Jaguatirica resgatada após atropelamento é devolvida à natureza no PR

Uma jaguatirica foi devolvida à natureza na terça-feira (23) após passar por tratamento veterinário. O animal foi resgatado na última semana após ser atropelado na região de Mandaguari (PR). A soltura, feita pelo BPMA (Batalhão de Polícia Militar Ambiental, ocorreu nas proximidades do Rio Pirapó, também no Paraná.

Foto: Ivan Amorin/Viapar

“Os agentes da concessionária Viapar encontraram a jaguatirica atropelada e, imediatamente, nos avisaram para dar as devidas providências. A jaguatirica passou por exames e foi constatado um leve traumatismo craniano e perda da visão. Recebeu os devidos cuidados para reverter os traumas, recuperou a visão e foi solta ao seu habitat natural”, explicou o soldado da PM Ambiental, Tiago Carabelli. As informações são do portal Bonde.

De janeiro até o momento, 16 animais já foram resgatados em rodovias do estado. Em 2018, foram 100. Os animais que são mais resgatados são cavalos e bois. Devido a esse cenário, a Viapar fez uma parceria com a Sociedade Protetora dos Animais de Paranavaí (SPAP), que recebe os animais resgatados. A entidade permite que o tutor leve o animal para casa dentro de um período de 10 dias após o resgate, sob pagamento de taxa e comprovação de tutela.

O supervisor do CCO (Centro de Controle e Operações), Ronaldo Parpinelli, explica que os animais encontrados nas rodovias são resgatados por meio de um procedimento padrão da Viapar.

“Os Agentes de Tráfego passam por treinamentos para resgate de animais de pequeno, médio e grande porte e o resgate é feito com auxílio de Caminhão Boiadeiro da concessionária, além de instrumentos específicos”, finaliza.

Bicho-preguiça é resgatado pela PRF atravessando rodovia no RJ

Um bicho-preguiça foi resgatado pela Polícia Rodoviária Federal na BR-101 (Rodovia Rio-Santos), em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. O animal estava atravessando a pista na hora em que os policiais passavam na estrada na quinta-feira (18).

Foto: Divulgação/PRF

Os policiais faziam patrulhamento na rodovia, próximo ao Frade, quando viram o bicho-preguiça. Os agentes desceram da viatura e pararam o trânsito para resgatar o animal. Logo em seguida, o animal foi solto em uma área de mata longe da pista.

De acordo com a PRF, animais silvestres são encontrados com bastante frequência na rodovia. Muitas vezes em situações de risco, principalmente atropelamentos. A PRF recomenda aos motoristas que redobrem a atenção no trecho, sobretudo à noite quando a visibilidade é reduzida.

Eles ainda pedem que ao avistar animais na pista, o condutor reduza a velocidade e jamais buzine, para não assustar os animais.

Fonte: G1

Mais de 80 jabutis resgatados no Acre são devolvidos à natureza

Uma equipe do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), em parceria com homens da Marinha, devolveu 83 jabutis à natureza. Os animais haviam sido resgatados pela Polícia Militar e foram levados para uma região distante da cidade para a soltura.

Foto: Divulgação/Imac

Os jabutis foram resgatados em Cruzeiro do Sul (AC) no último domingo (14) e soltos em Ipixuna (AM), em uma região de difícil acesso. O local de soltura não foi divulgado como forma de proteger os animais da caça. As informações são do portal G1.

“Soltamos em dois locais que não podem ser divulgados para evitar que as pessoas possam ir tentar buscá-los. Esse é o procedimento que a gente faz por meio de pontos de GPS. Depois fizemos o termo de soltura”, disse o agente de fiscalização do Imac Josué Torquato.

Um filhote de anta, salvo durante a ação de resgate aos jabutis, será levado para Rio Branco. “Tem uma equipe do Ibama que está chegando e vão levar para Rio Branco, para o centro de triagem, para de lá ver para onde a anta será levada”, informou o servidor do Imac.

Foto: Mazinho Rogério/G1

Os animais foram resgatados após o caso ser denunciado de forma anônima. Eles estavam em um carro que vinha de Guajará (AM). Além dos jabutis e do filhote de anta, foram encontrados 720 quilos de carne de animais silvestres dentro do veículo.

Dois homens foram detidos. Eles confessaram que venderiam a carne e os animais. Multados em mais de R$ 400 mil, eles responderão por crime ambiental em liberdade.

