram seis resgates, de um pássaro-preto, dois papagaios, uma maritaca e dois trinca-ferros. As informações são do portal A Cidade Votuporanga.

A Polícia Ambiental afirma que as aves são os animais mais resgatados. “Os mais comuns são da família dos psitacídeos (papagaio e maritaca), onde nos meses de procriação (setembro a novembro) a fiscalização é intensificada nos locais propícios para reprodução. A espécie menos comum são os quelônios”, disse.

Para combater o tráfico de animais silvestres, a Polícia Ambiental realiza ações de prevenção, como patrulhamento e vias e rodovias. “Durante todo o ano, o combate ao tráfico de animais silvestres é realizado através de efetiva fiscalização e campanhas educativas, principalmente palestras sobre o tema”, explicou.

Após os animais serem resgatados, segundo a polícia, “caso não apresentem ferimentos, são libertados em seu habitat”. Se estiverem feridos ou debilitados, recebem cuidados veterinário.

Veterinários favoráveis à agropecuária se recusam a atender animais de santuário

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Santuários acolhem e cuidam de animais resgatados de fazendas de criação, e situações de sofrimento, normalmente esses animais chegam traumatizados e abusados e a equipe do santuário tem como objetivo e trabalha incansavelmente para isso: prover-lhes uma vida melhor que a que tinham.

Naturalmente, eles não podem fazer isso sozinhos. Esses locais precisam de doações para funcionar, voluntários e o mais importante, precisam de atendimento veterinário para garantir a saúde e o bem-estar dos animais sob seus cuidados.

Os animais salvos de situações de crueldade podem já trazer problemas de saúde em função de suas vida anteriores ou, como é normal, podem desenvolver alguma doença e necessitar de tratamento.

Infelizmente, segundo informações do One Green Planet, dois veterinários em Minnesota (EUA) não se importam com a vida dos animais resgatados que vivem em santuários.

Os veterinários que trabalham na Clínica Lester Prairie se recusaram a prestar socorro ao santuário Spring Farm quando Pete, um bezerro, escorregou no gelo e se machucou.

A diretora do Spring Farm Sanctuary, Robin Johnson, sempre os chamou para atendimentos veterinários. Eles são os profissionais mais próximos, a clinica fica apenas 38 minutos do santuário, mas o veterinário que costumava atender os animais do Spring Farm não quer mais trabalhar lá.

Johnson estava preocupada com Pete, compreensivelmente, porque seu irmão, Scruffy havia morrido em decorrência de uma queda no ano anterior. Mas quando ela contatou os veterinários, ouviu: “Nós não saímos para emergências, vocês estão muito longe. E nós também não estamos realmente de acordo com os anúncios que ficam expostos aí. Então não somos mais os veterinários de vocês”.

Os anúncios a que os veterinários se referem são os cartazes do Spring Farm Sanctuary que revelam fatos sobre a agropecuária e a indústria de de criação de animais. São pôsteres educativos informando às pessoas sobre os horrores e sofrimentos que os animais são submetidos pela indústria alimentícia, como a separação dos bezerros de suas mães no mesmo dia em que nascem.

Outra clínica veterinária, a Buffalo Equine, também recusou-se a ajudar, mas não disse o motivo. Em Minnesota, a lei permite que os veterinários escolham quem tratar, mas como diz Johnson, eles fizeram um juramento de “usar seu conhecimento e habilidades científicas para a prevenção e alívio do sofrimento dos animais”.

Não ter um veterinário disponível para atendimentos de emergência coloca o santuário em perigo. Pete ficou bem graças a ajuda dos voluntários que colocaram almofadas para ajudá-lo e deixá-lo confortável, mas a diretora do santuário teme pelos outros animais, caso precisem de assistência médica, caso algum acidente aconteça ou em caso de emergências.

Se os profissionais veterinários se importam com vida dos animais, eles precisam fornecer atendimento médico aos animais que vivem em santuários independente de discordar ou não, que haja responsabilidade humana pelo sofrimento na agropecuária animal.

Muitos dos animais que vivem em santuários foram resgatados de sofrimentos atrozes nesses ambientes cruéis; é triste que eles ainda tenham que sofrer as consequências da mesma indústria que explorou e abusou deles ou de suas famílias, mesmo já não estando mais dentro de seus limites.

Projeto resgata mais de 150 cachorros e gatos em aldeia indígena

O projeto Animais das Aldeias resgatou mais de 150 animais, entre cachorros e gatos, na aldeia indígena Rio Silveira, em Boraceia, na cidade de São Sebastião, no litoral de São Paulo. Todos os animais foram vermifugados, castrados e vacinados.

Foto: Arquivo Pessoal

Entre as doenças diagnosticadas nos animais está o tumor venéreo transmissível, que precisa de tratamento quimioterápico. O indicado é, também, castrar os demais animais para que a doença não se alastre. Foram registrados também três casos de cinomose, que estão em tratamento, e muitos animais com subnutrição e bicheira.

Um dos animais encontrado extremamente subnutrido, em estado de caquexia, foi a cadela Kaila. O animal apresentava tumores e tinha parte dos ossos da parte traseira exposto. O tutor da cadela afirmou que uma aranha havia a picado, gerando a ferida, que ficou aberta e deu origem à bicheira, que são larvas de mosca que comem a carne do animal vivo. As informações são do portal O Vale.

Grávida, Kaila sentia muita dor e, assustada, escondia-se no mato, dificultando os cuidados necessários, o que agravou o quadro de saúde dela. Diante da situação, os filhotes nasceram fracos e apenas um sobreviveu. Ele e a mãe foram resgatados pelo projeto e internados em uma clínica veterinária para receber tratamento intensivo. Após o período de recuperação, eles serão disponibilizados para adoção.

Outros animais que estão saudáveis, entre cachorros e gatos, já estão à procura de novos lares. Interessados em adotá-los devem entrar em contato com os voluntários do projeto através da página no Facebook ou do perfil no Instagram.