Conheça as cinco razões por que a Ásia está pronta para entrar na “era à base de vegetais”

Não é necessário ser investidor para acompanhar ou ficar sabendo do sucesso da Beyond Meat (primeira empresa que produz carne 100% vegana a se tornar pública) na bolsa de valores, tendo um IPO (lançamentos de ações) considerado por especialistas “épico”.

Sem sombra de dúvida a lista de quebra de recordes do BYND (163% de valorização) provocou ondas de choque em todo o mundo, quando as pessoas de repente acordaram para as quebras de paradigmas que estão acontecendo na indústria alimentícia.

O fornecedor para a Ásia de produtos da companhia, David Yeung, em parceria com a equipe Green Monday/Green Common, analisou um grande número de pesquisas de mídia, investidores e público em geral sobre as perspectivas da indústria de produtos à base de vegetais, especialmente na Ásia e realizou um resumo das 5 motivos pelos quais os países asiáticos estão prontos para entrar nesse “futuro vegano”.

Enquanto muitos permanecem céticos se o momento atingirá a Ásia, o empresário e estudioso apontou as principais razões pelas quais, segundo suas pesquisa, o fenômeno está prestes a ser desencadeado na região e em grande escala.

1. Influência da tendência ocidental

Da moda ao bem-estar e estilo de vida em geral, os consumidores asiáticos são fortemente influenciados pelas marcas e tendências do Ocidente. O intervalo de tempo varia de país para país, mas na era das mídias sociais, é improvável que demore muito.

Dada a forma como a produção de produtos baseados em vegetais tem impactado oficialmente na indústria alimentar global e no comportamento do consumidor, não é exatamente uma previsão ousada antever que a Ásia vai captar isso muito em breve.

No caso de Hong Kong e Cingapura, isso já está acontecendo, à medida que os titãs da nova era, Beyond Meat and Impossible Foods, saem nas manchetes regularmente e tomam a cena da comida convencional.

2. Momento comprovado de ascensão de marcas veganas e baseadas vegetais

Conforme a Green Common (cadeia de lojas de alimentos) introduz as marcas emergentes Food 2.0 não apenas em Hong Kong, mas também em Cingapura, Taiwan e em breve China e Tailândia, testemunhamos em primeira mão como as empresas Beyond Meat, Gardein, Daiya e Califia estão ganhando uma tremenda força.

Além disso, as vendas de carne nesta região tem triplicado todos os anos desde a entrada no mercado em 2015.

A Omnipork, que tem como alvo as paletas e pratos asiáticos, tem sido incrivelmente bem recebida desde o seu lançamento.

Marcas não lácteas, incluindo Oatly e Califia são naturais e instantâneas, porque muitos asiáticos são intolerantes à lactose.

Daiya e Miyoko estão constantemente surpreendendo o mercado pelo lado positivo com suas crescentes bases de fãs.

3. Foco em Investimento e Inovação

Há alguns anos, a maioria das pessoas estava se perguntando por que Bill Gates, Li Ka-shing e Temasek investiram na indústria da “Comida do Futuro”. Ninguém previu que a rede de lojas e distribuição da Green Common crescesse tão rápido em um período de tempo tão curto (na verdade, muitos previam a morte da cadeia de lojas).

Hoje, investidores e empresários, junto com alguns governos, estão despertando para a urgência da crise climática e alimentar e as oportunidades que vêm junto com ela. A conscientização e o nível de atividade na região aumentaram notavelmente nos últimos seis meses. À medida que mais capital e recursos chegam, certamente levará a avanços e inovações emocionantes.

4. Demanda Existente, mas não atendida

Vegetarianismo não é exatamente uma coisa nova na Ásia. A demanda por alimentos vegetais devido a razões religiosas, culturais e étnicas sempre esteve presente na região. A Índia, claro, tem a maior população vegetariana do mundo. Países como a China, o Japão, a Coreia do Sul, a Tailândia e a Malásia têm uma enorme população budista.

Não foi até a infusão de cultura ocidental de carne e laticínios que as pessoas se afastaram de tais tradições. O vegetarianismo começou a ter uma má reputação de certas pessoas tidas como antiquadas, chatas e não nutritivas.

Agora a narrativa está girando 180 graus. Millennials e Gen Zs são aqueles que estão conscientemente se tornando veganos por razões de bem-estar animal, sustentabilidade e saúde. As pessoas religiosas/étnicas que sempre preferiram se alimentar a base de vegetais ainda estão presentes, enquanto entusiasticamente abraçam essas novas opções alimentares há muito esperadas.

