Última fazenda de foie gras da Ucrânia é desativada

Foto: Farm Sanctuary

Foto: Farm Sanctuary

A última fazenda de foie gras da Ucrânia será oficialmente desativada, uma vez que na prática já não opera mais, após o lançamento de uma exposição da organização de proteção animal Open Cages.

A investigação, que foi publicada em abril deste ano, contou com filmagens (abaixo) feitas por um trabalhador disfarçado usando uma câmera secreta na fazenda operada pelo produtor de aves MHP.

A filmagem foi vista milhões de vezes nas mídias sociais em todo o mundo, e levou inúmeros restaurantes no Reino Unido a prometer abandonar o foie gras.

Condições

De acordo com a Open Cages, as condições documentadas incluem “pássaros sendo jogados violentamente do caminhão em gaiolas, tubos de alimentação de metal lubrificados com óleo de motor sendo empurrados garganta abaixo das aves para enchê-los de comida e gansos machucados e mortos sendo deixados para sofrer ou apodrecer em pilhas”.

A organização acrescenta que a alimentação forçada é uma prática padrão na maioria das fazendas de foie gras para encher de gordura os fígados dos animais, de modo que eles aumentem até dez vezes o tamanho normal e as aves fiquem doentes.

Inconsistente

“A MHP, controladora de um importante grupo agroindustrial internacional com sede na Ucrânia, anuncia hoje sua decisão de suspender a produção de carne de ganso e foie gras em sua fazenda de aves Snyatynska até o início de setembro de 2019″, informou a empresa em um comunicado numa declaração oficial.

“Os ativos da fazenda, que representam menos de 0,5% dos ativos do Grupo MHP, estão sendo oferecidos à venda. A MHP acredita que a produção de foie gras não é consistente com a estratégia e a política da empresa de ser líder global em E&S e bem-estar animal”.

“Simplesmente bárbaro”

“É difícil até de acreditar que o foie gras existe. Alimentar os animais até que seu fígado aumente dez vezes o tamanho original é simplesmente bárbaro, e o rótulo de ‘luxo’ que o produto ostenta é quase risível”, disse Connor Jackson, CEO da Open Cages, em comunicado enviado ao Plant Based News.

“Estamos absolutamente entusiasmados em ver esta empresa optar por enfrentar o sofrimento desnecessário ao fechar as instalações da fazenda de criação de gansos. Qualquer restaurante do Reino Unido que ainda esteja servindo foie gras vai dar uma boa repensada em suas práticas: a crueldade contra animais é um mau negócio.”

A Open Cages está pedindo que Michael Gove e o governo do Reino Unido proíbam a venda de foie gras, pós-Brexit, e também convocando os restaurantes a remover o produto, que é resultado de crueldade e abuso, de seu cardápio.

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Tartarugas são encontradas presas em linhas de pesca em Arraial do Cabo (RJ)

Duas tartarugas foram encontradas com linhas de pesca presas aos seus corpos na orla da Praia do Pontal, na cidade de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro.

Foto: Renatinho Vianna / Arquivo Pessoal

O prefeito do município, Renatinho Vianna, passava pelo local na companhia do coordenador de esportes da cidade, Luciano Ralf, quando encontrou os animais. O caso aconteceu na manhã de sexta-feira (26).

Com a ajuda de Ralf, o prefeito usou uma faca e pedaços de caco de vidro encontrados no local para retirar as linhas que prendiam as tartarugas. Após o resgate, os animais foram soltos na praia.

Em um vídeo divulgado por Renatinho, ele alega ter ficado feliz com o resgate, mas triste por saber que as tartarugas poderiam ter morrido se não tivessem recebido ajuda.

“Foi um momento de tristeza e alegria ao mesmo tempo. Tristeza por encontrar as tartarugas ali abandonadas a própria sorte e a alegria de termos encontrado esses animais a tempo de poder salva-los, então ficamos com a sensação de alívio e dever cumprido”, disse ao G1.

Renatinho afirmou que é crucial que a população tenha consciência sobre a importância da vida marinha e de sua preservação. O prefeito disse ainda que as pessoas precisam ter responsabilidade pelos seus atos.

O caso está sendo investigado pela Secretaria do Meio Ambiente de Arraial do Cabo.


