Animais são brutalmente mortos em festival anual muçulmano

Foto: Reuters

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Muçulmanos de todo o mundo celebram o Eid al-Adha, a festa do sacrifício, o segundo de dois feriados islâmicos celebrados todos os anos, marcando o fim da peregrinação anual ou Hajj para a cidade sagrada saudita de Meca.

Em todo o mundo, homens, mulheres e crianças fazem orações e sacrificam animais como parte das celebrações.

Eid al-Adha no entanto, é o mais sagrado dos dois feriados muçulmanos celebrados todos os anos. Fotos do Paquistão mostram homens na rua matando cabras, camelos, vacas e ovelhas como parte das festividades.

Foto: AFP/Getty Images

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Cerca de 10 milhões de animais são sacrificados durante o festival, segundo a Associação de Curtumes do Paquistão.

Foram feitas orações em Mianmar, no Azerbaijão e no Iraque, enquanto na Índia a polícia revistava fiéis quando entravam em mesquitas, em meio a críticas crescentes ao tratamento dado aos muçulmanos sob o regime nacionalista hindu de direita do primeiro-ministro Modi.

Alguns muçulmanos matam um animal em forma de sacrifício e dividem a carne em três partes, uma para a família, uma para amigos e parentes e outra para os pobres.

Foto: AFP/Getty Images

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O ato é feito para honrar a disposição de Ibrahim de sacrificar seu filho como um ato de obediência ao mandamento de Deus, como dito no Alcorão. No entanto, antes que ele pudesse sacrificar seu filho, Deus lhe forneceu uma ovelha para matar.

Abuso e maus-tratos

Enquanto a população muçulmana da Índia se prepara para celebrar o Eid-al-Adha, o festival islâmico do sacrifício, popularmente conhecido como Bakrid, a organização sem fins lucrativos que atua pelos direitos dos animais PETA visitou um abatedouro em Deonar, em Mumbai, revelando crueldades inimagináveis praticadas com os animais na véspera do Eid.

Foto: EPA

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A entidade visitou um matadouro na região de Deonar em Mumbai, onde supostamente milhares de cabras e ovinos e cerca de 2.700 búfalos chegaram de várias cidades indianas para serem vendidos para o sacrifício.

Um vídeo compartilhado pela ONG mostra como os animais transportados para o matadouro foram submetidos a horríveis atrocidades, em desacordo com as leis de transporte de animais, conforme mandado por uma ordem de 2017 da Suprema Corte da Índia.

O vídeo revela a dura realidade e a selvageria sofrida pelos animais durante o transporte para os matadouros e o subsequente tratamento cruel que tira suas vidas. Como pode ser visto nas imagens, um trabalhador no matadouro admite que os animais habitualmente morrem no transporte devido à superlotação e falta de cuidados por parte dos transportadores. Os corpos de animais que morrem em trânsito são tratados com insensibilidade notória, esteiras rolantes são usadas para descartar os corpos dos animais mortos.

Foto: AFP/Getty Images

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Cartas mencionando as denúncias foram escritas aos altos funcionários do governo do estado de Maharashtra, da Polícia de Mumbai, da Corporação Municipal de Brihanmumbai, do Conselho de Bem-Estar Animal do Estado de Maharashtra, da Sociedade para a Prevenção da Crueldade aos Animais, do Conselho de Bem-Estar Animal da Índia e da Food Autoridade de Segurança e Normas da Índia pedindo que eles apurem as acusações.

Em todo o mundo, milhões de animais entre bois e vacas, a maioria deles cabras e ovelhas são mortos no dia de Bakrid como uma marca do sacrifício feito ao Todo-Poderoso. PETA apelou aos muçulmanos para se absterem de sacrificar animais e pediu-lhes que concedam a misericórdia a estes seres sem voz, celebrando um Eid sem sangue. A ONG pediu ainda aos muçulmanos que distribuam alimentos veganos, ofereçam ajuda à instituições de caridade e dediquem-se a tudo que não envolva matar animais.