5. Esgotamento para a pecuária industrial

A carne suína é a carne mais consumida na China, respondendo por 65% do consumo de carne pela população de aproximadamente 1,4 bilhão de pessoas. Com a mortal e contagiosa Febre Suína Africana ameaçando centenas de milhões de porcos, todos os sinais apontam para uma potencial “devastação” de enorme impacto na pecuária industrial.

A realidade é que a cadeia de abastecimento alimentar orientada para as proteínas animais é insustentável e tem estado muito além do seu ponto de ruptura há muito tempo.

O planeta e o sistema alimentar ultrapassado simplesmente não conseguem acompanhar o crescimento e a demanda insaciável da população humana. É apenas uma questão de tempo antes de entrar em colapso, e esse tempo pode ser AGORA.

Ativista de 97 anos que frequenta academia todos os dias atribui ao veganismo sua vitalidade

Natasha Brenner atribui ao veganismo sua energia e disposição | Foto: Livekindly/Reprodução

Natasha Brenner atribui ao veganismo sua energia e disposição | Foto: Livekindly/Reprodução

A nonagenária ativista vegana, Natasha Brenner, também defensora ativa dos direitos animais frequenta à academia todos os dias como parte de sua rotina de longevidade.

Em um recente entrevista ao canal de televisão da Fox 5 New York, Brenner discutiu sua rotina diária de exercícios físicos e seu ativismo.

Seus exercícios incluem remo para os braços e circuitos com pesos para as pernas, embora seu médico tenha pedido recentemente que ela baixasse os pesos de 60 para 40 libras.

Dieta vegana e envelhecimento

Mas Brenner diz que o verdadeiro segredo de sua vitalidade e disposição que a leva todos os dias até a academia é em sua alimentação vegana. E ela não esta errada.

Um crescente corpo de pesquisadores vinculou a alimentação vegana ao aumento da longevidade. Um estudo publicado no mês passado descobriu que pessoas que consumiam uma alimentação predominantemente vegana tinham menos probabilidade de desenvolver certos tipos de doenças crônicas.

“Como previsto, os veganos obtiveram as maiores pontuações em termos de marcadores bioativos que impedem a doença. Fitoquímicos (compostos nas plantas), incluindo carotenóides, isoflavonas e enterolactona, eram mais altos entre os vegetarianos e mais altos entre os veganos ”, observou o estudo da Universidade de Loma Linda, que conduziu a pesquisa. “Os veganos também tinham os níveis mais altos de ômega-3 total, atribuíveis a maiores quantidades de ácido alfa-linolênico e os menores níveis de ácidos graxos saturados”.

Um estudo de 2016 também encontrou uma conexão direta entre a alimentação vegana e um aumento da expectativa de vida.

“Um aumento de 3% nas calorias da proteína vegetal reduziu o risco de morte em 10%. A cifra sobe para 12% para o risco de morrer de doença cardíaca ”, relatou o Independent. “Por outro lado, aumentar em 10% a participação de proteína animal em sua dieta levou a um risco de morte de duas por cento maior por todas as causas. Isso aumentou para uma chance oito por cento maior de morrer de doença cardíaca ”.

Veganismo pelos animais

Dados recentem apontam que um número crescente de idosos está se tornando ativista pelos animais.

Mas para Brenner, que se tornou vegana duas décadas atrás, é tanto para os animais quanto para os benefícios para a saúde. Ela e seu falecido marido começaram a participar de protestos e logo se tornaram ativistas falando de animais sempre que podiam. Eles finalmente deixaram sua casa em Long Island (EUA) e se mudaram para Manhattan para participar de mais protestos.

“Por que animais?” Brenner foi questionada por Fox. “Porque eles não podem falar por si mesmos”, concluiu ela.

Carne vermelha pode acelerar envelhecimento

Um estudo divulgado pelo site irlandês Irish Examiner mostra que o consumo de carne vermelha e uma alimentação deficiente em frutas e vegetais pode acelerar o envelhecimento biológico do corpo e potencializar outros problemas de saúde.

Os pesquisadores descobriram que a carne vermelha provoca um aumento nos níveis de fósforo sérico no organismo. Isso aliado a uma alimentação não balanceada acelera o envelhecimento biológico do corpo.

O artigo menciona que altos níveis de fosfato devido à alimentação já haviam sido associados a maior risco de mortalidade, envelhecimento vascular precoce e nefropatias, e essa relação entre altos níveis de fósforo sérico e complicações renais, principalmente em homens também foi identificada por este novo estudo conduzido pela Universidade de Glasgow.

