Empresa anuncia produção de proteína vegana mais barata que a carne de origem animal

Foto: Livekindly/Reprodução

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A fabricante de carne à base de vegetais, Beyond Meat, revelou planos para tornar sua proteína vegana mais barata que produtos de origem animal.

A marca – popular entre veganos e vegetarianos, mas especialmente entre os comedores de carne – planeja investir massivamente na cadeia de produção de proteína vegetal para criar produtos que rivalizem com suas adversárias de origem animal, quando se trata de preço.

O fundador e CEO da empresa, Ethan Brown, disse à Forbes: “Temos a ambição de fazer parte da geração que separa a carne dos animais, como fatores independentes”, acrescentando que “não há razão para que a proteína vegetal não seja mais barata que a carne”.

A empresa lançou recentemente seu novo Beyond Beef Ground Mince na exposição de produtos naturais Expo West em Anaheim, Califórnia (EUA). A ação marcou a conclusão de um dos principais objetivos da empresa desde o lançamento de seu Beyond Burger, um hambúrguer feito à base de plantas em maio de 2016.

Apesar das alegações da indústria de carnes de que as opções feitas a partir de vegetais não contêm os mesmos nutrientes que a proteína animal, a Beyond Meat mostrou que seus produtos fornecem o mesmo sim, se não até mais. Sua Beyond Beef Ground Mince contém 20 gramas de proteína por porção – mais que carne bovina – e 25% menos gordura saturada com menos de 6 gramas por porção.

Foto: Beyond Meat/Instagram

Foto: Beyond Meat/Instagram

Beyond Beef é também isento de glúten, sem soja, feito a partir de ingredientes não OGM (sem transgênicos), e livre de antibióticos e hormônios frequentemente encontrados em produtos feitos de carne proveniente da criação de animais em nível industrial.

Brown disse em um comunicado: “Estamos focados em criar um produto que permita aos consumidores desfrutar de todos os benefícios e da flexibilidade que a carne moída permite e ainda contribuir para a saúde humana, ambiental e o bem-estar animal”

*A ascensão da carne vegana*

A Beyond Meat não é a única empresa que oferece aos consumidores opções saudáveis e a base em plantas. A Impossible Foods, sediada nos EUA, também tem a missão de transformar de vez a indústria de alimentos, com seus hambúrgueres carnívoros “sangrantes”, semelhantes aos da Beyond Meat.

Um relatório publicado no ano passado pelo Ministério das Indústrias Primárias (MPI, na sigla em inglês) da Nova Zelândia disse que 80% das pessoas que comeram um Impossíble Burguer (hambúrguer vegano produzido pela Impossible Foods) gostaram e 30% disseram que o comeriam novamente.

O relatório afirma que “estes produtos são a linha de frente de empresas que estão inovando e melhorando significativamente os produtos de substituição de carne”. O estudo também reconheceu que o aumento na popularidade da carne feita a base de vegetais pode ser em função de seu reduzido impacto ambiental.

De acordo com o site Mercy For Animals, ao apresentar seu IPO (abertura de capital na bolsa de valores), a Beyond Meat tornou-se a primeira empresa de carne vegana a ser uma empresa de capital aberto.

Conheça oito razões para adotar o veganismo e combater a crise da água

Foto: Truth or Drought/Reprodução

Foto: Truth or Drought/Reprodução

Assegurar o fornecimento de água é um dos maiores desafios que o planeta enfrenta, por isso o Dia Mundial da Água é a oportunidade ideal para enfrentar uma das maiores causas de utilização da água – produção de carne, laticínios e ovos. Foi pensando nisso que a ONG Humane Society Internacional (HSI), desenvolveu uma lista de oito motivos que mostram a importância de uma alimentação a base de vegetais para reduzir os danos que a indústria de criação de animais causa ao planeta.

Com mais de 83 bilhões de animais criados e mortos para a indústria alimentícia mundial a cada ano, a agricultura animal em escala industrial afeta nosso meio ambiente de maneiras extremamente prejudiciais.

Não é apenas uma das principais causas da a mudança climática e do desmatamento, mas também é responsável pelo uso de grandes quantidades de água.