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Governo alemão pretende aumentar imposto sobre a carne para ajudar a salvar o planeta

Foto: World Animal News

Foto: World Animal News

Deputados alemães propuseram o aumento dos impostos sobre a carne no país para ajudar a salvar o planeta.

A carne é atualmente relativamente barata em toda a Alemanha e utilizada uma série de pratos tradicionais. O prato característico nacional, sauerbraten, é um assado de carne, e o país também é conhecido por seu gosto por alimentos como bratwurst (salsicha grelhada) e schnitzel (carne de porco ou frango à milanesa).

No entanto, o apetite alemão por carne tem um custo ambiental e, por causa disso, esses pratos podem ficar mais caros.

Políticos do partido Social-democratas e dos partido Verde propuseram aumentar o imposto sobre valor agregado (IVA) sobre a carne no início desta semana. Atualmente o produto é tributado a uma taxa reduzida de 7%, no entanto, alguns políticos querem ver esse valor elevado para 19%.

O bem-estar animal também é uma preocupação para alguns, que gostariam de ver o dinheiro extra de seus impostos devolvido aos animais. “Sou a favor de abolir a redução do IVA para a carne e de direcionar mais para o bem-estar animal”, disse Friedrich Ostendorf – porta-voz da política agrícola para o partido Verde – em um comunicado, informa o DW (Deutsh Welle).

Albert Stegemann – porta-voz do setor de agricultura da União Democrata Cristã (CDU) – também apoiou o imposto, mas quer ver o dinheiro devolvido aos agricultores. Ele disse, “a receita fiscal adicional deve ser usada para apoiar os pecuaristas para ajudá-los a se reestruturar”.

Impostos cobre a carne no mundo

A Alemanha não é o único país a considerar um imposto maior sobre a carne. No início deste ano, a parlamentar britânica Caroline Lucas pediu ao governo do Reino Unido que “considere seriamente” taxar a carne por razões ambientais.

Segundo ela, “melhor manejo do esterco e cuidadosa seleção de ração podem ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa, mas – mesmo correndo o risco de ser alvo da ira do secretário de energia, que disse recentemente que incentivar as pessoas a comer menos carne seria o pior tipo de atitude – reafirmo que precisamos de uma séria consideração sobre medidas como por exemplo um imposto sobre a carne”.

Algumas organizações são a favor de um imposto sobre a carne, mas por razões de saúde. Uma pesquisa publicada em 2018 revelou que um imposto global sobre carnes vermelhas e processadas poderia salvar mais de 200 mil vidas até 2020. Também poderia reduzir o custo dos cuidados de saúde em £ 30,7 bilhões (142 bilhões de reais).

Louis Meincke, do World Cancer Fund, disse que a pesquisa “poderia ajudar a reduzir o nível de consumo de carne, semelhante ao funcionamento de um imposto sobre bebidas açucaradas, além de compensar os custos do sistema de saúde e melhorar a sustentabilidade ambiental”.

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Vacas e bois são amarrados e içados por guindaste nas ruas do Paquistão

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

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Imagens fortes divulgadas recentemente mostram vacas e bois sendo içados de grandes alturas até o chão, numa operação arriscada e improvisada. Os animais estão sendo levados pelos agricultores paquistaneses, que mantêm seu rebanho no telhado, para o mercado da região de Karachi.

Nas fotos pode-se ver homens sobre os animais enquanto eles são movimentados por um guindaste, presos a cordas e mal acomodados, eles pousam no chão muitas vezes de forma abrupta e mal planejada, causando sofrimento aos animais.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

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Embora aparentemente incomuns, essas visões são comuns em Karachi, a maior cidade do país, onde a falta de terrenos agrícolas e uma população volumosa significam que os agricultores optam por manter seus animais em cima dos telhados.

Fazendo uso de um guindaste, os fazendeiros desceram seus animais enquanto uma aglomeração de pessoas assiste à operação arriscada, as vacas e bois são transportados de uma altura correspondente a de um prédio de quatro andares.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

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Os animais estavam sendo enviados para o mercado antes da festa muçulmana do Eid al-Adha, que começa no próximo domingo.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

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Considerado um dos dias mais sagrados do calendário, o festival marca a disposição do profeta Ibrahim de sacrificar seu filho por Allah, mas seu filho foi então substituído por um cordeiro.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

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Em comemoração à data, um animal é sacrificado e dividido em três partes.

