Programa ajuda mais de 500 estabelecimentos na oferta de opções veganas no Brasil

Foto: Getty Images

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) divulgou hoje que, por meio do programa Opção Vegana (OPV), a entidade conseguiu ajudar 530 estabelecimentos na inclusão de opções veganas, ou seja, sem ingredientes de origem animal.

Entre os estabelecimentos que contaram com a consultoria gastronômica do programa nos últimos dois anos estão as redes Starbucks, Makis Place, Baked Potato, Brasileirinho Delivery, Bacio di Latte, Seletti e Sucão. A iniciativa tem a parceria da organização Humane Society International (HSI).

Gordon Ramsay diz que é preciso se adaptar ao crescimento do veganismo

Declaração foi feita na última terça durante participação no programa The Late Late Show (Foto: Terence Patrick/CBS)

Na última terça-feira, participando do programa The Late Late Show with James Corden, da CBS, o chef britânico Gordon Ramsay disse que é preciso se adaptar ao crescimento do veganismo. Ramsay já não vê problema em preparar alimentos voltados aos veganos.

Desde o ano passado, o chef tem incluído, dentre outras opções, pizzas, risotos, assados e sobremesas sem ingredientes de origem animal no cardápio de seus restaurantes. No ano passado, quando divulgou pela primeira vez a foto de uma de suas pizzas veganas no Twitter, ele justificou: “Dando uma chance a essa coisa vegana. Isso mesmo, pessoal, vocês ouviram bem.”

No domingo, Gordon Ramsay compartilhou vídeo da sua versão vegana do Bife Wellington, baseado em legumes e acompanhado de batatas assadas, brócolis, couve-flor e molho e destacou que o prato está disponível em seu restaurante Bread Street Kitchen.

Incomodado com a publicação, o jornalista Piers Morgan, apresentador do Good Morning Britain, resolveu criticá-lo: “Ah, não, Ramsay! Você também? Isso parece completamente revoltante.” Em resposta a Morgan, o chef britânico declarou: “Vá se f…, Morgan!”

Chris Smalling se une a PETA para impulsionar o veganismo

Foto: PETA

Vegano há cerca de um ano, Chris Smalling, defensor do Manchester United Football já falou diversas vezes sobre os benefícios do veganismo para sua vida, como seu desempenho em campo e a cura de uma tendinite. Além disso, ele disse que é difícil fechar os olhos para o que acontece na indústria. Falando sobre os documentários que o inspiraram a se tornar vegano e da quantidade de informações disponíveis, Smalling afirmou “é difícil ignorar alguns dos fatos que estão por aí e isso é definitivamente uma grande parte do por que”.

Agora em parceria com a PETA, Smalling fala mais abertamente sobre os horrores da pecuária e pede a seus fãs que tentem abandonar os produtos de origem animal.

A estrela postou para um pôster da organização, dando um chute no ar para proteger um grupo de animais, e dizendo: “Seja seu maior defensor. Experimente ser vegano!”

Em um vídeo, também feito para a campanha, ele fala sobre sua vida e sobre a agricultura.

“Sou vegano há cerca de um ano”, diz o defensor no vídeo. “Como atletas, estamos constantemente buscando o melhor, mas no final das contas, foi o bem-estar animal que me deixou certo que esta é minha vida agora”.

“Percebi como a agricultura animal é brutal para os animais, como é desnecessária para nós e como é prejudicial para o meio ambiente”.

A PETA acrescentou : “Se tornar vegeno daria aos fãs de futebol a oportunidade de aproveitar muito mais partidas, já que cortar carne, ovos e laticínios reduz o risco de sofrer de doenças cardíacas, diabetes, câncer e obesidade”.

“Cada pessoa que se torna vegana também reduz dramaticamente a emissão de carbono – e poupa cerca de 200 animais todos os anos de uma morte aterrorizante nas indústrias atuais de carne , ovos e laticínios”.

Smalling faz parte de uma lista crescente de estrelas do esporte veganas. Incluindo o cinco vezes campeão de fórmula 1 Lewis Hamilton , o campeão mundial de boxe David Haye , a tenista Venus Williams e o também os jogadores Héctor Bellerín e Jermaine Defoe.

Ator Russell Brand se torna vegano novamente

Image: Instagram/Russell Brand

O ator e comediante Russell Brand usou o Twitter para fazer o anúncio. Na publicação ele mostra alguns dos pães veganos, bolos e cupcakes que ele fez desde que competiu e venceu no recente episódio do Celebrity Bake Off .

“Eu tenho assado como um maníaco desde então. E eu sou vegano agora (de novo). #StandUpToCancer #GBBO @BritishBakeOff”, escreveu ele .

“Parabéns pela sua vitória, Russell e bem-vindo de volta à vida V!”, disse a organização Veganuary.