Pesquisas mostram que mudar para uma dieta mais rica em vegetais e legumes pode reduzir a pegada hídrica de um indivíduo ao meio, então ao reduzir ou substituir a carne, os laticínios e os ovos por alimentos à base de vegetais mais “água-amigáveis”, todos podemos ajudar a preservar a água do mundo todo.

Oito motivos para adotar uma alimentação baseada em vegetais em nome do Dia Mundial da Água:

1. A agropecuária (animais e plantas) é responsável por cerca de 70% da água utilizada no mundo hoje, até 92% da água doce, com quase um terço disso relacionado à pecuária e ao cultivo de plantações que alimentam esses animais.

2. A maior parte do volume total de água utilizada na pecuária (98%) refere-se à pegada hídrica dos alimentos para animais. Cerca de um terço dos grãos e 80% da soja do mundo são fornecidos aos animais que criados para alimentação.

3. A criação intensiva de animais pode causar uma grave poluição da água, como a eutrofização, uma quantidade excessiva de algas na água causada pelo escoamento de fezes de animais e restos de comida, muitas vezes levando à morte de peixes e outros animais aquáticos.

4. Em média, são necessários entre 15 mil e 20 mil litros de água para produzir um quilo de carne bovina, que requer cerca de 3 mil litros de água para produzir um hambúrguer de 200g – o equivalente a 30 x 5 minutos de chuva. (1 hambúrguer de carne de 200g = 30 banhos de chuveiro de 5 minutos).

5. 96% dos peixes consumidos na Europa provêm da criação de peixes de água doce, mas a grande quantidade de excremento de peixe e restos de comida desses animais ficam depositadas no leito das lagoas cria o ambiente perfeito para a produção dos gases metano que contribuem para efeito de estufa.

6. Uma dieta sem carne pode reduzir nossa pegada hídrica pela metade. Estudos mostram que uma dieta saudável sem carne reduz nossa pegada hídrica em até 55%.

7. A Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente diz que os hambúrgueres à base de vegetais requerem entre 75% a 99% menos água; de 93% a 95% menos terra; e geram de 87% a 90% menos emissões de carbono que os hambúrgueres de carne bovina.

8. “Um estilo de vida vegano é provavelmente a maior maneira de reduzir seu impacto sobre o planeta Terra, não apenas em relação aos gases de efeito estufa, mas a acidificação global, a eutrofização, o uso da terra e o uso da água. Isso tem um impacto muito maior do que reduzir seus voos ou comprar um carro elétrico”, disse Joseph Poore, da Universidade de Oxford, que liderou a análise mais abrangente dos danos que a agropecuária faz ao planeta.

“Com bilhões de pessoas em todo o mundo lutando para lidar com a escassez severa de água, é obrigação de toda a humanidade procurar reduzir sua pegada hídrica. Uma das maneiras mais efetivas de economizar água é reduzir ou substituir a carne e os laticínios por produtos à base de vegetais”, disse Kitty Block, presidente da HSI, em um comunicado.

“A enorme quantidade de água usada pela agricultura animal para cultivar ração animal, hidratar bilhões de animais, desinfetar equipamentos de abate e processar produtos de origem animal estão contribuindo para a escassez de água em nosso planeta. Além do prejuízo ao bem-estar animal e dos benefícios para a saúde humana ao cortar a carne da alimentação, proteger os escassos recursos do planeta é uma razão mais do que convincente para mudar para uma dieta à base de vegetais pelo o Dia Mundial da Água”, disse Kitty.

Outros benefícios vêm da redução ou substituição de carne e laticínios em nossa dieta. Vários estudos indicam que uma dieta rica em vegetais e legumes traz benefícios consideráveis para a saúde.

A Organização Mundial da Saúde estima que a obesidade mundial triplicou desde 1975, com mais de 1,9 bilhões de adultos acima do peso e 381 milhões de crianças com sobrepeso ou obesidade.

Estudos mostram que pessoas que consomem menos produtos de origem animal têm taxas menores de obesidade, pressão alta, diabetes, artrite e câncer. Substituir a carne, o leite e os ovos produzidos pela agricultura industrial também beneficia animais de criação, bilhões dos quais passam a vida inteira em gaiolas ou caixotes, onde são incapazes de se exercitar, exibindo comportamentos não-naturais e muitas vezes não conseguem nem se virar por causa da falta de espaço.

