Vacas tem o estomago perfurado para que sua digestão possa ser observada por pesquisadores

Foto: AFP

Foto: AFP

O vídeo que flagra a crueldade bárbara contra os animais foi divulgado por um grupo francês de defesa dos direitos animais e mostra vacas vivas cujas laterais do corpo foram perfuradas criando “escotilhas de observação” no estômago delas feitos com o objetivo de estudar a digestão dos animais.

As imagens foram filmadas em fevereiro e maio dentro das instalações de uma entidade de pesquisa agrícola privada em Saint-Symphorien, no noroeste da França, por militantes da ONG L214.

As “portinholas” de observação permitem o acesso ao rúmen, um dos quatro estômagos do animal, num processo inventado no século XIX e usado em centros de pesquisa em toda a Europa para melhorar a produtividade.

As vacas presas em cativeiros minúsculos de metal e mantidas em pé, são vistas em momentos de carinho com as vizinhas de cela, trocando carinhos e lambidas durante o vídeo.

A L214 disse que a prática era “sintomática da forma como os animais são considerados máquinas simples à nossa disposição” e lançou uma campanha online para acabar com isso.

“Como cidadãos, pedimos aos ministros de pesquisa e agricultura que acabem imediatamente os experimentos destinados a aumentar a produtividade dos animais”, disse o documento.

A instalação pertence a uma divisão da gigante francesa de pesquisa de alimentos Avril, que disse que as “seis vacas fistuladas” foram monitoradas de forma “extremamente rigorosa” por veterinários.

Foto: Euronews

Foto: Euronews

“Este processo é usado em todo o mundo apenas para fins de pesquisa”, disse o Grupo Avril em resposta à investigação da L214. “Esta é atualmente a única solução para estudar a digestão de proteínas vegetais”.

Acrescentou: “Esta análise é essencial para muitos avanços na reprodução e, em particular, para melhorar a saúde digestiva de milhões de animais, reduzir o uso de antibióticos e reduzir as emissões de nitratos e metano relacionados à pecuária”.

A empresa também criticou a L214 por “invasões ilegais” desnecessárias na instalação, que, segundo ela, “regularmente abre suas portas para o público”.

No vídeo, L214 disse: “Eles abriram um buraco no estômago da vaca para que possam acessar regularmente seu conteúdo. Os funcionários vêm regularmente para abrir a escotilha para depositar amostras de comida ou retirá-las. O objetivo é aperfeiçoar a forma mais eficaz de se alimentar para que as vacas produzam tanto leite quanto possível”.

O grupo lançou uma petição para acabar com a prática. Brigitte Gothière, co-fundadora da L214, disse: “Hoje, da seleção genética à comida, tudo é otimizado para que os animais produzam mais ovos, leite ou carne”.

“Muitos deles já sofrem de claudicação, infecções, problemas pulmonares ou cardíacos. E, no entanto, em vez de interromper este ciclo, estamos sempre nos esforçando mais. É hora de questionar esse sistema injusto”.

A França é o segundo maior produtor de leite da Europa, depois da Alemanha. O país tem cerca de seis milhões de vacas exploradas por leite alojadas em mais de 61 mil fazendas de laticínios.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Ascensão do veganismo afeta fazendas de criação diminuindo a demanda por carne

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Com a maior conscientização da população sobre a crueldade animal envolvida na produção de carne e nas fazendas de criação de animais, a indústria da carne tem sofrido golpes no mundo todo. O último exemplo disso são os produtores de carne em Bristol (Inglaterra) que, de acordo com especialistas, já estão sentindo o impacto causado pela ascensão do veganismo e queda da demanda.

Alex Demetriou é o diretor administrativo da Regency, que abastece a indústria de catering (distribuição de carne) do Reino Unido. Ele diz que a demanda por carne de bois e vacas caiu 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ele citou vários fatores para o declínio, incluindo o impacto do iminente Brexit (saída da Inglaterra da União Europeia), e o aumento nos estilos de vida vegetariano e vegano.

Movimento vegano

“Parece que isso foi impulsionado pelo movimento vegano, vegetariano e flexitário, que está se tornando cada vez mais popular como uma escolha de estilo de vida, em vez de qualquer tipo de tendência passageira”, disse Demetriou ao Bristol Live.

Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

“Houve um aumento na demanda no primeiro trimestre por causa de toda a incerteza em torno do Brexit e do impacto potencial nos mercados de carne bovina se tivéssemos saído da UE no final de março, como planejado”.

Produtores de carne no vermelho

De acordo com o periódico do setor de produção Farmers Weekly, os problemas para os produtores de carne de bois e vacas se espalharam para além de Bristol.

Ela afirma que a queda na demanda é resultado do fato de os consumidores receberem “uma variedade de mensagens negativas sobre carne vermelha, incluindo advertências sobre obesidade, câncer e o efeito da criação de animais sobre o meio ambiente”.

Mensagens que inclusive – faça-se um adendo – são estudos divulgados pela mídia contendo informações corroboradas por especialistas, tanto médicos, como cientistas e pesquisadores.

Ele diz que isso está levando à queda da demanda nos setores de varejo e hospitalidade, e cita Sam Chesney, presidente do conselho de carne de boi e cordeiro da Ulster Farmers Union: “Eu diria que a maioria dos produtores de carne está definitivamente no vermelho no momento”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Fotógrafa faz ensaio com animais idosos sobreviventes de fazendas de criação

Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Quando a fotógrafa Isa Leshko conheceu Petey, um cavalo malhado de 34 anos de idade, havia algo no animal da raça appaloosa, que sofria de uma espécie de artrite que a cativou.

Seus olhos estavam cobertos de catarata, seu pelo era duro e grosseiro, e ele se movia com dificuldade e rigidez enquanto a seguia pelo pasto. Hipnotizada pelo gentil animal, Leshko correu para dentro para pegar sua câmera.

“Eu não tinha certeza do por que eu estava tão atraída por ele, mas continuei tirando fotos. Fazia muito tempo desde que eu senti pela última vez esse tipo de emoção ao segurar uma câmera”, diz Leshko.

Leshko e sua irmã estavam cuidando de seu pai, que havia combatido com sucesso o câncer bucal de estágio 4, e sua mãe, que estava lidando com a doença de Alzheimer em estágio avançado.

“Quando analisei os negativos de minha tarde com Petey, percebi que tinha encontrado uma maneira de encarar minha dor e medo decorrentes da doença de mamãe, e sabia que tinha que encontrar outros animais idosos para fotografar”, diz Leshko. “Eu não estava pensando em embarcar em um projeto de longo prazo. Eu estava buscando catarse”.

Mais de uma década depois, aquele encontro com Petey resultou no lançamento do livro de Leshko, “Allowed to Grow Old: Portraits of Elderly Animals from Farm Sanctuaries” Permitidos a Envelhecer: Retratos de Animais Idosos de Santuários-Fazendas” (University of Chicago Press, 2019). O trabalho apresenta imagens de cavalos, vacas, galinhas, cabras, porcos e outros animais de fazenda que foram resgatados e estão vivendo seus últimos dias em segurança.

“A experiência teve um efeito profundo em mim e me obrigou a enfrentar minha própria mortalidade”, diz Leshko. “Estou com medo de envelhecer e comecei a fotografar animais idosos para ter uma visão inflexível desse medo. Como conheci animais de fazenda resgatados e ouvi suas histórias, minha motivação para criar esse trabalho mudou. Tornei-me uma defensora apaixonada desses esses animais e queria usar minhas imagens para falar em nome deles. ”

Foto: Isa Leshko

Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Os sortudos

Os animais fotografados por Leskko viviam em santuários de animais em todo o país. Alguns foram abandonados durante tempestades ou outros desastres naturais. Outros foram resgatados de fazenda de criação em escala idustrial ou de operações de criação de quintal. Alguns foram encontrados vagando pelas ruas depois que eles escaparam no caminho para o matadouro. Alguns raros eram animais domésticos cujas pessoas não podiam mais cuidar deles.

“Quase todos os animais de fazenda que conheci para este projeto sofreram abusos e negligências horríveis antes de seu resgate. No entanto, é um eufemismo enorme dizer que eles são os sortudos”, diz Leshko. E como Melissa observou em Treehugger, “A questão é que não temos a oportunidade de conhecer muitos animais velhos, eles morrem antes”.

