Caçadores celebram e se parabenizam mutuamente após matar leão

Imagens recentemente divulgadas nas redes sociais mostram um grupo de caçadores se cumprimentando com “tapinhas nas costas” e elogiando um ao outro depois de caçar e matar um leão em conjunto.

O leão foi morto quase que imediatamente quando foi baleado à queima-roupa enquanto avançava em direção ao grupo de caçadores. O vídeo foi compartilhado pela namorada do primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e também ativista anti-caça Carrie Symonds.

Ela disse: “Desculpe por compartilhar um vídeo tão angustiante no #WorldLionDay (Dia do leão). Não há qualquer justificativa ou desculpa para tal crueldade. Acredita-se que existam apenas 20 mil leões deixados em liberdade. Nós precisamos agir”.

“Você pode imaginar os caçadores do vídeo lutando contra esses animais majestosos sem precisar se esconder atrás de uma rocha e sem precisar usar uma arma enorme?”

“Claro que não. É por isso que não é apenas cruel além de tudo que se possa imaginar, mas “tão covarde que assusta”.

As pessoas responderam ao vídeo, criticando o assassinato sem sentido do leão, que é classificado como uma espécie “vulnerável”.

Um usuário disse: “Qual é o sentido de matar um leão? Eu nunca entendi como se pode ter prazer em prejudicar ou matar animais apenas por diversão. Essas pessoas estão doentes”.

Outro disse que os caçadores representam uma “mancha em nossa sociedade” antes de os identificar como “psicopatas selvagens e bárbaros que matam belos animais por diversão”.

Foto: Twitter/James Melville

Foto: Twitter/James Melville

“Não há desculpa para a crueldade da caça ao troféu”.

“Mas como eu sempre digo, agora coloque-os desarmados e nus na savana e veja o que acontece. O justo é o justo, afinal”.

De acordo com o Daily Mirror, a agência ProStalk de Derek Stocker oferece aos ricos britânicos a chance de matar uma variedade de diferentes espécies africanas, incluindo babuínos, girafas, elefantes e macacos.

As pessoas podem caçar troféus na África do Sul, Namíbia e Zimbábue, com preços os variando de £ 47 (cerca de 225 reais) para macacos a £ 6,422 (em torno de 30 mil reais) para um hipopótamo.

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Campanha revela o sofrimento de animais explorados pela indústria do turismo

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Diversas fotos capturadas pelo mundo todo mostram imagens comoventes que expõem o sofrimento de animais selvagens em destinos turísticos em todo o sul da Ásia.

Fotografias mostram macacos, tigres e elefantes acorrentados em cativeiro e obrigados a se apresentar para turistas pagantes.

Tiradas pels fotojornalista Aaron Gekosi, essas imagens chocantes marcam o lançamento da campanha “Raise the Red Flag”(Levante a Bandeira Vermelha, na tradução livre), da organização Born Free’s.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

A campanha permitirá que os turistas relatem casos de sofrimento de animais em cativeiro em todo o mundo.

Em uma sequência, um orangotango pode ser visto olhando pelas grades de sua gaiola enquanto macacos vestidos de coletes andam de bicicleta.

Dr. Chris Draper, chefe do departamento de Bem-Estar Animal e Cativeiro da Born Free, disse: “O cativeiro nunca poderá recriar o ambiente complexo que os animais encontram na natureza. Muitos animais sofrem imensamente em cativeiro como resultado disso”.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

“Inúmeros animais selvagens são mantidos em situações de cativeiro para entretenimento humano – em espetáculos circenses com animais, como adereços fotográficos para turistas, encontros com animais, filmes e programas de TV, ou até como animais domésticos.