Consumidores são a favor de chamar hambúrguer vegano apenas de “hambúrguer”

VegNews/Reprodução

VegNews/Reprodução

Três de cada quatro consumidores nos Estados Unidos e no Reino Unido é a favor de rotular as carnes veganas com termos como “linguiça”, “bife” e “hambúrguer”, segundo uma nova pesquisa.

A empresa de consultoria Ingredient Communications, com a ajuda do instituto de pesquisas Surveygoo, entrevistou cerca de 1.000 adultos de diferentes preferências alimentares (499 no Reino Unido e 484 nos Estados Unidos) com respeito às suas atitudes em relação à rotulagem de carne vegana.

Enquanto os participantes vegetarianos eram os que mais apoiavam o uso da terminologia “carne” para produtos veganos, os participantes veganos eram o grupo mais ativo (um em cada três) a favor da proibição desses termos.

Preferências pessoais à parte, enquanto consumidores continuam a adotar alimentos com base em vegetais, as indústrias de carne e laticínios dos Estados Unidos aumentaram seus esforços e investimentos para fazer lobby junto aoa órgãos legislativos para exigir que empresas veganas rotulem novamente seus produtos com uma terminologia que não concorra com os produtos derivados de origem animal, mesmo quando são utilizados qualificadores como “sem carne” e “sem leite”.

Conscientes da demanda gerada e do poder mercado que possuem as empresas de carnes veganas, que são líderes em desenvolvimento e pesquisa de novas tecnologias além de proteínas alternativas, a indústria tradicional tenta buscar meios legais de barrar a consolidação das concorrentes.

Equiparadas em sabor, aparência e preço às carnes de origem animal, as alternativas veganas ainda tem um diferencial que desequilibra a balança em seu favor: além de mais saudáveis não custaram nenhuma vida para chegarem as mesas dos consumidores.

Empresas de produção de carne vegana atraem investidores na Ásia

Foto: South China Morning Post

Foto: South China Morning Post

O empresário de Hong Kong David Yeung está incentivando as pessoas a comer menos carne para ajudar a salvar o planeta. O problema é que muitas pessoas adoram carne, especialmente carne de porco.

Yeung acredita que há algo que possa convencê-los – um substituto de carne que, segundo ele, pareça, cheire e tenha o mesmo gosto da “coisa real”.

Os chefs começaram a usar o produto desenvolvido pelo empresário, o Omnipork, para preparar bolinhos de carne para sopa em Xangai, uma carne de porco alternativa com sabor agridoce, assim como macarrão, gyozas e almôndegas.

“De veganos a comedores de carne, profissionais a chefs caseiros, todos ficaram impressionados com a versatilidade, aplicabilidade e a facilidade de uso da Omnipork em todos os tipos de cozinha.

“Eles ressaltam o fato de que o produto lhes permite fazer alguns dos pratos caseiros mais comuns da Ásia”, diz Yeung, um dos investidores do empreendimento que levantou 2,5 milhões de dólares para desenvolver um substituto de carne de porco em 2016.

A carne de porco responde por quase 40% do consumo global de carne, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A China é atualmente o maior mercado de carne de porco do mundo, representando cerca de metade da demanda global, de acordo com um relatório de 2017 do DBS Bank.

A FAO projeta que países asiáticos como China, Filipinas, Tailândia e Vietnã continuarão a aumentar o consumo de carne de porco per capita.

O vegetarianismo já se estabeleceu há muito tempo na Ásia, e a “culinária do templo” apresenta carne vegana feita de glúten de trigo e preparada especialmente para se parecer com peixe, camarão e carne. Para muitos não-veganos ou não-vegetarianos que apreciam a carne de origem animal, no entanto, carne vegana é apenas carne falsa. Muitos nem tocam no prato.

Defensor do meio ambiente, Yeung, 42, co-fundador e CEO da empresa Green Monday (Segunda-feira Verde, na tradução livre), diz que seu produto substituto da carne de porco é feito com cogumelos shiitake, proteína de soja, proteína de ervilha e arroz, para obter uma textura e um sabor mais robustos.

