Governador veta projeto que prevê resgate de animais em estradas de Goiás

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), vetou o projeto de lei, de autoria do deputado Virmondes Cruvinel (PPS), que obrigava empresas concessionárias de rodovias a resgatar e prestar socorro a animais acidentados nas estradas administradas por elas.

(Foto: Reprodução/ Fernando Tatagiba)

A justificativa do governador para vetar o projeto é a elevação do custo correspondente aos serviços prestados pelas concessionárias, o que, segundo ele, afetaria o equilíbrio econômico e financeiro dos contratos. As informações são do portal Mais Goiás.

De acordo com Caiado, haveria também jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) que teria decidido em desfavor de matérias de semelhante teor, apresentadas por outros estados do país.

A matéria volta, agora, ao parlamento em forma de veto. Os deputados terão 30 dias para apreciar a justificativa de veto do governador e, em seguida, irão analisar novamente a proposta. Para que o projeto seja rejeitado, é necessário maioria absoluta dos parlamentares – ou seja, 21 votos.

Patrulha Ambiental resgata 90 animais silvestres na primeira quinzena do ano

O ator Bruno Gagliasso movimentou as redes sociais semana passada ao devolver uma preguiça-de-três-dedos ao meio ambiente com a ajuda de membros do Instituto Vida Livre. O animal foi solto em São Conrado.

Foto: Divulgação/O Globo

Somente na primeira quinzena deste ano, 90 animais silvestres foram resgatados pela Patrulha Ambiental. Em 2018, foram mais de mil, de diferentes espécies, entre gambás, cobras, gaviões, jacarés, capivaras, corujas, urubus, maritacas e micos.

Os animais recolhidos sem ferimentos são reinseridos no habitat natural mais próximo do local de resgate. Já quando estão feridos ou debilitados, segundo a Patrulha Ambiental, eles são levados para tratamento veterinário no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, da Estácio de Sá, em Vargem Pequena, para, em seguida, serem soltos na natureza. Os bairros com maior número de resgates são Barra, Recreio, Jacarepaguá, Vargens, Campo Grande e Guaratiba. Mas há registro de animais encontrados na Zona Sul.

Na equipe do Instituto Vida Livre, além do presidente, há duas veterinárias, mas, assim como Bruno Gagliasso, vários outros apoiadores ajudam no trabalho da ONG.

O ator, aliás, é dono de uma área de soltura na Região Serrana do Rio.

Foto: Divulgação/Guarda Municipal

— Já cuidamos de alguns animais, que foram levados para a propriedade dele. No caso da preguiça, optamos por soltá-la no bairro de São Conrado mesmo, porque é onde ela foi encontrada e porque lá tem uma área mais protegida, numa mata, onde a deixamos — explica Seba.

O animal estava debilitado quando foi encontrado por uma moradora, no último dia 31.

— Fazia muito calor nesse dia, e a preguiça estava se arrastando no chão, tentando subir numa árvore praticamente sem forças. Quando entraram em contato conosco, fomos imediatamente ao local para ver como estava a saúde do animal e o levamos para a clínica veterinária de uma profissional da nossa equipe, que fica no município de Maricá, para ser cuidado — lembra Roched Seba, presidente do Instituto Vida Livre.

Em alguns casos, de acordo com Seba, o animal também pode ser tratado pelo instituto no próprio meio ambiente.

— Quando o quadro de saúde não é tão grave, evitamos levar o animal para a clínica para não afastá-lo de seu habitat natural — diz.

Na clínica, a preguiça macho passou por hidratação, tomou glicose, foi alimentada com folhagens e teve o sangue colhido. O animal ficou internado no local por apenas seis dias. O período curto, de acordo com Roched, foi para evitar outro problema.

Foto: Divulgação/O Globo

— As preguiças costumam sucumbir ao cativeiro. Então, para evitar estresse do animal por ficar longe do seu habitat, ficamos apenas o tempo necessário com ele — conta.

Batizada de Dorival, agora a preguiça é mais um caso, entre muitos, de animal atendido com sucesso pelo instituto.

— Damos nomes aos animais que atendemos, mas não é para transformá-los em pets e, sim, porque preferimos desse jeito. É melhor do que chamá-los de P1, P2, P3, por exemplo — diz Roched.

Para entrar em contato com a ONG, basta mandar mensagem para o direct do Instagram do instituto. Além dele, a Patrulha Ambiental, da prefeitura, também faz resgate de animais silvestres, por meio do telefone 1746.

Fonte: O Globo

Cães são resgatados e tutor registra ocorrência contra protetoras

Dois cachorros da raça dálmata, vítimas de maus-tratos, foram resgatados por protetoras de animais no bairro Monte Líbano, em Campo Grande (MS), na última segunda-feira (21). Devido ao resgate, o tutor dos animais registrou um Boletim de Ocorrência contra as protetoras, alegando que elas arrombaram o portão de uma propriedade dele e levaram os cães sem autorização.

Cadela foi encontrada bastante debilitada (Foto: Reprodução / Correio do Estado)

O homem afirma que a cadela está um pouco magra porque teve filhotes. No entanto, segundo as protetoras, o animal está com magreza severa e apresenta sinais visíveis de maus-tratos. O tutor, de 47 anos, contou à polícia que trabalha como taxista e que, ao chegar em casa, encontrou o portão danificado e sentiu falta dos cães. O taxista descobriu o paradeiro dos animais ao ver uma publicação sobre os cachorros em rede social.

As protetoras contam que haviam ido até o bairro para resgatar outro animal, mas que ao passarem pela rua Pilates encontraram os dois dálmatas bastante debilitados. As informações são do Correio do Estado.

Os animais foram devolvidos ao tutor. O caso, entretanto, será levado à Justiça, já que, segundo a ONG, os animais estão em péssimas condições.

Crime recorrente

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) dão conta de que 211 casos de maus-tratos contra animais foram registrados em boletins de ocorrência em 2018. O número, porém, não reflete a realidade, já que, de acordo com o órgão, muitos casos não chegam ao conhecimento da polícia. Em janeiro de 2019, 9 casos já foram registrados.

A rinha de galo foi o crime de maus-tratos mais frequente no ano passado, segundo a Polícia Militar Ambiental. Foram resgatados 215 galos e 65 infratores foram autuados, em seis ocorrências. As multas alcançaram a quantia de R$ 1.573.500,00, sendo R$ 1,542 milhão apenas no município de Campo Grande.

No aspecto geral, foram aplicadas multas no valor total de R$ 1.595.700,00 para punir casos de maus-tratos a animais em 2017 no Mato Grosso do Sul, com a autuação de 75 pessoas.

Crimes ambientais devem ser denunciados à polícia, com registro de ocorrência em delegacias.