Dia da Nutrição: além de ética, dieta vegetariana estrita faz bem para a saúde

Foto: Pixabay

A dieta vegetariana estrita, que é um dos componentes do veganismo – filosofia de vida que não se restringe apenas à alimentação – é uma opção que, além de ser ética do ponto de vista da preservação do planeta e do respeito aos animais, faz bem para a saúde.

Estudos indicam, inclusive, que uma alimentação livre de ingredientes de origem animal contribui para uma pele mais bonita e saudável. Não é atoa que vegetarianos e veganos costumam aparentar menos idade do que realmente têm. Em entrevista ao programa Lady Night, o jornalista Cid Moreira, foi questionado sobre o segredo que o faz parecer ter menos do que os reais 91 anos de idade. A resposta: vegetarianismo.

Os benefícios, porém, vão além da aparência física. Se por um lado, o consumo de produtos de origem animal está relacionado a doenças como câncer, diabetes, problemas cardíacos, etc. Por outro, parar de consumir esses produtos garante à pessoas uma chance bem menor de desenvolver essas doenças.

O Ministério da Saúde publicou um documento, em 2014, no qual deixa claro que a dieta vegetariana estrita é saudável e faz um alerta sobre a relação entre produtos de origem animal e obesidade, doenças do coração e outras doenças crônicas. O posicionamento do órgão reforça os benefícios do veganismo, que tem crescido cada vez mais, sendo adotado por um número expressivo de pessoas.

As vantagens para a saúde garantidas por uma alimentação livre de produtos de origem animal, somadas ao respeito aos animais e à proteção ao meio ambiente, que estão interligados à filosofia vegana, faz do veganismo a melhor opção para a sociedade.

Moby defende que o veganismo é pra vida toda

“Minha vida não significa menos nem mais do que a vida de qualquer animal” (Foto: Reprodução/Instagram)

O músico vegano Moby se manifestou ontem sobre as recentes polêmicas envolvendo influenciadoras digitais que se identificavam como veganas, mas que floram flagradas consumindo alimentos de origem animal ou declararam que não são mais veganas.

Diante disso, Moby publicou ontem em sua conta no Instagram que “ultimamente tem visto muitas notícias de alguns influenciadores confusos que estão abandonando o veganismo”. O músico afirmou que pra ele o veganismo é pra vida toda, não importando o que aconteça.

“Eu não poderia nem farei qualquer coisa que possa causar ou contribuir para o sofrimento de um animal. Minha vida não significa menos nem mais do que a vida de qualquer animal”, comentou. Ao final, Moby incluiu uma hashtag em apoio à libertação animal.

Em maio, o músico vai lançar o seu livro de memórias “Then It Fell Apart” 20 anos após a estreia de “Play”, o seu quinto álbum. Publicado pela Faber Books, do Reino Unido, o livro conta com narrativas envolvendo David Bowie, Lou Reed, Eminem e David Lynch. Moby também deixou claro que 100% dos lucros serão destinados a organizações que atuam em defesa dos animais.

O músico tem sido apontado nos últimos anos como um dos artistas mais ativos na defesa dos direitos animais nos Estados Unidos, No ano passado, ele abriu mão de equipamentos musicais, coleções e vendeu uma casa para destinar recursos para um comitê médico vegano e para um projeto em defesa dos animais.

ONCA realiza protesto vegano no “maior evento de churrasco do Sul do Brasil”

Algumas pessoas manifestaram apoio e declararam que se sentiram incomodadas, com “a consciência pesada” (Foto: Divulgação/ONCA)

No último sábado, ativistas da ONCA, comunidade voluntária que divulga os direitos animais e o veganismo, realizaram um protesto pacífico em frente ao BBQ Land, considerado “o maior evento de churrasco do Sul do Brasil”, sediado em Curitiba.