Ele faz parte de uma nova onda de empreendedores e investidores da Ásia que estão em uma corrida de tecnologia X preço, para criar substitutos de carne capazes de convencer os consumidores a mudar para alternativas desenvolvidas com base em plantas.

Nos últimos seis anos, eles lançaram substitutos de carne, frango, porco e frutos do mar que podem ser transformados em tudo, de hambúrgueres a filé de peixe e arroz de frango Hainanese.

Seus esforços levam em conta as preocupações com segurança alimentar, meio ambiente, surtos de doenças em animais, como a gripe aviária e a peste suína africana, e questões sobre como alimentar a crescente população mundial.

Um relatório recente, publicado na revista médica The Lancet, diz que a adoção de uma alimentação com mais alimentos à base de vegetais e menos alimentos de origem animal “melhora a saúde e evitará danos potencialmente catastróficos ao planeta”.

Michelle Teodoro, analista de ciência alimentar e nutrição da empresa de pesquisa de mercado, Mintel, com sede em Londres, afirma que a tendência da carne à base de vegetais está acontecendo em um momento em que as pessoas também estão preocupadas com o impacto ambiental de criar e comer animais e com os maus-tratos aos animais criados na agricultura industrial.

“O mercado asiático, com sua imensa população e aumento crescente da classe média e por consequência do consumo de carne, tem investidores lambendo os lábios por antecipação ”, diz ela.

Para empresas que trabalham com os novos produtos de carne vegana, há muito dinheiro a ser feito.

O mercado global de substitutos de carne foi avaliado em 4,1 bilhões de dólares em 2017 e deve dobrar de valor para 7,5 bilhões até 2025, com a região da Ásia-Pacífico projetada para crescer à taxa mais alta em termos de valor (9,4%) de 2018 a 2025, de acordo com a Allied Market Research.

*Uma mãe vegetariana em Hong Kong*

A arquiteta paisagista Euphenia Wong iniciou sua página no Facebook “Hong Kong Vegetarian Mom” (Uma Mãe Vegetariana em Hong Kong, na tradução livre) com receitas vegetarianas e veganas e resenhas de restaurantes em 2013.

“Está moda se tornar vegetariano ou vegano”, diz ela. “As pessoas começaram a ter mais opções – elas se sentem extravagantes e modernas. Os restaurantes são tão bons também. É uma opção descolada”.

Wong era uma ávida consumidora de carne antes de dar à luz seu filho há seis anos. Ela conta que começou a comparar seu filho a filhotes de animais e que não suportava machucá-los, ela então parou de comer carne e mudou para uma dieta quase vegetariana.

“Tornei-me flexitariana não por religião, mas por saúde e compaixão pelos animais. Penso que tenho que protegê-los como protejo meu filho ”, diz ela.

Em sua opinião, os taiwaneses aperfeiçoaram a arte de produzir substitutos de carne a partir do tofu e do glúten de trigo, mas os americanos tiveram uma vantagem inicial na produção de substitutos de carne, pois eles são mais parecidos com carne real em sabor e aparência.

Impressionados pela atenção e aceitação que a proteína alternativa e a alimentação baseada em plantas têm recebido na Ásia, especialmente em Hong Kong e na China como um todo, especialistas e investidores atentos, enxergam a mudança o comportamento do consumidor como um fator consolidado e irreversível. O planeta e os animais agradecem.

Marca de produtos de beleza doa refeições veganas para cães resgatados

Proprietários da empresa vegana 100% Pure | Foto: 100% Pure

Proprietários da empresa vegana 100% Pure | Foto: 100% Pure

A marca de maquiagem vegana 100% Pure, com sede na Califórnia (EUA), lançou recentemente o programa “Purchase with a Purpose” (Compra com Propósito, na tradução livre), que oferece apoio contínuo a cães abandonados, em situação de rua, resgatados durante todo o ano.

Para cada produto da 100% Pure comprado, a marca doará uma tigela de ração vegana para cães. O programa está em sintonia com a missão da marca de melhorar a vida dos animais e combater a crueldade contra eles em todo o mundo para além da indústria da beleza.

