Cerca de 40% dos irlandeses considerariam transição para o veganismo

Além disso, sete em cada dez pessoas disseram que poderiam incorporar opções veganas em sua dieta semanal | Foto: Pixabay

De acordo com matéria publicada hoje no Irish Independent, 37% dos irlandeses considerariam uma transição para o veganismo por questões ambientais e éticas.

Além disso, sete em cada dez pessoas disseram que poderiam incorporar opções veganas em sua dieta semanal. A pesquisa realizada com centenas de pessoas na Irlanda é uma iniciativa da empresa Vitabiotics.

De acordo com uma pesquisa realizada no ano passado pela empresa Deliveroo Ireland, a entrega de alimentos vegetarianos a domicílio cresceu 119% na Irlanda em comparação com 2017.

Já uma pesquisa de mercado da Kantar Worldpanel, aponta que um a cada cinco consumidores compra produtos vegetarianos na Irlanda. Além disso, desde 2016, o país tem registrado crescimento de vendas de 50% de alimentos vegetarianos.

O que também tem contribuído para uma mudança de hábitos por parte dos irlandeses, e especialmente em Dublin, é o trabalho desenvolvido pelo Vegan in Ireland.

O projeto tem promovido atividades, turnês, viagens e jantares mostrando como ser vegano não é nenhum sacrifício e, que além do benefício para os animais e para o planeta, pode ser muito saudável, divertido e prazeroso.

Outro ponto de mudança é que atualmente o governo da Irlanda está motivando a população a experimentar uma dieta vegetariana.

A iniciativa faz parte das novas diretrizes de saúde elaboradas e divulgadas pela Autoridade de Segurança Alimentar do país, que recomenda que as pessoas se abstenham do consumo de alimentos de origem animal por pelo menos alguns dias da semana.

O Guia de Apoio à Pirâmide Alimentar Saudável da Irlanda diz que ervilhas, feijões e lentilhas fornecem proteínas de boa qualidade e são uma alternativa de baixo teor de gordura, além de ricas em fibras, em comparação à carne.

O guia também indica o consumo de oleaginosas por serem ricas em fibras, gorduras boas e terem boas quantidades de proteínas.

Estudo revela que os veganos vivem mais que as pessoas que comem carne

O veganismo pode ser o segredo para uma vida mais longa, de acordo com um novo estudo publicado no The Journal of Nutrition.

O estudo, que analisou como os vários tipos de alimentação afetam os biomarcadores, descobriu que os veganos têm mais antioxidantes em seus corpos – provavelmente devido à maior ingestão de frutas e vegetais.

O estudo incluiu 840 pessoas que seguiram cinco estilos alimentares, incluindo veganos, ovo-lacto-vegetarianos, pesco-vegetarianos (ou pescatarians), semivegetarianos e não-vegetarianos.

Os participantes do estudo forneceram amostras de sangue, urina e gordura, que os cientistas estudaram quanto aos níveis de antioxidante, gordura saturada, gordura insaturada e vitamina.

Os resultados mostraram que os participantes veganos tinham os níveis mais altos de carotenóides (um antioxidante), isoflavonas e enterolactona – um composto que pode diminuir a inflamação (níveis mais altos de inflamação crônica estão ligados a uma variedade de doenças, incluindo câncer).

Os veganos também tinham mais ácidos graxos ômega-3 em seus corpos derivados da ingestão de alimentos à base de vegetais e grãos, como nozes, sementes de linhaça e sementes de chia.

O estudo também mostrou que, enquanto os vegetarianos tinham biomarcadores semelhantes, os resultados para os semivegetarianos não eram drasticamente diferentes daqueles que comiam carne. Um número crescente de estudos semelhantes vinculou a alimentação baseada em vegetais a muitos benefícios para a saúde, incluindo um menor risco de doença cardíaca.

Pecuarista reconhece que o veganismo veio para ficar

McCullough: “Os agropecuaristas precisam parar de alegar que se tivéssemos que depender de veganos para alimentar o mundo, todos iríamos passar fome. É uma fraca tentativa de ignorar a realidade” (Damien Eagers/INM)

O pecuarista e jornalista irlandês Darragh McCullough publicou hoje um artigo no jornal Irish Independent destacando que, na sua concepção, o veganismo veio para ficar, e que a redução do consumo de alimentos de origem animal é uma realidade que tende a se solidificar cada vez mais. Segundo McCullough, que é referência no meio rural irlandês, está na hora da comunidade agropecuária para de fazer “acusações idiotas” sobre o veganismo.

