Traficante preso com 800 tartarugas já fez outras duas viagens em menos de um mês

Foto: Fernando Gomes / Agência RBS
Foto: Fernando Gomes / Agência RBS

O criminoso foi preso em uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e transportava os filhotes em quatro sacos de panos sem qualquer tipo de iluminação e ventilação. Eles também não recebiam água nem alimentação. O homem conduzia um veículo Kia Cerato e estava levando os animais para Florianópolis, em Santa Catarina. As tartarugas que sobrevivessem às condições precárias seriam vendidas por cerca de R$ 50 em lojas especializadas.

Conforme a lei dos crimes ambientais, ele assinou termo circunstanciado e, se condenado, pode pegar de um a quatro anos de prisão, pena que geralmente é revertida em pagamento de cesta básica e prestação de serviço à comunidade. O delegado Rodrigo Caldas, titular da delegacia de polícia de Eldorado do Sul, destaca que está buscando mais agravantes para instaurar um inquérito. O objetivo é responsabilizar o preso, que é de Santa Catarina e tem 49 anos, em outros tipos de crimes e ainda pelo fato de ele ter antecedentes por crimes ambientais, bem como por já ter realizado outras duas viagens neste ano para Florianópolis com filhotes de tartarugas.

Maus-tratos aos animais

Enquanto a polícia tenta identificar o viveiro clandestino, outros envolvidos no tráfico e também os receptadores dos animais, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Porto Alegre recebeu os 800 filhotes.

Paulo Guilherme Carniel Wagner, médico veterinário, analista ambiental e responsável pela área silvestre do órgão, afirma que quatro animais haviam morrido e que outros devem morrer.

“Eles estão estressados devido aos maus-tratos e ficarão pelo menos por uma semana aqui no Ibama, em um taque, para se recuperarem. Depois, vamos devolvê-los ao seu habitat”, ressalta Wagner

Segundo o Ibama, a espécie foi identificada como tigre-d’água e é nativa do Rio Grande do Sul. No entanto, devido ao tráfico, já há espécies em todo o país e até no Exterior. Wagner diz que os parques de Porto Alegre são repletos destas tartarugas, principalmente porque, ao crescerem, são abandonadas pelos tutores. Os animais, quando adultos, chegam a 25 centímetros de comprimento e podem viver cerca de 30 anos. Os filhotes apreendidos tinham menos de dez dias.

Multa de R$ 400 mil

O traficante preso informou à polícia um fato preocupante que foi confirmado pelo Ibama como recorrente no caso de tráfico de animais. Os criminosos recolhem ovos nas margens das lagoas Mangueira e Mirim, no sul do Estado, para depois colocarem em um viveiro próprio, cujo local ainda não foi descoberto. Depois disso, ficam monitorando a desova em Pelotas para pegar os filhotes, colocar em sacos e repassar para o responsável pelo transporte até Santa Catarina.

“O objetivo deles é o lucro, e não a vida. Eles já pegam os filhotes após a desova e colocam sem alimento em sacos para a viagem até Florianópolis”, explica Wagner.

Tanto o Ibama quanto a Polícia Civil ressaltam que há um decreto estadual que proíbe a reprodução em cativeiro e a comercialização deste espécie no Rio Grande do Sul. Por isso os filhotes são levados para Santa Catarina.

Wagner diz que, em média, a multa para casos como estes é de R$ 400 mil, mas que geralmente não é aplicada pelo fato de que os traficantes usam “laranjas” para transportar os filhotes.

No caso do homem preso com 800 tartarugas em Eldorado do Sul, por exemplo, ele não possui nenhum bem em seu nome e, como em casos anteriores, existe dificuldade em aplicar a multa.

Fonte: GauchaZH

Ator João Vicente se posiciona contra cativeiro e tráfico de animais silvestres

O ator João Vicente de Castro usou as redes sociais para se posicionar contra o cativeiro e o tráfico de animais silvestres. Ele publicou uma foto de um ensaio fotográfico contra a exploração e a crueldade animal do qual ele e outros famosos fizeram parte. Na foto, João Vicente aparece preso por cordas.