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Bezerro foge de matadouro e tem a garganta cortada em estacionamento ao ser pego

Foto: Bloomfield Police Department

Foto: Bloomfield Police Department

Imagens fortes flagram o momento em que funcionários de um matadouro perseguem, cercam e cortam a garganta de um filhote de vaca no estacionamento de loja de construção Connecticut nos Estados Unidos Home Depot. O bezerro tinha acabado de fugir do matadouro e corria pelo local assustado e sem rumo.

A filmagem foi feita pela câmera de uma viatura da polícia que seguia o animal em baixa velocidade e pretendia prender o filhote com uma corda após cercá-lo em um canto no estacionamento. No vídeo é possível ver os funcionários perseguindo a vaca jovem e matando-a para logo em seguida deixá-la se contorcendo no chão ao lado da loja em Bloomfield.



A perseguição sangrenta começou quando o bezerro escapou da loja de carnes e matadouro Saba, que mantém os animais no local, e atravessou a rua indo parar no estacionamento da Home Depot, segundo a NBC Connecticut.

O empregado do Saba, Badr Musaed, correu atrás do filhote com uma faca de 30 centímetros e foi acompanhado por Andy Morrison – um empreiteiro que trabalhava na construção da lanchonete, que por acaso tinha um arco e flecha, que disparou contra o animal, errando o alvo, conforme informações da NBC.

No vídeo, Musaed pode ser visto a vários metros de distância, cortando a garganta do filhote – para grande infelicidade dos policiais e outros espectadores, entre eles uma criança.

Depois, um policial pode ser ouvido dizendo a Musaed ele responderá pela maneira como o animal foi morto, de acordo com a NBC.

“Isso não é algo que pode ser feito”, diz o policial. “Vocês deveriam ter pego uma corda, levar o animal daqui, essa criança aqui viu você cortar a garganta da vaca.”

Embora contatado para dar uma declaração o trabalhador da Saba se recusou a comentar sobre o incidente.

Desrespeito e crueldade

Vacas, bois e bezerros são animais sencientes, com sua capacidade de amar, sofrer, criar vínculos e compreender o mundo ao se redor comprovada cientificamente pela Declaração de Cambridge em 2012.

Nada justifica a crueldade ou a morte a que são submetidos esses seres diariamente, seja por seu leite, por sua carne ou por sua pele.

Foto: Reedit/Reprodução

Foto: Reedit/Reprodução

O total desrespeito a esses animais assim como à todos os outros é uma consequência do especismo, crença que rege a sociedade e que vê os animais como seres inferiores, disponíveis para que o ser humano disponha de suas vidas como bem entender.

Belos, únicos, companheiros de planeta e iguais em direitos aos seres humanos, essas vidas indefesas tem sido vítimas da ganância e crueldade humanas por séculos. Explorados para entretenimento, trabalho, comida, remédios e uma imensidade de outros fins, eles seguem silenciosamente subjugados à vontade humana.

O episódio flagrado pelas câmeras policiais foi um exemplo que veio a público entre milhões de outros que permanecem nos cativeiros escuros de fazendas de criação, matadouros e tantos outros locais de morte e sofrimento de animais.

Lutando pela vida, tentando escapar da prisão em que vivia, esse bezerro apenas encontrou o destino que lhe estava reservado entre as paredes de um matadouro: a morte certa.

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Investigação expõe sofrimento e crueldade com porcos em fazenda de criação

Ativistas ocuparam uma fazenda de criação de porcos na Inglaterra no início desta semana para protestar contra o sofrimento, abuso e as más condições de vida a que os animais são submetidos.

Cerca de 100 militantes do movimento Meat The Victims (um trocadilho com a palavra carne em inglês e o verbo conhecer que possuem a mesma pronúncia na língua inglesa meat/meet: Conheça as Vítimas ou Vítimas da Carne) participaram da ação no Moss Rose Piggeries em Lancashire, uma fazenda de criação de porcos que existe desde 1963.

Seguiu-se uma investigação de três meses realizada pelo grupo, que descobriu animais “cobertos com suas próprios fezes em baias imundas” com prolapsos e outros ferimentos. Um ativista disse que havia mais de 30 centímetros de urina e fezes em algumas áreas onde os porcos ficavam confinados.

Nada a esconder

Apesar das fotos da ação mostrarem compartimento de contenção e gaiolas imundas e pelo menos um animal com um prolapso, o fazendeiro Wayne Baguley disse que não tem “nada a esconder”, e que as autoridades competentes inspecionaram minuciosamente a fazenda.