“Os agropecuaristas precisam parar de alegar que se tivéssemos que depender de veganos para alimentar o mundo, todos iríamos passar fome. É uma fraca tentativa de ignorar a realidade”, critica.

E acrescenta: “Igualmente, alegações de que você não pode obter nutrientes suficientes em uma dieta vegana ignora o fato de que uma grande parte da população mundial em lugares como a Índia tem efetivamente vivido de uma dieta vegetariana por séculos.”

McCullough, que atua no ramo de laticínios, destaca que sempre fica irritado quando alguém questiona o que aconteceria com os “animais de fazenda” se o mundo se tornasse vegetariano.

“Isso é um absurdo, já que a única razão pela qual bilhões de bovinos, ovelhas, cabras, aves e outros animais são criados é porque há um mercado para eles. O mundo nunca vai mudar para uma dieta vegetariana da noite para o dia, de modo que encontrar um número assustador de animais vagando pelas estradas do mundo é apenas um pesadelo mal concebido por um consumidor de carne”, reprova.

O pecuarista e jornalista frisa também que o Parlamento Europeu está considerando a proibição do uso de termos como hambúrguer, linguiça e bife para qualquer alimento que não seja de origem animal – o que ele considera uma bobagem que segue na mesma esteira dos lobistas da indústria da carne nos Estados Unidos:

“A teoria é que a indústria de laticínios está perdendo as vendas para todas as alternativas aos lácteos, como soja, amêndoas e aveia porque não agiu rápido o suficiente para impedir que outras empresas usassem a palavra leite. Mas você pode ver o quanto isso é sem sentido se pensar que o leite de coco sempre foi conhecido como, er, leite.”

Darragh McCullough lembra que ao revelar em um recente artigo que cuscuz é parte regular da sua dieta, seus colegas da pecuária reagiram com estranhamento: “Aceite que estilos de vida e preferências mudam. Aposto que essas mesmas pessoas hoje comem menos carne do que há 10 anos.”

Fazendeiro de laticínios admite que argumentos contra o veganismo são falsos

Foto: Adobe/Reprodução

Foto: Adobe/Reprodução

O fazendeiro e jornalista, Darragh McCullough, classificou vários argumentos populares contra os produtos veganos como absurdos, dizendo que eles chegaram para ficar, e que a comunidade de fazendeiros e criadores precisa aceitar isso.

McCullough, que tem uma fazenda familiar especializada em flores, também produz laticínios através de uma parceria agrícola com um vizinho.

Ao escrever um artigo de opinião para o Independent, McCullough disse que novos desenvolvimentos, como o uso do hambúrguer da Impossible Burger baseado em vegetais no lançamento de uma das maiores redes de fast food com o Impossible Whopper, são sinais de que o interesse do consumidor em evitar ou abandonar os produtos de origem animal é sólido e irreversível.

Novo mundo vegano

“Neste novo mundo, chegou a hora da comunidade de fazendeiros e criadores se interessar pelo veganismo”, escreveu ele, acrescentando que os agropecuaristas precisam “parar com as acusações falsas” contra o veganismo.

“A comunidade de fazendeiros e criadores precisa parar de alegar que se tivéssemos que confiar em veganos para alimentar o mundo, todos nós iríamos passar fome”, disse ele, “é uma tentativa tola de ignorar a realidade. Igualmente, quando afirmamos que não se pode obter nutrientes suficientes com uma alimentação vegana estamos ignorando o fato de que uma grande parte da população mundial, em lugares como a Índia por exemplo, tem efetivamente vivido de uma alimentação vegetariana por séculos”, diz ele.

Foto: Adobe/Reprodução

Foto: Adobe/Reprodução

“A afirmação que mais me irrita é a situação difícil em que se encontrariam todos os animais de fazenda se o mundo fosse vegetariano. Novamente, isso é um absurdo, já que a única razão pela qual os 25 bilhões de bois, ovelhas, cabras, galinhas e outros animais que atualmente existem e vivem em cativeiro estão ali porque há um mercado para eles. Se não valesse a pena para os fazendeiros criar e vender animais é óbvio que o número de animais criados, reproduzidos, presos e mortos cairia”.

