Guia turístico afunda filhote de elefante no mar para turistas tirarem fotos

Foto: Viral Press

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A exploração dos elefantes pela indústria de turismo nos países em que a espécie habita é notória e vergonhosa. Abusos de toda espécie são noticiados diariamente com animais tendo que fazer truques para plateias, pintar quadros com a tromba, dançar e até dirigir quadrículos.

O último ato de violência contra os elefantes, movido pela indústria do turismo, foi protagonizado por um guia turístico foi filmado afundando um bebê elefante no mar para que uma turista que também estava na praia pudesse tirar fotos do animal.

O mahout (nome dado aos manipuladores de elefante) arrastou o filhote para o oceano em Phuket, no sul da Tailândia, em 14 de maio, após os dois turistas pagarem por passeios ao lado dos animais, elefantes são explorados.

Um homem é visto no vídeo, tirando selfies enquanto estava sentado em cima de um elefante adulto que estava ao fundo com água até os joelhos no mar.

Uma mulher usando um biquíni branco – que provavelmente estava de férias – tirou fotos do bebê elefante preso pelo guia no mar.

O elefante bebê parecia nervoso e desconfortável na água, mas o mahout colocou as mãos no pescoço do elefante e o empurrou de volta para o mar, prendendo-o.

Quando o filhote acenou com a tromba em aparente desconforto, o mahout colocou a mão na cabeça do animal enquanto continuava a prendê-lo na água.

Foto: Viral Press

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O comportamento cruel praticado conta o filhote era uma tentativa de manter o elefante imóvel para que o turista pudesse tirar uma foto dele no mar, segundo informações do Daily Mail.

Ela bate a foto do elefante bebê e em seguida, vira a câmera em direção ao seu parceiro, que está montando o outro elefante, porém adulto.

A cena provocou revolta dos defensores dos direitos animais que afirmaram que além de ser uma violência levar os elefantes contra a vontade para o mar também danificou os recifes de corais na área.

Thammarat Suwannaposri do Spotlight Phuket disse: “Os elefantes eram parte da atração turística organizada por um restaurante próximo e eles não pediram permissão para fazê-lo”.

“A praia é muito rochosa, mas está cheia de antigos recifes de coral, cuja retirada não foi autorizada de acordo com a lei. Mas eles trouxeram um profissional para escavar e limpar a área, para que esses elefantes pudessem entrar na água e posar para fotos com os turistas”.

“O que eles fizeram foi considerado ilegal e deveriam ser punidos por destruir o meio ambiente e abusar dos animais”.

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Elefante bebê desmaia de exaustão ao acompanhar a mãe que levava turistas nas costas

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

O filhote de elefante que perdeu os sentidos estava preso por uma corda ao corpo de sua mãe que levava turistas nos famosos e cruéis “passeios de elefantes” nas costas, relatos afirmam que o animal estava há horas andando no calor sufocante e teria caído de exaustão.

Os elefantes são explorados indiscriminadamente pela indústria do turismo na região, o incidente ocorreu no leste da Tailândia, na semana passada.

Acredita-se que o animal tenha cerca de um ano de idade e foi amarrado à sua mãe pelo pescoço com um pedaço de corda, os dois estavam na cidade de Pattaya, na Tailândia.

No vídeo, filmado por uma turista que ficou comovida pela situação, pessoas podem ser ouvidas dizendo “que horror, ele está cansado” quando o bebê desmorona no chão com o sol a pino e as temperaturas já se aproximando dos 40C.



Ele então se levanta e corre para acompanhar o elefante adulto pelo Nong Nooch Tropical Gardens.

De acordo com a turista, que não quis ser identificada, o bebê elefante parecia estar exausto de tanto andar pela área em busca de turistas que pagam para passear nas costas de sua mãe.

Ela disse: “Há muitos filhotes de elefantes amarrados às mães que são exploradas carregando turistas às costas, essas pessoas alienadas estão apenas curtindo sob o calor do sol, enquanto esses pobres animais estão sofrendo”.

“Esse filhote de elefante estava tão exausto que você pode ver nas imagens a mãe consolando-a e encorajando-a a ficar de pé”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

A turista é uma trabalhadora e migrante filipina no país vizinho da Tailândia: Myanmar, onde é professora.

Ela estava com amigos passando férias na área quando o incidente aconteceu.