“Há dezenas de milhares de zoológicos em todo o mundo, mantendo milhões de animais selvagens em cativeiro. Todas essas atividades podem ter sérias implicações para o bem-estar animal e representam riscos reais tanto para a segurança quanto para a saúde pública e animal”.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Muitas pessoas podem ter visto um animal selvagem em cativeiro em perigo. Eles podem ter visitado um zoológico, uma atração turística ou se deparado com o sofrimento de animais selvagens em cativeiro e se sentirem desconfortáveis ou preocupados com o que testemunharam.

Quando as pessoas se deparam com situações como essas, podem achar difícil ou desanimador falar, ou simplesmente não sabem com quem entrar em contato.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

“Nosso novo sistema da campanha Raise the Red Flag, que é apoiado pela British Airways Holidays, e liderado pelo mais novo patrocinador da Born Free, Mollie King, permitirá que apoiadores em todo o mundo relatem incidentes de sofrimento de animais selvagens, oferecendo conselhos sobre qual orgão procurar e que ação tomar depois de relatar suas preocupações? “

Mollie King acrescentou: “Estou realmente honrado por me juntar ao Born Free como patrono, todo o time lá faz um trabalho que vale a pena, tudo com o objetivo final de manter a vida selvagem onde ela pertence: na natureza”.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Há alguns anos, tive a sorte de poder me juntar a Born Free ao transferir ursos cativos da Geórgia em um santuário grego.

“Vendo o quão mal os ursos foram tratados antes de serem resgatados – alguns deles sendo forçados a ‘dançar’ em pedras quentes para entreter os turistas – me assustou muito, a viagem também me fez perceber que há muito trabalho a fazer para acabar com essas atividades horríveis.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

“Estou muito contente pela Born Free existir e fazer tudo o que pode para acabar com a exploração de animais selvagens. Estou animado com muitas coisas que planejamos para o meu patrocínio, em particular o lançamento do Raise the Red Flag”.

“Eu quero fazer tudo o que puder para ajudar a Born Free a lançar luz sobre a realidade do cativeiro de animais selvagens e Raise the Red Flag é um projeto tão importante para que todos possam fazer isso”.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Draper concluiu: “Infelizmente, não podemos ajudar todos os animais selvagens em cativeiro, mas, quando possível, podemos investigar, entrar em contato com os estabelecimentos, empresas de viagem ou autoridades envolvidas e destacar esse sofrimento para o resto do mundo”.

“Quando as pessoas nos informarem sobre o sofrimento dos animais selvagens através da campanha, nós os capacitaremos a agir e fazer tudo o que pudermos para ajudar o maior número de animais possível”.

Foto: Caters News Agency

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Elefantes são espancados e torturados com ganchos de metal para levar turistas nas costas

Foto: @abang da balik/Twitter

Foto: @abang da balik/Twitter

Fotos divulgadas nas redes sociais mostram elefantes com feridas abertas na cabeça e no corpo, enquanto levam turistas australianos – que viajam para a Tailândia exclusivamente com este fim – em suas costas. Os pacotes de viagem são anunciados pelas agências de turismo como possibilidades únicas de “interação” com os animais.

Acredita-se que as imagens foram compartilhadas no Twitter em Phuket, um dos pontos turísticos mais populares do país.

Os animais podem ser vistos com o sangue escorrendo da cabeça depois que os seus exploradores (mahouts) os atingem repetidamente com ganchos afiados de metal.

Foto: @abang da balik/Twitter

Foto: @abang da balik/Twitter

Outras fotos mostram um elefante com uma série de cicatrizes de feridas antigas na parte de trás da cabeça, comprovando que o sofrimento é pertinente e interminável para esses animais explorados.

Mais de 800 mil australianos visitam a Tailândia a cada ano, e muitos são atraídos pelas variadas atrações turísticas envolvendo elefantes, em que os visitantes podem ser levados para “passear”nas costas dos animais, assisti-los fazer truques e alimentá-los.

A World Animal Protection estimou que 3 mil elefantes estão atualmente sendo usados para entretenimento em toda a Ásia, com 77% sendo tratados de forma desumana.

Foto: @abang da balik/Twitter

Foto: @abang da balik/Twitter

Por favor, não montem nos elefantes e não apoiem este negócio ”, disse um porta-voz da Autoridade de Turismo da Tailândia. “Nós nunca apoiamos turistas montando elefantes.”

Dr. Patrapol Maneeorn, veterinário especializado em vida selvagem do Departamento de Parques Nacionais, Conservação da Vida Selvagem e da Flora, disse que a Tailândia está trabalhando para eliminar a crueldade contra os animais.

“O que estamos fazendo é colaborar com diferentes organizações e setores na Tailândia para reduzir esses casos e, esperamos, eliminar a crueldade contra animais tanto quanto possível”, disse Maneeorn em um comunicado.

Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia

Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia

Existem atualmente 3.500 elefantes selvagens e 4.500 elefantes domesticados na Tailândia.

Os animais selvagens são protegidos pela lei tailandesa, mas os elefantes domesticados são vistos como animais de trabalho.

O dr. Maneeorn disse que as agências governamentais tentaram vários métodos para erradicar o abuso de elefantes no país, incluindo “formular políticas, apoiar pesquisas sobre a vida selvagem, reabilitar animais feridos e erradicar o comércio de animais silvestres”.

Ele diz que os turistas podem desempenhar seu papel no assunto, boicotando atrações que exploram elefantes para fins de entretenimento.

Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia

Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia

“Empresas de viagens e turistas individuais podem ajudar as agências governamentais boicotando empresas que praticam crueldade contra os animais”, disse ele.

O processo de domesticar um elefante é tão horrível quanto o tratamento a que os animais são submetidos.

Os animais são amarrados a correntes curtas, espancados com ganchos e outros objetos pontiagudos e submetidos a muita fome e privação, a fim de fazê-los se comportarem, e isso continua por ano e anos, enquanto eles forem mantidos em cativeiro.

Alguns animais desenvolvem um comportamento de zoocose, um tipo de compulsão repetitiva em que eles balançam a cabeça de um lado para o outro, muitas vezes incompreendido e visto como uma tendência lúdica, mas o movimento na verdade é um mecanismo de defesa e sofrimento que os elefantes isolados apresentam.

Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia

Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia

Muitos elefantes são afastados de suas mães quando ainda bebês para serem submetidos a uma vida inteira de abuso.

Alguns santuários na Tailândia, como o Elephant Valley (Vale dos Elefantes, na tradução livre), estão tentando evitar os maus-tratos a esses animais.

Lá os elefantes podem andar como e para onde quiserem e são alimentados apenas uma vez por dia pelos seres humanos, em oposição a outros elefantes em cativeiro que são constantemente forçados a se apresentar para turistas.

“Não existe elefante domesticado”, disse o fundador do Elephant Valley, Jack Highwood, ao Daily Mail Australia.
“Só há elefantes que perderam a vontade de revidar.”

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TripAdvisor continua promovendo lugares que maltratam animais

Por Rafaela Damasceno

Uma pata de elefante acorrentada ao chão

Foto: Old box studio/Shutterstock

O TripAdvisor é um site conhecido mundialmente por oferecer informações e opiniões de conteúdos relacionados ao turismo. Normalmente é procurado por pessoas que querem ver comentários dos lugares visitados por outros, fotos e preços. Infelizmente, muitos animais (especialmente os selvagens) são explorados pela indústria do turismo.

Os elefantes, principalmente, são forçados a passar por um processo denominado “phajaan” – isso significa que suas almas são “esmagadas”, suas esperanças são destruídas, para que se submetam aos humanos. Também são frequentemente mantidos aprisionados com correntes e costumam ser ameaçados com “bullhooks” (uma haste com um gancho na ponta).

Nenhum animal silvestre deve ser mantido em cativeiro. Existem necessidades básicas que nunca poderão ser atendidas quando se está enclausurado.

Lasah, um elefante de 37 que foi capturado na natureza ainda bebê e separado de sua família, é explorado e abusado na atração Langkawi Elephant Adventures, na Malásia.

Lasah deveria ser capaz de conviver com outros elefantes, dormir deitado, cobrir-se de lama para se proteger de queimaduras solares – comportamento comum da espécie -, regular a temperatura de seu corpo na água, vagar livremente. Em vez disso, ele vive sozinho, é acorrentado no chão, lavado constantemente porque turistas não querem ver os elefantes cobertos de lama, não pode mergulhar na água quando quer e é mantido acorrentado quando não está sendo forçado a carregar pessoas, entre outras coisas.

O TripAdvisor promove atividades que são cruéis para Lasah, além de divulgar críticas positivas em seu site. Esse tipo de coisa aumenta o interesse e a demanda pela exploração de elefantes no turismo.

Diversas petições foram criadas para que o TripAdvisor remova páginas que promovam abuso de animais. Há também uma petição pedindo pela liberdade de Lasah.

Se ele não for considerado apto para retornar à natureza depois de todos os abusos e explorações que sofreu, um santuário de elefantes local está mais do que preparado para acolhê-lo. Você pode assinar a petição pela liberdade de Lasah aqui.


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Focas apavoradas se ferem e morrem ao fugir de turistas que invadem seu habitat

Foto: The Seal Alliance

Foto: The Seal Alliance

Focas apavoradas foram filmadas saltando e se arriscando em penhascos em uma tentativa desesperada de evitar que turistas chegassem perto demais delas.

Vídeos mostram as focas caindo de costões rochosos no mar, muitas vezes se machucando no caminho para baixo.

Outras imagens capturaram uma debandada de focas provocada pelo aparecimento de um drone, e outra mostra um animal flagrado tentando escapar de um cachorro depois dele ter sido solto pelo tutor.

Um aumento acentuado no número de incidentes como este levou a realização de um relatório chamado “Não perturbe! A crescente ameaça às nossas focas”.

O relatório – publicado pelo Seal Protection Action Group e pelo Cornwall Seal Group Research Trust – afirma que as focas são frequentemente perturbadas por embarcações motorizadas, jet-skis, caiaques, paddle boarders, passeios de observação da vida selvagem em terra ou mar, bem como por pescadores e caminhantes.

As pessoas que tentam alimentar focas também são motivo de crescente preocupação.

Andy Ottaway, do Action Group, disse que as focas já enfrentam ameaças suficientes em problemas de habitat e excesso de pesca nas águas, e precisam ser deixadas em paz.

Foto: The Seal Alliance

Foto: The Seal Alliance

“Nossas focas estão sob ameaça crescente de mortes deliberadas, mudanças climáticas, pesca, poluição tóxica, emaranhamento de redes, ingestão de plástico e ferimentos graves causados por colisões com navios”, disse ele.

“Precisamos dar a todos os nossos preciosos animais marinhos, incluindo as focas, mais espaço”.

“O impacto cumulativo de todas essas ameaças, juntamente com esses crescentes problemas de perturbação, está colocando esses maravilhosos animais em sério risco.”

Foto: The Seal Alliance

Foto: The Seal Alliance

Com o início das férias de verão, milhões de visitantes viajam para a costa e a superlotação aumenta a pressão sobre a fauna marinha, incluindo focas.

O relatório destaca o crescente impacto prejudicial que a atividade humana pode ter sobre essa vida selvagem.

A análise também documenta estudos de caso em torno da costa britânica, onde populações de focas protegidas estão sofrendo distúrbios crônicos causados por atividades humanas.

Foto: The Seal Alliance

Foto: The Seal Alliance

As ONGs dizem que tais atividades podem causar ferimentos graves e ter conseqüências potencialmente fatais.

O relatório cataloga graves incidentes no sudoeste da Inglaterra; North-West Wales; Nordeste da Inglaterra e nordeste da Escócia em locais de importância crítica.

Foto: The Seal Alliance

Foto: The Seal Alliance

Os pesquisadores encontraram evidências de que a população de focas está sofrendo por causa da intrusão humana por meio de atividades recreativas.

O relatório adverte que a perturbação repetida pode causar sérios danos aos animais individualmente, por meio de estresse e até mesmo de ferimentos graves.

A perturbação também pode afetar a população local e nacional, reduzindo o sucesso reprodutivo, causando abandono de filhotes dependentes e até a morte prematura.

Sue Sayer, do Cornwall Seal Group Research Trust, disse: “Muitas comunidades se beneficiam financeiramente do turismo e do tipo de vida selvagem confiável (não-agressiva) que as focas proporcionam.

“No entanto, precisamos tomar cuidado e reduzir os já altos níveis de perturbação caso contrário, esses benefícios ambientais, sociais e econômicos poderão desaparecer em breve, junto com as focas”, concluiu Sayer.

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Crocodilos são explorados para entretenimento humano

FOTO: REUTERS

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Crocodilos são animais selvagens, e como tal tem seu habitat específico, considerados os maiores predadores de água doce do mundo eles habitam a Terra há 200 milhões de anos.

Vítimas da vaidade humana, esses répteis magníficos são perseguidos pelo couro de suas costas usado na confecção de bolsas e sapatos.

Mas não é apenas pelo couro de seus corpos que esses animais estão sendo ameaçados, agora eles têm sido incomodados em seu habitat para entreter turistas ávidos por shows e alienados quanto às questões de bem-estar animal.

FOTO: REUTERS

FOTO: REUTERS

Recentemente um homem foi fotografado beijando um crocodilo para uma plateia de turistas que assistia a cena durante uma viagem de barco na Costa Rica.

Juan Cerdas disse que é um dos seus “hobbies” alimentar e beijar as criaturas para turistas assistem no “tour do rio dos crocodilos” que navega no rio Tarcoles.

O rio, na província de Puntarenas, tem uma das maiores populações de crocodilos do mundo.

Muitos deles são crocodilos americanos, que são tipicamente encontrados na Flórida e são uma das únicas espécies que podem andar sobre quatro patas.

Eles podem crescer até 17 pés de comprimento e pesar centenas de libras.

FOTO: REUTERS

FOTO: REUTERS

Mas Juan, de forma inconsequente, diz que eles “não são tão agressivos quanto nos querem fazer acreditar”.

O rio tem sido explorado como uma grande atração turística nos últimos anos.

Turistas se reúnem para visitar uma ponte sobre o rio Tárcoles, que ficou conhecida como “puente de cocodrilo”, ou “ponte do crocodilo”.

Por baixo da ponte, os crocodilos tomam sol à tarde.

Essa semana o Mirror relatou cenas horríveis de crueldade com animais, enquanto centenas de crocodilos foram espancados até a morte por uma multidão de aldeões enfurecidos, depois que um morador local foi aparentemente devorado por um dos répteis.

Os crocodilos viviam em um lago em uma propriedade do empresário Sorong Regency, no oeste de Papau, na Indonésia, e foram culpados pela morte de um morador na sexta-feira.

Os moradores locais irados invadiram sua propriedade para se vingar cruelmente dos animais no sábado.

Um vídeo mostra a multidão sedenta de sangue arrastando crocodilos de dois metros de comprimento da água antes de espancá-los até a morte com picaretas e outras ferramentas.

Seja no turismo ou nas reações em massa o ser humano continua carente de bom senso e compaixão ao lidar com animais selvagens e respeitar os limites naturais e ecossistêmicos desses seres.

Animais selvagens são propícios a interações com humanos e se provocados ou ameaçados eles vão reagir como o instinto lhes ordena: em defesa própria.

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Vídeo mostra burros sendo espancados e forçados a transportar turistas na Grécia

Por Rafaela Damasceno

Santorini, uma das ilhas gregas mais visitadas pelos turistas, usa os animais como parte da atração. As mulas e os burros são usados como transporte, mesmo quando as temperaturas regularmente chegam a mais de 30°C. Além do grande calor, os animais ainda são forçados a carregar muito peso diversas vezes ao dia, subindo e descendo os 520 degraus do caminho lateral no penhasco que leva à cidade de Fira.

Burros carregando pessoas

Os burros são forçados a carregar peso por longas distâncias | Foto: PETA

Nos últimos anos o número de burros que sofrem lesões na coluna vertebral, adquirem feridas chegam à exaustão aumentou. Muitos daqueles que já estão cansados demais ou fracos para servirem de montaria são deixados para morrer, segundo o grupo ativista Peta.

Quando um teleférico foi instalado na ilha, os burros foram usados com menos frequência pelos turistas para subirem os degraus. Mas o turismo cresceu muito nos últimos anos, o que tornou a aumentar a demanda pelos animais.

O vídeo, divulgado pelo Peta, mostra cenas de maus-tratos graves. Os condutores batem com varas nos animais que se recusam a se mexer, deixando feridas abertas na pele. As rédeas são puxadas violentamente para tentar fazê-los obedecer. Eles são forçados a carregarem muito mais peso do que deveriam, entre quatro e cinco vezes ao dia, ida e volta. Chicotes também são usados nas agressões.

O grupo de defesa dos direitos dos animais acusa os oficiais de violarem claramente as leis de bem-estar do animal, negando água e descanso para os burros, além das agressões frequentes. Ele também afirmou que as autoridades estão bloqueando suas campanhas para espalhar cartazes que relatam os maus-tratos e pedem para que os turistas não montem nos animais.

As pessoas tentam parar a exploração dos burros em Santorini já há algum tempo. No ano passado, mais de 108 mil pessoas assinaram uma petição online contra os maus-tratos dos animais utilizados como transporte na ilha.

Ferida exposta e coberta de moscas

As feridas causadas pelos condutores ficam expostas | Foto: PETA

Em resposta às imagens dos burros carregando pessoas acima do peso, que causou comoção na internet, o governo da Grécia introduziu uma legislação no ano passado que torna ilegal sobrecarregá-los com mais de 100kg ou um quinto do seu peso corporal.

Apesar da restrição, isso não protege os animais, que continuam carregando peso e sofrendo maus-tratos.

 

 

Caçador tira fotos ao lado dos cadáveres de animais ameaçados de extinção

Foto: Take Aim Safaris

Foto: Take Aim Safaris

Além de caçador, Carl Knight, de 45 anos, é dono de uma empresa de “turismo” que recebe hóspedes e proporciona caçadas a animais em extinção lucrando em cima da morte de elefantes, girafas, leões, leopardos, rinocerontes, crocodilos e demais espécies.

Acredita-se que ele seja o único caçador britânico conhecido por matar pelo menos um de cada espécie de animal em extinção pertencente ao grupo conhecido como “Big Five” (Cinco Grandes) da África.

Assim como leopardos e elefantes, Knight admite orgulhoso ter matado rinocerontes e búfalos ameaçados de extinção – cuja população está em declínio.

O leão, o leopardo e o elefante africanos são todos classificados como vulneráveis – enquanto o rinoceronte negro está criticamente em perigo segundo da classificação da IUCN.

Ativistas dizem que ele é o único caçador britânico a ter completado a lista de animais “Dangerous Seven” – que inclui ainda crocodilos e hipopótamos.

Foto: Take Aim Safaris

Foto: Take Aim Safaris

Surrey que é nascido Knight (Reino Unido) foi acusado esta semana de ajudar a conduzir “espécies ameaçadas ao extermínio”, relatou o Mirror.

