Tartaruga é devolvida à natureza após quatro meses de tratamento

Uma tartaruga-verde foi devolvida à natureza após quatro meses de tratamento e recuperação no Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna Marinha (CReD). A soltura foi feita por uma equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Foto: LEC

A tartaruga foi resgatada com lesões paralelas na região do crânio, característica de atropelamento por embarcação. Ela passou por cirurgia para retirada do olho direito, lesionado pela colisão, de tecidos mortos associados à ferida e de restos de fragmentos ósseos. Recuperada, ela foi solta na última sexta-feira (8). As informações são do Paraná Portal.

É a espécie mais frequente aqui no litoral Paraná. Ela é juvenil. Obviamente, que a falta de um dos olhos obviamente é ruim, mas ela vai ter que se adaptar ao ecossistema, para se alimentar. Ela foi marcada com um microchip para se ficar encalhada novamente a gente consiga reconhecê-la por essa microchipagem”, destacou a bióloga e coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação, Camila Domit.

Ao encontrar mamíferos, tartarugas ou aves marinhas encalhados no litoral do Paraná, a orientação é entrar em contato com o Centro de Estudos do Mar pelo telefone 0800-642-3341.

Quase 4 mil filhotes de quelônios são soltos na natureza no Pará

O Programa de Manejo de Quelônios de Juruti (PMQJ) soltou na natureza 3.850 filhotes de quelônios, das espécies Tracajá, Pitiú e Tartaruga-da-Amazônia durante uma ação ambiental na comunidade Miri-Centro, na zona rural de Juruti, no Pará. Os filhotes nasceram em 2018 e 2019.

Foto: Fábio Santarém/Ascom PMJ

O trabalho foi feito no último sábado (2) com voluntários e coordenadores do programa. Além da soltura, foram feitas atividades, como jogos de perguntas e respostas, escolha da Rainha dos Quelônios e danças folclóricas. As informações são do portal G1.

Para o líder comunitário do programa, Marunei de Mesquita, participar da soltura dos quelônios é um privilégio, especialmente podendo contar com apoio de órgãos ambientais como a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).

Foto: Fábio Santarém/Ascom PMJ

De acordo com o consultor especialista em ecologia de Quelônios da Semma, Fábio Cunha, o número de filhotes tem aumentado a cada soltura. Desta vez, de forma inédita, os animais receberam identificação antes da soltura.

“Temos a certeza que o nosso trabalho está sendo eficiente, pois poderemos, através dos dados coletados, verificar se os filhotes estão sobrevivendo e mais que isso, conseguiremos dizer quantos dos filhotes que estão sendo soltos chegarão à vida adulta e assim conseguir se reproduzir, aumentando a população de quelônios na região de Juruti”, explicou.

ICMBio devolve peixes-bois à natureza na Costa dos Corais

A reintrodução é uma estratégia muito importante para a conservação de um dos mamíferos aquáticos mais ameaçados de extinção no Brasil (Foto: Quel Marchiori)

Recentemente o ICMBio realizou a soltura de três peixes-bois marinhos (Trichechus manatus) no rio Tatuamunha, litoral norte do estado de Alagoas. A ação faz parte do Programa Peixe-Boi Marinho, coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene/ICMBio) e pela Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica e Fundação Toyota do Brasil.

Desde 2012, a base do ICMBio em Porto de Pedras (AL) é o único local de soltura de peixe-boi em atividade no Brasil. O programa já devolveu à natureza 46 animais e obteve uma taxa de sucesso de 75%, com destaque para reprodução em vida livre, o que tem proporcionado um incremento populacional no limite sul de ocorrência da espécie no Nordeste. Desta vez Luiz Gonzaga, Telinha e Tupã, que possuem históricos de vida bastante diferentes, foram devolvidos à natureza.

A reintrodução é uma estratégia muito importante para a conservação de um dos mamíferos aquáticos mais ameaçados de extinção no Brasil, o peixe-boi marinho. Os biólogos e voluntários do ICMBio estão se revezando no monitoramento pós-soltura, essencial para avaliar a adaptação dos peixes-bois tanto em relação à busca por alimentos quanto no que diz respeito à socialização com outros animais nativos e reintroduzidos.

Após se recuperar de maus-tratos, macaco é devolvido à natureza

Animal foi tratado por uma veterinária parceira do projeto Quelônios da Amazônia. — Foto: Rede Amazônica/ Reprodução

Um macaco adulto da espécie Bugio, foi devolvido à natureza na manhã de sábado (2), em uma Área de Proteção Permanente (APP) localizada em Cacoal (RO) município a 480 quilômetros de Porto Velho.

O animal machucado e debilitado, foi resgatado por uma equipe do Corpo de Bombeiros em Ouro Preto D’Oeste (RO) e entregue para representantes do projeto Quelônios da Amazônia (PQA), que tem parceria com a Associação Eco Vale. O macaco foi tratado por uma veterinária parceira do projeto por cerca de 40 dias.

