Faculdade realiza a primeira cerimônia de formatura 100% vegana

À medida que mais jovens das novas gerações adotam o veganismo como filosofia de vida e forma de alimentação, o Instituto Middlebury de Estudos Internacionais, em Monterey na Califórnia (EUA), está se preparando para sediar a primeira cerimônia de formatura totalmente vegana para mais de 250 estudantes.

Para comemorar a formatura de 266 alunos, em maio deste ano, o instituto atenderá a mais de 1.500 convidados, servindo uma seleção de pratos à base de vegetais, incluindo carnes veganas, queijos e pratos mediterrâneos.

O bufê 100% à base de vegetais foi influenciado pelo professor Jason Scorse, presidente do programa de Política Ambiental Internacional e diretor do Centro para a Economia Azul.

De acordo com um comunicado à imprensa, o Scorse é a razão pela qual toda a pós-graduação mudou para um estilo de vida mais voltado para vegetais, com mais opções veganas servidas em todo o campus. Ele também ajudou a introduzir uma política segundo a qual todos os eventos do campus devem oferecer pelo menos 50% de opções baseadas em vegetais no cardápio.

“Estou muito orgulhoso de que nossa instituição tenha assumido o compromisso de promover alimentos à base de vegetais em todas as atividades do campus”, disse Scorse em um comunicado.

Jeff Dayton-Johnson, vice-presidente de Assuntos Acadêmicos e reitor do Instituto Middlebury, acrescentou que a escola “tem um longo histórico de promoção de práticas sustentáveis” e está se esforçando para tornar seu campus totalmente neutro em carbono.

*Escolas californianas adotam comida vegana

Escolas públicas na Califórnia em breve podem vir a adotar também alimentos à base de vegetais. Um novo projeto de lei apresentado este ano garantiria que as refeições veganas estejam disponíveis para mais de seis milhões de estudantes.

A Lei AB-479 – conhecida como a Lei do Almoço Escolar Saudável e Amigável para o Clima – ofereceria, caso aprovada, financiamento estatal para leite e refeições à base de vegetais a serem servidos em escolas públicas de ensino fundamental e médio em todo o estado.

Adrin Nazarian, o membro da assembléia que inicialmente apresentou o projeto, disse: “O AB-479 aumentará o acesso a opções de alimentos saudáveis para comunidades de baixa renda e reduzirá nossa pegada de carbono ao mesmo tempo”.

“Nosso estado é um microcosmo global com muitas necessidades culturais diferentes”, continuou ele. “A política de refeições escolares da Califórnia não deve apenas refletir essa diversidade, mas também incorporar a extensa pesquisa sobre os benefícios para a saúde da nutrição baseada em vegetais”.

Na cidade de Nova York, as escolas públicas também estão adotando a comida vegana. As segundas-feiras sem carne serão introduzidas na área no ano letivo de 2019 a 2020 para melhorar a saúde geral do aluno e contribuir com o meio ambiente. O prefeito da cidade, Bill de Blasio, disse que “estamos expandindo as segundas-feiras sem carne para todas as escolas públicas para manter nosso almoço, e também o planeta, verde para as próximas gerações”.

Candidata vegana vence oponente pró-agropecuária em disputa por uma vaga no parlamento

Foto: Emma Hurst

Foto: Emma Hurst

Emma Hurst prometeu que não será mais “um político cheio de promessas vazias”, dizendo que planeja fazer “o que for preciso” para realizar mudanças em favor dos animais.

A candidata do partido Animal Justice Party (Partido pela Justiça Animal, na tradução livre), derrotou o liberal-democrata David Leyonhjelm na disputa por uma segunda cadeira no parlamento de New South Wales (NSW) pelo seu partido – juntando-se ao colega político AJP, Mark Pearson.

Leyonhjelm estava tão confiante que iria vencer, que publicou um post em um blog intitulado “Um manifesto para um crossbencher (membro independente ou de um partido menor do parlamento)” muito antes de os resultados serem anunciados, em que ele escreveu: “com base na contagem até agora, é evidente que eu já fui eleito”.

Mudança para os animais

Hurst disse anteriormente ao Plant Based News que estava concorrendo ao parlamento porque se sentia “enojada com a forma como o atual governo permitia que grandes corporações fossem cruéis com animais simplesmente por lucro”.