Crise da extinção

A Campanha Para Proibir a Caça ao Troféu disse que, em face de uma “crise de extinção”, matar animais por diversão era “um dos últimos males sociais”.

A indignação vem em seguida ao evento parlamentar na quarta-feira (03) no Reino Unido, que é um dos maiores importador de troféus de caça junto com os Estados Unidos, pedindo novas leis contra a indústria de troféus.

Knight, que é pai de dois filhos, insiste que ele e seus clientes ricos estão ajudando a salvar espécies em risco, caçando animais para se divertir.

Ele disse no site da empresa Take Aim Safaris que participou de mais de 400 caçadas na África.

Foto: Take Aim Safaris

Foto: Take Aim Safaris

Em uma foto, Knight, que vive hoje em Johanesburgo, é visto posando ao lado do corpo de um leão morto.

Outra foto mostra Knight com dois homens agachados atrás de um cadáver de leopardo – enquanto um terceiro é visto segurando sua arma ao lado de um elefante do sexo masculino morto.

Ele supostamente cobra até £ 30.000 para ajudar clientes ricos a rastrear feras em viagens pela África do Sul, Zimbábue e Namíbia.

Os “hóspedes” ficam em alojamentos luxuosos de cinco estrelas e podem até caçar rinocerontes, chitas, girafas, zebras e macacos.

E Knight se orgulha de seus assassinatos: “Eu tenho caçado os Big Five e Dangerous Seven como um cliente, a maioria das espécies desses grupos algumas vezes, sem mencionar os guiá-los muitas vezes mais”

Seu catálogo on-line acrescenta que os hóspedes podem “relaxar com um copo de vinho”, enquanto suas mortes são “preparadas profissionalmente pelo taxidermista”.

Matança patrocinada

Eduardo Gonçalves, da Campaign To Ban Trophy Hunting (Campanha Para Proibir a Caça ao Troféu), criticou ferozmente o negócio do caçador que ele diz estar “encharcado de sangue”.

Ele disse ao Mirror: “Knight não só mata animais selvagens raros por diversão, ele faz milhares de dólares dessas expedições doentias. Ele está literalmente fazendo uma matança patrocinada.

“As pessoas no Reino Unido ficarão com o coração partido ao saber que ele organiza caças de chitas, e indignados ao entender ele ganha a vida ajudando a matar rinocerontes ameaçados de extinção”.

“Knight organiza caçadas para matar girafas e zebras e guia os caçadores para atirarem em macacos, avestruzes e porcos-espinhos”.

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Governo prepara pacote de medidas para facilitar licenciamento ambiental e criar ‘Cancún brasileira’

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) está preparando um pacote de medidas que tem como objetivo incentivar investimentos no setor turístico. Dentre outras questões, o pacote pretende facilitar o licenciamento ambiental simplificado para empresas que queiram se instalar em “áreas especiais de interesse turístico” e criar a “Cancún brasileira”, área destinada ao turismo que seria implementada em Angra dos Reis (RJ), em uma área de proteção ambiental.

O pacote de medidas, denominado “A Hora do Turismo”, define benefícios tributários para empresas do ramo turístico que se estabelecerem nas chamadas “áreas especiais”. Foram estabelecidos descontos de até 50% no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e no Imposto de Importação para produtos sem similar no Brasil.

Jair Bolsonaro e Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

As medidas foram apresentadas pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ao presidente Bolsonaro, que autorizou que estudos mais aprofundados sejam feitos. De acordo com o ministro, faltam ajustes, mas a intenção é editar uma medida provisória nas próximas semanas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Na “área especial”, as empresas vão receber descontos de 50% no ICMS, que é um imposto estadual, e no ISS, que é um tributo municipal. No entanto, para que essas áreas sejam criadas, estados e municípios terão que abrir mão de parte de sua arrecadação.