(Ampara Animal/Divulgação)

“As razões pelas quais os humanos me querem são muitas. Admiram minha beleza, acham que sou diferente, exótico, ‘cool’ ou que trago ‘status’. Mas eu me pergunto: com que direito me domesticaram? Eu quero estar em meu habitat, não dentro da sua casa. Quero exercer meu papel biológico, não virar um bibelô para te satisfazer”, escreveu o ator.

“Você pode justificar dizendo que sua compra é legalizada, mas o que não sabe é que grande parte dos criadores contribuem para o tráfico. Não há como assegurar que eu ou minha mãe não fomos capturados da natureza. Os humanos não querem saber que, a cada dez de nós, nove acabam morrendo na captura ou durante o transporte. Que o tráfico de animais silvestres é o terceiro maior do mundo. Então, se você me admira, deixe-me em paz, na natureza. Aprenda a me observar na natureza, sem me tocar e confinar”, completou.

A legenda da foto é finalizada por João Vicente com a hashtag #sintanapele, que remete ao nome do projeto fotográfico promovido pela ONG AMPARA Animal. O objetivo das fotos é fazer com que as pessoas se coloquem no lugar dos animais.

A publicação de João Vicente já ultrapassa 46 mil curtidas. Os seguidores do ator aplaudiram a iniciativa. “Super impactante quando tentamos nos ver no lugar dos animais”, escreveu um internauta. Outro seguidor lembrou que o único caminho para não colaborar com o sofrimento e a exploração de nenhum animal é se tornar vegano. “Veganismo é a única forma de abolição dos animais”, disse.

Animais silvestres salvos de maus-tratos e do tráfico recebem cuidados

Animais silvestres resgatados após serem vítimas de maus-tratos ou do tráfico na região de Palmas, no Tocantins, são levados para o Centro de Fauna, onde recebem cuidados. Com alimentação balanceada, eles são reabilitados para que possa retornar à natureza.

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A alimentação dos animais é composta, basicamente, por frutas. Alguns deles, mais debilitados, recebem papinha feita por funcionários e são alimentados com mamadeiras improvisadas em garrafas pets. Dentre eles, filhotes de veados e tamanduás, araras e papagaios.

“Esse tamanduá, por exemplo, está sem língua e não consegue se alimentar sozinho. Por isso nós preparamos uma papinha à base de proteínas para que ele consiga ficar saudável”, explicou ao G1 o zootecnista Daniel Albernaz.

O Centro de Fauna recebeu, em 2018, cerca de 1,2 mil animais silvestres salvos do cativeiro, do tráfico, de maus-tratos e também de atropelamento. Os resgates são feitos, na maioria, pela Polícia Militar Ambiental.

Apesar da maior parte dos animais ser solta na natureza após o período de recuperação e reabilitação, alguns perdem a capacidade de sobrevivência no habitat e, por isso, nunca poderão sair do centro. Uma onça resgatada, que nasceu em cativeiro, é um desses casos.

“Infelizmente esse animal é muito arriscado voltar para natureza. É um animal idoso, mas que nasceu em cativeiro. Ele poderia ter uma vida fora, mas como ele é acostumado com o ser humano ele sempre vai querer manter contato com o ser humano”, explicou o zootecnista.

Pangolins resgatados do tráfico morrem em abrigo do governo

A polícia chinesa os encontrou no porta-malas de um carro de contrabandistas, 33 pangolins traficados ainda estavam vivos, envoltos em sacos plásticos encharcados com sua própria urina.

Mas o destino das criaturas – cujas escamas valem quase o seu peso em prata no mercado negro – não foi feliz. Todos eles morreram no cativeiro do governo meses após a apreensão, em agosto de 2017.

Uma ONG ambiental pioneira em Pequim lançou uma investigação chamada “contando pangolins” para descobrir o que acontece com esses animais recuperados do comércio ilegal de animais selvagens. Suas descobertas até agora destacam as discrepâncias entre as leis ambientais e os resultados.

