Onças mantidas em santuário são transferidas para novo abrigo

As onças-pardas Eny Shendra, Amala, Kamala, Ynawá e Shinawa, que vivem no santuário Rancho dos Gnomos, foram transferidas da unidade de Cotia, na Grande São Paulo, para Joanópolis, no interior do estado. A mudança se deve ao crescimento da cidade no entorno do espaço do santuário em Cotia, o que prejudica os animais.

“O rancho ficou ilhado por comunidade, não tinha mais tranquilidade para os animais. Ficamos inseridos no perímetro urbano e por causa disso buscamos um lugar mais tranquilo para os animais”, explicou a idealizadora do projeto, Silvia Pompeu.

Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos

Com apoio de voluntários e da Polícia Ambiental, o primeiro processo de manejo dos animais, com a transferência das onças, foi iniciado. Foram cerca de três dias de trabalho. As informações são do portal G1.

No local, já vivem a ursa Rowena, que ficou conhecida como “a ursa mais triste do mundo” na época em que vivia em um zoológico, a onça-pintada Tupã, um burro, um boi, cachorros e gatos. Pompeu explicou que as onças-pardas foram colocadas em um amplo espaço na natureza, com 1,1 mil metros de área ambientada com tocas e piscinas.

A nova unidade foi adquirida por meio de uma campanha de financiamento coletivo feita pela internet.

“Os animais conhecem a rotina do rancho, o que mudou foi sair de um lugar conturbado para um de tranquilidade e paz para elas. Lá elas ficavam muito agitadas, em alerta por causa dessa intervenção humana. O espaço aqui é de silêncio absoluto, então elas já estão adaptadas. Brincam, rolam na grama e aproveitam o local”, afirmou.

Vítimas do desmatamento, as onças foram resgatadas quando eram filhotes e, atualmente, têm entre seis e sete anos de idade.

Foto: Biga Pessoa/ Rancho dos Gnomos

O lugar que abriga as onças foi construído com a ajuda do Instituto Luísa Mell. O novo santuário, porém, precisa de adaptações para receber os demais animais que permaneceram em Cotia. São pelo menos 120 animais, como macacos, veados, araras e até uma lontra.

“A emergência é para todos, mas a maior preocupação são para os grandes felinos, os leões. Em termos de segurança, a prioridade seria o transporte dos quatro leões, mas não temos previsão porque além de tudo não paramos de receber acionamento para resgate de novos animais”, explicou Pompeu.

Para conseguir fazer manutenções no abrigo para os animais, a ambientalista busca parcerias. “Nosso trabalho demanda ajuda. Nós acreditamos muito na ajuda e seria muito bom se todo mundo pudesse ajudar um pouquinho. A gente vive para esse trabalho”, disse.

Três leões albanianos são resgatados de zoo particular em péssimas condições

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

Três leões foram resgatados pela ONG Four Paws na última terça-feira (7), de um parque chamado de “o pior zoológico da Europa”, na Albânia e devem acordar já em sua nova casa – os animais foram sedados e transportados para um centro especializado em grandes felinos na Holanda.

Os animais foram resgatados de um parque de animais privado no sul da Albânia, onde foram econtrados desnutridos e mantidos em condições terríveis.

Os felinos foram alojados temporariamente no Zoológico de Tirana, capital da Albania, até que se finalizasse uma discussão burocrática sobre o futuro deles.

Mas os funcionários da ONG finalmente conseguiram transportá-los para sua nova casa no Felida Big Cat Centre, na Holanda.

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

Ioana Dungler, líder do projeto da Four Paws, que é um grupo reconhecido internacionalmente que tia em defesa do bem-estar animal, disse que os especialistas colocaram os leões em veículos especialmente equipados na última terça-feira e estavam conduzindo os animais – chamados Lenci, Bobby e Zhaku – para a Holanda.

“Eles estão seguros para viajar”, disse o veterinário Marc Goelkel, após examinar os animais.

Os leões e outros oito animais foram retirados do mesmo zoológico particular no oeste da Albânia em outubro do ano passado, em razão de suspeitas e temendo que estivessem desnutridos.

Eles permaneceram em gaiolas no zoológico público de Tirana, que a Four Paws também considera inapto, enquanto as autoridades estavam em uma disputa legal com seus antigos donos.