Mas como seria falar de veganismo em um local que anunciou a oferta de três toneladas de carne de bovinos, suínos, aves, jacarés, animais marinhos e “exóticos”? Esse foi o desafio encarado pela ONCA que estava diante de uma maioria de “amantes do churrasco”.

Os ativistas ficaram na entrada no BBQ Land distribuindo folders sobre veganismo, conversando com o público e realizando uma performance artística em que um porco açougueiro segurava uma cabeça humana, numa clara inversão de papéis.

“E se fosse você?”, questionava o grupo durante a intervenção. Segundo os ativistas algumas pessoas desistiram de participar do BBQ Land. Outras manifestaram apoio e declararam que se sentiram incomodados, com “a consciência pesada”.

Aos que chegavam e entravam, os ativistas avisavam também que havia um stand exclusivo de pratos veganos no evento. “A ação ainda foi honrada com a manifestação de vegetarianos que passaram em frente ao evento, expressando publicamente o seu apoio. Consideramos o resultado bastante positivo”, informam.

Fundada no Paraná em setembro de 2004, a ONCA também atua no Rio Grande do Sul desde 2011. No ano passado, o grupo, que defende o fim da exploração animal, participou de diversas manifestações contra a exportação de animais vivos – inclusive realizando passeatas e coletando assinaturas pedindo o fim da atividade comercial.

Acompanhe o trabalho da ONCA:

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Instagram: @oncaanimal

Pesquisa aponta que 36% dos londrinos estão trocando carne por vegetais

Livekindly/Reprodução

Livekindly/Reprodução

A revista Time Out London publicou uma pesquisa recente que aponta que 36% dos londrinos estão reduzindo seu consumo de carne

“Uma loja vegana de salgadinhos e batatas fritas, um pub totalmente vegano e uma loja de frango frito vegana são apenas alguns exemplos da tendência que vem tomando conta de Londres nos últimos anos – e parece que a demanda está realmente crescendo”, observa a Time Out.

De acordo com o Índice Time Out deste ano, “mais de um terço dos londrinos estão ingerindo uma alimentação mais rica em vegetais. A pesquisa mostra que 5% dos londrinos são veganos, 11% são vegetarianos e 20% estão reduzindo a carne. Isso dá um total de 36% se somados todos que mudaram ou estão migrando para um consumo menor de produtos de origem animal ”.

Veganismo por idade

De acordo com o estudo, os londrinos mais jovens, com idades entre 18 e 27 anos, tem quase o dobro de probabilidade de serem vegetarianos e três vezes mais de serem veganos, em comparação aos idosos com mais de 58 anos.

A tendência reflete a mudança que vem sendo acusada em dados coletados no mundo todo, mostrando que as gerações mais jovens estão diversificando suas opções de proteína e produtos lácteos, especificamente optando por incluir carne vegana, leite e produtos derivados de ovos. Eles tem reduzido ativamente o consumo de produtos de origem animal, principalmente em função de preocupação com o meio ambiente, saúde e maior conscientização sobre o tratamento antiético que sofrem os animais.

Reino Unido vegano

Tesco/Reprodução

Tesco/Reprodução

Londres, em particular, tem dado provas de ser um epicentro vegano. As principais redes de supermercados do país – Tesco, Sainsbury’s e Waitrose – têm ofertas veganas variadas, incluindo produtos de marca própria, assim como uma ampla oferta das principais marcas veganas.

Os restaurantes no Reino Unido continuam aumentando suas ofertas de opções veganas também. O McDonald’s recentemente adicionou Happy Meals e sanduíches veganos aos cardápios do Reino Unido. E depois do sucesso de um teste durante Veganuary – campanha com duração de um mês que encoraja as pessoas a se tornarem veganas que acontece em janeiro – a Pizza Hut tornou a pizza vegana de jaca um item permanente do cardápio em todos os restaurantes do Reino Unido. O teste foi tão bem-sucedido que a rede também expandiu suas ofertas veganas, incluindo um cardápio de três pratos que, além das opções de pizza vegana, apresenta pãezinhos do tipo ‘Jack’ N ‘Rolls recheados com chili doce, jaca grelhada e queijo vegano e até uma opção de sobremesa vegana: Bolinhos de canela, cobertos com gotas de açúcar congelado.

A rede de restaurantes, Wetherspoons, que atende um público “estilo família” em sua cadeia de lojas, também aumentou as opções veganas, adicionando até mesmo cervejas veganas ao seu cardápio para a próxima Ale and Beer Fest (Festival de Cervejas) no Reino Unido.

Empresa do Rio de Janeiro lança “ovo” vegano à base de ervilha

A produtora de ovos “Mantiqueira”, do Rio de Janeiro, lançou recentemente o produto “N.Ovo”, um substituto do ovo à base de ervilha. A empresa afirma que o “ovo” vegano é destinado para quem elimina alimentos de origem animal da alimentação ou tem alergia ou intolerância ao ovo de galinha.

Foto: Mantiqueira

O produto é uma proteína vegetal em pó, que tem como ingrediente principal o amido de ervilha e serve como substituto dos ovos em diversas receitas, como bolos, pães e massas.

Acondicionado em uma caixa de polpa de papel, com design que lembra uma embalagem de ovos, o produto em pó é mantido em um sachê laminado de 132 gramas. Dentro do estojo contém ainda um dosador de plástico.

Para Gustavo Guadagnini, diretor do The Good Food Institute Brasil, grupo que fez parceria com a empresa “Mantiqueira” para a fabricação do produto, o “ovo” vegano é inovador.

“Nós do The Good Food Institute acreditamos que novas tecnologias de alimentos podem desempenhar um papel muito importante num necessário processo de transformação da indústria. Trabalhamos nos últimos meses com o Grupo Mantiqueira para que esse projeto do ovo vegetal pudesse ser uma realidade e aplaudimos a atitude que a empresa teve de investir em tecnologias inovadoras como essa, que vão entregar o alimento que as pessoas precisam, porém de forma mais sustentável, saudável e ética. Que seja um sucesso!”, afirmou Guadagnini.

Foto: Mantiqueira

ONG Surge lança sua primeira campanha de anúncios veganos em Londres

Foto: Supplied

Foto: Supplied

Chapéu: Inglaterra

Título: ONG, Surge, lança sua primeira campanha de anúncios veganos em Londres

Olho: Com imagens provocativas e frases fortes a campanha abrange a cidade toda, com cartazes em ônibus, outdoors em ruas e até um painel digital, tudo com o objetivo de levar as pessoas à refletirem sobre as mortes por trás do ato de comer carne

 

A campanha foi parcialmente patrocinada pelo restaurante vegano sem fins lucrativos Unity Diner

A organização em defesa dos direitos animais, Surge, anunciou o lançamento de sua primeira campanha publicitária vegana em Londres.

Surge Launches Poster Campaign from Plant Based News on Vimeo.

“A vida deles está em suas mãos“

A campanha, que contará com cartazes em ônibus, rodovias e um outdoor digital no leste de Londres, conta três inserções com mensagens separadas: “Por que amar um, mas comer o outro?” – “A vida deles está em suas mãos” – e “O que é mais importante, sabor ou vida?”

Perguntas que causam reflexão

O YouTuber vegano e co-fundador da Surge, Ed Winters, mais conhecido como Earthling Ed, disse: “Estamos muito felizes por ter lançado nossa primeira rodada de campanhas publicitárias em Londres”.

“Nós estamos querendo fazer isso há muito tempo, então é incrível poder levar a mensagem vegana para o público e fazer as mesmas perguntas instigantes que já inspiraram tantas pessoas a se tornarem veganas”.