Ele foi chamado carinhosamente pela equipe de ‘U’, e após se recuperar dos ferimentos foi devolvido à mata onde já existe um bando de macacos da mesma espécie. Ao perceber a gaiola aberta, o macaco rapidamente adentrou a mata.

“Escolhemos essa área justamente por já existir um bando de macacos da mesma espécie. Nos primeiros dias quando ele for localizado pelo bando, apanhará um pouco dos demais, isso é a regra dessa espécie, mas logo conseguirá ser aceito pelo grupo”, detalhou o coordenador do projeto Quelônio da Amazônia, José Soares Neto, ou ‘Zeca Lula’.

Segundo o coordenador, o projeto é desenvolvido no rio Guaporé, em Costa Marques (RO), pela Associação Eco Vale em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Eles fazem um trabalho de preservação de tartarugas, tracajás, gaivotas e todos os animais que usam a praia para procriação.

“Como já fazemos esse trabalho com as tartarugas, também vimos a necessidade de ajudar alguns animais agredidos e que são capturados pela Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros. Fizemos uma parceria com uma veterinária de Ouro Preto, ela faz o tratamento dos ferimentos e quando esses animais recebem alta, nós fazemos o trabalho de reintrodução deles no habitat”, explicou Zeca.

A associação também trabalha na recuperação de outro macaco da mesma espécie na região. O animal ainda é um filhote e como teve as duas mãos amputadas, está sob análise se conseguirá sobreviver na natureza.

De acordo com o coordenador, a associação está se instalando em Cacoal e caso alguém tenha interesse em trabalhar como voluntário, basta entrar em contato pelo telefone (69) 9 9312-2353.

Orientação

Os bombeiros militares acompanharam a soltura do macaco. Para o capitão Edmar Melo Braga, o trabalho da associação é muito importante, já que Cacoal não tem Polícia Ambiental, e o trabalho de captura de animais silvestres, é feito pelos próprios bombeiros.

“Nós capturamos os animais silvestres que estão dentro da cidade, porém não temos um local específico para tratar desses animais, pois muitos são encontrados bem machucados, precisando de tratamento e nós não temos para oferecer”, afirmou Braga.

Os profissionais orientam que caso alguém encontre animais silvestres nas residências ou nas proximidades, se mantenham distantes e chamem os bombeiros para os profissionais decidirem as medidas necessárias a serem tomadas.

Fonte: G1

Falcão que sofria maus-tratos recebe tratamento e é devolvido à natureza

Um falcão quiriquiri que sofria maus tratos foi resgatado pela equipe ambiental da Guarda Civil de São Vicente, no litoral de São Paulo, no início desta semana. Após tratamento, ele foi devolvido à natureza, nesta sexta-feira (1).

Foto: Divulgação/GCM

De acordo com o Comandante da Guarda, Marcelo de Paula Lima, após a denúncia de um morador da região, que relatou maus-tratos por parte do homem que mantinha o falcão em cativeiro, a equipe foi até a residência e resgatou o animal. O quiriquiri é o falcão mais comum no país e amplamente distribuído do Brasil.

O animal estava debilitado e foi encaminhado ao Centro de Pesquisa e Triagem de Animais Selvagens (Ceptas), em Cubatão. A ave ficou quatro dias em tratamento no Centro. Depois de ser reabilitado, o falcão foi solto nesta sexta-feira no Parque Estadual Xixová-Japuí, em São Vicente.

“É muito gratificante para a equipe ambiental realizar uma ação como essa, além da fiscalização de crimes ambientais, eles sentem a importância de fazer o resgate de inúmeros animais”, afirma o Comandante da Guarda Civil Municipal, Marcelo de Paula Lima.

Fonte: G1

Mais de 60 papagaios são devolvidos à natureza em Pernambuco

A Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH) e a Secretaria de Meio-Ambiente e Sustentabilidade (Semas) promoveram nesta quinta-feira (31) na zona rural de Lagoa Grande, Sertão de Pernambuco, a soltura de 64 papagaios-verdadeiros de volta na natureza.

(Foto: CPRH)

Os animais silvestres foram resgatados e soltos novamente em seu habitat natural. As aves foram colocadas em um viveiro localizado em uma propriedade particular, antes de serem libertadas.

De acordo com a CPRH, os papagaios dessa espécie (Amazona aestiva) são muito visados no tráfico de aves silvestres, por conta de sua habilidade de imitar sons, ou “falar”. Foi a primeira soltura dessas aves em 2019 em uma área que passou a ser monitorada pela CPRH. Outras duas áreas, em Exu e Salgueiro, também no Sertão, têm monitoramento do órgão.