Jaguatirica baleada e atropelada se recupera e é devolvida à natureza

Uma jaguatirica que foi vítima de um tiro e de atropelamento se recuperou dos ferimentos e foi devolvida à natureza no interior de São Paulo. O animal foi encontrado ferido na rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225), em março, e foi solta a 200 quilômetros do município de Bauru, em área de mata determinada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente. A soltura contou com o acompanhamento de uma equipe composta por integrantes da da Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), veterinários e biólogos.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Quando foi encontrada, a jaguatirica, espécie ameaçada de extinção, apresentava feridas na cabeça e na coxa direita, além de ter um projétil de arma de fogo alojado na patela direita, com ferimento já cicatrizado. As informações são do portal A Tarde.

A suspeita é que a jaguatirica tenha sido atropelada após sobreviver a um ataque anterior, promovido por caçadores. “É um caso raro de dupla sobrevivência, esperamos que daqui para a frente ela possa viver em paz e se reproduzir”, disse Astélio Ferreira de Moura, diretor do Zoológico Municipal de Bauru, que abrigou e tratou do animal durante o período de recuperação. A soltura na natureza foi realizada na última quarta-feira (10).

A jaguatirica foi levada para o zoo após ser resgatada pela equipe ambiental da Concessionária Auto Raposo Tavares. Desidratada e debilitada, ela recebeu os cuidados necessários e se recuperou. O projétil encontrado no corpo do animal, do tipo balote usado em arma de caça, foi extraído com sucesso.

A bióloga Fernanda Abra, da Via Fauna, empresa parceira da Cart, explicou que a caça, da qual a jaguatirica provavelmente foi alvo, é uma das principais causa do declínio da espécie na natureza. A jaguatirica está classificada como vulnerável no Livro Vermelho do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de 2018, que lista as espécies ameaçadas de extinção. Devolvido ao habitat em fase reprodutiva, o animal pode contribuir com a reprodução da espécie.

“Quando um animal duplamente ferido, como esse, se recupera e tem a chance de retornar à natureza, isso deve ser comemorado. Vida longa a essa jaguatirica”, disse Fernanda.

Tartarugas são soltas no mar após passarem por tratamento

Duas tartarugas-verdes foram soltas no mar de Santos, no litoral de São Paulo, após serem tratadas por veterinários, informou a prefeitura nesta sexta-feira (5).

Foto: Isabela Carrari/Prefeitura de Santos

Segundo a municipalidade, a ação ocorreu em conjunto com a gestão do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, na última quinta-feira (4), e os animais foram soltos na região já que são espécies habituadas as ilhas oceânicas.

Ainda de acordo com a prefeitura, o tratamento das tartarugas durou cerca de três meses e consistiu na remoção de resíduos plásticos ingeridos pelos animais e na cura de tumores de pele.

A Prefeitura de Santos lembra que atualmente há outras 14 tartarugas em recuperação no município.

Fonte: G1

PL que pune soltura de fogos barulhentos é aprovado por comissão da Câmara

Um projeto de lei, de autoria do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que prevê pena de detenção para quem soltar fogos de artifício barulhentos, foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara por unanimidade, na última quarta-feira (27).

Com relatoria do deputado Nilto Tatto (PT-SP),  a proposta proíbe uso de fogos de artifício que causem “poluição sonora, como estouros e estampidos” em todo o país, em espaços fechados e abertos. Caso aprovada e sancionada, a medida transformará a soltura desses explosivos em crime ambiental, com pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. A penalidade é dobrada em caso de reincidência.

Foto: Reprodução / O Globo

No entanto, apesar da pena prever detenção, o crime é considerado de menor potencial ofensivo e o infrator costuma ter a condenação revertida pelo juiz em, por exemplo, prestação de serviços à comunidade. As informações são do jornal O Globo.

Na justificativa do projeto, que ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir ao plenário, o autor diz que o enquadramento na lei de crimes ambientais visa ressaltar a proibição.

“Esta iniciativa está em consonância com crimes ambientais devido a poluição sonora causada e visa dar mais efetividade a esta proibição”, afirma.

O presidente da comissão, Rodrigo Agostinho (PSB-SP), é favorável a proibição do uso desses explosivos e destacou os transtornos que eles causam a humanos e animais.