A China é dificilmente única. O número de leis ambientais nos livros em todo o mundo aumentou 38 vezes desde 1972, de acordo com um exaustivo relatório da ONU sobre o Meio Ambiente. Mas a vontade política e a capacidade de impor essas leis costumam atrasar – minando os esforços globais para conter questões como o tráfico de vida selvagem, a poluição do ar e as mudanças climáticas, segundo o relatório.

“A lei não se auto-executa”, disse Carl Bruch, coautor do estudo e diretor de programas internacionais do Environmental Law Institute em Washington, DC

Cada um dos 33 pangolins transferidos para os cuidados de um centro de resgate da vida selvagem na província chinesa de Guangxi morreu no prazo de três meses – de acordo com registros obtidos pela organização sem fins lucrativos China Biodiversity Conservation e Green Development Foundation e apresentados à Associated Press.

O que ainda não está claro é o que aconteceu com seus corpos.

Os pangolins são mamíferos escamosos e comedores de insetos – descritos de maneira divertida pela União Internacional para a Conservação da Natureza como “parecido com uma alcachofra com pernas e cauda”. Suas escamas – feitas de queratina, o mesmo material em unhas humanas – estão em alta demanda pela medicina tradicional chinesa, supostamente curam artrite, promovem a amamentação para as mães e aumentam a virilidade masculina, embora não haja respaldo científico para essas crenças.

O preço das escamas de pangolim na China subiu de US$ 11 por quilo na década de 1990 para US$ 470 em 2014, segundo pesquisadores da Beijing Forestry University.

Os cientistas designaram todas as oito espécies de pangolins como estando em risco de extinção – quatro espécies na Ásia e quatro na África. Mais de 1 milhão de pangolins foram traficados entre 2004 e 2014 – por suas escamas, carne e sangue – com a China e o Vietnã como os maiores mercados. Nas duas últimas décadas, o número de pangolins no mundo caiu cerca de 90%.

Em 2016, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) adotou uma proibição mundial do comércio de pangolins e a China aprovou essa proibição. Os pangolins também são listados como espécies protegidas na China. Enquanto a mídia estatal chinesa divulgou algumas apreensões de alto perfil, cães de guarda dizem que um próspero mercado negro de animais ameaçados persiste.

Em novembro de 2017, funcionários da alfândega em Shenzhen apreenderam 13,1 toneladas de escamas de pangolim – supostamente a maior apreensão de escalas da África – de acordo com a mídia estatal. As penalidades que os infratores enfrentam nem sempre são divulgadas, mas em outro caso envolvendo um menor carregamento de balanças, dois contrabandistas receberam penas de prisão de cinco anos.

“É significativo que a China tenha adotado leis contra o comércio de muitas espécies ameaçadas, mas a lei em si não é suficiente para protege-las da extinção”, disse Jinfeng Zhou, diretor da Fundação para Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Verde da China.

Zhou quer que o governo emita registros públicos rastreando todos os pangolins vivos e mortos apreendidos pelas autoridades – e que ofereça evidências de que o contrabando, incluindo as escamas de pangolim, é destruído antes de entrar nos mercados negros.

“Estamos determinados a saber o que acontece com os pangolins”, disse Sophia Zhang, pesquisadora do grupo de biodiversidade. Depois de ler notícias sobre a apreensão em agosto de 2017, ela enviou pedidos de informação a agências governamentais e viajou para Guangxi para visitar o centro de resgate de animais selvagens.

O Departamento Florestal de Guangxi, que administra o centro de resgate de animais selvagens, recusou os pedidos da AP para uma entrevista e um comentário. O serviço estatal chinês de notícias Xinhua informou em dezembro de 2018 que a China continua empenhada em impedir o tráfico de pangolins, observando que houve 209 buscas de contrabando de pangolim de 2007 a 2016.

Em Guangxi, Zhang viu que os pangolins eram mantidos em pequenas gaiolas e alimentavam comida de gato no centro de vida selvagem, enquanto pangolins selvagens comiam cupins. Ela disse que tentou coordenar com a Save Vietnã Wildlife, uma organização sem fins lucrativos, para levar carregamentos de cupins para alimentar os pangolins, mas o centro recusou a oferta.

