Autoridades de Cingapura interceptam rota de tráfico de escamas de pangolim

Foto: Maria Diekmann

Foto: Maria Diekmann

No início da semana, o Conselho de Parques Nacionais (NParks) e a Alfândega de Cingapura apreendeu 12,9 toneladas de escamas de pangolim em um carregamento que seguia para o Vietnã vindo da Nigéria.

O pangolim é o animal mais traficado do mundo justamente pelo preço que suas escamas alcançam no mercado paralelo. A espécie encontra-se severamente ameaçada de extinção.

Segundo informações da BBC News mais de 100 mil pangolins são mortos por ano por traficantes em busca de suas escamas para revender na China e no Vietnã.

Nesses dois países, a carne dos pangolins é considerada uma iguaria, e suas escamas são muito procuradas por causa de uma crença popular de que teriam propriedades medicinais.

Já não existem mais pangolins em grandes áreas do Sudeste da Ásia, então o alvo agora tem sido os pangolins da África. Todas as oito espécies do mamífero estão ameaçadas de extinção.

As escamas apreendidas estavam escondidas em 230 sacos usados para transportador carne bovina congelada, as escamas de pangolim são estimadas 38,7 milhões de dólares.

Foto: WAN/Reprodução

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A remessa também incluía 177 kg de marfim de elefante cortado e esculpido, avaliado em aproximadamente 88.500 mil dólares

Usar embalagens de carne congelada para esconder escamas de pangolim está se tornando comum entre os contrabandistas de vida selvagem. Recentemente, em fevereiro, trinta toneladas de pangolins embalados junto com em carne congelada foram encontradas em Sabah, na Malásia.

“Os pangolins são traficados particularmente por suas escamas”, observou a NParks em um post na sua página no Facebook. “Assim, apesar de estarmos tristes com a morte desnecessária de aproximadamente 17 mil pangolins, ficamos felizes que essas escalas não chegarão ao seu destino final, interrompendo assim esse comércio”.

Cingapura faz parte da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES) e está comprometida com os esforços internacionais para coibir o comércio ilegal de vida selvagem. Elefantes e pangolins são espécies protegidas sob a legislação da CITES. O comércio internacional de marfim de elefante e pangolim é proibido pelas regras da CITES.

“O governo de Cingapura adota uma postura de tolerância zero quanto ao uso do país como canal para contrabandear espécies ameaçadas e suas partes e derivados”, disse o departamento de alfândega em um comunicado em seu site. “Nossas agências continuarão colaborando e mantendo a vigilância para enfrentar o comércio ilegal de vida selvagem”.

Sob a Lei de Espécies Ameaçadas, a pena máxima para importação, exportação e reexportação ilegal de animais selvagens é uma multa de até 500 mil dólares e/ou 2 anos de prisão.

As mesmas penalidades aplicam-se ao trânsito ou transbordo de espécies ilegais de animais selvagens, incluindo suas partes e derivados delas.

Espécies que consideradas à beira da extinção continuam sendo traficadas pelo mundo

Foto: NY Times/Reprodução

Foto: NY Times/Reprodução

O tráfico internacional representa uma ameaça para todas as espécies, mas poucas delas estão sujeitas a regulamentações importantes que ajudariam a protegê-las.

Algumas espécies seriamente ameaçadas como a mynas-de-asa-preta, o banteng e a carpa do Mekong não estão listados com protegidos sob a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES), um tratado que visa assegurar que o comércio desses animais não ponha em perigo a sobrevivência de espécies ameaçadas de extinção.

Menos de 500 mynas-de-asa-preta (Acridotheres melanopterus) permanecem em estado selvagem na Indonésia, mas a cada ano mais pássaros dessa espécie são vendidos para serem aprisionados e mantidos em cativeiro.

Foto: Doug Jansonjj

Foto: Doug Jansonjj

O banteng (Bos javanicus) – “o mais belo e gracioso de todos os bois selvagens”, segundo o Fundo Mundial para a Natureza – foi listado como ameaçado desde 1996, mas seus chifres ainda são vendidos em mercados do sudeste asiático.

Foto: Huai Kha Khaeng Wildlife Sanctuary

Foto: Huai Kha Khaeng Wildlife Sanctuary

Da mesma forma a carpa gigante, uma espécie rara nativa do rio Mekong, que pode chegar a pesar até 600 quilos, presente no norte do Camboja, Laos e Tailândia, criticamente ameaçada de extinção, recentemente começou a aparecer nos cardápios dos restaurantes no Vietnã. Especialistas alertam que o peixe poderá ser levado à extinção em breve.

