Empresário indiano abandona tudo para se dedicar aos mais de 700 cães resgatados por ele

Foto: ASIF SAUD/BBC

Foto: ASIF SAUD/BBC

Rakesh Shukla trabalhou como engenheiro de software em Bangalore (Índia) por muitos anos, mas isso agora faz parte do passado, atualmente ele passa a maior parte do tempo em sua fazenda de três acres e meio cuidando de 800 cães resgatados por ele. Seu trabalho em prol dos animais em situação de rua lhe valeu o apelido de “Pai dos cães”.

Shukla fundou sua própria empresa dez anos atrás e durante uma entrevista BBC, ele recordou dessa época em sua vida: “A vida se resumia a comprar carros de luxo e relógios de grife. Eu viajava pelo mundo todo, várias vezes, mas eu não era feliz”

Esse sentimento de vazio durou até o momento em que ele conheceu seu primeiro cachorro, Kavya. Shukla conta que a primeira vez que a viu, a filhotinha estava tão assustada, que se escondeu num canto, até que seus olhos se encontraram: “Foi uma sensação física, meu cabelo se arrepiou, eu podia sentir um calor no peito”.

Foto: ASIF SAUD/BBC

Foto: ASIF SAUD/BBC

Shukla conta que nunca precisou se perguntar novamente: “por que estou aqui?”, depois disso. Naquele momento, o então engenheiro e Kavya embarcaram em uma jornada épica que salvaria centenas de cães sem lar na Índia.

Lucky, sua segunda cadelinha resgatada, chegou até ele apenas três meses depois de Kavya: “Estava chovendo ha uns 13 dias seguidos, ela estava toda molhada e faminta, não tinha como não abrigá-la também”.

Shukla começou a levar um cão pra casa a cada semana. Quando sua esposa protestou, ele tentou manter alguns deles em seu escritório.

Com o tempo, sua família cresceu tanto que era inviável permanecer na cidade, então o empresário comprou uma fazenda de três acres em Doddballapur e criou um santuário para cães necessitados.

Foto: ASIF SAUD/BBC

Foto: ASIF SAUD/BBC

Shukla e dez outros funcionários cuidam dos cães no amplo espaço.

A fazenda gasta cerca de 663 dólares por dia para se manter. A maior parte desse custo, 93%, é custeada pelo empresário.

Mas ele admite resoluto que não se importa.

Shukla confessa: “Eu fiz um pacto com meus cachorros. Vamos nos separar apenas quando um de nós chutar o balde”.

Conheça o trabalho desenvolvido pelo empresário no vídeo abaixo:

Histórias inspiradoras como a de Rakesh Shukla, são exemplos reais de como um pouco de vontade e determinação podem fazer a diferença e mudar o destino de vidas como as dos cães abandonados.

Muitos cães vivem em situação de rua, alimentar esses animais, deixando ração e água disponíveis em locais públicos, pode matar a sede e a fome de muitos animais que não tem um lar.

Para se tornar “O Pai dos Cães” (ou “A Mãe dos Cães”) de uma região, basta visitar o abrigo mais próximo e verificar possíveis maneiras de ajudar os animais necessitados. Sempre há algo que pode ser feito.

Resort vegano de luxo será construído na Tailândia


O resort PlantLife, na ilha de Koh Phangan, na Tailândia, terá a missão de oferecer uma experiência de viagem vegana e de luxo para os hóspedes que não querem comprometer sua ética para desfrutar de férias.

Os fundadores Joanna e Alex Hellier se conheceram durante uma viagem e ficaram desapontados com a falta de acomodações veganas, alegando que chinelos embrulhados em plástico, produtos químicos e cardápios sem opções vegetais estão na maioria dos hotéis pelo mundo.

“Não somos apenas um hotel”, disse Alex Hellier. “Somos vida, verdadeiros e compassivos, um negócio com valores reais.”

O resort terá 23 quartos e servirá apenas comida vegana orgânica feita com ingredientes locais; mobília característica feita com couro à base de abacaxi, bambu e algodão orgânico. O PlantLife dependerá exclusivamente da energia solar.

