Morte força elefantas a se despedirem após 40 anos de exploração em circo

Após a elefanta Guida morrer, na segunda-feira (24), no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), na Chapada dos Guimarães (MT), iniciou-se um processo de despedida entre ela e Maia, que a acompanhou por décadas. As duas foram exploradas durante 40 anos por um circo e há dois anos e oito meses viviam no santuário. O SEB é o único lugar destinado à conservação de elefantes na América Latina.

Guida, caída ao chão, já morta, e Maia ao seu lado, despedindo-se (Foto: SEB)

Segundo estimativas do santuário, Guida e Maia têm entre 45 e 47 anos. A suspeita do SEB é de que elas tenham vindo para o Brasil após serem traficadas da Tailândia para serem exploradas em espetáculos circenses. As informações são da BBC News Brasil.

“Elas chegaram ao Brasil ainda filhotes. Existe um método que chamam de sensibilização, no qual dizem que o quanto antes tirar o elefante da mãe, mais fácil será para que ele se torne submisso. Esses animais costumam ser espancados para obedecer ordens”, conta um dos diretores do santuário, o biólogo Daniel Moura.

A exploração de animais em circos é ilegal no Brasil em 12 estados. Um projeto de lei federal, em tramitação há anos na Câmara dos Deputados, pretende proibir a prática em todo o Brasil. A medida, no entanto, segue sem prazo para ser colocada em votação.

Maia e Guida se tornaram amigas inseparáveis (Foto: SEB)

Na época em que eram exploradas para entretenimento humano, Maia e Guida chegavam a viajar acorrentadas e amontoadas em um trailer com mais dois camelos. Elas foram retiradas de um circo na Bahia em 2010, em uma ação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). De lá, foram encaminhadas para um sítio em Paraguaçu (MG), onde viveram acorrentadas por longos seis anos.

Quando viviam no sítio, as elefantas tinham uma relação turbulenta. Para que não brigassem, eram mantidas afastadas. Segundo especialistas, isso acontecia devido ao estresse gerado pela falta de espaço no local, que dificultava o convívio entre os animais.

Depois de tanto sofrimento, as elefantas asiáticas finalmente puderam passar a ter uma vida boa. Em outubro de 2016, elas percorreram 1,6 mil quilômetros, dentro de contêineres, para serem levadas de Minas Gerais ao Mato Grosso. As duas foram as primeiras moradoras do SEB, um local de 1,1 mil hectares que antigamente era usado para abrigar bois explorados para consumo humano e que hoje é a casa de elefantes resgatados. A manutenção do santuário é feita por meio de doações vindas do exterior e do Brasil.

Os problemas de convivência entre as elefantas se findaram assim que elas chegaram ao santuário. No local, que não é aberto ao público para evitar incômodo aos animais, elas se tornaram grandes amigas.

Maia e Guida eram exploradas e maltratadas em circo (Foto: Reprodução / YouTube)

A qualidade de vida proporcionada pelo SEB fez com que Maia perdesse o título de “garota má” e se mostrasse um animal mais dócil. Guida, que chegou no local abaixo do peso, ganhou 400 quilos no primeiro ano em que viveu na fazenda. A tristeza que ela tinha deu lugar a um animal brincalhão e desbravador, que passou a conhecer a natureza, direito que lhe foi tirado por tantos anos.

No santuário, as duas tinham 29 hectares adaptados para que pudessem circular com o apoio necessário da mata. Neles, elas passeavam durante todo o dia. No espaço destinado a elas, há área médica, tanques de água e setor de alimentação.

De acordo com especialistas, Maia já está próxima da velhice, assim como Guida também estava. Isso porque, apesar de elefantes serem considerados idosos a partir dos 60 anos, a expectativa de vida daqueles que são forçados a viver em cativeiro é menor, entrando na velhice aos 50 anos.

Embora as duas tivessem muita coisas em comum, havia também diferenças. Maia costuma fazer movimentos bruscos e involuntários, o que faz com que seja considerada levemente desajeitada. A elefanta é também um pouco exigente com comida. Guida, por sua vez, era mais tranquila e costumava comer sempre três folhas de uma árvore, duas de outra e uma de palmeira. “Ela é uma dama”, diziam aqueles que conviviam com Guida.

Para o presidente do SEB, o norte-americano Scott Blais, a relação das elefantas era extremamente positiva.

“Elas eram praticamente inseparáveis e celebravam suas vidas dentro do santuário, emitindo alguns trombeteios de alegria”, comenta.

Rana (meio) passou a viver com Maia e Guida no ano passado (Foto: Patrícia Santos)

As duas, no entanto, não eram as únicas a viver no santuário, que em dezembro de 2018 recebeu a elefanta asiática Rana, que também sofreu maus-tratos em circos por décadas e que se tornou companheira de Guida e de Maia.

Atualmente, o SEB trabalha para levar para a fazenda outros elefantes vítimas de exploração e maus-tratos, advindos do Brasil e de outros países da América Latina, mas ainda não há prazo para que isso ocorra.

“Estamos resolvendo as questões burocráticas, que levam tempo”, justifica Daniel Moura.

A despedida

Guida morreu logo após ficar presa em um das trilhas que fazia no santuário. Os veterinários a auxiliaram e ficaram surpresos com o cansaço e a fraqueza do animal, que sempre foi considerado forte e que costumava desbravar diversas áreas do SEB.