Uma parte é dada aos pobres e necessitados, outra é reservada para casa e uma terceira é dada à família.

O festival dura quatro dias, mas alguns países muçulmanos observam um feriado mais longo.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

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Ex-funcionário de matadouro que se tornou vegano fala sobre os horrores que viveu no trabalho

Foto: Tras Los Muros

Foto: Tras Los Muros

O australiano Craig Whitney teve uma infância comum em meio aos animais como muitos outros meninos que vivem no campo no país. Seu pai era um agricultor de terceira geração que vivia em Bonalbo, NSW (New South Wales).

“É comum as crianças seguirem seus pais ao redor da fazenda. Aprender como eles fazem as coisas e ficar ao seu lado”, disse ele ao Plant Based News.

Aos quatro anos, Whitney já havia testemunhado cães sendo baleados na frente dele e vacas e bois sendo marcados, castrados e “deschifrados”. “Isso meio que se tornou uma parte normal da minha vida”, ele admitiu. Quando ficou mais velho, seu pai começou a discutir com Whitney a responsabilidade de cuidar da fazenda como um fazendeiro de quarta geração.

Um padrão comum

Esse padrão parece ser comum demais para muitos agricultores australianos hoje em dia.

De acordo com a Australian Farms Association: A maioria das fazendas na Austrália ainda são empresas familiares e há fazendas que foram passadas para a família por gerações”.

Whitney conseguiu escapar dessa pressão quando entrou no mundo de assistência social devido a complicações em sua família.

Matadouro de animais

Ao completar 19 anos, Whitney foi convencido por alguns amigos para se juntar a eles e ir trabalhar em um matadouro no oeste de NSW. Na época, ele precisava de trabalho e a ideia de “trabalhar com amigos” parecia atraente.

“Minha primeira função foi trabalhar como um ‘garoto de chão’ limpando o chão do matadouro”, diz Whitney. Ele admite que trabalhar neste papel era de alto risco em relação à segurança.

Foto: L214 éthique et animaux

Foto: L214 éthique et animaux

“Passei a maior parte do tempo me esquivando de corpos enquanto tentava limpar o chão de todo aquele sangue. Antes de morrer as vacas tinham suas patas traseiras acorrentadas e a garganta cortada. Elas se moviam, agonizando bem próximo de mim”.

Rastro de sangue

Whitney lembra-se de ter sido chamado várias vezes para limpar a sujeira de “vacas tendo de contrações nervosas enquanto estavam presas por correntes”.

Vacas chutando ao agonizar após terem a garganta cortada são comuns e em fevereiro deste ano um homem foi hospitalizado na Alemanha com ferimentos graves na face após uma vaca chutá-lo no rosto devido a um impulso nervoso após ser morta. Em um comunicado, a polícia disse que a vaca foi “morta de acordo com os regulamentos da indústria”.

Alguns dos piores momentos durante os anos de trabalho de Whitney, foram quando “as vacas escaparam da “caixa de contenção”, uma vez que sua garganta já havia sido cortada.

“Eles corriam tomadas de adrenalina e medo deixando um rastro de sangue e tinham que ser baleadas”. Whitney admitiu que, de vez em quando, quando uma vaca não tinha “a garganta cortada corretamente”, ela ficava totalmente consciente durante a “hemorragia” e sangrava até a morte.

Trabalhando rápido

Durante seu tempo no trabalho, Whitney foi frequentemente forçado a trabalhar mais rápido do que o normal para atender a cota diária necessária. “Com a seca acontecendo agora (na Austrália), tenho certeza de que estaria a todo vapor. Há mais demanda do que suprimento, então é só matar o máximo de animais o mais rápido possível (para maximizar) o lucro”.

Foto: Flanderstoday

Foto: Flanderstoday

“Sempre houve acidentes em todos os matadouros em que trabalhei. Houve muitas vezes em que quase perdi meus próprios dedos. Entre os operadores de serra, tem um ditado que diz: “sempre conte os dedos.”