Uma equipe da ONG cuidou deles durante esse período.

Foto: Associated Press

Foto: Associated Press

Dungler disse que os leões foram autorizados a sair depois que outras nações e grupos de animais passaram a pressionar as autoridades albanesas.

Ela também agradeceu ao Tirana Zoo por oferecer uma “solução temporária”. Caso contrário, toda a operação de resgate não seria possível, mas desde o começo foi dito que eles não poderiam ficar lá permanentemente.

“Se você observa as condições aqui, eu não acho que você precisa ser um especialista para entender que essa não é a maneira de se tratar animais selvagens”, disse Dungler, observando que o zoológico de Tirana tem pequenas gaiolas de piso de cimento.

“O sol, o cuidado, a atenção que eles receberão no Santuário Felida mais a abundância de grama e liberdade farão toda a diferença para eles.”

O Ministério do Meio Ambiente da Albânia, que está supervisionando o assunto, disse que não tem comentários a fazer sobre a transferência.

A Albânia tem outros animais silvestres que são mantidos em lugares impróprios e precisam de um ‘perfil completamente diferente’ para viver, disse Dungler, pedindo às autoridades albanesas que cooperem em futuras transferências de animais.

“Só precisamos do compromisso deles e da legislação adequada”, disse Dungler.

A Four Paws também está ajudando as autoridades albanesas com um estudo de viabilidade para um santuário de animais em Dajti Mountain, perto de Tirana, a capital.

Bebê elefante não se separa nem um minuto da mulher que salvou sua vida

Foto: Wild Is Life

Foto: Wild Is Life

Moyo foi salvo de se afogar com apenas alguns dias de vida, depois de ter sido levado pelas águas ao tentar atravessar um rio inundado com sua manada.

O bebê elefante foi então abandonado pelos elefantes mais velhos, mas, felizmente, os guardas florestais o encontraram exatamente quando um bando de hienas haviam cercado o filhote.

Ele foi levado para o santuário de animais Wild Is Life no Zimbábue (Africa), onde se tornou muito ligado a fundadora da entidade: Roxy.

Foto: Wild Is Life

Foto: Wild Is Life

Tão ligado que ele não a deixa ficar fora de sua vista, aonde ela vai o pequeno elefante segue sua benfeitora por todos os lados.

“Ela é um daqueles animais com os quais eu formei um extraordinário vínculo de amizade, confiança e amor. Deixar ele partir será difícil”, disse Roxy à equipe do documentário da Nature, “Nature’s Miracle Orphans”.

Foto: Wild Is Life

Foto: Wild Is Life

O Santuário “Wild Is Life” afirma que que o orfanato de elefantes está prestes a proporcionar aos órfãos uma segunda chance na vida. Segundo eles, esses órfãos, que foram severamente traumatizados, merecem a oportunidade de crescer e prosperar no mundo natural.

Trata-se também de compartilhar a experiência desses indivíduos com a espécie humana. De pedir aos seres humanos que olhem além de suas próprias espécies, para traçar um paralelo entre eles e algo que é selvagem.

Foto: Wild Is Life

Foto: Wild Is Life

Chimpanzé Black é transferido de zoológico para santuário em Sorocaba (SP)

O chimpanzé Black foi transferido do Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” para o Santuário de Grandes Primatas, em Sorocaba, no interior de São Paulo. A transferência foi feita na tarde desta segunda-feira (6) por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Foto: Divulgação/Prefeitura de Sorocaba

A decisão judicial atendeu a um pedido da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) e da Associação Sempre Pelos Animais, de São Roque (SP). Entre os argumentos utilizados no processo que justificam a transferência do animal, está a falta de convívio do chimpanzé com outros animais da espécie. As informações são do G1.

O TJ-SP estabeleceu um prazo, até o dia 8 de maio, para a transferência de Black. Como o zoológico não abre de segunda-feira, essa foi a data escolhida para a retirada do animal do local. O caso tramita na Justiça há mais de um ano. Em primeira instância, o pedido das ONGs foi negado, mas um novo julgamento resultou em um parecer favorável.