Depois que os animais morreram, o centro não revelou o que aconteceu com seus corpos escamosos. Mas em outros casos, o mesmo centro transformou pangolins vivos em grupos industriais – incluindo uma fábrica de aço na província de Guangdong e uma fazenda associada a um centro de medicina tradicional chinesa na província de Jiangxi. O governo divulgou essa informação em seu site.

Em resposta a uma solicitação de informações da Zhang, o Departamento de Silvicultura de Guangxi enviou cópias das licenças detidas por essas organizações para lidar com pangolins. O motivo da transferência de pangolins ainda não está claro.

“Queremos que o centro de vida selvagem forneça uma explicação completa”, disse Zhang. “Sabemos que o comércio de pangolins é muito lucrativo. O público deve saber o que acontece.”

A organização sem fins lucrativos de biodiversidade apresentou pedidos de informação sobre a vida selvagem traficada em quase 30 províncias chinesas e tentou verificar o que acontece com as escamas de pangolins apreendidas pelos funcionários da alfândega. Zhang disse que os centros de resgate de animais selvagens precisam de um treinamento melhor para lidar adequadamente com animais vivos.

“A China tem um conjunto bastante completo de leis ambientais”, disse Barbara Finamore, diretora estratégica sênior para a Ásia do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais em Washington, DC. “Mas as leis ambientais não valem o papel em que estão escritas, a menos que haja também uma forte fiscalização”.

Países grandes e pequenos, ricos e pobres, aprovaram uma extensa legislação verde desde a Cúpula da Terra do Rio em 1992. “O mundo fez incríveis progressos na adoção de leis ambientais e avaliações de impacto ambiental, na criação de ministérios e agências ambientais”, disse Bruch, co-autor do relatório da ONU.

A parte difícil e perigosa

“O quadro legal existe em um número enorme de países”, disse Deborah Seligsohn, uma cientista política que se dedica à política ambiental na Universidade de Villanova. “Mas uma vez que você tenha todas essas leis, você precisa de pessoal treinado e disposto a aplicá-las. Você precisa de pés no chão.”

Os mandatos verdes geralmente não são financiados, disse Barney Long, diretor de conservação de espécies da Global Wildlife Conservation, um grupo sem fins lucrativos em Austin, Texas. “Muitos países têm leis que estabelecem o número mínimo de guardas florestais que deveriam estar patrulhando por milha quadrada em parques nacionais e áreas protegidas. Mas eles não são implementados se o dinheiro disponível não for apropriado”.

Grupos não-governamentais – como a organização sem fins lucrativos da biodiversidade em Pequim – tentam ajudar a fechar a lacuna entre as leis ambientais e as medidas de fiscalização. Mas em muitos países, esse é um trabalho perigoso. Em 2017, pelo menos 207 defensores ambientais – incluindo guardas florestais, defensores, jornalistas e inspetores – foram assassinados por realizar esse trabalho, segundo a Global Witness, um grupo de pesquisa e defesa baseado em Washington, DC e Londres.

Existem alguns pontos brilhantes, dizem especialistas.

A China está gradualmente liberando mais dados ambientais para o público, especialmente sobre a poluição do ar, mesmo quando o governo restringe outras formas de informação. E mais autoridades estão sendo responsabilizadas, disse Jennifer Turner, diretora do Fórum de Meio Ambiente do Woodrow Wilson Center em Washington, DC “Antes que as autoridades locais fossem avaliadas apenas em desempenho econômico – mas agora é mais difícil se esconder dos pecados ambientais”.

Larson relatou da China e Washington, DC pesquisador da AP Shanshan Wang em Pequim contribuiu com relatórios.

O Departamento de Saúde e Ciência da Associated Press recebe apoio do Departamento de Educação Científica do Howard Hughes Medical Institute.

Fonte: Daily Mail

 

 

Homens são presos por tráfico de papagaios no interior de São Paulo

Uma denúncia feita ao 13° Batalhão da Polícia Militar de Paranaíba (MS) resultou na prisão de dois homens, que também foram multados, por tráfico de animais silvestres. Os traficantes foram presos em São José do Rio Preto, município do interior de São Paulo.