“Embora tenhamos feito doações para vários grupos e ONGS ligadas ao bem-estar animal todos os anos, este programa é o próximo passo para fazer uma diferença ainda maior a longo prazo”, disse Ric Kostick, fundador e CEO da 100% Pure, à VegNews.

“Esperamos não só salvar e colaborar com as vidas dos inúmeros cães de abrigo que foram maltratados ou abandonados, mas também inspirar mudanças globais positivas em todas as indústrias para uma vida sem crueldade para todos os seres do planeta”.

De acordo com o site Plant-Powered Dog, uma tigela de comida vegana pode economizar cerca de 60 pés quadrados (aproximadamente 5 m de floresta tropical, 90 libras de grãos, 2.000 galões de água, a vida de pelo menos dois animais que poderiam ser mortos, e um cão faminto a cada dia.

“Não é só muito mais sustentável para o meio ambiente do que a alimentação baseada em animais, mas uma dieta vegana rica em vitaminas também traz muitos benefícios à saúde para os cães”, disse Kostick. Até o momento, a marca doou 10.129 refeições para animais por meio do programa.

Nota da Redação: Esperamos que iniciativas como esta sirvam como exemplo para que empresas brasileiras adotem o mesmo posicionamento sustentável e compassivo que inspirado grandes marcas pelo mundo todo.

Stella McCartney lança moda de tatuagens veganas no pescoço

A estilista vegana Stella McCartney marca presença na Paris Fashion Week | Foto: Instagram/Reprodução

A estilista vegana Stella McCartney marca presença na Paris Fashion Week | Foto: Instagram/Reprodução

A estilista vegana Stella McCartney reafirma seu compromisso com a moda sustentável, ecológica e livre de crueldade. Seu desfile na Paris Fashion Week deixou uma impressão positiva no mercado da moda. Não só os modelos da estilista desfilavam com botas de couro falso e casacos sem pele, como também exibiam tatuagens veganas.

Aplicadas pela influente maquiadora britânica Pat McGrath, as tatuagens temporárias – colocadas no pescoço, dedos e lóbulos das orelhas das modelos – revelavam mensagens veganas, como “dia da terra todos os dias”, “vegan”, “pele sem pêlo”e “regenerar “, McGrath disse à Vogue: “isso é simplesmente Stella”.

Ser simplesmente Stella significa buscar respostas sustentáveis para tudo relacionado à moda. Desde o início, sua marca própria, que inclusive carrega o seu nome, têm sido vegetariana. Mas com sua mais recente coleção de prêt-à-porter, a influente designer – e filha do ativista e Beatle Paul McCartney – realmente se superou, de acordo com a Vogue.

As roupas apresentadas incluíam peças feitas de viscose de origem sustentável – tiradas de florestas suecas certificadas – brincos de clipes de papel e colares de elástico.

“Stella McCartney é uma líder do setor, em se tratando de sustentabilidade, há anos”, declarou a principal revista de moda no dia do show. “Mas ela nunca antes colocou em primeiro plano suas iniciativas na pista como fez hoje.”

Alimentação vegana salva a vida de jovem obesa, cardíaca e hipertensa

Brittany antes e depois de virar vegana | Foto: Forks Over Knives/Reprodução

Brittany antes e depois de virar vegana | Foto: Forks Over Knives/Reprodução

Enquanto crescia, Brittany Jaroudi sempre teve medo de que seus pais morressem. Ela conta que viu sua mãe enfrentar um câncer três vezes diferentes. Seu pai teve um ataque cardíaco tão violento que o levou à cirurgia de bypass (aparelho cardíaco) triplo e, posteriormente, colocação stents e um desfibrilador.

Seu pai tem diabetes e insuficiência cardíaca congestiva. Naquele tempo ela acompanhava o pai nas consultas para receber injeções nos olhos (diabetes) e sua mãe na quimioterapia. Brittany confessa que foi uma época difícil ver sua família tão doente.

Criada na dieta típica americana

Durante sua infância, adolescência e início da idade adulta, ela seguiu o mesmo estilo de vida de seus pais, comendo de acordo com a dieta padrão americana. “Comíamos comida e muita carne, laticínios e óleo”, conta ela.

