Cientista que venceu o câncer seis vezes afirma que laticínios são cancerígenos

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

*Traduzido por Eliane Arakaki

Sobrevivente a seis cânceres a cientista e professora, Jane Plant, não come nenhum tipo de derivados do leite, ela conta que foi sua dieta que a ajudou se curar e colocar o câncer de mama em remissão.

A professora Plant, que é geoquímica especializada em carcinógenos ambientais, conta que sua primeira batalha contra o câncer de mama foi em 1987, segundo o Telegraph. Em 1993, a doença retornou pela quinta vez na forma de um tumor que tinha metade do tamanho de um ovo e os médicos afirmaram que ela tinha apenas alguns meses de vida.

Como a professora e seu marido Peter, geólogo, trabalharam na China ao longo de suas carreiras, eles tinham conhecimento das taxas historicamente baixas de câncer de mama entre as mulheres chinesas, de uma a cada 100 mil mulheres, muito menor se comparada a taxa de câncer em mulheres ocidentais, de uma em cada 12, de acordo com um estudo dos anos 70.

Persistindo na pesquisa, a professora percebeu que quando as mulheres chinesas se mudavam para países ocidentais e adotavam uma dieta tradicional contendo carne e laticínios, elas experimentavam as mesmas taxas de câncer.

Ela e seu marido descobriram que os riscos mais elevados de ter câncer possuíam grande probabilidade de estar ligados a alimentação, especificamente de laticínios. “Ele frisou que naquela época eles não tinham uma indústria de laticínios. Foi uma revelação”, disse ela.

O livro “The China Study”, escrito pelo Dr. T. Colin Campbell e seu filho Dr. Thomas M. Campbell lançado em 2005, avaliou não apenas as baixas taxas de câncer entre os habitantes da China rural, mas também algumas doenças crônicas como cardiopatias e diabetes tipo 2. Os autores concluíram que uma dieta rica em alimentos a base de plantas reduz consideravelmente o risco desses problemas de saúde.

A professora então, que já comia poucos produtos de origem animal, cortou todos os produtos lácteos de sua alimentação enquanto fazia quimioterapia. Dentro de seis semanas, o nódulo desapareceu e ela permaneceu livre do câncer por 18 anos. Foi assim que ela desenvolveu o programa “Plant”, uma dieta rica em vegetais e legumes e livre de produtos lácteos, e ainda escreveu um livro sobre sua experiência, “Sua vida em suas mãos: entendendo, prevenindo e superando o câncer de mama”.

Quando o câncer retornou em 2011, ela teve a sensação de que, mais uma vez, era uma questão de ingerir laticínios ou não. Ela adotou então uma dieta vegana e seu câncer voltou à remissão. Embora Jane não desconsidere tratamentos médicos tradicionais contra o câncer, como quimioterapia e mastectomia, ela acredita que a alimentação tem o poder de ajudar ou atrapalhar as pessoas.

Laticínios são Cancerígenos?

“Todos nós fomos educados com a ideia de que o leite é bom para a saúde. Mas agora há evidências de que os fatores de crescimento e hormônios que ele contém não são apenas um risco em relação ao câncer de mama, mas também a outros cânceres relacionados a hormônios, próstata, testículos e ovário”, disse ela.

“O leite de vaca é bom para os bezerros – mas não para nós”, acrescentou a professora.

“O leite de vaca, orgânico ou não, contem 35 hormônios diferentes e 11 tipos de fatores de crescimento”, ela continuou. “Isso significa que uma dieta vegana é menor em moléculas promotoras de câncer e maior nas proteínas de ligação que reduzem a ação dessas moléculas.”

De acordo com o Cancer Research UK, não houve evidência definitiva ligando os produtos lácteos a um aumento do risco de câncer. Um estudo do Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer relacionou a carne – especialmente a carne vermelha e processada – ao aumento do risco de câncer; mas as descobertas não diziam o mesmo sobre laticínios.

Mas o PCRM (Comitê de Médicos pela Medicina Responsável) – uma organização sem fins lucrativos composta por mais de 12.000 médicos – destaca os riscos à saúde associados aos laticínios. Leite e queijo são ricos em gordura saturada, que tem sido associada a doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e mal de Alzheimer.

A dra. Kristi Funk, autora do livro “Breasts, an Owner’s Manual”, cujos pacientes incluem os atores Angelina Jolie e Ellen Pompeo, também acredita que os laticínios aumentam o risco de câncer. “É claro que a resposta celular do corpo às proteínas e gorduras animais é muito perigosa”, disse ela.