“A campanha foi parcialmente financiada pelo Unity Diner, o estabelecimento vegano sem fins lucrativos que abrimos no final do ano passado, e por isso queremos agradecer a todos que comeram na lanchonete e contribuíram para tornar essas campanhas uma realidade, assim como todos os outros que apoiaram o nosso trabalho até agora”.

Convidado do MasterChef diz que o futuro da comida está nos alimentos à base de vegetais

Gauthier não consome mais nada de origem animal e hoje se dedica ao desenvolvimento de pratos veganos (Foto: Divulgação)

O chef Alexis Gauthier, proprietário de um dos restaurantes mais requintados de Londres, o Gauthier Soho, de alta gastronomia francesa, participou ontem como convidado de um episódio do MasterChef UK, da BBC, desafiando os participantes a prepararem pratos veganos.

Durante o programa, que tem audiência média de quatro milhões de espectadores, Gauthier disse que o futuro da comida está nos alimentos à base de vegetais. Há seis anos, o chef servia mais de 20 quilos de foie gras por semana.

Porém, em 2015, ativistas dos direitos animais começaram a protestar contra o seu restaurante, que financiava a cruel realidade vivida pelos gansos, que são forçados a se alimentarem até seus fígados dilatarem.

A experiência fez Gauthier refletir pela primeira vez sobre o sofrimento dos animais, se perguntando se aquilo realmente estava certo e se era o que ele queria continuar fazendo.

Sem cogitar outra possibilidade, começou a abolir os alimentos de origem animal do menu do restaurante. Hoje, além de não oferecer mais o foie gras, o restaurante está próximo de se tornar totalmente livre de qualquer produto de origem animal.

O que mudou também na vida do chef é que ele não consome mais nada de origem animal e hoje se dedica ao desenvolvimento e preparação de pratos veganos.

Cientistas se unem para pedir o fim do consumo de carne em prol planeta

Livekindly/Reprodução

Livekindly/Reprodução

Mais de 21 mil cientistas do mundo todo atestam que os seres humanos precisam mudar definitivamente seu comportamento, incluindo a redução da quantidade de carne que comem e passar a consumir mais alimentos à base de plantas, a fim de evitar que alcancemos os níveis perigosos de mudança climática que ameaçam o planeta.

Os cientistas assinaram um artigo em conjunto no Journal of Bioscience (Jornal de Biociência, na tradução livre) intitulado “Cientistas do mundo todo avisam à humanidade: Uma Segunda Notificação”.

Publicado inicialmente em 2017, o número de cientistas oferecendo apoio ao artigo e à sua mensagem subiu de 15 mil para mais de 21 nos últimos dois anos.

O relatório avalia o estado do planeta em comparação com 1992, quando a Union of Concerned Scientists – junto com 1700 cientistas independentes – publicou um artigo intitulado “World Scientists Warning to Humanity” (Cientistas do mundo todo: um aviso a humanidade, na tradução livre).

O relatório de 1992 afirmava que “os humanos estavam em rota de colisão com o mundo natural”, pedindo a raça humana que considerasse os efeitos prejudiciais de várias questões ambientais, incluindo o esgotamento da camada de ozônio, o declínio da vida marinha, as zonas mortas oceânicas, a perda florestal e as mudanças climáticas.

De acordo com a “Segunda Notificação” dos cientistas em 2017, a humanidade não apenas deixou de fazer progressos suficientes na solução geral desses desafios ambientais já previstos, mas na verdade piorou a situação de forma alarmante.

A declaração do grupo é clara, precisamos fazer melhor que isso. De acordo com o relatório, devemos promover uma mudança na alimentação passando a consumir mais alimentos à base de plantas, aumentar a educação ambiental para crianças, interromper o desmatamento das florestas, pastos e outros habitats nativos e, entre muitas outras mudanças, desenvolver e promover novas tecnologias verdes.

Ele afirma que “a humanidade não está tomando as medidas urgentes necessárias para salvaguardar a nossa biosfera em perigo”.