Sua luta contra o peso começou quando ela tinha apenas 8 anos e, já aos 20, seus hábitos alimentares realmente pesaram na balança, literalmente. Ela pesava 85 kg e tinha um metro e meio de altura, seu IMC (índice de massa corpórea) estava claramente na faixa de obesidade.

Foi quando o médico a diagnosticou com pressão alta e receitou dois medicamentos diferentes para pressão arterial. Ela já tinha colesterol alto. Sua ansiedade explodiu, e sua freqüência cardíaca estava péssima. Seu nível de PCR-as (proteína C-reativa de alta sensibilidade, um marcador de inflamação e risco de doença cardiovascular) estava extremamente alto e ela reclamava de dores no peito o tempo todo. “Eu pensei, esta não pode ser minha vida aos 25 anos de idade”, conta ela.

Do fundo do poço aos recordes nas alturas

Ela começou então a pesquisar maneiras de sair da crise de saúde em que se encontrava. Foi quando deu de cara com o documentário Forks Over Knives (Garfos sobre Facas, na tradução livre) e tudo fez sentido. Brittany viu o que seu futuro seria se ela permanecesse no caminho atual: doença cardíaca, doença auto-imune, diabetes e talvez até câncer. Depois de assistir ao documentário, ela imediatamente mudou sua alimentação para uma dieta vegana.

“Eu me livrei de todos os laticínios, carne e alimentos processados que tínhamos em casa. Fui comprar alimentos veganos puros: grãos, frutas, vegetais e legumes”, conta ela.

Desde aquele dia, há três anos, ela perdeu 27 quilos. Não tem mais colesterol alto nem pressão alta, sua frequência cardíaca em repouso é de 60 bpms; e seu hs-CRP (proteína reativa) retornou à faixa normal!

“Eu não consigo dizer o suficiente sobre o quão incrível eu me sinto e como sou grata por ter encontrado este estilo de vida ainda jovem”, declara ela.

Segundo Brittany, o documentário Forks Over Knives tem todo o crédito pela sua mudança. Seu novo estilo de vida a transformou em todos os sentidos. Atualmente, ela ajuda a administrar um grupo de Meetup (encontros semanais) para toda sua comunidade, sobre veganismo.

“A paixão da minha vida agora é educar os outros sobre como se alimentar, como ter uma dieta saudável e salvar o máximo de pessoas possível de doenças causadas por seu estilo de vida”, declara ela.

Nunca é tarde – ou cedo demais – para se tornar saudável adotando uma alimentação vegana. Além de ajudar o planeta, os animais, e a natureza, o maior beneficiado é o proproo individuo que ganhará em bem estar e longevidade.

Cientista que venceu o câncer seis vezes afirma que laticínios são cancerígenos

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

*Traduzido por Eliane Arakaki

Sobrevivente a seis cânceres a cientista e professora, Jane Plant, não come nenhum tipo de derivados do leite, ela conta que foi sua dieta que a ajudou se curar e colocar o câncer de mama em remissão.

A professora Plant, que é geoquímica especializada em carcinógenos ambientais, conta que sua primeira batalha contra o câncer de mama foi em 1987, segundo o Telegraph. Em 1993, a doença retornou pela quinta vez na forma de um tumor que tinha metade do tamanho de um ovo e os médicos afirmaram que ela tinha apenas alguns meses de vida.

Como a professora e seu marido Peter, geólogo, trabalharam na China ao longo de suas carreiras, eles tinham conhecimento das taxas historicamente baixas de câncer de mama entre as mulheres chinesas, de uma a cada 100 mil mulheres, muito menor se comparada a taxa de câncer em mulheres ocidentais, de uma em cada 12, de acordo com um estudo dos anos 70.

Persistindo na pesquisa, a professora percebeu que quando as mulheres chinesas se mudavam para países ocidentais e adotavam uma dieta tradicional contendo carne e laticínios, elas experimentavam as mesmas taxas de câncer.

Ela e seu marido descobriram que os riscos mais elevados de ter câncer possuíam grande probabilidade de estar ligados a alimentação, especificamente de laticínios. “Ele frisou que naquela época eles não tinham uma indústria de laticínios. Foi uma revelação”, disse ela.

