Morre Fifi, a ursa que deu uma lição ao mundo

Foto: Divulgação/PETA

Foto: Divulgação/PETA

Nos primeiros 30 anos de sua vida, a ursa Fifi não conheceu nada além de sofrimento. Até os 10 anos, ela foi mantida em um cativeiro precário e decadente em um zoológico na Pensilvânia (EUA) e forçada a realizar truques confusos e desconfortáveis para a diversão dos visitantes.

Quando o zoológico fechou em 1995, os proprietários simplesmente deixaram ela e outros três ursos se deteriorando em suas minúsculas gaiolas. Por 20 anos, ela não colocou uma pata fora de sua jaula enferrujada, estéril, de concreto e metal.

Finalmente, em 2015, as coisas mudaram. Uma denúncia sobre a situação dos ursos chegou a PETA, e a organização conseguiu transferir os quatro animais para o Santuário de Animais Silvestres, um espaço amplo e repleto de verde, no Colorado.

Após passar três décadas em uma laje de concreto, Fifi estava muito ferida, sua pelagem era fina e esparsa e seus olhos estavam afundados de profundamente em sua cabeça. Além disso, ela sofria de artrite debilitante nas pernas traseiras.

Mas Fifi era uma lutadora nata

Quando a PETA compartilhou na internet um vídeo mostrando o quanto essa ursa majestosa foi transformada em apenas alguns meses em sua nova casa, rapidamente ele se tornou viral.

Pessoas em todo o mundo se conscientizaram e vieram em defesa de Fifi e de todos os ursos. Em massa, eles se manifestaram contra a prática de manter esses animais confinados em condições cruéis, tudo porque essa linda ursa estava determinada a se curar. E se curou.

Fifi pode não ter tido todo o tempo para aproveitar sua liberdade, mas enquanto esteve de posse dela, ela percorreu grandes distâncias verdes, nadou no rio, sentiu o sol em seu rosto e saboreou a sensação de ser livre por completo, um direito que sempre foi seu, mas que lhe foi tomado por humanos inescrupulosos.

Ursos entram em casa e abrem a geladeira nos Estados Unidos

Dois filhotes de urso entraram em uma casa, em Lake Tahoe, na Califórnia (EUA), no último fim de semana. Tudo foi gravado por uma câmera de segurança.

(Foto: Reprodução / UOL)

Um dos ursos, provavelmente com fome, foi direto na geladeira para procurar comida. O outro foi investigar o que tinha na sala de estar. A mãe dos filhotes ficou do lado de fora.

O dono da casa, Bryan Kengott, conseguiu acionar um alarme de emergência que afugentou os animais. Segundo ele, os ursos entraram na casa por uma janela.

Mesmo tendo sido “expulsos”, os dois ursos ainda tentaram voltar mais vezes à casa, mas não conseguiram mais entrar pois sempre encontraram a janela trancada.

A ONG BEAR League, que cuida de animais selvagens na região de Lake Tahoe, compartilhou, na segunda-feira (13), o vídeo dos dois ursos.

Segundo o Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia, não é raro ver ursos nessa região do Estado. O órgão orienta os moradores a sempre deixarem portas e janelas trancadas e a instalarem alarmes com detectores de movimentos.

Mesmo assim, caso algum animal consiga entrar em casa, a orientação é evitar confronto, tentar fugir por alguma rota que não coincida com a dos ursos e ligar para a polícia.

Nota da Redação: a presença de animais silvestres em áreas urbanas é reflexo de um grave problema: a redução do habitat. Com a destruição da natureza, esses animais migram para as cidades em busca de abrigo e alimento. Por essa razão, casos como o registrado nos Estados Unidos, envolvendo ursos, têm sido cada vez mais frequentes e se tornarão algo ainda mais comuns se medidas urgentes de proteção ao meio ambiente não forem tomadas.

Fonte: UOL

Irmãos ursos encontrados desnutridos e famintos se recuperam incrivelmente

Foto: The Bears

Trancados em uma pequena gaiola em um canteiro de obras de Laos, Ásia, os ursos haviam passado toda a vida atrás de grades como animais domésticos. Seus corpos eram tão magros, com pelos castanho-avermelhados finos pendurados em suas peles. Eles pareciam estar perto da morte.

Os irmãos tinham suportado muito, mas suas novas vidas estavam a caminho quando o fundo Free The Bears foi alertado sobre os animais e viajou para resgatá-los em fevereiro do ano passado.

Foto: The Bears

Os socorristas conseguiram informações sobre o passado dos animais.

“Disseram-nos que eles só tinham sido alimentados com bananas”, disse Rod Mabin, gerente de comunicações da Free The Bears, ao The Dodo.

