Foca tem a cabeça decepada ao ficar presa em redes de pesca descartadas no oceano

Imagens fortes e tristes revelam o sofrimento de uma foca que ficou presa em mais de 35 kg de lixo marinho. A situação crítica e fatal ocorreu na costa da Cornualha foi descrita como “um dos piores casos de enredamento já visto em qualquer parte do mundo”.

O mamífero foi encontrado com plástico e redes de pesca ao redor do pescoço. O grupo Resgate de Vida Marinha de Mergulhadores Britânicos (BDMLR) foi inicialmente acionado em 11 de maio, após a foca cinzenta ser avistada no mar perto de Boscastle, presa em uma enorme massa de lixo marinho e material descartado não biodegradável.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Apesar de uma busca realizada por toda região, o animal ferido e preso não foi encontrado. Mas na segunda-feira última (27) a mesma foca foi encontrada em terra ao longo da costa de Trebarwith Strand provavelmente trazida pela maré, tendo infelizmente morrido em consequência dos ferimentos.

Voluntários da BDMLR e da Associação contra Enredamentos Marinhos da Cornwall Wildlife Trust (CWTMSN) compareceram ao local para registrar e fotografar o corpo do animal em detalhes e remover o material de enredamento ao redor dele.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

No entanto, a equipe de resgate confessou que nada os havia preparado para a visão “angustiante” escondida sob a poluição marinha. O BDMLR afirmou que, quando o material em volta do pescoço foi gradualmente cortado e retirado, a escala de sofrimento que o animal passou foi precisamente revelada.

A coordenadora assistente do BDMLR na Cornualha do Norte, Michelle Robinson-Clement, disse: “Este animal sofreu uma morte lenta e torturante, não há dúvidas sobre isso.

“Este é um dos piores casos de enredamento que já vimos em qualquer parte do mundo devido à natureza extrema de seus ferimentos. “O material que foi retirado dele pesava 35 kg. “A foca não teria conseguido nadar ou mergulhar”.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Seu corpo foi recuperado pelos voluntários da CWTMSN no dia seguinte e levado para um exame post-mortem no Campus Cornwall da Universidade de Exeter em Penryn.

No exame, descobriu-se que a carga pesada causada pela rede presa ao animal havia criado uma ferida enorme que envolvia toda a região entre a cabeça e os ombros da foca. Isso causou tanto dano aos músculos do pescoço do pinípede que as vértebras e a traqueia estavam a mostra e fazendo com que ela não fosse capaz nem de levantar a própria cabeça.

No mínimo, a foca passara três semanas nesse sofrimento, o que a deixou faminta, fraca e exausta.

James Barnett, patologista do Cetacean Strandings Investigation Program que examinou a foca, disse: “Este é provavelmente o ferimento mais grave que vi em 27 anos de trabalho com focas e o nível de sofrimento que este animal deve ter passado é verdadeiramente espantoso”.

Imagem meramente ilustrativa | Pinterest

Imagem meramente ilustrativa | Pinterest

Niki Clear, Oficial de Conservação Marinha da Cornwall Wildlife Trust, disse: “Infelizmente, este é apenas uma das centenas de milhares de mamíferos marinhos que são mortos como resultado do emaranhamento em lixo no oceano a cada ano em todo o mundo. E este caso mostra quão impactante é uma visão dessas para aqueles de nós que lidam com isso regularmente”.

“No entanto, incidentes como este nos dão a oportunidade de chamar a atenção do público para a necessidade de ações urgentes sobre o estado de nossos oceanos e as atitudes que qualquer um pode tomar para ajudar a reduzir ou impedir que a poluição chegue ao meio ambiente e mate mais de nossa vida selvagem”.

“Embora seja um caso incrivelmente perturbador, precisamos contar a história desse animal para garantir que ele não tenha sofrido e morrido por nada, e que algo seja feito a respeito disso para salvar outros animais marinhos”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Flautista toca para vacas em santuário e elas se aproximam para apreciar a música

Foto: PETA

Foto: PETA

Em um santuário na Índia, equipes de resgate recebem alguns dos animais mais negligenciados do mundo: bois, burros e outros tantas vítimas dos seres humanos, muitos deles forçados a realizar trabalhos pesados, transportando cargas imensas, durante dias e anos seguidos nas comunidades agrícolas e pobres da Índia.

Os amigos da ONG PETA no abrigo Animal Rahat (“rahat” significa “alívio”) conhecem muitos desses animais há um longo tempo: os funcionários saem para as comunidades vizinhas e tratam animais que sofrem de desidratação, desnutrição, tensões musculares, claudicação (mancam) e lesões não tratadas.