Este não é o primeiro estudo científico que mostra que produtos de origem animal fazem mal à saúde. Um artigo no Quartz mostra que a indústria da carne não apenas mata bilhões de animais e destrói o planeta, como também é responsável pelo aumento do risco de desenvolvimento de câncer e problemas cardíacos em humanos.

Resumindo, uma dieta vegetariana faz bem à nossa saúde ao mesmo tempo em que salva a vida de milhares de animais e ainda ajuda o planeta.

Companhias aéreas são pressionadas a servir refeições veganas para compensar emissões de carbono

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Companhias aéreas estão sendo pressionadas a oferecer opções veganas para compensar suas emissões de carbono e atender a passageiros veganos e vegetarianos.

A Vegan Society e a Humane Society International uniram forças para criar o site FlyVe, que fornece aos consumidores o primeiro sistema de classificação on-line para refeições veganas a bordo de aviões.

O FlyVe faz parte da campanha Vegan on the Go, que visa chamar a atenção para a importância da disponibilidade de refeições para veganos e destacar os muitos benefícios de garantir que opções baseadas em vegetais sejam incluídas nos menus padrão.

De acordo com as duas organizações, as opções de refeição padrão fornecidas pela maioria das companhias aéreas são dominadas por carne, laticínios e ovos. Isso significa que os passageiros precisam solicitar proativamente uma refeição vegana com antecedência.

Impacto Ambiental

“As viagens de avião tem uma reputação notória por produzir altas emissões de gases de efeito estufa e fornecer opções veganas pode ser uma maneira de compensar esse impacto ambiental”, diz a The Vegan Society.

“A agropecuária animal produz cerca de um quinto de todas as emissões de gases de efeito estufa produzidas pelo homem e a produção de carne, ovos e laticínios é um fator que contribui mais para o aquecimento global do que todas as formas de transporte combinadas, incluindo a aviação”.

“As companhias aéreas atendem a um bilhão de refeições a bordo de seus aviões todos os anos, por isso incentivar ativamente os passageiros a escolher opções baseadas em vegetais poderia ajudar a reduzir as emissões de carbono da indústria.

Foto: Adobe

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Cientistas da Universidade de Oxford recentemente confirmaram que se alimentar de forma vegana é “a coisa mais eficaz que um indivíduo pode fazer para ajudar a combater a mudança climática”.

Refeição ecológica

“Adicionar opções veganas a todos os cardápios de bordo padrão significaria que todos os passageiros poderiam optar por uma refeição mais ecológica”, disse Elena Orde, diretora sênior de campanhas da The Vegan Society.

“Seria fantástico ver as companhias aéreas realmente adotarem a variedade e a criatividade que é possível com a comida vegana, e criar opções que sejam adequadas para veganos, mas que atraiam a todos os paladares.

“Lançamos o FlyVe para nos permitir ver quais companhias aéreas estão “voando à frente da curva” e quais poderiam ter um suporte extra quando se trata de adotar opções baseadas em vegetais. Nós encorajamos qualquer companhia aérea a entrar em contato conosco para aconselhamento e treinamento. ”

Crise climática

“Em uma era de crise climática, todos nós precisamos fazer escolhas de estilo de vida mais amigáveis ao planeta”, disse Charlie Huson, Gerente do Programa de Alimentos Avançados da Humane Society International UK.

“Reduzir a frequência com que voamos é fundamental, mas também é importante garantir que, quando voamos, não aumentemos ainda mais nossa pegada de carbono com nossas escolhas alimentares. Apesar da necessidade imperiosa de mudança, a onipresente ´carne de frango ou carne bovina´ continua a ser a escolha padrão e sem imaginação na maioria das companhias aéreas”.

“Se todos que saírem d aeroporto de Heathrow em Londres, por exemplo, e por apenas um dia escolherem uma refeição vegana, poderão economizar cerca de 33.592 toneladas de CO2, o equivalente a 112.695.851 milhas em um carro comum a gasolina”.

Empresa vegana desenvolve novo ingrediente cosmético feito apenas de água e folhas

Foto: Pixabay/asmallpea

Foto: Pixabay/asmallpea

O novo ativo, Celltice, descrito pela Renmatix, a empresa responsável por sua criação, como um nova e revolucionária descoberta no mercado de fórmulas de cosméticos “limpos”, tem sua composição livre de petróleo e feita de celulose e lignina.

O produto é descrito como possuidor de uma enorme variedade de benefícios em cuidados pessoais e cosméticos, pois funcionaria, como ativo e excipiente em formulações de cosméticos e produtos de cuidados com a pele.

“Historicamente, os cientistas não conseguiram até hoje extrair a celulose e a lignina na forma originalmente encontrada na natureza”, disse o CEO da Renmatix, Mike Hamilton, em um comunicado enviado ao Vegan News.

“[Eles, os cientistas] tem então recorrido ao uso de produtos químicos que alteraram materialmente suas composições e limitaram drasticamente as funções desses dois compostos orgânicos”.

“Sem o uso de quaisquer produtos químicos ou solventes, a Renmatix é capaz de liberar esses ingredientes da natureza para criar um material totalmente novo que oferece múltiplos benefícios funcionais”.

O premiado processo “Plantrose” da Renmatix para criar o Celltice usa apenas água, calor e pressão para liberar gentilmente o material de celulose e lignina de folhas de bordo vermelho (red maple, árvore nativa da América do Norte) de crescimento sustentável e não modificadas geneticamente.

Benefícios

A empresa afirma que um dos benefícios do ingrediente cosmético vegano é promover a saúde da pele, proporcionando uma aparência mais mate e saudável após um único uso.

Ele também possui alta capacidade de absorção de óleo que controla a formação de sebo, com redução de 45% na oleosidade após apenas 30 minutos de aplicação.

Mais benefícios para a pele incluem a capacidade de lidar com a aparência seca e escamosa, acelerando a renovação da pele e a esfoliação, com 66% de redução da pele seca após 30 minutos de aplicação.

Além dos benefícios do cuidado da pele, o produto pode proteger a pele contra o estresse ambiental, funcionando como um escudo anti-inflamatório e antioxidante para a pele quando submetidos a pressões ambientais.

Ele também pode permitir texturas delicadas, emulsionando eficientemente uma ampla variedade de ingredientes solúveis em óleo, incluindo óleos vegetais nutritivos, manteigas de sementes e filtros UV ativos.

“Celltice não é apenas uma alternativa baseada em vegetais para emulsionantes químicos e ativos”, disse Hamilton.

“Este produto de primeira linha do nosso processo “Plantrose” também fornece aos fabricantes um ingrediente multifuncional, de alto desempenho e custo-benefício, para ajudá-los a oferecer cosméticos superiores aos consumidores.”

O Celltice fará sua estreia no Dia dos Fornecedores da Sociedade de Cosméticos nos dias 7 e 8 de maio próximos, em Nova York.

Cafeteria se torna vegana após proprietária ter assistido o documentário Dominion

Foto: Dominion

Foto: Dominion

A proprietária do High Note em Idaho (EUA) diz que vai vender todos os produtos de origem animal que tem em seu estoque e, a partir de então, só servirá “comida vegana excelente e de boa qualidade que todos possam desfrutar”

O estabelecimento que é uma cafeteria e também serve refeições está pronta para se tornar completamente vegano depois que sua dona assistiu ao documentário Dominion.

Dominion, dirigido por Chris Delforce e lançado há pouco mais de um ano, usa imagens de câmeras escondidas em fazendas-fábricas e matadouros para mostrar os horrores da criação de animais em escala industrial.

Maria, a gerente geral do café High Note, em Boise, revelou que estava “aterrorizada” com a mudança repentina e impactante de seu negócio – mas não estava disposta a apoiar o sofrimento dos animais por mais tempo.

Café vegano

“Quaisquer produtos de carne que tenhamos agora serão os últimos vendidos, a menos que encontre uma maneira melhor de se produzir carne, com oa carne cultivada em laboratório”, disse Maria em um comunicado. “Vou tornar o High Note Cafe um estabelecimento completamente vegano nas próximas semanas”.

“Eu prometo ainda servir comida excelente que todos possam desfrutar. Se der certo, ótimo, se não der certo e me custar o meu sustento, então que assim seja. Eu não posso mais ir adiante sabendo que tenho apoiado grande sofrimento e práticas indesculpáveis pela indústria de carne, ovos e laticínios.

“Estou apavorada, mas sei que estou fazendo a coisa certa, e a coisa certa nem sempre é lucrativa ou segura”.

Retorno positivo

O anúncio foi recebido com muitas respostas positivas, como um comentário postado nas mídias sociais da empresa dizendo: “Precisamos de pessoas mais corajosas e compassivas como você! Obrigado. Aquece o meu coração quando as pessoas realmente se importam além de seus lucros e paladar. Você é o futuro que precisamos. Desejo a você muito amor e sucesso”.

Outro acrescentou: “Sua decisão de avançar com uma abordagem mais compassiva é exatamente o que Chris Delforce tinha em mente quando criou o documentário Dominion. Muito obrigado”.