Uma gaiola foi usada para transferir o animal. Para que o chimpanzé entrasse, alimentos foram colocados dentro dela. O objetivo era transferi-lo sem precisar usar sedativos, já que ele é idoso e tem cerca de 50 anos.

Explorado em circo

Black foi levado ao zoológico na década de 1970, após ser resgatado de um circo, que o explorava para entretenimento humano. No zoo, ele teve a companhia de outras duas chimpanzés. A última morreu há cerca de 10 anos e, desde então, ele vivia sozinho.

O promotor do Meio Ambiente Jorge Marum explicou que a promotoria deu parecer favorável para a transferência de Black e fez reuniões para viabilizar o cumprimento da decisão. Segundo ele, no entanto, a decisão pode ser revertida.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Sorocaba

“Não é uma decisão definitiva, é uma liminar. O processo continua, vão ser colhidas provas, vão ser ouvidos especialistas para que a decisão seja tomada com respaldo técnico da melhor forma possível”, explica o promotor.

O promotor lembrou que o chimpanzé é idoso, foi explorado em um circo, estava solitário e vivendo há muito tempo no zoológico. “Penso que seria uma aposentadoria merecida. Claro que também levei em conta os laudos técnicos anexados ao processo”, diz.

Luciano Ferro, representante jurídico das entidades que moveram a ação pedindo a transferência de Black, lembrou do período em que o chimpanzé viveu no Santuário dos Primatas, quando foi levado ao local temporariamente, em 2014, para que o recinto dele no zoológico passasse por manutenção.

“No zoológico ele vive em situação de isolamento, no santuário ele vai ter contato com outros animais. Ele já esteve no santuário e teve um bom histórico. O recinto do Black já está preparado para recebê-lo no santuário, ele vai ter paz”, comentou Ferro. Ativistas afirmam que, no período em que viveu no santuário, o chimpanzé se socializou com outros membros da espécie e conquistou uma amiga chamada Margarete.

Ferro criticou manifestações feitas no zoológico. “A gente estava bastante chateado por a prefeitura estar fazendo manifestação dentro do zoológico durante toda semana. Um zoológico que diz que prima pelo bem-estar dos animais não deveria permitir manifestação pública praticamente dentro do recinto dos animais, que era o que estava acontecendo com o Black”, disse.

Apesar da crítica, Ferro afirmou que o zoológico colaborou durante a transferência do animal. “Ao todo, foram 6 profissionais do projeto GAP que acompanharam o manejo do Black para entrar na caixa, mais 6 do zoológico. O zoológico colaborou, já tinha sido acertado que seria uma operação colaborativa entre as partes e foi o que aconteceu”, contou.

Ferro disse ainda que a transferência do chimpanzé foi um grande sucesso. “O Black ficou super bem adaptado, não teve nenhum problema. Todas aquelas mentiras que estavam sendo contadas a respeito do Black, de que o santuário iria jogá-lo em meio a um monte de primatas não era verdade. O Black vai ser socializado, a priori, apenas com uma companheira e isso no tempo certo, não vai ser agora. Tudo isso vai ser registrado”, concluiu.

O santuário, que é filiado ao Great Ape Project/Projeto dos Grandes Primatas (GAP), é uma propriedade particular mantida por sua família fundadora.

Égua grávida desmaia de calor e exaustão ao ser obrigada a puxar carrinho no sol escaldante

Foto: Shirley P. Wilson

Foto: Shirley P. Wilson

Imagens comoventes mostram uma égua grávida “desabando no chão” depois de puxar um carrinho por horas do lado de fora do Estádio do Principado, em Cardiff (Inglaterra), sob o sol escaldante.

O animal, com idade entre três e quatro anos, ficou caído no chão por até três horas, enquanto lutava para superar a lesão potencialmente fatal e conseguir se erguer, na Westgate Street, às 19h de sábado.

Depois de ser examinada por um veterinário e receber vários baldes de água jogados sobre ela para que se refrescasse, a égua, que é um tipo de pônei endêmico da região, se recuperou o suficiente para ficar de pé e foi levada para o Santuário dos Salgueiros Sussurrantes, no sul do País de Gales.

A equipe do santuário disse que a égua esta se recuperando bem, mas permanece sendo monitorada.

Ao ser examinada por um veterinário, o profissional afirmou que ela estaria carregando um potro.