A responsável pela filmagem acrescentou: “Estou apenas preocupada com os elefantes e quero garantir que seu bem-estar seja garantido”.

Um porta-voz do Nong Nooch Tropical Gardens negou hoje que o elefante estivesse cansado ou sendo maltratado.

Eles disseram: “Todos os elefantes são saudáveis e muito bem tratados. Se houver um problema, eles são examinados por veterinários. Todos os bebês aqui são saudáveis”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

No começo do mês, um bebê elefante apelidado de Dumbo morreu em um show em Phuket, no sul da Tailândia, o animal ficou tão esquelético que suas pernas quebraram durante a apresentação.

O animal de três anos de idade, que era forçado a realizar até três apresentações por dia, foi fotografado com aspecto doentio e sofria de uma infecção antes de desmaiar.

Seus detentores o levaram para uma clínica veterinária em 17 de abril, onde um exame mostrou que ele havia quebrado as duas patas traseiras e morreu três dias depois.

Sofrimento e morte

Não são raros os casos de elefantes obrigados a pintar, saltar, dirigir quadriciclos, se equilibrar sobre duas patas, fazer poses antinaturais, jogar água em turistas e ostentar tintas e enfeites religiosos em seus corpos na Ásia.

Toda e qualquer imposição sobre a vontade desses animais sencientes é uma violência e um atentado à sua dignidade e liberdade.

Elefantes nasceram livres, são animais altamente sociais, capazes de vínculos profundos, que vivem em estruturas familiares e tem uma das maiores capacidades de cognição do reino animal.

Com uma inteligência incomparável e sensibilidade profunda esses animais padecem sob o jugo de uma humanidade ambiciosa e bárbara que os explora até as últimas consequências, rouba e ocupa seus habitats, os caça por suas presas de marfim, vende seus filhos, os escraviza, e da qual na maioria das vezes, só conseguem se ver lives com a morte.

Zimbábue, Botsuana e Namíbia pedem o fim da proibição da venda de marfim cru

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Os países Zimbábue, Botsuana e Namíbia fazem um novo apelo a um órgão de fiscalização global para suspender as medidas restritivas ao comércio de marfim cru.

A convenção da Cites, proíbe o comércio não regulamentado envolvendo espécies ameaçadas de extinção em todo o mundo.

Os três países da África do Sul, que abrigam 61% dos elefantes do continente, farão sua solicitação para a mudança na próxima conferência da Cites, em Colombo, no Sri Lanka. O último apelo para a suspensão das medidas, na conferência Cites de 2016 na África do Sul, foi rejeitado.

De acordo com o Ministério da Informação do Zimbábue, são quase 13 anos desde a última venda comercial de marfim do país. “Nosso estoque de marfim vale mais de 300 milhões de dólares, o que não podemos vender porque países que não possuem elefantes estão dizendo àqueles que os tem, o que fazer com seus animais”, disse Nick Mangwana, secretário permanente do ministério.

Há um clamor crescente sobre a proibição, e os movimentos para suspendê-la alegam que vão conseguir fundos para a conservação das espécies.

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

O Zimbábue também fará um apelo separado na conferência para a permissão de vender alguns de seus elefantes, à medida que o conflito entre pessoas e a vida selvagem aumenta.

O país tem uma população de elefantes em expansão, que está cada vez mais em contato com as pessoas. Cerca de 200 pessoas morreram de ataques de elefantes nos últimos cinco anos.

Estima-se que 40% dos casos envolveram elefantes invadindo comunidades humanos em busca de água. Só neste ano, quatro pessoas foram pisoteadas, de acordo com o departatamento de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue (Zimparks).

O Zimbábue tem 85 mil elefantes, mas os parques nacionais e áreas de conservação do país só conseguem lidar com 55 mil.

Aldeias em áreas de baixa altitude perto de grandes parques de caça como Hwange e Gonarezhou reclamaram de incursões feitas por animais selvagens.

A Zimparks informou que fazendeiros que vivem perto de áreas de preservação perderam mais de 7 mil hectares de cultivos para elefantes que se desviaram.

Encurralados ao terem seus habitats naturais invadidos por ocupações humanas os animais são cada vez mais espremidos em terrenos menores o que causa o conflito humanos X elefantes.

Uma crescente população humana, por sua vez, levou as pessoas a invadirem parques de caça, florestas e outros ecossistemas em busca de terras.