“Os ativistas da Meat The Victims vieram esta manhã. Pedi a eles que saíssem educadamente. Eles disseram que não iam sair e eu teria que telefonar para a polícia, e foi o que eu fiz”, acrescentou Baguley.

Foto: Virtue for Animals

Foto: Virtue for Animals

“Eles disseram que os porcos não foram mantidos em bom estado e tentaram me confrontaram. É o direito deles protestarem se quiserem fazer isso, mas eu não acho que eles deveriam ter o direito invadir minha fazenda”.

“O grupo deles deve ter vindo aqui antes, uns dois ou três meses atrás, mas foi durante a noite. Eu fui inspecionado três vezes desde que eles supostamente vieram e houve um incidente em uma inspeção que dois dos 90 bebedores de água estavam bloqueados.

Ação

“Moss Rose é uma instalação intensiva de criação de porcos que abriga centenas de indivíduos vistos vivendo em condições insalubres, com muitos deles cobertos com suas próprias fezes (e urina) em baias de concreto imundas. Um certo número de animais no local também foi visto alojado em pisos de azulejos sujos e molhados, causando um claro risco de deslizamento para os animais”, disse um porta-voz do Meat the Victims.

“Longe das baias principais, os ativistas também encontraram indivíduos com o que pareciam ser prolapsos dolorosos em pequenos cercados sem acesso à cama, sem sinais visíveis de comida, e manchas de sangue eram vistas no chão e nas paredes”.

“Outro motivo de preocupação é o número de baratas que cobrem as paredes e infestam os compartimentos de comida nas instalações. Isso vai expor ao público a realidade da pecuária e conscientizar a população sobre como eles podem ajudar a impedir a exploração e a morte desses animais de criação adotando um estilo de vida vegano”.

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Touro morre após ser torturado em Festa do Leite de Batatais (SP)

Um touro morreu após ser torturado durante a Festa do Leite de Batatais, no interior de São Paulo. O evento é realizado do dia 5 a 14 de julho e conta com shows musicais e com exposição de animais.

Foto: Reprodução

Na última terça-feira (9), um dos touros explorados pelo evento se negou a entrar em um caminhão de transporte após ser retirado do recinto principal do local. O animal deitou no chão e, desse momento em diante, passou a ser torturado.

Os responsáveis por retirar o animal do recinto passaram a dar choques nele usando um bastão elétrico e a chutá-lo para tentar fazê-lo levantar do chão. Um dos homens chegou a tapar o nariz do touro com as duas mãos para que ele sentisse falta de ar, ficasse incomodado e se levantasse.

Após ser agredido, o boi levantou assustado e correu em direção ao caminhão de transporte. Em seguida, o animal bateu a cabeça no veículo e morreu.

A morte foi confirmada pela prefeitura da cidade, que divulgou uma nota sobre o caso. No comunicado, a prefeitura tratou de culpabilizar o animal pela própria morte, retirando a responsabilidade da equipe pela tortura promovida contra o touro.

“A Prefeitura vem publicamente lamentar o fato ocorrido. O animal, que estava em exposição no evento 44ª Festa do Leite de Batatais apresentava comportamento agressivo e, por essa razão, foi solicitada a retirada do recinto. O proprietário foi acionado e, acompanhado de sua equipe, fez a retirada do animal. No momento do embarque, o boi investiu contra a carroceria do veículo de transporte, colidindo a cabeça nas ferragens e o levando a óbito”, diz a nota.


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Veterinária dorme dentro de canil para confortar cão ferido em incêndio

Foto: Care More Animal Hospital

Foto: Care More Animal Hospital

A vida do cão Taka quase chegou ao fim em um incêndio.

A casa do cachorro da raça shiba inu, de 8 anos, pegou fogo enquanto ele estava em uma varanda coberta. Por mais que sua família tentasse, eles não conseguiram chegar até ele a tempo e tiveram que fugir da casa para não morrer.

Então um milagre aconteceu. Taka conseguiu escapar da varanda sozinho e correu pela rua. Um vizinho acabou encontrando-o e o levou para ser atendido no Hospital Animal em Martinez, na Geórgia (EUA).

“Ele tinha queimaduras em volta dos olhos, boca, orelhas, barriga”, disse Emily Martin, veterinária do Care More Animal Hospital, ao The Dodo. “Nós realmente não sabíamos o quão grave seus ferimentos eram inicialmente, porque tivemos que nos preocupar primeiro com as queimaduras por inalação.”