“Mudando as políticas e a lei, e bloqueando outras leis que causariam danos aos animais, tenho certeza de que podemos construir um país que seja gentil e respeitoso com todas as espécies”, acrescentou.

Foto: Ciao/Reprodução

Foto: Ciao/Reprodução

“Minha promessa aos animais é esta: vocês tem tudo de mim. A leoa no circo – eu vejo você. O porco no matadouro – eu vejo você. O rato no laboratório de testes – eu vejo você. O peixe esmagado no fundo de uma rede de arrasto – eu te vejo. Eu conheço seu sofrimento, e eu nunca vou ficar em silêncio. Eu vou seguir em frente não importa o que a vida jogue no meu caminho, porque as crueldades infligidas a vocês devem acabar, e eu farei tudo o que posso para ver isso acontecer. Vocês tem tudo de mim”.

Fazendo a diferença

Depois que sua vitória foi anunciada, Emma Hurst publicou uma declaração no Facebook, dizendo: “Você acreditou que o Animal Justice Party poderia fazer a diferença no parlamento. Você acreditou que juntos poderíamos mudar o mundo. Você acreditou, e por causa de sua confiança, nós ganhamos! Hoje escrevo para contar a maravilhosa notícia de que os animais têm outra voz no Parlamento em NSW”.

“Nós mostramos mais uma vez que quando todos nos reunimos, nosso movimento é mais poderoso do que qualquer coisa, que os “Atiradores” e os “Pescadores” ou o “Partido Nacional” podem nos atacar que não fará diferença. Dezenas de milhares de pessoas votaram no Animal Justice Party porque viram o que nós vimos: que é hora de mudar. E nós faremos a diferença”.

“Mas isso é apenas o começo. Agora o verdadeiro trabalho começa. Eu não serei um político cheio de promessas vazias – eu pretendo fazer o que for preciso para realizar as mudanças para os animais, porque ainda existem milhões de galinhas em gaiolas, existem coalas tendo seus lares demolidos, e há animais levando tiros vindos do céu (alvejamento aéreo). Por eles, devemos agarrar esta oportunidade”.

Foto: Emma Hurst/Facebook

Foto: Emma Hurst/Facebook

“Agora temos a chance de conseguir outro membro no parlamento nas eleições federais. Eu nunca estive mais confiante de que conseguiremos. Vamos ser implacáveis, audaciosos e tenazes. Vamos exigir mudanças. Vamos nos levantar sem medo e entrar com tudo neste novo momento”.

Excitante

“Conheço Emma há muitos anos, ela atuou em diversas funções em organizações de defesa animal, incluindo a Animal Liberation e a PETA”, disse Katrina Fox, fundadora da Vegan Business Media, ao PBN.

“Ela é inteligente, apaixonada e articulada e sua mudança para a política é uma vitória para os animais. A Lei de Prevenção à Crueldade com Animais é administrada em nível estadual, para que Emma tenha a oportunidade de fornecer uma voz muito necessária aos animais em New South Wales em questões como o desmatamento, a agricultura e os códigos e padrões da indústria de produção e de abate”.

“Ela também tem interesse em proibir gaiolas industriais para galinhas, acabar com corridas de galgos e parar a destruição dos habitats dos coalas.

“O governo da Coalizão precisará do apoio de cinco parlamentares para conseguir aprovar a legislação, caso o partido do trabalho (Labor) se opuser. Emma e o membro do AJP Mark Pearson serão dois desses articuladores, o que significa que qualquer legislação prejudicial aos animais não terá um passe fácil”.

“Emma prometeu não ser uma política cheia de ‘promessas vazias’ e eu acredito nela. Ela está comprometida em criar uma mudança real para os animais. É emocionante ter uma terceira voz para todos os animais na política australiana e espero que mais membros do Animal Justice Party sejam eleitos em nossa próxima eleição federal em 18 de maio”, conclui Katrina

Jovem ativista indicada ao Nobel da paz pede ao papa que ajude no combate à crise climática

A ativista ambiental vegana, Greta Thunberg, pediu ao papa que se juntasse a luta contra a mudança climática ontem.

Thunberg esteve nas manchetes globais nos últimos meses, em função de seus incansáveis esforços em prol do planeta, que incluem encorajar estudantes a participar de manifestações exigindo ação política sobre mudança climática, enquanto entram “em greve” da escola. Sua influência se espalhou para além de sua terra natal, a Suécia, alcançando toda a Europa e ainda mais além.

Em seu último esforço para chamar a atenção para a questão, a adolescente foi à Cidade do Vaticano e compareceu a uma audiência com o papa. Segundo relatos, Thunberg tomou seu lugar na seção VIP na Praça de São Pedro, segurando uma placa – e o Papa Francisco veio vê-la.

Campanha da Páscoa

Thunberg tem feito campanhas na intenção de fazer com que os políticos prestem mais atenção à iminente crise climática – e continuará fazendo lobby durante a Páscoa.

“Agora estou no trem a caminho do Parlamento da União Europeia, do Senado italiano, do Vaticano e da Casa do Parlamento em Londres, durante o feriado de Páscoa”, escreveu ela no Facebook no final de semana.

“E na sexta-feira eu vou participar da greve geral das escolas em Roma. Eu sei que é feriado, mas assim como a crise climática não sai de férias, eu também não”.

Reconhecimento

Os esforços de Thunberg não passaram despercebidos – ela se tornou uma figura comum na grande mídia. Além disso, ela foi nomeada para o Prêmio Nobel da Paz e ganhou o primeiro prestigiado Prêmio Liberté.

A ativista disse que ficou “honrada e muito grata por esta nomeação ao Nobel” depois que seu nome foi apresentado por três parlamentares noruegueses do Partido da Esquerda Socialista, que disseram “o movimento massivo que Greta colocou em ação é uma contribuição muito importante para a paz”. Eles acrescentaram que “as ameaças climáticas são talvez uma das contribuições mais importantes para a guerra e o conflito”.

Ao escrever sobre o prêmio Liberté, recentemente recebido por ela, Thunberg disse: “A crise climática não está apenas ameaçando as condições de vida de bilhões de pessoas. Está realmente ameaçando toda a nossa civilização como a conhecemos. E são os menos responsáveis que são mais afetados”.

Campanha vegana doa 100 mil dólares a sobreviventes de furacão

Genesis: “Foi maravilhoso ver como a comida vegana – como uma escolha alimentar sustentável – pode ajudar sobreviventes de furacões em um país onde muitas pessoas foram forçadas a passar fome” (Fotos: Carlos Garcia Rawlins/Reuters/Genesis Butler Instagram)

A campanha mundial Million Dollar Vegan, que convidou o papa Francisco a se abster do consumo de alimentos de origem animal na Quaresma, doou 100 mil dólares à organização humanitária vegana Chilis on Wheels para ajudar os sobreviventes do furacão Maria, que matou mais de 2,9 mil pessoas em Porto Rico entre os dias 16 de setembro e 2 de outubro de 2017.

A doação realizada este mês contou com a participação da ativista vegana mirim Genesis Butler, que estrelou a campanha Million Dollar Vegan. Genesis visitou Porto Rico para conhecer o trabalho desenvolvido pela Chilis on Wheels, que após o furacão, serviu 15 mil refeições veganas, além de mantimentos, filtros de água, lanternas solares e produtos de higiene aos sobreviventes.

A organização que surgiu em Nova York (EUA) fundou um centro comunitário permanente na capital San Juan, onde serve comida vegana a pessoas em situação de vulnerabilidade social, além de realizar workshops, exibições de documentários e eventos comunitários que tornam o veganismo mais acessível.

Durante a visita, Genesis Butler participou de um workshop em que pais e filhos foram ensinados a preparar pratos veganos como panquecas de frutas vermelhos e snacks de banana e outras frutas. A jovem ativista também entrevistou três crianças locais que lhe falaram das suas vivências durante o furacão e sobre o motivo pelo qual o veganismo se tornou tão importante em suas vidas.

“Foi muito gratificante e inspirador conhecer as pessoas em Porto Rico que estão ajudando a reconstruir vidas depois do furacão Maria. Foi maravilhoso ver como a comida vegana – como uma escolha alimentar sustentável – pode ajudar sobreviventes de furacões em um país onde muitas pessoas foram forçadas a passar fome”, declarou Genesis.

Disney lança guia de restaurantes interno para visitantes veganos


O Disney’s Magic Kingdom, na Flórida (EUA), lançou um novo guia para visitantes, especialmente para aqueles que estão em busca de comida vegana.

O novo Guia de Culinária Baseado em Vegetais da Disney lista todas as opções veganas e vegetarianas em restaurantes pelo parque em um único panfleto prático e objetivo, de acordo com a WDWNT.