Projeto

A soltura faz parte do projeto Papagaio do Sertão, uma parceria entre CPRH e Semas. Ao todo, com a soltura desta quinta, foram devolvidos à natureza 353 papagaios-verdadeiros à área sertaneja de Pernambuco desde o início do projeto.

Onça resgatada passa por readaptação para voltar à natureza em MS

Uma onça-pintada resgatada com 39 quilos se recuperou da condição precária em que foi encontrada e foi encaminhada para o Refúgio Ecológico Caiman, uma fazenda na qual o animal passará por um processo de readaptação antes de ser devolvido à natureza.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

O tratamento que permitiu que o animal se recuperasse e ficasse saudável foi feito por profissionais do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras). As informações são do portal O Pantaneiro.

No refúgio, a onça deve ficar em um recinto provisório, em quarentena, para que possa retornar ao habitat.

De acordo com a bióloga e coordenadora do Projeto Onçafari, Lilian Helaine, o deslocamento da onça até a fazenda foi complicado, mas o animal, que é macho, chegou tranquilo e foi colocado em local específico.

“Ele é um cara que não está acostumado a isso ainda, não entendeu que tem uma área de mata para explorar aqui”, explicou a bióloga.

Lobos-marinhos e tartaruga são devolvidos ao mar no Paraná

Dois lobos-marinhos-do-sul e uma tartaruga-cabeçuda foram devolvidos ao mar nesta quarta-feira (30) em Pontal do Paraná, no estado do Paraná. Os animais estavam em tratamento no Laboratório de Ecologia e Conservação do Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

A soltura, que ocorreu após autorização do Ibama, foi feita a cerca de 6 milhas náuticas além da costa – o que corresponde a mais de 10 quilômetros – por causa da temporada de verão. O critério impede que os animais, que foram microchipados, retornem à praia. As informações são do portal G1.

Os lobos-marinhos receberam, durante meses, monitoramento diário de saúde, medicação e alimentação específica. A tartaruga, que havia sido resgatada enroscada em um saco de estopa, em Guaratuba (PR), em dezembro do ano passado, foi encontrada debilitada, caquética e coberta por cracas. Ela tinha um espinho de peixe que a impedia de se alimentar e estava anêmica, mas respondeu bem ao tratamento veterinário.

Ao encontrar animais marinhos, vivos ou mortos, nas praias do Paraná, a população deve acionar o CEM através dos telefones 0800-642-3341 e (41) 3511-8671.

Tartarugas-verdes reabilitadas são devolvidas ao mar

Tartarugas minutos antes de serem soltas no mar na tarde de terça-feira (15). — Foto: Divulgação/Gremar

Duas tartarugas-verdes (Chelonia mydas) resgatadas em praias da região foram devolvidas ao mar nesta terça-feira (15), em Guarujá, no litoral de São Paulo. Reabilitadas pelo Instituto Gremar em ações do Projeto de Monitoramento Praias (PMP), conduzido pelo Ibama, elas foram soltas na Praia da Enseada.

Os animais foram resgatados no dia 4 de dezembro de 2018, em praias da cidade de Bertioga (SP). O Instituto, responsável pela reabilitação e resgate de seres marinhos na região, informou que uma das tartarugas havia sido encontrada na Praia da Enseada e a outra na Praia de Riviera.

De acordo com os biólogos que cuidaram dos animais, ao serem resgatados, eles estavam com fraturas e debilitados. Após receberem cuidados diários na base de reabilitação e passarem por exames, foi comprovada a recuperação e elas foram devolvidas ao mar.

O projeto é responsável por avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos. Além disso, também realiza a necropsia dos animais encontrados mortos.

O Instituto Gremar funciona 24h e os banhistas podem acionar as equipes pelo telefone 0800-642-3341 ao localizarem animais encalhados nas praias da região.

Fonte: G1

Tartaruga e lobo-marinho são devolvidos ao mar após passarem por tratamento

Lobo-marinho, como o que foi devolvido à natureza vêm do Uruguai e da Argentina — Foto: Divul/Nema

Um lobo-marinho e uma tartaruga foram devolvidos ao mar da praia de Cassino, em Rio Grande, Litoral Sul do estado, na última quarta-feira (16). O Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema) observa a presença de animais na região.

A tartaruga-verde havia sido encontrada no dia 17 de dezembro. Estava fraca e com o casco cheio de epibiontes (organismos que ficam grudados no animal). Já o lobo-marinho foi localizado no dia 29 de dezembro.

Segundo o Nema, os lobos vêm de colônias reprodutivas do Uruguai e da Argentina, para descansar nas águas do litoral gaúcho. Já as tartarugas são nativas do Brasil, e migram pelas praias para se reproduzir.

Em janeiro, já foram encontrados um lobo-marinho, 22 leões marinhos e 20 botos na região, segundo o núcleo.

Fonte: G1