Foto: BBC News / Reprodução

Foto: BBC News / Reprodução

 

Conheça os dez animais mais ameaçados de extinção pelo apetite humano

Foto: Alamy

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Vítimas de caçadores movidos pela demanda do tráfico internacional, seja por status, decoração ou alimentação, e da extensão de algumas atividades humanas, como enredamentos, tráfego intenso fluvial e perda de habitat, aqui estão alguns dos animais que mais correm risco de extinção.

Se há um único prato que simboliza a disposição dos humanos em comer outros animais, fora da existência, é a espécie de ave conhecida como Sombria (Emberiza hortulana).

Tradicionalmente, esse pássaro canoro pequenino, valorizado desde os tempos romanos, é devorado inteiro, em uma só mordida, com a cabeça escondida debaixo de um guardanapo para ocultar a vergonha em cometer o ato brutal. Embora, afogada em tempero e frita, essa “delicadeza” não passa de um crime contra a natureza.

Na França, onde a caça de sombrias foi banida desde 1999, 30 mil aves ainda são capturadas a cada ano, segundo o RSPB; eles chegam a custar 150 euros cada. Apesar dos esforços de conservação, o número de sombrias caiu 84% entre 1980 e 2012.

No entanto, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) lista a ave como “uma espécie de menor preocupação”. Existem muitos animais que estão em perigo muito maior, de acordo com o Prof. David Macdonald da Universidade de Oxford, que relatou em 2016 que os nossos hábitos culinários ameaçam 301 espécies de mamíferos terrestres com extinção.

Aqui estão 10 das criaturas que estão em maior risco de extinção, com base no estudo do professor Macdonald, com base em informações da Marine Conservation Society (MCS), lista vermelha da IUCN de espécies ameaçadas e do programa de conservação Edge of Existence da Zoological Society of London (ZSL).

Salamandra gigante chinesa

Antigamente encontrada no centro, no sudoeste e no sul da China, o maior anfíbio do mundo teve uma queda em sua população de 80% desde 1960, de acordo com Olivia Couchman, da ZSL.

Apesar de estar protegida sob o apêndice Cites I (o mais alto nível de proteção dado pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres), os espécimes supostamente chegam a valer mais de 1.500 dólares no mercado paralelo, onde são valorizados tanto quanto iguaria gastronômica quanto pelas suas propriedades medicinais (crenças da medicina chinesa).

Em 2015, o Washington Post noticiou que repórteres disfarçados de um jornal chinês, haviam flagrado 14 policiais comendo a salamandra durante um jantar em um restaurante de frutos do mar em Shenzen (China).

Esturjão beluga

Foto: lapandr/Getty Images/iStockphoto

Foto: lapandr/Getty Images/iStockphoto

Esses peixes antigos e gigantescos (que podem chegar a pesar até uma tonelada e meia) podiam ser encontrados desde a Rússia central até a Itália e o norte do Irã, mas a intensa pesca realizada tendo a espécie como alvo – impulsionada pela demanda por sua carne e ovas (caviar) – mais o efeito devastador do tráfego intenso de navios nos rios durante os seus padrões migratórios de desova, reduziram sua presença a apenas dois rios, o Ural e o Danúbio, e as bacias que alimentam, o Cáspio e o Mar Negro, respectivamente.

Como diz Jean-Luc Solandt, do MCS, esta espécie é uma das que “definitivamente pode se tornar extinta em uma geração”. Com o caviar Beluga chegando a valores altíssimos por quilo, é fácil entender por que a superexploração continua sendo um problema. E o beluga não é o único esturjão em apuros: das 27 espécies, a IUCN coloca outras 15 na mesma faixa de criticamente ameaçada.

Pangolim

Foto: Alamy

Foto: Alamy

Desde 2000, acredita-se que mais de um milhão de pangolins, o mamífero selvagem mais traficado do mundo, tenha sido morto por sua carne e osso, e principalmente por suas escamas (usadas na medicina tradicional chinesa).

Quando todas as oito espécies de pangolim entraram para o apêndice I da CITES em 2016, todos na convenção da entidade aplaudiram. No entanto, como ressalta Dan Challender, da Universidade de Oxford, as apreensões alarmantes continuam ocorrendo: 8,3 toneladas de escamas, totalizando 13.800 pangolins, em Hong Kong em janeiro, na interceptação de um embarque da Nigéria destinado ao Vietnã; 30 toneladas de animais vivos e congelados e partes do corpo na Malásia em fevereiro.