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

O governo do Zimbábue está desenvolvendo uma política para limitar o conflito entre seres humanos e animais selvagens à medida que ele se move para aliviar o atrito sobre os recursos. As autoridades também querem ver as regras da Cites mais frouxas para que possam vender mais animais. Entre 2012 e 2018, o Zimbábue vendeu 98 elefantes, principalmente para a China.

Farawo disse que a seca induzida pelo El Niño estava ameaçando a vida selvagem, à medida que os veios de água se esgotavam. “Estamos enfrentando a seca. Como vamos cuidar desses elefantes? É por isso que estamos dizendo que os elefantes cuidem de si mesmos pedindo a suspensão da proibição do comércio”, disse ele.

Botswana também está considerando suspender a proibição de caçar elefantes para usar sua carne como fonte de alimentação. Enquanto o movimento foi recebido com críticas generalizadas de especialistas em conservação, o presidente do país, Mokgweetsi Masisi, diz que a caça impulsionaria o turismo ao mesmo tempo em que gerenciaria a população nacional de elefantes.

O elefante africano, o leão e o hipopótamo aparecem na “lista vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de animais em risco de extinção, e precisam de maior proteção para que continuem a andar sobre o planeta.

População dizimada: o triste fim dos elefantes do Laos

Foto: Frank Zeller / AFP Photo

Foto: Frank Zeller / AFP Photo

O elefante é um símbolo cultural no Laos. Isso se deve provavelmente ao fato de que em certa época, o país era conhecido por ter um grande número desses poderosos mamíferos vivendo em suas terras livres, tanto que antes de ser conhecido como Laos, as pessoas costumavam chamar partes do país Lan Xang (Terra de Um Milhão de Elefantes).

Hoje, tanto o governo quanto grupos de conservação acreditam que a enorme população de elefantes asiáticos que o país uma vez possuiu, agora diminuiu para cerca de 800 animais, onde 400 são elefantes selvagens e 400 estão em cativeiro; e até mesmo essas populações cada vez menores estão ameaçadas.

“Ambas as populações não são sustentáveis e na verdade estão em declínio. E os problemas que cada população enfrenta são completamente diferentes ”, disse Anabel López Pérez, bióloga da vida selvagem do Centro de Conservação dos Elefantes.

Os elefantes em cativeiro estão em risco, pois são alimentados com dietas pouco saudáveis, forçados a trabalhar em condições precárias nos campos de turismo de elefantes, ou se machucam e não recebem cuidados adequados.

Para completar, López disse que os tutores de elefantes não permitem que os animais se reproduzam em cativeiro, já que uma gravidez afetaria a capacidade de um elefante do sexo feminino de trabalhar por até quatro anos.

Enquanto isso, os elefantes machos são agressivos e tendem a ser mais imprevisíveis do que as fêmeas, devido às suas alterações hormonais. Assim, os detentores de elefantes não preferem usá-los para o trabalho.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A situação dos elefantes na natureza também não é muito melhor. Segundo López, a raiz dos perigos que os elefantes selvagens enfrentam no Laos advém do desmatamento, que é exacerbado pela demanda de madeira proveniente de países vizinhos como China e Vietnã. Especialistas dizem que o Laos, hoje, tem apenas cerca de 40% de cobertura florestal, em comparação com os 70% registrados na década de 1950.

O desmatamento no Laos levou à fragmentação de habitats e, como os elefantes não conseguem seguir seus padrões normais de migração, isso resulta em conflitos entre humanos e elefantes.

“Assim, os elefantes saem da floresta e encontram infraestruturas humanas e culturas locais. Eles comem tudo ao redor e às vezes quebram as instalações e comem as colheitas, e os moradores locais não estão muito satisfeitos com a situação”, disse López.

A caça ameaça populações domesticadas e selvagens. López revelou que a demanda por partes do corpo de elefantes continua a aumentar em países como a China e Mianmar, onde a pele de elefante e o marfim são usados na medicina tradicional.

Nem tão verde assim

No início do ano passado, o progresso das metas da Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável para o Sudeste Asiático revelou resultados decepcionantes para o tema do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável que mede florestas e proteção florestal, restauração e uso sustentável.

No entanto, apesar da tendência regional, o Vietnã experimentou um ressurgimento da cobertura florestal nas últimas décadas, atingindo 48% a partir de 2017. O Vietnã atingiu sua cobertura mais baixa em 1990, 27% devido à conversão de terras florestais em fazendas e resquícios de reações a bombas e desfolhantes durante a Guerra do Vietnã. A melhoria foi atribuída ao movimento do governo em restringir a extração e processamento de madeira para exportação, atividades de reflorestamento e regeneração natural.

Alguns, no entanto, estão chamando o desempenho melhorado do Vietnã de enganoso, alcançado em detrimento de seus vizinhos, especificamente do Laos e do Camboja. Supostamente, o Vietnã deixou suas florestas intocadas enquanto exigia madeira de seus países vizinhos.

Se isso for verdade, também explicaria o desmatamento no Laos que, como mencionado anteriormente, é a maior ameaça para os elefantes que vivem em estado selvagem.

Seria injusto dizer que o governo do Laos não tentou enfrentar a questão da diminuição das populações de elefantes. Uma das iniciativas de sucesso do governo tem sido impor restrições rigorosas ao uso de elefantes para transportar madeira para a indústria madeireira.

Além disso, o governo do Laos também manteve uma relação saudável com o Centro de Conservação dos Elefantes, que está tentando reabilitar a população de elefantes do país. Fundado em 2010, o centro é o único parque de conservação do país.

No entanto, mais deve ser feito se o Lao quiser reviver suas, outrora fortes, populações de elefantes. Considerando o pequeno número deixado, o tempo é certamente da essência do sucesso.

Islandeses pedem ao governo o fim da caça as baleias

Vários grupos que atuam em defesa dos direitos animais se uniram e enviaram recentemente uma carta aberta ao governo islandês pedindo a proibição da caça às baleias.

Em fevereiro, Kristján Þór Júlíusson, ministro do departamento de Pesca e Agricultura da Islândia, autorizou a renovação de licenças que permitiriam aos caçadores matar baleias-comuns e baleias-minke até pelo menos 2023.

A decisão de Júlíusson se baseou em um relatório dúbio que alegava que as populações de baleias haviam se estabilizaram na Islândia e que caçá-las novamente não causaria danos ambientais.

No texto da carta carta, os grupos – que incluem Reykjavik Animal Save, Sea Shepherd Islândia e Stop Whaling na Islândia – discordaram da decisão de Júlíusson e ressaltaram o papel fundamental das baleias no combate à mudança climática. A carta acusava a hipocrisia da existência de caça à baleia na Islândia, um país exatamente conhecido e procurado pela observação de baleias como atração turística.

“Não entendemos como é possível que a Islândia proteja as baleias em uma área, promovendo a observação delas vivas e plenas em seu habitat natural e, ao mesmo tempo, mate-as em outras áreas”, diz a carta. “Com o sucesso da observação de baleias na Islândia, é claro que uma baleia viva vale mais que uma baleia morta, especialmente quando a carne de baleia não é uma tradição islandesa, mas um costume adquirido dos noruegueses há décadas.”

De acordo com a carta, apenas 1% dos islandeses comem carne de baleia regularmente e 81% nunca experimentaram esse alimento, de acordo com uma pesquisa Gallup, citada inclusive, no documento. “Nem é possível argumentar a favor do consumo de carne de baleia por seus benefícios para a saúde, uma vez que ela possui uma alta concentração de metais pesados e, portanto, é ainda mais difícil de vendê-la no exterior”, acrescentava o texto da carta.

Além de entregar a carta ao governo, representantes dos grupos protestaram do lado de fora do parlamento esta semana na esperança de acabar com a caça às baleias na Islândia.

Safáris prejudicam o bem-estar dos elefantes

Elefantes são criaturas extremamente inteligentes e altamente sociáveis. Vivendo em grupos com uma média de 11 membros ou mais, costumam percorrer longas distâncias diariamente em busca de comida ou apenas por exercício. Brincalhões e amorosos, eles interagem e criam laços familiares fortes com seu grupo.

No entanto, turistas em safári estão causando alterações em seus comportamentos e tornando-os mais agressivos uns com os outros.

O estudo de 15 meses mostra que o turismo tem deixado os elefantes mais ansiosos por causa do grande número de pessoas. Multidões em jipes se aproximam, tiram fotos e perturbam os animais, resultando no estresse e afastamento do local onde descansam ou se alimentam.

“Os turistas que desejam observar animais em seu habitat natural devem estar cientes de seus potenciais efeitos negativos sobre o bem-estar animal”, disse Isabelle Szott, a autora principal do estudo.
“A pesquisa deve investigar os padrões de melhores práticas para minimizar esses efeitos negativos.”

Segundo Szcott, a agressão entre os elefantes aumentou em paralelo com a pressão turística, com machos mais propensos do que as fêmeas.

“Encontramos manadas de elefantes cada vez mais tendentes a se afastar pelos números crescentes de veículos”.

Impactos do turismo na vida silvestre são objetos de outros estudos que revelaram que ele alimenta o medo, o estado de alerta, a agressividade, a vigilância e o comportamento de estresse em uma variedade de animais, incluindo rinocerontes e bisontes.

“A megafauna, como os elefantes africanos, estão entre as espécies mais populares para observação da vida selvagem, especialmente para turistas internacionais”, disse ela.

As descobertas foram baseadas em 26 elefantes machos e fêmeas identificados individualmente na reserva de caça de Madwike, na província de North West, África, entre abril de 2016 e junho de 2017.

“Nossos resultados mostram que mesmo com as regulamentações, onde a observação da vida selvagem é feita exclusivamente por veículos dirigidos por guias qualificados e o número total de turistas que veem elefantes a qualquer momento é restrito, o turismo levou a mudanças no comportamento dos elefantes”, disse a Dra. Szott.

Uma distância mínima consistente do indivíduo mais próximo, especialmente na primeira aproximação, deve ser introduzida nas diretrizes para observação da vida selvagem para aliviar o potencial de conflito entre os veículos turísticos e a vida selvagem, sugeriu ela.

“Isso daria aos elefantes, ou mesmo a outros animais selvagens, mais espaço e poderia reduzir a probabilidade de os animais se afastarem, proporcionando aos turistas experiências de observação mais longas e naturais.” As informações são do Daily Mail.

Ela disse que as reservas devem monitorar o comportamento dos elefantes para identificar quando a pressão turística tem efeitos potenciais sobre o bem-estar dos elefantes e treinar guias para monitorar o comportamento e ajustar as distâncias mínimas com flexibilidade.

“Este estudo contribui ainda para um pequeno, mas crescente corpo de literatura sobre impactos não-destrutivos do turismo em animais silvestres em animais selvagens.”

A observação de animais

O número de pessoas interessadas em observar a vida selvagem vem apresentando um crescimento significativo.

No caso das baleias, o ruído das embarcações atrapalham os sinais de ecolocalização que elas usam para encontrar comida. Além disso, a presença de barcos as distrai da alimentação. Em berçários, se estressados com a movimentação, mães e filhotes abandonam a área.

Um estudo mostrou que as orcas perdem até 25% de seu tempo de exploração quando as embarcações estão por perto. Com o declínio do salmão chinook, sua principal fonte de alimento, essa perda é completamente insustentável.

Vídeo mostra elefante acorrentado forçado a pintar na frente de turistas

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

Ao visitar a Tailândia, os turistas tem uma chance enorme de receber a oferta para um passeio ou uma experiência com um elefante. Este animal é considerado um símbolo nacional e os tailandeses tem muito orgulho disso.

Porém, este tipo de turismo envolvendo exploração de animais, como passeios e subjugação da vontade dos elefantes, são severamente criticados por grupos de bem-estar animal em todo o mundo. Um vídeo surgiu recentemente mostrando um elefante em uma creche tailandesa, pintando seu autorretrato.

A primeira vista pode parecer cativante a imagem do imenso animal segurando delicadamente um pincel ao colorir um desenho de si mesmo. Mas, enquanto o vídeo prossegue, é possível ver a enorme corrente em volta de seu pescoço e, de repente, as imagens tomam um rumo sombrio.


O vídeo foi filmado no National Elephant Day, que existe desde 1998.

Quando os milhões de turistas vão para a Tailândia todos os anos, muitos deles desejam tirar fotos em cima de elefantes, ou pelo menos perto de um deles.

Mas os pesquisadores descobriram que esse desejo de estar perto do gigante africano é também “alimentar a crueldade” contra esses animais. Isso não quer dizer que a creche no vídeo é culpada de crueldade, mas a indústria como um todo precisa de conscientização urgente.

Dos 3 mil elefantes observados na pesquisa na Ásia feita pela World Animal Protection, aproximadamente três quartos deles viviam em “condições de extrema crueldade”.

Maria Mossman, fundadora da ONG Action for Elephants do Reino Unido, disse ao The Guardian: “Muitos parques se anunciam como santuários, mas eles não são nada disso”.

“Nunca vá a um parque que anuncie shows, comportamentos não naturais, truques ou pintura de quadros – e, por favor, nunca monte um elefante”, pede ela.

Foto: PA

Foto: PA

Maria acrescenta ainda que alguns parques permitem que centenas de turistas filmem a si mesmos brincando com elefantes em área de irrigação.

“Em alguns lugares isso significa que muitas pessoas ficarão com os elefantes na água, a cada hora – isso não é natural para um elefante: ficar na água o dia todo com um monte de pessoas subindo em cima deles”, disse ela.

Em 2016, o TripAdvisor anunciou que estava cortando laços com qualquer serviço que oferecesse contato direto com elefantes. Mas isso não impede que milhões de turistas, quando chegam ao país, recebam ofertas de experiências com os animais dos moradores locais.

Veterinário e consultor de vida selvagem global da World Animal Protection, Dr. Jan Schmidt-Burbach, disse à BBC: “A tendência cruel de usar elefantes para passeios e shows está crescendo – queremos que os turistas saibam que muitos desses animais são tirados de suas mães ainda bebês, forçados a suportar duros treinamentos e sofrer condições precárias de vida durante toda a vida”.

O governo tailandês está ajudando a acabar com o abuso de animais nesses parques, criando um banco de dados de todos os elefantes em cativeiro. Espera-se com isso que eles seja capazes de rastrear a saúde do animal e garantir que eles não estejam sofrendo.

Descubra 9 razões pelas quais os veganos devem conhecer Butão

Foto: VegNews

Aninhado na borda leste do Himalaia, o país do Butão é conhecido por seus mosteiros, fortalezas e paisagens dramáticas que variam de planícies subtropicais a montanhas íngremes e vales. O que torna este lugar particularmente especial é que, como nunca foi colonizado, o estado do Butão desenvolveu uma identidade nacional distinta baseada no budismo, que é amplamente conhecido por seus ensinamentos sobre a não-violência. Poderia este pequeno lugar já ter as respostas para uma vida pacífica e compassiva?

Se você está procurando um pouco de libertação, aqui estão os 9 principais motivos pelos quais os veganos devem conhecer Butão.

1. Não há matadouros

Os matadouros são ilegais no Butão e não existe um que exista em todo o país. O budismo ensina que é errado matar animais, que são vistos como parte da criação divina. Alguns comem carne que é importada da Índia, mas não permitem matadouros porque matar é contrário ao seu sistema de crenças. Sacolas plásticas, venda de tabaco e outdoors publicitários também não são permitidos.

2. Ele é netro em emissão de carbono

O Butão é o único país do mundo que é neutro de carbono. Até hoje, 72% da nação é de floresta, permitindo que o Butão absorva de três a quatro vezes mais emissões de carbono do que produz. É lógico que a ausência da agricultura industrial também desempenha um grande papel em ser negativa em carbono. Mas você não precisa dos números para saber essa verdade – você pode sentir isso quando respira.

3. Eles colocam chili em tudo

Café da manhã, almoço e jantar geralmente consistem em pelo menos um prato de chilis – não como um condimento, mas como a entrada inteira. Historicamente, foi pensado para ser um meio de aquecer as pessoas da montanha em tempos frios. Agora é onipresente em todas as refeições. Chilis salteados em óleo podem até ser o prato principal três vezes ao dia… se você for forte o suficiente.

4. Bolinhos veganos são os favoritos

Veggie Momos cozido no vapor ou frito (bolinhos), Bhak Thuk (sopa de macarrão grande), e uma cerveja Panda são os mais pedidos no restaurante vegan-friendly Zombala 2 no centro de Thimphu. Enquanto a maioria dos pratos butaneses contêm queijo, os veganos podem facilmente pedir para não o colocarem em sua refeição ou simplesmente focar na seleção de pratos que não contêm laticínios.

5. Toda a nação parece feliz

Será que existe um lugar na terra que valoriza o bem-estar, a compaixão e a felicidade em detrimento do dinheiro? O Butão baseia sua avaliação da felicidade geral de seus cidadãos em quatro pilares: desenvolvimento econômico sustentável; bom governo; conservação do meio ambiente; e a preservação da cultura, tradição e saúde. O ambiente conta como uma parte importante da felicidade determinada.

6. Há falos voadores em todos os lugares

Este símbolo, pintado nas portas e nas laterais dos edifícios – geralmente com um lenço ao redor do mesmo ao vento – deve ser um presságio positivo. O membro ereto representa o espírito do Divino Madman que, na versão butanesa do budismo, concedeu resultados fortuitos àqueles que acreditavam em seus modos não convencionais e irreverentes. Também é dito que este divino partier evocou e trouxe à vida o animal nacional do Butão, o preguiçoso Takin, que tem a cara de uma cabra e o corpo de uma vaca.

7. Ele protege espécies de aves vulneráveis

Voando a até 35 mil pés com uma envergadura de até dois metros e meio, os incríveis pássaros de pescoço preto migram todo inverno para o centro do Butão no Vale Phobjikha, bem como em outros lugares da Índia e do Tibete. Com um número estimado de 8 a 11 mil aves restantes no mundo, o Butão declarou parte do Vale de Phobjikha como uma área de conservação que cobre 63 milhas quadradas para ajudar a garantir sua sobrevivência. Isso é francamente celestial.

8. Arroz vermelho é primordial

Muito mais maluco do que seu equivalente mais justo e repleto de nutrientes como manganês e magnésio, o arroz vermelho acompanha quase todos os pratos em todas as refeições no Butão. De cor levemente marrom-avermelhada, experimente com pratos locais, como repolho com espinafre, tofu, cenoura, espinafre e curry de cebola; rabanete branco com chilis; sopa de espinafre e cebola; espinafre e chilis; repolho, cebola e salada de tomate, ou uma das outras iguarias disponíveis no Butão Cozinha de Thimphu .

9. Ele pretende ser 100% orgânicos

O país está trabalhando ativamente em ser o primeiro país do mundo a ser 100% orgânico (alguns dizem já em 2020). Embora já seja basicamente orgânico porque a maioria das pessoas cultiva seus próprios vegetais, parte da produção de arroz recebe ajuda química – mas não por muito tempo. Logo, você pode segurar o pesticida junto com o queijo nessa ordem de pimenta.

 

Fonte: VegNews

A verdade sobre os passeios com elefantes

Obrigados a trabalhar mais oito horas por dia, no calor escaldante elefantes são explorados pelo turismo | Foto: Animals Asia

Obrigados a trabalhar mais oito horas por dia, no calor escaldante elefantes são explorados pelo turismo | Foto: Animals Asia

No sudoeste da Ásia, em países como Indonésia, Tailândia e Vietnã, é comum encontrar ofertas de passeios com elefantes nos principais pontos turísticos. Esses passeios são oferecidos como parte do pacote de viagem em sites de agências de turismo famosas e inúmeras fotos de turistas montados em elefantes pelo mundo são postadas nas mídias sociais.

Emboscados na selva

Criar elefantes em cativeiro é reconhecidamente difícil e requer altos padrões de bem-estar.

Assim sendo, a grande maioria dos elefantes utilizados nos passeios com turistas foram capturados na selva.

Elefantes são animais altamente sociais e vivem em grande bandos na natureza. Jovens elefantes quando caçados são separados violentamente de suas famílias e amigos a quem eles provavelmente nunca mais verão de novo.

Traumatizados

Para fazer com que os elefantes obedeçam, eles devem temer humanos. Isto é feito por um processo chamado de “crush”, um método em que os animais são pressionados ao extremo até o ponto em que “quebram”.

Elefantes tem uma memória excelente e este abuso bárbaro é normalmente o suficiente para que eles permaneçam apavorados de medo de seus captores para o resto de suas vidas

Trabalhando até a morte

Uma vez que são vendidos para a indústria do turismo, os elefantes são obrigados a trabalhar para cobrir os gastos com sua manutenção (comida, abrigo) e gerar lucro para seus proprietários. Elefantes usados em passeios com turistas estão disponíveis praticamente o dia todo, todos os dias, com este único fim.

Quando não há turistas, os elefantes são amarrados e permanecem a espera deles. Quando os turistas chegam, os elefantes são obrigados a trabalhar por oito horas seguidas carregando em suas costas imensos grupos de pessoas num calor absurdo.