Após ser auxiliada para sair da trilha, Guida deitou no chão, momento em que os profissionais fizeram a aplicação de soro intravenoso nela, a medicaram e colheram amostras de sangue.

“Após algum tempo, a respiração dela começou a oscilar até que simplesmente parou de respirar”, relata a americana Kat Blais, vice-presidente do santuário.

Sem demonstrar qualquer sinal de que pudesse estar sentindo dores, Guida morreu, de maneira silenciosa. “Ela se foi em paz. Não esperávamos que ela se fosse”, relata Kat.

Maia (à esquerda) e Guida (à direita) (Foto: SEB)

Scott, que há mais de trinta anos trabalha com elefantes, acredita que as décadas de maus-tratos colaboraram para fragilizar a saúde de Guida. “Tragicamente, os danos cumulativos causados pela negligência do cativeiro podem criar impactos devastadores e inesperados na vida dos elefantes”, afirma.

“Impossível imaginar que Guida não estará mais lá quando formos cuidar das meninas. Muito difícil aceitar que seus trombeteios infantis do dia anterior foram os últimos que ouvimos”, lamenta Kat.

Ao ver a companheira morta, Maia se aproximou, hesitante, e em um primeiro momento manteve a tromba distante do corpo de Guida. Em seguida, cheirou lentamente a amiga e de distanciou.

“Após alguns momentos tocando e cheirando Guida, ela conseguiu entender o que aconteceu”, afirma a vice-presidente do SEB.

“Esse processo [de luto] será particularmente difícil para a Maia. Ela precisará de tempo para se adaptar. Não há dúvida de que ela e todo nós carregaremos, em nossos corações, a alegria pura e plena que a Guida dividiu com todos que tiveram a chance de conhecê-la”, diz Scott.

A partida de Guida deixou Maia calada e desorientada. Em respeito a dor da elefanta, os veterinários a deixaram sozinha por um tempo na companhia de Guida. Rana assistiu a cena, de longe e em silêncio.

“É devastador olhar para Maia e saber que ela perdeu sua melhor amiga poucos anos depois de ter, realmente, a encontrado”, lamenta Kat.

Durante a madrugada de terça-feira (25), Maia se manteve perto de Guida e, no decorrer do dia, várias vezes observou o corpo, em silêncio. Assim como Rana que, igualmente silenciosa, aproximou-se de Guida em diversos momentos.

As elefantas criaram forte vínculo de amizade (Foto: SEB)

“Permitimos que elas ficassem com Guida durante a noite, tendo o tempo necessário para prestar suas homenagens e se despedirem dela. É comum que elefantes honrem a morte dos membros de sua família”, afirma Scott.

A presença de Maia ao lado do corpo se estendeu durante a madrugada de quarta-feira (26). Ela apenas se afastou com a chegada de uma equipe de patologistas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que esteve no local para realizar a necropsia do corpo. As causas da morte serão investigadas por especialistas, mas não há previsão para liberação dos resultados dos exames.

De acordo com representantes do SEB, não há suspeitas sobre o que motivou a morte de Guida. “Ela estava muito bem dias antes. O falecimento dela foi uma surpresa. O que imaginamos é que há impacto do período em que ela sofreu maus-tratos e exploração”, diz Daniel Moura.

O corpo da elefanta foi enterrado em uma área do santuário.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Elefantes tocam e acariciam seu amigo morto com as trombas em sinal de luto

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Este é o momento tocante em que imagens flagram uma manada de elefantes em luto lamentando a perda de seu falecido amigo.

Durante a filmagem recém-divulgada, que foi capturada no Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia (África), os elefantes caminham diretamente em direção a seu amigo em cenas que lembram uma “procissão fúnebre” antes de se reunir em torno do corpo imóvel do animal.

A manada de elefantes gentilmente toca o amigo, como se o chamasse ou tentasse despertá-lo. O animal morreu de causas desconhecidas, os demais membros do grupo descansam suas trombas no corpo do animal morto enquanto prestam sua última homenagem.

Durante a cena rara e extraordinária, os elefantes lideram uma marcha em direção ao seu amigo morto antes de parar perto de seu corpo.

O grupo circula em torno do corpo do elefante e olha para seu companheiro morto enquanto os abutres observam a cena de uma árvore próxima.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

À medida que mais elefantes continuam a se reunir ao redor da criatura morta, um é visto pressionando e passando a cabeça contra a pele do animal enquanto outro coloca sua tromba gentilmente sobre o corpo do animal.

Depois de levantar as trombas no ar e “saudar” seu amigo morto, a manada lentamente caminha até a borda do campo.

Enquanto os animais se afastam, um elefante permanece ao lado do animal morto e mantém sua tromba pressionada no corpo do animal.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Esta não é a primeira vez que elefantes foram filmados lamentando a perda de um ente querido.

No início deste mês, imagens de tirar o fôlego postadas no Twitter pelo guarda florestal indiano Serviço Exterior da Índia, Parveen Kaswan, mostraram uma manada de elefantes carregando o corpo de um filhote de elefante morto por uma estrada na Índia.

Luto e perda

De acordo com o Smithsonian Institution, o maior complexo de museus, educação e pesquisa do mundo, os elefantes costumam lamentar seus parentes mortos e são conhecidos por terem um grande interesse nos ossos de seus falecidos.