O guia é categorizado por área, ou seja, Fantasyland ou Adventureland e, em seguida, lista cada restaurante vegano e “veggie-friendly” nessa região do parque; até diz exatamente qual prato está em oferta.

Para os visitantes que sentirem vontade de comer um cachorro-quente e estiverem na Main Street USA, o guia os aconselha a ir ao Casey’s Corner para um cachorro-quente à base de vegetais com recheios sazonais.

Ja para os que estiverem na Tomorrowland, o Starlight Cafe do Cosmic Ray oferece um Sloppy Joe baseado em vegetais, e o Village Haus in Fantasyland, de Pinnochio, serve o Stromboli com queijo vegano e pão pita.

Disney mais vegana

Nos EUA, os parques e resorts da Disney estão se tornando “mais amigos” dos veganos.

No Walt Disney World Resort, na Flórida, os freqüentadores dos parques temáticos do local podem pedir uma “frigideira” totalmente vegana (nome dado ao prato) no Whispering Canyon Cafe. Já a Disneyland California tem uma cervejaria artesanal vegana e serve ovos veganos da marca JUST.

O Disneyland Park em Anaheim recentemente foi laureado o título de parque temático mais amigável aos veganos nos EUA pela PETA (People for the Ethical Treatment of Animals).

“No início, a comida dos parque temáticos significavam hambúrgueres, cachorros quentes e espetinhos de pernas de peru. Os tempos mudaram e os menus também ”, disse a PETA em um comunicado à imprensa. “A Disneylândia agora tem tantas opções veganas de carne, ovos e produtos lácteos que a PETA os classificou de “Parque de Diversão Mais Amigável para os Veganos”.

De acordo com o chefe executivo do Disneyland Resort, John State, o aumento das opções a base de vegetas do parque está ligado a maior demanda causada por clientes comendo alimentos veganos. “Nossos convidados têm sido muito enfáticos em seu desejo de manter seus estilos de vida saudáveis enquanto estão de férias”, disse State à Sentinel & Enterprise.

“Nos últimos dois anos, temos trabalhado para mudar a mentalidade de nossos chefs em relação ao desenvolvimento dos menus, por exemplo, encontrar uma opção baseada em vegetais em substituição à banha de porco”, continuou ele.

Um em cada três tutores servem refeições veganas para cães e gatos

Foto: The Indenpedent/Reprodução

Foto: The Indenpedent/Reprodução

O veganismo está em ascensão entre os humanos já há algum tempo, mas pesquisas recentes mostram que a tendência começou a ganhar força na alimentação dos animais também.

Uma pesquisa com mais de 3 mil tutores de cães e gatos de todo o mundo descobriu que 35% deles estão interessados em passar a alimentar seus animais domésticos com alimentos veganos, enquanto 27% dos entrevistados que já são adeptos do veganismo, já o fizeram.

Mais da metade (55%) disseram que certas medidas precisariam ser cumpridas para que eles se comprometessem a mudar a alimentação de seus companheiros de quatro patas, como a aprovação do veterinário e a garantia de que as necessidades nutricionais dos animais fossem atendidas.

A principal autora do estudo, doutora Sarah Dodd, da Faculdade de Veterinária da Universidade de Guelph, no Canadá – que liderou a pesquisa – disse ter ficado surpresa com a quantidade de tutores que já alimentavam seus animais exclusivamente com alimentos veganos.

“Essa porcentagem de 27% pode parecer um número baixo, mas quando você pensa no número real de animais de estimação envolvidos, essa porcentagem é enorme e muito maior do que esperávamos.”

Dodd também afirmou que o estudo sugere que o interesse em torno da alimentação vegana para animais de estimação tende a aumentar nos próximos anos.

“As pessoas têm ouvido sobre como uma alimentação vegana está ligada aos riscos reduzidos de câncer e outros benefícios à saúde em humanos. Há também uma crescente preocupação com o impacto ambiental da agropecuária”.

“Portanto, embora apenas uma pequena proporção de tutores de animais que esteja alimentando seus companheiros felinos e caninos com refeições baseadas em vegetais, é seguro dizer que o interesse por este tipo de alimentação provavelmente crescerá”.

A pesquisadora também acrescentou que o estudo, publicado na revista PLoS One, indica que são necessárias pesquisas mais aprofundadas sobre os benefícios nutricionais e as consequências da alimentação vegana.