Foto: Care More Animal Hospital

Foto: Care More Animal Hospital

Os olhos de Taka também ficaram gravemente feridos – infelizmente, ele acabou ficando cego.

Quando Taka começou a ter problemas para respirar, a equipe do centro veterinário o transferiu para a clínica da Universidade da Geórgia, onde ele poderia ser ligado a uma máquina de oxigênio. Depois de alguns dias, Taka melhorou e foi forte o suficiente para voltar ao Care More Animal Hospital, onde a equipe fez tudo que podia para ajudá-lo a melhorar.

Martin, em particular, desenvolveu um carinho muito especial por Taka.

Foto: Care More Animal Hospital

Foto: Care More Animal Hospital

“Eu tento tratar meus pacientes da mesma forma, mas o caso dele tocou meu coração um pouco mais fundo”, disse Martin. “Quando ele deu entrada no hospital, estava gritando de dor, mas ele se acalmou no momento em que me sentei com ele e comecei a cantar para ele.”

Martin falou com a família de Taka logo após sua chegada ao hospital veterinário, e eles acabaram entregando Taka aos cuidados de Martin por causa de sua saúde. Desde então, Martin decidiu se tornar mais do que a veterinária de Taka – ela se tornou sua mãe.

Foto: Care More Animal Hospital

Foto: Care More Animal Hospital

Como o hospital não está aberto 24 horas por dia, Martin trouxe Taka para casa com ela uma noite, então ele não precisou mais dormir sozinho.

“Eu estava com ele a noite toda em minha casa, então no dia seguinte estávamos exaustos”, disse Martin.

No dia seguinte, Martin rastejou pra dentro do canil de Taka no hospital veterinário, e os dois tiraram uma soneca juntos. Um dos colegas de trabalho de Martin capturou o momento em uma foto.

Para Martin, uma das coisas mais incríveis sobre Taka é o quão gentil ele é, apesar de tudo o que ele está passando.

Foto: Care More Animal Hospital

Foto: Care More Animal Hospital

“Ele não tem um único traço de maldade em sua personalidade”, disse Martin. “Muitas vezes, quando os animais estão com dor, eles começam a morder apenas porque estão sofrendo, mas ele não tentou me morder nenhuma vez. Ele aceita ser consolado pelas pessoas.

Embora ainda seja muito cedo para dizer como as queimaduras afetarão Taka a longo prazo, Martin e os outros veterinários estão otimistas sobre sua recuperação, especialmente porque ele está comendo e indo ao banheiro sozinho.

“Ele definitivamente está com muita dor, então ele não pode realmente estar feliz, mas estamos esperançosos de que ele vai ficar bem”, disse Martin.

A personalidade de Taka está começando a desabrochar.

Foto: Care More Animal Hospital

Foto: Care More Animal Hospital

“Ele gosta de esfregar a barriga e adora comida, então é um porquinho”, disse Martin. “Ele também gosta de abraçar”.

Martin se tornou muito ligada a Taka, então ela seriamente está pensando em adotá-lo. Dito isso, Martin já tem cinco outros cães e um bebê de sete meses, então ela admite que sua casa pode não ser o lugar ideal para Taka, que precisará de muito cuidado individual.

Caso Taka seja colocado para adoção, Martin está determinada a encontrar o melhor lar possível para ele – com pessoas que reconheçam o cão especial que ele é.

“Ele passou por algo tão traumático e doloroso, e ainda assim não desiste”, disse Martin.

“Ele é o cão mais forte e corajoso que eu já conheci”, conclui ela.

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Cachorra protege companheira depois de anos sofrendo abuso e maus-tratos juntas

Layla protegendo Grace antes do resgate | Foto: Justice Rescue

Layla protegendo Grace antes do resgate | Foto: Justice Rescue

Duas cachorras foram encontradas em estado lastimável após terem sido “descartadas” em um parque perto da Filadélfia (EUA). Ambas estavam em um estado tão terrível que ninguém tinha muita esperança de que elas sobreviveriam. Gracie, que certamente estava em pior estado, já estava fria ao toque. Layla, a outra cachorra, estava deitada em cima dela agindo como sua protetora.

Se alguém chegasse perto, Layla cobria Gracie com seu corpo ainda mais como se estivesse se oferecendo para receber qualquer tortura que ela antecipou para proteger Gracie da crueldade.