Se os elefantes choram ou não por seus entes queridos perdidos que faziam parte damanada é uma questão que os cientistas vêm tentando responder.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Como os animais vivem em grupos sólidos e têm uma longa expectativa de vida, eles formam fortes laços entre si. Quando alguém morre, é possível que o restante da manada tenha lamentado sua morte.

Em 2016, um vídeo de três diferentes famílias de elefantes visitando o corpo de uma matriarca morta e repetidamente cheirando e tocando o corpo foi compartilhado por um estudante de doutorado.

Ele sugeriu que os animais podem ter tido uma profunda ligação emocional com o corpo e poderiam estar sofrendo a dor da perda.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Outro vídeo deste ano mostra o momento comovente em que um bebê elefante tenta acordar sua mãe, que desmaiou e morreu depois de vagar por uma aldeia na Índia.

O pequeno elefante usava a tromba para acariciar a cabeça da mãe enquanto ela permanecia imóvel, o fato aconteceu em Odisha, no leste da Índia.

Fazendas de pele estão a um passo de ser proibidas na Irlanda

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

O ministro da Agricultura da Irlanda, Michael Creed, vai aprese ntar uma proposta ao governo esta semana para acabar com as fazendas de peles.

O governo do país tem estado sob crescente pressão para seguir a liderança de outros 14 países da UE, que já proibiram a criação de peles.

O país será o 15º na UE a eliminar gradualmente a prática de confinar animais a minúsculas gaiolas e envenená-los até a morte por suas peles

A Irlanda com esse passo vai proibir a criação de peles, como foi noticiado, após muitos anos de pressão dos oponentes da prática.

A decisão será uma reviravolta para o partido governista, Fine Gael, que resistiu há muito tempo aos pedidos de proibição.

As três fazendas de peles da Irlanda, em Donegal, Kerry e Laois, abrigam cerca de 200 mil martas, todas amontoadas em minúsculas gaiolas de arame. Os animais são expostos a um gás fatal até a morte e esfolados quando têm apenas seis meses de idade.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Em fevereiro, o ministro da agricultura, insistiu que o governo não tinha planos para uma proibição, dizendo que não poderia fechar uma “indústria legítima, altamente regulada e fiscalizada” que emprega cerca de 100 pessoas.

Mas Creed tem enfrentado pressões de Ruth Coppinger, que é membro do parlamento irlandês – que tem o apoio do Fianna Fail, do Sinn Fein, do Partido Trabalhista, do Independents For Change, do Partido Verde e dos social-democratas, por um projeto de lei que acabe com as fazendas de pele, o qual deverá ser debatido em plenário no próximo mês.

No entanto, o irlandês Examiner diz que o Sr. Creed está preparando sua própria legislação para eliminar a pratica.

Os amantes dos animais, revelam que as fazendas de pele causam “vidas de sofrimento”, congratularam-se com o movimento, com a Sociedade Irlandesa para a Prevenção da Crueldade contra os Animais dizendo que era uma “notícia fantástica”. Outros disseram que o fim do comércio “cruel” estava atrasado há muito tempo.

Andrew Kelly, chefe da ISPCA, disse que os ferimentos e o comportamento estereotipado são comuns em animais criados em fazendas de produção de peles, a quem é negada a oportunidade de expressar seu comportamento normal.

Jo Swabe, da Humane Society Europe, disse: “Com tantos países proibindo a produção de peles, o Reino Unido sob pressão para proibir as vendas de peles e cada vez mais designers evitando a pele em suas coleções, esperamos que o sofrimento causado por essa indústria cruel seja logo relegado aos livros de história”.

Mas um porta-voz disse que o progresso significaria proibir a venda de peles, não apenas a produção, que poderia mudar para o exterior. As vendas de peles reais marcadas como “falsas” ainda são muito difundidas e comuns.

O governo irlandês – que não conseguiu confirmar ou negar ao The Independent que estava planejando a legislação – tem enfrentado uma pressão crescente para seguir o exemplo de outros 14 países da UE, da Noruega à Sérvia, que terminaram ou estão pondo fim à criação de peles.

Várias fazendas de peles irlandesas saíram do mercado nos últimos anos, registros oficiais mostram que as três restantes empregam poucos membros permanentes da equipe.

Uma pesquisa realizada na Irlanda em outubro mostrou que quatro em cada cinco pessoas apoiaram o fim das fazendas de peles, cujas exportações anuais equivalem a 21.488 de euros.

A criação de peles parou na Inglaterra e no País de Gales em 2000, e na Escócia e na Irlanda do Norte dois anos depois.

A Lituânia, a Polônia e a Ucrânia estão considerando encerrá-las, de acordo com a Fur Free Alliance. Algumas outras cidades ao redor do mundo introduziram proibições.

Designers incluindo Gucci, Versace, Jimmy Choo e Chanel se tornaram marcas que não utilizam pele. Mas a Saint Laurent e a Dolce & Gabbana infelizmente ainda vendem peles.

Animais praticando canibalismo foi documentado em fazendas de peles na Finlândia que fornecem peles para duas das lojas mais sofisticadas da Grã-Bretanha.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Gatinhas filhotes se gostam tanto que não largam a patinha uma da outra

Já é difícil o suficiente para milhões de gatos sem um lar que vivem em abrigos americanos encontrarem os lares amorosos e quando duas gatas em situação de rua são inseparáveis, a busca por um lar e uma família pode ser ainda mais difícil.