“Ambos os ursos eram muito magros, letárgicos e muito pequenos para a idade, mais próximos do tamanho de filhotes de 6 a 9 meses de idade, apesar de terem de 2 a 3 anos de idade”.

Sofrendo de desnutrição severa, os ursos dificilmente sobreviveriam – mas o fizeram. De volta ao centro de resgate após uma longa jornada de volta para casa, os ursos se acomodaram confortavelmente em uma ala de quarentena e receberam as refeições mais nutritivas que tiveram em suas vidas.

Depois de algumas semanas de refeições constantes, remédios e espaço para se movimentar, os filhotes se sentiam mais fortes – e até se sentiam bem o suficiente para encontrar um amigo.

Foto: The Bears

“Eles foram lentamente introduzidos em uma dieta balanceada e rapidamente ganharam peso, massa muscular e confiança”, disse Mabin.

“Quando apresentados a um filhote de 2 anos de idade, eles foram cautelosos no início, no entanto logo se tornaram amigos. O filhote brincalhão ajudou a tirá-los daquela tristeza que carregavam”.

Os ursos já tiveram estômagos vazios e quase nenhuma energia – e agora eles brincam como jovens. A cada mês após o resgate, Ant e Kham experimentaram novas visões, sons e brinquedos.

Os irmãos conheceram tudo de novo com curiosidade e, embora jamais possam crescer quanto os outros filhotes de sua idade, eles agradecem a nova vida de coração. O pelo deles está começando lentamente a ficar mais grosso, mas só o tempo dirá se eles crescerão completamente.

“Agora que eles estão no caminho da recuperação, eles gostam de fazer o que todos os filhotes de urso amam – escalar, lutar, brincar de lutar, comer e dormir”, disse Mabin.

“Ant gosta de tirar uma soneca em sua rede. Os dois permanecem próximos e muitas vezes os vemos cochilando juntos”.

Foto: The Bears

Faz agora um ano desde que foram resgatados, e Ant e Kham se transformaram completamente. Eles vivem ao lado de vários outros jovens resgatados, e a equipe espera trazê-los para uma casa florestal ainda maior no final deste ano.

Depois de tudo o que eles suportaram, eles finalmente encontraram paz e conforto – juntos.

“É incrivelmente recompensador ver esses dois belos ursos se recuperando da proximidade da morte”, disse Mabin.

“Ant e Kham precisarão de cuidados vitalícios em nossos santuários e podem viver até 40 anos. Eles não são apenas uma inspiração para todos os associados ao Free the Bears, eles também inspiram os muitos milhares de visitantes que passam por aqui, ajudando a aumentar a conscientização sobre o comércio ilegal de animais selvagens e questões de conservação da vida selvagem”.

Fonte: The Dodo

 

 

 

 

 

Ursos submetidos a maus-tratos se recuperam após serem resgatados

Dois ursos-negros-asiáticos foram resgatados após serem submetidos a maus-tratos no Laos. Ant e Kham, como são chamados, viviam confinados em uma pequena gaiola em um canteiro de obras no país. Alimentados apenas com bananas, eles estavam muito magros e quase não tinham pelos no corpo.

(Foto: Free The Bear)

Ao saber da situação dos animais, o fundo Free The Bears viajou até o local para resgatar os animais. Após serem salvos, eles foram levados para o centro de resgate Bear Rescue Centre em Luang Prabang, também no Laos, e começaram a receber os cuidados necessários. A desnutrição severa foi combatida com uma dieta específica para ursos.

“Disseram-nos que eles só tinham sido alimentados com bananas”, disse Rod Mabin, gerente de comunicações da Free The Bears, ao site The Dodo. “Ambos os ursos eram muito magros, letárgicos e muito pequenos para a idade, mais próximos do tamanho de filhotes de 6 a 9 meses de idade, apesar de terem de 2 a 3 anos de idade”, completou.

Após algumas semanas com refeições adequadas, medicações e espaço para se movimentar, os ursos começaram a ficar mais fortes e saudáveis. Logo foram apresentados a um outro urso. Atualmente, Ant e Kham vivem ao lado de vários outros animais da espécie e em breve devem ser levados para um espaço ainda maior. As informações são da Revista Planeta.

(Foto: Free The Bear)

“Agora que eles estão no caminho da recuperação, gostam de fazer o que todos os filhotes de urso amam – escalar, lutar, brincar de lutar, comer e dormir”, disse Mabin. “Ant gosta de tirar uma soneca em sua rede. Os dois permanecem muito próximos e muitas vezes vemos os dois tirando um cochilo juntos”, contou.

Com o tratamento que receberam, os ursos se recuperaram. O pelo deles está começando a crescer e a ficar mais grosso. Apesar disso, eles jamais terão o mesmo tamanho de ursos da idade deles e precisarão receber cuidados vitalícios. A expectativa de vida deles, porém, é de até 40 anos.