Foto: Justice Rescue

Foto: Justice Rescue

Um policial, o oficial Harper, chegou ao local e, apesar de parecer um cara durão, cheio de tatuagens e com a cabeça raspada, ele tem a habilidade de acalmar os cachorros através de sua voz. Harpar diz que pode fazer sua voz soar mais como a de uma menina de 10 anos do que como a de um bravo oficial.

O policial Harper lentamente se dirigiu engatinhando até as cachorras e as abordou com sua melhor impressão de voz “feminina e doce”. Foi quando Layla saiu de cima de Gracie e se aproximou dele, abanando a cauda, mas com os olhos cerrados.

Era como se ela estivesse antecipando que poderia ser atingida ou ferida. Foi horrível. O oficial Harper acariciou o nariz e o topo da cabeça dela. A cachorrinha pareceu gostar disso, mas então rapidamente correu de volta para Gracie e deitou em cima dela, novamente a protegendo.

Foto: Justice Rescue

Foto: Justice Rescue

Felizmente, o policial Harper conseguiu se aproximar das cachorrinhas e colocou sobre elas coletes de polícia para mantê-las aquecidos. Ele então as levou até seu carro de patrulha e correu para o veterinário. Ele não tinha muita esperança, especialmente para Gracie – mas ele ainda acreditava e rezava.

Gracie estava fraca demais para sequer abrir os olhos. O policial Harper temia que o veterinário sugerisse morte assistida para acabar com o sofrimento dela.

Luta de cães

Com base em suas feridas profundas e graves, uns bem antigos e outros mais recentes, o veterinário confirmou que essas pobres meninas eram usadas para brigas de cães. Ambas tinham cerca de 2 anos e só conheciam a vida por meio do sofrimento. Elas não conheciam o amor. Elas não conheciam compaixão. Elas nunca foram amadas como um membro da família de alguém.

O veterinário imediatamente deu fluidos à Gracie para começar a aquecer seu corpo. A equipe iria tentar o seu melhor, mas eles também eram realistas. Inacreditavelmente, Gracie começou a melhorar. De fato, pouco tempo depois, quando o policial Harper foi ver Gracie, ela se levantou para cumprimentá-lo! Foi um triunfo inesperado, e um momento muito emocionante, com certeza.

Foto: Justice Rescue

Foto: Justice Rescue

Gracie lembrou-se do oficial atencioso e até comeu da sua mão. Harper sentou-se ao lado de Gracie e ela ficou de pé no colo dele. Foi uma pequena vitória – mas uma vitória de qualquer maneira.

Grace e Layla continuaram a lutar. Elas tiveram bons dias e depois tiveram dias ruins. Mas elas ainda estavam lutando para aguentar. Nenhuma cachorra estava pronta para desistir.

ONG Justice Rescue 

O oficial Harper e um amigo fundaram a Justice Rescue. É por isso que Harper entende a complexidade de resgatar cães como Layla e Gracie. Ambas precisarão de cuidados intensivos após serem liberadas do veterinário. Elas precisarão de reabilitação e treinamento comportamental. E Harper está feliz em ajudar. Ele não é apenas um policial. Ele é um guerreiro que salva cães necessitados.

Harper também foi treinado especificamente para situações como esta. Ele sabe como investigar o complexo funcionamento interno das brigas de cachorros e suas operações clandestinas. Quando há briga de cães, quase sempre há também drogas, violência doméstica e outros crimes sérios envolvidos.

Foto: Justice Rescue

Foto: Justice Rescue

Gracie e Layla estão agora em boas mãos. Elas passaram pelos momentos mais difíceis de suas vidas – mas esses tempos estão para sempre no passado, onde eles irão ficar e NUNCA mais ressurgir. É provável que Gracie tenha sobrevivido por causa da proteção e do calor corporal de Layla.

Obrigada, policial Harper, por todo o trabalho incrível que você faz. E obrigada, Layla, por entender que Gracie precisava de uma protetora.

No vídeo abaixo há mais detalhes do resgate e da recuperação de Layla e Grace:

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Cachorro que teve o corpo todo coberto por cola é adotado e vence o trauma

Foto: He'Art of Rescue

Foto: He’Art of Rescue

Quando as equipes de resgate da Turquia finalmente chegaram até Pascal, o filhote de cachorro, ele estava tão rígido que parecia uma estátua. Mas o pobre animal não estava congelado de medo; a um grupo de crianças cruéis tentou afogar o inofensivo filhote em cola antes de arrastá-lo pela lama.

Eles então deixaram Pascal lá para morrer enquanto a cola se tornava cada vez mais sólida, dificultando a movimentação do cachorrinho. Ele estava perdendo o suprimento de sangue para uma de suas orelhas, já que a cola havia endurecido em sua pele. Ele também estava tendo problemas para respirar e não teria sobrevivido por muito mais tempo se não fosse pelos socorristas.

Assim que a equipe de resgate o levou de volta à clínica do He’Direct of Rescue, eles começaram a raspar toda o pelo emaranhado de Pascal que estava colado. Infelizmente, a cola se espalhou por todo o seu pelo, então eles não tiveram escolha a não ser raspar sua pele toda. Sua pele estava extremamente danificada pelos produtos químicos da cola, então eles lhe deram banhos medicinais para ajudar a aliviar a dor.

Foto: He'Art of Rescue

Foto: He’Art of Rescue

A infecção da pele e o corpo ferido foram os piores dos seus problemas. Ele era um filhote normal e saudável, tirando a agressão que havia sofrido. Agora era hora do pequeno Pascal se curar.

Foto: He'Art of Rescue

Foto: He’Art of Rescue

Como Pascal foi completamente traumatizado por essas crianças, ele hesitava em confiar nas pessoas. Mas com o tempo, ele entendeu que nem todos estavam lá para machucá-lo. A equipe da ONG o encheu de amor e, finalmente, ele começou a se curar de dentro para fora.

Foto: He'Art of Rescue Internacional Facebook

Foto: He’Art of Rescue Internacional Facebook

Adoção

Quando ele começou a curar sua alma, o mesmo aconteceu com seu corpo. Seu pelo começou a crescer e ele se tornou um cão completamente diferente. Uma vez que ele ficou saudável o suficiente, o veterinário deu alta a Pascal e ele foi morar em um lar temporário.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Logo depois, ele foi adotado por uma família amorosa na Espanha! Pascal agora tem um novo irmão, um cachorrinho lindo e ele está aproveitando sua nova vida.

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Vídeo mostra funcionários de fazenda jogando galinhas em baldes de urina

Foto: AJP

Uma investigação secreta em duas fazendas de criação de galinhas classificadas como “éticas” – uma das quais responsável pelo abastecimento de grandes redes de supermercados – revelou abusos de animais chocantes.

A ONG Animal Justice Project (AJP) realizou as investigações durante três meses nas fazendas Trees Farm e Brome Grange em Suffolk, na Inglaterra. Ambas as fazendas são credenciadas pelo selo Red Tractor (que alguns dizem se tratar apenas de um esquema de marketing), que afirma que oferece alimentos que são ‘produzidos de forma responsável para alguns dos padrões mais abrangentes e respeitados do mundo’. A Trees Farm também é credenciada pela RSPCA.

Mas os vídeos e as imagens obtidas por AJP mostram galinhas sendo chutadas e jogadas com toda força. Os trabalhadores foram documentados quebrando o pescoço de galinhas e deixando uma delas para morrer jogada durante um período de oito horas. Além disso, um trabalhador foi filmado urinando em um balde e depois jogando pássaros vivos, mas seriamente ferido dentro do objeto.

Suspensão

De acordo com um porta-voz da rede de supermercados, a cadeia de lojas suspendeu como fornecedor a fazenda Brome Grange, e diz que está “investigando caso a caso e continuará comprometida e confiando nas autoridades competentes sobre os padrões de bem-estar na fazenda”.

A RSPCA suspendeu a Trees Farm de seu esquema de credenciamento, dizendo: “Estamos chocados e enojados. Estamos investigando esses incidentes perturbadores”.

O selo da Red Tractor, que estava nas manchetes do mundo todo semana passada, depois que investigações em três fazendas credenciadas de Lincolnshire revelaram abusos, disse que ambas as fazendas de Suffolk foram “suspensas com efeito imediato”, dizendo que leva a sério “alegações de violaçõesde seu código de conduta”.