Mas as duas gatas que estão em um lar temporário da Flórida (EUA) deixaram uma coisa perfeitamente clara para todos: eles não vão se separar.

Elas até seguram as patas uma da outra.

Foto: Andrea Christian

Foto: Andrea Christian

Desde o início, parecia que Lily, a gata mista de siamês, e Rosa, a elegante gatinha preta, estavam destinadas uma à outra.

“Rosa chegou até mim muito abaixo do peso e terrivelmente triste”, disse Andrea Christian, a responsável pelos lares temporários do St. Francis Society Animal Rescue, ao The Dodo.

“Alguns dias depois, recebi uma ligação para levar outro gatinho muito doente que estava na UTI há cerca de uma semana”, disse Christian.

“Lily [tinha sido] encontrada ao lado da estrada em Tampa, ela parecia um esqueleto de tão magra”.

Foto: Andrea Christian

Foto: Andrea Christian

Christian, um voluntário experiente que fornece lar temporário para gatinhos necessitados, começou o trabalho duro de ajudar os novos moradores a se sentirem seguros e em casa.

Depois que Lily terminou uma bateria de antibióticos, Christian decidiu apresentá-la a Rosa.

“Foi amor à primeira vista!” Christian disse.

A pequena gatinha preta trouxe muito boa sorte para Lily, que ainda estava bastante fraca e com dificuldade para andar.

“Ela estava sofrendo de toxoplasmose”, explicou Christian.

Foto: Andrea Christian

Foto: Andrea Christian

Mas Rosa – junto com um tratamento a base de hidroterapia – pareceu ajudar Lily a ganhar força.

Nas últimas semanas, o par se tornou inseparável. Quando uma das duas começa a explorar seu lar temporário, a outra está logo atrás.

Foto: Andrea Christian

Foto: Andrea Christian

Quando uma se deita para tirar um cochilo, a outra também. Quando uma vai para a tigela de comida, a outra vai para a mesma tigela de comida – ocasionalmente usurpando a refeição.

“Elas ainda são tímidas”, disse Christian, mas ela observou que as melhores amigas ajudando uma a outra estão aprendendo a ser corajosas.

Foto: Andrea Christian

Foto: Andrea Christian

“Eles estão saindo para a população em geral com os outros gatos durante o dia, o que é uma imensa conquista”.

Agora o par está enfrentando um novo desafio: encontrar um lar definitivo, onde elas possam continuar juntas.

Esperamos que o amor que sentem uma pelo outra inspire uma família amorosa a adotá-las.

Reconhecer o sofrimento animal motivou Dez Fafara a se tornar vegano

Por David Arioch

Dez Fafara admite que já foi “o cara do churrasco”, mas há quatro anos sua vida mudou (Foto: Getty)

Em entrevista à Heavy Magazine, da Austrália, o vocalista da banda de metal DevilDriver, Dez Fafara, contou na semana passada que a sua motivação para se tornar vegano foi o reconhecimento e consideração do sofrimento dos animais.

“Se você já viu como uma vaca sofre…sim, você pode amar queijo, e você não deve saber disso, mas um bezerro é roubado de sua mãe para que esse leite seja seu, e eles arrastam esse bebê enquanto ele grita”, disse Fafara.

Segundo o vocalista, desde a forma como os animais são tratados até o processo de abate são indiscutivelmente indignos e nojentos: “Um porco é duas vezes mais esperto que um cachorro, então agora você vai manter milhares deles no escuro até matá-los seis, sete meses depois? A maneira que eu vi esses vídeos [e] como isso tocou meu coração, me destruiu. Eu disse a mim mesmo: ‘Eu não posso estar neste planeta e fazer parte disso’”.

O mais interessante da história de transição de Dez Fafara é que ele narra que “era o cara do churrasco”, e se recorda que em suas turnês com os caras do Pantera, sempre havia churrasco, mas agora ele olha para as costelas de um animal que sofreu tremendamente e por toda a sua vida, conforme suas próprias palavras, e não há como continuar consumindo isso.

“Era um animal senciente que poderia brincar de pegar e sentar, e ter momentos ternos e amorosos”, comentou. O vocalista do DevilDriver comemora o fato de que as pessoas estão começando a ver que os alimentos à base de plantas são bons para a sua saúde e para o meio ambiente:

“Uma mulher tem uma porca de estimação e sai todo dia com ela para passear. Ela [a porca] sabe o nome dela. Ela vem até mim, fica feliz, bufa, toca. Eu tenho o direito de pendurá-la de cabeça para baixo para cortar sua garganta porque gosto de costela? Isso é terrível, nojento. Não posso ser parte do terror, da tortura e do medo que vivem esses animais.”

Embora não tenha pensado nos benefícios para a saúde de uma boa dieta à base de vegetais, Fafara admite que a mudança de hábitos alimentares permitiu que ele perdesse quase 20 quilos e não tivesse mais problemas de colesterol e normalizasse a pressão arterial:

“Fiz um teste na esteira e o médico disse: ‘Você tem o coração de uma pessoa de 25 anos [Fafara tem 53]. […] Meus níveis de energia estão no topo. Eu andei de skate ontem até a meia-noite com meus filhos. Estou na melhor forma da minha vida agora. ”


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Eduardo Bolsonaro faz campanha pela regulamentação do rodeio e da vaquejada

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usou o Twitter, no último domingo (16), para defender a exploração e a crueldade animal promovidas pela vaquejada e pelo rodeio.