Como o professora Plant, a dra. Funk acredita que uma dieta rica em vegetais é a melhor escolha para diminuir o risco de desenvolver a doença.

Um corpo crescente de estudos médicos mostra que uma dieta vegana integral – que evita todos os produtos de origem animal e alimentos processados – é uma das formas mais eficazes de combater doenças crônicas.

O segundo livro da professora Plant, “Vença o Câncer: Como recuperar o controle de sua saúde e da sua vida” fornece opções simples no lugar de produtos lácteos, como leite vegan, iogurte e iogurte de leite e queijo à base de plantas.

Dinamarca está entre os dez países mais indicados para veganos na Europa

Copenhagen ficou em 12º lugar entre as melhores cidades da Europa para veganos (Foto: Copenhagen Municipality )

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Chef’s Pencil, baseada em dados do Google Trends, a Dinamarca está entre os dez países mais indicados para veganos na Europa, e Copenhagen ficou em 12º lugar entre as melhores cidades.

A Dinamarca conta com 499 restaurantes recomendados para veganos, e o que também tem contribuído para afastar os dinamarqueses do consumo de alimentos de origem animal são iniciativas como o aplicativo “Quit Meat”, que ajuda qualquer pessoa disposta a fazer uma transição de uma tradicional dieta onívora para uma dieta baseada em vegetais.

Embora o país ainda registre um alto consumo de alimentos de origem animal, o Chef’s Pencil afirma que o veganismo está em alta na Dinamarca desde o ano passado, e é isso que tem feito do país nórdico um destino com atrativos para turistas veganos.

Em Aarhus, na região central da Dinamarca, partidos de esquerda e centro-esquerda, que somam 16 dos 31 membros da Câmara Municipal, defenderam no final de 2018 a aprovação de um projeto que exige a oferta de opções vegetarianas em todas as instituições públicas da cidade, incluindo creches, escolas e centros de atendimento ao idoso.

Segundo o jornal diário Politiken, Gro Jensen, membro da câmara e do partido Alternativa, relatou que a intenção, que também favorece veganos e vegetarianos, é ajudar a cidade a atingir a meta de neutralidade de carbono até 2030.

“A carne desempenha um papel importante na mudança climática, por isso, obviamente, precisamos assumir nossa responsabilidade enquanto município, oferecendo aos nossos cidadãos alimentos baseados em plantas”, declarou Jensen, acrescentando que o objetivo não é dizer o que cada um deve ou não comer, mas sim permitir mais opções.

Cada restaurante e café na Etiópia tem um menu vegano

Segundo o comediante, a Etiópia é um paraíso para veganos e vegetarianos (Foto: Reprodução)

Embora quando se fale em Etiópia normalmente muitas pessoas logo associem às imagens de miséria, pobreza e fome, o comediante britânico vegano Romesh Ranganathan esteve no país situado no chamado “Chifre da África” e relatou em entrevista à Radio Times que teve uma das experiências mais incríveis na sua trajetória como vegano.

Segundo Ranganathan, que esteve na Etiópia gravando um episódio para o programa “The Misadventures of Romesh Ranganathan”, da BBC2, a Etiópia é um paraíso para vegetarianos e veganos, já que a abstenção do consumo de alimentos de origem animal também faz parte da cultura do país. Nesse aspecto, influenciado principalmente pela Igreja Ortodoxa Etíope, que incentiva o jejum de alimentos de origem animal.

“Cada restaurante e café [na Etiópia] tem um menu vegano. A comida é inacreditável, eu amei”, declarou. Entre as opções para veganos e vegetarianos estritos estão o Injera, um tipo de pão ázimo sem glúten; Shiro, um prato à base de pó de grão-de-bico cozido com o típico molho berbere vermelho; Atkilt Wot, um combinado de repolho, cenoura e batatas cozidas em um molho leve; Azifa, uma salada de lentilhas; e Gomen, à base de couve e especiarias cozidas, além de muitos outros pratos.

Leites vegetais são cada vez mais populares na Irlanda

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A procura por leites vegetais e opções livres de crueldade animal cresceram acentuadamente na Irlanda, segundo uma pesquisa realizada pela empresa Kantar Worldpanel. Dados apontam que apenas em janeiro deste ano foi registrado um aumento de 40% na venda de alternativas à base de vegetais em comparação com o mesmo período de 2018. Entre as opções mais procuradas estão os leites de amêndoa, soja e aveia.