Alterando os nomes de produtos

Ele também compartilhou seus pensamentos sobre as tentativas de proibir os produtores de produtos a base de vegetais de usar palavras tradicionalmente associadas a produtos animais – ou seja, leite, hambúrguer, salsichas.

Um exemplo recente dessas manchetes apareceu nas últimas semanas, quando o comitê de agricultura da União Europeia aprovou propostas para forçar os produtos veganos a mudar seus nomes de hambúrgueres e salsichas para nomes como “discos” ou “tubos”. As propostas serão votadas pelo plenário do parlamento europeu em maio.

McCullough acredita que essas tentativas não terão sucesso porque “os consumidores escolherão os produtos que querem, apesar dos rótulos”.

Dietas Flexitarianas

Ele acredita que os gostos dos consumidores estão mudando – e que “a população em geral está migrando gradualmente para uma alimentação mais flexitariana, em que a carne ainda persiste, mas não mais como a atração principal”.

Esta opinião está ligada a algumas pesquisas de mercado divulgadas recentemente – incluindo dados impressionantes do supermercado Sainsbury, que alegou que 91% dos britânicos já adotaram uma alimentação flexitariana.

“Estamos acompanhando uma demanda crescente por produtos à base de vegetais e, com o aumento incontrolável do flexitarianismo no Reino Unido, estamos explorando novas formas de tornar as opções populares livres de carne mais acessíveis”, disse Rosie Bambaji, compradora de produtos a base de vegetais do Sainsbury.

Recentemente, o YouGov divulgou estatísticas mais moderadas em um artigo intitulado “O futuro da comida é flexitariano?”, que descreve os flexitarianos como “em algum lugar no meio” entre carnívoros e veganos, consumindo carne ocasionalmente, mas se alimentando principalmente de vegetais. O texto ainda afirma que 14% dos britânicos se identificam como participantes desse tipo de alimentação.

Um em cada três tutores servem refeições veganas para cães e gatos

Foto: The Indenpedent/Reprodução

Foto: The Indenpedent/Reprodução

O veganismo está em ascensão entre os humanos já há algum tempo, mas pesquisas recentes mostram que a tendência começou a ganhar força na alimentação dos animais também.

Uma pesquisa com mais de 3 mil tutores de cães e gatos de todo o mundo descobriu que 35% deles estão interessados em passar a alimentar seus animais domésticos com alimentos veganos, enquanto 27% dos entrevistados que já são adeptos do veganismo, já o fizeram.

Mais da metade (55%) disseram que certas medidas precisariam ser cumpridas para que eles se comprometessem a mudar a alimentação de seus companheiros de quatro patas, como a aprovação do veterinário e a garantia de que as necessidades nutricionais dos animais fossem atendidas.

A principal autora do estudo, doutora Sarah Dodd, da Faculdade de Veterinária da Universidade de Guelph, no Canadá – que liderou a pesquisa – disse ter ficado surpresa com a quantidade de tutores que já alimentavam seus animais exclusivamente com alimentos veganos.

“Essa porcentagem de 27% pode parecer um número baixo, mas quando você pensa no número real de animais de estimação envolvidos, essa porcentagem é enorme e muito maior do que esperávamos.”

Dodd também afirmou que o estudo sugere que o interesse em torno da alimentação vegana para animais de estimação tende a aumentar nos próximos anos.

“As pessoas têm ouvido sobre como uma alimentação vegana está ligada aos riscos reduzidos de câncer e outros benefícios à saúde em humanos. Há também uma crescente preocupação com o impacto ambiental da agropecuária”.

“Portanto, embora apenas uma pequena proporção de tutores de animais que esteja alimentando seus companheiros felinos e caninos com refeições baseadas em vegetais, é seguro dizer que o interesse por este tipo de alimentação provavelmente crescerá”.

A pesquisadora também acrescentou que o estudo, publicado na revista PLoS One, indica que são necessárias pesquisas mais aprofundadas sobre os benefícios nutricionais e as consequências da alimentação vegana.

Um porta-voz da a Sociedade Real de Prevenção à Crueldade Animal (RSPCA, na sigla em inglês), maior ONG de proteção aos animais do Reino Unidos, concordou dizendo ao Independent que há uma escassez de pesquisas em termos de veganismo para animais domésticos, o que torna difícil tirar quaisquer conclusões sobre seus benefícios.