O mais surpreendente é que Whitney testemunhou um colega de trabalho perdendo a mão inteira seguindo as práticas padrão da indústria.

Trabalho perigoso

Parece que estes não são casos isolados de trabalhadores gravemente feridos. Em 2010, um imigrante indiano de 34 anos, Sarel Singh, foi decapitado enquanto trabalhava em um matadouro de frangos em Melbourne.

De acordo com o Daily Mail: “O Sr. Singh foi morto instantaneamente ao ser sugado por uma máquina num movimento rápido depois de ser ordenado a limpar novamente uma área de embalamento”.

Andy Meddick abordou este incidente em um discurso no Parlamento este ano representando o partido Animal Justice (Justiça Animal). “Os trabalhadores foram obrigados a voltar ao trabalho apenas algumas horas depois que o sangue de Sarel Singh foi limpado do maquinário”, disse ele.

Whitney admite: “Senti-me muito mal no início. Mas era um trabalho e eu precisava de dinheiro. Estava pagando meu aluguel na época. Depois de um tempo eu me acostumei e admiti para a mim mesmo o quanto me sentia horrorizado”.

Porta de entrada para a Austrália

De acordo com Whitney, a maioria dos seus grupos de trabalho eram chineses, indianos ou sudaneses e estavam em 457 – Trabalho Temporário (Visto Qualificado).

“Os grupos de trabalho eram migrantes em busca de uma vida melhor na Austrália”, disse ele. “É uma porta de entrada para entrar no pais” (aceitar o trabalho em matadouros e conseguir o visto de trabalho).

De acordo com Whitney, a indústria está sempre à procura de mais trabalhadores. “Sempre há trabalho nos matadouros, a industria sempre esteve e estará em busca de mais trabalhadores. Procure em um matadouro na Austrália e você encontrará trabalho”.

Parando para sempre

Em 2013, Whitney largou a indústria de carne para sempre: “As pessoas não vão a público falar sobre isso. Conseguem outro emprego e deixam a indústria de carne e isso é o fim do assunto. A indústria pode vir atrás de mim por expor tudo como eu fiz. Levou um tempo para que eu conseguisse falar a respeito”.

Em 2018, Whitney tornou-se vegana depois de ter um colapso mental e sofrer de transtorno de estresse pós-traumático (PTSD).

Quando ele conheceu alguns ativistas dos direitos dos animais, sua vida melhorou. Em um post no Instagram recente, ele escreveu: “É com isso que eu sonho agora. Ativistas libertando animais e libertando-os da escravidão. Melhor do que pesadelos de bebês preciosos tendo suas gargantas cortadas pelo vício do consumidor”.

Whitney concluiu: “Se você conhece alguém que trabalha na indústria da carne, incentive-os a falar e buscar ajuda. A melhor maneira de ajudar os trabalhadores de matadouros é parar de apoiar indústrias que exploram animais, cortando carne, ovos e laticínios”.

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Desrespeitados e ignorados os animais padecem sob as condições mais desumanas

Foto: Mercy for Animals

Foto: Mercy for Animals

O Dia Nacional da Saúde é celebrado anualmente em 5 de agosto no Brasil, a data foi escolhida em homenagem ao médico sanitarista Oswaldo Cruz, que nasceu em 5 de agosto de 1872 e foi pioneiro no estudo de moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) saúde é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”.

Enquanto a data serve de alerta para a importância dos cuidados com a saúde dos seres humanos, outras vidas perecem silenciosamente sem que sua saúde seja sequer considerada como algo a ser protegido, avaliado ou mantido.

Foto: Trendsmap

Foto: Trendsmap

Assim como nós, seres humanos, os animais têm a capacidade de compreender o mundo ao seu redor, são capazes também de amar, sofrer, criar vínculos e responder a estímulos. Assim como a nossa, sua saúde sofre os impactos do meio em que vivem ou são submetidos a viver.

Milhares de animais padecem fechados em compartimentos ou gaiolas minúsculas, muitas vezes superlotados, servindo apenas a propósitos humanos que exploram seus corpos em busca de carne, leite, ovos ou o que mais puderem roubar dos animais.