Além de hóspedes humanos, o resort será um santuário para 100 animais resgatados, incluindo gatos e cachorros resgatados nas ruas da Tailândia.

“Este lugar será um lar para eles tanto quanto para você”, disse Alex Hellier.

PlantLife lançou sua campanha de crowdfunding no Indiegogo no dia 16 de março para levantar os 870 mil dólares ( cerca de 3 milhões de reais) necessários para construir o resort. Os defensores da campanha são considerados membros do resort.

Gorila brinca com pequeno primata e encanta voluntário de santuário

Um gorila encontrou um filhote de galago, um primata bastante pequeno, e a forma carinhosa e cuidadosa com a qual brincou com o animal encantou um voluntário do santuário Ape Action Africa. A atitude do gorila o fez honrar o apelido dado a esses animais pelos integrantes da entidade, que os chamam de “gigantes gentis”.

Foto: Hypeness / Ape Action Africa

Bobo, o gorila, é o macho dominante do seu grupo. Ele vive no santuário desde 1996, quando foi resgatado. O momento de afeto entre ele e o galago foi visto pela pessoa responsável pela área dos gorilas do santuário. As informações são do Hypeness.

A cena surpreendeu o voluntário não só pelo carinho entre os animais, mas também pela dificuldade em encontrar um galago se movimentando em plena luz do dia, já que essa espécie tem hábitos noturnos.

Foto: Hypeness / Ape Action Africa

O filhote demonstrava não sentir medo do gorila, que, por sua vez, o tratou com extremo cuidado. O pequeno corria pelo corpo de Bobo, pulava pela grama e voltava para as mãos do novo amigo.

A interação entre os dois gerou curiosidade no bando ao qual Bobo pertence, fazendo com que os demais gorilas tentasse se aproximar. Bobo, no entanto, os repeliu e manteve o galago seguro em suas mãos, até que decidiu levá-lo a uma árvore, de onde o filhote partiu para a floresta.

Morgan Freeman cria santuário de abelhas

Foto: Richard Shotwell | Invision |AP

Desde 2004,  0 ator de 81 anos se dedica a apicultura na tentativa de compensar as mortes em massa, conhecidas como desordem do colapso da colônia (CCD), nos últimos anos. Isso ocorre quando a maioria das operárias de repente desaparece e deixa para trás uma rainha, comida e enfermeiras, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental .

Para ofercer a melhor qualidade de vida aos insetos, Freeman importou 26 colméias de Arkansas, onde os insetos têm acesso a plantas com flores e água com açúcar.

“Eu nunca usei o chapéu da apicultura com minhas abelhas. Eles não me picaram ainda, como não estou tentando colher mel ou qualquer coisa, mas simplesmente as alimento … acho que elas entendem. ‘Ei, não incomode esse cara, ele tem água com açúcar aqui”, disse ele no “The Tonight Show Estrelando Jimmy Fallon.”

O Mel

Freeman não consome o mel das abelhas; seu santuário foi criado apenas para que elas vivam em segurança.

Assim como o ator, os veganos não usam o mel e optam por alternativas livres de crueldade, como o Bee Free Honee, que usa maçãs orgânicas e ajuda organizações sem fins lucrativos que apoiam as abelhas.

A importância das abelhas

Elas são responsáveis por 20 bilhões de dólares (cerca de 80 bilhões de reais) em polinização de culturas nos EUA, segundo a Federação Americana de Apicultura . Mas colônias são tratadas como commodities; a organização observa que dois terços são transportados por todo o país a cada ano para polinizar as plantações e produzir mel. As informações são do LiveKindly.

As abelhas nativas também são críticas para a polinização de culturas, mas suas populações estão em declínio, de acordo com The Conversation . Isso se deve, provavelmente, à exposição a pesticidas e à diminuição de fontes de alimento à medida que a terra é transformada em plantação de milho (a principal ração para o gado) e soja ou desenvolvimento comercial e residencial.