“Os cães são onívoros e podem comer uma grande variedade de alimentos para que possam sobreviver com uma alimentação vegetariana, desde que a dieta seja bem equilibrada”, disseram eles.

De acordo com o representante da instituição, para os gatos, que são “carnívoros estritos” e dependem de nutrientes específicos encontrados principalmente na carne, como taurina, vitamina A e ácido araquidônico, a história já é diferente.

“Estamos cientes de que os alimentos para animais veganos/vegetarianos que incluem esses nutrientes, são relativamente novos no mercado e não temos visto estudos de longo prazo sobre os efeitos em gatos de uma alimentação como esta”, acrescentou o porta-voz.

“No entanto, também não estamos cientes de nenhum caso de problemas de saúde associados a eles. Gostaríamos de ver mais evidências científicas sobre os efeitos da alimentação vegana especialmente em gatos, antes de emitir quaisquer conclusões”, concluiu ele.

Caso um tutor de animais esteja pensando em fornecer ao seu animal doméstico uma alimentação vegana, a RSPCA orienta que um veterinário de confiança seja consultado antes de qualquer decisão.

Em um mês, mais de 250 mil pessoas participaram de campanha de transição para o veganismo

Glover: “A boa notícia é que cada um de nós tem o poder de proteger nosso planeta e seus habitantes ao optar por alimentos baseados em vegetais” (Foto: Moving Animals)

Em um mês, mais de 250 mil pessoas participaram de uma campanha de transição para o veganismo. As informações são da organização Veganuary, que convida pessoas do mundo todo a abandonarem o consumo de alimentos e outros produtos de origem animal.

Em janeiro, 250.310 pessoas de 190 países tomaram a decisão de darem uma chance para o veganismo e, por isso, se inscreveram na campanha da Veganuary, que oferece em seu site o Vegan Starter Kit, um guia para quem não sabe por onde começar.

Segundo a organização, cerca de 87% dos inscritos se identificaram como mulheres e 44% se apresentaram como pessoas que ainda consomem carne.

Dos inscritos, 44% disseram que realmente não pretendem voltar atrás. “Mais pessoas do que nunca se comprometeram a consumir apenas alimentos baseados em vegetais e somos gratos a todos que participaram e fizeram uma mudança tão positiva”, informa a organização.

O cofundador da Veganuary, Matthew Glover, declarou que especialmente este ano diversas empresas deram suporte à campanha ao lançarem inúmeras opções veganas em janeiro.

“A boa notícia é que cada um de nós tem o poder de proteger nosso planeta e seus habitantes ao optar por alimentos baseados em vegetais. Trabalharemos mais do que nunca para aumentar o número de participantes em janeiro de 2020, mantendo uma boa proporção de pessoas levando o veganismo a sério”, declarou Glover.

A Veganuary também oferece em português o Guia de Veganismo para Iniciantes no site da campanha Million Dollar Vegan. Caso queira conhecer, clique aqui.

Britânicos estão dispostos a mudar estilo de vida para combater mudanças climáticas

Foto: Stock

Não é a toa que o Reino Unido é ‘líder mundial’ no veganismo, de acordo com especialistas. Os britânicos estão muito a frente na difusão movimento pelo mundo. Seja pela população, pelas opções no mercado ou pela tecnologia, ele tem sido um verdadeiro defensor da causa animal e do futuro do planeta.

Legislações já propuseram o fim de gaiolas em granjas e a proibição de pele animal, existe site de empregos para candidatos e recrutadores veganos e supermercados prometeram eliminar totalmente o plástico até 2023. Tantas medidas e avanços inspiram outros países e milhões de pessoas em todo o mundo.

Agora, uma pesquisa recente revelou que mais da metade dos britânicos estão dispostos a mudar seus estilos de vida para combater as mudanças climáticas.

De acordo com o estudo feito com de 3 mil pessoas, conduzido pela Modular Classrooms, 57% da população britânica está disposta a comer menos carne e reduzir a frequência com que dirige seus carros para ajudar a salvar o meio ambiente.

Foto: Stock

Como mostrado em um mapa interativo, certas áreas do país estão mais preocupadas com questões ambientais. No País de Gales, 66% estão dispostos a fazer mudanças significativas no estilo de vida; na Escócia, são 65%; e no sudeste, são 60%. Em Londres, 55% das pessoas estão preparadas para fazer mudanças, o que é 2% abaixo da média nacional. No sudoeste, são 51%.