Eles estão de prontidão para emergências envolvendo animais de qualquer tipo, seja de dia ou de noite, o ano todo. Muitas vezes, eles conseguem persuadir um proprietário a deixar um animal idoso ir viver no santuário de animais, Animal Rahat.

Lá, os animais de trabalho aposentados têm a liberdade de fazer o que quiserem e podem viver seus dias como bem desejarem.

Eles gostam da companhia de amigos, lambem blocos de sal, mastigam a grama verde fresca, comem iguarias deliciosas como bolo de amendoim e grão de bico, nadam ou rolam nas caixas de areia.

Ou eles apenas descansam na sombra, livres da ameaça de chicotes e outros instrumentos de tortura pelo resto de suas vidas.

E às vezes, os animais recebem um tratamento muito especial

Animal Rahat convidou o tocador de flauta Rasul Mulani para dar a todos os residentes do santuário um relaxante e belíssimo concerto privado. Um membro da equipe gravou o vídeo, e as images impressionam pela pureza, sensibilidade e gratidão dos animais.

Quando se trata de apreciar música, formar vínculos e amizades duradouras, nadar, brincar, relaxar ao sol e apenas apreciar a liberdade de fazer nossas próprias escolhas, todos os animais – incluindo humanos – são muito parecidos.

Reconhecer aos outros animais como indivíduos e permitir que eles sejam livres e vivam em paz é o mínimo que se pode esperar de uma escolha moral condizente com o status de espécie racional que a humanidade ostenta.

Circos com animais selvagens estão a um passo de serem proibidos

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

O sofrimento e a exploração dos animais de circo pode acabar em breve nos Estados Unidos. Um projeto de lei que proíbe o uso de animais selvagens em circos itinerantes acabou de ser introduzido no congresso americano.

A medida, chamada de Viagens com Animais Exóticos e Lei de Proteção à Segurança Pública (TEAPSPA), foi apresentada hoje à Câmara dos Representantes, Common Dreamsreported.

O projeto de lei alteraria a Lei de Bem-Estar Animal, uma lei que monitora o tratamento humano dados aos animais em pesquisa, transporte, entretenimento e muito mais desde 1966.

A TEAPSPA proibiria que circos itinerantes e atos semelhantes que exibissem animais exóticos e selvagens. O site do projeto explica os “efeitos adversos” do cativeiro e do transporte em animais usados para entretenimento.

“Devido ao confinamento severo, falta de exercício ao ar livre e a restrição de comportamentos naturais, os animais usados em circos itinerantes sofrem constantemente e são propensos a problemas de saúde, comportamentais e psicológicos”, explica o texto do projeto.

“É comum a equipe de circo maltratar os animais usando ganchos, chicotes, bastões elétricos e barras de metal, o que muitos considerariam ´tortura pura´”, diz a TPSPSPA.

O texto acrescenta que as autoridades policiais tem que lutar para conseguir monitorar efetivamente os circos devido à sua mobilidade constante, o que significa que a “brutalidade” enfrentada pelos animais geralmente não é documentada.

“O Congresso tem a responsabilidade de proteger o bem-estar dos animais e garantir a segurança pública”, afirma o site.

A proibição do envolvimento de animais exóticos e selvagens em circos também beneficiaria a economia, segundo a TEAPSPA, que a chama de “solução menos dispendiosa para esse problema”.

O projeto aponta que entre 2007 e 2010, o USDA inspecionou o circo Carson & Barnes Circus, 42 vezes, gastando um total de 57.246 dólares para fazer isso.

Vândalos pintam suástica no corpo de burros

Foto: Polícia de Israel

Foto: Polícia de Israel

Uma suástica foi encontrada recentemente pintada a spray em um burro na cidade de Be’er Sheva, no sul do país.

A polícia abriu uma investigação sobre o caso, que ganhou notoriedade nas mídias sociais. Um residente de 40 anos da cidade vizinha de Tel Sheva, foi detido e levado para prestar esclarecimentos. Foram encontrados vários burros na propriedade do suspeito marcados com a suástica.

A associação “Let the Animals Live” respondeu duramente aos relatórios, conclamando as autoridades a processar os responsáveis em toda a extensão da lei.

“Esperamos que a polícia lide com a gravidade aqueles que zombaram do Holocausto e torturaram um animal”, disse o fundador da Let the Animals Live, Eti Altman.

“Como filha de um sobrevivente do Holocausto, fiquei chocado. A justiça deve ser feita e esses criminosos devem ser punidos severamente.”

