Milhares de animais são resgatados em ação de combate ao tráfico internacional

Foto: Kerek Wongsa/Reuters

Foto: Kerek Wongsa/Reuters

Equipes policiais do mundo todo resgataram milhares de animais selvagens, incluindo primatas e grandes felinos, e prenderam cerca de 600 suspeitos em uma operação contra o tráfico de animais silvestres, informou a Interpol.

Cobrindo 109 países, a operação foi realizada em coordenação com a Organização Mundial de Aduanas (OMA), os investigadores concentraram-se em rotas de tráfico e pontos usuais de crimes, disse o órgão internacional de investigação criminal.

A operação Thunderball, sediada em Cingapura, tinha como alvo redes de crime internacionais que buscavam lucrar com atividades de contrabando de animais selvagens. Foi a terceira missão desse tipo realizada pela Interpol nos últimos anos.

Uma porta-voz da Interpol disse que a polícia tem 582 suspeitos, com novas detenções e processos devidos. Entre os animais resgatados estavam 23 primatas, 30 grandes felinos, mais de 4.300 aves, quase 1.500 répteis vivos e cerca de 10 mil tartarugas terrestres e marinhas, informou a organização.

Eles também confiscaram 440 presas de elefante e um adicional de 545 quilos de marfim, disse a organização, apontando para um florescente comércio de animais silvestres online.

Na Espanha, 21 pessoas foram presas graças a uma investigação online e, na Itália, uma investigação semelhante levou a polícia a resgatar 1.850 aves.

“O crime contra a vida selvagem não apenas saqueia o meio ambiente, roubando seus recursos, mas também tem outros impactos por meio da violência associada, lavagem de dinheiro e fraude”, disse o secretário geral da Interpol, Jürgen Stock.

A Interpol disse que ligeiros declínios nos resgates de certas espécies são um sinal de que os esforços contínuos de fiscalização estavam funcionando e que os níveis de conformidade com as leis estavam melhorando.

“É vital que impeçamos os criminosos de colocar nossos meios de subsistência, nossa segurança, a economia e a sustentabilidade do nosso planeta em risco explorando ilegalmente a flora e a fauna silvestres”, disse Ivonne Higuero, secretária-geral do CITES, um tratado internacional criado para proteger animais e plantas silvestres.

A Interpol já havia realizado uma repressão em larga escala semelhante a essa operação em 2017 e 2018, o que gerou apreensões no valor de vários milhões de dólares.

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Polícia resgata 9 tartarugas e 149 ovos em Costa Marques (RO)

Nove tartarugas foram salvas pela Polícia Civil da delegacia do município Costa Marques, em Rondônia. A ação contou com a ajuda da Polícia Militar e, além das tartarugas, foram encontrados 149 ovos que seriam destinados à venda ou ao consumo humano.

Foto: Reprodução / O Nortão

O delegado Reinaldo Reis esteve no local denunciado e foi abordado por uma criança, que perguntou se ele gostaria de comprar uma tartaruga. Levado para ver os animais, Reis se deparou com três tartarugas em um cômodo, numa espécie de galinheiro, e vários cascos, alguns com indícios de que os animais tinham sido mortos recentemente. Ovos de tartaruga foram encontrados na geladeira da casa. Os resgates foram feitos na quarta-feira (10) devido a uma denúncia anônima.

Outras seis tartarugas foram localizadas na casa vizinha. Uma delas estava em uma caixa d’água e as outras cinco dentro de sacos de estopa, no quintal. As informações são do portal O Nortão.

Duas pessoas foram detidas e encaminhadas à delegacia de Polícia Civil para que fossem interrogadas.

As tartarugas serão soltas na Praia do Curralinho, no rio Guaporé. A soltura será acompanhada por servidores públicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), além das polícias Civil e Militar.

O delegado pediu que a população continue efetuando denúncias a respeito de crimes contra os animais e o meio ambiente. Os casos podem ser denunciados anonimamente pelo telefone 197.