“Cerca de 50 bilhões de animais terrestres são criados em fazendas industriais mundialmente a cada ano. É um milagre estar na presença de um animal de fazenda que conseguiu atingir a velhice. A maioria de seus parentes morrem antes de completarem 6 meses. Retratando a beleza e a dignidade de animais de fazenda idosos, eu convido a todos para refletir sobre o que é perdido quando esses animais não podem envelhecer”.

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Memórias dolorosas

As imagens costumavam ser emocionalmente difíceis para a fotógrafa.

“Eu chorei ao fotografar os animais, particularmente depois que aprendi sobre os terríveis traumas que eles sofreram antes de serem resgatados“, diz ela. “Às vezes um animal me lembrava da minha mãe, que também sentiu muita dor.”

Na introdução do livro, Leshko descreve encontrar um peru cego que ela diz se assemelha a sua mãe depois que ela se tornou catatônica:

“Um dos animais que conheci para este projeto foi um peru cego chamado Gandalf, que vivia no santuário Safe Haven em Sultan, Washington. Por ele ser cego, seus olhos muitas vezes tinham uma cor branca impressionante. Estava um dia muito abafado quando eu o conheci pela primeira vez, e Gandalf – como a maioria dos perus – se refrescava respirando com o bico aberto “, escreve ela.

“Seu olhar vazio somado a sua boca escancarada me transportou para o leito da minha mãe durante seus últimos meses, quando ela estava catatônica. Eu fugi do recinto de Gandalf em lágrimas depois de passar alguns momentos com ele. Foram necessárias mais algumas visitas antes que eu finalmente conseguisse ver Gandalf e não minha mãe quando eu olhava para ele através do meu visor. Fiquei impressionada com a natureza gentil e digna do pássaro, e me concentrei nesses atributos enquanto o fotografava”.

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Impacto emocional

Os retratos amáveis e ao mesmo tempo imponentes de Leshko costumam ter bastante impacto sobre as pessoas que os vêem.

“Muitas pessoas choram. Recebi centenas de e-mails profundamente pessoais de pessoas de todo o mundo, compartilhando comigo a tristeza por um pai que está morrendo ou um animal de estimação amado e doente”, diz ela.

“Nas inaugurações de exposições, recebo rotineiramente abraços de pessoas totalmente estranhas que compartilham suas histórias de perda. Estou profundamente comovida pelo fato de meu trabalho ter afetado as pessoas em um nível tão emocional. Sou grata pela manifestação de amor e apoio que recebi. para este trabalho, mas às vezes esses encontros têm sido dolorosos também, particularmente quando eles aconteceram enquanto eu estava de luto pela morte de meus pais”.

“Passar tempo com animais de fazenda que desafiaram todas as probabilidades de atingir a velhice me lembrou que o envelhecimento é um luxo, não uma maldição”, diz Leshko. “Eu nunca vou deixar de ter medo do que o futuro tem reservado para mim.

“Mas eu quero enfrentar o meu declínio final com o mesmo estoicismo e graça que os animais nestas fotografias mostraram.”

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Inflexível nos detalhes

Ao fotografar os animais idosos, Leshko diz que queria que eles fossem “inflexíveis em detalhes”, mas não frios ou cruéis. Ela fotografou a maioria dos animais enquanto estava no chão ao seu nível em um celeiro ou pasto para fazê-los sentirem-se mais confortáveis.

Os animais têm diferentes razões para esconder sinais de envelhecimento.

“Alguns animais disfarçam sinais de doença ou se camuflam para evitar ser uma presa fácil. Muitas espécies alteram sua aparência física para atrair parceiros. Mas isso não significa que os animais são autoconscientes de sua aparência da mesma maneira que os humanos”. ela diz. “No entanto, ao editar minhas imagens para este projeto, eu cuidadosamente considerei se as imagens que eu selecionei eram respeitosas com os animais que eu havia fotografado.”

Embora ela tenha clareado um pouco os olhos dos animais para aumentar os detalhes, ela pouco fez para mudar o que fotografou.

“Muitos dos animais que eu conheci perderam muitos dentes e babaram muito. Eu sofri para decidir incluir a baba nas minhas imagens ou para editá-las no Photoshop ou escolher uma imagem totalmente diferente. Eu decidi incluí-las em minhas imagens porque eu não queria impor normas antropocêntricas a esses animais. Eu queria respeitar o fato de que meus sujeitos são animais não humanos e não são seres humanos em pelos e penas”.

Foto: Isa Leshko

Foto: Isa Leshko

Testamentos à sobrevivência e resistência

A maioria dos animais que aparecem no livro de Leshko morreu dentro de seis meses a um ano depois que ela os fotografou. Em alguns casos, um animal morreu no dia seguinte ao seu encontro.

“Essas mortes não são surpreendentes, dada a natureza deste projeto, mas elas têm sido dolorosas, no entanto”, diz ela.

Desde que ela começou o projeto, ambos os pais faleceram, ela perdeu dois gatos domésticos para o câncer e um amigo próximo morreu depois de uma queda.

“O luto inicialmente inspirou este trabalho, e tem sido meu companheiro constante, já que trabalhei neste livro”, diz Leshko, que, em vez de ficar desanimada com sua experiência, encontrou um motivo para ser elevado. “Eu prefiro pensar neles como testamentos de sobrevivência e resistência”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Cientista e empresário afirma que a criação de animais para consumo pode acabar até 2035

Foto: Adobe

Foto: Adobe

O fundador da Impossible Foods diz que é sua missão remover definitivamente os animais do sistema alimentar até 2035.

Pat Brown, que além de empresário é cientista biomédico e trabalhou na Universidade de Stanford antes de começar a Impossible Foods, falava na conferência EAT Food Forum, em Estocolmo, quando ele fez o anúncio.

Segundo Brown, é imperativo que a criação de animais para consumo termine devido ao “impacto catastrófico dos alimentos de origem animal” no meio ambiente

Acabando com a criação de animais para consumo

“Nossa missão é substituir completamente os animais no sistema alimentar até 2035. As pessoas riem, mas nós falamos absolutamente sério sobre isso e é factível”, disse ele na conferência.

“Desde o momento em que a primeira câmera digital de baixa qualidade chegou ao mercado até que a Kodak basicamente encerrou seu negócio de filmes, demorou cerca de 10 anos. Se você pode fazer algo que supere o que os consumidores querem, o mercado pode funcionar rápido”.

Falando sobre o impacto da pecuária no planeta, ele acrescentou: “Eu percebi que o problema era o impacto ambiental catastrófico do uso de animais como uma tecnologia de alimentos. Nada chega nem remotamente próximo”.

Missão

Esta não é a única vez que Brown falou publicamente sobre sua missão. Ele falou pela primeira vez sobre seus grandes planos em uma coletiva de imprensa em 2017, anunciando: “Queremos substituir completamente os animais como alimentos até 2035. Estamos trabalhando na produção de alternativas à todos os alimentos que consumimos de origem animal”.

Rachel Konrad, diretora de Comunicação da Impossible Foods, acrescentou: “Não somos uma empresa de hambúrgueres. Somos uma plataforma tecnológica para alimentação. Nosso primeiro produto foi uma ‘prova de conceito’. Podemos ter produtos de diversas categorias depois disso comprovado”.

Impossible Burguer

A Impossible Foods teve um ano excelente até agora, lançando a versão 2.0 do seu hambúrguer de vegetais há vários meses. Em abril, foi revelado que a gigante do fast food Burger King estaria usando o produto em uma versão sem carne de seu principal sanduíche, The Whopper.

O Whisper Impossible apresenta a mesma compilação de hambúrgueres da tradicional opção de carne bovina da loja, substituindo a carne de origem animal pelo hambúrguer à base de vegetais da Impossible Foods. O lanche também possui tomate, alface, maionese, picles e cebola branca em fatias no pão de gergelim. A mionese pode ser removido para tornar a opção totalmente livre de ingredientes de origem animal.

Inicialmente, a cadeia de fast-food experimentou o Impossible Whopper em 59 localidades em St. Louis, Missouri (EUA). Agora, a marca tem planos de disponibilizá-lo em mais regiões durante o verão e nacional até o final de 2019.

Controvérsia

A trajetória da Impossible Foods não ocorreu sem controvérsias. A empresa descreve sua carne como baseada em vegetais, em vez de vegana, porque um de seus ingredientes – leghemoglobina de soja, também conhecido como “heme” – era usado em ratos para testar sua segurança. Mais de 180 ratos foram mortos como resultado do teste.

Quando o teste se tornou de conhecimento público, Pat Brown, CEO da Impossible Foods, um vegano de mais de 16 anos, publicou um comunicado intitulado “O Dilema Agonizante dos Testes em Animais”.