Mesmo aqueles que não são veganos aderiram, com um entrevistado dizendo: “Eu sou um comedor de carne, mas eu amo o High Note o suficiente para que eu ame e respeite essa decisão e continue a visitá-lo”.

Dominion

O longa-metragem que causou toda esse impacto em Maria e mudou não só sua vida como seu negócio, é um documentário que mostra como os animais são usados e abusados na Austrália, além de contar com filmagens exclusivas de matadouros e fazendas.

O documentário mostra as proporções catastróficas da realidade cruel vivida por animais de criação, do início da vida até a morte terrível – história essa que é escondida das população. Ele acompanha desde a situação em uma escala mais ampla, até chegar em casos individuais, bem específicos.

É um diferencial em Dominion o tipo de filmagem: câmera na mão, escondida, e os drones – muitas das técnicas nunca antes vistas. Esta é uma maneira de mostrar que tudo aquilo que está lá dentro, de fato, não deve sair de lá – e por isso a filmagem é feita de maneira clandestina.

O filme chamou a atenção do público ao anunciar uma série de celebridades veganas entre seus narradores, incluindo Joaquin Phoenix, Rooney Mara, Sia, Sadie Sink e Kat Von D.

O documentário estreou no Reino Unido com uma exibição no centro de Londres, organizada pela Plant Based News e pela Surge Activism. ”Foi um enorme privilégio trabalhar com a equipe da Dominion para ajudar a levar este filme aos espectadores no Reino Unido”, disse o co-fundador da Plant Based News, Robbie Lockie.

“Embora seja doloroso testemunhar o sofrimento documentado, acreditamos que Dominion tem o potencial de abrir corações e mentes em todo o mundo. Ajudar a colocá-lo na frente de um público é exatamente quem somos como ativistas”.

“Eu acho que tem potencial para causar um grande impacto. O problema é fazer as pessoas sentarem e assistirem. Se conseguirmos que eles assistam, o impacto é inegável, inquestionável”, finaliza o diretor de Dominion, Chris Delforce.

Empresa que atua há 44 anos na venda de carne aposta num futuro vegano

Foto: Bobeldijk Food Group

A empresa holandesa esta investindo em carne vegana | Foto: Bobeldijk Food Group

Antes de 2015, a empresa Bobeldijk Food Group (Grupo de Alimentos Bobeldijk), com sede na Holanda, costumava usar outro nome: Bobeldijk Meat Company (Empresa de carnes Bobeldijk). Fundada em 1975, a marca começou no ramo de açougues. Mas uma recente mudança na empresa levou a marca a se concentrar na demanda crescente por carne sem-carne.

A empresa introduziu sua linha de carne vegetariana e vegana chamada Vegafit em 2008, com opções como rissóis sem carne, schnitzel, almôndegas e peixe empanado. Tudo é feito de soja ou proteína de trigo (também conhecida como seitan).

“Na Holanda, mais e mais pessoas estão se tornando flexitárias. Eles conscientemente não comem carne um ou dois dias por semana e, em seguida, optam por alternativas à base de vegetais”, explica a marca em seu site. “Com esses conceitos, fornecemos uma demanda cada vez maior por alternativas à carne à base de vegetais”, menciona o site.

Embora a empresa trabalhe com carne tradicional há 44 anos, ela está lentamente mudando seus negócios para se concentrar predominantemente em plantas, de acordo com o Vegan Strategist. Bobeldijk Food Group anunciou que deixaria de investir em carne e espaço de fábrica foi liberado para ajudar a crescer a divisão livre de carne.

O que faz um açougueiro se tornar vegano?

A clara de ovo – um ingrediente comum de ligação na carne vegetariana – foi substituído pela proteína da batata em alguns produtos, de acordo com um comunicado de imprensa de abril de 2018. Eventualmente, Bobeldijk Food Group pretende tornar-se totalmente vegano.

“Daqui a vinte anos, não haverá carne suficiente para alimentar mais ninguém. Então, precisaremos de algo mais ”, explicou Remko Vogelenzang, CEO da Bobeldijk Food Group, em uma visita em vídeo da fábrica em abril de 2018.

Foto: Bobeldijk Food Group

Foto: Bobeldijk Food Group

Especialistas preveem que a população mundial chegará a 10 bilhões até 2050. De acordo com um estudo publicado na revista Nature em outubro passado, a mudança para uma dieta baseada em vegetais não apenas ajudará a manter um sistema alimentar sustentável, mas também ajudará a combater a mudança climática.

“Uma das alternativas é obter proteína de fontes vegetais em vez de carne”, disse Vogelenzang. “Para que isso aconteça, a ideia aqui é que nós queremos enfocar totalmente a produção baseada em vegetais. E isso parece um pouco estranho para uma empresa que se originou em Deventer como um açougue”.

Índia sedia sua primeira conferência mundial vegana

Foto: World Vegan Organisation

Foto: World Vegan Organisation

A World Vegan Organization (Organização Mundial Vegana, WVO) está pronta para lançar sua quarta conferência vegana anual na Índia, juntamente com a primeira exposição vegana do país.

A Vegan India Conference (VIC) 2019 é um evento de dois dias organizado pela WVO em parceria com a Vegan First, a primeira publicação impressa e digital do país para todos ao assuntos veganas.

A organização do evento espera mais de 650 participantes, cerca de 150 delegados internacionais, mais de 250 empresas e marcas, e algo em torno de 10 instituições, funcionários do governo e celebridades veganas.

Foto: World Vegan Organisation

Foto: World Vegan Organisation

De acordo com a WVO, o VIC 2019 visa “fomentar o veganismo de uma forma unificada e estratégica que beneficiará empresas veganas, projetos ativistas, que busca promover mudanças políticas e ajudar a colocar o veganismo indiano no mapa do mundo”.

“O futuro é vegano, e acreditamos que agora é a hora de espalhar a mensagem e reunir o maior número possível de pessoas para experimentar o potencial do ecossistema vegano indiano”, disse a VIC em um comunicado enviado ao Vegan News.

O VIC 2019 apresentará especialistas da indústria vegana, pesquisadores científicos, donos de empresas veganas, médicos e defensores dos animais do movimento vegano global.

Ele também contará com palestras, painéis de discussão e workshops mais aprofundados com alguns dos maiores nomes da indústria, como Seth Tibbot, fundador da Tofurky; Keegan Kuhn, diretor de Cowspiracy e What the Health; Ken Spector, diretor da Happy Cow; Shriti Malhotra, CEO da The Body Shop India; e o Dr. Zeeshan Ali, especialista em programas do PCRM.

“[VIC] apresenta uma oportunidade única para participar de palestras informativas, palestras, workshops aprofundados e demonstrações de especialistas da indústria internacional e indiana e líderes de pensamento no movimento baseado em plantas”, disse o site.

“Ele também serve como uma plataforma para as marcas mostrarem seus produtos e serviços para uma reunião concentrada de instituições do setor de hotelaria e comércio, formuladores de políticas, importadores, investidores de impacto e acionistas da indústria alimentícia”.

O VIC acontecerá nos dias 6 e 7 de julho de 2019 no Suryaa, Nova Delhi. Os ingressos antecipados, disponíveis até 20 de maio, são vendidos por 2600 rúpias, enquanto os ingressos regulares são vendidos por 3600 rúpias.

Os ingressos incluem entrada para a conferência e expo, bem como 1 buffet de almoço vegano e 2 chás altos em cada dia.

Para inscrição, programação de palestrantes, agendamento e mais detalhes, o site da VIC 2019 contém todas as informações.

*Conheça os três princiais países que estão aderindo ao veganismo*

Quais os países mais veganos do mundo? Comunidades pesquisadas nos EUA, na Índia e na China descobriram que as populações estão adotando uma alimentação baseada em vegetais pela saúde, meio ambiente e ética.

Novas pesquisas revelaram que populações nos EUA, na China e na Índia provavelmente adotam novos métodos de produção de carne, como carne vegana e baseada em células.

A pesquisa realizada com 3 mil pessoas foi conduzida pela Universidade de Bath, o Centro de Prioridades de Longo Prazo e o Good Food Institute (GFI), uma organização sem fins lucrativos que promove o avanço da agricultura baseada em vegetais e agricultura celular (cultivo de carne em laboratório), foi publicada recentemente na revista Sustainable Food Systems (Sistemas de Alimentação Sustentável, na tradução livre).
*Quais são as populações “mais veganas”?*

O estudo perguntou aos participantes das três nações mais populosas do mundo – EUA, China e Índia – suas opiniões e sentimentos sobre carne feita a base de vegetais e carne limpa. A Ásia carregava muitas expectativa por parte dos pesquisadores por ser uma região importante, extremamente populosa, já que o consumo de carne deve subir nos próximos anos.

Uma taxa de 62% dos entrevistados na China e 63% na Índia responderam que estão “muito ou extremamente propensos a comprar regularmente carne à base de vegetais”. Os EUA ficaram atrás com apenas 33%. Os entrevistados estavam menos interessados em carne limpa (desenvolvida em laboratório): 30% para os EUA, 59% para a China e 49% para a Índia.

Comida vegana nos EUA, Índia e China

A GFI (Good Foods Institute) concluiu que os três países apresentam “um forte interesse do consumidor” em carne feita a base de vegetais e carne limpa, mas o estudo observa que os recrutados para o questionário na China e na Índia eram de comunidades “desproporcionalmente urbanas, de alta renda e com boa educação”.

Os participantes em todos os países mostraram-se mais confortáveis com a ideia de comida vegana quando é algo já familiar a eles. Os hambúrgueres à base de vegetais estão impulsionando as vendas em restaurantes nos EUA; a marca Right Treat, com sede em Hong Kong, produz o Omnipork, uma versão vegana da proteína chinesa popular; a startup indiana de alimentos Good Dot faz carnes sem animais versáteis o suficiente para serem usadas em uma grande variedade de receitas.

A presença de carne limpa também está crescendo nos três países. Memphis Meats, Blue Nalu e JUST nos EUA; Dao Foods International, na China; e a GFI e o Instituto de Tecnologia Química deverão abrir uma instalação de produção e pesquisa de carne limpa em Mumbai no próximo ano.

*O apelo vegano*

O que está impulsionando a maior aceitação da tecnologia vegana e de novos alimentos?

Os entrevistados entre os chineses vêem a carne vegana como mais saudável do que a versão tradicional e muitos esperam que a carne limpa tenha um valor nutricional mais alto que a de origem animal.

Aqueles a favor da carne sem animais na Índia estavam mais preocupados com a sustentabilidade e a ética da produção de carne.

Nos EUA, 91% dos interessados em carne vegana eram onívoros, enquanto a carne limpa era mais atraente para indivíduos com “alto apego ao sabor carne”.

O estudo revela como o marketing para comercialização de carne vegana em diferentes países será essencial ao sucesso da empreitada, de acordo com a GFI.

Relatório mostra aumento do consumo de proteína em 20% com a Ásia no topo na lista

Grãos estão entre as maiores fontes de proteína | Foto: Divulgação

Grãos estão entre as maiores fontes de proteína | Foto: Divulgação

Um relatório encomendado pela Food Innovation Australia Limited (FIAL), demonstra que a Ásia é o líder no aumento mundial do consumo de proteína, com a China e a Índia como os principais intervenientes.

Os pesquisadores afirmam que, em 2018, as proteínas de origem vegetal foram responsáveis por 66% do suprimento global de consumo de proteína, e os vegetais devem continuar sendo a fonte dominante até 2025.

O relatório mostra que a demanda global por proteína deve aumentar cerca de 20% de 2018 a 2025, com o crescimento da população levando a 80% desse crescimento.

Em média, estima-se que cada pessoa em todo o mundo consome 26 kg de proteína por ano em média em 2018, e espera-se que aumente em 27% para 33 kg em 2025.

Foto: Myfitnesspal

Foto: Myfitnesspal

A Ásia apareceu como uma força dominante no aumento da demanda de proteína; o consumo global de proteínas aumentou 40% entre 2000 e 2018 e mais de 50% deste aumento foi impulsionado pela Ásia, significativamente pela China e Índia.

“A China é um mercado-chave de proteína para se concentrar: ocupa o primeiro lugar globalmente tanto em volume quanto em valor e [por si só está previsto que] representa 35% do valor de mercado mundial de proteína em 2025”.

O consumo de proteína na China deverá aumentar de 58 milhões de toneladas em 2018 para 70 milhões de toneladas em 2025. Durante esses anos, a China estará contribuindo com 31% do aumento global total.

Na Índia, o consumo de proteína deve chegar a 38 milhões de toneladas em 2025, ante 30 milhões de toneladas em 2018, contribuindo com 16% como um todo para o aumento global.

Proteína vegana

O mercado de produtos de proteína vegana terá uma taxa de crescimento anual de quase nove por cento até 2023, de acordo com relatórios.

A avaliação Mercado Global de Produtos de Proteína de Base Vegetal 2019-2023, atribui este grande salto à crescente base populacional vegana mundial e à diversidade de escolhas dentro do setor.

Setor em ascensão

De acordo com o relatório: “A crescente conscientização sobre os benefícios de saúde das dietas veganas está estimulando o crescimento da população. As dietas veganas contêm antioxidantes, fibras e compostos vegetais benéficos e são ricos em folato, potássio, magnésio e vitaminas A, C, e E.

De acordo com o Plant based News, a avaliação acrescenta também que os fabricantes de proteínas veganas estão lançando produtos com menor teor de gordura e calorias. “Isso vai atender às demandasde mudanças dos consumidores”.