Burros em Israel

De acordo com informações do Ali Findlay, gerente de programas do Oriente Médio da ONG internacional, World Society for the Protection of Animals (WSPA), para o Telegraph, os burros que vivem em Israel precisam de muita ajuda: os animais continuam desempenhando seu papel tradicional de transporte para aqueles que não podem pagar carros, caminhões ou motocicletas. Burros carregam carroças lotadas de suprimentos e pesadíssimas, outros mal conseguem caminhar, cheios de caixas e sacolas nas costase a amarradas às laterais de seus corpos.

“Eu até vi um pobre burro lutando para carregar um homem adulto a pleno galope ao longo do acostamento de uma rua movimentada ao sol do meio da tarde”, conta Findlay.

Lucy's Sanctuary for Holy Land Donkeys

Foto: Lucy’s Sanctuary for Holy Land Donkeys

Com o aumento do custo do combustível, os jumentos são mais procurados do que nunca, não apenas em Israel, mas em todo o mundo em desenvolvimento explica o ativista. “Eles são frequentemente negligenciados: quando as pessoas acham difícil sustentar suas famílias, o bem-estar animal diminui a lista de prioridades”.

Fatos pouco conhecidos sobre os burros

De acordo com informações do santuário Lucy’s Sanctuary for Holy Land Donkeys que resgata e abriga burros abusados vítimas de maus-tratos em Israel e também na Palestina com unidades móveis de tratamento “in loco”, esses animais são muito mais inteligentes e amorosos do que a maioria das pessoas imagina.

Os burros são provavelmente os animais mais subestimados do mundo. Com seu comportamento silencioso e estoico, muitas pessoas não percebem que pequenas criaturas inteligentes, sensíveis, sábias e leais elas realmente são.

Conheça 16 características dos burros:

1. Esses animais têm excelentes memórias, eles são capazes de se lembrar de um lugar onde estiveram ou de outros burros que encontraram há 25 anos.

2. Um burro nunca se envolverá em uma atividade se considerá-la insegura.

3. Com o devido cuidado e amor, um burro pode viver por mais de 40 anos.

4. Os burros não são teimosos em tudo. No caso de sentirem algo de errado durante a viagem, eles simplesmente não seguirão em frente e começarão a estacar. Este é um comportamento que demonstra de sua inteligência. Esse comportamento fez as pessoas pensarem que os burros são teimosos.

5. Os burros são originários das áreas desérticas do Oriente Médio e da África e estão anatomicamente bem equipados para sobreviver nessas condições.

6. Um burro é capaz de ouvir outro burro a uma distância de 97 km em condições adequadas no deserto. Isso é possível por causa de suas orelhas grandes e audição poderosa.

7. Suas orelhas grandes também ajudam a mantê-los frescos no clima quente e árido do deserto.

8. Comparados aos cavalos, os burros são muito mais capazes de pensar e tomar decisões independentes, garantindo sua segurança.

9. Burros odeiam chuva. Sua pelagem não é à prova d’água e permanecer na chuva por um longo período na verdade prejudica a sua saúde.

10. Assim como com chimpanzés e macacos, os jumentos em um rebanho se cuidam e se mantêm limpos.

11. Os burros são capazes de utilizar 95% de toda a refeição que comem. Isso é porque eles são basicamente animais do deserto. Em áreas de deserto, a comida é escassa e desperdiçar comida não é um luxo possível nessas áreas.

12. Burros ficam deprimidos com muita facilidade quando deixados sozinhos. Essa é a razão pela qual eles vivem em grupos.

13. Burros e cavalos têm a mesma marcha, mas os burros raramente são vistos correndo. Sendo os desertos o seu clima nativo, os burros provavelmente entenderam que correr como uma atividade desnecessária em altas temperaturas. Este instinto de não correr ficou com eles desde a sua evolução.

14. Ao contrário dos cavalos, um burro dificilmente mostra dor até que seja tarde demais. É por isso que eles são frequentemente tão maltratados. Como tutor de um burro, você deve sempre observar mudanças de comportamento para não perder sinais de doença ou desconforto.

15. Um burro não deve carregar mais do que aproximadamente 20 a 25% do seu próprio peso corporal para se manter saudável.

16. Os burros podem construir um relacionamento muito forte com outro amigo burro. Se um parceiro morre, o outro pode sofrer por muito tempo.

Galinhas lutam para andar, respirar e recorrem ao canibalismo em fazendas de criação

Imagens angustiantes divulgadas na segunda feira última, 13 de maio, mostram galinhas sofrendo maus-tratos, vivendo em condições desumanas, em ambientes super lotados e sujos, doentes e famintas, comendo umas as outras em fazendas de criação fornecedoras de grandes mercados.

Vídeos e fotos mostram as aves feridas e aflitas vivendo em condições precárias nos locais usados para criação em larga escala que ficam em Northamptonshire (Inglaterra), e que servem alguns dos principais supermercados do Reino Unido.