O livro “The China Study”, escrito pelo Dr. T. Colin Campbell e seu filho Dr. Thomas M. Campbell lançado em 2005, avaliou não apenas as baixas taxas de câncer entre os habitantes da China rural, mas também algumas doenças crônicas como cardiopatias e diabetes tipo 2. Os autores concluíram que uma dieta rica em alimentos a base de plantas reduz consideravelmente o risco desses problemas de saúde.

A professora então, que já comia poucos produtos de origem animal, cortou todos os produtos lácteos de sua alimentação enquanto fazia quimioterapia. Dentro de seis semanas, o nódulo desapareceu e ela permaneceu livre do câncer por 18 anos. Foi assim que ela desenvolveu o programa “Plant”, uma dieta rica em vegetais e legumes e livre de produtos lácteos, e ainda escreveu um livro sobre sua experiência, “Sua vida em suas mãos: entendendo, prevenindo e superando o câncer de mama”.

Quando o câncer retornou em 2011, ela teve a sensação de que, mais uma vez, era uma questão de ingerir laticínios ou não. Ela adotou então uma dieta vegana e seu câncer voltou à remissão. Embora Jane não desconsidere tratamentos médicos tradicionais contra o câncer, como quimioterapia e mastectomia, ela acredita que a alimentação tem o poder de ajudar ou atrapalhar as pessoas.

Laticínios são Cancerígenos?

“Todos nós fomos educados com a ideia de que o leite é bom para a saúde. Mas agora há evidências de que os fatores de crescimento e hormônios que ele contém não são apenas um risco em relação ao câncer de mama, mas também a outros cânceres relacionados a hormônios, próstata, testículos e ovário”, disse ela.

“O leite de vaca é bom para os bezerros – mas não para nós”, acrescentou a professora.

“O leite de vaca, orgânico ou não, contem 35 hormônios diferentes e 11 tipos de fatores de crescimento”, ela continuou. “Isso significa que uma dieta vegana é menor em moléculas promotoras de câncer e maior nas proteínas de ligação que reduzem a ação dessas moléculas.”

De acordo com o Cancer Research UK, não houve evidência definitiva ligando os produtos lácteos a um aumento do risco de câncer. Um estudo do Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer relacionou a carne – especialmente a carne vermelha e processada – ao aumento do risco de câncer; mas as descobertas não diziam o mesmo sobre laticínios.

Mas o PCRM (Comitê de Médicos pela Medicina Responsável) – uma organização sem fins lucrativos composta por mais de 12.000 médicos – destaca os riscos à saúde associados aos laticínios. Leite e queijo são ricos em gordura saturada, que tem sido associada a doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e mal de Alzheimer.

A dra. Kristi Funk, autora do livro “Breasts, an Owner’s Manual”, cujos pacientes incluem os atores Angelina Jolie e Ellen Pompeo, também acredita que os laticínios aumentam o risco de câncer. “É claro que a resposta celular do corpo às proteínas e gorduras animais é muito perigosa”, disse ela.

Como o professora Plant, a dra. Funk acredita que uma dieta rica em vegetais é a melhor escolha para diminuir o risco de desenvolver a doença.

Um corpo crescente de estudos médicos mostra que uma dieta vegana integral – que evita todos os produtos de origem animal e alimentos processados – é uma das formas mais eficazes de combater doenças crônicas.

O segundo livro da professora Plant, “Vença o Câncer: Como recuperar o controle de sua saúde e da sua vida” fornece opções simples no lugar de produtos lácteos, como leite vegan, iogurte e iogurte de leite e queijo à base de plantas.

Genesis Butler convida o Papa Francisco para uma refeição vegana

Genesis Butler viajou ao Vaticano para pedir ao Papa Francisco para experimentar uma alimentação livre de ingredientes de origem animal durante a Quaresma (Foto: Divulgação)

Embora o Papa Francisco não tenha respondido ao pedido para experimentar uma alimentação livre de ingredientes de origem animal durante a Quaresma, iniciada hoje, a ativista vegana Genesis Butler decidiu convidá-lo para uma refeição vegana no Vaticano.