Nele, Brown disse que o núcleo da missão de sua empresa é “eliminar a exploração de animais no sistema alimentar”, bem como reduzir o impacto da pecuária no meio ambiente.

“Entre as milhares de espécies de animais pesquisadas a cada década pelo World Wildlife Fund, o número total de animais silvestres vivos hoje é menos da metade do que era 40 anos atrás”, escreveu ele.

“Esta perda de vida selvagem é esmagadoramente devida à exploração de animais para alimentação, incluindo a caça, a pesca e especialmente a substituição do habitat da vida selvagem pela criação de animais”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Ativistas mancham em Paris pedindo o fechamento de todos os matadouros

Foto: Instagram

Foto: Instagram

Ativistas pelos direitos animais marcharam pela cidade de Paris, na França, para pedir o fechamento completo de todos os matadouros.

Organizado pelo grupo L214, relatos afirmam que o protesto atraiu entre 3 mil e 4 mil pessoas, que trouxe cartazes e faixas com mensagens como “Murder King”(Rei Assassino, um trocadilho com Burguer King/Rei do Hsmbúrguer) e “Por trás de cada pedaço de carne há um ser sensível”.

Muitos dos manifestantes, vestidos de vermelho, também participaram de uma “morte encenada” – cobrindo a área toda deitados no chão.

Também é alegado que a polícia francesa prendeu um pequeno grupo de ativistas por cobrir a estátua de Marianne com sangue falso.

Abolir as piores práticas

Hugo Bouxom do grupo responsável pela organização do evento L214 disse à AFP: “Estamos aqui para dizer que não é porque um indivíduo é diferente de nós que tem menos valor”.

Bouxom acrescentou: “Agora é a hora de legislar, e começar por abolir as piores práticas, como a criação de galinhas em gaiolas ou os longos períodos de transporte de animais em barcos, em caminhões”.

Gentileza, respeito e solidariedade

No Instagram, o L214 disse que o objetivo da manifestação era conseguir um mundo “baseado na gentileza, respeito e solidariedade” – alegando que um dia os matadouros deixarão de existir.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Relatório aponta que a maioria da carne consumida em 2040 não virá de animais

A maioria da carne que as pessoas comerão em 2040 não virá de animais mortos, de acordo com informações de um relatório que prevê que 60% da carne no futuro será cultivada em laboratório ou substituída por produtos à base de vegetais que têm aparência e gosto de carne.

O relatório da consultoria global AT Kearney, foi feito com base em entrevistas com especialistas e destaca os fortes impactos ambientais da produção de carne convencional e as preocupações que as pessoas estão passando a ter sobre o bem-estar dos animais sob a agricultura industrial.

“A indústria pecuária em larga escala é vista por muitos como um mal desnecessário”, diz o relatório. “Com as vantagens de novos substitutos de carne vegana e a carne cultivada em relação à carne produzida convencionalmente, é apenas uma questão de tempo até que eles conquistem uma fatia substancial do mercado”.

A indústria de carne convencional cria bilhões de animais e gera mais de 1 trilhão de dólares por ano. No entanto, os enormes impactos ambientais decorrentes dessa prática foram comprovados e evidenciados em estudos científicos recentes, desde as emissões que impulsionam a crise climática até os habitats silvestres destruídos para a agricultura e a poluição dos rios e oceanos .

Empresas como Beyond Meat, a Impossible Foods e a Just Foods que usam ingredientes vegetais para criar hambúrgueres alternativos a carne de origem animal, ovos mexidos e outros produtos estão crescendo rapidamente. A AT Kearney estima que 1 bilhão de dólares tenha sido investido em produtos veganos, inclusive pelas empresas que dominam o mercado convencional de carne. A Beyond Meat levantou 240 milhões de dólares ao abrir o capital em maio e suas ações mais do que dobraram desde então.

Outras empresas estão trabalhando no cultivo de células de carne em laboratório, para produzir carne de verdade sem a necessidade de criar e matar animais. Nenhum desses produtos atingiu ainda os consumidores, mas a AT Kearney prevê que a carne cultivada dominará o mercado a longo prazo porque reproduz o sabor e a sensação da carne convencional de forma mais real do que as alternativas à base de vegetais.

“A mudança para estilos de vida flexitários, vegetarianos e veganos é inegável, com muitos consumidores reduzindo seu consumo de carne como resultado de se tornarem mais conscientes em relação ao meio ambiente e ao bem-estar animal”, disse Carsten Gerhardt, sócio da AT Kearney.

“Para comedores de carne apaixonados, o aumento previsto de produtos de carne cultivados significa que eles ainda conseguirão desfrutar da mesma dieta que sempre tiveram, mas sem o mesmo custo ambiental e animal associado a isso”.

O relatório estima que 35% de toda a carne será cultivada em 2040 e 25% serão opções alternativas veganas. O estudo destaca a eficiência muito maior das alternativas à carne convencional.

Quase metade das plantações do mundo são usadas como alimento para os animais de criação e fazenda, mas apenas 15% das calorias das plantas acabam sendo comidas pelos humanos como carne. Em contraste, o relatório diz que a carne cultivada e a carne vegana retêm cerca de três quartos de seus nutrientes.

O potencial desconforto do cliente com carne cultivada (falta de costume, novidade) não será uma barreira, diz o relatório, citando pesquisas nos EUA, China e Índia: “A carne cultivada ganhará a longo prazo. No entanto, novos substitutos de carne vegana serão essenciais na fase de transição.

Rosie Wardle, da Jeremy Coller Foundation, uma organização filantrópica focada em sistemas alimentares sustentáveis, disse: “De filés a frutos do mar, um espectro completo de opções está surgindo para substituir os tradicionais produtos de proteína animal por tecnologias de carne baseadas em vegetais e células cultivadas”.

“A mudança para padrões mais sustentáveis de consumo de proteína já está em andamento, impulsionada por consumidores, investidores e empresários, e até mesmo atraindo as maiores empresas de carne do mundo. As previsões de que 60% da ‘carne’ do mundo não virá de animais em 20 anos pode, inclusive, ser uma subestimação”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Ativistas publicam vídeo que denuncia violência contra bezerros em fornecedora da Coca-Cola

A fazenda denunciada é a Fair Oaks, situada no estado de Indiana, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

A fazenda denunciada é a Fair Oaks, situada no estado de Indiana, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

Por David Arioch

A organização Animal Recovery Mission (ARM), que atua em defesa dos direitos animais, divulgou ontem um vídeo que mostra a violência contra bezerros em uma fazenda que atua como fornecedora da Fairlife, marca de produtos lácteos que pertence à Coca-Cola.

A filmagem, que aborda desde a realidade do transporte até o confinamento dos animais, mostra bezerros sendo chutados, socados e empurrados – além de receberem golpes na boca e no rosto com vergalhões e garrafas.

O vídeo apresenta ainda cenas de animais sendo submetidos a queimaduras, temperaturas extremas e nutrição inadequada. Há momentos em que os funcionários espancam os animais enquanto tentam obrigá-los a mamar.

“[Tudo] isso resultou em extrema dor e sofrimento para os bezerros e, em alguns casos, lesões permanentes e até mesmo a morte”, informa a organização.

A fazenda denunciada é a Fair Oaks, situada no estado de Indiana, nos Estados Unidos. Atuante no ramo de laticínios, a empresa é conhecida como uma das maiores produtoras de leite dos Estados Unidos.

O nível de estresse dos animais também é outra face explorada no vídeo, além do desespero de uma vaca que começa a mugir incessantemente após a separarem de seu bezerro.

Outra denúncia feita no vídeo é que a Fair Oaks costuma dizer que os bezerros que nascem na propriedade não são enviados para a indústria de carne de vitela. Porém é exatamente isso também que a ARM revela na filmagem.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Santuário reúne crianças e animais vítimas de abusos para ajudar ambos a se curarem

Foto: safeinaustin.org

Foto: safeinaustin.org

O santuário Safe in Austin (Seguros em Austin, na tradução livre) foi criado por Jamie Griner depois que o texano notou o conforto que seu filho autista de 13 anos, tinha ao redor de animais domésticos, abraçando e trocando carinho com eles.

Griner decidiu adotar outros animais que tiveram um mau começo na vida, vítimas de abuso e maus-tratos e teve a ideia de permitir que crianças que sofreram da mesma forma, viessem encontrá-los na esperança de que eles se ligassem, se ajudassem e se encontrassem.

