Gorilas demonstram luto por seus mortos, revela estudo

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Gorilas selvagens da República Democrática do Congo e de Ruanda exibem uma variedade de comportamentos que demonstram sofrimento em relação a companheiros mortos, de acordo com um novo estudo publicado recentemente. Manifestações de carinho tais como como fazer carícias, cheirar e cutucar os mortos e, em um caso específico, até a tentativa de consolo próprio feita por um jovem gorila, sugere que esses primatas, como os humanos, choram por seus mortos.

“Os seres humanos já foram considerados únicos a terem o conceito de morte, mas um número crescente de observações de respostas animais a morte e mortos [membros do grupo] sugere o contrário”, informa um novo estudo fascinante publicado recentemente. De fato, insetos sociais, como formigas, removem e enterram seus mortos. Elefantes e primatas atendem silenciosamente e até se envolvem em comportamentos de cuidado dos recém-falecidos.

Menos se sabe, no entanto, sobre as várias maneiras pelas quais os animais reagem aos mortos com base em seu relacionamento anterior com o falecido, incluindo diferenças de sexo, idade, familiaridade ou posição social. O novo estudo, liderado por Amy Porter e Damien Caillaud, do Dian Fossey Gorilla Fund International, de Atlanta, foi um esforço conjunto para documentar e identificar respostas comportamentais únicas dos gorilas das montanhas, quando na presença de um indivíduo recentemente falecido. Pesquisadores da Universidade da Califórnia Davis, da Universidade de Uppsala, e do Instituto Congolês para a Conservação da Natureza, também ajudaram na pesquisa.

O novo estudo analisou as reações dos gorilas das montanhas em três situações distintas. O primeiro envolveu a morte de um gorila (Gorilla beringei beringei), de 35 anos, chamado Titus, no Parque Nacional dos Vulcões, em Ruanda, e o segundo envolveu a morte de uma gorila (fêmea) de 38 anos chamada Tuck, da mesma espécie e do mesmo parque. Em ambos os casos, os gorilas mortos foram assistidos (ajudados) por membros de seu grupo social. O terceiro caso, no entanto, envolveu o cadáver de um gorila de Grauer (Gorilla b. Graueri) que foi descoberto por membros de um grupo social diferente, embora da mesma espécie. Este terceiro gorila morreu no Parque Nacional Kahuzi-Biega na República Democrática do Congo (RDC).

Para o estudo, os pesquisadores documentaram os comportamentos dos gorilas por meio de observações de campo, fotos e vídeos. Em todos os casos, os gorilas haviam morrido apenas horas depois das observações. Os dois gorilas do Parque Nacional dos Vulcões provavelmente morreram devido à idade avançada.

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Os pesquisadores estavam curiosos para ver como os gorilas reagiriam de acordo com suas diferentes posições sociais. Nos dois primeiros casos, os pesquisadores esperavam que os gorilas prestassem atenção aos cadáveres, mas eles não tinham certeza sobre o terceiro caso com o gorila macho, que não era do grupo.

Nos três casos, os animais geralmente sentavam-se ao lado do cadáver, descansando perto ou mesmo em contato com o corpo e tendo comportamentos de interação com o corpo, como lamber, cheirar, cutucar e aparar. Alguns gorilas também exibiam comportamentos beligerantes, como bater no peito, esmagar plantas e bater ou chutar o cadáver.

No caso dos dois gorilas-das-montanhas, aqueles que mantinham uma relação social próxima com os mortos passavam a maior parte do tempo em torno do cadáver, o que não surpreendeu os cientistas. Um jovem gorila do sexo masculino chamado Ihumure, por exemplo, ficou perto de Tito e permaneceu em contato íntimo com o corpo por dois dias, até mesmo dormindo no mesmo local. E em um momento particularmente doloroso, Segasira, o jovem filho de Tuck, arrumou o corpo da mãe e tentou se alimentar de seu seio, mesmo ele já tendo sido desmamado – um comportamento potencialmente indicativo de sofrimento.

Gorilas do sexo masculino e feminino, de todas as idades e classes sociais exibiram essas respostas comportamentais, mas os pesquisadores observaram uma “notável ausência” de fêmeas adultas no cadáver do gorila silverbacks (mais velhos) da espécie Grauer de fora do grupo. Em todos os casos, apenas as espécies de silverbacks e blackbacks (machos jovens) exibiram o comportamento beligerante em relação aos cadáveres.

“O comportamento mais surpreendente foi definitivamente o quão parecidas as respostas comportamentais foram em relação aos cadáveres de membros integrantes do grupo e um gorila não-membro presumivelmente desconhecido”, explicou Porter, que atualmente lida com uma péssima conexão de internet em um campo na República Democrática do Congo, em um email para o site Gizmodo.

“Na sociedade dos gorilas, as interações entre grupos ou entre um grupo e um silverback solitário – um concorrente em potencial – geralmente resultam em formas de evitar o indivíduo ou agressão com ou sem contato físico. Nos três casos, quase todos os membros do grupo sentaram-se em silêncio ao redor do cadáver e muitos gorilas cheiraram, lamberam e limparam o cadáver.

Esses comportamentos são inegavelmente sofisticados e complexos, mas alguns podem questionar se são verdadeiramente expressões de luto. Seguem opiniões de autores sobre essa possibilidade apontada no artigo:

Um dos tópicos mais controversos em torno da morte de animais é se eles sofrem a perda de um membro da família ou um membro do grupo aque são intimamente ligados. Entre os primatas, especialmente os grandes símios, há evidências convincentes de respostas comportamentais e psicológicas sofridas pelos animais diante da morte. Sabe-se que os chimpanzés compartilham circuitos [cerebrais] com seres humanos que são ativados durante estados emocionais, como o luto. No caso da morte do gorila da montanha Tuck, seu jovem filho, Segasira, tentou mamar em seu cadáver, apesar de já ter sido desmamado.

Esta foi, presumivelmente, uma demonstração de “necessidade de conforto”, que pode estimular a liberação de oxitocina, um hormônio que tem efeitos inibidores do estresse. Essa observação, e possivelmente a persistente proximidade do jovem gorila com o corpo de Titus, pode sugerir que os seres humanos não são únicos em sua capacidade de sofrer.

Em uma declaração para o site Gizmodo, Porter admitiu que é difícil discernir a vida emocional dos gorilas, e é tentador argumentar que, nos dois casos que envolviam os gorilas das montanhas, os animais que mais se envolveram com os cadáveres estavam sofrendo a perda de um companheiro próximo.

“No entanto, não temos como saber exatamente o que eles estavam experimentando”, disse Porter. “Muitos pesquisadores são rápidos em descontar o pesar como uma explicação para os comportamentos observados, alegando que é especulativo. Do meu ponto de vista, acho que temos muito a aprender sobre as maneiras como os animais se envolvem com o mundo, especialmente animais como os gorilas, que são incrivelmente inteligentes, pois tenho certeza de que eles experimentam emoções muito mais complexas do que costumamos considerar”, conclui o pesquisador.

Ibama autoriza uso de armas brancas e exploração de cães na caça ao javali

O Ibama atualizou as regras para a prática cruel da caça ao javali, única espécie que tem autorização para ser caçada em todo o território nacional. Com a mudança, passa a ser permitido de arma de fogo, facas e armadilhas, além de ter sido autorizada a exploração de cachorros durante a caça. A nova portaria foi publicada no Diário Oficial na última semana.

A nova portaria implementou também o Sistema Integrado de Manejo de Fauna (SIMAF), um sistema eletrônico para recebimento de declarações e relatórios sobre a caça ao javali que, segundo o pesquisador da UNESP de Rio Claro (SP) Felipe Pedrosa, é a principal novidade das novas regras estabelecidas.

Foto: Pixabay

“Antes o processo era o uso de documentação em papel e ida na sede do Ibama mais próxima”, disse. As informações são do portal O Eco.

Pedrosa classifica a exploração de cachorros na caça como “polêmica”, mas a defende, dizendo que trata-se de uma ferramenta portante “que não poderia ser negligenciada ou proibida”, ignorando o fato de que esses cães são explorados ao serem submetidos a treinamentos anti-naturais e forçados a participar de uma prática que coloca suas vidas e sua integridade física em risco, além de causar sofrimento também para os javalis.

A normativa estabelece que a exploração de cães deve ser vedada de maus-tratos, que o javali deve ser morto rapidamente “sem que provoque sofrimento desnecessário aos animais”. No entanto, vídeos divulgados na internet que mostram cachorros mordendo javalis, sob ordem de caçadores, demonstram que a crueldade animal é intrínseca a essa prática e que, portanto, os animais sofrem e sentem dor.

As novas regras estabelecem que os cães usem um colete peitoral, com identificação do responsável, que deve portar atestado de saúde dos animais emitido por veterinário e carteira de vacinação atualizada. O caçador poderá ser punido nos termos da Lei de Crimes Ambientais caso não cumpra essas exigências.

A exploração de cachorros, no entanto, não foi autorizada de forma definitiva. O Ibama disse que irá reavaliar a autorização em um período de até dois anos para definir se os caçadores poderão continuar explorando cães, conforme prevê o Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali no Brasil.

Enquanto o Ibama caminha na contramão dos direitos animais, autorizando a exploração de cães e promovendo mais sofrimento aos javalis, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou, em 31 de março, um projeto de lei que criminaliza a prática de explorar cachorros em caçadas. A proposta será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça para depois seguir para o plenário da Câmara e, em seguida, para o Senado.

Nota da Redação: a caça ao javali, que já é permitida no Brasil há bastante tempo, é por si só uma prática extremamente cruel e que atenta contra os direitos animais. No entanto, as novas regras são ainda mais cruéis, já que autorizam o uso de armas de fogo e facas, que causarão ainda mais sofrimento aos javalis, e permitem que cachorros sejam explorados, o que os insere em uma situação em que eles são forçados a realizar uma atividade anti-natural que os coloca em risco. O fato dessas normas terem sido regulamentadas pelo Ibama, um órgão que se diz defensor do meio ambiente e que deveria zelar pela vida e integridade física dos animais, torna o caso ainda mais alarmante e inaceitável. É preciso que órgãos e governantes atuem em consenso em prol da proteção animal, garantindo o direito à vida a todos os seres, não o contrário.

Coelhos resgatados de laboratório sentem o sol e grama pela primeira vez

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Ao tomar conhecimento de que um grupo de coelhos seria morto após ter sido usado em estes de laboratório por uma universidade na Espanha, ativistas do santuário e equipe de resgate, Leo Vegano Animal, se uniram em uma missão de salvamento.

Com o destino já definido e apenas 48 horas para tirá-los do cativeiro, o grupo de salvadores sabia que tinha que agir rapidamente.

Missão: Salvar os coelhos

Cobertos de ferimentos provavelmente causados por perfurações, cheios de diversos tumores e com grandes pedaços de pele sem pelo em seus corpos, os pobres coelhos estavam absolutamente petrificados de medo.

Esses animais usados em testes de laboratório, normalmente passam a vida inteira sendo explorados. Nascidos e criados em uma “fábrica” de criação de animais, os coelhinhos viviam confinados em minúsculas gaiolas feitas de malha de arame e eram mantidos no escuro. Quando atingem a idade ideal, eles são enviados para qualquer laboratório de testes que os requisitarem, que nesse caso, era uma universidade.

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Na universidade, eles permaneceram isolados e sozinhos em outra gaiola, e a cada dia submetidos a mais dor e sofrimento à medida que eram insensivelmente explorados e abusados.

Com a ajuda dos ativistas do santuário Leon Vegano Animal, os coelhos foram resgatados na última hora, e depois de uma longa viagem durante toda a noite, eles finalmente chegaram ao santuário Mino Valley Farm.

Livres enfim

Antes de chegarem ao santuário, os coelhos nunca haviam sentido o sol na pele ou a grama sob os pés.

No vídeo abaixo é possível ver os animais experimentando liberdade pela primeira vez:

Depois que eles se acostumaram a sua nova vida no santuário, os funcionários do abrigo os mudaram para uma área maior, onde eles compartilham o lar com algumas ovelhas e a bezerrinha residente: Luna.

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

O que há de mais especial em sua nova casa, é o espaço de que eles podem desfrutar: os coelhinhos têm uma enorme toca que começa dentro do celeiro de ovelhas. Sua toca é seu lugar favorito para passar o tempo durante o dia antes de retornar para sua casa à noite, junto com as galinhas.

*Esperança de um futuro sem crueldade*

Centenas de milhares de animais são envenenados, cegados e mortos todos os anos em testes de laboratórios com animais, principalmente para a indústria de cosméticos. Esses animais têm a pele e os olhos delicados injetados com produtos químicos e cremes de beleza e ficam presos de uma forma que não possam se mover. A pior parte de toda essa tortura é que ela é desnecessária e ineficaz. Com todos os ingredientes “seguros” já seguros e aprovados no mercado, não há nenhuma razão para as empresas submeterem criaturas inocentes a uma vida de dor e sofrimento em um laboratório para provar algo que já é de conhecimento público.

Esses animais não são recursos para serem utilizado conforme e disposição e o ganho pessoal humano. Eles vivem, sentem, são indivíduos que têm seu próprio propósito e lugar no mundo, mas a humanidade continua a explorá-los apenas porque pode.

Foto: One Green Planet/Reprodução

Foto: One Green Planet/Reprodução

Infligir dor e sofrimento a outro ser vivo é um ato não só injusto como imoral. Mesmo para os que não acreditam em exploração animal, a única resposta compassiva possível é a transição para um estilo de vida livre de crueldade. Ao escolher produtos livres de crueldade(cruelty-free), o consumidor se coloca contra essa violência.

Para fazer uma diferença real nas vidas dos animais, como ocorreu com esses coelhinhos resgatados, é preciso não apenas boicotar produtos que não sejam livres de crueldade, mas espalhar a conscientização sobre como sofrem esses animais indefesos para que esses produtos cheguem até o mercado consumidor.

Esses coelhos que agora vivem no santuário são apenas alguns entre milhões de animais que sofrem em laboratórios todos os dias. Nenhuma criatura viva deve ser submetida a tortura por motivo algum, muito menos pela indústria da vaidade humana.

Vídeo mostra bebê golfinho solitário nadando a deriva em parque aquático

Foto: Peter Fuller

Foto: Peter Fuller

Golfinhos são uma das espécies mais complexas e inteligentes do planeta. Capazes de criar laços sociais e emocionais profundos com os demais membros de seu bando, eles são extremamente autoconscientes. O vínculo entre uma mãe e um filhote de golfinho é um dos mais fortes da Terra. Somando-se à beleza desses animais está o fato de que eles também têm cérebros grandes e desenvolvidos que lhes permitem aprender e se ajustar ao ambiente. Os golfinhos demonstraram até mesmo a capacidade de imitar a fala e as vocalizações humanas. Mas, apesar das qualidades e da beleza dos golfinhos, os humanos ainda insistem em mantê-los em cativeiro nos parques aquáticos.

O vídeo acima captura a tristeza e a solidão de um golfinho que nascido para ser livre, conviver com os seus iguais, nadar quilômetros no oceano, é mantido cativo em um ambiente artificial. Este bebê golfinho vive atualmente no Loro Parque na Espanha.

Na descrição do vídeo postado no YouTube, as pessoas que filmaram o golfinho explicam: “Filmamos esse filhote de golfinho, depois de um show, por mais de 10 minutos, até que nos pediram para sair. Quando questionamos os treinadores sobre o por que desse golfinho ter sido deixado sozinho por tanto tempo no calor, sem sombra, eles se tornaram extremamente defensivos e agressivos, afirmando que o golfinho não estava sozinho – o que vai contra as imagens do vídeo – fomos então conduzidos para fora do local pela segurança”.

O que vemos é um animal sem propósito, balançando-se indiferente na superfície da água, ansiosamente esperando por atenção, sinais que revelam indiscutivelmente severo sofrimento mental. O tédio e a frustração da vida preso em um tanque leva os golfinhos a terem comportamentos compulsivos, como nadar em círculos repetitivamente, balançar a cabeça em atitude “bicante” indefinidamente e ficar imóveis na superfície ou no chão do aquário por longos períodos de tempo. Muitos golfinhos também são vistos batendo-se contra as paredes laterais dos tanques. Em desespero absoluto, esses animais também podem decidir parar conscientemente de respirar e acabar com suas próprias vidas.

Ao se recusar a contribuir com essa indústria cruel onde a dignidade desses animais, tão distintos por sua inteligência e sensibilidade é ferida dia após dia em favor de um suposto “entretenimento” humano, é um passo dado em favor dos golfinhos.

Ao trazer o assunto à discussão, compartilhar vídeos como este, e disseminar a conscientização sobre o que realmente acontece nesses “shows” é outro movimento em prol desses animais tão violentamente escravizados.

Explorado e sob intenso estresse, leão reage violentamente ao interagir com menina

Foto: Pixabay

Zoológicos são exemplos de exploração, dor e sofrimento à vida selvagem. Animais em cativeiro desenvolvem comportamentos anormais ou potencializam os mais agressivos devido ao cruel impacto psicológico que sofrem em ambientes pequenos, sem estímulo, estressantes e sujos.

Às vezes, eles podem ser vistos como dóceis e submissos por trás de paredes de vidro ou pequenos cercados, em outras, exibem sinais de zoocose, como balançar para frente e para trás. O ataque a seres humanos e outras espécies também é bem comum como consequência da frustração e estresse causados nesses ambiente.

O vídeo da reação de um leão ao ser “beijado” por uma menina é claramente o resultado do sofrimento e desespero de animais selvagens presos e explorados por toda a vida.

Nele, a criança é vista pressionando o rosto contra a parede de vidro de um recinto de leões em um zoológico. A princípio, o leão apenas olha para ela. No entanto, rapidamente ele se demostra extremamente irritado com aquilo quando a jovem pressiona os lábios contra o vidro. O leão se levanta em suas patas traseiras e começa a arranhar exasperadamente a parede.

Ano passado, um gorila de Silverback também atacou o vidro de um zoológico de Nebraska depois que uma menina brincou em seu peito. Estes animais vivem em inegáveis ​​estados de aflição. Eles podem não agir assim durante 24 horas por dia mas, em momentos como esses, fica evidente o tamanho do desespero que sentem por estarem aprisionados.

A pequena jovem do vídeo talvez ainda não seja capaz de entender tudo o que um zoológico é na verdade, pois nasceu em uma sociedade sem compaixão, gananciosa e egoísta, onde as viagens a locais como estes são organizadas por escolas e pelos próprios pais incapazes de enxergar a relação distorcida e injusta entre humanos e animais.

 

 

 

PETA faz petição para acabar com testes em animais na Universidade de Bristol

A PETA lançou a campanha para pedir à Bristol, assim como a outras importantes universidades do Reino Unido, que abandonem a prática após a notícia de que a universidade realizou procedimentos em mais de 26.000 animais em 2017.

Foto: PETA

Experimentos em animais não são apenas cruéis – eles são cientificamente falhos e não preveem efeitos em humanos”, diz a instituição de caridade animal.

Em setembro, foi revelado que dezenas de milhares de animais foram usados para pesquisa na universidade em apenas um ano, incluindo 13.472 ratos, 8.964 peixes-zebra e 101 suínos.

Embora os números sejam menores em comparação a outras universidades de ponta, como Oxford e Edimburgo, ativistas pelos direitos animais fazem campanha para que a prática seja limitada ou interrompida no futuro, em favor de métodos alternativos.

De acordo com o Bristol Post, Julia Baines, consultora de política científica da PETA UK, disse que é alarmante que a maioria dos procedimentos cruéis e experimentais em animais conduzidos na Grã-Bretanha ainda ocorra nas universidades. Mais de 26.000 procedimentos foram realizados em peixes, camundongos, ratos e outros animais somente na Universidade de Bristol em 2017.

“Agora sabemos que os peixes têm personalidades únicas, como os cães e os gatos, que os ratos são ferozes protetores de seus filhotes e usam sons complexos de baixa frequência para se comunicar, além de terem a capacidade de experimentar uma ampla gama de emoções. É antiético sujeitar esses animais sensíveis e inteligentes a vidas miseráveis em laboratórios e procedimentos dolorosos e aterrorizantes.

Foto: Stock image

Instituições líderes estão percebendo que para ficar no topo da classe, elas precisam deixar para trás experiências inúteis em animais e adotar tecnologia superior, como sistemas de testes com células humanas e computadores.

Recentemente, escolas na Índia foram intimadas a substituir a dissecação de animais. Graças a uma denúncia da PETA nos EUA, 129.000 e-mails e uma longa campanha, o financiamento para experimentos cruéis de sepse usando ratos na Universidade de Pittsburgh foi extinto.

“Pedimos à Universidade de Bristol que faça sua parte em 2019 e acabe com os experimentos cruéis em animais e abracem uma pesquisa humanitária e livre de sofrimento.”

Um porta-voz da Universidade de Bristol disse: “A Universidade de Bristol reconhece que algumas pessoas têm preocupações com o uso de animais em pesquisas. No entanto, também reconhecemos que a pesquisa envolvendo animais é vital para avanços médicos, veterinários e científicos que melhorem a vida de animais e seres humanos.

“Sempre que possível, nossa pesquisa se baseia em modelos de computador, voluntários humanos ou células cultivadas em laboratório. No entanto, esses métodos não são adequados em todos os casos. “É por isso que, quando absolutamente necessário, apoiamos o uso de animais nas pesquisas que incluem: pesquisa cardiovascular e de câncer, pesquisa de doenças associadas à infecção e imunidade, bem como pesquisa veterinária e agrícola”.

“Estamos comprometidos com uma cultura de cuidado onde os animais são tratados com compaixão e respeito. Todas as nossas pesquisas envolvendo animais são revisadas eticamente e cuidadosamente reguladas pelo Ministério do Interior. Todos os nossos cientistas e técnicos que trabalham com animais recebem treinamento especializado para garantir que seu trabalho promova o bem-estar animal e esteja em conformidade com a legislação pertinente”.

“Eles também estão comprometidos com os 3Rs – substituindo animais por alternativas não-animais, reduzindo o número de animais usados e refinando as técnicas que os envolvem animais.”

Testes em instituições de ensino brasileiras

O projeto de lei 706/2012, de autoria do deputado estadual Feliciano Filho, que atingiria diversos cursos na área de saúde, chegou a ser foi aprovado pela Alesp mas foi vetado integralmente pelo ex-governador Geraldo Alckmin.

Três universidades estaduais de São Paulo, a Unesp, Unicamp e USP, pressionaram pelo  pediram o veto integral ao PL 706/2012. O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-SP) também pediu que Alckmin a vetasse o projeto de 2012.

“Embora reconheça os nobres objetivos do legislador, inspirados na incensurável preocupação com o bem-estar animal e a observância de preceitos éticos no seu uso em atividades de ensino e formação profissional, vejo-me compelido a recusar sanção projeto”, disse o governador no texto publicado pelo Diário Oficial do Estado de São Paulo.

O governador ainda alegou que, além de não da competência legislativa estadual, a matéria já estava sendo tratada no âmbito federal por meio da lei 11.794/2008, regulamentada pelo decreto 6.899/2009.

 

Grupos australianos de defesa dos direitos animais exigem o fim da matança halal muçulmana

A RSPCA e a PETA querem que os animais sejam atordoados antes de serem mortos, depois que a região de Flandres, no norte da Bélgica, proibiu os costumes tradicionais muçulmanos e judeus de matança animal.

Os maiores grupos de defesa dos direitos animais da Austrália exigiram o fim das práticas de abate halal e kosher.

Apesar da Indonésia obter 80% de sua carne bovina da Austrália, a RSPCA diz que as isenções religiosas que permitem que os animais estejam conscientes quando são mortos precisam terminar.

“Um pequeno número de matadouros na Austrália tem uma isenção para a matança de animais sem atordoamento prévio, autorizado pelas autoridades estaduais de alimentos”, disse. Isso significa que os animais estão totalmente conscientes e sentem dor e angústia no momento da morte.

A RSPCA defende que todos os animais devem ser atordoados antes do abate. A PETA diz que a maioria dos animais está totalmente consciente quando suas gargantas são cortadas com os métodos halal e kosher.

“Eles estão absolutamente e compreensivelmente apavorados quando as correntes são presas às pernas e são içadas para o ar de cabeça para baixo”. As informações são do Daily Mail Austrália.

“Para o gado e as ovelhas que são mortas sem pré-atordoamento, a inconsciência pode levar vários segundos agonizantes e dolorosos depois que suas gargantas são cortadas.”

A RSPCA e a PETA querem que os animais sejam atordoados antes de serem mortos, depois que a região de Flandres, no norte da Bélgica, proibiu os costumes tradicionais de abate de muçulmanos e judeus.

Em março de 2017, o ministro do Comércio, Steven Ciobo, visitou a Indonésia por três dias. Na ocasião anunciou que a Austrália apoiará as próximas leis da Indonésia, que entrarão em vigor em outubro de 2019, o que exigirá que bovinos de corte e ovelhas tenham suas gargantas cortadas para serem amplamente comercializados na maior nação de maioria muçulmana do mundo.

Para se qualificar como halal, ou permissível no Islã, animais vivos devem ter suas gargantas cortadas como parte do abate e morrer de perda de sangue.

Na maioria dos casos, os animais ficam atordoados antes de serem mortos, no entanto, as leis do governo estadual na Austrália concedem isenções religiosas, o que significa que o gado ainda pode estar consciente quando é abatido.

A região da Flandres, no norte da Bélgica, proibiu efetivamente as práticas tradicionais de abate halal e kosher desde 1º de janeiro, quando entrou em vigor a primeira lei proposta em 2017.

A região de língua francesa da Valônia, no sul da Bélgica, proibirá oficialmente essas práticas em setembro.

Quando a legislação foi proposta pela primeira vez em maio de 2017, foi considerada “o maior ataque aos direitos religiosos dos judeus desde a ocupação nazista” pelo Congresso Judaico Europeu.

Mais um aquário de golfinhos está prestes a ser construído nos Estados Unidos

Os planos para a construção de uma nova instalação para exploração de golfinhos, na Costa do Golfo dos Estados Unidos, estão em andamento. Se aprovados, os animais viverão em sofrimento nos pequenos e solitários tanques de concreto até o fim de suas vidas.

Foto: Divulgação | Sea World Califórnia

O “Bama Bayou” é um projeto de 300 milhões de dólares que visa a reconstrução de uma grande propriedade em Orange Beach, no Alabama . O projeto está atualmente sendo considerado pelo Orange Park City Council e incluirá um centro de convenções, um parque aquático, hotéis e uma “experiência” com mamíferos marinhos. As informações são do World Animals News.

Os aquários de golfinhos em cativeiro são nada mais do que prisões deprimentes para os animais e, além do sofrimento causado a eles, ensinam as pessoas incorretamente sobre como devem interagir com eles. Nenhum animal merece ser aprisionado e impedido de viver em paz no seu habitat.

Foto: Pixabay

Nestas instalações, os golfinhos são frequentemente remediados com drogas antidepressivas e são mantidos com fome perpétua, a fim de obrigá-los a realizar truques semelhantes aos de circos para o público humano. Na natureza, os golfinhos podem viver mais de 50 anos, mas em cativeiro, a expectativa de vida pode ser metade disso. Os golfinhos são cronicamente estressados, sofrem problemas de pele e podem vivem mentalmente exaustos, o que pode levar à autoagressão.

Documentários como Blackfish e The Cove destacam o sofrimento ao longo da vida que os cetáceos enfrentam em cativeiro e a luta contra a indústria de mamíferos marinhos em cativeiro em todo o mundo.

O SeaWorld, líder global da indústria de mamíferos marinhos em cativeiro, concordou em eliminar progressivamente a prática e interromper as performances circenses das atrações.

Foto: Pixabay

Possivelmente à luz destes desenvolvimentos recentes, Rachel Carbary, diretora executiva da Empty the Tanks , disse em um comunicado: “Parece que a prefeitura também é cautelosa sobre a questão de ter golfinhos em cativeiro na comunidade”, depois que ela falou com o Orange Beach City Council sobre o projeto Bama Bayou.

A organização internacional de proteção animal In defense of Animals criou uma campanha para tentar deter a concretização dos planos do Bama Bayou e impedir que mais animais sejam capturados e privados da liberdade para servirem como entretenimento humano.

Ativistas pelos direitos animais condenam a exportação de ovelhas e cabras vivas na Índia

A Federação das Organizações Indianas de Proteção aos Animais (FIAPO) escreveu uma carta ao gabinete do ministro principal de Maharashtra (CMO) falando sobre a exportação cruel de mais de 3.600 ovelhas e cabras vivas para Sharjah, através do aeroporto de Nashik desde o primeiro dia do ano.

Foto: Pixabay

De acordo com o The Times of India, a FIAPO suplicou ao governo do estado para cessar imediatamente as exportações para o Golfo, onde os animais atordoados e confusos são finalmente abatidos para o consumo.

“A exportação de animais vivos é extremamente cruel, pois os animais sofrem negligência, sofrimento e muitos morrem a caminho do destino. Esse tratamento dos animais não condiz com nossa cultura. Essa exportação também está ocorrendo sem qualquer documentação, orientação e formalidades e sem seguir o procedimento obrigatório estabelecido pela lei indiana. É, portanto, ilegal e viola várias disposições de nossas leis ”, declarou a carta da FIAPO à CMO.

“Além disso, o aeroporto Nashik não possui instalações de quarentena obrigatórias onde os animais podem ser mantidos, observados e cuidados. Eles são deixados em aberto, nenhum certificado de saúde de veterinários certificados foi fornecido e as diretrizes de transporte não foram seguidas. Todas as diretrizes citadas acima são desprezadas. Apesar de ter fortes leis de proteção animal, a exportação ao vivo da Índia é um escárnio da vida desses animais, bem como o estatuto. Pedimos que você seja sensível ao sofrimento desnecessário dos animais sendo enviados para fora do país “, afirma ainda a carta da FIAPO.

Foto: Pixabay

Siddh Vidya, advogado de Navi Mumbai, comentou: “Eu consegui parar o governo de Gujarat de exportar gado vivo para o Golfo do porto de Tuna. Além da violação da Lei de Crueldade contra Animais, de 1960, vários outros atos estão sendo violados simplesmente para o transporte de uma carga viva como esta para o Golfo. Vou apresentar um SLP se o governo do estado mostrar compaixão, que é o bloco de construção da nossa Constituição.”

Vidya também afirmou: “Houve campanhas públicas contra a exportação de gado em toda a Índia e mais de 12 lakh assinaturas físicas foram obtidas por várias ONGs contra a exportação de gado que envolve não apenas imensa crueldade, mas também tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, etc. ”

A indústria mundial de exportação viva 

Centenas de milhares de animais vivos são transportados a cada ano em navios de todo o mundo. A rota da Austrália para Israel é particularmente longa – a jornada é de três semanas no mar, onde vacas, bois e ovelhas são mantidos confinados durante todo o trajeto.

Estima-se que este ano passado Israel tenha importado 114.040 animais (bovinos e ovinos) da Austrália, e 409.123 ovinos e 169.991 bovinos da Europa.

Em julho de 2018, a fotógrafa Jo-Anne McArthur foi a Israel para fotografar os navios australianos que chegavam ao porto de Haifa. Um dos barcos, o Bahijah, carregava cerca de 22.000 animais.

Foto: Jo-Anne McArthur

“O navio nos encobriu completamente. Fiquei impressionada com o cheiro. Mesmo de longe, podíamos sentir o cheiro do barco se aproximando. Em quase todas as janelas, você podia ver animais amontoados. Os que estavam nas janelas tinham sorte por tomarem ar fresco”, disse Jo-Anne em uma entrevista ao The Guardian.