“É um tema importante tanto por causa de animais domésticos e silvestres, como pássaros, e também para a saúde das pessoas, como crianças que sofrem de autismo ou alguma outra síndrome e idosos. É uma mudança de comportamento da sociedade. Ninguém compra fogos pelo barulho, mas sim pelo aspecto visual”, diz Agostinho.

No Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) assino um decreto por meio do qual determinou, às vésperas das comemorações do Ano Novo de 2018, uma multa para quem soltar fogos que emitam barulho que supere 85 decibéis. Uma medida semelhante foi implementada em São Paulo. A diferença do projeto aprovado pela Câmara é que não é fixada qualquer restrição audiométrica e a medida vale para todos os tipos de ambientes.

Tartarugas resgatadas presas à linha de pesca são soltas após tratamento

Duas tartarugas-verdes resgatadas com ferimento, presas a linhas de pesca, foram devolvidas à natureza nesta sexta-feira (29) após serem submetidas a tratamento veterinário. Elas foram encontradas machucadas em praias da Baixada Santista, no litoral do estado de São Paulo e soltas na Praia do Guaiúba, em Guarujá (SP). Os animais ficaram sob os cuidados do Instituto Gremar.

Foto: Divulgação/Instituto Gremar

Uma das tartarugas foi encontrada na Praia dos Milionários, em São Vicente, em janeiro de 2019, com uma linha de pesca presa à boca. Um pedaço da linha também foi ingerido pelo animal. A outra foi resgatada em fevereiro na Praia das Astúrias, em Guarujá. Uma linha estava presa ao seu pescoço e outra às nadadeiras. A tartaruga também estava abaixo do peso. As informações são do portal G1.

O Instituto Gremar resgatou 3.749 animais, vivos e mortos, entre agosto de 2015 e dezembro de 2018. Somente no ano passado, 623 tartarugas foram resgatadas, das quais 504 estavam mortas no momento do resgate.

As ações realizadas pelo Gremar fazem parte do Projeto de Monitoramento Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), que monitora praias, atende animais vivos e faz necrópsia dos encontrados mortos.

Ao localizar animais vivos ou mortos nas praias da Baixada Santista, os banhistas podem acionar o Instituto Gremar, que funciona 24 horas, pelo telefone 0800-642-3341.

Tartaruga resgatada com corda dentro do corpo volta à natureza após tratamento

Uma tartaruga resgatada com uma corda de 1,70 metro dentro do corpo, em setembro de 2018, retornou à natureza nesta quarta-feira (27) após seis meses de tratamento no Centro de Reabilitação de Tartarugas Marinhas do Projeto Tamar. A soltura foi realizada em Ubatuba, no litoral do estado de São Paulo.

Foto: Divulgação/Projeto Tamar

Da espécie cabeçuda, a tartaruga é considerada rara e está ameaçada de extinção. Ela pesa quase 50 quilos e foi encontrada presa a uma rede de pesca com uma corda atravessada no sistema digestório. O objeto estava preso na boca do animal e saía pelo ânus. As informações são do portal G1.

Os veterinários do projeto removeram, no primeiro atendimento, a corda que estava na boca da tartaruga. Após 20 dias de tratamento, ela expeliu o restante. Apesar da gravidade do caso, o animal teve boa recuperação e logo voltou a se alimentar naturalmente.

Atualmente, o Centro de Reabilitação do Tamar em Ubatuba atende sete tartarugas. Desde 1990, o projeto devolveu 12,6 mil tartarugas ao mar, após reabilitação. Elas foram resgatadas doentes, feridas ou debilitadas.

Ocorrências que envolvem tartarugas juvenis, especialmente as da espécie tartaruga-verde, que se alimentam em Ubatuba, são as mais comuns na região.

Ameaçados de extinção, 12 peixes-bois são devolvidos à natureza no AM

Doze peixes-bois da Amazônia foram devolvidos à natureza na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, nas proximidades do município de Beruri, a 173 quilômetros de Manaus, no Amazonas. A espécie corre o risco de ser extinta.

A soltura desses animais, realizada no último final de semana, foi a maior já realizada na história,segundo o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). O trabalho foi realizado em uma parceria entre o Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia (Ampa) e o Museu na Floresta. As informações são do G1.

Foto: Ive Rylo/G1 AM

Os peixes-bois soltos foram vítimas da caça ou da captura acidental, por meio de redes de pesca, de acordo com o biólogo responsável pelo Programa de Reintrodução de Peixes-bois, Diogo de Souza. Eles têm idades entre três e 16 anos, pesam aproximadamente 120 kg e medem, em média, dois metros de comprimento. São sete fêmeas e cinco machos.