Dois homens, com idades entre 21 e 25 anos, foram presos pela polícia no local por acusações de suspeita de causar sofrimento desnecessário a um animal protegido. Ambos estão sob custódia policial.

Um porta-voz do santuário Whispering Willows, de Swansea, disse que espera que a égua se recupere completamente e que ela esta sendo monitorada tanto por funcionários do santuário quanto por veterinários independentes.

“Nós a levamos de volta na noite passada. Quando chegamos ela estava sofrendo de insolação”.

“Quando chegamos, a égua estava deitada no chão, ela ficou lá por cerca de três horas sem conseguir se levantar”.

“Normalmente, nessa situação, esfregamos um pouco de glicose nas gengivas, isso costuma dar um pouco de impulso aos animais”.

“Fizemos o que podíamos e conseguimos que ela se levantasse”.

“Nós a viramos de barriga pra cima e um veterinário a examinou e disse que suspeitava que ela estava carregando um potro”.

“Estamos esperançosos que ela se recupera totalmente, agora ela está em observação e tudo o que podemos fazer é esperar”.

A enfermeira veterinária aposentada, Jeanette Cook, foi uma das pessoas que ajudaram o animal no local do incidente, antes da chegada do pessoal do santuário.

Ela disse: “Eu estava dirigindo em Cardiff indo para um show com meu parceiro, quando nos deparamos com a cena triste”.

“O cavalo estava em péssimo estado. Alguém jogou um balde de água sobre ele, mas eu disse a eles que não fizessem isso porque estava tão quente que poderia fazer o animal entrar em choque”.

“As pessoas presentes tentaram ajudar e fazê-la ficar em pé, mas ela não tinha mais forças, não conseguia mover as pernas”.

“Foi simplesmente horrível.”

Um porta-voz da polícia disse: “A polícia do Sul do País de Gales respondeu a numerosos telefonemas relatando preocupação com o bem-estar de um cavalo em Westgate Street, Cardiff, pouco antes das 7 da noite de ontem.

“Ao chegar, os policiais descobriram que o animal desmaiou no meio da rua”.

“Junto ao público que permanecia no local tentando ajudar a égua, os oficiais cuidavam do cavalo enquanto faziam contato com o Santuário dos Salgueiros Sussurrantes, que subsequentemente chegou e assumiu a custódia do animal esgotado”.

É a segunda vez que o santuário é chamado para ajudar um cavalo durante o fim de semana da Páscoa.

Na sexta-feira, o grupo foi ajudar um animal em um estacionamento Lidl em Queensferry. Eles estavam voltando desse atendimento quando foram contatados sobre o incidente de Cardiff.

Desde que a égua foi encontrada na noite de sábado, centenas de mensagens de apoio inundaram as redes sociais em apoio ao animal e às pessoas que cuidaram dele.

Gorilas que vivem em santuário ficam em pé em selfie com guardas florestais

Uma selfie com dois gorilas em pé, junto de guardas florestais, viralizou nas redes sociais. Por trás da imagem, estão animais que imitam os guardas por terem convivido com eles desde a infância, quando foram resgatados após perderam as mães, mortas por caçadores.

Foto: Mathieu Shamavu

Os gorilas vivem no Virunga National Park, na República Democrática do Congo. Eles chegaram ao santuário em julho de 2017, época em que a mãe dos dois foi morta. Quando passaram a ser criados pelos guardas, eles tinham dois e quatro meses de idade. As informações são do UOL.

O diretor do santuário, Innocent Mburanumwe, afirmou, em entrevista à BBC Newsday, que os dois gorilas aprenderam a imitar os guardas, que são vistos como seus pais pelos animais. Segundo ele, ficar sobre as duas pernas, em pé, é uma forma que os animais encontraram para imitar o comportamento humano.

“Mas isso não é comum. Eu fiquei muito surpreso quando vi. É engraçado e curioso ver um gorila imitando um ser humano, ficando de pé assim”, disse.

Apesar do momento descontraído registrado pela foto, ser gurda florestal é perigoso. Em 2018, cinco guardas foram mortos no parque, numa emboscada feita por rebeldes. E desde 1996, 130 assassinatos de guardas florestais ocorreram em Virunga.

Forças do governo e grupos armados frequentemente entram em conflito no leste do Congo. Alguns dos grupos ocupam áreas do parque florestal e caçam animais, o que faz com que os guardas os confrontem na tentativa de proteger os animais selvagens.

Santuário na Jordânia acolhe animais vítimas de trauma das guerras da região

Simba e Asal (ao fundo) | Foto: Santuário Al Ma'wa

Simba e Asal (ao fundo) | Foto: Santuário Al Ma’wa

Hamzeh começou a construir uma nova vida para si no norte da Jordânia dois anos depois de fugir de sua terra natal devastada pela guerra na Síria.

Como muitos dos 1,2 milhão de sírios que buscaram refúgio na Jordânia desde 2012, Hamzeh recebeu abrigo e se adaptou a um novo clima e culinária. Ele desfrutou da hospitalidade dos jordanianos, que doaram alimentos e brinquedos e até fizeram dezenas de amigos jordanianos.

Mas uma coisa diferencia Hamzeh das centenas de milhares de sírios que agora chamam o Jordânia de lar: Hamzeh é um leão.

Na Reserva de Vida Selvagem de Al Ma’wa, a 48 km a noroeste de Amã, a Jordânia e os defensores da vida selvagem estão proporcionando um lar e uma nova esperança para as vítimas esquecidas das guerras da região: a vida selvagem ameaçada de extinção.

Numa colina repleta de carvalhos e pinheiros, com vista para os olivais e pomares de maçã de Jerash, leões, tigres e ursos convivem em harmonia. Os grandes animais, alguns deles estão a milhares de quilômetros dos seus habitats naturais, revelam rapidamente que estas florestas antigas populares entre os caminhantes e para os piqueniques de sexta-feira são a sua casa.

Sukkar | Foto: Santuário Al Ma'wa

Sukkar | Foto: Santuário Al Ma’wa

O santuário, que resgata, reabilita e abriga a vida selvagem vítima das guerras da região, é uma iniciativa conjunta da Fundação Princesa Alia, uma ONG de conservação e desenvolvimento fundada por um membro da família real hachemita, e da Four Paws, uma organização internacional sediada em Viena. Voltada para o bem-estar animal.

Desde 2016, a equipe do Al Ma’wa tem curado e reabilitando 26 animais resgatados de zoológicos locais, contrabandistas e vizinhos dilacerados pela guerra da Jordânia: leões de Aleppo, na Síria; um urso de Mosul, no Iraque; e filhotes de leão de Gaza.

Animais domésticos

Em um lote de 250 acres doados pelo Ministério da Agricultura jordaniano, o Al Ma’wa construiu habitats espaçosos para os grandes felinos e ursos, permitindo que eles andassem livremente pela primeira vez em suas vidas.

A ideia da reserva veio em 2011, quando a Fundação Princesa Alia procurou encontrar um lar para os imenso número de membros da vida selvagem resgatados, particularmente Balou, um urso pardo retirado de um zoológico privado mal administrado em Amã.

A localização do santuário é conveniente. A Jordânia está no coração das rotas de contrabando de animais silvestres, através das quais animais exóticos do norte da África, criadores ou zoológicos privados são vendidos a indivíduos ricos da vizinha Arábia Saudita que estão procurando por um animal de estimação.

Sukkar aproveitando o sol | Foto: Santuário Al Ma'wa

Sukkar aproveitando o sol | Foto: Santuário Al Ma’wa

As autoridades jordanianas já haviam capturado filhotes de tigres escondidos em caixas de sapato sob o banco do motorista de um carro que ia para a Arábia Saudita, pítons escondidas em malas e indivíduos postando filhotes de leão à venda no Facebook.

Mas com a violência contínua na Síria, no Iraque e em Gaza deixando centenas de animais de zoológicos sem alimentação, doentes e abandonados, o Al Ma’wa também decidiu resgatar animais, tornando-se o primeiro campo de refugiados de animais da região.

Traumas Psicológicos

Uma vez que a Four Paws resgata os animais necessitados das zonas de conflito e os transporta para a Jordânia, sua saúde geralmente está em uma condição crítica: leões e ursos com marcas de queimaduras e cicatrizes em seus rostos; corpos absurdamente magros e judiados, com as costelas salientes sob a pele flácida; bochechas e olhos afundados em seus crânios.