“Depois das festas de fim de ano, muitos irlandeses iniciaram o ano com boas intenções. Até a venda de frutas e legumes subiram em 7 milhões de euros apenas em janeiro”, afirma Douglas Faughnan, diretor da Kantar, em entrevista ao Vegconomist. “Acompanhamentos vegetais, salsichas e hambúrgueres vegetarianos também tiveram sua busca aumentada em 35% em meio a popularidade da campanha Veganuary“, completou.

O sucesso de adesões a estilos de vida livres de crueldade animal provocaram reações da indústria de laticínios. Em resposta ao aumento das vendas de opções vegetais, a Associação de Fornecedores de Leite Irlandês da Irlanda se posicionou afirmando que o consumo de leite animal não está ameaçado por estar enraizado na cultura do país.

Tradicional ou não, é certo que cada vez mais a população mundial está atenta às suas escolhas alimentares. Grandes jornais como The Guardian e The Economist afirmam que o veganismo superou o status de moda e veio e para ficar, sendo considerado uma grande tendência em 2019.

Dados apontam que  mercado alternativo de alternativas à produção de leite valha US $ 29,6 bilhões até 2023.

Orgulho de ser vegano

Uma linda e calorosa iniciativa está plantando a semente do veganismo na Irlanda. O projeto Vegan in Ireland (Vegano na Irlanda, em tradução literal), liderado pelo casal Sivan e Scott Renwick, promove atividades, turnês, viagens e jantares para mostrar que um estilo de vida livre de crueldade contra animais pode ser incrível, saudável e diversificado.

O projeto também acolhe turistas veganos e mostra que o futuro de tradições pautadas em exploração animal é a extinção.

Drag Queens fazem a diferença na luta em defesa dos direitos animais

Foto : PETA/Arquivo

Foto : PETA/Arquivo

Donas de uma força poderosa e subversiva, as Drag Queens tem o poder de canalizar as atenções, seja atuando na vanguarda da luta por igualdade dentro e “fora do armário” ou na consciência pública. E de forma menos conhecida, porém ativamente atuante, também em defesa dos direitos animais.

A quebra de paradigmas e o desafio ao politicamente correto que estes artistas provocam abre portas para a queda de preconceitos e abertura de mentes.

Bom exemplos disso são o sucesso e a audiência dos programas RuPaul Drag Race All Stars já em sua quarta temporada, recentemente lançada e RuPaul Drag Race décima primeira temporada estreando essa semana.

Famosas por seu visual ousado, seus movimentos de dança diferenciados ou seu vestuário original, muitas dessas rainhas poderosas também usam seu espaço midiático para defender os animais. O próprio RuPaul, por exemplo, já foi capa do Guia de Compras Livre de Crueldade da PETA.

Drag Queens já eram ativas e parceiras da PETA e defensoras dos animais muito antes do show Drag Race atingir o sucesso e antes até mesmo da arte drag sair dos porões e se tornar um fenômeno de massa.

Foto : PETA/Arquivo

Foto : PETA/Arquivo

Drags lendárias como Lypsinka and Flotilla DeBarge já apareciam nas campanhas publicitárias da PETA, e Boy George, Elvira, Leigh Bowery, e outros ícones e aliados LGBTQIA já haviam se junta à causa em clubes pelo mundo por campanhas e shows itinerantes como “Fur Is a Drag” (Pele é uma Drag, na tradução livre), no qual drag queens usavam casacos de pele cobertos com tinta vermelha imitando sangue.

Seguem algumas drag queens que fizeram a diferença, não só apoiando os animais com palavras mas com sua imagem e ativismo:

LADY BUNNY

Colonel Sanders como Lady Bunny quando se juntou a campanha da PETA para denunciar a KFC por crueldade com aves.

Foto : PETA/Arquivo

Foto : PETA/Arquivo

SHARON NEEDLES

Na campanha #Throwback PETA com a famosa frase: “Comer não deveria custar um braço ou uma perna”.

COURTNEY ACT

Courtney conhecida como a “Drag Diva From Down Under” foi nomeada uma das celebridades veganas mais sexys de 2017 pela PETA Austrália.

Foto : Courtney Act/Instagram

Foto : Courtney Act/Instagram

Mesmo com sua agenda lotada Courtney é vegana declarada. Ela faz receitas veganas deliciosas em seu canal no YouTube.

HONEY LABRONX

Uma das finalista do concurso promovido pela PETA de vegana mais sexy, Honey LaBronx, se tornou vegana apenas um mês após iniciar suas apresentações como drag queen, há oito anos, um movimento que chocou sua família de fazendeiros produtores de laticínios de Winconsin (EUA). Agora sua turnê de shows arrecada fundos para organizações em defesa dos direitos animais pelos país, ela também apresenta o podcast “Big Fat Vegan Radio” e um programa de culinária vegana no You Tube além de promover a alimentação vegana na parada gay de Nova York e no festival de temática drag RuPaul´s DragCon

Foto: The vegan drag queen/Instagram

Foto: The vegan drag queen/Instagram

“Eu amo levar minha mensagem pelos direitos animais para lugares onde as pessoas não estão esperando por isso. A surpresa de assistir a uma drag queen dando lições sobre como cozinhar receitas veganas pode iniciar um novo diálogo que de outra forma poderia nunca acontecer”, conta LeBronx.

Come O Quê?: Festival vegano chega em Jundiaí com cardápio variado e oficinas

Divulgação

Veganos, vegetarianos e pessoas que simpatizem ou queiram conhecer mais do universo do veganismo podem se encontrar no Festival ‘Come O Quê? – Veganismo, Sustentabilidade e Consciência’. O evento ocorrerá no dia 10 de março (domingo), no Clube São João, em Jundiaí, das 10h até às 18h. O evento será aberto ao público e terá entrada franca, mas é possível fazer a doação espontânea de ração para cães e gatos, que serão revertidas para ONGs de Jundiaí.

O festival reunirá expositores de produtos veganos, dentre os quais, cosméticos, artesanatos ecológicos, produtos de higiene, vestuário e produtos orgânicos, todos livres de exploração animal. Além disso, haverá praça de alimentação com grande variedade de alimentos veganos salgados e doces, atendimentos com terapias alternativas, oficinas de culinária, palestras e prática de Meditação e Yoga.

Divulgação

De acordo com Carla Zagotti, organizadora do evento, o Festival ‘Come O Quê?’ é a oportunidade de integração com uma nova consciência na forma de se alimentar, consumir e viver. “O evento tem como objetivo despertar o autoconhecimento, aliar mente, corpo e espírito, trazendo assuntos referentes ao desenvolvimento interior aliado a filosofia vegana”, afirma, Carla, que adotou o veganismo há dois anos, após se tornar vegetariana em 2014.

Programação

Nas oficinas e rodas de conversas, o público poderá ter acesso a assuntos relativos a auto conhecimento, nutrição vegana, cosméticos naturais e sustentabilidade. No festival, ainda será possível fazer a adoção virtual de cães e gatos.

A programação completa pode ser conferida nas redes sociais do festival, pelo Facebook e Instagram.

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Serviço

Festival Come O Quê? – Veganismo, Sustentabilidade e Consciência

Data: 10/03/2019

Horário: Das 10h às 18h

Local: Clube São João – Rua Osvaldo Cruz, 231 – Jundiaí – SP

Entrada Franca

Henkel anuncia lançamento de cosméticos veganos

A Henkel, empresa alemã fabricante de produtos químicos, anunciou o lançamento de cosméticos veganos. A marca afirmou que irá relançar o shampoo europeu “Schauma”, utilizando uma fórmula vegana, que lançará em mais mercados a linha “Nature Box” de produtos para cabelo e corpo feitos a partir de óleos prensados a frio, assim como fará o lançamento de uma nova linha de tintura de cabelo, chamada “OnlyLove”, e de uma marca vegana premium para salões de beleza chamada “Authentic Beauty Concept”. A empresa prometeu ainda expandir a linha “Pro Nature” de produtos de limpeza, incluindo detergentes.

(Foto: Reprodução / Henkel)

A decisão da empresa foi tomada com o objetivo de se alinhar com a busca dos consumidores por produtos feitos a partir de ingredientes naturais. As informações são da Reuters.

De acordo com o presidente-executivo da marca, Hans Van Bylen, os produtos certificados como veganos serão destinados, inicialmente, a um nicho de mercado. Bylen, no entanto, vê forte potencial nos produtos e acredita que eles podem ajudar a empresa a se ajustar por completo dentro da filosofia vegana.

“A crescente mudança para um estilo de vida verde e o forte aumento no número de veganos tem impulsionado a crescente demanda por ingredientes derivados de plantas em produtos de beleza”, afirmou Magda Starula, analista da empresa de dados de mercado Euromonitor.