De acordo com o Yorkshire Post, uma das partes mais “promissoras” do estudo é que 78% dos pais acreditam que seus filhos devem ser educados sobre questões ambientais e de sustentabilidade.

No Sudeste, as pessoas acreditam que essa educação deve começar por volta dos 11 anos, no Sudoeste, com 5 anos, mas para o resto do país, os pais acreditam que as crianças devem começar a aprender a cuidar do planeta a partir de 3 anos. As informações são do LiveKindly.

O estudo constatou que 54% dos pais acreditam que um edifício sustentável é o fator mais importante a considerar ao escolher uma escola ambientalmente consciente, 22% acham que a eficiência energética é a mais importante, 20% acham que as latas de reciclagem são o fator mais importante, e 4% acreditam que as opções de comida vegetariana e vegana são cruciais.

“É encorajador ver que muitas pessoas estão dispostas a fazer mudanças em suas vidas para resguardar não apenas seu futuro, mas o futuro de seus filhos”, disse Mark Brown, da Modular Classrooms, em um comunicado.

“Todos podemos fazer o nosso trabalho e o que as crianças aprendem na sala de aula terá um grande impacto”.

“Sou vegano pela vida toda”, diz Moby

Foto: Instagram

Moby tem sido um defensor ativo dos direitos animais por mais de três décadas e diz que nunca fará nada que possa contribuir para o sofrimento de um animal.

A declaração foi feita em meio a uma série de YouTubers abandonando o movimento e voltando a comer animais, incluindo Rawvana, Tim Shieff e Bonny Rebecca.

“Muitas notícias ultimamente sobre alguns influenciadores confusos abandonando o veganismo“, escreveu Moby no Instagram .

“Eu sou vegano há 31 anos, e sou vegano por toda a vida, não importa o que. Eu não faria, não poderia, não farei qualquer coisa que possa causar ou contribuir para o sofrimento de um animal.”

“Minha vida não tem mais ou menos significado que a vida de qualquer animal, em qualquer lugar.”

Fãs veganos

O post de Moby encorajou um número de seus fãs a compartilhar suas próprias experiências e compromissos.

“Sou vegano há cinco anos e meio e tenho ótima saúde”, escreveu um.

“Essas pessoas deixaram de ser veganas mas minha única preocupação é com as vítimas reais, e eu quero respeitar suas vidas e sua liberdade, e é por isso que eu nunca vou voltar. Eu também sou um vegano para a vida” afirmou outro.

“Farei 26 anos sendo vegano em setembro. Continuo forte, ativo todos os dias. A melhor decisão que já tomei na minha vida, mãos para baixo”, acrescentou outro.

O ativismo de Moby

No início do ana, o músico anunciou o lançamento de seu livro de memórias chamada “Then It Fell Apart”. O livro será lançado em maio – exatamente 20 anos após a estréia de seu álbum mais famoso, “Play”. Todo o lucro obtido com a venda dos livros irá ajudar organizações defensoras dos direitos animais.

Em junho do ano passado, Moby anunciou sua aposentadoria da turnê para se dedicar à política e ao ativismo pelos direitos animais. Desde então, ele pôs à venda sua propriedade de 1,3 milhão de dólares, e todo o dinheiro será enviado para instituições de caridade.

Moby também abriu uma loja online onde exibiu seu equipamento musical e sua coleção pessoal de discos para levantar fundos em apoio ao grupo de médicos veganos Physicians Committee for Responsible Medicine.

Além disso, Moby anunciou sua candidatura à presidência dos Estados Unidos. Ele aproveitou a publicação para criticar os antigos e o atual presidente do país, além de pedir que os eleitores tenham consciência na hora do voto.

“Sou completamente desqualificado (mas isso não impediu Trump ou George W. Bush)”, escreveu em seu texto no Instagram. Ele também afirmou que não fará campanha eleitoral ou arrecadará fundos.

Moby pediu que os eleitores se atentem aos problemas que devem ser discutidos nos próximos governos. Ele citou os subsídios governamentais às indústrias que “envenenam as pessoas”, como a do tabaco, da pecuária e a produção de óleo.