Na rede social, Eduardo alegou que os cavalos “melhores cuidados são justamente os que participam de esportes equestres”. O parlamentar não considerou, entretanto, que independentemente de supostos cuidados veterinários e boa alimentação, os cavalos submetidos à exploração e ao sofrimento durante a vaquejada e o rodeio, assim como os bois, bezerros e demais animais que são forçados a participar desses eventos.

Foto: Reprodução / portal O Holocausto Animal

Ao abordar o assunto, Eduardo publicou uma imagem que mostra uma reportagem do portal “Leiagora” denominada “Família Bolsonaro entra na ‘briga’ pela regulamentação do esporte equestre”. Na matéria, consta a informação de que políticos se posicionaram contra uma ação do Ministério Público Estadual de Mato Grosso (MPE/MT) que proibiu na Justiça a realização da prova do laço na 7ª Semana do Cavalo, no Haras Twin Brothers, em Cuiabá (MT). Ao contrário do que defendem esses políticos, inclusive a família Bolsonaro, a prova do laço é uma atividade extremamente cruel, na qual um participante, montado em um cavalo, persegue um bezerro e o laça pelo pescoço. O golpe sofrido pelo animal é tamanho que casos de lesões são comuns.

Na vaquejada – prática também bastante cruel -, o vaqueiro, montado em um cavalo, tem que derrubar um boi, puxando-o pela cauda, o que causa intensa dor ao animal e pode provocar ferimentos graves.

A intenção de Eduardo Bolsonaro é conseguir que um Projeto de Lei sobre o tema seja apresentado e aprovado para que, depois, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), ferrenho defensor do rodeio e da vaquejada, faça a regulamentação para que não se repitam casos de ações judiciais que defendam os animais e impeçam que eles sejam vítimas da crueldade imposta por essas práticas.

Estudos científicos

A ativista vegana Paula Aviles publicou um vídeo no YouTube por meio do qual apresenta estudos que comprovam a crueldade de práticas exploratórias cometidas contra cavalos. O objetivo da militante era de expor os maus-tratos existentes na cavalgada. Os estudos apresentados por Aviles, porém, também serve para contrapor o posicionamento de Eduardo Bolsonaro de que cavalos são bem tratados em rodeios e vaquejadas.

Aviles explica que, ao contrário do que propaga o senso comum, o peso de um humano sobre um cavalo pode machucá-lo. “Já existem estudos que comprovam que a coluna do animal é prejudicada, que ele sente dores”, diz ela.

A ativista lembra ainda que a pele do cavalo tem mais terminações nervosas que a humana e, por essa razão, é mais sensível à pancadas e atritos, causados, inclusive, pela cela e também pela espora – artefato de metal que se prende ao calçado do cavaleiro, usado para pressionar a barriga do cavalo, machucando-o.

Ela contou também que o cavalo tem a tendência de não demonstrar dor, porque na natureza ele é presa de carnívoros e, para não transparecer fraqueza, não mostra que está sofrendo. E mesmo não estando na natureza, ele mantém seu instinto. “Toda dor que o cavalo está sentindo por meio dos equipamentos da montaria, ele não mostra. Ele está sentindo dor nas costas por causa do cavaleiro, dor na região abdominal por causa da espora”, explica.

Outro equipamento usado nos cavalos que lhes causa dor é o freio, colocado na boca dos equinos, lembra Paula. Ela explica que “quando o cavaleiro puxa a rédea com força, ela vem com impacto, e aquele ferro comprime a língua do cavalo, causando, obviamente, dor”. Isso impede que ele movimente a língua livremente e engula saliva, razão pela qual permanece salivando.

Confira o vídeo publicado pela ativista:

Especialistas criticam rodeio e vaquejada

A crueldade do rodeio e da vaquejada é criticada por especialistas sérios e comprometidos com os direitos animais. Em laudo técnico presente nos autos nº. 8.961/97 da Segunda Vara da Fazenda Pública de Santos/SP, a médica veterinária e zootecnista Julia Maria Matera explica que os equipamentos usados nos rodeios causam sofrimento físico e psicológico aos animais.

“A utilização de sedém, peiteiras, choques elétricos ou mecânicos e esporas gera estímulos que produzem dor física nos animais em intensidade correspondente à intensidade dos estímulos. Além da dor física, esses estímulos causam também sofrimento mental aos animais uma vez que eles têm capacidade neuropsíquica de avaliar que esses estímulos lhes são agressivos, ou seja, perigosos à sua integridade”, disse Matera.

Sedém é apertado para o boi pular (Foto: Reprodução/YouTube/O Holocausto Animal)

O sedém, feito de lã ou algodão, é amarrado na cintura do animal – seja ele um boi ou um cavalo. Quando o animal ainda está no brete, momentos antes da montaria começar, o sedém é apertado, o que gera dor e desconforto, além do risco de gerar feridas. Incomodado, o animal pula na arena.