Um porta-voz da a Sociedade Real de Prevenção à Crueldade Animal (RSPCA, na sigla em inglês), maior ONG de proteção aos animais do Reino Unidos, concordou dizendo ao Independent que há uma escassez de pesquisas em termos de veganismo para animais domésticos, o que torna difícil tirar quaisquer conclusões sobre seus benefícios.

“Os cães são onívoros e podem comer uma grande variedade de alimentos para que possam sobreviver com uma alimentação vegetariana, desde que a dieta seja bem equilibrada”, disseram eles.

De acordo com o representante da instituição, para os gatos, que são “carnívoros estritos” e dependem de nutrientes específicos encontrados principalmente na carne, como taurina, vitamina A e ácido araquidônico, a história já é diferente.

“Estamos cientes de que os alimentos para animais veganos/vegetarianos que incluem esses nutrientes, são relativamente novos no mercado e não temos visto estudos de longo prazo sobre os efeitos em gatos de uma alimentação como esta”, acrescentou o porta-voz.

“No entanto, também não estamos cientes de nenhum caso de problemas de saúde associados a eles. Gostaríamos de ver mais evidências científicas sobre os efeitos da alimentação vegana especialmente em gatos, antes de emitir quaisquer conclusões”, concluiu ele.

Caso um tutor de animais esteja pensando em fornecer ao seu animal doméstico uma alimentação vegana, a RSPCA orienta que um veterinário de confiança seja consultado antes de qualquer decisão.

Nova grife de roupas vegana anuncia revolução na indústria da moda

Foto: Legends and Vibes

Foto: Legends and Vibes

A proprietária da butique de moda vegana com sede em Los Angeles, Vegan Scenerecently, lançou uma grife de moda totalmente vegana, de origem sustentável, dirigida por mulheres, gerida de forma também de forma sustentável.

A Legends & Vibes nasceu do desejo de criar alternativas veganas ao vestuário derivado de animais produzido em massa. “Como proprietária de uma boutique vegana, eu me esforcei para encontrar marcas de roupas veganas que não apenas cumprissem nosso alto padrão de qualidade, estilo e modelo de conduta ética, mas que pudessem oferecer um preço que nossos clientes pudessem pagar”

A proprietária da marca Vegan Scene, Amy Rebecca Wilde, disse ao VegNews. “Se os consumidores não conseguem encontrar ou comprar moda vegana e sustentável, qual é o objetivo disso tudo? Foi aí que ficou claro que tínhamos que lançar nossa própria linha de moda”. A etiqueta oferece estilos que combinam uma moda sofisticada e um glamour feminino com uma suave vibração do sul da Califórnia.

As peças incluem o macacão, Oakwood Romper, com um recorte de gola em v, longas mangas de ombro solto e bolsos; o vestido, Valencia Dress, possui um ajuste fluído e relaxado e um decote redondo; e a jaqueta, Eastwood Jacket, é feita de veludo cotelê com uma gola destacável de pele de ovelha falsa. Os designs de Wilde foram inspirados em matéria-prima veganas – de excesso de tecido de fábricas, confecções de roupas e marcas maiores que sempre compram mais do que precisam.

“Em vez de criar mais desperdício, transformamos esses retalhos de tecido em coleções limitadas”, disse Wilde. “Usar tecidos em estado morto significa que, às vezes, as tiragens da produção serão muito pequenas, mas em um mundo de fast fashion e vestuário produzido em massa, há algo realmente especial em saber que poucas mulheres conseguirão ter essa peça de roupa”.

Após dois anos de preparação, a campanha de lançamento da Legends & Vibes Kickstarter é o primeiro passo no plano de Wilde para começar a produzir em escala e aumentar a produção de forma sustentável e para disponibilizar seu produto em uma mistura de pequenas butiques locais e grandes varejistas em todo o país. Wilde não é tímida sobre suas intenções: ela quer criar uma moda totalmente sustentável e vegana no futuro.

“Nosso objetivo é revolucionar a indústria da moda, de cima para baixo, criando uma mudança sistêmica ao fazer escolhas conscientes e éticas que começam com os materiais que escolhemos usar, como os identificamos, onde os transformamos em vestimentas e como os trabalhadores são tratados”. Disse Wilde. A primeira coleção da Legends and Vibes estará disponível para pré-encomenda até 20 de abril.

Mais de 250 mil pessoas em 190 países se tornaram veganas em janeiro passado

Foto: Veganuary/Reprodução

Foto: Veganuary/Reprodução

Um número recorde de mais 250 mil pessoas em 190 países assumiram o compromisso se tornarem veganas em janeiro de 2019. As estatísticas recentes foram divulgadas pela campanha Veganuary. A maioria dos participantes deste ano, 87%, eram mulheres e 44% se identificaram como comedores de carne.

A saúde foi o maior motivo para 46% dos participantes da campanha deste ano, com 34% e 12% optando por evitar produtos de origem animal, em prol do bem-estar animal e devido a preocupações ambientais, respectivamente.

O número de adesões veganas para 2019 excedeu as dos quatro anos anteriores juntos, sugerindo que o veganismo está se tornando um movimento dominante. Os organizadores do Veganuary disseram que seis em cada 10 participantes que aceitaram o “juramento do Veganuary” disseram que pretendem se manter veganos.

Treze novas parcerias no exterior aumentaram a presença do Veganuary em outras partes do mundo – como Índia, Suécia, Brasil, Argentina, Chile, Peru, Cingapura, Malásia, Austrália, África do Sul, Japão, Islândia e Rússia.

Quase todos os participantes (98%) recomendariam o Veganuary para amigos e 44% relataram que permaneceriam veganos após a campanha.

Foto: Veganuary/Reprodução

Foto: Veganuary/Reprodução

“Que ano tem sido! Mais pessoas do que nunca se comprometeram a experimentar apenas alimentos à base de vegetais. Somos gratos a todas as pessoas que participaram da campanha e adotaram uma mudança tão positiva. O Veganuary pode ser visto como um divertido desafio de ano novo – e nós realmente esperamos que seja uma ótima experiência para todos – mas sem nunca esquecer de que há sérios problemas em jogo”, disse o co-fundador da Veganuary, Matthew Glover.

As mudanças climáticas podem causar danos irreversíveis, as florestas estão sendo dizimadas e os oceanos poluídos, enquanto isso os animais sofrem abusos invisíveis nas explorações agropecuárias e os animais selvagens são levados à extinção.

Por trás dessa destruição e sofrimento está a pecuária. ”Várias empresas lançaram opções veganas em janeiro para apoiar a campanha, incluindo as agora virais, salsichas veganas, da rede de conveniência Gregg’s, as pizzas veganas na Pizza Hut e os itens do menu da Bread Street Kitchen desenvolvido pelo aclamado chef Gordon Ramsay.

“A boa notícia é que cada um de nós tem o poder de proteger nosso planeta e seus habitantes com cada refeição baseada em vegetais que comemos”, disse Glover. “É por isso que estamos tão orgulhosos dos participantes de 2019, e porque nós, como uma ONG, trabalharemos mais do que nunca para aumentar o número de participantes para o Veganuary 2020, mantendo uma boa proporção de pessoas optando por permanecer veganas”, concluiu animado o criador da inciativa.

Startup levanta 20 milhões de dólares para fazer leite de sementes de pongamia

Foto: TerViva

Foto: TerViva

A companhia californiana TerViva recentemente conseguiu 20 milhões de dólares em financiamento com a finalidade de trazer ao mercado novos alimentos à base de vegetais, derivados das sementes da árvore pongamia.

A TerViva cultiva imensos pomares da árvore restaurando a produtividade terras já em ociosidade agrícola, gerando energia limpa, apoiando a produção local de alimentos e restaurando a saúde ambiental.

Pongamia é uma cultura de árvores não transgênicas que pode ser cultivada com pouca ou nenhuma irrigação e produz sementes oleaginosas que são processadas em óleo para biocombustível, proteína vegetal, alimentação animal ou biogás, e biomassa para geração de eletricidade de base.

Natural do continente asiático, a pongamia foi introduzida nas planícies tropicais úmidas nas Filipinas, Malásia, Austrália, Ilhas Seychelles Estados Unidos e Indonésia.

Existem diversas pesquisas que fundamentam seu uso na área de produção de biocombustível. Ela também é muito usadas e fundamental no controle de erosão do solo na Índia.

A árvore, famosa por sua alta capacidade de fixação de carbono (também conhecida como “soja vertical”), produz sementes com alto teor de proteína, mas não foram cultivadas até agora para consumo humano porque contêm antinutrientes.