“Tão incrível! Todos esses bolos parecem 100%. Obrigado por escolher a vida vegana”, escreveu a PETA.

“Tão feliz que você seja vegano, Russell e o pão parece maravilhoso! Obrigado também por seus novos vídeos curtos que dão conselhos às lutas comuns que enfrentamos e por seus episódios do Under the Skin”, comentou um fã.

“Yay … vegano também … logo quando eu pensei que você não poderia ser mais adorável”, disse outra.

Alimentação de Brand

O ex-marido de Katy Perry é vegetariano desde os 14 anos, pois acredita que “você não deve comer animais.

Em 2011, ele se tornou vegano depois de assistir ao documentário vegano ‘Forks Over Knives’ sobre saúde. As informações são do Vegan News.

Ele escreveu no Twitter: “Agora sou vegan, adeus ovos, alô Ellen. RT @katyperry Apenas assistimos ‘Forks Over Knives ‘. Você pode vê-lo no Netflix!

O tweet foi uma mensagem a Ellen DeGeneres, ex-vegana e apresentadora, que era uma das celebridades veganas mais influentes da época.

Em 2013, Brand voltou a ser vegetariano, pois sentiu que uma dieta vegana é “como estar em uma prisão de alimentos”. Em 2014, ele pediu a seus fãs veganos que o ajudassem a voltar a ser vegano.

YouTuber fará “turnê antivegana” pelo Reino Unido e Austrália

Sv3rige atraiu atenção internacional em agosto do ano passado quando foi até o Vegan Food Festival em Amsterdã, na Holanda (Imagem: Reprodução)

Um polêmico YouTuber conhecido como Sv3rige vai iniciar uma “turnê antivegana” pelo Reino Unido e Austrália. No final de semana, ele convidou mais pessoas a se juntarem a ele para “reforçarem o movimento antivegano”.

O YouTuber disse que a “turnê” vai começar no final deste mês e eles participarão de eventos veganos e antiveganos em cidades como Brighton, Londres, Manchester, Hull, Glasgow e Belfast, entre outras.

Sv3rige atraiu atenção internacional em agosto do ano passado, quando foi até o Vegan Food Festival em Amsterdã, na Holanda, usando uma regata com a frase: “Seja vegano e morra”. Enquanto caminhava, ele comia pedaços de carne crua.

Embora a intenção tenha sido gerar desconforto nos participantes, não houve registro de nenhuma tentativa de agredi-lo verbalmente ou fisicamente. Um vídeo do rapaz conversando junto de outros participantes e da polícia foi divulgado pelo jornal britânico Metro. A sua permanência no festival durou uma hora, até que ele decidiu ir embora.

Nature lança linha de calçados de fibra de folha de abacaxi

A marca dinamarquesa Nature anunciou ontem o lançamento de uma linha de calçados de fibra de folha de abacaxi. Segundo a empresa, os produtos são naturais, sustentáveis e livres de crueldade, além de alternativa ao couro e aos materiais sintéticos poluentes.

Foto: Reprodução / Vegazeta

“Estamos trabalhando constantemente para melhorar desde a etapa de produção até o momento em que embalamos os calçados para entregá-los a você. Queremos tornar cada parte o mais sustentável possível para proteger o nosso planeta”, afirma a Nature.

Para a criação da linha, a marca firmou parceria com a empresa Ananas Anam, desenvolvedora da tecnologia Piñatex, que dá origem as fibras sustentáveis criadas a partir das folhas de abacaxi.

“As folhas são um subproduto da agricultura, e seu uso cria um fluxo de renda adicional para as comunidades agrícolas”, enfatiza. Os calçados estão à venda na loja virtual da Nature.

Israel servirá hambúrgueres veganos a estudantes para combater obesidade

Foto: Rilbite

Como em grande parte do mundo, Israel está sofrendo uma crise pela obesidade infantil e decidiu oferecer hambúrgueres veganos para tentar diminuir os índices – 12,6% das crianças do país estão classificadas como obesas, perdendo apenas para os Estados Unidos.

A Rilbite e a empresa produtora da carne vegana que será servida no Projeto 2030 que visa reduzir as taxas em 50% até 2030.

“Nosso produto foi escolhido para ser usado pelas escolas de lançamento em Israel. Somos o único produto vegano que se qualifica para ser usado em Israel em serviços alimentícios para crianças”, disse o co-fundador da Rilbite, Itai Farkas. As informações são da Vegan News.

“Como temos muita proteína dentro do Rilbite, podemos dar para as crianças do jardim de infância uma pequena quantidade e ainda ter proteína suficiente por lei – em Israel, temos que dar 15g de proteína por dia”, Farkas afirmou.

“Então, na verdade, duas pequenas bolinhas Rilbite com um pouco de molho bolonhesa ou meio patty são suficientes para as crianças.”