Cineasta Kevin Smith conta que se reconciliou com sua infância ao se tornar vegano

Foto: Mercy for Animals/Reprodução

Foto: Mercy for Animals/Reprodução

O cineasta Kevin Smith conta em detalhes sua jornada vegana em um novo e sensível vídeo em parceria com sua filha Harley Quinn Smith de 20 anos. No filme, produzido pela organização que atua em defesa dos direitos animais Mercy For Animals, Smith elogiou sua filha contando que ela foi sua inspiração para se tornar vegano. O cineasta admitiu que estava impressionado com a tenacidade demonstrada por Harley em viver sua própria verdade.

“É uma maneira incrível de viver a vida, sabendo que você não está prejudicando outros seres vivos”, disse Harley Quinn sobre suas razões para se tornar vegana.

“Nós só queremos que todos sejam compassivos, felizes e livres para viver suas vidas sem nenhum sofrimento ou dor”, esclareceu ela.

Harley, que é atriz, conta que resolveu se tornar vegana após adotar uma coelhinha resgatada chama de Cinammon bun. O animal teria chegado até ela em condições péssima, e tremia toda vez que ela tocado.

“Lembro que cheguei apensar na hora que se eu não a adotasse, ninguém adotaria dado o estado do desespero do animal”, conta a filha do cineasta.

Após meses dedicando amor e carinho ao animal assustado, Harley conta que pode testemunhar o efeito que a compaixão tem sobre uma vida e que se após isso ela não se tornasse vegana “ estaria negando a verdade cruel que estava diante de meus olhos”.

Kevin Smith conta que experimentou pela primeira vez uma alimentação com base em vegetais, como um experimento por seis meses, depois de sobreviver a um ataque cardíaco quase fatal ano passado.

Enquanto Smith admite que primeiro mudou sua alimentação por razões de saúde “egoístas”, ele agora está escolhendo de forma consciente abraçar o lado ético do veganismo, contando como está satisfeito em ter se tornado uma pessoa compassiva. “Quando eu era criança sempre fui um garotinho que amava loucamente os animais”, disse Kevin Smith.

“E para ser um homem de 48 anos que cumpriu sua promessa àquele garotinho, foi preciso mudar”. Smith conta como costumava ficar confuso quando era mais jovem, se perguntando e aos seus familiares: “Se nós amamos animais. Então por que estamos comendo cordeiro?”

Harley confessa que jamais acreditou que seu pai se tornaria vegano. “Dizer que ele faz parte da comunidade vegana”, ela disse, “ainda me surpreendo todas as vezes que penso nisso”.

Músico vegano Bryan Adams mostra uma de suas refeições favoritas

Foto: Instagram/Reprodução

Foto: Instagram/Reprodução

O roqueiro Bryan Adams revelou ontem nas redes sociais o almoço vegano perfeito, em sua opinião, para longas viagens de avião, descrevendo-o como a “melhor comida do planeta”.

Adams, que frequentemente fala sobre o veganismo, ressaltando as vantagens de uma alimentação baseada em vetais e livre de crueldade, dá preferência por se alimentar de alimentos e grãos integrais.

Este almoço selecionado por ele, não seguiu um caminho diferente, composto de um abacate simples, guarnecido com um toque de limão e tempero mexicano.

Almoço vegano delicioso

“O que estou comendo, você pergunta?” Adams escreveu no Instagram. “É só a melhor comida do planeta, que eu trouxe comigo para comer durante o voo. Eu estava sobrevoando a Indonésia quando almocei.

“Se você olhar com atenção para a próxima foto, verá um close dessa simples e original delícia gastronômica: abacate com limão fresco e um tempero mexicano que eu adoro chamado Tajin. Tudo livre de glúten. Só descobri este tempero ano passado. Absolutamente saboroso este almoço vegano”, se delicia o músico.

Foto: Instagram/Reprodução

Foto: Instagram/Reprodução

Vegano há anos

Adams, que é vegano há vários anos, esta sempre promovendo os benefícios de uma dieta baseada em vegetais.

Entre os muitos posts a favor do veganismo que faz no Instagram, um que ele compartilhou em 2017 dizia: “Parei de comer animais, incluindo peixes, quando tinha 28 anos e nunca mais olhei para trás. Você pode obter toda a proteína que precisa dos vegetais”.

“É ótimo ver a mudança que acontece quando as pessoas adotam uma dieta baseada em vegetais, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. Se você quiser ver sua saúde melhorar e ao mesmo tempo mostrar que se importa com o planeta, torne-se vegano”.

O músico conclui afirmando que quem quer ser um verdadeiro ambientalista, jamais atingirá seu objetivo, se comer animais”.