Defensores do rodeio costumam alegar que o sedém e os demais equipamentos usados não causam sofrimento aos animais. Entretanto, essa alegação é refutada não só pelo posicionamento de veterinários competentes e comprometidos com a proteção animal, como também por uma decisão do Rodeio de Limeira, de 2014, quando a Justiça proibiu que espora, peiteira, polaco e sedém fossem usados no evento e a organização cancelou a montaria sob o argumento de que sem esses equipamentos não seria possível realizar as provas. O posicionamento dos organizadores do rodeio comprovou que os animais só pulam porque o sedém os incomoda e lhes causa dor.

Em relação à vaquejada, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) divulgou, em 2016, uma nota oficial por meio da qual declarou que a prática causa sofrimento ao animal. A declaração foi apoiada e divulgada pela entidade “Proteção Animal Mundial”.

A Profª. Drª. Carla Molento, da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal (Cebea/CFMV) explicou que “o gesto brusco de tracionar violentamente o animal pelo rabo pode causar luxação das vértebras, ruptura de ligamentos e de vasos sanguíneos (…) e a queda também pode resultar em contusões na musculatura e lesões aos órgãos internos”.

Molento disse ainda que, mesmo que o sofrimento físico pudesse ser evitado, o impedimento de fuga a uma ameaça leva o animal a desenvolver reações de ansiedade, medo e desespero. Isso, segundo ela, “confirma o sofrimento emocional a que os bovinos são expostos em uma vaquejada”.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


 

Fotógrafo da vida selvagem flagra elefantes sendo maltratados em reserva indiana

O fotógrafo jurou nunca mais retornar a uma reserva natural na Índia depois de testemunhar o abuso de elefantes | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo jurou nunca mais retornar a uma reserva natural na Índia depois de testemunhar o abuso de elefantes | Foto: Mercury/Norman Watson

Um fotógrafo da vida selvagem compartilhou fotos fortes e revoltantes nas mídias sociais mostrando elefantes acorrentados sendo espancados com bambus no Parque Nacional Bandhavgarh, em Madhya Pradesh, na Índia.

Norman Watson, de 47 anos, viajou para a reserva natural com o objetivo de fotografar tigres selvagens mas ao se deparar com a agressão praticada contra os elefantes resolveu divulgar as fotos na intenção de aumentar a conscientização sobre o abuso de animais.

Apesar dos tigres serem bem cuidados e autorizados a caminhar livremente na reserva natural, Norman disse que ficou chocado ao encontrar um grupo de elefantes, alguns apenas bebês, sendo acorrentado por guias que os usavam para passeios turísticos.

Norman Watson tirou fotos depois de testemunhar os elefantes sendo chicoteados com bastões de bambu de 1,5m | Foto: Mercury/Norman Watson

Norman Watson tirou fotos dos elefantes sendo espancados com bastões de bambu de 1,5m | Foto: Mercury/Norman Watson

Ele testemunhou os animais enormes sendo espancado com bambus de cerca de um metro e meio pés enquanto “gritavam em agonia”. Norman também alega ter visto elefantes bebês famintos e magros acorrentados a árvores e gaiolas durante sua viagem de trabalho a um dos parques nacionais mais populares da Índia.

Norman, que reside em Aberdeen, na Escócia, disse: “Eu senti muita raiva, havia cinco pessoas no grupo e elas testemunharam tudo, sentindo o mesmo que eu. “Ficamos chocados e paralisados”.

“Os gritos dos elefantes enquanto eram chicoteados causaram um arrepio na minha espinha. “Eles estavam com tanto sofrimento que estavam ferindo a si mesmos tentando evitar os golpes – enquanto estávamos a cerca de 100 metros de distância, gritando para que aquilo parasse”.

O fotógrafo afirma ter visto filhotes de elefantes que pareciam estar desnutridos | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo afirma ter visto filhotes de elefantes que pareciam estar desnutridos | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo fez sua viagem em abril deste ano visando fotografar os tigres, mas disse que se sentiu compelido a compartilhar o abuso sofrido pelos elefantes, pois não podia acreditar que aquilo estava acontecendo em um lugar protegido e popular entre os amantes dos animais.

Ele alega que os guias, conhecidos como mahouts (manipuladores locais de elefantes), repetidamente acertam os elefantes e os chicoteiam com bambu enquanto os montam, às vezes permitindo que seis pessoas de cada vez se sentem em um elefante de uma só vez.

Norman disse que os guias que estavam abusando dos elefantes eram responsáveis por levar os fotógrafos até os tigres para ajudar a preservá-los.

Norman disse que ele e outros fotógrafos ouviram alguns dos animais gritando em agonia | Foto: Mercury/Norman Watson

Norman disse que ele e outros fotógrafos ouviram alguns dos animais gritando em agonia | Foto: Mercury/Norman Watson

Ele disse: “Eles deveriam ser proibidos de manter qualquer tipo de animal e principalmente elefantes, não presenciamos outros animais na reserva sofrendo abuso ou crueldade para podermos acusar”.

“Elefantes não devem ser retirados da natureza ou serem montados por pessoas. Eles devem receber proteção em toda a Ásia”.

“Durante um dos piores incidentes que presenciamos, ouvimos o elefante em perigo realmente gritando desesperado. Havia dois elefantes jovens, com cerca de cinco anos de idade, com as pernas acorrentadas tão juntas que, na verdade, pulavam enquanto tentavam escapar de um mahout que batia neles com uma vara de bambu”.