“Os filhotes resgatados são reabilitados no Inpa em tanques de fibra. Geralmente, eles perdem a mãe para a caça ou são pegos em redes de pesca”, disse o biólogo.

A pesquisadora Vera da Silva, coordenadora do projeto, lembrou que o Programa de Reintrodução é essencial para a conservação da espécie, que está ameaçada.

“Eles são animais dóceis e com movimentos lentos, por isso acabam sendo alvos para a caça. Para restabelecer a população dessa espécie, que é muito importante para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos, a Ampa e o Inpa realizam o Programa de Reintrodução de Peixes-Bois há dez anos”, explicou.

O Inpa já reintroduziu aos rios da Amazônia 23 peixes-bois. Desde 2016, as solturas são feitas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, no baixo rio Purus, no qual as comunidades são parceiras do programa. A última soltura foi realizada em abril de 2018 e dez animais, sendo cinco machos e cinco fêmeas, foram reintroduzidos à natureza.

Foto: Divulgação/AMPA

“Nossa ideia é levar de maneira recorde 12 animais de uma só vez. O sucesso das solturas passadas com os animais se readaptando muito bem à natureza nos permitiu acelerar o processo”, ressaltou o responsável pelo programa.

O Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia é patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental e executado pela Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa). Tem ainda como parceiro o Projeto Museu na Floresta – uma cooperação com a Universidade de Kyoto, no Japão, e o apoio do Aquário de São Paulo.

Reabilitação e readaptação

Após o processo de reabilitação ser finalizado, os peixes-bois iniciam a readaptação, na etapa de semicativeiro em uma fazenda de piscicultura em Manacapuru. Essa segunda fase tem duração de um ano. Ao fim dela, os animais são soltos.

Souza explica que na área de soltura, a várzea da Reserva Piagaçu-Purus, os peixes-bois se alimentam sozinhos. “Eles comem por dia o equivalente a cerca de 10% do seu peso e no cativeiro, em Manaus, são alimentados prioritariamente com vegetais cultivados e capim membeca. Na Reserva, estes animais terão uma diversidade na dieta de mais de 60 espécies de plantas aquáticas”, disse.

“Os animais estão em boas condições de saúde, com peso e tamanho adequados”, afirmou Diogo Souza. “E destes doze animais, cinco receberão os cintos transmissores para monitoramento pós-soltura”, acrescentou o biólogo ao explicar que os outros sete animais serão soltos diretamente na natureza e não terão monitoramento devido ao sucesso na adaptação de outros peixes-bois que já foram reintroduzidos.

Tartaruga encontrada presa à rede de pesca é solta após reabilitação

Uma tartaruga resgatada após ser encontrada presa a uma rede de pesca no sul da Bahia foi devolvida à natureza no sábado (16) na Praia do Forte, no município de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador, após quatro meses de tratamento e reabilitação no Projeto Tamar.

Foto: Divulgação/SEMA

O animal, que tem cerca de 20 anos, pesa 40 quilos e mede 70 centímetros de comprimento, foi curado de uma pneumonia. As informações são do portal G1.

A soltura do animal, feita após biólogos do projeto darem alta para a tartaruga, da espécie cabeçuda, foi acompanhada por dezenas de pessoas e marcou a entrega de títulos de postos avançados da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA).

Receberam os títulos o Projeto Tamar, o Subcomitê da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica do Litoral Norte do Estado da Bahia – SCRBMALN, o Parque Municial Klaus Peters, o Ecoparque da Mata e RPPN Lontra.

Foto: Divulgação/SEMA

Para receber o reconhecimento de posto avançado, título aprovado pelo Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica – RBMA, é preciso que a instituição desenvolva ao menos duas das três funções básicas da Reserva, nos âmbitos da proteção da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável e do conhecimento científico e tradicional sobre a Mata Atlântica.

A Bahia é o estado com mais postos avançados reconhecidos pelo Conselho Nacional da RBMA, com 15 ao todo. Esses postos são centros de divulgação de ideias, conceitos, programas e projetos desenvolvidos na RBMA.

Modelo de gestão integrada, participativa e sustentável dos recursos naturais, a Reserva da Biosfera é adotada internacionalmente e tem como objetivos básicos a preservação da diversidade biológica, o desenvolvimento de atividades de pesquisa, o monitoramento ambiental, a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável.