Justiça determina transferência de ursos Dimas e Kátia de zoo para santuário

A Justiça determinou a transferência dos ursos Dimas e Kátia, atualmente mantidos no Zoológico de São Francisco, no Ceará, para o Rancho dos Gnomos. O zoo foi notificado na terça-feira (11) da decisão “da transferência dos animais, em caráter de urgência, para o santuário “Rancho dos Gnomos”, localizado em Joanópolis, São Paulo”.

O zoológico, que poderá recorrer da decisão, afirmou que vai realizar uma reunião, da qual “sairão definições”. O processo foi ajuizado pela 3º Vara da Comarca de Canindé e divulgado, na quarta-feira (12), no Diário Oficial da Justiça.

Dimas foi levado para o zoo em 2008, após ser salvo de um circo que o maltratava. Kátia chegou ao zoológico três anos depois (Foto: Alex Pimentel/SVM)

O Instituto Luísa Mell, responsável por uma campanha em prol da transferência dos ursos, confirmou a decisão judicial. “Fomos notificados e estamos resolvendo alguns trâmites, mas não podemos dar mais informações agora”, pontuou Marcelo Glauco, diretor financeiro do instituto, que disse que espera o resultado de outra ação judicial, sobre a qual optou por não dar detalhes. As informações são do G1.

O calor extremo do Ceará foi o principal motivo para a transferência dos animais. “Apesar de todo o carinho e cuidados que os animais recebem junto ao requerido, possuindo uma história no Zoológico e também na própria cidade, tradicionalmente devota de São Francisco de Assis, há um fato insuperável: a alta temperatura inerente à região”, citou a liminar assinada pela juíza Tassia Siqueira.

No santuário para onde os ursos serão levados já vive Rowena, ursa que ficou famosa no país inteiro após ser retirada de um zoológico em Teresina, no Piauí.

“Estamos aguardando a finalização dos trâmites burocráticos, para daí então, colocarmos em prática nossa operação”, informou o Rancho dos Gnomos sobre o caso de Kátia e Dimas.

Espaço no qual os ursos vivem no zoológico (Foto: Santuário de Canindé/Divulgação)

A Associação Brasileira dos Defensores dos Direitos e Bem-Estar dos Animais, que moveu o processo em prol dos ursos, participou de uma tentativa de conciliação sobre o caso, em 4 de junho, com o Zoológico de São Francisco de Canindé, mas não houve acordo.

A entidade solicitante ficará responsável pelos custos e pela logística da transferência, enquanto o zoológico foi condenado ao pagamento de indenização “por danos morais coletivos causados ao meio ambiente”, que deverá ser revertida em ações em prol dos animais.

De acordo com a liminar, exames prévios sobre a saúde dos animais deverão ser feitos, um atestado médico deverá ser apresentado e nele precisará constar informações sobre a condição física dos ursos que atestem que a viagem não acarretará riscos à saúde e à vida dos ursos. Um acompanhamento técnico durante todo o percurso, segundo a juíza, também deverá ser feito.

Ursos andinos estão ameaçados de extinção pela demanda por seus órgãos genitais

Foto: Reddit

Foto: Reddit

A caça ao pênis do urso-da-montanha (Tremarctos ornatus), também conhecido como urso dos Andes ou, urso-andino-da-cara-pequena, pode resultar na extinção da espécie se a demanda pela “poção sexual” que é feita com seus genitais continuar a crescer no atual ritmo.

O amado urso personagem de desenho animado na Grã-Bretanha, chamado de “Paddington Bear”, é inspirado nos ursos-da-montanha, mas a população não sabe que a espécie responsável por seu querido personagem, pode estar sob ameaça devido ao comércio de partes do corpo desses animais.

De acordo com a National Geographic, alguns povos na América do Sul afirmam que a “bebida sexual” pode curar problemas de desempenho sexual se contiver apenas uma raspagem do osso do pênis de um urso-da-montanha.

Foto: Newsroom

Foto: Newsroom

Algumas pessoas também acreditam que a bebida pode lhes dar a “força de um urso” se o osso inteiro do pênis for colocado na mistura.

A “bebida sexual” chamada de Seven Roots (Sete Raízes), segundo a crença popular é feita de rum branco, sete tipos de casca de árvore, mel, pólen, cabeça de cobra, planta macho huanarpo e osso do pênis de urso-da-montanha.

Os curandeiros tradicionais vendem essa bebida para os clientes no Peru.

O fotojornalista investigativo Eduardo Franco Berton viajou pelo Peru para investigar o comércio de partes de corpos desses ursos.

Foto: Maymie Higgins

Foto: Maymie Higgins

Também chamado em muitos locais de urso andino, a espécie é morta na América do Sul muitas vezes apenas por seus órgãos genitais, porque muitas pessoas pagam fortunas por poções “medicinais” feitas com esses órgãos.

A gordura, os dentes e os ossos dos ursos estão em alta demanda entre curandeiros tradicionais e Berton encontrou parte de um osso do pênis a ser vendido por pouco mais de 750 dólares.

Uma mulher que dirige uma loja de remédios tradicionais no Peru teria dito a Berton que não se sentia mal com a possibilidade de os ursos se extinguirem porque estavam ganhando muito dinheiro com eles.

Atualmente existem apenas cerca de 5 mil ursos-da-montanha no Peru e esta é a única espécie nativa de urso ainda viva na América do Sul.

Foto: ISTOCKPHOTO/THINKSTOCK

Foto: ISTOCKPHOTO/THINKSTOCK

Embora o comércio de partes de ursos em toda a América do Sul, o problema é considerado mais grave no Peru.

Multas de valor elevado foram postas em prática no país para tentar impedir o comércio e os caçadores de ursos andinos, com penas que envolvem, inclusive, prisão.

Há também várias ONGs de proteção aos animais que foram criadas especialmente para proteger e salvar os ursos-da-montanha.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Circo usa hologramas no lugar de animais para acabar com os maus-tratos

Photo: Twitter

Photo: Twitter

Muitas pessoas já se conscientizaram do mal que o cativeiro representa para os animais. Nascidos para serem livres os animais sofrem e morrem quando privados de sua liberdade. Apresentando doenças mentais e físicas decorrentes dessa violência.

Contudo os zoológicos do mundo parecem estar mudando os conceitos nos quais eles são baseados. Em muitos países os zoológicos já foram deixados para trás, essas instalações são verdadeiras “cadeias” onde os animais selvagens são trancados em gaiolas ou jaulas ou maltratados, sem falar nos abusos praticados contra a integridade desses seres sencientes, num zoo de Gaza onde as garras de uma leoa foram cortadas para que as crianças pudessem brincar com ela.

No caso dos circos, a situação e os maus-tratos podem ser ainda piores, com choques, espancamentos e privação de alimento como forma de “treinamento”. Mas alguns desses circos estão caminhando na direção oposta, às vezes até de forma radical e, para isso, estão recorrendo às mais recentes tecnologias disponíveis. Isso permite que os visitantes apreciem a visão dos animais em plena ação, mas sem danificá-los ou ameaçar sua saúde.

Photo: Twitter

O circo em questão está localizado na Alemanha, é chamado de Circo Roncalli, e é o primeiro no mundo que substituiu animais por hologramas realistas.

As animações feitas por computador são projetadas em tamanho real e mostradas de maneira espetacular em movimento.

Animais como elefantes, cavalos selvagens, macacos e até peixes correm, nadam e fazem acrobacias no palco.

O circo já existe há muitas décadas, sendo sido fundado em 1976, mas recentemente eles decidiram substituir os animais por 11 projetores, lasers e lentes estrategicamente posicionadas para oferecer um belíssimo show sem envolver um único animal.

Graças à tecnologia, muitos animais se livram de ficar presos em cativeiro, enquanto os humanos podem desfrutar de sua presença virtual dessa maneira incrível e inovadora.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Alpinista resgata dois filhotes de urso órfãos presos em árvore de mais de 20 m de altura

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

Imagens mostram momento comovente em que dois filhotes de urso órfãos são resgatados depois de ficarem presos no topo de uma enorme árvore de abetos no deserto canadense.

Os filhotes ficaram assustados após sua mãe ter sido morta por um veículo e correram até a árvore de 70 pés (cerca de 20m), onde os bebês ursos permaneceram presos por três dias.

Voluntários da Northern Lights Wildlife Society, em Smithers, na Colômbia Britânica (Canadá), contaram com a ajuda do alpinista local Stephen Bot, que destemidamente escalou a árvore para alcançá-los no topo.

No vídeo, os ursos assustados, um menino e uma menina, são vistos após o resgate em uma gaiola de metal com etiquetas (de identificação) nas orelhas.

Bot é então visto subindo na árvore para alcançar os ursos, um dos quais parece mostrar a língua para ele.

Os pequenos ursos estão assustados e amontoados um em cima do outro sobre em um aglomerado de galhos frágeis.

Uma sucessão de fotos mostra os ursos, que foram sedados antes de serem carregados, sendo retirados da árvore por Bot.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

Embora não seja mostrado nas filmagens, ele as coloca em uma mochila nas costas antes de descer de volta.

Uma vez em segurança e já no chão, os ursos sedados são vistos com os olhos abertos e a língua para fora enquanto os voluntários os tratam e marcam suas orelhas para que possam ser identificados no futuro.

“Esses pequenos filhotes não vão descer por vontade própria, eles nem sabem como fazer isso”, disse Angelika Langen, que administra a Northern Lights Wildlife Society, com seu marido Peter.

Eles apenas se amontoaram um no outro, completamente apavorados.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

“A árvore era enorme, tinha de ter entre 20 e 30 metros de altura, estávamos todos preocupados com a segurança de Stephen, estávamos gritando para que ele tomasse cuidado e não se colocasse em perigo também”.

“Nós até brincamos que precisaríamos de um helicóptero, enquanto ele estava lá em cima a uma altura tão vertiginosa se arriscando para salvá-los”.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

“Foi uma coisa maravilhosa ver toda a comunidade se unir para ajudar esses filhotes”.

Os ursos foram finalmente trazidos de volta à segurança, o incidente ocorreu perto de Cecil Lake, British Columbia, em 15 de maio de 2019.

“Eu estava tão feliz de tê-los seguros e salvos no chão”, disse Angelika.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

Os ursos serão atendidos pelo serviço de resgate da vida selvagem até que tenham idade suficiente para se defenderem na natureza, quando serão reinseridos em seu habitat natural.

Eles então serão libertados “ainda selvagens” perto de onde foram encontrados, mesma região.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

A bem-sucedida e arriscada missão de resgate foi filmada por Darcy Shawchek, 44 anos, fotógrafo e cinegrafista profissional que vive em Fort St. John, também em British Columbia.

“Foi incrível assistir, esses filhotes escolheram uma das árvores mais altas da região para ficarem presos”, disse ele feliz com o resultado do resgate.

Família de férias encontra três ursos filhotes brincando em seu carro

Foto: Chad Morris

Foto: Chad Morris

Chad Morris estava no meio de suas férias com a família em Gatlinburg, Tennessee (EUA), quando seus pais de repente começaram a gritar para que ele saísse para fora da cabana alugada onde eles estavam hospedados. Ele correu para fora para ver o motivo de toda aquela comoção e mal pode acreditar nos seus olhos.

Bem ali, na entrada da garagem, havia uma família inteira de ursos – e parecia que eles estavam tentando roubar seu carro.

Foto: Chad Morris

Foto: Chad Morris

“Assim que eu os vi, eles estavam indo para o meu carro e os três filhotes entraram”, disse Morris ao The Dodo.
Enquanto a mamãe urso observava por perto, os três filhotes de urso passaram um bom tempo rolando dentro do carro de Morris, brincando no banco do motorista, inclinando-se pelas janelas e brincando com o que pudessem encontrar dentro do carro.

Os ursos estavam muito conscientes que Morris e seus pais assistiam a cena a uma distância segura, mas não pareciam se importar com a presença deles, e continuaram com a “destruição de propriedade” e “tentativas de roubo de carro”.

Foto: Chad Morris

Foto: Chad Morris

“Eles nos viram em pé ali d o lado, tirando fotos, mas nem pensaram em nos atacar ou se incomodaram com nossa presença”, disse Morris.

Finalmente, quando os filhotes de urso perceberam que o carro não estava indo a lugar algum e haviam explorado suficientemente o veículo todo, eles cuidadosamente saíram do carro escalando seu caminho para fora – e então tentaram invadir o outro carro estacionado na entrada da garagem também.

“Eles se arrastaram para fora das janelas e dois deles se levantaram bem ao lado do carro da minha mãe e do meu pai, tentando entrar, mas as janelas estavam fechadas”, disse Morris. “Depois de mais cinco minutos de caminhada em torno dos carros, eles desceram a montanha juntos, para a floresta”.

Foto: Chad Morris

Foto: Chad Morris

Uma vez que os ursos haviam desaparecido na floresta novamente, Morris rapidamente correu para avaliar o dano, e ficou surpreso ao notar o quão bem seu carro tinha saído depois de ser saqueado por três filhotes de urso indisciplinados.

“Eles rasgaram um pedaço do couro no assento do motorista pelo encosto de cabeça, e deixaram arranhões em alguns pontos no interior”, disse Morris. “Morderam um pouco a embalagem do meu shake de proteína, e a bola de futebol do meu filho tinha marcas de garras nela”.

Na maior parte contudo, o carro estava perfeito, e agora Morris e sua família têm uma história interessante e inusitada em seu repertório sobre a época em que uma família inteira de ursos invadiu suas férias e tentou roubar seus carros

ONG pede a liberdade de ursos expostos em jaulas como atração turística em restaurante

Foto: Express.uk

Foto: Express.uk

A International Animal Rescue (IAR, na sigla em inglês) está pedindo que o proprietário do restaurante Ashtaraki Dzor, localizado perto da capital Yerevan, na Armênia que entregue os ursos imediatamente e uma petição exigindo a libertação dos animais já foi assinada por mais de 5 mil pessoas.

Os animais ficam presos em uma pequena gaiola estéril do lado de fora do restaurante no que parece ser usado como estacionamento do local. Vídeos e imagens comoventes mostram os ursos presos atrás das barras de metal.

Um visitante do restaurante descreveu a jaula como “imunda”, enquanto turistas também foram filmados zombando da situação triste em que se encontram os animais.

Alan Knight, diretor-executivo da IAR, disse: “A crueldade e a negligência com animais não são motivo de riso, são crime”.

“Estes ursos merecem ser tratados com dignidade e respeito, não como objetos de ridículo. E eles merecem a liberdade de viver e se comportar como ursos”.

“É nossa responsabilidade acabar com esse abuso e ir até as últimas consequências para resgatá-los, então poderemos podemos movê-los para o nosso centro de animais, onde serão tratados com compaixão e respeito”.

“Nossa equipe tem uma vasta experiência na reabilitação de ursos resgatados e dará a eles todo o tratamento e cuidado que precisam para se recuperar de seus anos miseráveis em cativeiro”

Um dos visitantes do restaurante acrescentou que o proprietário deveria estar “envergonhado” e pediu que os ursos fossem libertados.

Foto: Express.uk

Foto: Express.uk

Eles disseram: “Os ursos estão enjaulados no canto do que é essencialmente um estacionamento. Eu os localizei pelo cheiro vindo de sua jaula imunda. Ninguém parece se importar com eles”.

“Estamos pedindo a todos que assinem e compartilhem a petição pois no texto do documento exigimos que o dono do restaurante faça a coisa certa e desista dos ursos”.

“O responsável por isso deveria ter vergonha de explorar esses pobres animais dessa maneira”.

“O mínimo a ser feito é aproveitar a oportunidade oferecida pela ONG e tomar a atitude bondosa e compassiva de libertar os ursos”.

Foto: Express.uk

Foto: Express.uk

A IAR espera que sua petição pressione o dono do restaurante para que ele os deixem resgatar os ursos que estão em sofrimento e que caso estivessem livres viveriam nas montanhas em estado selvagem.

A entidade recebeu o apoio de celebridades que atuam pelos direitos animais, incluindo Ricky Gervais, Fearne Cotton, Peter Egan e Lucy Watson.

E a banda de heavy metal System of a Down, cujo vocalista Serj Tankian é armênio, também está apoiando a campanha.

Ursos fantasiados são forçados a dançar e pular corda em circo norte-coreano

Foto: Mark Woodman

Foto: Mark Woodman

Imagens perturbadoras mostram ursos covardemente explorados, obrigados a dançar e fazer truques antinaturais, como pular corda e saltar sobre obstáculos, em um circo norte-coreano.

O australiano Mark Woodman, de 42 anos, foi levado ao circo em Pyongyang, na Coreia do Norte, como parte de uma excursão de cinco dias pelo país.

Enquanto ele assistia ao “show”, os ursos eram cruelmente ordenados a saltar sobre seus treinadores, dançar, dar piruetas, e pular corda antes de se curvar agradecendo a platéia pelos aplausos. Woodman disse que ninguém se atreveu a reclamar ou sair durante o show.

“Foi apresentada uma série de performances clássicas de circo, realizadas por artistas excepcionalmente talentosos e bem treinados – trapezistas, malabares e equilibristas – intercalados com atos cômicos”, disse ele.

“Os ursos dançarinos eram a única apresentação com animais. Eu fiquei inicialmente chocado e paralisado, o que me fez filmar essa performance em particular. Era diferente de tudo que eu tinha visto, absolutamente assustador”.

Woodman conta que embora eu tenha ouvido dizer que os ursos ainda eram usados em apresentações na Ásia Central e na Rússia, ele confessa que nunca pensou que veria uma coisa dessas.

“Tudo o que podíamos fazer era observar e absorver a cena tétrica. Não havia espaço para reclamações ou para deixar a apresentação”

Woodman, que é Perth, na Austrália Ocidental, disse que o comportamento dos ursos era tão antinatural que alguns espectadores pensaram que eram pessoas fantasiadas de animais.

Foto: Mark Woodman

Foto: Mark Woodman

“Depois de assistirmos ao espetáculo no circo, enquanto esperávamos pelo nosso ônibus, eu estava conversando com nosso guia turístico e outro companheiro de turnê”, lembrou ele.

“Uma mulher que fazia parte da excursão de turismo disse que pensou o todo que os animais vistos no show eram pessoas vestidas de ursos! O guia turístico e eu tivemos que dizer a verdade a ela”.

Fotografias de outros espetáculos recentes usando macacos provam que eles também foram submetidos ao mesmo tratamento cruel.

O grupo que atua em defesa dos direitos animais, Animal Defenders International (ADI), disse que animais de circo como estes foram treinados a este ponto vindos de uma vida inteira de sofrimento.

Foto: Mark Woodman

Foto: Mark Woodman

O presidente da ADI, Jan Creamer, disse: “Forçados a se apresentar em shows de circo, esses pobres animais sofrem uma vida inteira de tortura e privações”.

“Sem o estímulo normal, social e mental que eles desfrutariam com suas famílias na natureza, a resignação desses animais inteligentes e sensíveis é conseguida através de violência, ameaças e privação de comida, água e afeto durante o treinamento.

O público pode ajudar a acabar com o sofrimento desses animais, evitando shows desse tipo e deixando que os circos saibam porque eles estão indo se divertir em outro lugar.

Woodman disse não ter se arrependido de sua viagem à Coreia do Norte.

“Desde uma viagem que fiz ao Oriente Médio, a partir de 2009, passei a visitar países que são cultural e religiosamente distintos do que eu estava acostumado”, disse ele.

Woodman se define como um ateu gay que se concentra em viajar para países que “amam a Deus e odeiam os gays”. “É um estilo de viagem desafiador, mas infinitamente gratificante, que me levou a conhecer pessoas LGBT e outros locais em todo o mundo”, disse ele.

“Isso ajuda a superar os estereótipos e as narrativas divulgadas pela mídia e/ou pelo governo e distinguir as pessoas dos regimes”.

Exemplos pelo mundo

Segundo informações da PETA esses 26 países já proibiram circos que usam animais selvagens: Áustria, Bolívia, Bósnia Herzegovina, Colômbia, Costa Rica, Croácia, Chipre, El Salvador, Estônia, Grécia, Guatemala, Irlanda, Israel, Itália, Luxemburgo, Macedônia, Malta, México, Nova Zelândia, Paraguai, Peru, Romênia, Escócia, Singapura, Eslováquia e Eslovênia

Mais e mais pessoas estão boicotando qualquer entretenimento que envolva exploração animal, e essa mudança na opinião pública tem motivado muitos governos a agir.

No final do ano passado, o Havaí proibiu o uso de animais selvagens em circos, tornando-se o segundo estado americano a fazê-lo depois de Nova Jersey.

Em novembro, Portugal aprovou uma proibição semelhante. A lei aprovada pelo parlamento português impede que mais de mil animais diferentes, incluindo leões, avestruzes, camelos, pinguins, elefantes e rinocerontes sejam forçados a se apresentar.

Santuário na Jordânia acolhe animais vítimas de trauma das guerras da região

Simba e Asal (ao fundo) | Foto: Santuário Al Ma'wa

Simba e Asal (ao fundo) | Foto: Santuário Al Ma’wa

Hamzeh começou a construir uma nova vida para si no norte da Jordânia dois anos depois de fugir de sua terra natal devastada pela guerra na Síria.

Como muitos dos 1,2 milhão de sírios que buscaram refúgio na Jordânia desde 2012, Hamzeh recebeu abrigo e se adaptou a um novo clima e culinária. Ele desfrutou da hospitalidade dos jordanianos, que doaram alimentos e brinquedos e até fizeram dezenas de amigos jordanianos.

Mas uma coisa diferencia Hamzeh das centenas de milhares de sírios que agora chamam o Jordânia de lar: Hamzeh é um leão.

Na Reserva de Vida Selvagem de Al Ma’wa, a 48 km a noroeste de Amã, a Jordânia e os defensores da vida selvagem estão proporcionando um lar e uma nova esperança para as vítimas esquecidas das guerras da região: a vida selvagem ameaçada de extinção.

Numa colina repleta de carvalhos e pinheiros, com vista para os olivais e pomares de maçã de Jerash, leões, tigres e ursos convivem em harmonia. Os grandes animais, alguns deles estão a milhares de quilômetros dos seus habitats naturais, revelam rapidamente que estas florestas antigas populares entre os caminhantes e para os piqueniques de sexta-feira são a sua casa.

Sukkar | Foto: Santuário Al Ma'wa

Sukkar | Foto: Santuário Al Ma’wa

O santuário, que resgata, reabilita e abriga a vida selvagem vítima das guerras da região, é uma iniciativa conjunta da Fundação Princesa Alia, uma ONG de conservação e desenvolvimento fundada por um membro da família real hachemita, e da Four Paws, uma organização internacional sediada em Viena. Voltada para o bem-estar animal.

Desde 2016, a equipe do Al Ma’wa tem curado e reabilitando 26 animais resgatados de zoológicos locais, contrabandistas e vizinhos dilacerados pela guerra da Jordânia: leões de Aleppo, na Síria; um urso de Mosul, no Iraque; e filhotes de leão de Gaza.

Animais domésticos

Em um lote de 250 acres doados pelo Ministério da Agricultura jordaniano, o Al Ma’wa construiu habitats espaçosos para os grandes felinos e ursos, permitindo que eles andassem livremente pela primeira vez em suas vidas.

A ideia da reserva veio em 2011, quando a Fundação Princesa Alia procurou encontrar um lar para os imenso número de membros da vida selvagem resgatados, particularmente Balou, um urso pardo retirado de um zoológico privado mal administrado em Amã.

A localização do santuário é conveniente. A Jordânia está no coração das rotas de contrabando de animais silvestres, através das quais animais exóticos do norte da África, criadores ou zoológicos privados são vendidos a indivíduos ricos da vizinha Arábia Saudita que estão procurando por um animal de estimação.

Sukkar aproveitando o sol | Foto: Santuário Al Ma'wa

Sukkar aproveitando o sol | Foto: Santuário Al Ma’wa

As autoridades jordanianas já haviam capturado filhotes de tigres escondidos em caixas de sapato sob o banco do motorista de um carro que ia para a Arábia Saudita, pítons escondidas em malas e indivíduos postando filhotes de leão à venda no Facebook.

Mas com a violência contínua na Síria, no Iraque e em Gaza deixando centenas de animais de zoológicos sem alimentação, doentes e abandonados, o Al Ma’wa também decidiu resgatar animais, tornando-se o primeiro campo de refugiados de animais da região.

Traumas Psicológicos

Uma vez que a Four Paws resgata os animais necessitados das zonas de conflito e os transporta para a Jordânia, sua saúde geralmente está em uma condição crítica: leões e ursos com marcas de queimaduras e cicatrizes em seus rostos; corpos absurdamente magros e judiados, com as costelas salientes sob a pele flácida; bochechas e olhos afundados em seus crânios.

Os especialistas em saúde de Al Ma’wa fornecem aos animais resgatados vitaminas e dietas especiais fortalecedoras, frutas e até mesmo arroz e macarrão para restaurá-los fisicamente.

Mas mais do que simplesmente fornecer cuidados médicos e comida, a equipe de Al Ma’wa ajuda os animais a se curarem dos traumas da guerra.

Simba, Nina and Asal | Foto: Santuário Al Ma'wa

Simba, Nina and Asal | Foto: Santuário Al Ma’wa

“Nosso cuidado é baseado em uma abordagem particular: como podemos fazer com que os animais esqueçam o que eles passaram?”, Diz Saif al-Rawashdeh, tratador e supervisor de animais em Al Ma’wa.

Durante semanas após sua chegada, dizem os funcionários, os animais resgatados exibem um comportamento “agressivo”, gritando e uivando constantemente, ou jogando seus corpos contra os portões em protesto.

E há outro comportamento induzido por trauma que dura ainda mais tempo.

Quando ouviam o barulho de aviões passando no céu, os ursos e leões de Aleppo corriam para se esconder e passavam horas em seus abrigos noturnos, tremendo de medo, pavor causado pela destruição provocada pelos aviões de guerra e barris de bombas do presidente Bashar al-Assad.

É um trauma compartilhado por centenas, se não milhares, de crianças sírias que, de acordo com os defensores dos refugiados e professores de escolas jordanianas, sofrem episódios de estresse pós-traumático semelhantes nos aviões por vários meses depois de chegarem à Jordânia.

Aprendendo a esquecer

O som do motor de um carro e a aproximação de um veículo também faziam com que os animais corressem assustados ou se tornassem agressivos, revivendo o trauma dos caminhões das milícias ou contrabandistas de vida selvagem. A presença de um estranho já era o suficiente para fazer com que os animais corressem.

A fim de que os animais fossem acostumados aos veículos do santuário entregando alimentos para suas refeições, o pessoal reserva se aproximava lentamente dos habitats em seus caminhões, estacionando em distâncias progressivamente mais curtas – 50 metros, 40, 30, 20, 10 – até que os animais descobriram que os caminhões não eram uma ameaça, mas um sinal de que uma refeição estava chegando.

Lula comendo frutas | Foto: Santuário Al Ma'wa

Lula comendo frutas | Foto: Santuário Al Ma’wa

Outro componente-chave para sua reabilitação é uma mistura de aromas agradáveis, mas incomuns, espalhados por seus seus habitats, como canela e vários perfumes, mantendo seus sentidos olfativos atentos e uma série de novos jogos e brinquedos para manter suas mentes ativas.

“Toda vez que damos a eles brinquedos, espalhamos perfumes, estimulamos atividades e jogos, suas mentes estão ocupadas e isso os ajuda a esquecer”, diz al-Rawashdeh.

Aberto ao público, o Al Ma’wa recebe até mil visitantes em visitas guiadas por semana, incluindo dezenas de crianças em idade escolar em viagens de campo.

Este verão, a reserva vai abrir um centro de educação para ensinar aos visitantes a importância de cuidar da vida selvagem e da natureza, além de um restaurante e pousadas com vista para os habitats para os hóspedes que desejam passar a noite.

Tash e Sky | Foto: Santuário Al Ma'wa

Tash e Sky | Foto: Santuário Al Ma’wa

Há muitos sinais de que, após dois anos, os hóspedes do Al Ma’wa estão se sentindo em casa – e não temem mais a presença de seres humanos.

Loz, um urso negro asiático brincalhão resgatado de Aleppo em 2017, entra e sai da sua sala de estar, jogando um jogo de “esconde-esconde” com o Sr. al-Rawashdeh e um repórter, abrindo a boca num gesto que só podia ser descrito como um sorriso travesso.

Tendo terminado o almoço, Halab, uma leoa da Síria, rola de costas, deitada de barriga para cima no sol a poucos centímetros do portão para um cochilo pós-refeição – como um gatinho pedindo para ser acariciado.

Max, outro leão, caminha em direção à beirada do portão e, de frente para o repórter, calmamente se senta sem um som, atento e curioso.

Cientistas descobrem que ursos imitam expressões faciais para se comunicar

Foto: Daniela Harmann

Foto: Daniela Harmann

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo e observação da espécie ursos-do-sol ou ursos-malaios (Helarctos malayanus) na Malásia notaram que eles copiavam uns aos outros enquanto franziam o rosto para mostrar os dentes incisivos. A característica podem indicar que a comunicação sofisticada seja uma característica inerente a todos os animais.

Até agora, acreditava-se que apenas humanos e gorilas – que são parentes genéticos próximos – usavam um complexo mimetismo facial para se comunicar.

As novas observações são significativas porque os ursos não têm nenhum elo evolutivo especial com os humanos; além disso, eles são animais não-sociais, gastando a maior parte do tempo apenas em busca de alimento, necessitando, portanto, de uma variedade menor de ferramentas de comunicação, conforme informações do jornal Telegraph.

Os pesquisadores da Universidade de Portsmouth disseram que esses fatores sugerem que o mimetismo facial, como uma forma de comunicação avançada, pode ser bastante comum entre os mamíferos, ao invés de estar relacionado apenas a espécies sociais altamente desenvolvidas.

Eles estudaram os 22 animais, também conhecidos como “ursos de mel” devido ao seu apetite voraz por favos de mel, na Malásia por dois anos.

Apesar de ser uma espécie solitária na natureza, os ursos se tornaram brincalhões em cativeiro, participando de centenas de ataques de brincadeiras brutas e gentis durante o período.

Os cientistas notaram que durante a inofensiva brincadeira os ursos provavelmente se envolviam em um mimetismo facial preciso.

O Dr. Davila-Ross disse: “Imitar as expressões faciais de outras pessoas de maneira exata é um dos pilares da comunicação humana”.

“Como os ursos-do-sol parecem realizar uma comunicação facial de tamanha complexidade e por não possuírem um elo evolucionário especial com os humanos – como os macacos que são primatas – nem são domesticados como cães, estamos confiantes de que essa forma mais avançada de mimetismo está presente em várias outras espécies”.

“O mais surpreendente é que o urso do sol não é um animal social”, afirmou o cientista.

“Na natureza, ele é um animal relativamente solitário, então isso sugere que a capacidade de se comunicar através de expressões faciais complexas pode ser um traço próprio dos mamíferos, permitindo que eles naveguem dentro de suas sociedades”, afirma o Dr. Ross

Pesquisas anteriores da equipe de Portsmouth comprovaram que os cães são capazes de se imitar mutuamente, mas de uma maneira muito menos sofisticada do que a mostrada pelos ursos.