Abuso, crueldade e sofrimento

“Esta extensa investigação sobre a vida de frangos de crescimento lento e supostamente acima do normal – desde a colocação de pintos até o momento em que aves jovens com nove semanas de idade são mortas – revela que as galinhas criadas ‘por sua carne’ estão sujeitas a abuso, crueldade, dor, e sofrendo imensamente independentemente de qualquer selo ou rótulo”, disse a fundadora da AJP, Claire Palmer, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Nós registramos cenas de aves tendo seus pescoços quebrados por trabalhadores da fazenda e jogados no chão com desprezo ou em um balde cheio de urina, frangos jovens sendo chutados, pisados e tendo seus pescoços esticados ao extremos nas linhas de alimentação, uma violação costumeira de seu bem-estar.

“[Nós documentamos] a potencial quebra da lei, trabalhadores que falham em biossegurança, negligência por parte dos trabalhadores em verificar o bem-estar das aves que resultou em frangos coxos, doentes e moribundos, sendo deixados para sofrer por dias, e uma área livre”, disse a fundadora da AJP.

“O público está sendo enganado pela indústria, pela RSPCA e até mesmo por outras organizações de bem-estar animal. As aves sofrem absurdamente nas fazendas de criação. Elas ainda são submetidas a terríveis abusos nas mãos de equipes que possuem certificados da RSPCA. Animal Justice Project defende uma alimentação vegana para os consumidores como a única solução para realmente proteger os animais”.

A Animal Justice Project levará suas descobertas para seminários e conselhos no centro de Londres em 4 de julho, e fará campanha nas ruas e universidades em toda a Grã-Bretanha para promover uma dieta vegana como parte de sua nova campanha ‘The Foul Truth’ (A verdade dos tolos, na tradução livre).

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Caça a animais silvestres aumenta durante o inverno

Apesar da caça de animais silvestres ser proibida em território brasileiro desde 1967 por meio da Lei de Proteção à Fauna (Lei 5.197/67), a prática ainda é muito comum pelo Brasil e cada bioma e cada espécie revela ter um nível de ameaça diferente. As motivações para realização desta atividade variam desde o consumo humano, em geral quando se tratam de mamíferos ou aves, até capturas para manutenção em cativeiro.

Foto: Pixabay

Em regiões onde o clima é mais frio, a caça de animais silvestres aumenta no inverno. Segundo dados do Batalhão de Polícia Ambiental do Paraná – Força Verde (BP Amb FV), da Polícia Militar do Paraná, o número de apreensões de armadilhas para a fauna em todo o Estado cresceu de 761 entre junho e setembro de 2017 para 1.220 apreendidas no mesmo período de 2018. O aumento representa um crescimento de 60%. Outro indício que comprova que a caça é mais intensa durante os meses mais frios do ano é o número de armas de fogo apreendidas pelo Batalhão. Apenas durante o inverno de 2018, foram mais de 130 armas e 2.344 munições apreendidas.

Alguns fatores contribuem para esse aumento. De acordo com o capitão BP Amb FV, Álvaro Gruntowski, o inverno é uma época em que o alimento é mais escasso na floresta, por isso o animal acaba se expondo mais para conseguir se alimentar e é facilmente atraído pelas “cevas”, alimentos deixados em local estratégico para atrair o animal. A estação também coincide com o período reprodutivo de muitas espécies, deixando-as ainda mais vulneráveis. “Mas o principal fator é a temperatura mais amena e diminuição das chuvas, o que torna o deslocamento do caçador mais fácil e confortável dentro da floresta”, ressalta Gruntowski.

O coordenador das reservas da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Reginaldo Ferreira, instituição que é proprietária de três Reservas Naturais no litoral do Paraná – das Águas, Guaricica e Papagaio-de-cara-roxa –, conta que algumas armadilhas utilizadas pelos caçadores também podem representar risco para quem transita por estas áreas naturais e para os policiais do BP Amb FV, como é o caso do “trabuco” ou armadilha de carreiro, que consiste em uma arma de fogo instalada com um dispositivo que é acionado quando o animal passa pela trilha.

“Nossas atividades incluem o monitoramento dessas áreas, em parceria com o Batalhão, para prevenir ilícitos ambientais como desmatamentos, a caça ou captura de animais silvestres, corte de palmito nativo ou qualquer outra atividade ilegal dentro dessas áreas. Infelizmente, ainda sofremos muito com a caça na região, o que representa uma ameaça não apenas para os animais, mas para quem anda pela mata também”, explica Reginaldo.

Fonte: Diário dos Campos


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