Foto: safeinaustin.org

Foto: safeinaustin.org

Seu palpite deu certo e foi um sucesso inquestionável, com o abrigo popular entre as crianças do estado todo abrigando agora 100 animais, incluindo filhotes, gatinhos, porcos, galinhas, bois e cabras.

O chefe do abrigo disse à KVUE: “Durante a semana, convidamos as crianças que também foram vítimas de algum tipo de abuso e negligência ou têm necessidades especiais para o santuário, para tocar e amar e se curar ao lado dos animais resgatados das mesmas condições de sofrimento”.

Ela acrescentou: “Não importa quando ou como, quando eles (as crianças) vêm aqui, sempre podem encontrar um animal que viveu algo semelhante ao que eles passaram, então a união acontece”.

Taylor Salazar tem três irmãos adotivos que foram abusados antes de term sido adotados, e já viu em primeira mão o conforto que os animais podem trazer aos seres humanos e vice versa.

Foto: safeinaustin.org

Foto: safeinaustin.org

Salazar, que agora é mãe, explicou: “Eu fui criada com três irmãos que foram adotados de um orfanato, então eles também lidaram com abuso, negligência e abandono, vê-los interagir com os animais é realmente muito especial e emocionante”.

Safe em Austin não é um zoológico, é um santuário, um refúgio para animais resgatados de situação de sofrimento e depende de voluntários, bem como doações para mantê-lo funcionando.

Foto: safeinaustin.org

Foto: safeinaustin.org

“Todas as crianças são bem-vindas. Os amigos dos colégios Brooklyn Mackenzie e Reagan Mount, mesmo as que tiveram ambas as infâncias felizes, adoraram conhecer nossos moradores peludos”, disse Griner.

Reagan concluiu: “Isso me faz sentir bem porque é como uma forma de se curar do abuso e dos maus-tratos e fazê-los se sentirem felizes”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Noiva abandona festa de casamento pela mais bela das razões

Uma noiva fugindo no meio do dia do casamento pode ser um ato interpretado como sinal de má sorte.

Mas o que fez Carla Reilly Moore sair de sua festa estava longe de ser motivo de azar.

Enquanto Moore e seu noivo estavam realizando o sonho de ter um santuário, se acostumando a cuidar de tantos animais e estavam no meio do planejamento de seu casamento, que aconteceria no próprio santuário, o destino deu uma virada repentina.

“Naquele mesmo ano, enquanto dirigia para o trabalho, eu estiva em um acidente de carro devastador”, disse ela. “Isso causou danos permanentes nas minhas costas.”

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Moore teve que passar por uma reabilitação longa e intensiva. “Passei horas com os animais, uma vez que isso aliviou a minha dor e ajudou-me ao longo do caminho para a recuperação”, disse ela.

Quando o dia do casamento chegou, e Moore já estava muito mais forte e melhor, ela sabia que os animais seriam uma grande parte da celebração.

“Não poderíamos pensar em um lugar melhor para realizar nossas núpcias do que aqui no santuário”, disse ela, “o lugar que me deu paz e cura, e o lugar que ajudamos a curar os outros. Queríamos estar cercados por tudo nós amamos: natureza, família e, claro, os animais”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Dois porcos, Franklin e Sylvester, ajudaram a inspecionar a propriedade enquanto a cerimônia estava sendo organizada. E, depois que os votos foram trocados, Daphne, a cachorrinha da raça chihuahua resgatada por eles se juntou a Moore e seu novo marido para a primeira dança.

Em troca de toda a sua ajuda, Moore sabia que teria de aguentar o fim do acordo.

“Enquanto a maioria das pessoas depois de dizer que ‘eu aceito’ é levada para fotos, bailes, jantares e festas, tivemos que fazer uma pausa para cuidar dos convidados mais vulneráveis do nosso casamento – nossos residentes de animais”, lembrou Moore. “Eu não pensei duas vezes em descer para verificar todo mundo, e até mesmo alimentá-los, mesmo com meu vestido de noiva.”

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Os porcos e patos pareciam muito satisfeitos em ver a sua salvadora, mesmo que ela estivesse vestida de forma um pouco diferente do normal.

“Enquanto cuidava dos animais, meu marido cuidava dos convidados da festa”, disse Moore. “E então nós trocamos!”.