“Eles não são apenas uma inspiração para todos os associados do Free the Bears, eles também inspiram os muitos milhares de visitantes que passam por [nosso centro de resgate], ajudando a aumentar a conscientização sobre o tráfico de animais selvagens e questões de conservação da vida selvagem”, disse Mabin.

Mudanças climáticas obrigam ursos polares famintos a migrarem para arquipélago russo


Classificados como uma espécie em extinção desde 2008, os animais são protegidos por lei (Foto: Peter Murtagh/Irish Times)

Dezenas de ursos polares famintos migraram recentemente para o arquipélago russo de Nova Zembla. A organização World Wildlife Fund for Nature (WWF), que está acompanhando o caso, atribui esse fenômeno às mudanças climáticas e a perda de habitat em decorrência do degelo.

Em um vídeo publicado no Instagram pela maquiadora russa Irina Elis Murmansk, é possível ver os ursos procurando comida em um lixão na ilha que conta com quase 2,5 mil habitantes. “As pessoas estão assustadas e com medo de deixarem suas casas. Os pais não estão dispostos a deixarem seus filhos irem à escola”, informou o administrador do arquipélago, Alexander Minayev.

Especialistas foram levados a Nova Zembla para sedarem os animais e transferi-los para outro local. Na Rússia é proibido o abate de ursos polares. Como estão em risco de extinção desde 2008, os ursos são protegidos por lei. Vale lembrar que a agropecuária é apontada como uma das principais causas das mudanças climáticas. Até mesmo o filantropo e fundador da Microsoft, Bill Gates, tem alertado para o impacto da agropecuária na vida selvagem.

Fonte: Vegazeta

família de ursos

Caçadores matam família de ursos e são condenados a apenas três meses de prisão

A dupla de criminosos do Alasca, EUA, que assassinaram brutalmente uma ursa e seus dois filhotes recém-nascidos, foi condenada e cumprirá uma mísera pena de três meses de prisão, além do pagamento de multa.

família de ursos

Foto: Getty Images

Andrew Renner foi condenado por oito acusações, incluindo assassinato e transporte de ursos, e foi sentenciado a três meses de prisão. Ele também pagará uma multa de 9 mil dólares pelo furto de sua propriedade confiscada pelo governo, incluindo um barco, uma picape, dois fuzis, duas pistolas, dois celulares e dois conjuntos de esquis usados ​​no crime.

Seu filho, Owen Renner, foi condenado por quatro acusações. Ele foi condenado a 30 dias de prisão e prestará serviço comunitário.

De acordo com documentos da promotoria, o crime aconteceu em abril de 2018, quando os Renner invadiram uma toca de ursos e assassinaram brutalmente a ursa na frente de seus filhotes, que gritavam. Em seguida, eles mataram os dois filhotes. Os criminosos esquartejaram a ursa e esconderam os pedaços de seu corpo em sacos de lixo. Dois dias depois, eles retornaram à cena do crime para destruir as provas e levar os corpos dos filhotes.

A Humane Society dos Estados Unidos mostrou indignação com o caso dos Renner e com a mínima sentença que receberam. A organização luta para proibir a prática cruel que infelizmente ainda é permitida no Alasca e em outros estados norte-americanos.

Tigre é caçado e esquartejado para seu esqueleto ser usado como “remédio afrodisíaco”

A caça é um flagelo no planeta e põe em risco toda a vida selvagem. Ao longo dos anos e rapidamente, milhares de animais entraram em extinção pela ação do homem. Elefantes, rinocerontes, pangolins, tigres e onças são mortos por suas presas, peles, chifres, escamas e outras partes de seus corpos.

Um caçador socou um tigre depois que o animal foi assassinado por partes de seu corpo.

Recentemente, uma cena chocante foi registada e mostra o momento em que um caçador disfere socos em um tigre morto, no meio da mata.

A imagem do “troféu” de uma gangue de caça revela homem com o punho acima da cabeça do animal enquanto ele está montado no gigante felino ensanguentado, no norte da Tailândia.

De acordo com ativistas, uma gangue de caça opera em todo o sudeste da Ásia e tem assassinado animais nas florestas do país para fazer dos seus restos mortais, amuletos “de sorte”, remédios afrodisíacos e decorações. As informações são do Daily Mail.

Os resultados de uma investigação de três meses foram revelados na última terça-feira (22), com autoridades alegando terem capturados os homens que operavam nas fronteiras da Tailândia.

Os trabalhadores da fauna silvestre disseram que os caçadores entrariam na selva pelas fronteiras das florestas para rastrear os animais, antes de matá-los e contrabandear as carcaças para o Vietnã.