A TerViva descobriu uma maneira de remover esses componentes negativos e teve sucesso ao transformar as sementes em proteína, óleo e leite vegano à base de vegetais.

“Analisando pelo lado da proteína, a semente – pertencente à família das leguminosas – tem alguns tipos análogos de proteína que são encontradas na ervilha e na soja e em alguns outros legumes, mas o que realmente nos impressionaram são propriedades realmente fortes de gelificação e emulsificação”, disse o fundador e CEO da TerViva. Naveen Sikka disse à Foodnavigator USA.

“Recentemente, produzimos um leite pongamia que tem dá uma excelente sensação na boca por causa dessa capacidade de emulsificação e o teor de proteína é bastante alto em relação aos leites de nozes. Ele possui 10 vezes mais proteína que no leite de amêndoa. Para a nutrição humana, é um substituto ideal para a soja”.

A empresa plantou 150 mil árvores pongamia em colaboração com fazendeiros em vários estados, incluindo vários agricultores cítricos da Flórida, e planeja adicionar mais 200 mil árvores usando seu investimento recebido recentemente.

“O consumo de proteínas e óleos vegetais está crescendo rapidamente, mas a quantidade de terra arável para cultivar essas sementes é cada vez mais limitada”, disse Sikka. “Desenvolvemos uma abordagem sustentável, orientada para o mercado, para os agricultores lucrarem com terras marginais cultivando árvores que possam alimentar o planeta.”

A iniciativa vegana “Maio Sem Carne” prevê recorde de participantes este ano

No Meat May/Facebook

No Meat May/Facebook

A iniciativa vegana, No Meat May (Maio sem Carne), que agora está em seu sétimo ano consecutivo, deve atrair um número recorde de participantes de todo o mundo.

Lançado em 2013 por Ryan Alexander e Guy James Whitworth, um casal de homens criativos e apaixonados querendo fazer o bem – No Meat May começou com trinta de seus amigos todos desistindo de carne durante o mês de maio. Muitos deles são agora colaboradores ativos e parte da equipe do No Meat May.

Com a participação mais do que duplicando de ano para ano, No Meat May é agora uma campanha global com crescimento exponencial, a que milhares de novos participantes se juntam a cada ano. Pesquisas confirmam que 94% das pessoas reduzem ou eliminam a carne permanentemente de suas vidas após a participação no evento..

Os fundadores acreditam que as pessoas precisam apenas de um “trampolim” seguro, informações baseadas em evidências e apoio, para dar esse primeiro passo audacioso. E depois dele, todos os outros vem em consequência.

O movimento fundado na Austrália afirma que as pessoas devem se abster de todos os produtos animais por quatro razões: “Melhorar a saúde pessoal, acabar com a agropecuária industrial, alimentar o mundo e salvar o planeta”.

A evidencia é inegável

O co-fundador da Meat May, Ryan Alexander, disse: “A evidência é inegável que uma alimentação equilibrada e baseada em vegetais é muito mais saudável do que uma alimentação rica em produtos animais. Também sabemos que a pecuária é uma das principais causas da mudança climática, destruição da floresta tropical, extinção de espécies, zonas mortas oceânicas e consumo de escassos recursos hídricos”.

“Se apenas 20% dos australianos participassem do No Meat May, eles juntos salvariam mais de 80 milhões de animais marinhos e terrestres e quase 300 mil toneladas de dióxido de carbono em apenas um mês”.

Dados apontam que dois milhões de australianos atualmente se identificam como vegetarianos – com o país se tornando o terceiro mercado vegano que mais cresce no mundo.

Diversão, prazer e nutrição

O sócio de Alexander, e o segundo co-fundador de No Meat May, Guy James Whitworth, diz que “o ato de comer deve envolver diversão, prazer e nutrição”, afirmando: “Embora nossa mensagem seja inerentemente séria, ninguém quer ser convencido ou ouvir uma “pregação”, e nós acreditamos que a mudança de comportamento deve ser uma aventura excitante e um desafio para se reinventar”.

“Reconhecemos que a maioria das pessoas muda de forma gradual ao longo do tempo e No Meat May fornece um trampolim seguro, informações baseadas em evidências e apoio a esse primeiro passo. Há muitas razões interessantes para envolver e inspirar as pessoas a fazerem a diferença e No Meat May oferece uma maneira prática e divertida para as pessoas experimentarem”.