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Mais de 4 mil répteis são resgatados em operação contra o tráfico

Uma união de autoridades globais contra o tráfico de répteis levou ao resgate de mais de 4 mil animais vivos e à prisão de 12 suspeitos. Os répteis foram encontrados em aeroportos, criadouros e pet shops da Europa, América do Norte e outras localidades. Os resgates foram feitos durante os meses de abril e maio.

FOTO: PEDRO PELOSO

A Operação Blizzard – uma brincadeira com a palavra lagarto em inglês, que é lizard – foi coordenada pela Interpol e pela Europol. Foram salvos cobras, tartarugas e outros répteis. Alguns dos animais resgatados estão ameaçados de extinção. As informações são do portal National Geographic Brasil.

Milhões de répteis têm sido traficados para a União Europeia e para os Estados Unidos para viver em cativeiro, sendo tratados, equivocadamente, como animais domésticos, ou para serem explorados e mortos pela indústria que fabrica artigos – como sapatos, cintos e bolsas – a partir da pele desses animais.

Os répteis sofrem com a falta de proteção. Apenas 8% das 10 mil espécies existentes integram a Convenção Internacional de Comércio de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Selvagens, que é um tratado que regula o comércio de animais selvagens através das fronteiras.

Relatórios de inteligência foram revisados na Operação Blizzard por forças de segurança de 22 países – incluindo a Nova Zelândia, a Itália, a Espanha, a África do Sul e os Estados Unidos. Essas autoridades também cruzaram informações com casos mais antigos, monitoraram redes sociais e fizeram inspeções em criadouros, segundo Sergio Tirro, gerente de projetos de crimes ambientais na Europol, que levantou inteligência para a operação. Com o compartilhamento de dados entre os países, foi possível identifica mais de 180 suspeitos.

FOTO: PEDRO PELOSO

“Essa operação claramente demonstra o valor da cooperação internacional”, disse Chris Shepherd, diretor executivo da Monitor, uma entidade localizada na Colúmbia Britânica, no Canadá, que trabalha em prol do combate ao tráfico de animais silvestres. “Também ilustra o tamanho desse comércio imenso e bem organizado”, completou.

De acordo com a Interpol, seis prisões foram feitas na Itália e outras seis na Espanha. Além delas, mais prisões e denúncias serão realizadas. Um dos casos descobertos pela investigação foi de um passageiro de uma companhia aérea que estava traficando 75 tartarugas vivas. Os animais estavam na bagagem do homem.

“Em geral, nosso alvo não é apenas um passageiro ou indivíduo – nosso foco são grupos de crime organizado por trás do tráfico”, diz Tirro. Segundo ele, muitas das pessoas identificadas não lideravam organizações. A esperança das autoridades é conseguir construir casos contra os grandes traficantes de animais.

Os trabalhos das forças policiais levaram ao resgate de mais de 20 crocodilos e jacarés, seis jiboias da areia do Quênia, encontradas em aviões de carga nos Estados Unidos, e 150 itens feitos de pele de répteis – bolsas, pulseiras de relógios, remédios e produtos taxidermizados. Apesar do foco da operação ser os répteis, foram encontrados também gaviões, cisnes, corujas, marfim de elefante e carne de animais silvestres caçados.

FOTO: PEDRO PELOSO

De acordo com Sheldon Jordan, líder da unidade de vida selvagem do ministério de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Canadá, nove répteis foram resgatados no Canadá enquanto eram traficados do estado americano de Washington para a Colúmbia Britânica. Três deles morreram no trajeto. Segundo Jordan, isso demonstra o quão fatal o tráfico pode ser.

Jordan explicou que a operação foi realizada em abril e maio porque o tráfico de répteis no Hemisfério Norte é realizado prioritariamente entre a primavera e o verão, época em que esses animais de sangue frio conseguem manter a temperatura alta o suficiente para sobreviver.