Vereadora propõe substituir zoológico por santuário para animais

A vereadora Ana Rita Tavares (PMB) propôs que o zoológico de Salvador, na Bahia, seja substituído por um santuário para acolher animais vítimas de violência.

Foto: Pixabay

A parlamentar apresentou um projeto de lei na Câmara por meio do qual explica que o zoológico daria lugar para um espaço para o “pós-operatório de cães e gatos castrados, que vivem nas ruas ou sob a guarda de pessoas carentes, [e que também serviria] de santuário onde os animais poderão exercer seus instintos e sua natureza selvagem”.

Ana Rita defende os animais e, por isso, é contra locais que os mantenham presos, tratando-os como meras atrações ao público. As informações são do portal Bahia Notícias.

Segundo a parlamentar, não há mais espaço para “a cultura do aprisionamento de animais, retirando-se de sua condição natural de liberdade”.

Elefanta resgatada faz uma linda amizade em seu novo lar

Foto: BEES

Mae Dok tem quase 60 anos e passou toda a sua vida em uma pequena cidade na Tailândia, onde era uma atração turística – em pé ao lado de uma pequena ponte, implorando por guloseimas.

Demorou muito, mas essa é “a vida que ela pode colocar para trás”, de acordo com Emily McWilliam, co-fundadora e gerente do Elephant Sanctuary (BEES) em Chiang Mai.

“Nunca mais precisará ficar de pé e implorar por doces debaixo da ponte na vila turística”, disse McWilliam ao The Dodo.

Equipes de resgate do BEES foram até a aldeia onde Mae Dok vivia para finalmente libertá-la.

“Ela foi acorrentada em uma cadeia em uma fazenda enorme na orla de sua aldeia natal”.

Foto: BEES

A família de Mae Dok a amava apesar de tê-la escravizado. Todos se despediram e, finalmente, a deixaram partir.

“Eles contaram muitas histórias bonitas e falaram sobre como Mae Dok é doce.”

As pessoas que a amavam sabiam que ela merecia uma vida melhor, especialmente à medida que envelhecia. Já era hora de Mae Dok se aposentar.

Durante o percurso, os socorristas começaram a conhecê-la melhor. Eles perceberam que as histórias que os moradores da aldeia contavam sobre ela eram definitivamente verdadeiras: Mae Dok adorava conversar.

Depois de sete horas de carro, Mae Dok chegou ao santuário e saiu do caminhão na grama fresca.

“Ela desceu da caminhonete um pouco vacilante, suas pernas estavam rígidas. A corrente foi removida e Mae Dok vocalizou com resmungos baixos enquanto descia para o gramado”, escreveu o BEES.

Foto: BEES

“Nós demos a ela um banho com uma mangueira e a deixamos explorar.”

Mae Dok encontrou o elefante Thong Dee mas ele não parecia muito interessado em fazer uma nova amizade. Então, ela continuou a andar e avistou outro elefante, Mae Kam.

Desta vez, houve química.

“Mae Kam se aproximou lentamente … Não ouvimos nenhum som de Mae Kam para começar, parecia que ela estava um pouco nervosa, mas como Mae Dok não se mexeu, ela recuou”

“Mae Dok começou a vocalizar para ela e decidiu arriscar”.

Foto: BEES

“Ela deu um grande passo para frente e estendeu a mão para Mae Kam. Então a cena mais incrível, mágica e inesperada aconteceu.”

As duas descansaram suas cabeças ao lado da outra e começaram a conversar.

“Mae Dok então seguiu Mae Kam de volta ao seu recinto noturno”, escreveu o BEES.

“Os tratadores disseram que ambas conversaram muito durante a noite, eles mal conseguiram dormir … Elas estão cantando e conversando desde então.”

Foto: BEES

Desde o primeiro encontro, Mae Dok e Mae Kam passaram muito tempo juntas e a amizade delas continua crescendo. As informações são do The Dodo.

“Foi mágico”, escreveu o santuário. “É difícil colocar em palavras o quanto nos sentimos felizes por Mae Dok. Bem-vinda ao lar, menina.”

Cerca de 3 mil elefantes explorados em Mianmar terão a chance de uma nova vida

Foto: South China Morning Post

Há pouco tempo, elefantes explorados transportando toras pelas das selvas de Mianmar, na Ásia, para o comércio de madeira do país eram uma visão triste e ‘comum’.

Em 2014, o governo impôs a proibição da exportação de madeira bruta, permitindo que apenas produtos com acabamentos de alta qualidade fossem vendidos no exterior. Repentinamente, quase 3 mil elefantes da empresa madeirense Myanmar Timber Enterprise e seus mahouts foram ‘despedidos’.

Sem um plano de resgate e acolhimento destes animais por falta de recursos financeiros, muitos deles foram forçados a trabalhar para operadoras de turismo, submetidos a treinamentos cruéis para entreter humanos ou simplesmente ficaram soltos na natureza.

“Se nada for feito para fornecer apoio financeiro a esses elefantes, os elefantes de propriedade do governo serão colocados de volta ao trabalho em outros lugares, serão cruelmente treinados para o desempenho de truques e viverão uma vida de mendicância, ou soltos na natureza para se defenderem sozinhos”, disse Dane Waters, fundador e presidente do Projeto Elefante. As informações são do South China Morning Post.

A caça de elefantes é proibida, mas caçadores continuam perseguindo e matando milhares de animais suas presas. Muitos também morreram nas mãos de aldeões depois de causar estragos em comunidades rurais e destruir terras agrícolas.

Agora, uma esperança está à vista depois que um acordo histórico foi assinado este mês entre o Projeto Elefante e o governo de Mianmar para realocar elefantes de áreas onde eles possam entrar em conflito com humanos. Esta é a primeira vez que tal acordo foi assinado em Mianmar.

“Temos que agir agora”, diz Waters.

“Um extenso desmatamento em Mianmar levou o habitat natural dos elefantes a ser destruído. Os elefantes buscam desesperadamente por comida nas aldeias, levando a conflitos mortais entre elefantes e humanos.”

Com o acordo, o departamento florestal do Ministério de Recursos Naturais e Conservação Ambiental e o Projeto Elefante buscarão aqueles que precisam se mudar e encontrar áreas para as quais possam ser realocados com segurança.

O projeto começará com a realocação de 10 a 15 animais para zonas seguras designadas, mas o Projeto Elefante tem planos ambiciosos para oferecer abrigo a muitos outros elefantes em cativeiro do país. Um total de 5.520 vive em cativeiro, quase o dobro dos 3 mil elefantes que vivem em estado selvagem em Mianmar.

“Nosso plano de santuário é diferente de qualquer outro que já tenha sido construído antes”, disse Waters.

“Será o maior já construído e nossa esperança é que seja o lar de 2 a 3 mil elefantes”.
Para financiar o projeto, uma série de oportunidades de investimento será criada para oferecer experiências éticas de elefantes e estadias ecológicas próximas ao santuário. Waters salienta que será criado com sensibilidade, com o bem-estar dos elefantes como prioridade.

“Vamos oferecer a conservação de elefantes e o ecoturismo em um país incrivelmente belo, enquanto o investimento vai para a proteção dos elefantes”, diz ele.

“Nosso plano é criar um lugar seguro onde os elefantes vivam em paz, promovendo um ambiente através de parcerias corporativas inovadoras, governamentais e sem fins lucrativos, protegendo elefantes e garantindo que sua proteção produza prosperidade para as pessoas”, diz Waters.

“Esta solução provará que garantir a segurança de um elefante é mais valioso para governos e comunidades do que um morto.”

Por toda a Ásia, estão surgindo santuários para o bem-estar dos animais resgatados. Em Chiang Mai, Tailândia, o Elephant Nature Park é o lar de 86 elefantes resgatados; O Santuário de Elefantes MandaLao, no Laos, foi considerado um dos campos mais éticos do Sudeste Asiático pela World Animal Protection, uma ONG; e o The Elephant Valley Project opera projetos inovadores em Mondulkiri, no Camboja, e Chiang Rai, na Tailândia.

Waters tem planos de estabelecer santuários em todo o sudeste da Ásia, com os olhos postos na fronteira entre Bangladesh e Mianmar.

Cavalos selvagens resgatados se tornam amigos inseparáveis

Foto: Skydog Sanctuary

Hawk era um dos 850 cavalos selvagens que foram arrebanhados no Oregon em outubro do ano passado por uma agência federal, o Bureau of Land Management (BLM).

Além de perder sua família, Hawk também se machucou – o que pode significar um fim prematuro para cavalos.

Em um dos currais para cavalos feridos, ele encontrou Chief, outro cavalo selvagem com uma lesão menos severa, que tinha sido arrebatado ao mesmo tempo.

Hawk e Chief foram instantaneamente ligados.

Após serem tratados, eles seriam colocados para adoção como os demais cavalos. Os amigos poderiam ser separados.

Foto: Skydog Sanctuary

Com o passar das semanas, a perna de Hawk não melhorou e o BLM considerou sacrificá-lo. A agência ainda tentou uma última opção: enviá-lo a um santuário para que ele tivesse que ele vivesse uma vida plena.

“Hawk estava prestes a ser sacrificado”, disse Clare Staples, fundador do Skydog Sanctuary , ao The Dodo. “E o outro que pegamos… Eles estavam tão ligados que não queríamos separá-los”.

Assim que Hawk chegou ao Santuário Skydog, no Oregon, ele claramente começou a relaxar. E quando foram soltos em seu novo celeiro, Chief começou a correr e pular de alegria.

Já Hawk, parecia totalmente aliviado por estar em um lugar seguro com seu melhor amigo.

“Ele está muito mais calmo e mais tranquilo e não está mancando tanto”, disse Staples.

Hawk fará um raio X e terá um plano de tratamento formulado para reabilitá-lo, Chief o acompanhará em todo o caminho.

Skydog Sanctuary

“O Chief nunca sai do seu lado e toca nele com o nariz a cada cinco segundos para ter certeza de que está tudo bem”, disse Staples. As informações são do The Dodo.

Hawk e Chief tiveram suas vidas mudadas por duas vezes, mas agora eles tiveram um belo recomeço.

“Eles foram cercados e perderam suas famílias”, disse Staples. “Agora eles têm um ao outro.”

Governo australiano enfrenta pressão para proibir golfinhos em cativeiro

Golfinhos em cativeiro no SeaWorld | Foto: afrugalchick.com/Reprodução

Golfinhos em cativeiro no SeaWorld | Foto: afrugalchick.com/Reprodução

Uma ONG internacional que atua em prol bem-estar animal está pedindo ao governo de Queensland (Austrália) que proíba definitivamente a criação de golfinhos em cativeiro no Sea World, na Gold Coast.

A World Animal Protection lançou uma petição pública que será posteriormente apresentada ao governo de Queensland.

“Nós queremos que esses golfinhos que ficam Sea World sejam a última geração mantida em cativeiro em Queensland. A aceitação de lugares como esse está em vias de extinção ”, afirmou o gerente sênior de campanha da World Animal Protection, Ben Pearson, ao canal de notícias australianas Nine News.

O SeaWorld da Gold Coast é apenas um dos dois locais que mantêm golfinhos em cativeiro na Austrália, e com mais de 30 golfinhos no mesmo local, é um dos maiores do mundo.

O outro local é o Dolphin Marine Magic em Coffs Harbour.

“Não estamos falando em fechar o Sea World, não estamos falando de prejudicar a economia de Queensland, estamos dizendo que não há justificativas a reprodução”, disse Pearson.

“Um dos problemas na criação de animais em cativeiro é que você não pode liberá-los na natureza”.

Mas o Sea World defende o seu programa de criação de golfinhos justificando que o foco dele é a “conservação”.