O fotógrafo disse que os mesmos guias encarregados dos elefantes os levaram para ver tigres | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo disse que os mesmos guias encarregados dos elefantes os levaram para ver tigres | Foto: Mercury/Norman Watson

“O episódio evoluiu para um mahout puxando os elefantes por suas caudas, enquanto o outro tinha uma ferramente com um gancho afiado na ponta sobre a orelha deles. “Eles viraram os elefantes de lado e bateram nos animais por cerca de 10 minutos, parando apenas porque estavam exaustos de balançar a vara de bambu”.

Norman, que viajou pelo mundo tirando fotos de animais, disse que a Índia era um ótimo lugar para se visitar, mas ele não voltaria a Bandhavgarh até que o abuso parasse.

Ele acrescentou: “A Índia é um ótimo lugar, pessoas amigáveis, mas eu não voltarei a Bandhavgarh até que esse abuso tenha parado.

“Somente o poder das pessoas pode mudar o abuso da vida selvagem e a crueldade contra os animais”, concluiu o fotógrafo.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Toureiro perfurado por chifre de touro em arena diz que “tourada é assim mesmo”

Foto: EPA

Foto: EPA

Touradas são um dos exemplos mais cruéis e vexatórios de crueldade contra os animais. Transformar a dor, o sofrimento e a morte sob tortura de um animal, em espetáculo de divertimento público é um sinal do anestesiamento humano perante a vida a falta de compaixão que consome a sociedade.

Verdadeiras arenas de morte, onde são martirizados e torturados durante uma lenta e pérfida dança mortal, os touros são provocados, feridos, humilhados para ao final serem mortos inequivocamente.

Foto: EPA

Foto: EPA

As imagens fortes apresentadas no vídeo são testemunhas silenciosas da insensatez humana e suas consequências, elas flagram o momento em que um toureiro espanhol é ferido pelo touro que tentava matar durante uma apresentação cruel em Madri.

Roman Collado, de Valência (Espanha), foi jogado no chão e perfurado pelo chifre do touro de 1.200 kg na feira de San Isidro, na capital espanhola, no domingo último.

Um relatório médico mostrou que ele havia sofrido um ferimento de 12 polegadas (cerca de 30 cm) em sua coxa e danificou seus músculos, veias e artérias.

No entanto, o toureiro sobreviveu ao ataque e um tweet postado em sua conta disse: “A tourada é assim mesmo”.

As filmagens do evento mostram o touro atacando Collado em defesa própria, após toda a provocação e sofrimento que sofreu por longos momentos, na Praça de Touros de Las Ventas, uma praça de touros em Madri.

Segundo o jornal espanhol El Pais, o animal já tinha uma espada alojada no nariz naquela tourada.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Collado e o touro são vistos no vídeo em um breve impasse quando o toureiro, brandindo outra espada, segura uma capa vermelha antes que o touro acuado e ferido atacasse suas pernas.

O lutador foi suspenso ficando quase de cabeça para baixo quando o touro acertou-o com seus chifres antes dele finalmente cair no chão.

Duas outras pessoas imediatamente entram correndo na arena, usando suas próprias capas vermelhas para atrair o touro – chamado Santonero I – para longe do toureiro ferido.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Três homens vieram ao auxílio de Collado e carregaram para fora do local o homem ferido em a frente a uma platéia repleta de espectadores chocados.

De acordo com sua conta no Twitter, o toureiro teve duas operações desde o ataque no domingo último.

Uma das operações seria para tratar a trombose e restaurar o fluxo de sangue na perna de Collado.

A declaração disse que ele permanece em uma unidade de terapia intensiva e agradeceu aos amigos por suas “expressões de afeto”.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Os festivais de touradas continuam sendo defendidos como parte popular da cultura espanhola, mas os ativistas dos direitos animais e as pessoas de bom senso afirmam o quanto estes espetáculos de horror são cruéis e querem que eles sejam proibidos.

No início deste ano, um homem de 74 anos de idade foi ferido até a morte por um touro de 1.150 libras no tradicional evento Toro Embolao, em Vejer, Cádiz.

A vítima, identificada como residente local, Juan José Varo, tentou subir em um muro procurando segurança e escalando uma parede próxima, mas foi derrubada no caminho pelo touro desesperado.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Os touros são soltos pelas ruas da cidade nesses festivais e provocados pela multidão, ao animais correm assustados sem destino enquanto os expectadores gritam e atiram objetos neles.

Confusos e desesperados os pobres animais atacam tudo que veem pela frente, as verdadeiras vítimas desses ataques são os touros e não os seres humanos, que criaram por si mesmos essas formas de tortura que chamam de “entretenimento” e que terminam em perdas de ambos os lados, touros e pessoas.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Justiça permite que pintinhos machos continuem a ser triturados vivos

A Justiça da Alemanha autorizou que a indústria permaneça matando milhões de pintinhos machos até que exista um método que permita diferenciar o sexo desses animais na produção de ovos em larga escala. Assim como ocorre no Brasil, o setor agropecuário alemão tritura esses animais vivos. A decisão judicial foi emitida nesta quinta-feira (13).

Foto: Pixabay

O caso foi julgado pela Corte Administrativa Federal, que analisou se seria possível continuar matando estas aves em conformidade com o primeiro artigo da lei sobre proteção animal do país, que considera que “ninguém tem o direito de infligir aos animais dores, sofrimentos, ou danos sem motivos razoáveis”. As informações são do portal O Tempo.