Como as espécies asiáticas, particularmente as sunda e as chinesas, não são mais comercialmente viáveis para os traficantes porque restaram tão poucas, a demanda local está sendo suprida pelo comércio intercontinental.

Paul De Ornellas, o principal assessor de vida selvagem do WWF do Reino Unido, descreve isso como “um continente que suga a vida selvagem de outro”.

Tubarão-anjo

Foto: BIOSPHOTO/Alamy Stock Photo

Foto: BIOSPHOTO/Alamy Stock Photo

O MCS diz que esta espécie está “a um passo da extinção” na natureza. Seu alcance – que até meados do século XX se estendia da Noruega e Irlanda até o Marrocos e o Mar Negro – sofreu uma queda de 80% e foi declarado extinto no Mar do Norte. Este peixe sedentário que fica no fundo do mar é mais ameaçado pela pesca de arrasto que tem como alvo outras espécies, onde ele acaba sendo capturado acidentalmente.

Tartaruga-gigante gigante do Yangtze (Tartaruga do rio Vermelho)

Uma vez encontrada em extensas populações no Vietnã e na China, esta espécie está agora reduzida a apenas quatro indivíduos conhecidos, graças ao apetite local por sua carne e ovos.

Com dois machos em diferentes lagos vietnamitas e o outro par em um programa de reprodução em cativeiro chinês ainda mal sucedido (o macho tem um pênis danificado, de acordo com o New Yorker), Couchman diz que seria surpreendente se a espécie conseguisse sobreviver.

A situação desta tartaruga de água doce remete a da população de tartarugas no geral: depois dos primatas, eles são o segundo animal mais ameaçado dos principais grupos de vertebrados do mundo.

Gorila da planície oriental ou Gorila de Grauer

Encontrado nas montanhas do leste da República Democrática do Congo, no noroeste de Ruanda e no sudoeste de Uganda, este gorila é particularmente vulnerável à caça por sua carne, associada a campos de mineração ilegais.

Enquanto as outras subespécies de gorilas orientais – como o gorila da montanha – são os únicos grandes primatas que tem aumento em seus números, as populações das planícies do leste estão em constante declínio.

Embora a violência na região tenha impossibilitado a contabilidade exata, estima-se que sua população tenha caído 77% em uma única geração, para 3.800 indivíduos, de acordo com a lista da Edge of Existence.

Enguia europeia

Foto: PicturePartners/Getty Images/iStockphoto

Foto: PicturePartners/Getty Images/iStockphoto

Estes misteriosos peixes migram do Atlântico (acredita-se que sejam gerados no Mar dos Sargaços) para águas frescas e costeiras para crescer, depois voltam para o oceano para se reproduzir.

Embora pouco se entenda sobre qualquer processo, as enguias juvenis (chamadas de vidro por sua transparência) e maduras (da cor prata ou amarelas) têm sido excessivamente exploradas, a ponto de os números da espécie terem caído pela metade desde a década de 1960. A exploração excessiva é apenas uma das muitas ameaças que as enguias enfrentam, o MCS pede aos humanos que “evitem comer enguias europeias em qualquer fase do seu ciclo de vida”.

Colobus vermelho

Foto: Nature Picture Library/Alamy Stock Photo/Alamy Stock Photo

Foto: Nature Picture Library/Alamy Stock Photo/Alamy Stock Photo

Christoph Schwitzer, da Bristol Zoological Society, diz que este grupo de espécies de macacos – que são atualmente 18 – é um excelente exemplo de grandes primatas sendo caçados até a extinção “porque eles dão uma boa refeição em família”.

Eles são encontrados em toda a África subsaariana, onde a degradação do habitat, a construção de rodovias e a comercialização de carne proveniente da caça, causar com efeitos devastadores aos animais. Uma das espécies, o colobus vermelho de Miss Waldron, já esta extinta, não tendo sido vista em estado selvagem desde 1978, enquanto o mais recentemente descoberto, o colobus vermelho do delta do Níger, está prestes a desaparecer nos próximos cinco anos.

Indri ou babakoto

Os lêmures de Madagascar – entre os quais o indri em preto e branco é o maior – são o grupo de primatas mais ameaçado do mundo: 105 das 111 espécies e subespécies conhecidas da ilha estão ameaçadas de extinção.

Embora a degradação do habitat devido à agricultura de corte e queimadas tenha sido um problema (com hábitos alimentares humanos representando uma ameaça indireta), nos últimos 15 anos foi revelado um aumento alarmante na caça a esse animais por subsistência e comércio (demanda causada por restaurantes locais, segundo Schwitzer.

Essa nova ameaça está ligada à crise política e econômica da ilha. Como Couchman mesmo descreve, “as pessoas estão morrendo de fome”.

Saola

Eles podem parecer antílopes, mas esses grandes mamíferos que habitam a floresta, encontrados nas Montanhas Annamite, ao longo da fronteira entre o Laos e o Vietnã, estão mais relacionados com as populações de bois selvagens e os búfalos.

A ciência ocidental só ficou sabendo de sua existência no início dos anos 90, quando chifres foram encontrados nas casas de caçadores vietnamitas.

Pouco ainda é conhecido sobre eles hoje, incluindo quantos ainda restam. A lista da Edge of Existence diz que pode ser de apenas 30.

Para De Ornellas, o saola está ligado à “síndrome da floresta vazia”, uma preocupação real nesta região do sudeste da Ásia, onde quase todos os grandes animais foram caçados para alimentação local.

Ilha vai fechar para turistas após dragão-de-komodo serem sequestrados

A ilha de Komodo, na Indonésia, vai fechar para turistas a partir de janeiro de 2020. Os sequestros de dragões-de-komodo, que vivem no local, foi o que motivou a decisão de fechar as portas no próximo ano. A ilha se tornou um ponto turístico famoso devido à presença do dragão, que é raro e sofre ameaça de extinção.

(Don Arnold / WireImage/Getty Images)

A maior parte dos animais vive protegida dentro do parque nacional da ilha. Isso, no entanto, não impediu que muitos deles fossem levados por visitantes para, depois, serem traficados em outros países a preços altos. As informações são do portal EXAME.

A decisão de fechar o local veio após 41 dragões terem sido levados da ilha no último mês por caçadores que visam apenas o lucro em detrimento do bem-estar desses animais e da conservação da espécie.

Os lagartos, no entanto, não foram os únicos a serem retirados do local por visitantes. Ursos e catatuas também já foram vítimas, tendo sido resgatados pela polícia, assim como cinco dragões-de-komodo, encontrados após uma pessoa tentar vendê-los através do Facebook.

Considerados lagartos gigantes, os dragões podem pesar entre 68 e 91 quilos. Após serem capturados por caçadores e vendidos, muitos deles são mortos para fabricação de peças com seu couro, usado em roupas e móveis, e para a fabricação de joias e talismãs com seus dentes e garras.

Quando as atividades da ilha voltadas para o público forem encerradas em 2020, as autoridades locais vão implementar um programa de conservação para aumentar a população do dragão-de-komodo, que conta atualmente com 5,7 mil animais, e para preservação do habitat da espécie.

Traficantes são presos com arara de espécie rara e ameaçada de extinção

Dois homens e uma mulher foram presos na noite da última segunda-feira (1º) na BR-153, em Uruaçu (GO), após serem flagrados transportando dezenas de animais silvestres, alguns em ameaça de extinção, como é o caso da arara ararajuba, espécie rara de coloração viva.

Os animais foram descobertos quando agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ouviram um pássaro cantar enquanto fiscalizavam um carro. Eles pediram, então, para que os ocupantes do automóvel descessem do carro e iniciaram uma vistoria. No Fiat Uno estavam o condutor, de 44 anos, outro homem, de 34, uma jovem, de 19, e o filho dela, um bebê de 11 meses. As informações são do O Dia Online.

Foto: Rudimar Narciso Cipriani/Ilustrativa

Durante a vistoria, dezenas e aves confinadas em mochilas, sacos plásticos, caixas de sapatos e gaiolas foram encontradas debaixo do banco do veículo, coberto com pertences da criança para esconder os animais. Ao todo, foram encontrados 29 curiós, três papagaios e 28 araras das espécies ararajuba e araracanga.

Um passageiro do carro disse ter comprado as aves de sete pessoas que as capturaram em Goianésia do Pará. Elas seriam levadas para São Paulo, onde seriam vendidas.

O grupo foi preso por crime ambiental e maus-tratos a animais. Todos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil em Uruaçu. O Ibama foi acionado e deve multá-los pelos crimes. Os animais ficarão sob a responsabilidade do CETAS de Goiânia.