O parque aquático alega que alguns desses animais já estão na terceira geração em cativeiro. Ou seja, jamais viram o mar, desfrutaram da liberdade ou percorrem diversos quilômetros nadando a toda velocidade como nasceram biologicamente adaptados para fazer.

Pearson disse que o programa de criação do Sea World vai contra o princípio básico de conservação das espécies e derrubou o argumento do parque lembrando que os golfinhos não estão ameaçados de extinção para serem “conservados”.

Não há nada de conservação no que eles fazem ali”, disse ele.

Se eles resgatassem os golfinhos na natureza, os reabilitassem em seguida, e os devolvessem ao mar, eles teriam o nosso apoio, mas a criação em cativeiro não faz isso”, esclarece Pearson.

O gerente da ONG também apontou que nenhum cativeiro jamais satisfará satisfazem as necessidades dos animais e indiretamente esse programa endossa a caça aos golfinhos.

“Um golfinho em cativeiro pode viver 50 anos. Na natureza, um golfinho nariz de garrafa nadaria 100km por dia e poderia mergulhar até 450 metros. Eles têm um ambiente rico no mar. Não há como uma pequena piscina de concreto no Sea World conseguir se igualar a isso” definiu ele.

Pearce afirma que uma das maiores ameaças aos golfinhos na natureza é a caça, como a que acontece em Taiji no Japão, onde eles realmente capturam golfinhos na natureza para exibí-los em aquários.

“O Sea World não faz isso, eles não caçam golfinhos, mas exibindo esses animais em um tanque essas práticas são endossadas indiretamente”, disse ele.

O governo de Queensland apoia o Sea World, alegando que eles estão operando segundo a lei do país.

O Ministro da pasta de Agricultura e Pescaria, Mark Furner, alega que o Sea World mantém o número máximo de golfinhos que é permitido criar em cativeiro no país, e desde que eles não excedam esses números “esta tudo certo”.

No entanto, o governo de Queensland não comentou nada sobre a petição iniciada pela World Animal Protection.

A petição conseguiu 5.500 assinaturas desde o seu lançamento ontem. Ainda não foi definida uma data para o envio do documento ao governo.

“Esperamos que o governo de Queensland aja rapidamente nesse caso. Se eles se recusarem a fazê-lo, insistiremos e protestaremos até que isso aconteça”, concluiu Pearson.

Santuário abriga animais com deficiência em Israel

Um santuário foi construído em Israel para abrigar animais com deficiência. Entre os moradores do local, estão um burro de três patas, chamado Gary, uma ovelha que usa aparelhos ortopédicos, de nome Omer, e um bode cego.

Burros Gili e Miri no santuário (Foto: Reuters/Nir Elias)

Fundado pelo ativista Adit Romano, ex-executivo de 52 anos, e Meital Ben Ari, de 38 anos, que trabalhava na área de tecnologia, o santuário também serve como um centro educativos para visitantes.

“Se você quer que as pessoas abram o coração para estes animais, temos que aproximá-los”, disse Romano, enquanto acariciava dois porcos chamados Yossi e Omri. As informações são da Reuters.

O local abriga atualmente 240 animais, a maior parte deles era explorada para consumo humano e seria levada para um matadouro. Alguns foram doados por agricultores que decidiram poupá-los. Outros, foram abandonados, como é o caso de Miri, encontrado em uma vala com uma perna quebrada – que teve que ser amputada após o resgate.

Segundo Ben Ari, entre os visitantes, os que se sentem melhores ao visitar o santuário são crianças com necessidades especiais. Na fazenda, localizada na comunidade agrícola de Moshav Olesh, elas conhecem os estábulos e o celeiro.
Shira Breuer, de 56 anos, esteve no local, na companhia de seu pai de 84 anos. “Preocupo-me com o futuro da humanidade, e este lugar parece um lugar de esperança”, disse ela.

Para manter o santuário, os proprietários do local gastam um milhão de dólares anualmente. Para isso, eles dependem de doações e do trabalho de voluntários de Israel e de outros países.