“A prática atual (de eliminar os pintos machos) se baseia em um motivo razoável até o surgimento, em um prazo próximo ‘a priori’, de métodos para determinar o sexo no ovo”, declarou a juíza Renate Philipp, sem levar em consideração que triturar pintinhos vivos, causando-lhes intensa dor, fere a lei de proteção animal alemã.

Para a Justiça, os interesses econômicos dos criadouros de galinhas exploradas para botar ovos são considerados prioridade. A indústria considera os pintinhos machos inúteis e caros demais para se reproduzirem e, por isso, mata 45 milhões deles por ano, de forma extremamente cruel.

Em 2013, o Ministério da Agricultura da região de Renânia do Norte-Westfália tentou proibir a matança de pintinhos, mas fracassou após criadouros acionaram a Justiça e ganharam jurisdições do estado regional e, agora, em nível federal.

Na Alemanha, o extermínio de pintinhos tem gerado polêmica. Entre as pessoas que são contrárias a essa prática cruel está a ministra da Agricultura, Julia Klöckner.

“Matar os animais depois de seu nascimento por causa de seu sexo não é possível”, disse a ministra ao jornal regional “Rheinische Post”. Segundo Klöckner, oito milhões de euros foram liberados para buscar alternativas a essa prática.
A Alemanha e a Holanda têm testado atualmente métodos de diferenciação de sexo no ovo, que permitem matar os machos antes da eclosão. No entanto, não há, ainda, como aplicá-los em larga escala.

Nota da Redação: o único caminho ético em relação a esse tema é o fim da exploração de galinhas e seus filhotes. Isso porque, além da crueldade relacionada aos pintinhos, a indústria condena, também, as galinhas a uma vida miserável. Tratadas como máquinas produtoras de ovos e não como seres vivos dignos de respeito, essas aves são exploradas a vida inteira e, muitas vezes, são mortas já exaustas e adoecidas. É comum que elas sejam mantidas em gaiolas minúsculas ou granjas superlotadas, sem espaço sequer para esticar as asas, e que tenham seus bicos cortados, sem anestesia, para evitar situações de mutilação causadas por estresse – inclusive no Brasil. Explorar galinhas, condenando-as ao sofrimento, e depois impedir o nascimento de pintinhos ou matá-los depois de nascidos, são práticas que devem ter fim em todo o mundo.

Pit bull sensível não para de chorar na parte mais triste do “O Rei Leão”

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

Os orgulhosos adotantes e novos pais de uma pit bull resgatada estão descobrindo só agora o quão sensível e doce sua cachorrinha, Luna, realmente é.

Luna veio ao mundo há meses atrás em uma situação muito difícil. Ela nasceu de uma pit bull grávida e desabrigada, muiro sofrida, que foi levada para um lar temporário bem a tempo de ter seus 12 filhotes.

Felizmente, várias semanas depois, a mãe pit bull, Melon e seus doze bebês começaram a ser adotados, graças à Humane Educational Society, um abrigo no Tennessee nos EUA.

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

Foi assim que Luna encontrou sua nova família.

Luna foi adotada por Josh Myers e Hannah Huddleston, um jovem casal que vive em Chattanooga.

O casal conta que nunca esquecerá aquela primeira volta para casa com Luna, Myers dirigindo enquanto Huddleston estava ao lado dele com a filhotinha toda enrolada e encolhida em seus braços.

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

Nesses meses em que Luna já faz parte da família, ela cresceu e amadureceu. E Myers e Huddleston estão conhecendo sua doce personalidade pouco a pouco.

Mas o que Luna fez outro dia realmente os surpreendeu de forma única.

Eles estavam assistindo ao desenho em animação do clássico da Disney “O Rei Leão” enquanto Luna estava na sala brincando “descontroladamente” com seus brinquedos, como estava costumada a fazer, de acordo com a página do Facebook de Myers.

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

Quando o filme mostrou uma cena trágica, Luna parou de repente.

“Assim que Mufasa cai morto, ela para e se vira para a TV e parece estar assistindo a cena”, escreveu Myers.

Quando o filme mostra Simba está tentando acordar seu pai na tela, Luna começou a choramingar e ganir.

“Ver ela chorando em frente a televisão foi a coisa mais doce e encantadora que eu já vi”, escreveu Myers. “Ela até se deita logo depois que Simba se deita com seu pai morto também”.

Luna não é a única que tem um lado sensível, de acordo com Brad Ladd, da família que adotou o outro irmão de Luna; ele disse que toda a ninhada de pit bulls daquele resgate é sentimental e emocional.

“A história de vida deste filhote prova que o amor se sobrepõe ao sofrimento” Lad comentou. “Eles foram amados e mimados mais do que qualquer filhote de cachorro no mundo”.

Foto: Facebook/Josh Myers

Foto: Facebook/Josh Myers

A família, conhecida como The Melon Dozen (Os 12 filhos da Melon), ainda se reúne para em datas específicas para matar a saudade e se divertir e acima de tudo para que os irmãos possam continuar interagindo enquanto crescem.

“Nós não merecemos cachorros”, acrescentou Myers. “Quatro meses de idade e ela já está mostrando empatia”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA