Gigantes da internet se unem para proteger a vida selvagem

Foto: Coalition to End Wildlife Trafficking Online/WWF

Foto: Coalition to End Wildlife Trafficking Online/WWF

O aniversário de um ano (6 de março) da Coalizão pelo Fim do Tráfico da Vida Selvagem Online, apelidada apenas de “Coalizão”, foi comemorado na China esta semana durante um evento com o tema “Protegendo a Vida Selvagem com a Tecnologia”. A Coalizão é uma parceria inovadora de algumas das principais empresas online e de tecnologia do mundo, formada em março de 2018 e unidas com ajuda da TRAFFIC, WWF e IFAW.

Um total de 32 empresas de internet da China e de outros países participaram do evento ao lado de representantes do governo chinês e autoridades mundiais no assunto, incluindo o secretário geral do CITES1, a delegação da União Europeia, embaixadas do Reino Unido e EUA, GIZ, universidades e ONGs além dos representantes dos departamentos chineses de Administração Nacional de Florestas e Pastagens (NFGA), Combate ao Contrabando da Administração Geral de Alfândega (GACC), da Agência Nacional de Polícia Florestal e dos gabinetes da Comissão Central de Assuntos do Ciberespaço, e Supervisão do Mercado e de Pesca.

O evento foi uma oportunidade para avaliar o desempenho e os impactos alcançados pela Coalizão até o momento. Os participantes também discutiram como as empresas globais de comércio eletrônico, tecnologia e mídias sociais efetivamente previnem e combatem o comércio de animais selvagens em seus canais.

Enquanto isso, outras oito empresas de internet se juntaram ao grupo no compromisso de reduzir o comércio de vida selvagem em suas plataformas, implementando planos de ação individuais.

Crimes contra a vida selvagem figuram entre os crimes organizados internacionais mais sérios, perigosos e prejudiciais, assim como o tráfico humano, tráfico de drogas e venda ilegal de armas.

Nos últimos anos, o comércio de animais selvagens migrou gradualmente dos mercados offline para as plataformas online, facilitando as transações clandestinas. A internet permitiu o comércio rápido, conveniente e anônimo da vida selvagem, criando desafios consideráveis para empresas de comércio eletrônico, plataformas de mídia social e agências responsáveis pela aplicação da lei.

Com o objetivo da Coalizão de reduzir em 80% o comércio online da vida selvagem até 2020, as empresas associadas ao grupo têm auxiliado ativamente na aplicação da lei, explorado novas tecnologias para detectar e eliminar informações comerciais ligadas a esse tipo de crime e participado da coordenação mecanismos entre as agências envolvidas. Aumentar a conscientização sobre a importância da conservação da vida selvagem, do consumo sustentável e da rejeição de produtos oriundos desse comércio também é um componente crucial.

As experiências foram compartilhadas por membros novos e antigos. O Sina Weibo, como novo membro, apresentou o conteúdo “Como proteger a vida selvagem pelas mídias sociais” – uma abordagem inovadora que envolve o uso de plataformas online para reduzir a demanda por produtos de marfim entre os consumidores chineses, destacando a vantagem que as mídias sociais possuem em aumentar a conscientização pública e mudar o comportamento do consumidor.

Durante este evento, a TRAFFIC apresentou as principais descobertas do recém publicado estudo “Tendências do Cibercrime da Vida Selvagem na China: Resultados do Monitoramento Online 2017-2018”, que indica que o número médio mensal de novos anúncios de produtos da vida selvagem diminuiu 73% em comparação com 2012-2016.

Essas descobertas fornecem referências importantes para entender a atual natureza do cibercrime envolvendo a vida selvagem na China e ajudam a melhorar a capacidade das empresas de internet de combater o cibercrime da vida selvagem. Além disso, a TRAFFIC, juntamente com o WWF e o IFAW, divulgou o Plano de Ação Global contra o Cybercrime da Vida Selvagem, que fornece orientação sistemática para o trabalho futuro dos membros.

Steven Broad, diretor executivo da TRAFFIC International afirma que a Coalizão tem o poder de facilitar de forma sólida que empresas associadas ao grupo a cumpram a lei do comércio eletrônico, incluindo o fortalecimento de sua gestão de vendedores e usuários.

“A TRAFFIC fornecerá conhecimentos e recursos para ajudar a facilitar a coalizão com os parceiros WWF e IFAW, apoiando membros atuais e potenciais, o governo, o público e demais ONGs envolvidas, nosso objetivo comum é a conservação e proteção da biodiversidade”, conclui ele.

Lagartos raros são encontrados dentro de caixas de brinquedos e latas de batatas

Os lagartos foram descobertos durante incursões da Força da Fronteira Australiana em Clayton, Oakleigh e Narre Warren em conjunto com o Departamento Australiano de Meio Ambiente e Energia, na última quinta-feira (7), após uma investigação de 10 meses.

“Nós interceptamos e evitamos que 150 répteis vivos fossem enviados para a China e Hong Kong“, diz uma declaração da ABF.

De acordo com um comunicado oficial, havia animais amarrados com fita adesiva e enfiados dentro de meias. Sufocados, alguns deles morreram e outros, muito debilitados, precisaram ser sacrificados.

Os répteis australianos são considerados altamente valiosos no exterior e o tráfico de animais selvagens fatura entre 50 e 150 bilhões de dólares por ano (cerca de 190 a 580 bilhões de reais) e, segundo o superintendente da Força da Fronteira Australiana, Nicholas Walker, estas apreensões seriam apenas a “ponta do iceberg” do contrabando. As informações são do Daily Mail.

“Esses resultados hoje demonstram nosso compromisso comum com a prevenção da importação e exportação ilegal de animais selvagens na Austrália“, disse ele.

“Há também pessoas que estão dispostas a pagar grandes somas de dinheiro por animais exóticos e raros.”

O site do governo afirma que “há penas severas para o tráfico de animais selvagens, incluindo multas e prisão”.

A pena máxima por importar ou exportar espécies sem uma autorização é de 10 anos de prisão, uma multa de 210 mil dólares (cerca 800 mil reais) ou as duas combinadas.

Já para quem tutelar um animal importado ilegalmente tem pena máxima de cinco anos de prisão e a multa é a mesma.

Companhia aérea europeia proíbe o transporte de ossos de leão

Foto: Divulgação/WAN

Foto: Divulgação/WAN

Adotando uma postura ética, excelente exemplo para as companhias aéreas de todos os países, a Cargolux anunciou ontem a decisão proibir o transporte de ossos de leão.

A companhia aérea com sede em Luxemburgo, que mantém uma rede global que faz dela uma das maiores companhias aéreas de cargas programadas da Europa, adotou essa postura importante contra o tráfico de animais selvagens que, esperamos, incentivará outras companhias aéreas de carga a fazer o mesmo.

Eles são a primeira grande transportadora de carga a banir os carregamentos de ossos de leão. A proibição foi anunciada como uma tentativa de aumentar a conscientização dentro da indústria e promover operações éticas.

“A Cargolux está fortemente comprometida com a conservação e o bem-estar animal, uma causa a que a empresa esta cada vez mais engajada. Assim que tivemos conhecimento do surgimento desse comércio, a decisão de proibir o transporte de tal carga por toda a nossa rede foi imediatamente tomada”, disse Richard Forson, Presidente e CEO da Cargolux em um comunicado. “É muito importante que todos os participantes do setor de transportes reconheçam sua responsabilidade em relação ao tráfico de animais selvagens e tomem todas as medidas aplicáveis para eliminar esse comércio.”

Conforme observado pela empresa, infelizmente o tráfico de animais tem crescido ao longo da última década e está intimamente ligado a caça que alimenta o mercado paralelo e a criação de leões para a caça por troféus, práticas que não se alinham com a posição da Cargolux sobre a conservação da vida selvagem.

Além disso, a empresa compassiva também registra em seu site, que “enquanto a maioria das organizações está começando a entender e respeitar a necessidade de medidas ambientais e socialmente responsáveis, nos compreendemos que precisamos de mais do que respeito. Precisamos de uma responsabilidade profunda e permanente”.

Michele Pickover, diretora da EMS Foundation afirma que esta decisão positiva irá, de alguma forma, causar impacto a este comércio abominável e cruel. “Também é um ótimo exemplo para todas as outras companhias aéreas de carga para tomar decisões mais éticas quando se trata do comércio internacional de vida selvagem”, disse ela.
A diretora também expressou sincera gratidão a Cargolux. “Muitas companhias aéreas podem não ter conhecimento do comércio em si ou de suas implicações para os leões africanos e tigres asiáticos. Acredito que, uma vez informados sobre o que esse comércio implica, eles também tomarão a decisão correta e lógica de não apoiá-lo”.

 

Mianmar, na Ásia, queima mais de 1 milhão de dólares em partes de animais selvagens

Foto: Pixabay

Organizado pelo Ministério de Recursos Naturais e Conversação Ambiental em oposição ao tráfico ilícito de animais silvestres, o evento comemorou o Dia Mundial da Vida Selvagem e marcou a segunda manifestação simbólica desse tipo no país. O primeiro ocorreu em outubro do ano passado, quando 1,3 milhão de dólares (cerca de 5 milhões de reais) em partes de animais selvagens apreendidos foram incinerado em um complexo do governo em Nay Pyi Taw , a capital de Mianmar.

No total foram 219 peças de marfim, 210 troncos de elefante, 527 ossos de tigres, leopardos e outros animais selvagens, 800 chifres diferentes e 134,7 kg de escamas de pangolim.

Apesar de ser signatária da CITES , o que significa que qualquer caça à vida selvagem é ilegal no país, Mianmar enfrenta sérios problemas com o tráfico e a venda de animais ameaçados.

U Win Naing Thaw, diretor do Departamento de Conservação da Natureza e da Vida Silvestre , declarou que enquanto lamenta a queima das partes da vida selvagem, ele se sente “mais triste pelos animais vivos que são comercializados ilegalmente”. As informações são do World Animal News.

O tráfico de pangolins na Ásia

Pangolins são considerados os mamíferos mais traficados do planeta.

Ano passado, a Malásia queimou aproximadamente nove milhões de dólares em escamas de pangolim apreendidas em uma operação para impedir o tráfico destes animais.

Foto: Pangolinsg.org

Um total de 2,8 toneladas foi incinerado na Nature Quality Center, Seremban, Negeri Sembilan, segundo informações postadas na página oficial Jabatan PERHILITAN Semenanjung Malaysia.

“O descarte de itens através de métodos de combustão garante que eles não retornarão ao mercado negro”.

Cerca de 3.000 pangolins foram mortos para a quadrilha obter os 2.800 quilos de escamas. A carga foi apreendida após tentativas de contrabandos que foram desviados pelo Departamento de Alfândega Real da Malásia (JKDM), no Porto Klang da Malásia entre maio e setembro de 2017.

Já na China, também em 2017, sacos e malas contendo partes de pangolins foram recolhidos de traficantes de animais selvagens em um porto em Shenzhen. Os oficiais do país anunciaram que esta apreensão está sendo considerada uma das maiores da história.

Aproximadamente 13 toneladas de escamas finas, acastanhadas e cinzentas foram encontradas e estimou-se que entre 20 e 30 mil animais foram assassinados para serem traficados para a China, onde se acredita que as escamas de pangolim tenham propriedades medicinais.

Governo da Malásia adota postura rígida contra o tráfico de animais selvagens nas mídias sociais

Traficantes tem usado as redes sociais para comercializar animais selvagens | Foto: Wildlife Trade/Twitter

Traficantes tem usado as redes sociais para comercializar animais selvagens | Foto: Wildlife Trade/Twitter

O governo do Sabá na Malásia têm encarado com seriedade e preocupação o tráfico ilegal da vida selvagem, incluindo a venda de carnes exóticas, que tem ocorrido por meio das mídias sociais.

O ministro assistente do departamento de turismo, cultura e meio ambiente de Sabá, Assaffal P. Alian, disse que para tratar da questão, o departamento da vida selvagem de Sabá adotará uma postura agressiva e vai impor ação direta e penalidades apropriadas para coibir ações desse tipo e indivíduos considerados culpados por estarem envolvidos em tais atividades.

“Fortalecer as leis, impor penalidades duras, são nossas metas para que os criminosos não tenham escolha e acima de tudo fazer com que a lei seja aplicada com firmeza a esses infratores”, disse ele quando foi recebida por repórteres depois de oficializar o Departamento de Estado da Vida Selvagem.

Assaffal estava representando a vice-ministra-chefe do departamento de turismo, cultura e meio ambiente, Datuk Christina Liew.

Segundo Assaffal, o governo ainda não tem como impedir transações on-line relacionadas à vida selvagem, mas admite a necessidade de procurar aconselhamento, leis específicas e regulamentos regionais que devem ser impostos e seguidos.

Mais de 1,5 mil tartarugas são encontradas dentro de malas abandonadas

A polícia encontrou 1.529 tartarugas vivas dentro de malas abandonadas no aeroporto de Manila, nas Filipinas. Os animais, que estavam envoltos em fita adesiva, foram resgatados no domingo (3). Dentre as tartarugas, havia espécies raras e protegidas, incluindo tartarugas estelares, tartarugas de patas vermelhas, tartarugas sulcadas e escorregadores de orelhas vermelhas.

Foto: Bureau of Customs Naia/Facebook

As malas vieram de um voo de Hong Kong e foram trazidas por um passageiro das Filipinas e deixadas na área de desembarque do aeroporto internacional de Manila Ninoy Aquino. Após o resgate, as tartarugas foram levadas para uma unidade de monitoramento para que pudessem receber os cuidados necessários.

Tartarugas são traficadas para serem tratadas como animais domésticos, mas também para que sejam mortas para consumo e para uso na medicina tradicional em países asiáticos. As informações são do portal G1.

Foto: Bureau of Customs Naia/Facebook

O tráfico de animais, que é considerado um problema em todo o sudeste da Ásia, é fortemente combatido nas Filipinas, que têm leis rígidas contra esse crime. Caso os animais sejam encontrados, o traficante pode ser preso por até dois anos e multado em até 200 mil pesos.

Em 2018, a alfândega filipina resgatou 560 tipos de vida selvagem e de animais silvestres. Dentre eles, 250 lagartixas, 245 pedaços de coral e diversas espécies de répteis. Em 2019, já foram resgatados 63 animais, entre iguanas, camaleões e dragões barbudos, todos encontrados em bagagens nos embarques internacionais.

Foto: Bureau of Customs Naia/Facebook

Hong Kong é a principal rota do tráfico de animais silvestres

Hong Kong, na China, é a principal rota do tráfico de animais silvestres. Em dezembro de 2017, mais de 300 quilos de escamas de pangolim, espécie de mamífero em grave risco de extinção, foram encontrados por policiais após serem descarregados por homens em uma van. As escamas seriam comercializadas por cerca de US$ 300 mil.

Funcionários da Alfândega com escamas de pangolim. Foto: Anthoiny Wallace/Agence France-Presse

O pangolim é a vítima mais recente da ganância humana, que já dizimou espécies na África, no Sudoeste Asiático e em outros países devido ao desejo das classes média e alta chinesas por joias, obras de arte, remédios tradicionais e alimentos exóticos. Quatro das oito espécies de pangolim existentes estão ameaçadas. O comércio internacional de produtos derivados do animal está proibido desde 2016. De 2016 a 2017, foram apreendidas 43 toneladas de escamas e corpos, que correspondem a milhares de animais, em embarques procedentes de seis países, principalmente Camarões e Nigéria, de acordo com a ADM Capital Foundation, organização ambiental com sede em Hong Kong.

Segundo a ONU, o tráfico de animais silvestres é “uma das principais atividades criminosas organizadas de dimensões internacionais”. O governo de Hong Kong, no entanto, parece relutar em combater o tráfico. Menos de 20% dos casos acabam na Justiça. É mais provável, porém, que crimes envolvendo marfim sejam punidos. As prisões, no entanto, raramente vão além dos transportadores individuais. As informações são do Estadão.

Quatro espécies de pangolim estão ameaçadas. Foto: Suzi Eszterhaus/Minden Pictures, via The New York Times

A relutância de lutar contra o tráfico é explicada em parte pelo fato de Hong Kong ser conhecido como um local em que sempre ocorreu o comércio de produtos advindos de animais silvestres. A grande escala desse comércio também atrapalha ações de fiscalização e punição dos responsáveis. O porto de Hong Kong é o quinto maior do mundo e por ele passam, anualmente, 21 milhões de contêineres. Além disso, o aeroporto internacional local é líder mundial em carga.

“Nós encaramos seriamente a aplicação da lei e as sanções”, declarou Tse Chin-wan, subsecretário para o meio ambiente de Hong Kong. “Mas precisamos aceitar a realidade de que Hong Kong é uma zona portuária franca, que oferece muitas oportunidades para este tipo de atividade”, acrescentou.

A esperança de Tse em reduzir o tráfico está ligada à conscientização da sociedade. “Acho que a comunidade começou a aceitar o fato de que se algo não é bom para o ambiente, deve ser gradativamente abandonado. O mundo está mudando”, concluiu.

Pangolim, a maior vítima do tráfico de animais silvestres

Os pangolins habitam a Terra há mais de 80 milhões de anos (Foto: Maria Diekmann)

No último sábado, 16, foi celebrado o Dia Mundial do Pangolim, data que lembrou não apenas a existência de um animal pré-histórico que habita a Terra há mais de 80 milhões de anos, mas que hoje, entre os mamíferos, é a maior vítima do tráfico de animais silvestres no mundo, de acordo com a African Wildlife Foundation.

Somente nos últimos 18 anos, mais de um milhão de pangolins foram mortos por caçadores. Se somarmos a quantidade de elefantes, rinocerontes e leões vitimados pela caça, ainda não nos aproximaremos da quantidade de pangolins mortos.

Só em julho do ano passado, o Departamento de Alfândegas e Impostos de Hong Kong encontrou sete toneladas de escamas de pangolim em um contêiner que chegou partindo da África. Essa triste realidade de caçadas incessantes e implacáveis permite classificá-los como animais ameados de extinção, segundo a Fundação Família Ichikowitz, que deve inaugurar este ano na África do Sul o Pangalorium, um santuário para pangolins.

Hoje, as oito espécies de pangolins, quatro originárias da África e quatro da Ásia, são muito visadas comercialmente porque suas escamas, que contêm queratina, a mesma proteína encontrada no chifre dos rinocerontes e nas unhas humanas, são usadas na medicina tradicional asiática, mesmo sem comprovação científica de benefícios.

Distante da má intervenção humana, o pangolim, que é noturno e vive no subsolo e em áreas fechadas como cavernas, não sofre grandes riscos porque ele não tem um predador natural. Além disso, suas escamas são tão duras que nem mesmo um leão adulto consegue penetrá-las. Sendo assim, aparentemente o seu único inimigo é o ser humano.

Turkish Airlines é acusada de colaborar com o tráfico de animais silvestres

“Ao não verificar com cuidado as cargas que transporta, a Turkish Airlines está contribuindo para o sofrimento e morte desses animais” (Foto: WAP)

A Turkish Airlines está sendo acusada pela World Animal Protection (WAP) de colaborar com o tráfico de animais silvestres. Segundo a organização, a companhia aérea tem sido usada para transportar ilegalmente papagaios-do-congo em voos que saem da República Democrática do Congo, Nigéria e Mali com destino a países do Oriente Médio e Ásia.

“Ao não verificar com cuidado as cargas que transporta, a Turkish Airlines está contribuindo para o sofrimento e morte desses animais. Recentemente, mais de 60 papagaios-do-congo transportados pela companhia da República Democrática do Congo ao Kuwait chegaram mortos ao destino”, denuncia a WAP, acrescentando que 66% desses papagaios vítimas de tráfico normalmente morrem antes de chegarem ao avião.

A Turkish Airlines havia se comprometido a ajudar a acabar com o comércio ilegal de animais silvestres, segundo a organização. “Porém, nossa investigação revelou que ela não está cumprindo a sua promessa”, lamentou. Normalmente os animais capturados têm suas penas cortadas para que não possam escapar voando. Além disso, são colocados em caixas apertadas e lotadas de pássaros.

Você pode colaborar com a campanha que pede à Turkish Airlines para parar de colaborar com o tráfico ilegal de papagaios assinando a petição disponível no site da WAP.

Fonte: Vegazeta

Suspeitos de traficar animais em extinção são detidos no Maranhão

Dois homens foram detidos na terça-feira (12) suspeitos de traficar animais silvestres ameaçados de extinção no Maranhão. Foram encontrados três filhotes de tucano e dois periquitos da espécie Jandaia, que estavam sendo transportados em caixas de papelão do município de Mirinzal para São Luís.

Foto: Reprodução/TV Mirante

Rafael Costa Silva e Auricélio Pereira Mendonça traziam as aves em uma van. O caso é investigado pela polícia.

“Fizemos a prisão da das pessoas e conduzimos à Delegacia do Meio Ambiente para o procedimento penal, para fazer o ato administrativo que é preencher a multa prevista no decreto e a partir dai, a delegada vai procurar mais indícios a outras pessoas que possam estar envolvidas nesse crime”, explicou ao G1 o Coronel Adenilson de Santana, comandante do Batalhão Ambiental.

Após prestarem depoimentos, os homens foram liberados. Eles assinaram um termo circunstanciado de ocorrência e devem responder pelo crime de tráfico de animais silvestres, com pena de até dois anos de detenção.

As aves foram resgatadas e levadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres. Elas receberão os cuidados necessários para, depois, serem devolvidas à natureza.