Desde a publicação inicial do relatório, vários estudos científicos chegaram à mesma conclusão. Em 2018, a maior análise da produção de alimentos já realizada revelou que a melhor coisa que uma pessoa pode fazer para reduzir seu impacto no planeta é adotar uma dieta vegana.

As Nações Unidas também apoiam uma mudança na agricultura animal. No final do ano passado, a organização classificou o consumo de carne como o “problema mais urgente do mundo”.

“Nosso uso de animais como tecnologia de produção de alimentos nos trouxe à beira da catástrofe”, disse a ONU em um comunicado.

“A pegada de gases de efeito estufa deixada pela agricultura animal rivaliza com a de todos os carros, caminhões, ônibus, navios, aviões e foguetes combinados. Não há caminho para alcançar o acordo climático de Paris sem uma queda maciça nos números da agricultura animal ”.

Capital da Turquia se rende ao veganismo

Foto: Pixabay

A ligação de Istambul com a carne é muito forte e ela está presente em quase todos os pratos típicos da cultura turca. No entanto, o veganismo está ganhando mais espaço a cada dia com um número crescente de pessoas que optam por uma alimentação livre de produtos animais e de estabelecimentos que oferecem essas alternativas.

O boêmio bairrode Kadikoy, no lado da Anatólia ou a área histórica de Taksim concentram a maior partes dessas lojas, mas produtos veganos também são vendidos em supermercados mais sofisticados.

“Houve uma campanha incrível em Istambul, especialmente nos últimos seis meses”, disse Kevser Baskara, nutricionista vegana.

“Acredito que seja devido à exposição de estudos científicos que mostram os benefícios do veganismo voltados para a saúde e para o meio ambiente, e talvez o perigo de antraz que enfrentamos recentemente”, disse ela, referindo-se à crise da carne vermelha antes de Eid al-Adha.

“Claro, documentários como ‘Earthling’ e ‘What The Health’ e mídias sociais também deram um empurrão, mostrando honestamente a crueldade das indústrias de carne e laticínios para o consumidor tradicional”, disse Baskara.

Para os turcos, deixar de lado a variedade de queijos, pratos de peixe, iogurte e ovos da dieta e trocá-los por opções veganas é bastante incomum.

“Quando uma refeição inclui produtos estrangeiros, como abacates ou quinoa, as pessoas pensam automaticamente que é de alguma forma vegana, embora a refeição em si possa incluir queijo ou mesmo carne. A Turquia ainda está longe do conceito de uma dieta baseada em vegetais”, disse Baskara, acrescentando que o veganismo muitas vezes parece radical e elitista para o consumidor tradicional.

Sobre seus paciente que optam pela transição ela conta: “Eu vejo suas melhoras e vejo-os perder peso. Na verdade, muitos deles inicialmente me procuram para perder peso antes de experimentar mais benefícios surpreendentes da vida vegana ”, disse Baskara.

O turco Nevsin Mengu, um âncora de notícias e concorrente determinado do Ironman , apoiou essa perspectiva com absoluta certeza. “Eu gostaria de ter sido criado como vegano”, disse ele, que se tornou vegetariano no ensino médio.

De acordo com Mengu, o veganismo traz alternativas ecológicas, livres de crueldade para hábitos enraizados na cultura tradicional da Turquia que estão destinados a mudanças graduais. Ela chamou isso de “a evolução da consciência ” em sua palestra no TED de 2018, cujo objetivo era ajudar a quebrar os preconceitos generalizados contra o veganismo. As informações são do Al-Monitor.

“Comer como um vegano não é caro”, disse Mengu, embora alguns vegetais custem tanto quanto carne após os recentes aumentos de preço, alternativas baratas podem ser encontradas no mercado”.
“Você pode encontrar óleo de coco que é mais barato do que a manteiga comum”, acrescentou Mengu. A manteiga é considerada essencial para muitos pratos tradicionais.