Foto: MICHAEL NICHOLS, NATIONAL GEOGRAPHIC

Foto: MICHAEL NICHOLS, NATIONAL GEOGRAPHIC

Sua saúde mental é ignorada, e a física só é levada em consideração no intuito de que a exploração possa continuar ocorrendo. Esses seres sencientes passam seus dias privados do sol, não podem caminhar na grama ou conviver com os demais. Muitas vezes passam a vida inteira olhando para uma parede de concreto e quando não servem mais aos interesses de seus explorados são descartados e mortos.

Assim ocorre com os elefantes que apanham violentamente para que levem turistas nas costas ou façam truques antinaturais para uma plateia de turistas. Com as vacas, porcos, galinhas que vivem vidas solitárias tendo como companheiro apenas o sofrimento, os ursos no Vietnã que são criados e capturados apenas para que seu fígado seja perfurado e sua bile removida, por anos e anos.

Foto: HOANG DINH NAM, AFP/GETTY

Foto: HOANG DINH NAM, AFP/GETTY

Leões na África do Sul criados em cativeiro apenas com o objetivo de serem vendidos para “caçadas enlatadas” onde serão soltos em um local cercado para serem perseguidos, mortos e terão seus corpos expostos como troféus.

Como está a saúde desses animais?

Enquanto a sociedade estiver dominada e cega pela visão especista de que os animais são inferiores ao ser humano e que podem ser submetidos à sua vontade por este motivo, a injustiça vai vigorar sobre todas essas vidas inocentes e indefesas.

Se a definição de saúde corresponde ao bem-estar físico, mental e social de um ser e não apenas a ausência de doenças como diz a Organização Mundial da Saúde, então muitos desses animais jamais conheceram o que é estar saudável. E, infelizmente, jamais conhecerão.

Foto: Animal Rescue Algarve

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Gatinho adora passear nas costas dos amigos cavalos e burros que vivem com ele

Foto: Joanna Shaw

Foto: Joanna Shaw

Teton foi resgatado de uma situação de negligência e levado para um santuário onde não existiam gatos, apenas animais de fazenda como cabras, vacas e cavalos.

Mas apensar de ser menos ele acabou por ser o tipo de gato que mantinha todos os animais na linha. Como um gatinho danado, ele estava sempre brigando com animais muito maiores que ele – os potrôs, pôneis em miniatura, bodes, até mesmo um burro.

Foto: Joanna Shaw

Foto: Joanna Shaw

Com apenas 3 meses de idade, ele já “mandava” no santuário que fica no Colorado (EUA), um terreno de 7 acres apelidado de Snowfall Ranch (Rancho Floco de Neve). Tanto que, de fato, ele frequentemente pulava nas costas dos animais para pode passear pela fazenda.

Foto: Joanna Shaw

Foto: Joanna Shaw

“Nós o vemos em cima dos cavalos e no jumento”, diz Joanna, que vive no local, ao The Dodo. “Ele também dorme em sua barraca com eles.”

Teton primeiro já virou notícia em 2014 por sua propensão para empoleirar-se sobre os outros animais da fazenda.

Anos mais tarde, Teton continua a ser o “manda-chuva” indiscutível do celeiro. Pelo menos até uma nevasca chegar. Então o poderoso Teton se transforma em um gato assustado.

Foto: Joanna Shaw

Foto: Joanna Shaw

“Ele tende a subir nas costas de seus amigos mais ainda quando cai a neve para não molhar as patas”, explica Shaw.

Então, quando as coisas ficam um pouco assustadoras na fazenda, esse gato se vira para amigos que podem abrigá-lo em suas costas altas. Mas, ao que parece, ele também se tornou muito amigo dos outros animais.

“Quando eles para o campo, ele vai com eles”, diz Shaw. “Ele vai deitar com eles na grama e eu acho que ele acredita mesmo que ele é um deles.”

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Investigação expõe crueldade e agressões a vacas em fazenda leiteira

Foto: Animal Recovery Mission

Foto: Animal Recovery Mission

Uma investigação secreta revelou o abuso e sofrimento a que são submetidas vacas em uma grande fazenda de laticínios orgânicos dos EUA.