“Lançamentos bem-sucedidos de novos produtos não apenas ajudarão essas empresas a aumentar suas participações de mercado, mas também aumentarão seu fluxo de receita.”

Universidade de Berlim abre primeira cantina 100% vegana

Foto: DPA Picture Alliance/Alamy Stock Photo

Foto: DPA Picture Alliance/Alamy Stock Photo

A Universidade de Berlim inaugura sua primeira cantina totalmente vegana, construída na universidade técnica da capital. O sindicato estudantil anunciou que o estabelecimento começou oficialmente as operações em 23 de abril.

Devido à crescente demanda por alternativas veganas nos refeitórios nos últimos anos, um local 100% baseado em vegetais foi solicitado.

A abertura do restaurante reflete um interesse crescente em comer apenas alimentos à base de vegetais na Alemanha.

Em uma pesquisa recente com 14 mil estudantes de Berlim, 13,5% disseram que eram veganos, em comparação com apenas 1,6% da população em geral.

A oferta diária da “Veggie 2.0 – a Mensa profundamente verde”, incluirá entradas, uma sopa, vários pratos principais, bem como sobremesas e bolos.

O estabelecimento também será equipado com uma fábrica de massas com paredes de vidro para a produção de massas frescas todos os dias.

Para o projeto, a antiga cafeteria da Hardenbergstrasse 34 foi convertida em cantina. Desde 2010, a FU em Dahlem tem uma cantina vegetariana (“Veggie No. 1”), à qual a organização de bem-estar animal PETA novamente premiou com quatro estrelas no ano passado em sua avaliação das cantinas mais veganas da Alemanha.

Estudantes no campus da Universidade de Berlim | dpa picture alliance/Alamy Stock Photo

Estudantes no campus da Universidade de Berlim | dpa picture alliance/Alamy Stock Photo

Além disso, pelo menos uma oferta de prato vegano está disponível diariamente nas outras cantinas da Universidade de Berlim.

Mas como a cantina – conhecida comumente em alemão como “mensa” – também está aberta a membros do público, a expectativa é que o interesse se espalhe.

Jana Judisch porta-voz da Studierendenwerk Berlin, a organização estatal que rege os assuntos estudantis disse: “Esperamos 500 clientes por dia”, disse ela ao Berliner Zeitung. Cerca de 4.500 pessoas freqüentam a cantina no mesmo edifício, que serve pratos de carne e peixe – tipicamente schnitzel, linguiça e almôndegas.

Os pratos, preparados pela qualificada chef de cozinha vegana, Nicole Graf, incluem rissóis de sementes de abóbora e lentilhas e curry de mix de grãos. Não menos do que duas entradas, quatro pratos principais, uma variedade de acompanhamentos e saladas e três sobremesas estão no menu todos os dias.

“O mais interessante sobre a culinária vegana é que há muito para descobrir, estou aprendendo o tempo todo e aqui podemos experimentar coisas novas”, disse a chef.

A cantina não é a primeira na Alemanha – Nuremberg abriu uma para estudantes em 2017, mas em uma escala muito menor. Os criadores do Veggie 2.0 disseram que terão prazer em compartilhar suas ideias e descobertas com outras iniciativas semelhantes.

Curitiba Blues Festival permite entrada de animais e oferece opções gastronômicas veganas

Ingressos estão à venda no site do Eventim por R$ 35 (Foto: Divulgação)

Além de muita música e cerveja artesanal, o Curitiba Blues Festival que ocorre na capital paranaense no dia 4 de maio, a partir das 11h, vai oferecer opções gastronômicas para quem não consome nada de origem animal – como a moqueca vegana.

De acordo com a organização do evento, que será realizado nos jardins do Museu Oscar Niemeyer, esse é mais um bom motivo para quem gosta de blues, mas é vegano ou vegetariano, prestigiar o Curitiba Blues Festival.

Outro diferencial é a oferta de atividades para crianças e animais domésticos. Como o evento é pet friendly, ou seja, permite a entrada e permanência de animais domésticos, haverá também comércio de produtos para eles e uma feira de adoção em parceria com o Instituto Fica Comigo.

Entre as atrações do Curitiba Blues Festival estão nomes já conhecidos no cenário musical curitibano, como Décio Caetano e convidados, Gringos Washboard Band, Ricardo Maranhão Trio feat. Indiara Sfair, Tony Caster & The Black Mouth Dogs e Wes Ventura. Ingressos estão à venda no site da Eventim por R$ 35. Para comprar, clique aqui.

Acompanhe as novidades sobre o evento no Facebook e no Instagram: @curitibabluesfestival