Segundo uma carta enviada pelo padre sênior e assessor de assuntos gerais, Paulo Borgia, o Papa Francisco recebeu a carta de Genesis e pediu para agradecer a preocupação com o planeta, que ele definiu como “a casa que todos compartilhamos”. No entanto, não se posicionou sobre o pedido que faz parte da campanha The Million Dollar Vegan, da organização Veganuary, que prometeu doar um milhão de dólares a uma instituição de caridade de escolha do papa caso ele optasse por não consumir nada de origem animal durante a Quaresma.

Por isso, Genesis decidiu fazer outro pedido: “Vossa Santidade, estou verdadeira e humildemente grata pelo seu reconhecimento do meu pedido para que experimente o veganismo nesta Quaresma. Muito obrigada por me abençoar e me manter em seus pensamentos e orações. Vossa Santidade, se não for pedir muito, posso humildemente pedir uma oportunidade para sentar e compartilhar uma refeição vegana com o senhor a qualquer momento durante a Quaresma? Será uma enorme honra para mim e para todos na comunidade vegana ter uma audiência com Vossa Santidade e receber suas bênçãos pessoalmente. Ansiosamente aguardando sua nova resposta . Respeitosamente, Genesis.”

Como parte da campanha Million Dollar Vegan, a organização Veganuary também disponibilizou para o público brasileiro o Guia de Veganismo para Iniciantes.

Atriz Nathalie Emmanuel, a Missandei de Game of Thrones, mostra seu orgulho em ser vegana

Vegana desde 2013 a atriz também é defensora dos animais | Foto: Reprodução/Instagram

Vegana desde 2013 a atriz também é defensora dos animais | Foto: Reprodução/Instagram

A atriz britânica Nathalie Emmanuel, que faz o papel de Missandei na série de sucesso da HBO, Game of Thrones, é vegana com orgulho.

A atriz e atleta iniciante, pratica um treino de alto impacto, faz yoga, natação em distância, boxe e corrida, e se tornou vegana em 2013.

Nathalie prova que ninguém precisa de produtos de origem animal para manter um treino pesado. Ela declara que suas refeições favoritas pós treino são simplesmente “quinoa, grãos, vegetais e feijões, tudo simples e ainda repleto de proteínas naturais”

A atriz, que é uma entusiasta da boa forma e de exercícios, também gosta de um shake de proteína. Ela disse em 2017: “Eu vou fazer algo lotado de calorias. Vou colocar uma banana, um pouco de leite de amêndoa ou água de coco e espinafre. Eu também gosto de colocar um pouquinho de matcha (broto de chá verde moído) em pó – todas essas coisas deliciosas! Adicione um pouco de proteína vegana em pó e esse seria o meu shake”.

Mas ela não gosta so de saladas e sopa de ervilha. O Instagram da estrela revela que ela também tem uma queda por doces e adora guloseimas fora de hora como cookies, milk-shakes e cupcakes, todos veganos, claro.

Nathalie também é uma grande defensora dos direitos animais. Em janeiro, ela se ergueu contra o turismo que resulta em crueldade contra animais. A atriz visitou um santuário ético de elefantes provenientes de resgates em Phuket, na Tailândia, onde os animais são tratados com respeito, sem correntes para limitá-los ou prendê-los.

Consciente de que sua forma de ver as coisas não é o padrão na sociedade, ela usa sua conta no Instagram para pedir as pessoas que viajam, os turistas, que façam uma pesquisa antes de visitar atrações envolvendo elefantes no país.

“Este santuário é certificado como ético, à medida que você observa os elefantes à distância em seus terrenos próprios, onde eles vagam livremente”, escreveu ela. “Você então pode alimentá-los de uma distância segura também. O que foi muito mágico”.

“Como se este lugar não fosse incrível o bastante, eles ainda servem refeições veganas após o passeio, porque aqui eles só comem o que os elefantes comem”, ela continuou. “Minha experiência mostrou que isso não é típico da cultura tailandesa. Então agradeço a vocês por este trabalho estão importante que estão realizando e por mostrar ao mundo como é a verdadeira bondade com todos os seres”.

Ela finalizou adicionando as hashtags “#stopanimalabuse” e “#notoelephantriding” (parem o abuso de animais e não aos passeios de elefante, respectivamente).