Os especialistas em saúde de Al Ma’wa fornecem aos animais resgatados vitaminas e dietas especiais fortalecedoras, frutas e até mesmo arroz e macarrão para restaurá-los fisicamente.

Mas mais do que simplesmente fornecer cuidados médicos e comida, a equipe de Al Ma’wa ajuda os animais a se curarem dos traumas da guerra.

Simba, Nina and Asal | Foto: Santuário Al Ma'wa

Simba, Nina and Asal | Foto: Santuário Al Ma’wa

“Nosso cuidado é baseado em uma abordagem particular: como podemos fazer com que os animais esqueçam o que eles passaram?”, Diz Saif al-Rawashdeh, tratador e supervisor de animais em Al Ma’wa.

Durante semanas após sua chegada, dizem os funcionários, os animais resgatados exibem um comportamento “agressivo”, gritando e uivando constantemente, ou jogando seus corpos contra os portões em protesto.

E há outro comportamento induzido por trauma que dura ainda mais tempo.

Quando ouviam o barulho de aviões passando no céu, os ursos e leões de Aleppo corriam para se esconder e passavam horas em seus abrigos noturnos, tremendo de medo, pavor causado pela destruição provocada pelos aviões de guerra e barris de bombas do presidente Bashar al-Assad.

É um trauma compartilhado por centenas, se não milhares, de crianças sírias que, de acordo com os defensores dos refugiados e professores de escolas jordanianas, sofrem episódios de estresse pós-traumático semelhantes nos aviões por vários meses depois de chegarem à Jordânia.

Aprendendo a esquecer

O som do motor de um carro e a aproximação de um veículo também faziam com que os animais corressem assustados ou se tornassem agressivos, revivendo o trauma dos caminhões das milícias ou contrabandistas de vida selvagem. A presença de um estranho já era o suficiente para fazer com que os animais corressem.

A fim de que os animais fossem acostumados aos veículos do santuário entregando alimentos para suas refeições, o pessoal reserva se aproximava lentamente dos habitats em seus caminhões, estacionando em distâncias progressivamente mais curtas – 50 metros, 40, 30, 20, 10 – até que os animais descobriram que os caminhões não eram uma ameaça, mas um sinal de que uma refeição estava chegando.

Lula comendo frutas | Foto: Santuário Al Ma'wa

Lula comendo frutas | Foto: Santuário Al Ma’wa

Outro componente-chave para sua reabilitação é uma mistura de aromas agradáveis, mas incomuns, espalhados por seus seus habitats, como canela e vários perfumes, mantendo seus sentidos olfativos atentos e uma série de novos jogos e brinquedos para manter suas mentes ativas.

“Toda vez que damos a eles brinquedos, espalhamos perfumes, estimulamos atividades e jogos, suas mentes estão ocupadas e isso os ajuda a esquecer”, diz al-Rawashdeh.

Aberto ao público, o Al Ma’wa recebe até mil visitantes em visitas guiadas por semana, incluindo dezenas de crianças em idade escolar em viagens de campo.

Este verão, a reserva vai abrir um centro de educação para ensinar aos visitantes a importância de cuidar da vida selvagem e da natureza, além de um restaurante e pousadas com vista para os habitats para os hóspedes que desejam passar a noite.

Tash e Sky | Foto: Santuário Al Ma'wa

Tash e Sky | Foto: Santuário Al Ma’wa

Há muitos sinais de que, após dois anos, os hóspedes do Al Ma’wa estão se sentindo em casa – e não temem mais a presença de seres humanos.

Loz, um urso negro asiático brincalhão resgatado de Aleppo em 2017, entra e sai da sua sala de estar, jogando um jogo de “esconde-esconde” com o Sr. al-Rawashdeh e um repórter, abrindo a boca num gesto que só podia ser descrito como um sorriso travesso.

Tendo terminado o almoço, Halab, uma leoa da Síria, rola de costas, deitada de barriga para cima no sol a poucos centímetros do portão para um cochilo pós-refeição – como um gatinho pedindo para ser acariciado.

Max, outro leão, caminha em direção à beirada do portão e, de frente para o repórter, calmamente se senta sem um som, atento e curioso.