(Foto: Assessoria / 13° Batalhão da Polícia Militar)

As aves foram encontradas dentro de uma caixa de sapatos em um veículo no qual estavam os traficantes. Os animais foram levados do Mato Grosso do Sul para o estado de São Paulo. As prisões dos homens ocorreram no último sábado (19). As informações são do portal JP News.

Após a denúncia de tráfico de animais silvestres ter sido feita, de forma anônima, aos policiais de Paranaíba, o serviço de inteligência do 13° Batalhão acionou as autoridades policiais de São Paulo, que efetuaram a abordagem, confirmando o fato denunciado.

Os traficantes foram levados para uma Delegacia de Polícia Civil. Eles permanecem à disposição da Justiça.

Alfândega africana apreende US $ 1,7 milhão em chifre de rinoceronte com destino a Dubai

Autoridades da alfândega da África do Sul disseram na quinta-feira (10) que apreenderam 36 chifres de rinoceronte no valor de US $ 1,7 milhão, com destino a Dubai, no aeroporto internacional de Johanesburgo.

Cerca de um quarto da população mundial de rinocerontes foi morta na África do Sul nos últimos oito anos, devido à demanda por seu chifre

Cães farejadores detectaram algo suspeito no dia anterior em oito caixas embrulhadas em bolha rotuladas como contendo “itens decorativos” em um depósito de armazenagem para carga de saída.

Em uma inspeção mais profunda, a polícia encontrou chifres pesando 116 quilos, embalados individualmente.

A África do Sul está lutando contra um flagelo da caça ilegal de rinocerontes, em alto risco de extinção, alimentada pela demanda insaciável por chifre na Ásia, onde acredita-se que cura o câncer e aumenta a virilidade – alegações para as quais não há provas científicas.

O chifre de rinoceronte é composto principalmente de queratina, a mesma substância que compõe as unhas humanas, e normalmente é vendida em pó.

A demanda colocou a África no epicentro de uma crise global de caça e tráfico.

Nos últimos oito anos, cerca de um quarto da população mundial de rinocerontes foi morta na África do Sul, onde vivem 80% dos animais restantes.

Rinoceronte africano. Foto: Pixabay

O país perdeu 1.028 rinocerontes para a caça furtiva em 2017.

O tráfico de animais na Ásia

A exploração de rinocerontes e tigres continua sendo ilegal na China e proíbe a exploração, comércio, transporte e exibição desses animais. Esta lei existe há vinte e cinco anos.

Em outubro do ano passado, ela foi revogada abrindo uma exceção que permitia o uso de partes de rinocerontes e tigres para fins medicinais. A decisão causou revolta a grupos de ativistas, como a fundação WWF e a Humane Society International.

De acordo com Huang Caiyi, porta-voz do Departamento Nacional de Gestão Ambiental, a repressão ao comércio ilegal de rinocerontes e tigres, assim como suas partes, ocorre em todo o país.

Filhote de elefante morre por ferimentos causados por caçador

Os crueldade e a ganância humana não tem limites e infligi a animais inocentes as mais terríveis dores e sofrimento.

Uma elefanta bebê é mais uma vítima dessa triste realidade e morreu após de sofrer sérios ferimentos ao ser capturada por um caçador e amarrada pela pata em uma floresta, no leste da Tailândia.

Foto: Departamento de Gestão de Áreas de Conservação

Segundo o Daily Mail, a filhote de um mês de idade foi encontrada por aldeões em Rayong, amarrada a uma cerca com uma corda cortando profundamente o tornozelo e expondo seu osso.

Ninguém sabe ao certo por quanto tempo a pequena elefanta, batizada de Baitong, ficou lá, sem o leite e machucada, mas estava tão fraca que mal conseguia se levantar.

Elefantes bebês são completamente dependentes de suas mães para alimentação até os dois anos de idade, e não se sabe o que aconteceu com a mãe de Baitong.