Itir Irem Yildirim, uma ativista vegana de 27 disse: “Mudar para o veganismo é simplesmente escolher produtos veganos acima dos regulares e nada mais”.
Yildirim faz parte de uma iniciativa que monta estandes veganos por toda a cidade, pronta para fornecer respostas para os não-veganos curiosos.

“Eles vêm com curiosidade. A maioria das pessoas de 25 a 30 anos vem nos fazer perguntas, mas também já falei com pessoas de 60 e 70 anos”, disse ela.

“Eu saio e faço isso porque queria que alguém tivesse me dito antes.”

O comércio vegano

A proprietária da Vegan Bakkal, Yildiz Seker Altas, que é da província de Kahramanmaras, no sul, disse que sua mãe estava preocupada em ouvir que sua filha de 30 anos estava se tornando vegana. “Mas eu estava preparada para essa conversa e levei o queijo vegano de amêndoa que eu fiz”, disse Seker.

A pequena loja de Seker está ocupada durante todo o dia, vendendo opções veganas no site e online. Ela está presente não apenas para vender produtos, mas também para explicar e discutir questões relacionadas ao veganismo.

De almôndegas de ervilha a manti vegan (ravióli turco), variedades de queijo, suplementos como spirulina eo antioxidante camu camu, comida vegetariana para gatos e produtos sanitários, é um centro para introduzir o veganismo ao povo de Istambul e oferecer alternativas.

“Algumas pessoas veem a placa, entram e fazem perguntas e decidem experimentar o veganismo”, disse Seker.

“Temos clientes mais jovens que vêm fazer compras com os pais e vimos os pais deles se tornarem veganos também. Há um forte preconceito contra o veganismo, mas está realmente enraizado na falta de conhecimento e familiaridade, e é aí que entramos”, acrescentou.

Mesmo que ainda muito distante Istambul está caminhando para ser uma grande potência do veganismo como o Reino Unido e a Alemanha.

PlantMade, restaurante de alta gastronomia vegana chega a São Paulo

Divulgação

Em abril, o restaurante da alta gastronomia vegana PlatMade vai ser inaugurado em Higienópolis, em São Paulo. Daniele e Fabio Zukerman trazem para o Brasil o conceito dos restaurantes do chef Matthew Kenney, reconhecido mundialmente por transformar alimentos saudáveis em pratos saborosos.

A prioridade do PlantMade é a valorização de alimentos naturais, orgânicos, integrais e locais. “E trazendo um conceito de hospitalidade pensada para otimizar a experiência alimentar tradicional em todos os sentidos”, informam.

Daniele e Fabio decidiram trazer para o Brasil uma das 15 marcas do grupo MKC porque ficaram impressionados com a combinação de cores e sabores dos pratos oferecidos, além dos benefícios para a saúde.

“O impacto do consumo de produtos de origem vegetal é absurdamente menor. Temos que encontrar soluções mais sustentáveis para um planeta que logo mais alcançará uma população de 10 bilhões de pessoas sem abrir mão do prazer da boa gastronomia”, acrescenta Fabio.

No PlantMade vão ser oferecidos pratos famosos da Matthew Kenney Cuisine, como a Lasanha Raw e o Cacio e Pepe. No menu também estarão lanches rápidos, bolos, doces e produtos sazonais. Segundo o casal, é um restaurante para todas as refeições e para qualquer hora do dia.

“Em um mundo com pessoas cada vez mais conscientes, produtos mais frescos e produzidos do zero, ou seja, sem aditivos químicos ganham cada vez mais destaque. A gastronomia, nutrição e arte devem caminhar juntas”, enfatizam.

Saiba Mais

A inauguração está prevista para abril, mas o dia deve ser divulgado em breve.

Serviço

Atendimento de segunda a domingo das 9h às 22h

Localização: Praça Vilaboim, 111 – Higienópolis, São Paulo (SP)

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