A filmagem foi divulgada pela ONG Animal Equality, que afirma que os trabalhadores podem ser vistos quebrando os pescoços das aves e deixando-as para morrer por vários minutos jogadas no chão.

O grupo também alega que as aves foram deixadas para morrer, agonizantes antes de serem bicadas e comidas por outras galinhas além de terem sido chutadas e pisadas por trabalhadores agrícolas da fazenda.

Imagens divulgadas pela ONG mostram as galinhas com as pernas abertas e batendo as asas em aflição.

As filmagens foram gravadas nas fazendas Evenley, Pimlico e Helmdon, em Northamptonshire, todas certificadas pela Red Tractor (selo de bem-estar animal) e administradas pela Avara Foods.

Investigadores dizem que encontraram sacolas cheias de galinhas mortas em uma das três fazendas durante visitas de janeiro a março, após uma denúncia.

A Animal Equity afirma que dezenas de pássaros desmoronaram sob o peso de seus “corpos anormalmente grandes” e não conseguiam nem ficar em pé, batendo as asas freneticamente em uma tentativa desesperada de se levantar.

Segundo a ONG, as aves mortas ficavam apodrecendo entre as vivas, levando as galinhas ao canibalismo em pelo menos uma das fazendas, enquanto os pássaros que já estavam morrendo eram jogados em uma pilha e deixados para sofrer por horas enquanto os funcionários limpavam o galpão para realizar mais mortes.

A ONG também disse que os trabalhadores estavam “violentamente quebrando os pescoços das aves e deixando-os a convulsionar em meio às demais”.

Pode-se ver pelo vídeo outras aves morrendo jogadas em uma pilha, deixados para sofrer por horas enquanto os trabalhadores limpavam o galpão.

O grupo também alega que funcionários estavam deliberadamente chutando e pisando em algumas galinhas repetidamente.

Um gerente de campanha pelo bem-estar animal da Woodhurst World Animal Protection disse: ‘Infelizmente, este material perturbador é típico das baixas práticas de bem-estar em muitas fazendas industriais onde galinhas são amontoadas e tratadas de maneira tão cruel que seus corações, pernas e pulmões mal conseguem aguentar a pressão.

“Algumas morrem antes de serem assassinadas pelos funcionários das fazendas devido a exaustão ou insuficiência cardíaca”.

“Ao adotar uma alimentação vegana e abrir mão da carne, as pessoas podem ajudar a terminar com o sofrimento desses animais”, disse o ativista.

Após a liberação no vídeo a Agência de Saúde Animal e Vegetal (APHA) do país realizou uma inspeção ao local sem aviso prévio. O órgão público relatou estar satisfeito com a saúde e o bem-estar das aves.

Enquanto a mentalidade especista de objetificação dos animais persistir, o sofrimento animal continuará. Galinhas são seres sencientes, extremamente inteligentes, capazes de realizar até operações matemáticas segundo cientistas, quem dirá compreender o que se assa ao seu redor.

Submetê-las a esse sofrimento é uma violência psicológica e física da qual a humanidade deve se envergonhar e eliminar o quanto antes.

Ao alimentar-se de forma vegana deixamos de alimentar essa indústria cruel e assassina.

Ex-funcionária de matadouro conta porque virou vegana e ativista pelos direitos animais

O trabalho no matadouro quase destruiu a vida de Susana | Foto: Livekindly/Reprodução

O trabalho no matadouro quase destruiu a vida de Susana | Foto: Livekindly/Reprodução

A ex-funcionária de um matadouro Susana Soto costumava matar galinhas para ganhar a vida, mas agora ela mudou totalmente e luta pelos direitos animais.

Originalmente na Cidade do México, Soto era funcionária de matadouro que matou “milhares de frangos”. Agora, uma ativista em defesa dos direitos animais, ela usa “todas as oportunidades para falar em apoio aos que são abusados”.

Susana conta que podia ver o medo nos olhos das aves, o clima no ambiente era pesado e triste. Todos os funcionários se sentiam mal trabalhando ali.

Em um vídeo no Facebook, Soto conta sua história. Ela explica que não foi apenas o abuso de animais – que incluia pendurar as aves de cabeça para baixo para que eles não pudessem lutar quando chegasse a hora de cortar seus pescoços – o que tornou o trabalho insuportável.

Violência contra os animais gera violência contra humanos, o que Soto explica que foi o caso com o proprietário do matadouro, que abusava diariamente da esposa dele com agressões verbais e físicas. Percebendo o impacto que o trabalho teve em sua filha, os pais de Soto recomendaram que ela se mudasse para a Califórnia.

Soto agora vive com seus filhos, a quem ela ensina o poder da compaixão e faz campanha por “um mundo melhor [para eles]”.