Desde 2016, o Ministério da Saúde de Israel tornou imperativo que todas as escolas estaduais servissem aos alunos pelo menos uma refeição vegetariana por semana.

Mais iniciativas

Um novo projeto de lei  apresentado recentemente na Califórnia incentiva escolas públicas de ensino fundamental e médio a oferecer refeições e leite à base de plantas.

O projeto “Almoço Escolar Saudável e Amigável para o Clima” é co-patrocinado pela Esperança animal na legislação, Amigos da Terra, Comitê de Médicos para Responsável Medicina , e Compaixão Social na Legislação. Se aprovado, contará com verbas estaduais para funcionar.

No Brasil, falafel a base de grão de bico, hambúrgueres de feijão preto, bolinho de ervilha e molho à lentilhesa (a tradicional bolonhesa, mas que em vez de carne leva lentilhas)  são algumas das receitas propostas pela chef de cozinha brasileira Bela Gil e que entrarão no cardápio das escolas da rede pública municipal de São Paulo em 2019.

Os pratos serão incorporados ao programa da Secretaria Municipal de Educação que tem como objetivo diversificar a oferta de proteínas aos alunos da cidade.

Desde 2011, a Prefeitura de São Paulo começou a incorporar à merenda da sua rede cardápios sem carne, às segundas. A ação atende a um movimento internacional de redução de consumo de proteína animal neste dia. Outros chefs-celebridade também fazem campanha por refeições mais saudáveis em escolas, como o britânico Jamie Oliver.

Reino Unido ganha site de empregos para candidatos e recrutadores veganos

O Reino Unido ganhou recentemente um site de empregos para candidatos e recrutadores veganos. Gerenciado por uma empresa de consultoria de recursos humanos, o VeganJobs já tem parceria com diversas empresas veganas.

Segundo a The Vegan Society, há 600 mil veganos vivendo no Reino Unido (Foto: Getty Images)

“Os candidatos podem listar suas habilidades e CV e procurar pelo emprego vegano perfeito, além de receber notificações sobre novos empregos na área desejada. Também oferecemos dicas para ajudar na procura de empregos veganos”, informa o VeganJobs.

O site já está recebendo vagas para quem procura serviço como freelance ou quer atuar como temporário, fixo, em meio período ou em tempo integral.

De acordo com a organização britânica The Vegan Society, o número de veganos, ou seja, de pessoas que não consomem produtos de origem animal e que fazem oposição à exploração animal para qualquer fim, tem dobrado a cada dois anos desde 2014.

No ano passado, só no Reino Unido, o total de veganos chegou a 600 mil, superando de longe os 300 mil de 2016, o que também justifica a idealização e criação do VeganJobs.

Alimentação vegana salva a vida de jovem obesa, cardíaca e hipertensa

Brittany antes e depois de virar vegana | Foto: Forks Over Knives/Reprodução

Brittany antes e depois de virar vegana | Foto: Forks Over Knives/Reprodução

Enquanto crescia, Brittany Jaroudi sempre teve medo de que seus pais morressem. Ela conta que viu sua mãe enfrentar um câncer três vezes diferentes. Seu pai teve um ataque cardíaco tão violento que o levou à cirurgia de bypass (aparelho cardíaco) triplo e, posteriormente, colocação stents e um desfibrilador.

Seu pai tem diabetes e insuficiência cardíaca congestiva. Naquele tempo ela acompanhava o pai nas consultas para receber injeções nos olhos (diabetes) e sua mãe na quimioterapia. Brittany confessa que foi uma época difícil ver sua família tão doente.

Criada na dieta típica americana

Durante sua infância, adolescência e início da idade adulta, ela seguiu o mesmo estilo de vida de seus pais, comendo de acordo com a dieta padrão americana. “Comíamos comida e muita carne, laticínios e óleo”, conta ela.

Sua luta contra o peso começou quando ela tinha apenas 8 anos e, já aos 20, seus hábitos alimentares realmente pesaram na balança, literalmente. Ela pesava 85 kg e tinha um metro e meio de altura, seu IMC (índice de massa corpórea) estava claramente na faixa de obesidade.

Foi quando o médico a diagnosticou com pressão alta e receitou dois medicamentos diferentes para pressão arterial. Ela já tinha colesterol alto. Sua ansiedade explodiu, e sua freqüência cardíaca estava péssima. Seu nível de PCR-as (proteína C-reativa de alta sensibilidade, um marcador de inflamação e risco de doença cardiovascular) estava extremamente alto e ela reclamava de dores no peito o tempo todo. “Eu pensei, esta não pode ser minha vida aos 25 anos de idade”, conta ela.