Petcharat Sangchai, diretor da ONG Freeland que realizou a investigação, disse: “Não achamos que esta foi a primeira vez desses caçadores na Tailândia e acreditamos que eles estavam planejando atacar novamente”.

As autoridades também disseram que prenderam dois membros vietnamitas do grupo em outubro passado, na província de Nakhon Sawan, no norte da Tailândia, através de uma denúncia de um motorista contratado que suspeitou da carga.

Eles pararam o veículo, inspecionaram a bolsa e descobriram o esqueleto ainda fresco de um tigre e milhares de garras de urso.

A polícia e os oficiais dos animais selvagens tailandeses inspecionam um esqueleto de tigre na província de Nakhon Sawan, Tailândia. A foto surgiu depois que dois cidadãos vietnamitas foram presos com os restos mortais.

A terrível imagem do caçador atacando um tigre foi encontrada ao telefone de um membro da gangue. Isso desencadeou a investigação de três meses para descobrir a rede de caça ilegal.

A polícia então contatou a organização Freeland para assistência analítica usando tecnologia forense digital.

Ela revelou que os caçadores estrangeiros faziam parte de uma organização de tráfico de animais selvagens no Vietnã, que apoia a caça e o contrabando nas florestas da Tailândia, Malásia e Mianmar.

A polícia acredita que eles estavam operando nas regiões fronteiriças há bastante tempo antes de serem pegos.

Segundo Petcharat Sangchai, esqueletos de tigres e garras de urso estão em alta demanda em muitos países do sudeste da Ásia, especialmente no Vietnã.

“O esqueleto do tigre é o ingrediente crucial para a produção de um licor, que acreditam ser um remédio de saúde e para o sexo de idosos. Garras de urso são usadas para ser um amuleto de sorte de virtude e fama”.

A prisão desta não significa o fim da terrível ameaça à vida selvagem na Tailândia. A polícia, guardas florestais e as pessoa devem permanecer vigilantes.

 

Duas filhotes de urso são resgatadas de traficantes por policiais

Pesando pouco menos de 1 kg e com apenas algumas semanas de idade, duas filhotes de urso-negro-asiático foram salvas de traficantes de animais em uma operação policial no Vietnã.

duas filhotes de urso

Foto: Four Paws

Ainda não se sabe de onde exatamente as filhotes vieram. Os socorristas acreditam que elas provavelmente foram trazidas do Laos ou vieram de uma fazenda de ursos no Vietnã. O comércio de animais é uma das maiores redes criminosas do planeta.

A única certeza era de que as filhotes deveriam estar com a mãe. Sem ela, as recém-nascidas precisavam de cuidados médicos especializados com urgência.

Equipes de resgate de animais se uniram para levar as filhotes para um lugar onde elas pudessem receber cuidados adequados. Pessoas da Four Paws International, da Education for Nature-Vietnam (ENV) e da Wildlife Friends Foundation Thailand (WFFT) não mediram esforços para ajudá-las e logo as pequenas irmãs chegaram ao Santuário de ursos da Four Paws, em Ninh Binh.

veterinária cuidando de uma das filhotes

Foto: Four Paws

“As ursas ainda são muito jovens”, disse Emily Lloyd, uma das gestoras da Four Paws no Vietnã, em um comunicado de imprensa fornecido ao The Dodo. “As filhotes estavam desidratadas quando foram trazidas para nós, então nossa equipe de veterinários está lhes fornecendo leite, suplementos vitamínicos e probióticos.”

Quando não estão sendo alimentadas, as irmãs ficam aconchegadas em um pequeno berço no santuário, onde os socorristas podem ficar de olho nelas. As filhotes ainda são muito vulneráveis, mas, para alívio de todos, elas mostram sinais de progresso.

veterinária usando um estetoscópio

Foto: Four Paws

“Embora as ursas só pesem aproximadamente 900 gramas, ambas são bastante fortes e bebem bastante leite”, disse Lloyd.

Sem a mãe delas para criá-las e ensiná-las a sobreviver na natureza, as filhotes terão que crescer no santuário e morar lá. Felizmente, o santuário tem muito espaço para elas, com hectares de florestas selvagens e campos onde elas podem andar e brincar quando tiverem idade suficiente.

Mas, por enquanto, as irmãs pequenas só precisam se concentrar em dormir e beber seu leite para que possam se tornar ursas fortes e saudáveis.

duas filhotes

Foto: Four Paws

“Essas ursas resgatadas recebem os melhores tratamentos médicos e cuidados de especialistas em animais selvagens”, disse Robert Ware, diretor-executivo da Four Paws USA. “Nossa equipe é treinada para ajudar os ursos a se reabilitarem das piores situações para que possam viver suas vidas em paz.”