A Henkel tomou a decisão de lançar produtos veganos após alertar em janeiro que os lucros da empresa cairiam em 2019 e que o investimento em marcas e tecnologia digital seria usado como forma de tentar retomar o crescimento. Nos últimos anos, a Henkel apresentou desempenho inferior em relação às concorrentes. No quarto trimestre, o crescimento das vendas orgânicas se recuperou em 1%, mas ficou atrás de outros setores, como selantes e lavanderia, com 2,1% e 2,8% de crescimento, respectivamente.

A L’Oreal, maior empresa de cosméticos do mundo, comprou a fabricante vegana de produtos de beleza Logocos Naturkosmetik  no ano passado e lançou uma linha própria vegana, a Botanea, feita a partir de plantas encontradas na Índia.

 

Crescimento do veganismo tem facilitado a vida de grandes atletas

No último dia 17, Neil Robertson conquistou o 15º título da carreira em provas de ranking, ao vencer o inglês Stuart Bingham na final do Open de Gales (Foto: Reprodução)

O crescimento do veganismo tem facilitado a vida de grandes atletas que optaram por uma dieta vegetariana. Anos atrás, quando algum desportista vegetariano estrito ou vegano tinha de viajar para outras regiões ou países, só havia duas opções – preparar a própria comida ou então levar alguém que o fizesse.

Realmente não era fácil encontrar restaurantes ou outros estabelecimentos comerciais que pudessem oferecer refeições completas, com todos os nutrientes que um atleta demanda quando opta por não consumir nada de origem animal.

No entanto, com o crescimento do veganismo e uma maior demanda de opções para veganos, hoje a realidade é diferente, segundo o jogador profissional de snooker Neil Robertson, que no último dia 17 conquistou o 15º título da carreira em provas de ranking, ao vencer o inglês Stuart Bingham na final do Open de Gales.

“Acho que o ano passado foi incrível se comparado a qualquer outro ano por causa de um grande boom de opções veganas em restaurantes e serviços de entrega como Deliveroo e Uber Eats. Tem sido um grande incentivo pra mim não ter que depender de estocar comida no quarto do hotel”, relatou Robertson ao Great Vegan Athletes.

Segundo o atleta vegano, que é o terceiro maior jogador de snooker profissional do mundo, faz parte de sua rotina alimentar o consumo de bananas, smoothies, espaguete vegano à carbonara ou purê de batata com ervilhas. “Também descobri o novo hambúrguer da Beyond Meat, que é simplesmente insano e um grande sucesso, mas obviamente não é para se consumir todos os dias”, declarou.

Kristen Bell e Dax Shepard lançam marca de produtos veganos para bebês

Divulgação

A atriz Kristen Bell e o ator Dax Shepard lançaram recentemente a sua marca de produtos veganos para bebês Hello Bello. Ontem, eles anunciaram que os produtos serão comercializados nas unidades da rede Walmart. Entre as opções estão xampus, loções, protetores solares, repelentes, lenços e fraldas.

“Nossos produtos são frescos e divertidos. Mais importante ainda, usamos ingredientes à base de plantas orgânicas, o que é melhor para os nossos filhos e melhor para o mundo”, disse Kristen Bell ao Walmart.

Os produtos oferecidos pela Hello Bello vão ser comercializados nos Estados Unidos por preços a partir de U$ 1,88. “Os pais não têm que escolher entre o que é bom para o bebê e bom para o orçamento”, enfatizou a atriz.

Ação da PETA coloca um homem adulto de fraldas em Londres

A nova campanha da PETA (People fot the Ethical Treatment of Animals) causou comoção no centro de Londres. Um ator, vestido com fraudas e agindo como criança, interagia com as pessoas que passavam pelos locais. Assim, o objetivo da ação era chamar atenção da população para o consumo leite, por humanos, depois de adulto.

O comercial foi feito em parceria com a agência Don’t Panic, que já colaborou com a PETA em outras campanhas.

“Já é hora de crescermos”

A lição que se toma ao assistir o vídeo é abandonar o consumo de leite e seus derivados. “Os humanos têm a vergonhosa diferença de ser a única espécie no planeta a consumir leite de outros animais quando adulto”, explicou a diretora Elisa Allen.

“PETA espera que esse vídeo possa promover risadas. Mas também atuar como um despertar aos adultos para que percebam que consumir as secreções de uma vaca é inapropriado”, completou.

Além disso, a instituição defende que os leites feitos de soja, coco, amêndoas e aveia são apropriados à idade, saudáveis e deliciosas opções para matar a sede humana.