Como um pequeno país africano venceu a luta contra a caça de rinocerontes

Rinocerontes encontram um refúgio seguro em Eswatini | Foto: Getty

Rinocerontes encontram um refúgio seguro em Eswatini | Foto: Getty

O lugar mais seguro do mundo para um rinoceronte é um país, e também monarquia, africano chamado Eswatini, conhecido até recentemente como Suazilândia, governado por um leão e um elefante. O rei Mswati III , tem o título de reconhecimento de Ngwenyama, que significa leão e a rainha-mãe é reverenciada sob a alcunha de Ndlovukazi, que significa “matriarca elefanta”.

Qualquer um que ouse matar um rinoceronte por seu chifre nesta região, ou qualquer outra vida selvagem protegida, provavelmente será morto por guardas florestais ou preso por um período mínimo de cinco anos.

O criminosos também tem que pagar para substituir o animal, ou enfrentar mais dois anos de prisão. Como resultado, apenas três rinocerontes foram mortos por caçadores em 26 anos. Este é o número desses animais que são mortos por dia na África do Sul.

O notável sucesso de conservação da vida selvagem em Eswatini, deve-se em grande parte a Ted Reilly, o fazendeiro filho de um soldado britânico que permaneceu no local após lutar na Guerra Anglo-Boer, somado ao apoio do rei Mswati III e a aprovação da rainha-mãe.

Juntos eles transformaram um país não muito maior que Yorkshire na Inglaterra, de um matadouro de animais selvagens a um santuário onde os animais caminham livres de predadores humanos e estão contentes em compartilhar seu domínio com os visitantes. A terra do “rei leão” oferece alguns dos melhores encontros próximos da vida selvagem na África.

O Santuário de Mlilwane Wildlife é encantador, ele fica em pastos e florestas livres de malária, emoldurados por terras altas iluminadas pelo sol. Os únicos animais perigosos são alguns hipopótamos e crocodilos, que ficam descansando em grandes poças de lama.

Os visitantes são, portanto, livres para andar e percorrer o que é essencialmente um playground para criaturas inofensivas, de impalas a javalis e gnus a macacos. Os bosques estão cheios de “bambis” de todas as formas e tamanhos e o ar se enche de pássaros exóticos.

“É como um livro de ilustrações da selva africana e os animais não se incomodam quando os visitantes andam e pedalam entre eles. Os antílopes observam enquanto os turistas e os macacos conversam, mas a zebra decidida a pastar as gramíneas exuberantes do verão não se importava nem um pouco”, conta Reilly.

Mesmo um enorme crocodilo do Nilo cochilando em seu ninho perto de um rio não se move quando pessoas de bicicleta passam próximos a eles. “Eles nunca nos perseguem, mas é melhor ficar quieto”, diz ele.

Um capricho da história poupou este pequeno reino do apartheid quando o país optou por ser um protetorado britânico até alcançar a independência em 1968, e os EmaSwati, habitantes do local, são um povo digno e cortês, orgulhoso de sua cultura e tradições, sem nenhuma tensões raciais que acometem a África do Sul, segundo informações do The Telegraph.

Esse povo vive em uma terra extraordinariamente rica em beleza, com planaltos férteis e savanas subtropicais, em harmonia com rinocerontes e elefantes que andam despreocupados pelos campos verdes de mato baixo sob o olhar atento de guardas florestais armados. Sinais na entrada principal da Reserva de Mkhaya dão um aviso: os caçadores serão presos e os drones serão abatidos.

Neste ponto repousa Somiso, relaxando sob uma árvore de acácia com seu irmão e um amigo. Somiso é um rinoceronte órfão de três anos, criado na infância por mulheres locais. Ele é agora um animal robusto, e quando anda de um lado para o outro para dar uma esticada, é possível ver seu imenso porte. O guia conta que ele é uma criatura gentil, um adolescente enorme, disfarçado em “um tanque de quatro patas”.

Turistas passam dias no Parque Nacional Kruger sem ver um rinoceronte, mas em uma manhã em Eswatini, é possível encontrar mais de uma dúzia deles em grupos familiares, vasculhando arbustos e chafurdando em poças de lama. Eles são rinocerontes brancos, maiores, mas menos agressivos que seus primos negros, e mostram pouco interesse pelos visitantes. Seguros em seu refúgio, eles estão relaxados e protegidos.