Mudança radical na indústria agropecuária

Soto não está sozinha em virar as costas à agricultura animal. Muitos pecuaristas, criadores e trabalhadores da indústria de animais estão optando por sair do ramo; há até um site inteiro dedicado a contar histórias da vida real daqueles que escolheram um estilo de vida mais ético.

A organização de defesa dos animais Free From Harm publica uma seção separada em seu site chamada “Sowing Change”. Ela apresenta perfis sobre os agricultores que costumavam dirigir ou trabalhar em fazendas de carne e laticínios, mas agora optam por cultivar somente as lavouras. O site observam que “[os perfis] são provas cheias de esperança de que mesmo aqueles que mais perdem ao renunciar à exploração animal são capazes de uma enorme mudança de opinião”.

Abraçando um futuro vegano

Independentemente de terem rejeitado totalmente a indústria de carne e laticínios ou não, muitos agricultores reconhecem que a demanda do consumidor por mais alimentos à base de vegetais está crescendo.

Recentemente, uma votação na Oxford Farming Conference revelou que 40% dos agricultores acreditam que a comida vegana é o futuro.

O produtor de leite irlandês Darragh McCullough é particularmente vocal sobre a inovação na indústria agrícola. Em um editorial para o Irish Independent, ele escreveu: “Eu não tenho tempo para a comunidade agrícola se interessar pelo veganismo”.

Ele acrescentou: “qualquer um que ignora os enormes problemas enfrentados pela pecuária não deveria estar no gado. As forças combinadas da mudança climática, do bem-estar animal e das preocupações com a saúde sobre os altos níveis de consumo de carne são impossíveis de evitar ”.

O poder da informação e o desafio às crenças especistas estabelecidas

Foto: Animal Ethics

Foto: Animal Ethics

Com celebrações por todo o mundo o Dia Mundial da Imprensa ou Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é uma homenagem aos profissionais e veículos que são responsáveis por prover e divulgar informações necessárias à construção de uma sociedade mais crítica, democrática e livre.

A data comemorativa foi proclamada pela Assembléia Geral da ONU em dezembro de 1993, seguindo a recomendação da Conferência Geral da UNESCO. Desde então, 3 de maio, o aniversário da Declaração de Windhoek é comemorado mundialmente como o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Este ano a data completa sua 26ª celebração sob o tema: Mídia para a Democracia, Jornalismo e Eleições em Tempos de Desinformação, que discute e trás à pauta questões como o potencial da mídia em apoiar os processos de paz e reconciliação.

O sofrimento animal apenas recentemente tem ganhado atenção da imprensa e mesmo assim de forma comedida e tímida como algo considerado “menos importante” e restrito aos veículos específicos, voltados ao meio ambiente e a fauna silvestre.

Foto: PETA

Foto: PETA

Vistos como seres inferiores e dessa forma passíveis de serem usados e dispostos como produtos a serem explorados e mortos conforme a vontade a humana, esses seres que são nossos companheiros de planeta padecem em silêncio, ocultos pelos interesses de uma classe ambiciosa e dona de benefícios a que o dinheiro garante acesso.

A grande massa da sociedade segue a doutrina do especismo, muitas vezes sem saber que o faz, apenas repetindo crenças que lhes foram enfiadas goela abaixo de geração em geração. Sem desafiar o conteúdo que lhes foi imposto ou arriscar qualquer questionamento.

Ao rotular e aceitar que os animais podem ser mortos e explorados conforme nosso interesse, estamos condenando essas vidas a uma existência de dor e exclusão, com a morte como a única forma de se libertar do cativeiro.

Foto: Pinterest

Foto: Pinterest

Mas quem poderia mudar o pensamento vigente senão a imprensa, cujo papel e força motriz é despertar esse interesse e fomentar a ousadia de uma consciência crítica nos consumidores, leitores e espectadores, atualmente coformados com um status quo confortável e já totalmente estabelecido.

É da imprensa o papel de propor novos pontos de vista, ângulos inexplorados, e principalmente denunciar o que ocorre por tras do véu que têm cegado – por opção própria – a humanidade até aqui, para fora dos meios ambientalistas e rumo à sociedade como um todo.

Milhões de animais morrem todos os anos para alimentar nosso paladar, vacas são exploradas a vida inteira para que o leite de seus filhos chegue a nossas bocas, animais são mortos em “jogos” de caça para nos divertir, golfinhos e orcas enlouquecem em cativeiro para que assistamos eles fazerem truques em troca de comida.