Baitong foi resgatada em 18 de dezembro, mas apesar dos cuidados 24 horas por dia e da amputação de emergência da pata infectada ela morreu na última sexta-feira (11).

Foto: Departamento de Gestão de Áreas de Conservação

Prasarn Buangsook, veterinário do Departamento de Gestão de Áreas de Conservação, disse: “A corda cortou profundamente o pé de Baitong e chegou até seus ossos. Ela estava muito ferida e magra porque não comia nada há dias.

“Sua pele inteira do pé estava morta e seu osso tem uma ferida enorme e incurável”

“Amputar a pata dela era necessário para evitar que ela morresse de infecção”, acrescentou Buangsook.

Ele também disse que os veterinários notaram que ela estava lentamente começando a se recuperar, mas ela ainda precisava de cuidados 24 horas por dia.

Na última quinta-feira, Baitong estava brincando com alguns de seus cuidadores quando sua condição piorou repentinamente e ela desmaiou foras depois.

Vários veterinários trabalharam durante a noite para salvar Baitong, mas ela faleceu na manhã do dia seguinte.

Nathanong Panpech, um dos veterinários, disse: “Os níveis de oxigênio no sangue dela eram muito baixos, causando um alto nível de ácido no sangue”.

“Nós demos a ela uma infusão, remédios e oxigênio, mas ela não aguentou mais.

Foto: Departamento de Gestão de Áreas de Conservação

“Estamos todos perto dela e muito triste em vê-la partir. Espero que a morte de Baitong lembre a todos os caçadores que os animais são inocentes e que eles não merecem nada disso”.

A Ásia é conhecida pelo tráfico de animais e extermínio de elefantes. O crime é alimentado pelo comércio de suas presas que são retiradas para servirem como peças ornamentais nos países asiáticos.

Infelizmente, a pequena bebê entrou para a assustadora estatística de vítimas da caça, do tráfico e da revoltante exploração animal causadas pelo homem somente por dinheiro e “prazer”.

 

 

Alfândega chinesa prende quadrilha de contrabando de peixe em extinção

A alfândega chinesa anunciou recentemente os resultados de sua repressão à quadrilha de contrabando do peixe totoaba, em 2018.

Foto: Richard Herrmann

As investigações resultaram na prisão de 16 membros de gangues e na apreensão de aproximadamente 980 libras de bexigas de totoaba, o equivalente a um valor estimado em US $ 26,4 milhões .

O caso ainda está sendo apurado, mas descobertas preliminares revelam que a gangue criminosa, que operava em várias províncias chinesas, comprou ilegalmente as bexigas totoabas no Golfo da Califórnia , no México , e as transportou para vários países antes de chegar à China. Esta repressão é um dos casos mais bem sucedidos no combate ao contrabando de espécies ameaçadas de extinção .

Zak Smith , procurador sênior no Programa de Natureza do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC) disse em um comunicado, “O governo chinês está trabalhando duro para cumprir o seu compromisso de erradicar o comércio ilegal de totoaba na China. Esperamos que o governo mexicano implemente esforços vigorosos para combater o tráfico de totoaba. Precisamos desesperadamente de cooperação internacional para eliminar o comércio de tototaba, que está colocando em risco a vaquita, que hoje somam menos de 15 animais em todo o mundo.

Vaquita. Foto: Alamy

O pretexto medicinal 

Enfrentando a extinção, o totoaba é listada na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES) , o que significa que o comércio internacional do peixe  é proibido. Nativa no Golfo da Califórnia, no México, a totoaba é usada na culinária chinesa sob a falsa suposição de que poderia tratar problemas de saúde ou fornecer outros benefícios, como a fertilidade e vitalidade da pele.

As bexigas de natação de Totoaba são oferecidas para venda em Shantou, China. Foto: EIA

A pesca ilegal deste peixe no México também ameaça a vaquita , uma espécie rara de golfinho criticamente em perigo listada sob o Ato de Espécies Ameaçadas de Extinção, porque a vaquita se emaranha e morre nas redes usadas, originalmente, para capturar totoabas.