Para Shepherd, resgatar 4 mil répteis é significante, mas “há milhões de répteis sendo traficados todo ano”, e a demanda por esses animais aumenta cada vez mais. Segundo ele, combater redes organizadas que regem o tráfico e trabalhar em países nos quais esses animais são retirados da natureza é essencial.

FOTO: PEDRO PELOSO


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Polícia faz operação de combate ao tráfico de animais silvestres em MG e SP

A Operação Urutau da Polícia Federal (PF), realizada nesta quinta-feira (23), desarticulou uma quadrilha de tráfico de animais silvestres no país. Os animais eram traficados pela internet. Foram expedidos 14 mandados de prisão e cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em seis municípios do estado de São Paulo, inclusive na capital, e em Januária, no estado de Minas Gerais.

Foto: Pixabay

A PF informou que a quadrilha traficava animais ameaçados de extinção, como arara-canindé, arara-vermelha, tucano-toco e papagaio-verdadeiro, macaco-prego e arajuba, todos retirados da natureza e confinados em cativeiro. As informações são do portal Estado de Minas.

Realizada pela Polícia Federal de São Paulo, a ação contou com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renovais (Ibama), do Ministério Público Federa (MPF) e da Polícia Militar Ambiental de São Paulo.

Os criminosos traficavam os animais com notas fiscais falsificadas ou sem emissão de documento fiscal. As ofertas eram feitas pelas redes sociais e sites em geral. Os animais eram enviados para todo o país, especialmente para São Paulo, Goiânia, Mato Grosso, Minas Gerais e Pará.

No estado de São Paulo, as buscas foram feitas na capital, em Vinhedo, Aruja, Guarulhos, Guarujá e Santo André. Nove mandados de prisão preventiva e cinco de prisão temporária foram expedidos pela 5ª Vara Federal de São Paulo.

O nome da operação foi escolhido devido à capacidade de camuflagem dos uturaus, que têm hábitos noturnos. “Os investigados praticam crimes ambientais de tráfico de animais silvestres em escala, malferindo a biodiversidade ambiental”, afirmou a PF.

Companhia aérea Hi Fly se compromete a combater tráfico de animais silvestres

A companhia aérea nacional Hi Fly acaba de integrar a United for Wildlife, liderada pelo Duque de Cambridge e pela The Royal Foundation, para combater o tráfico de animais selvagens.

Paulo Mirpuri, Presidente da Hi Fly, assinou um documento, em Londres, que registra um compromisso que obriga a empresa a participar do setor dos transportes para proteger espécies ameaçadas “como elefantes, rinocerontes, tigres e pangolins”, para que estas possam partilhar o mundo com as gerações futuras.

Foto: D.R.

O Príncipe William, Duque de Cambridge, que participou do encontro e se reuniu com representantes das organizações membros, “enfatizou a importância de combater esse crime econômico”. “Foi preciso muito trabalho – e comprometimento real – para chegar ao ponto de vos termos a todos aqui juntos hoje. Todos devemos sentir-nos orgulhosos por estarmos a começar a ver um impacto”, disse.

Para Paulo Mirpuri, presidente da Hi Fly, “é com grande honra que a Hi Fly se junta à taskforce dos transportes da United for Wildlife, que inclui um grupo crescente de companhias aéreas de prestígio e com consciência ambiental, com o objetivo de enfrentar um problema tão sério quanto o transporte ilegal de animais selvagens ameaçados. Devemos agir não apenas na prevenção desse tráfego, mas também na proteção dessas espécies animais que estão em perigo e precisam de nossa proteção”, afirmou.

Estima-se que o tráfico de animais selvagens esteja avaliado entre os 50 e os 150 mil milhões de dólares por ano e esteja entre os cinco crimes globais mais lucrativos.

O tráfico alimenta a instabilidade e a criminalidade nos países de oferta e procura. A indústria dos transportes e as autoridades aduaneiras podem ver-se envolvidas, muitas vezes involuntariamente, com aqueles que traficam produtos dos animais selvagens – como marfim, chifre de rinoceronte e escamas de pangolim.

Fonte: O Turismo

Japão recebe pressão internacional para fechar os mercados internos de marfim

Mercado japonês representa uma das maiores demandas de marfim do mundo | Foto: WAN

Mercado japonês representa uma das maiores demandas de marfim do mundo | Foto: WAN

A ONG World Wildlife Fund (WWF, na sigla em inglês) solicitou na quinta-feira última (9), que o governo do Japão conduzisse uma revisão do sistema legal que governa seu mercado doméstico de marfim.

Ryuji (Ron) Tsutsui, CEO da WWF Japão, fez o pedido ao apresentar as conclusões de um estudo sobre os sistemas legais nas principais jurisdições do país ao diretor-geral do departamento de conservação da natureza no ministério do meio ambiente.

“A análise jurídica detalha as falhas atuais na regulação do mercado de marfim do Japão e recomenda que fechar o mercado e definir isenções legais muito estreitas é a única abordagem para o governo do país cumprir integralmente suas obrigações de estrutura sob a CITES”, Scott Martin, O sócio-gerente da Global Rights Compliance e principal autor do relatório disse em um comunicado.

Com uma necessidade urgente de combater a crise da caça de elefantes e o comércio de marfim, a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) acordou na última Conferência das Nações Participantes em 2016 o apelo total e incondicional ao encerramento urgente de quaisquer mercados que estejam contribuindo para a caça ou comércio de marfim.

Após o recente fechamento do mercado interno de marfim da China, que até recentemente era o maior centro de demanda mundial de marfim, o Japão está sob crescente pressão para fazer sua parte. A 18ª Conferência das Nações da CITES será realizada ainda este ano.

O Japão continua sendo um dos maiores mercados de marfim do mundo e abriga uma indústria de fabricação de marfim ativa, apesar de ter diminuído nos últimos anos. O país também possui estoques significativos de presas inteiras e pedaços de marfim em propriedade privada e é o único país sob CITES que se beneficiou duas vezes da importação comercial de marfim puro (bruto) totalizando 90 toneladas através de duas “vendas únicas” realizadas em 1999 e 2008.

O governo japonês sustenta que seu mercado não contribui para a “caça” nem para o “comércio” de marfim. No entanto, as pesquisas da ONG TRAFFIC (focada no combate ao tráfico da vida selvagem) realizadas em 2017 e 2018 contestaram isso, revelando sua contribuição ao comércio cruel ao permitir a exportação do material para a China.

O governo japonês ampliou certos aspectos do controle interno, incluindo um anúncio recente sobre a severidade dos requisitos para o registro de presas inteiras de marfim para a comercialização a partir de julho de 2019.

No entanto, muitas das questões críticas permanecem sem solução. O sistema legal ainda carece de controle sobre vastos estoques privados e uma regulação efetiva e exequível sobre o comércio de marfim que não as presas inteiras (ou seja, peças cortadas e marfim trabalhado).

“É esperado que o Japão aumente suas ações rapidamente e em escala para garantir que esforços globais realizados até aqui não sejam prejudicados pela falta de reconhecimento do significado de seu papel e responsabilidade como pais”, disse Ryuji (Ron) Tsutsui, CEO da WWF Japan.

Homem encontrado com filhote de tigre branco é preso na França

Foto: AFP

Foto: AFP

No último sábado (4), investigadores do sudeste da França encontraram um filhote de tigre branco na casa de um suposto traficante de animais exóticos, enquanto pítons e marsupiais ameaçados de extinção foram encontrados na casa de sua mãe, conforme informações da policia.

Os membros da agência de saúde pública (OCLAESP, na sigla em francês) foram recentemente informados sobre a venda ilegal de lêmures por meio de denúncias e suas investigações levaram-nos às instalações onde encontraram o criminoso.

Acredita-se que o homem preso tenha recebido a quantia de 17 mil euros (cerca de 19 mil dólares), “mas ainda não tinha entregue ainda os pequenos primatas de Madagascar ao comprador”, informou a polícia francesa em um comunicado.

Uma invasão na casa do suspeito (àquela altura) revelou a presença do filhote de tigre branco, enquanto uma operação simultânea na casa da mãe dele no nordeste da França resultou na descoberta quatro planadores (petauros) de açúcar – pequenos marsupiais noturnos nativos da Austrália, Indonésia e Nova Guiné – e nove cobras, incluindo duas pythons reais.

Após se apresentar perante um juiz, o homem foi imediatamente condenado à prisão por oito meses e foi descoberta também sua conexão com um caso de fraude anterior.

O tráfico ilegal de animais selvagens é punível na França por um ano de prisão e uma multa de 15 mil euros (cerca 16 mil dólares).

O bebê tigre, agora chamado de Hermes, apesar de salvo das garras do traficante, infelizmente foi levado ao zoológico de Barben, no sudeste da França e será criado como mercadoria para se exposta aos público em forma de entretenimento.

A outra – e mais justa – opção seria levar o bebê tigre a um santuário para reintegrado à natureza após aprender habilidades selvagens com outros animais também em recuperação.

Os tigres brancos não são uma subespécie separada. O pelo branco é uma mutação genética rara que é vista principalmente entre os animais consanguíneos criados em cativeiro.

*Ameaçados de extinção*

A ONG que atua em defesa dos direitos animais, Born Free, afirma que a caça aos tigres e a destruição de seu habitat causaram o desaparecimento de 96% da população desses felinos nos últimos cem anos. Acredita-se que existam apenas 4 mil indivíduos da espécie restantes no planeta.

A organização britânica lançou um apelo internacional para salvar a espécie. A Born Free está trabalhando ao lado de sete ONGs indianas para aumentar os esforços na intenção de salvar os tigres.

Foto: Michael Vickers

Foto: Michael Vickers

Mais de 25% da população de tigres na Índia está na região central de Satpuda. Eles esperam pôr um fim na prática da caça, proteger os habitats dos tigres e promover intervenções de conservação que permitam às comunidades e à vida selvagem viverem harmoniosamente.

“Dentro deste ecossistema extraordinário, os tigres mais do que nunca precisam de nossa intervenção devido a inúmeras ameaças, principalmente conflitos entre humanos e animais selvagens,” disse Howard Jones, CEO da Born Free, com sede em Horsham, no condado de Sussex, Inglaterra.

“Isso inclui a caça e o comércio de partes de seus corpos para a ‘medicina’ tradicional; e a perda de habitat devido ao desmatamento e ao desenvolvimento rural caótico ou inadequado.”

“É impossível imaginar um mundo sem tigres. A menos que façamos algo agora, as consequências podem ser terríveis.”

“Precisamos urgentemente de apoio para a nossa iniciativa ‘Living with Tigers’, para que possamos encorajar a convivência pacífica entre humanos e animais através da educação e envolvendo a comunidade local em várias iniciativas únicas para melhorar seus meios de subsistência.”

A Born Free afirma que 85% de todos os conflitos entre tigres e humanos ocorrem quando as pessoas se aventuram na floresta e se intrometem no território da vida selvagem.

O desenvolvimento e invasão de áreas urbanas no habitat dos tigres é um grande problema a se resolver, pois as áreas florestais são essenciais para a sobrevivência da espécie. Existem vastos corredores que permitem aos animais migrar pelas áreas de seu habitat, e a perda destes provavelmente causaria um colapso desastroso e irreparável na população de tigres.

Ameaçadas de extinção, lontras vivem aprisionadas em cativeiro

Lontras estão sendo traficadas e criadas em cativeiro para atender ao desejo humano de tratar esses animais como domésticos, ignorando a necessidade da espécie de viver em liberdade. No Japão, a presença de lontras em cafeterias nas quais os clientes interagem com os animais é crescente. No país, muitos desses estabelecimentos, e também pet shops, vendem as lontras para qualquer um.

“A demanda e a popularidade são crescentes. Mas a oferta não acompanha”, disse um atendente em um café. Esses animais também tem sido vítimas do tráfico na Indonésia, Tailândia, Vietnã e Malásia. As informações são da Folha de S. Paulo.

Lontras exploradas por um café em Tóquio  – Noriko Hayashi/The New York Times

Segundo a bióloga conservacionista da Oregon State University e co-presidente do comitê de lontras da União Internacional para a Conservação da Natureza, Nicole Duplaix, a internet é a responsável por aumentar a popularidade da espécie, condenando-a à vida no cativeiro.

“Vendedores anunciam online e pessoas postam fotos fofas de lontras. Isso difunde a ideia de que seriam ótimos animais domésticos, o que não é o caso”, diz Duplaix.

Por ser difícil reproduzir lontras em cativeiro, conservacionistas suspeitam que a maior parte desses animais está sendo retirada da natureza.

As lontras lisas e as lontras-de-nariz-peludo são vítimas do tráfico. Mas a principal espécie traficada é a lontra-anã-oriental, segundo Duplaix. Todas elas estão ameaçadas de extinção.

Não há informações precisas sobre como começou o tráfico de lontras. O antropólogo Vincent Nijman, da Oxford Brookes University, no Reino Unido, acredita que o início foi há cinco anos, na Indonésia. No país, a lontra-anã-oriental não é protegida, mas todo comércio de animais silvestres não protegidos possui cotas. No entanto, não há cotas para a lontra.

De acordo com Nijman, isso significa que comercializar lontras sem autorização é ilegal. “Agora vemos centenas sendo vendidas no Facebook e Instagram. Nenhuma com autorização”, diz.

Apesar da ilegalidade e da crueldade existente na manutenção de lontras em cativeiro, Nijman conta que tutores de lontras se unem em comunidades e desfilam pelas ruas de Jacarta, na Indonésia, carregando os animais. “Nos noticiários isso é descrito como aceitável, divertido, inovador”, afirma. “Para quem quer algo diferente de um cão ou gato comum”, completa.

Na Tailândia, capturar, vender ou exportar lontras é ilegal, mas isso não impede que o tráfico ocorra. Ao “Journal of Asia-Pacific Biodiversity”,  Penthai Siriwat, doutoranda da Oxford Brookes University que monitorou páginas do Facebook que vendiam o animal, afirmou que mais da metade das lontras traficadas são ninhadas de recém-nascidos que nem abriram os olhos.

Da Tailândia, a prática de aprisionar lontras em cativeiro se disseminou, principalmente para o Japão, onde, segundo a entidade Traffic Japan, uma série de TV ajudou a popularizar a espécie ao retratar uma lontra como animal doméstico.

“Temos uma cultura que valoriza o bonitinho, o que tem um grande papel nisso”, diz a pesquisadora Yui Naruse, da Traffic Japan.

Em maio, representantes vão decidir, durante uma reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites), se a lontra-anã-oriental e a lontra lisa vão receber uma proteção maior, com proibição do comércio internacional dessas espécies.

Processo judicial pede a inclusão das girafas na lei americana de proteção às espécies ameaçadas

Foi preciso que grupos de conservação entrassem com uma ação judicial, para que o governo americano considerasse incluir as girafas na lista de espécies protegidas pela lei americana. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA anunciou ontem (25) que a espécie pode se qualificar para proteção sob a Lei de Espécies em Perigo (Endangered Species Act) da América.

O processo de 2018, foi elaborado em conjunto pelo Centro de Diversidade Biológica, Humane Society International, Humane Society dos Estados Unidos e Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, busca uma resposta à sua petição legal de abril de 2017 para a proteção das girafas na Endangered Species Act (ESA, na sigla em inglês).

A espécie está gravemente ameaçada pela perda e fragmentação de seu habitat, aumento populacional humano e caça, assim como pelo comércio internacional de esculturas, peles e troféus de ossos de girafas.

De acordo com as informações no processo, os Estados Unidos representam um enorme mercado para partes de girafas com mais de 21.400 esculturas ósseas, 3.000 peças de pele e 3.700 troféus de caça importados na última década.

Limitar a importação e o comércio nos EUA proporcionaria às girafas proteções importantes, e um lugar na lista da ESA (Endangered Species Act) também ajudaria a fornecer financiamento essencial para o trabalho de conservação na África.

“Só os EUA, importam em média mais de um troféu de girafa por dia, e milhares de peças desses animais são vendidas internamente a cada ano”, disse Anna Frostic, advogada da Humane Society dos Estados Unidos e da Humane Society International. “O governo federal deve agora avaliar rapidamente o papel que estamos desempenhando no declínio da espécie e como podemos trabalhar para salvar esses animais únicos.”

A população de girafas da África despencou quase 40% nos últimos 30 anos. Atualmente, são apenas cerca de 97 mil indivíduos.

“Este é um grande passo para proteger as girafas do uso crescente de seus ossos pelos fabricantes de armas e facões dos EUA”, disse Tanya Sanerib, diretora jurídica internacional do Center for Biological Diversity, em comunicado. “É repugnante que tenha sido necessário um processo para levar a administração Trump a agir. Salvar da extinção todos os animais deveria ser a decisão mais fácil do mundo”.

Com menos girafas do que elefantes restando na África, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), elevou o nível de ameaça das girafas de “menos preocupante” para “vulnerável” em sua “Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas” em 2016. Essa descoberta foi confirmada em 2018 juntamente com uma avaliação do status de “criticamente ameaçada” de duas subespécies de girafa e uma avaliação de “ameaçada” para outra.

“Os Estados Unidos há muito tempo são cúmplices no comércio de peças de girafas, então é hora do governo federal fazer algo para ajudar na preservação dessa espécie”, disse Elly Pepper, da NRDC. “O país tomou medidas para ajudar a limitar o comércio de numerosas espécies em perigo. Infelizmente, agora é hora de agir para garantir que as girafas permaneçam no planeta. Elas precisam das proteções da Lei de Espécies Ameaçadas e precisam delas agora”.

Conhecidas por seus pescoços de dois metros de comprimento, padrões de estampa na pele distintos e longos cílios, as girafas atraem a atenção humana há séculos. Novas pesquisas revelaram recentemente que elas vivem em sociedades complexas, muito parecidas com as em que vivem os elefantes, e têm características fisiológicas únicas, incluindo a pressão sanguínea mais alta de qualquer mamífero terrestre.

A IUCN atualmente reconhece uma espécie de girafas e nove subespécies: África Ocidental, Cordofão, Núbio, reticulado, Masai, Thornicroft, Rothchild, Angolano e Sul-Africano. A petição legal pede que toda a espécie seja protegida.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem tem 12 meses para decidir se a listagem das girafas na Lei de Espécies em Perigo está garantida.

Operação de combate ao tráfico de animais prende 22 pessoas em MG

Animais resgatados em Astolfo Dutra, Divinésia, Guidoval, Guiricema, Piraúba, Tocantins, Ubá e Visconde do Rio Branco (Foto: PC/Divulgação)

A “Operação Especial Sporophila”, de combate ao tráfico de animais silvestres, resultou na prisão de 22 pessoas, no resgate de 396 animais e em mais de R$ 1,6 milhão em multas na região da Zona da Mata (MG).

As prisões, resgates e autuações realizados em Astolfo Dutra, Divinésia, Guidoval, Guiricema, Piraúba, Tocantins, Ubá e Visconde do Rio Branco começaram no domingo e terminaram na quinta-feira.

A operação foi idealizada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Polícia Civil e Militar.