Foto: PETA

Foto: PETA

Nosso conformismo nos deixou a ponto de entrar em uma era afetada pela mudança climática com consequências irreversíveis e fatais, não só para as demais espécies do planeta como para os seres humanos também. Muito pouco foi feito, medidas isoladas aqui e ali, acordos climáticos e de redução de emissões de carbono pouco efetivos e governos que fingem que “alguém virá nos salvar” se a coisa ficar muito feia.

Mas ninguém virá nos salvar a única coisa que pode nos salvar é nossa consciência crítica da realidade, uma mudança de postura radical e urgente, com a ajuda da imprensa no papel de divulgadora e fomentadora de questionamentos inéditos, vanguardistas e acima de tudo compassivos.

Vídeo revela como ficam os músculos de frangos obrigados a ingerir hormônios de super crescimento

Foto: CIWF

Foto: CIWF

De acordo com especialistas, o fenômeno origina-se na criação seletiva de aves alimentadas para crescer de forma tão antinaturalmente maciça e tão rapidamente, que mal conseguem suportar o seu próprio peso.

Um vídeo realizado por uma ONG que atua em prol do bem-estar animal revelou um fenômeno, na verdade é um distúrbio degenerativo, conhecido como “carne de espaguete”.

Descrita como um ‘fenômeno repugnante’, pela Compassion in World Farming (CIWF), a carne de espaguete é um distúrbio muscular que afeta as fibras do músculo do peito das aves expostas aos hormônios. Os feixes de fibras que compõem o tecido muscular do músculo peitoral se separam e se assemelham ao longo aparência fina e cilíndrica de fios de espaguete.

De acordo com a CIWF, essa questão se origina em função da ingestão compulsória de estimuladores químicos que fazem com que os músculos cresçam além do que as aves conseguem suportar, o que se revela uma fonte de sofrimento imenso para elas.

Bem estar animal

“Esse crescimento perigosamente rápido tem conseqüências desastrosas para o bem-estar dos animais: as galinhas frequentemente lutam para andar e podem sofrer de deformidades nas pernas, problemas respiratórios e ataques cardíacos”, diz o CIWF.

“Pior ainda, eles podem passar a ter dor crônica desde o momento em que têm apenas duas semanas de vida – dor associada a distúrbios musculares degenerativos”.

A carne de espaguete – muito parecida com a sua igualmente desagradável prima: a “estria branca” (depósitos de gordura nos músculos causados por hormônios de crescimento acelerado), é o resultado direto desses distúrbios musculares. E a má notícia para os consumidores de carne é que a carne resultante de frangos que sofrem desses distúrbios está associada a menos proteína e gordura”.

O vídeo da CIWF mostra o que chama de “fenômeno repugnante”

Campanha

A CIWF lançou uma petição condenando as empresas de alimentos por essa prática e afirmando que esses distúrbios musculares degenerativos e o sofrimento que eles causam aos animais – são inaceitáveis.

“Até o momento, as soluções abordaram a nutrição, o manejo da ração, o processamento pós-produção e a incorporação de carne degradada aos produtos processados. Em suma, o foco tem sido tratar os sintomas, em vez de tratar o problema por sua causa”.

Frangos e galinhas são seres sencientes, capazes de sofrer, sentir e compreender conforme já foi atestado cientificamente pela Declaração de Cambridge em 2012, assinada por especialistas de várias áreas do conhecimento científico do mundo todo.

Esses animais são nossos companheiros de planeta e não inferiores aos humanos. Nada justifica o sofrimento dessas aves privadas de sua liberdade, submetidas a condições desumanas, trancadas em gaiolas superlotadas, separadas de seus filhos e morrendo das formas mais hediondas.

Uma alimentação livre de produtos de origem animal além de evitar o sofrimento desses e de tantos outros seres indefesos, ainda ajuda na sobrevivência do planeta, tão ameaçada por nossos atos irresponsáveis e ambiciosos.

Coelhos tem as pálpebras costuradas e são infectados com cólera em experimento de universidade

Milhares de coelhos estão sofrendo agressões sem fim em experiências dolorosas nas universidades britânicas todos os dias, denuncia um grupo que luta pelos dos direitos animais.

A ONG Animal Justice Project (AJP) diz que estes experimentos incluem coelhos que são deliberadamente infectados com cólera, tem as pálpebras costuradas e recebem injeções dolorosas diretamente em suas colunas vertebrais.

A AJP afirma que as universidades estão – ano após ano – se tornando cada vez mais reservadas sobre as experiências que realizam com animais, e diz que seus esforços para descobrir quantos coelhos estão sendo submetidos a testes nas universidades britânicas foram frustrados. As instituições estão realizando os experimentos de forma secreta.

Coelhos em experimentos

A ONG entrou em contato com 112 universidades e faculdades neste ano, realizando o pedido dos dados sob a Lei de Liberdade de Informação.