Ararajuba

A ararajuba, espécie endêmica do Brasil, é encontrada exclusivamente entre o norte do Maranhão, o sudeste do Amazonas e o norte do Pará, sempre ao Sul do Rio Amazonas e ao Leste do Rio Madeira. Na década de 1990, registros de avistamentos foram feitos em Rondônia e no extremo norte do Mato Grosso.

Apesar de nunca ter sido grande, a população da espécie tem diminuído cada vez mais devido à ação humana. Os maiores índices de desmatamento na Amazônia ocorrem nas áreas de ocorrência da ararajuba, o que coloca em risco a sobrevivência desse animal. O tráfico também contribui para a redução das aves. Bandos inteiros, inclusive filhotes recém-nascidos, são transportados para o Sudeste e comercializados por traficantes em feiras clandestinas.

Empresa aérea de carga cria parceria com ONG para combater o tráfico de animais selvagens

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Assim como outras companhia aéreas pelo mundo, a Turkish Cargo, uma subsidiária da Turkish Airlines, aderiu ao combate aos traficantes de animais selvagens.

Após uma petição assinada por mais de 188 mil pessoas, a transportadora de carga aérea fechou uma parceria com a World Animal Protection, uma ONG internacional que atua pelo bem-estar animal. O grupo tem o objetivo de ver um mundo em que “o bem-estar animal importe de verdade e a crueldade contra os animais tenha acabado”.

Os dois grupos estão trabalhando juntos para encontrar soluções que impeçam papagaios cinzentos africanos de serem contrabandeados em aviões de carga turcos. A colaboração é “um grande passo para acabar com este comércio cruel”, escreveu World Animal Protection em um comunicado.

As aves, que são altamente inteligentes e sociáveis, são acondicionadas em pequenos recipientes sujos para serem embarcadas. Elas têm as penas das asas cortadas para evitar que escapem. Os papagaios capturados pelo tráfico da vida selvagem têm uma taxa de mortalidade de 66% antes mesmo de chegarem aos aviões de transporte.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A companhia aérea já havia emitido uma proibição global do transporte de papagaios cinzentos africanos como parte de sua “Animais selvagens, não são animais de estimação ”, mas a agora com a colaboração da World Animal Protection vai permitir que ainda mais ações sejam tomadas.

A Turkish Cargo vai colaborar na interceptação do contrabando das aves “em terra” na República Democrática do Congo (RDC), de onde a maioria dos papagaios cinzentos africanos são transportados.

“Estamos satisfeitos que a companhia aérea esteja aberta a trabalhar em conjunto para implementar mudanças de longo alcance para defender os papagaios-cinzentos da crueldade”, escreveu a ONG. “Esperamos que esta colaboração conjunta ajude a proteger outros animais selvagens capturados no tráfico de animais exóticos também”.

*Compromisso com o bem-estar animal*

Este não é o primeiro esforço da Turkish Cargo em prol dos animais e contra o tráfico de vida selvagem. A empresa se recusa a transportar troféus de animais selvagem ou barbatanas de tubarão e procura manter sempre a “maior consideração pelos direitos animais”, de acordo com a companhia.

Este mês, a Turkish Cargo levou três leões de circo de volta ao seu habitat natural. As três irmãs leoas – chamadas Luca, Charlie e Kai – viviam em uma jaula de concreto e aço de 35 metros quadrados na Ucrânia, sem tomar sol ou respirar ar puro.

Os animais foram salvos pela Organização Mundial Lawrence Anthony e transportados para um parque natural na África do Sul com o patrocínio da Turkish Cargo.

Celebridades se unem para pedir proteção para as girafas contra o tráfico de animais selvagens

Robert Muckley/Getty Images

Robert Muckley/Getty Images

Uma lista de celebridades escreveu ao comissário de meio ambiente da União Europeia, Karmenu Vella, pedindo a ele que apoie a proposta das nações africanas para proteger as girafas, espécie sem cobertura legal pela CITES e que teve uma queda significativa nos números das populações.

Entre as celebridades que assinam a carta aberta estão Alesha Dixon, Martin Clunes OBE, Deborah Meaden, Anneka Rice, Susan George, Virginia McKenna OBE, Brian Blessed OBE, Fiona Shaw CBE, Steve Backshall e Lucy Watson.

As populações de girafas diminuíram em até 40% nos últimos 30 anos. A proposta será discutida em uma reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES) em Colombo no Sri Lanka, a partir do final de maio, mas tem poucas chances de sucesso sem o apoio do bloco votante da UE.

Na carta aberta que foi assinada também pela Fundação Born Free, Humane Society International, Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, Pro Wildlife, Animal Defenders International, Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, Centro de Diversidade Biológica, Animal Welfare Institute e Avaaz, as estrelas pedem à comissão da UE que “estique o pescoço um pouco mais pelas a girafas”, apoiando a inclusão da espécie no Apêndice II da CITES.

A carta diz: “O mamífero mais alto do mundo é amado por muitos por sua beleza e graça. Esses gigantes gentis são ícones da savana africana, e toda criança sabe que ´G´ é de girafa. Mas, infelizmente, esta espécie icônica está sofrendo uma ´extinção silenciosa´ porque poucos estão cientes da situação. As populações de girafas diminuíram aproximadamente 40% nos últimos 30 anos. Se não agirmos rapidamente, a girafa poderá desaparecer para sempre”.

A proposta foi apresentada pela República Centro-Africana, Chade, Quênia, Mali, Níger e Senegal, e é apoiada também pelos 32 membros da nação africana pertencentes a Coalizão do Elefante Africano, que divulgou uma declaração mês passado reconhecendo o declínio das populações de girafas. Uma petição da Avaaz também recebeu 1,3 milhão de assinaturas de apoio de pessoas do todo o mundo.

Segundo o Center for Biological Diversity os cientistas rotularam a situação das girafas como uma “extinção silenciosa” devido à falta de atenção e apoio que a espécie está recebendo. Assegurar o apoio do bloco de votação dos Estados-Membros da UE é fundamental para a proposta da girafa ter sucesso, mas até agora a UE tem hesitado em apoiar a proposta. Os representantes da UE devem se reunir e concordar com a sua posição sobre esta e outras propostas em 28 de março, então as celebridades e grupos em pros dos direitos animais vão se unir para aumentar o seu apelo à UE para agir.

Virginia McKenna OBE, atriz e cofundadora da The Born Free Foundation, disse: “Os itens triviais como alças de bolsas de ossos de girafas, uma capa da Bíblia feita do mesmo material, um pé de girafa como ornamento, deveriam ser objetos de vergonha. O mundo realmente enlouqueceu se as pessoas valorizassem mais isso do que as belas criaturas vivas que desempenham um papel vital na sobrevivência da savana africana. Os animais sofrem e sentem dor como nós – ou não nos importamos?”.

A cantora Alesha Dixon disse: “Me entristece pensar que nossos filhos ou netos possam crescer em um mundo sem girafas, então espero que os formuladores de políticas façam a coisa certa e apoiem a proposta de proteger esta bela espécie.”

Enquanto as populações de girafas continuam a diminuir, a espécie tornou-se comum no tráfico da vida selvagem. Um relatório da Humane Society International mostra que os Estados Unidos importaram cerca de 40 mil exemplares de itens de girafas entre 2006 e 2015, como troféus de caça, peças de decoração e cabos de facas, além de grandes carregamentos de animais vivos. A UE é também é um consumidor ativo dos produtos girafa, pesquisas online detalhadas na proposta, registram mais de 300 produtos de girafa a venda por vendedores de sete países da União Europeia: Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Itália, Espanha e Reino Unido.

A proposta procura dar às girafas proteções que ao menos controlem o comércio internacional da espécie que atualmente esta desprotegidas. Uma listagem no Apêndice II da CITES exigiria que países exportadores provassem que espécimes de girafas foram legalmente obtidos e que a exportação não é prejudicial à sobrevivência da espécie. Além disso, a listagem forneceria aos pesquisadores e governos dados importantes para rastrear o comércio de girafas em todo o mundo, segundo o Center for Biological Diversity.

Orangotango sedado é encontrado dentro de bagagem na Indonésia

Um orangotango sedado foi encontrado dentro da bagagem de um passageiro russo que tentava levar o animal de Bali, na Indonésia, para a Rússia, onde o trataria como animal doméstico, mantendo-o aprisionado em cativeiro. Duas lagartixas e cinco lagartos também estavam na mala de Andrei Zhestkov, de 27 anos.

REUTERS/ANTARA FOTO

“Acreditamos que o orangotango tenha consumido medicação para a alergia, algo que o levou a adormecer”, explicou Ketut Catur Marbawa, funcionário da agência de preservação animal de Bali. Ketut Marbawa contou que Andrei levava leite e cobertores para o macaco, “como se estivesse transportando um bebê”.

O russo afirmou que recebeu o orangotango de um amigo russo que o comprou por 2.650 euros e que lhe garantiu que não era ilegal transportar o animal de um país a outro. As informações são do portal Público.

Em risco de extinção, a espécie tem apenas 100 mil animais no mundo inteiro. Devido ao crime ambiental que cometeu, Andrei pode ser penalizado com até cinco anos de detenção e seis mil euros e multas.

Populações de girafas caem cerca de 40% na África

Foto: AP Photo/Michael Probst

Foto: AP Photo/Michael Probst

Medidas urgentes são necessárias em caráter de urgência em relação ao comércio internacional de ossos e pele de girafa, de acordo com uma coalizão de países africanos.

Populações de girafas caíram até 40% nos últimos 30 anos, em consequência da caça, perda de habitat e conflitos humanos que atingiram grande parte de sua área de circulação e habitação, de acordo com o jornal The Independent.

Mas, enquanto o comércio de produtos de elefantes e rinocerontes enfrentam controles cada vez mais rígidos, a “extinção silenciosa” das girafas até agora tem sido negligenciada.

Ativistas alertam que a enxurrada de troféus de caça, ornamentos de ossos de girafas e comércio de peles tem contribuído para a sua morte.

Um grupo de 30 estados africanos preocupados com a situação está fazendo pressão para que as girafas recebam proteção especial sob o CITES, um tratado internacional que controla o comércio de espécies ameaçadas de extinção.

Os membros da Coalizão de Elefantes Africanos – incluindo estados de ocupação de girafas, como Quênia, Chade e Níger – estão pedindo à UE que apoie sua proposta.

Abba Sonko, líder das atividades da CITES na coalizão representando o Senegal, disse que um item (apêndice II) da regulamentação já estabeleceria “o tão necessário controle” sobre o comércio internacional de produtos de girafa.

“Queremos fazer tudo o que pudermos para ajudar a proteger as girafas em nossos países e impedir a extinção da espécie”, disse ele. “A extinção das girafas já se tornou uma realidade no Senegal, infelizmente.”

Do jeito que está, o grupo não deve convencer a maioria necessária de dois terços na próxima reunião da CITES em maio para apoiar o movimento, mas o apoio do bloco europeu pode fazer a campanha ganhar força.

“A EU (União Europeia) é um influenciador de peso para que qualquer proposta seja aprovada”, disse o especialista em tráfico de vida selvagem pela Humane Society Internacional, Adam Peyman, que apoia a proposta.

A classificação da CITES não significa uma proibição total do comércio de produtos de girafa, mas permitiria que as autoridades rastreassem seus movimentos e garantissem que eles não estivessem contribuindo para o declínio das populações selvagens.

Até agora, a relutância da UE em apoiar a medida baseia-se, em parte, na falta de apoio de todos os países africanos e no fato de que o comércio de partes de girafas geralmente se origina em nações onde as populações são relativamente estáveis.

No entanto, a HSI disse que há evidências de produtos de girafas sendo transferidos de países com baixa população (de girafas) para países com população elevada antes de serem enviados para mercados estrangeiros.

Durante a última década, 40 mil itens de partes de girafa foram exportadas para os EUA, as investigações também revelaram demandas no Reino Unido e em outras partes da Europa.

Ao contrário de outros produtos exóticos, como o marfim – que tem sido objeto de proibições muito rigorosas no Reino Unido e na UE – os ossos e a pele de girafa não estão sujeitos a controle.

“A demanda por partes de girafa têm aumentado exatamente porque não há regulamentações protegendo esse animal – são itens fáceis de serem obtidos, você não precisa de uma permissão ou qualquer coisa para comprá-la”, disse Peyman.

A Comissão Europeia e os estados membros estão avaliando seu apoio potencial à proposta, com um prazo estabelecido para o final de março.

ONG acolhe 68 filhotes de sagui vítimas do tráfico de animais silvestres

O Projeto Mucky, ONG que atua na preservação dos primatas, acolheu 68 filhotes de sagui resgatados pelas polícias Civil e Ambiental de São Paulo durante uma operação de combate ao tráfico de animais silvestres. O resgate foi realizado em Osasco e os animais foram levados para a sede da entidade, em Itu, no interior de São Paulo.

Foto: Divulgacão/Projeto Mucky

Trazidos da Bahia, os macacos estavam sendo vendidos por R$ 100 cada. Três pessoas estavam envolvidas no crime e responderão em liberdade por maus-tratos e pelo comércio dos animais. Elas assinaram um termo circunstanciado e foram multadas em R$ 2 milhões. As informações são do Estadão.

Os policiais resgataram ainda 120 aves de diferentes espécies. Algumas já estavam mortas. Elas eram transportadas “de maneira precária em dois compartimentos minúsculos, sem água ou alimentos”, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

“O índice de animais que morrem em decorrência do tráfico é muito grande. Infelizmente, desde a captura, até o transporte em condições insalubres e todo o estresse pelo quais eles são submetidos, são fatores que obviamente contribuem para a falência destes animais”, explica o Tenente Guedes, do Comando de Policiamento Ambiental.

Para conseguir proporcionar aos novos resgatados tudo o que eles precisam, o Projeto Mucky pede ajuda. “Temos 34 anos de trabalho e já fizemos resgates como este, mas nada com uma dimensão tão grande. Logo que soubemos do resgate, conseguimos um local para cuidar desses animais em Atibaia, mas ao chegarmos na delegacia, vimos que eram animais muito debilitados e todos filhotes”, conta Ana Paula Barranco, que integra a diretoria do Projeto Mucky.

Foto: Reprodução / Instagram / Projeto Mucky

Os macacos têm, segundo ela, entre dez dias e três meses de idade. “Filhotes dão três vezes mais trabalho do que adultos e estavam todos num ambiente em que poderiam morrer a qualquer momento. Optamos por levá-los à sede do Projeto, em Itu, onde hoje já cuidamos de 207 macacos. Eles estão se recuperando, mas não temos como ficar com eles”, diz.

A ONG tem utilizado as redes sociais para conseguir parcerias com outras entidades que possam receber os macacos, além de buscar reforço voluntário de cuidadores e ajuda financeira, com doações e patrocínio.

“Todos os 68 bebês receberam alimentação, soro e foram transferidos para recintos secos, limpos e aquecidos, uma operação que mobilizou cerca de dez pessoas e durou cinco horas até que todos os primatas fossem socorridos. Até o momento, todos os filhotes estão vivos e continuamos empenhados para que sobrevivam”, afirma o Projeto Mucky por meio de nota.

A Secretaria de Segurança Pública incentiva denúncias de tráfico de animais silvestres e reforça que a “crueldade contra os animais é comum no crime de tráfico da fauna”.

 

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68 olhares pedindo socorro! 68 motivos para ajudar! Uma das apreensões mais aterrorizantes e desumanas que já vivenciamos: 68 saguis “encomendados” da Bahia por uma mulher que os vendia ao preço de R$ 100,00 cada um. Quando o Projeto Mucky recebeu das Polícias Ambiental e Civil (3° DP de Osasco) o pedido de socorro sabíamos que não teríamos fôlego para acolher tantos primatas de uma só vez, mas não havia tempo para pensar, era preciso agir, pois 68 vidas estavam em risco e corríamos contra o tempo. Ao chegar na delegacia encontramos um cenário de terror e desolação. Todos os macacos eram filhotes com idades que variavam entre 10 dias e 3 meses. O grupo estava dividido em duas caixas minúsculas, completamente imundas e aqueles que ainda tinham alguma energia circulavam num lamaçal de fezes, urina e comida estragada.Por entre as frestas dos caixotes os olhares assustados pediam socorro e expressavam a dor de não entenderem por que estavam ali. Os macacos estavam molhados, sujos, famintos e sedentos. Um a um, começamos a retirá-los das caixas e prestar os primeiros socorros. Todos os 68 bebês receberam alimentação, soro e foram transferidos para recintos secos, limpos e aquecidos, uma operação que mobilizou cerca de dez pessoas e durou cinco horas até que todos os primatas fossem socorridos. Até o momento, todos os filhotes estão vivos e continuamos empenhados para que sobrevivam. EXTREMA URGÊNCIA, precisamos de: – Apoio financeiro para contratação emergencial de mais cinco cuidadores para reforçar nossa equipe. – Parceiros (ONGs e Associações) que possam RECEBER pequenos grupos de saguis, sob nosso acompanhamento e orientação técnica; – Mobilização contínua da sociedade para que esses crimes passem a ser punidos com rigor! Pasmem: a mulher apenas assinou um termo circunstanciado e já está livre! Ajude-nos a ajudá-los! Banco Itaú Ag. 0796 CNPJ 01.943.493/0001-66 C/C 60400-7 E-mail: contato@projetomucky.org.br

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