Do fundo do poço aos recordes nas alturas

Ela começou então a pesquisar maneiras de sair da crise de saúde em que se encontrava. Foi quando deu de cara com o documentário Forks Over Knives (Garfos sobre Facas, na tradução livre) e tudo fez sentido. Brittany viu o que seu futuro seria se ela permanecesse no caminho atual: doença cardíaca, doença auto-imune, diabetes e talvez até câncer. Depois de assistir ao documentário, ela imediatamente mudou sua alimentação para uma dieta vegana.

“Eu me livrei de todos os laticínios, carne e alimentos processados que tínhamos em casa. Fui comprar alimentos veganos puros: grãos, frutas, vegetais e legumes”, conta ela.

Desde aquele dia, há três anos, ela perdeu 27 quilos. Não tem mais colesterol alto nem pressão alta, sua frequência cardíaca em repouso é de 60 bpms; e seu hs-CRP (proteína reativa) retornou à faixa normal!

“Eu não consigo dizer o suficiente sobre o quão incrível eu me sinto e como sou grata por ter encontrado este estilo de vida ainda jovem”, declara ela.

Segundo Brittany, o documentário Forks Over Knives tem todo o crédito pela sua mudança. Seu novo estilo de vida a transformou em todos os sentidos. Atualmente, ela ajuda a administrar um grupo de Meetup (encontros semanais) para toda sua comunidade, sobre veganismo.

“A paixão da minha vida agora é educar os outros sobre como se alimentar, como ter uma dieta saudável e salvar o máximo de pessoas possível de doenças causadas por seu estilo de vida”, declara ela.

Nunca é tarde – ou cedo demais – para se tornar saudável adotando uma alimentação vegana. Além de ajudar o planeta, os animais, e a natureza, o maior beneficiado é o proproo individuo que ganhará em bem estar e longevidade.

Tutora decide que suas cadelas serão veganas como ela

As golden retrievers Darcy, de 10 anos, e Emilie, de oito, não comem carnes ou derivados de animais e quem decidiu isso foi Lea McBride, 48, de Adelaide , na Austrália, a tutora vegana das cadelas.

Apaixonadas por cães, ela disse que achava estranho ‘amar um animal e machucar outro’.

Ela queria que seus animais apreciassem suas refeições, que consistem em alimentos secos à base de vegetais misturados com alimentos “molhados”, como lentilhas, vegetais e flocos de levedura.

“Embora os alimentos veganos secos possam ser caros – nós compramos online a granel para ajudar a economizar”, disse McBride.

“Nós alternamos o menu semanalmente, mas uma refeição básica seria com proteína vegetal texturizada – que se parece com carne moída, lentilhas, uma grande variedade de vegetais nutritivos, flocos de levedura nutricional para B12, vinagre de maçã e legumes.

“Elas adoram comer cenouras, enlouquecem e é muito fofo”.

Lea foi vegetariana por 20 anos antes de descobrir o veganismo há 20 anos.

“Sou vegana há cerca de sete anos e teria que dizer que foi a educação em torno da crueldade comovente na indústria de laticínios e indústrias de ovos que finalmente me fez adotar um estilo de vida vegano”.

Seu filho Mackenzie, 13 anos, foi criado como vegetariano e escolheu se tornar vegano há alguns anos.

“Mac é um guerreiro ativo dos direitos dos animais e demonstra incrível força e determinação para tornar seu mundo um lugar mais amável. Estou muito admirada com a crença dele de que um mundo vegano é possível”, contou ela.

Sobre as cadelas, Lea contou que procurou conselhos para fazer a transição para uma dieta vegana.

“Eu estava determinada a fazer isso com Darcy e Emilie e comecei a pesquisar antes de termos Darcy em nossa família”

Darcy se tornou vegana aos seis meses e Emilie aos quatro. As duas são consideradas saudáveis para a idade e desfrutam de um estilo de vida ativo completo com natação na praia. As informações são do Daily Mail.

“Elas ainda brincam como filhotes juntos,  lutam uma contra a outra e com brinquedos”, disse Lea.

“Com passeios diários na praia, elas ainda são cães bastante ativos, embora sentar no sofá e assistir TV seja o passatempo favorito de ambos.”

Apesar de muita atenção, Lea diz que muitas vezes as pessoas a atacam quando descobrem que suas cadelas são veganas, e que pessoas de todo o mundo a enviaram para criticar sua decisão.

“De repente, eles são especialistas em teclado em nutrição e ética de cães, que decidem compartilhar seus pontos de vista em mensagens online ou por meio de mensagens privadas”, disse ela.

“Eu entendo que o tópico de criar cachorros como veganos é controverso, mas eu não esperava o enorme ódio e as ameaças que são direcionadas a mim”.

“É melhor não responder a nenhum comentário, sei que meus cães são incrivelmente saudáveis, felizes e tão amados”.