Foto: Alamy

Foto: Alamy

No ano passado, outro estudo da mesma universidade mostrou que os cavalos podem se lembrar das expressões faciais dos seres humanos, assim como de vozes humanas.

No novo estudo, foi notado que os ursos frequentemente abrem a boca para os parceiros de brincadeiras de duas maneiras, com os dentes expostos ou escondidos sob os lábios.

Os pesquisadores descobriram que os ursos estavam fazendo, predominantemente, uma dessas expressões com a boca aberta quando viram o parceiro de brincadeiras olhando para eles.

Derry Taylor, co-autor da pesquisa, disse: “Os ursos-do-sol são uma espécie indescritível na natureza e muito pouco é conhecido sobre eles”.

“Sabemos que vivem em florestas tropicais, comem quase de tudo e que, fora do período de acasalamento, os adultos interagem pouco uns com os outro”.

“Isso é o que torna esses resultados tão fascinantes – eles são uma espécie não social que, quando face a face, pode se comunicar com sutileza e precisão.” Os ursos de sol chegam a atingir cerca de 120 a 150cm de altura e pesam até 80kg.

Os números da espécie estão diminuindo devido ao desmatamento, à caça e à mortes causadas por fazendeiros em virtude de ataques às plantações em busca de alimentos.

Especialistas estimam que as espécies tiveram uma queda de aproximadamente 30% nas últimas três gerações de ursos.

Novas mães tem sido mortas numa crescente de extermínio apenas para que seus filhotes possam ser levados e criados como animais de estimação ou mantidos em cativeiro como “ursos biliares”, situações em que esses animais ficam presos para que sua bílis seja colhida e usada em alguns remédios da medicina chinesa.

Dois filhotes de urso são encontrados sem a mãe ao lado de rodovia movimentada

Foto: Lake Tahoe Wildlife Care Center

Foto: Lake Tahoe Wildlife Care Center

Dois filhotes de urso foram encontrados separados da mãe, no último sábado (16), e abandonados ao lado de uma rodovia do norte da Califórnia (EUA).

Os pequenos ursos de apenas 5 semanas, foram resgatados por oficiais do departamento de proteção à vida selvagem, ao lado da rodovia Highway 96 em Yreka. A mãe não estava no local.

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem acredita que alguém colocou os filhotes ali para serem encontrados após matar sua mãe.

Um casal esta tomando conta dos bebês até que eles possam retornar à vida selvagem e, enquanto isso não acontece, os pequenos ursos estão em um local seguro e amoroso.

Foto: Lake Tahoe Wildlife Care Center

Foto: Lake Tahoe Wildlife Care Center

“Eles têm garras afiadas e pés enormes”, disse Cheryl Millham.

Os filhotes de ursos irmãos, foram batizados de Blaze e Yreka, e estão sob a proteção do centro Lake Tahoe Wildlife Care aos cuidados dos Millhams.

“É engraçado, como um bebê humano, eles precisam ser colocados pra arrotar”, disse Tom Millham. “Nosso trabalho é garantir que eles cresçam seguros, saudáveis e fortes para que possam ser soltos de volta na natureza e sejam livres para viver com os demais ursos.”

Os policiais acreditam que alguém separou os filhotes de sua mãe, já que eles são incapazes de se afastar do cuidado materno em tão tenra idade.

“Eles fogem, mas não andam ainda. Eles não conseguem”, disse Cheryl.

Os policiais tentaram encontrar a mãe dos filhotes, mas não tiveram sorte.

“Algo com certeza aconteceu com a mãe deles, mas nós nunca saberemos ao certo o que foi”, afirmou Cheryl.

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem foi quem trouxe os irmãos aos cuidados dos Millhams, que serão responsáveis por eles até o próximo ano.

“Esses ursos estão em uma programa de tratamento especial. Eles estão recebendo cuidados diferenciados”, explicou Cheryl. “Nós sabemos quando começar a nos afastarmos para deixá-los se transformar em ursos selvagens. Você tem que ser treinado para fazer isso.”

Por enquanto, os filhotes ficarão em uma caixa-berço e serão alimentados quatro vezes ao dia.

Mas em breve, eles irão para um habitat maior, onde terão espaço para escalar, brincar e aprender a ser mais independentes.

Quando eles alcançarem cerca de 100 libras (cerca de 45kg) estarão prontos, os pequenos poderão então retornar para a natureza.

“Nós somos os pais substitutos. Temos que ensinar a esses irmãos o que procurar e como sobreviver na natureza ”, disse Cheryl.

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem permanece procurando o responsável por separar os filhotes de sua mãe.