Em 14 de abril, sete universidades não responderam e 33 recusaram-se a fornecer números. Destas últimas, 31 se recusaram a fornecer os números alegando sigilo devido à publicação futura em seus sites, outra citou a pressão do tempo, e outra não deu nenhuma explicação.

Atualmente 70 universidades são conhecidas por usar e manter em cativeiro animais para experimentos, 19 delas responderam falando o número e o tipo de animais usados, e 43 universidades responderam dizendo que não usam animais.

Campanha “Missing”

Como resultado desse sigilo, a organização lançou uma nova campanha – chamada ‘”Missing” (Desaparecidos, na tradução livre) – para esclarecer a verdade sobre as pesquisas com coelhos nas universidades britânicas e pedir o seu fim.

A campanha, que é apoiada pela estrela pop Moby e pela celebridade televisiva, Peter Egan, realizará eventos e protestos em algumas universidades nesta Páscoa

Inaceitável para muitos

“Hoje em dia, com o número crescente de veganos vivendo estilos de vida compassivos, experimentos com animais, como os que descobrimos nas universidades são intragáveis para muitos”, disse Claire Palmer, fundadora do Animal Justice Project, em um comunicado enviado ao Plant Based News. .

“Particularmente quando eles envolvem coelhos, um animal muito querido, que vive como membro da família na casas de diversas pessoas. É perturbador que milhares de coelhos estejam sendo usados em laboratórios do Reino Unido e as universidades simplesmente se recusam a nos dizer o que está acontecendo com eles”, diz a fundadora da ONG.

“A campanha ‘Missing’ do Projeto Justiça Animal joga uma luz sobre o mundo secreto dos experimentos com coelhos nesta Páscoa e pretendemos acabar com eles definitivamente”.

Necessidade de transparência

“Parabéns ao Animal Justice Project, por lançar luz sobre o sofrimento dos coelhos usados em experimentos cruéis nas universidades britânicas”, disse Moby, músico vegano.

“A transparência é urgentemente necessária. Precisamos saber a verdade sobre o que é feito aos animais quando as portas do laboratório estão trancadas. É hora de acabar com a crueldade contra os animais”, disse o músico.

Fim dos experimentos com animais

“Meu primeiro relacionamento com outra espécie surgiu como resultado de ser apresentado ao coelho branco em Alice no País das Maravilhas, Brer Rabbit ou Pernalonga”, acrescentou o ativista vegano e ator de Downton Abbey, Peter Egan.

“Coelhos, assim como cães e gatos são parte integrante da minha introdução ao mundo dos animais e meu primeiro compromisso com a compaixão. Sejam brinquedos de coelho ou membros vivos da família. Eles capturam nossos corações e se tivermos sorte, definirão nossa compaixão mais tarde na vida”, diz o ator.

“Não temos com eles uma enorme dívida de gratidão? Eles não merecem mais do que serem usados como espécimes em laboratórios para serem torturados e testados? Peço a estas universidades que tenham compaixão. Lembrem-se do seu primeiro amor. Não usem os coelhos em experimentos de laboratório”.

Pesquisa

Wendy Jarrett, diretora executiva da Understanding Animal Research, negou que as universidades estivessem escondedos dados ou fazendo segredo das experiências com animais, em um comunicado obtido pelo jornal Metro UK.

“Se as alternativas à pesquisa com animais estão disponíveis e foram validadas pelos reguladores, então é ilegal usar um animal e a pesquisa não receberá uma licença do Ministério do Interior”, disse Jarrett.

“Assim, os coelhos são usados apenas para testes de segurança, por exemplo, para verificar se uma vacina não causará febre em bebês e crianças, quando não houver alternativa disponível que animais”.

“É claro que os testes cosméticos com animais foram proibidos no Reino Unido a mais de 20 anos e os testes de produtos domésticos também estão sujeitos a uma política de proibição neste país”.

É assustador notar como a hipocrisia humana delega aos animais o papel de produto para ser usado e descartado conforme sua conveniência e necessidade.

Coelhos são comprovadamente animais sencientes, inteligentes, capazes de sofrer e amar. E ainda assim é possível que humanos, acobertados pela bandeira da “ciência” e do “bem-estar da humanidade” disponham deles para testar respostas à doenças, medicamentos, vacinas e até produtos que alimentam sua vaidade.

Nada, absolutamente nenhuma premissa, justifica o sofrimento de um animal não-humano. Uma vida, uma companheiro de planeta, um irmão com predisposições diversas, mas jamais um ser inferior como a sociedade insiste em proclamar.