Moore sabia que seu sonho seria um trabalho 24/7 (24 horas por dia/sete dias por semana), mas ela vê os animais como parte da família.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Quando você é um cuidador de tantas vidas, não é como se você pudesse simplesmente se ausentar e sair”, disse ela. “Eles confiam em você para tudo.”

Os votos de amor vêm claramente em muitas formas – e Moore se considera feliz por poder incluir tantos indivíduos em sua vida.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Nós tivemos nossa lua de mel aqui!” ela disse. E desde então, o casal não troca por nada a atividade de cuidar dos animais e relaxar ao sol com eles.

“Não poderíamos pensar em um lugar melhor para compartilhar nosso amor um pelo outro”, disse ela. “Parece que já foi feito para ser assim.”

Preocupações com o bem-estar animal têm impacto de mais de 3 bilhões de dólares na indústria de carne

Foto: Livekindly/Foto

Foto: Livekindly/Foto

Com um ativismo jovem, corajoso, ousado e incansável o movimento em defesa dos direitos animais e o veganismo crescem e se espalham cada vez mais e ao contrário do que a indústria de carne imaginava, não vão desaparecer com o tempo ou se intimidar, na contramão disso, ele cresce cada dia mais e quem se intimida são os criadores e exploradores de animais.

Na outra ponta do debate, Jacqueline Baptista, gerente de envolvimento comunitário na Meat and Livestock Australia (MLA), falou em uma recente reunião da Federação de Fazendeiros de Victoria, em Darnum, Victoria (Austrália), sobre “desafiar o crescente movimento vegano”, informa a ABC. Baptista conversou com mais de 30 produtores de carne, laticínios e ovelhas no encontro.

A agropecuária – atualmente avaliada em 15 bilhões de dólares – deverá sofrer uma perda de 3,8 bilhões até 2030, e 84% dela é resultado do fato dos produtores não se adaptarem às mudanças que tem ocorrido nas atitudes dos consumidores envolvendo o bem-estar animal, disse ela.

“Não podemos mudar o que as pessoas escolhem para comer, se preferem comer legumes, ou vegetais, carne vermelha ou não – essa é a escolha individual de cada um e respeitamos isso”, disse Baptista.

“Na verdade, temos um problema com o comportamento e as campanhas dos ativistas”, disse ela. “Invasões agrícolas são obviamente um problema sério para nós”.

Ativistas realizaram invasões em fazendas e protestos pacíficos em toda a Austrália para conscientizar as pessoas sobre a crueldade envolvida nas indústrias de carne, laticínios e ovos.

Foto: Livekindly/Foto

Foto: Livekindly/Foto

Muitos desses protestos encorajam o público a assistir “Dominion”, um documentário que investiga o “lado negro da criação de animais industrial” através do uso de câmeras escondidas e drones aéreos.

Baptista observou que a MLA, uma autoridade pública que fornece pesquisas para o mercado de carne do país, quer “proteger nossos produtores”.

Ela afirmou que as questões subjacentes aos protestos não desapareceriam. “Passamos décadas pensando que essa ameaça desapareceria, ou mudaria, ou seria apenas uma espécie de grupo ativista de esquerda que sumiria magicamente e lidamos com isso de maneiras diferentes”, disse ela.

“Um deles foi ignorá-los e esperar que eles fossem embora, outra tática foi agressiva ou defensiva – nenhuma dessas atitudes realmente funcionou muito bem para nós como indústria”, disse Baptista.

Ela incentivou a indústria a ser mais transparente sobre suas práticas e encontrar “o método de entrega que as pessoas querem”.

Em um comunicado, a ONG Animal Liberation Victoria, um grupo independente e sem fins lucrativos de direitos animais, disse que “ficaria feliz em ver a indústria se abrir sobre suas práticas”, mas afirmou que “a trajetória do movimento vegano” não está diminuindo.

“O movimento dos direitos animais é jovem e só está ficando cada dia mais forte”, disse ela.

Animal Liberation Victoria acrescentou: “Com a disponibilidade cada vez maior de proteína de carne vegetal, que o próprio MLA reconhece que ‘é cada vez mais semelhante à carne’, na aparência, sabor e até mesmo cheiro” – bem como a crescente consciência de questões éticas na pecuária, e a destruição causada ao nosso meio ambiente, o movimento, sem dúvida, continuará a crescer ”.