Cabra é enviada para santuário depois de fugir do matadouro

Cabra recebeu o nome de Gênesis e foi enviada para um santuário em Nova Jersey (Foto: ABC)

No mês passado, uma cabra foi encontrada em um domingo vagando pelas ruas do Bronx, em Nova York.

Quando muitos imaginavam que ela seria devolvida para o matadouro de onde escapou, o destino lhe trouxe a salvação.

Os policiais que a retiraram das ruas em conjunto com o Centro de Cuidados Animais de Nova York conseguiram garantir que ela não fosse abatida. Na realidade, fizeram mais do que isso.

Também deram à cabra o nome de Gênesis e a encaminharam para um santuário de Nova Jersey, onde agora ela pode viver em paz, segundo informações da ABC.

Veterinários favoráveis à agropecuária se recusam a atender animais de santuário

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Santuários acolhem e cuidam de animais resgatados de fazendas de criação, e situações de sofrimento, normalmente esses animais chegam traumatizados e abusados e a equipe do santuário tem como objetivo e trabalha incansavelmente para isso: prover-lhes uma vida melhor que a que tinham.

Naturalmente, eles não podem fazer isso sozinhos. Esses locais precisam de doações para funcionar, voluntários e o mais importante, precisam de atendimento veterinário para garantir a saúde e o bem-estar dos animais sob seus cuidados.

Os animais salvos de situações de crueldade podem já trazer problemas de saúde em função de suas vida anteriores ou, como é normal, podem desenvolver alguma doença e necessitar de tratamento.

Infelizmente, segundo informações do One Green Planet, dois veterinários em Minnesota (EUA) não se importam com a vida dos animais resgatados que vivem em santuários.

Os veterinários que trabalham na Clínica Lester Prairie se recusaram a prestar socorro ao santuário Spring Farm quando Pete, um bezerro, escorregou no gelo e se machucou.

A diretora do Spring Farm Sanctuary, Robin Johnson, sempre os chamou para atendimentos veterinários. Eles são os profissionais mais próximos, a clinica fica apenas 38 minutos do santuário, mas o veterinário que costumava atender os animais do Spring Farm não quer mais trabalhar lá.

Johnson estava preocupada com Pete, compreensivelmente, porque seu irmão, Scruffy havia morrido em decorrência de uma queda no ano anterior. Mas quando ela contatou os veterinários, ouviu: “Nós não saímos para emergências, vocês estão muito longe. E nós também não estamos realmente de acordo com os anúncios que ficam expostos aí. Então não somos mais os veterinários de vocês”.

Os anúncios a que os veterinários se referem são os cartazes do Spring Farm Sanctuary que revelam fatos sobre a agropecuária e a indústria de de criação de animais. São pôsteres educativos informando às pessoas sobre os horrores e sofrimentos que os animais são submetidos pela indústria alimentícia, como a separação dos bezerros de suas mães no mesmo dia em que nascem.

Outra clínica veterinária, a Buffalo Equine, também recusou-se a ajudar, mas não disse o motivo. Em Minnesota, a lei permite que os veterinários escolham quem tratar, mas como diz Johnson, eles fizeram um juramento de “usar seu conhecimento e habilidades científicas para a prevenção e alívio do sofrimento dos animais”.

Não ter um veterinário disponível para atendimentos de emergência coloca o santuário em perigo. Pete ficou bem graças a ajuda dos voluntários que colocaram almofadas para ajudá-lo e deixá-lo confortável, mas a diretora do santuário teme pelos outros animais, caso precisem de assistência médica, caso algum acidente aconteça ou em caso de emergências.

Se os profissionais veterinários se importam com vida dos animais, eles precisam fornecer atendimento médico aos animais que vivem em santuários independente de discordar ou não, que haja responsabilidade humana pelo sofrimento na agropecuária animal.

Muitos dos animais que vivem em santuários foram resgatados de sofrimentos atrozes nesses ambientes cruéis; é triste que eles ainda tenham que sofrer as consequências da mesma indústria que explorou e abusou deles ou de suas famílias, mesmo já não estando mais dentro de seus limites.