Ursos fantasiados são forçados a dançar e pular corda em circo norte-coreano

Foto: Mark Woodman

Foto: Mark Woodman

Imagens perturbadoras mostram ursos covardemente explorados, obrigados a dançar e fazer truques antinaturais, como pular corda e saltar sobre obstáculos, em um circo norte-coreano.

O australiano Mark Woodman, de 42 anos, foi levado ao circo em Pyongyang, na Coreia do Norte, como parte de uma excursão de cinco dias pelo país.

Enquanto ele assistia ao “show”, os ursos eram cruelmente ordenados a saltar sobre seus treinadores, dançar, dar piruetas, e pular corda antes de se curvar agradecendo a platéia pelos aplausos. Woodman disse que ninguém se atreveu a reclamar ou sair durante o show.

“Foi apresentada uma série de performances clássicas de circo, realizadas por artistas excepcionalmente talentosos e bem treinados – trapezistas, malabares e equilibristas – intercalados com atos cômicos”, disse ele.

“Os ursos dançarinos eram a única apresentação com animais. Eu fiquei inicialmente chocado e paralisado, o que me fez filmar essa performance em particular. Era diferente de tudo que eu tinha visto, absolutamente assustador”.

Woodman conta que embora eu tenha ouvido dizer que os ursos ainda eram usados em apresentações na Ásia Central e na Rússia, ele confessa que nunca pensou que veria uma coisa dessas.

“Tudo o que podíamos fazer era observar e absorver a cena tétrica. Não havia espaço para reclamações ou para deixar a apresentação”

Woodman, que é Perth, na Austrália Ocidental, disse que o comportamento dos ursos era tão antinatural que alguns espectadores pensaram que eram pessoas fantasiadas de animais.

Foto: Mark Woodman

Foto: Mark Woodman

“Depois de assistirmos ao espetáculo no circo, enquanto esperávamos pelo nosso ônibus, eu estava conversando com nosso guia turístico e outro companheiro de turnê”, lembrou ele.

“Uma mulher que fazia parte da excursão de turismo disse que pensou o todo que os animais vistos no show eram pessoas vestidas de ursos! O guia turístico e eu tivemos que dizer a verdade a ela”.

Fotografias de outros espetáculos recentes usando macacos provam que eles também foram submetidos ao mesmo tratamento cruel.

O grupo que atua em defesa dos direitos animais, Animal Defenders International (ADI), disse que animais de circo como estes foram treinados a este ponto vindos de uma vida inteira de sofrimento.

Foto: Mark Woodman

Foto: Mark Woodman

O presidente da ADI, Jan Creamer, disse: “Forçados a se apresentar em shows de circo, esses pobres animais sofrem uma vida inteira de tortura e privações”.

“Sem o estímulo normal, social e mental que eles desfrutariam com suas famílias na natureza, a resignação desses animais inteligentes e sensíveis é conseguida através de violência, ameaças e privação de comida, água e afeto durante o treinamento.

O público pode ajudar a acabar com o sofrimento desses animais, evitando shows desse tipo e deixando que os circos saibam porque eles estão indo se divertir em outro lugar.

Woodman disse não ter se arrependido de sua viagem à Coreia do Norte.

“Desde uma viagem que fiz ao Oriente Médio, a partir de 2009, passei a visitar países que são cultural e religiosamente distintos do que eu estava acostumado”, disse ele.

Woodman se define como um ateu gay que se concentra em viajar para países que “amam a Deus e odeiam os gays”. “É um estilo de viagem desafiador, mas infinitamente gratificante, que me levou a conhecer pessoas LGBT e outros locais em todo o mundo”, disse ele.

“Isso ajuda a superar os estereótipos e as narrativas divulgadas pela mídia e/ou pelo governo e distinguir as pessoas dos regimes”.

Exemplos pelo mundo

Segundo informações da PETA esses 26 países já proibiram circos que usam animais selvagens: Áustria, Bolívia, Bósnia Herzegovina, Colômbia, Costa Rica, Croácia, Chipre, El Salvador, Estônia, Grécia, Guatemala, Irlanda, Israel, Itália, Luxemburgo, Macedônia, Malta, México, Nova Zelândia, Paraguai, Peru, Romênia, Escócia, Singapura, Eslováquia e Eslovênia

Mais e mais pessoas estão boicotando qualquer entretenimento que envolva exploração animal, e essa mudança na opinião pública tem motivado muitos governos a agir.

No final do ano passado, o Havaí proibiu o uso de animais selvagens em circos, tornando-se o segundo estado americano a fazê-lo depois de Nova Jersey.

Em novembro, Portugal aprovou uma proibição semelhante. A lei aprovada pelo parlamento português impede que mais de mil animais diferentes, incluindo leões, avestruzes, camelos, pinguins, elefantes e rinocerontes sejam forçados a se apresentar.