A Animal Recovery Mission (ARM), que divulgou recentemente a maior investigação sobre laticínios ja realizada, que expõe o abuso em massa de bezerros na Fazenda Fair Oaks, em Indiana, nos Estados Unidos, também está por trás das filmagens dessa vez feitas na Natural Prairie Dairy, no Texas.

De acordo com a ARM, a Natural Prairie Dairies abriga mais de 25 mil vacas em quatro locais perto de Dalhart, no estado do Texas, e atualmente fornece a alguns dos maiores varejistas do mercado.

Abuso de animais

O vídeo da ARM mostra as vacas sendo chutadas, atormentadas, perseguidas, atingidas com pás e apunhaladas com chaves de fenda por técnicos veterinários e cuidadores de animais.

No vídeo também constam as informações de que os animais foram desumanamente amarrados em posições desconfortáveis por horas, e as vacas foram vistas caindo em fossas e quase se afogando.

Além disso, nenhum cuidado médico foi fornecido aos numerosos animais: vacas com olhos infectados, feridas cobertas de pua, cortes e arranhões, mancando e muito fracas para andar foram observados, sem tratamento e com a saúde em declínio.

Além disso, as condições na fazenda eram miseráveis, com ambientes superlotadas e insalubres, e os animais sendo forçadas a se deitar em cimento frio coberto de fezes.

Sofrimento e tortura

“As vacas da Natural Prairie Dairy vivem uma vida de pura miséria e tortura. Espancadas, esfaqueadas e trancadas em celeiros cobertos de fezes, isso não é o que os consumidores imaginam quando compram leite orgânico e/ou queijo”, disse Richard “Kudo” Couto, fundador da ARM, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“O mundo acaba de ser conscientizado sobre a realidade dos laticínios orgânicos”.

Animais não são produtos para serem explorados, comidos ou vendidos. A única maneira de evitar esse tipo de crueldade é se alimentar de forma vegana, não contribuindo para esse sórdido comércio de vidas.

Foto: Animal Recovery Mission

Foto: Animal Recovery Mission

O PBN entrou em contato com a Natural Prairie Dairy para um comentário. No momento da publicação, a fazenda leiteira ainda não havia respondido a nenhuma outra publicação.

Denúncia na fazenda Fair Oaks

A mesma organização responsável pela denúncia acima, da fazenda Natural Prairie Dairy, no Texas, Animal Recovery Mission (ARM), que atua em defesa dos direitos animais, divulgou um vídeo em junho em que mostra a violência contra bezerros em uma fazenda fornecedora da Fairlife, marca de produtos lácteos que pertence à Coca-Cola.

A filmagem, que aborda desde a realidade do transporte até o confinamento dos animais, mostra bezerros sendo chutados, socados e empurrados – além de receberem golpes na boca e no rosto com vergalhões e garrafas.

O vídeo apresenta ainda cenas de animais sendo submetidos a queimaduras, temperaturas extremas e nutrição inadequada. Há momentos em que os funcionários espancam os animais enquanto tentam obrigá-los a mamar.

“[Tudo] isso resultou em extrema dor e sofrimento para os bezerros e, em alguns casos, lesões permanentes e até mesmo a morte”, informa a organização.

Foto: Animal Recovery Mission

Foto: Animal Recovery Mission

A fazenda denunciada é a Fair Oaks, situada no estado de Indiana, nos Estados Unidos. Atuante no ramo de laticínios, a empresa é conhecida como uma das maiores produtoras de leite dos Estados Unidos.

O nível de estresse dos animais também é outra face explorada no vídeo, além do desespero de uma vaca que começa a mugir incessantemente após a separarem de seu bezerro.

Outra denúncia feita no vídeo é que a Fair Oaks costuma dizer que os bezerros que nascem na propriedade não são enviados para a indústria de carne de vitela. Porém é exatamente isso também que a ARM revela na filmagem.

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Animais cada vez mais jovens são enviados para os matadouros no Brasil

Por David Arioch

O aumento é apontado como consequência da procura tanto no Brasil quanto fora do país de carne de bovinos mais jovens (Foto: Getty)

Animais estão sendo enviados cada vez mais jovens para os matadouros no Brasil. Isso é o que mostra uma análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em relação ao número de bovinos abatidos no primeiro trimestre de 2019.

Só nos primeiros três meses deste ano, 239.587 novilhas, ou seja, fêmeas com menos de dois anos de idade, foram abatidas somente no Mato Grosso, o que significa crescimento de mais de 58% em relação ao mesmo período do ano passado – em que foram abatidas 151.379 novilhas.

O aumento é apontado como consequência da procura tanto no Brasil quanto fora do país de carne de bovinos mais jovens e principalmente fêmeas. A justificativa mais comum é que a “carne é mais macia e de melhor qualidade em comparação com os machos”.

Alguns países pagam R$ 4 a mais pela arroba de bovinos mais jovens, o que significa que a expectativa de vida dos animais é pautada pelo mercado. Se há procura, os pecuaristas pesam o custo/benefício de abatê-los cada vez mais jovens.

Em geral, vacas também estão sendo abatidas mais cedo, conforme dados do IBGE que apontam crescimento de 3,2% em relação a 2018.

No MS programa estadual incentiva abate de animais mais jovens

No Mato Grosso do Sul, desde 2017 o Programa de Apoio à Criação de Gado para o Abate Precoce (Novilho Precoce) estimula pecuaristas a criarem e desenvolverem bovinos que possam ser abatidos mais cedo. Só no primeiro ano após a implementação, quase 800 mil animais foram abatidos com idade a partir de 20 meses. No entanto, a idade não é o critério primordial do programa, mas sim o peso – o macho deve render pelo menos 225 quilos de carcaça e a fêmea 180 quilos.


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Vacas se aproximam para ouvir saxofonista tocar ao ar livre

Foto: Richard Herrmann

Foto: Richard Herrmann

Richard Herrmann, vive em Oregon, no Estados Unidos esta aprendendo a tocar saxofone há sete meses e está melhorando a cada dia. Ele nem sempre tem a chance de tocar para um público, e recentemente, quando ele e sua esposa estavam viajando juntos, eles tiveram uma ideia perfeita.

“Minha esposa e eu viajamos juntos para o campo ocasionalmente”, Herrmann disse ao The Dodo. “As vacas sempre parecem curiosas. Eu perguntei a minha esposa: “Eu me pergunto se elas gostariam ou se aproximariam se eu tocasse o saxofone?”, ela disse então: “Vamos tentar.”

Há vídeos por toda a internet de pessoas tocando música para animais, e Herrmann decidiu que era sua vez de tentar. Ele e sua esposa foram para o campo e saíram do carro, e Herrmann rapidamente se posicionou para iniciar a sessão de música.

Foto: Richard Herrmann

Foto: Richard Herrmann

“Na verdade, esta é a minha primeira apresentação para uma audiência ao vivo”, disse Herrmann para a câmera quando sua esposa começou a gravar. “Vamos ver como vou me sair!”

Herrmann decidiu começar com “Isn’t She Lovely”, de Stevie Wonder – e no momento em que ele começou a tocar, todas as vacas no campo pararam o que estavam fazendo.

“Eles estavam andando em uma direção e quando eu comecei a tocar, você podia vê-las parar por alguns segundos, prestar atenção e, em seguida, começar a caminhar até a cerca para o ponto onde eu estava”, disse Herrmann.

Foto: Richard Herrmann

Foto: Richard Herrmann

Não demorou muito para que todas as vacas no campo estivessem próximas e enfileiradas na cerca como se estivessem em um show de rock. Empurrando uma à outra para tentar chegar o mais perto possível da música.

Após sua primeira música, Herrmann passou a tocar “Whisper Careless”, de George Michael, e “Tequila”, do The Champs. As vacas ficam completamente paradas durante todo o tempo em que ele estava tocando e coisa toda foi muito melhor do que ele poderia ter imaginado.