No plano, é apresentado também o licenciamento ambiental simplificado – com redução de etapas e de tempo de análise, e a permissão para que ele seja feito via procedimento eletrônico – como vantagem para as empresas que venham a se instalar em “áreas especiais”. O licenciamento seria regulado posteriormente pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo ICMBIO, segundo o Ministério do Turismo. Esse licenciamento facilitado preocupa defensores do meio ambiente e dos animais, que dependem da natureza para sobreviver, já que pode abrir brecha para impactos negativos nos ecossistemas.

A definição das “áreas especiais” será feita, de acordo com Antônio, em conjunto com os estados e municípios que decidirem aderir à proposta. Critérios rigorosos, a serem definidos, serão criados, garantiu o ministro. Qualquer região poderá se candidatar, a princípio. No entanto, questões como a proximidade com aeroportos, acesso a estradas duplicadas e atrativos naturais serão levados em consideração pelo governo na hora de definir a criação das áreas.

No caso de Angra dos Reis, onde Bolsonaro quer construir a “Cancún brasileira”, seriam necessários ajustes na legislação ambiental, de acordo com o ministro. Esses ajustes, porém, retirariam o status de proteção que a região detém atualmente e colocaria a fauna e a flora em risco eminente.

O ministro do Turismo planejava as medidas desde que assumiu o cargo. “Será uma iniciativa tripartite: União, Estados e municípios. E vai resolver diversos gargalos que temos hoje no setor”, afirmou Marcelo Álvaro Antônio.

O plano do ministro, no entanto, pode encontrar resistência. Isso porque o pacote de medidas vai contra o desejo da equipe econômica do governo, que pretende reduzir desonerações fiscais, e pode ser negada pelos estados e municípios, que devem encontrar dificuldades para abrir mão de receitas em período de crise.

De acordo com Antônio, o plano foi avaliado pelo Ministério da Economia, mas uma análise mais aprofundada ainda deve ser feita pela pasta e o pacote pode sofrer modificações. Procurado, o Ministério não se posicionou. No entanto, ao Estadão, uma fonte afirmou que a pasta tem grande dificuldade em apoiar iniciativas que resultem em queda de arrecadação.

Não foram feitos cálculos que demonstrem o tamanho da renúncia fiscal que o pacote acarretaria caso fosse executado.


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Investigação revela tortura sofrida por elefantes e macacos na indústria do turismo

Foto: PETA

Foto: PETA

Uma investigação recentemente divulgada sobre indústria de turismo animal revelou os graves abusos e exploração de animais na Tailândia.

As imagens foi feita pela ONG PETA na Samutprakarn Crocodile Farm and Zoo

Abuso de animais

O vídeo mostra elefantes – incluindo um bebê – presos por correntes pesadas e extremamente curtas. Manipuladores (mahouts) são mostrados espetando os animais com ferramentas criadas especialmente para “treiná-los” que tem pontas de metal afiadas em forma de gancho (bullhooks) para forçá-los a dar passeios e executar truques antinaturais, deixando-os com feridas sangrentas.

Elefantes são vistos continuamente balançando para frente e para trás, um sintoma de sofrimento psicológico, como resultado de serem incapazes de interagir uns com os outros.

De acordo com a PETA, os investigadores e também testemunhas oculares da ONG encontraram animais, incluindo um tigre, um chimpanzé e um orangotango, usados como adereços para fotos de turistas, e mantidos em gaiolas apertadas e insalubres entre uma foto e outra.

Violência e privação

“Os animais deste zoológico tailandês não vêem nada além de concreto, correntes e gaiolas”, diz o vice-presidente de campanhas internacionais da PETA Asia, Jason Baker.

“A PETA está convocando viajantes e turistas do mundo todo a ficar longe de qualquer instalação que condene animais selvagens a uma vida miserável de violência e privação”.

A investigação segue um grande relatório da National Geographic que expõe a crueldade na indústria de turismo animal.