Não há leis que protejam os elefantes na indústria do turismo e o trabalho em excesso é uma forma comum de abuso. A imprensa do Vietnã reportou inúmeros casos de elefantes morrendo de exaustão e má alimentação nos últimos anos, é como se eles estivesse trabalhando até a morte, literalmente.

Exaustos e mal alimentados, elefantes sucumbem de cansaço | Foto: Animals Asia

Exaustos e mal alimentados, elefantes sucumbem de cansaço | Foto: Animals Asia

Incapazes de expressar comportamento naturais

No ambiente de cativeiro onde o bem-estar dos elefantes é deixado de lado em função do ganho financeiro, os animais inevitavelmente sofrem.

Na selva, elefantes estão habituados a andar por muitos quilômetros todos os dias em busca de sua comida preferida. Eles interagem o tempo todo com outros elefantes, criando laços pelo contato físico ou se comunicando através de longas distancias usando ruídos subsônicos

Elefantes adoram brincar e se banham na água antes de tomarem um “banho de poeira”, o que é feito na intenção de evitar ataques de parasitas.

Correntes curtas prendem os elefantes pelo tornozelo | Foto: Animals Asia

Correntes curtas prendem os elefantes pelo tornozelo | Foto: Animals Asia

Mas no cativeiro ou nos passeios com turistas nada disso é possível.

Quando não estão levando turistas nas costas por dinheiro, os elefantes ficam presos por correntes curtas, colocadas ao redor de seus tornozelos. Eles não tem oportunidade alguma de caminhar, procurar por comida, tomar banho no rio, ou interagir entre os seus iguais. Manter elefantes presos em condições como estas, onde eles não possuem sequer o básico para seu bem estar, causa sofrimento extremo a esses animais é uma forma de crueldade severa.

Dinheiro do turismo alimenta a continuidade desse ciclo

Tragicamente, a indústria do mundial do turismo alimenta a demanda por passeios de elefante. Enquanto os turistas estiverem dispostos a pagar para passear e interagir com os elefantes durante as férias, os animais continuarão a ser caçados e escravizados. Eles continuarão a ser vendidos e condenados à vidas de miséria e servidão, e serão espancados até quebrar seu espírito e sua vontade.

Elefantes asiáticos ameaçados de extinção

A situação do elefante asiático se encontra em estado crítico. A espécie está na lista de animais ameaçados de extinção pela IUCN – União Internacional Para Conservação da Natureza – e seus números só tem caído.

As maiores ameaças a continuidade da espécie na selva são as mortes causadas pela busca do marfim e a caça motivada pelo entretenimento e indústria do turismo.

A verdade é inegavelmente clara: ao fazer passeios de elefante, turistas se tornam cúmplices em um ato de extrema crueldade animal além de empurrar o majestoso elefante asiático mais rápido em direção a sua extinção.

Comunidade ribeirinha educa crianças para evitarem a exploração turística de animais

As aulas, que tiveram o apoio da Proteção Animal Mundial, ajudaram a promover o conceito de bem-estar animal e alternativas éticas (Foto: Proteção Animal Mundial/Divulgação)

Até o final do ano passado, a comunidade ribeirinha Vila São Pedro, situada perto de Manaus, no Amazonas, desenvolveu um projeto de turismo responsável com crianças e adolescentes. O objetivo maior foi educá-los para evitarem a exploração turística de animais.

“Vi muitos comunitários mudarem seus hábitos por conta desse trabalho e, a partir de agora, podemos entender a situação com mais profundidade e trabalhar para mudá-la, especialmente a partir da formação das nossas crianças”, disse Ariana Coelho, líder comunitária e estudante de pedagogia, à organização Proteção Animal Mundial.

As aulas, que tiveram o apoio da Proteção Animal Mundial, ajudaram a promover ao longo de quatro anos o conceito de bem-estar animal e alternativas éticas, como o turismo de observação de animais na natureza. Segundo a organização, durante o evento de encerramento, os comunitários discursaram sobre a importância do turismo sustentável e sobre como é urgente proteger os animais da região, mantendo-os livres na natureza para que expressem seu comportamento natural.

A Vila São Pedro fica na rota do Day Tour Festival, um pacote turístico comercializado na região de Manaus que oferece aos turistas a oportunidade de tocar, alimentar e tirar fotos com diversas espécies da fauna amazônica – fato que também justifica a necessidade de qualificar as novas gerações para se oporem à exploração turística de animais.