Depois de ver os vídeos, a filha de Herrmann decidiu compartilhá-los online – e, é claro, todos rapidamente se apaixonaram pelo adorável pai que conquistou um grupo de vacas com um saxofone.

Isso apenas mostra que a música realmente pode reunir todos os tipos de pessoas e criaturas. Se você está passando por um campo de vacas e tem algum talento, por que não tentar fazer um show? Você nunca sabe o que pode acontecer!

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Relatório aponta o impacto benéfico do veganismo no meio ambiente

Foto: Adobe

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Um novo estudo divulgado, intitulado Veganism Impact Report (Relatório de Impacto do Veganismo, na tradução livre) revela o enorme impacto na saúde, economia e emissões de gases se apenas a população de grupo de países, no caso o Reino Unido, se tornasse vegana. Segundo o relatório haveria uma diminuição de 70% nas emissões de CO2 relacionadas com alimentos e um bilhão de hectares da superfície terrestre do mundo atualmente usada para criação de animais seria liberada.

O Relatório de Impacto do Veganismo usa estatísticas sobre o consumo anual de produtos animais, emprego, comércio, saúde, meio ambiente e economia do Reino Unido, da União Europeia e do mundo. As estatísticas do Reino Unido baseiam-se em 1,16% da população sendo vegana e não levam em consideração a população vegetariana ou pescatariana. As estatísticas da UE baseiam-se em 5,9% da população sendo vegana e vegetariana

Impacto na economia, emissões de gases e saúde

As estatísticas mostram o enorme impacto que uma população totalmente vegana e não-vegana teria na economia da UE e nas taxas de agricultura e emissões do mundo. O relatório interativo demonstra que se 100% da população global que consome carne fosse vegetariana, um número impressionante de 9,6 bilhões toneladas a menos de emissões de CO2 equivalentes a alimentos seria liberado anualmente (as emissões de gases causadores do efeito estufa equivalem a 13,7 bilhões de toneladas métricas de dióxido de carbono em 2018, mas uma população vegana reduziria essas emissões em uma taxa enorme de 70% em 4,1 bilhões).

Foto: thespruce.com

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O relatório também revela que um bilhão de hectares da superfície terrestre do mundo usado para criação de animais (carne) seria disponibilizado se ninguém consumisse produtos de origem animal. Cálculos baseados em números de 2018 que apontam que 1,5 bilhão de hectares da superfície terrestre total do mundo foram usados para a agricultura.

As doenças cardíacas e as taxas de câncer também seriam extremamente afetadas, com 130 mil mortes a menos só no bloco de países (Reino Unido) a cada ano se sua população se tornasse vegana (152.405 pessoas no Reino Unido morreram de doenças cardíacas em 2017, mas isso cairia de maciços 129.544 para apenas 22.861 mortes por ano se a população seguisse uma dieta vegana).

Foto: hipcamp

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Além disso, como exemplo há 8.800 casos de câncer ligados ao consumo de carne processada ou vermelha a cada ano no bloco de países, sugerindo que a opção por uma dieta sem carne reduziria significativamente as chances de desenvolver câncer de estômago e intestino.

Indústria vegana

O relatório não considera, no entanto, o aumento de empregos que ocorreriam na indústria vegana se o veganismo fosse adotado pelo público como um todo. Quando mais e mais pessoas criam demanda por produtos veganos, isso significa, naturalmente, que mais produtos são criados e que uma nova economia, mais sustentável, é reforçada.

Foi criada recentemente a primeira empresa de recrutamento vegana, e mais e mais empregos estão sendo criados a cada semana com o crescente comércio vegano global.

Foto: PETA Kids

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Um ano atrás, a investidora vegan Heather Mills criou centenas de empregos ao converter uma fábrica de batatas Walkers em uma instalação de carne vegana. Em abril deste ano, a Mills comprou uma fábrica da Proctor and Gamble para criar um “Silicone Plant Valley”.

Também é desnecessário dizer que, quando as pessoas optam por alternativas de couro, isso também cria empregos em materiais à base de plantas, que já vemos acontecerem na moda, design de interiores, beleza e cosméticos e até na indústria automotiva.

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