Número de veganos tem dobrado a cada dois anos

Cerca de cinco milhões de pessoas se identificam como veganas no Brasil, de acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira (Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo)

De acordo com a organização britânica The Vegan Society, o número de veganos, ou seja, de pessoas que não consomem produtos de origem animal e que fazem oposição à exploração animal para qualquer fim, tem dobrado a cada dois anos desde 2014. No ano passado, só no Reino Unido, o total de veganos chegou a 600 mil, superando de longe os 300 mil de 2016.

Nos Estados Unidos, 1% da população se identificava como vegana em 2014, e em 2017 o número já havia subido para 6%, segundo informações da empresa de pesquisa GlobalData. Em 2018, uma pesquisa realizada pela HealthFocus informou que a demanda por produtos veganos já corresponde a 17% da população dos Estados Unidos.

No Brasil, o IBOPE Inteligência revelou em 2018 que 14% da população se identifica como vegetariana, o que corresponde a 30 milhões de pessoas; e que cerca de cinco milhões se identificam como veganas, de acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

E como reflexo desse aumento, há uma estimativa de que o mercado brasileiro de produtos veganos tem crescido 40% ao ano. Uma pesquisa realizada pela Mintel apontou que o Brasil é o sexto país que mais lançou produtos veganos entre junho de 2017 e julho de 2018.

A posição é dividida com outras nações que estão vivenciando a emergência do veganismo, como Canadá, Austrália, Itália e Áustria. Ponderando que até a década passada, quando se falava em produtos para veganos, o mercado se restringia mais ao Reino Unido e Estados Unidos, o aumento da demanda no Brasil e em outros países acaba por ser um reflexo do crescimento do veganismo.

Fonte: Vegazeta 

Festa pós-Oscar vai oferecer dezenas de opções para veganos

Cerimônia deste ano vai ser apresentada por Sam Rockwell, Frances McDormand, Allison Janney e Gary Oldman (Foto: The Academy Awards)

No dia 24, considerando o crescimento do número de atores, diretores e produtores, entre outros profissionais que não consomem nada de origem animal, a festa pós-Oscar 2019 vai oferecer um número ainda maior de opções para veganos do que no ano passado. O menu ficou a cargo do chef austríaco Wolfgang Puck, que desde 2015 tem se dedicado também à gastronomia vegana.

Em 2017, Puck publicou um artigo no Twin Cities falando sobre a procura cada vez mais crescente por pratos veganos, e que isso é algo positivo porque é inclusivo: “Você pode encontrar queijos veganos e até mesmo variedades veganas de manteigas feitas de oleaginosas, por exemplo. E também é possível em sua própria cozinha preparar molhos cremosos à base de oleaginosas, que ficam maravilhosamente ricos e lisos quando homogeneizados em um liquidificador, levando muitas pessoas que experimentam os resultados a duvidarem que um prato feito dessa forma não inclui laticínios.”

Segundo a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), dos 70 pratos que estarão no menu da festa pós-Oscar, a Governors Ball, algumas dezenas serão veganos – o que inclui guioza de cogumelo selvagem com molho ponzu de trufas negras, mini tacos de raiz de taro com berinjela com missô, rolinhos de verão embrulhados em maçã e tartar de cenoura com sementes de mostarda, rábano e alcachofra-girassol.

Entre as opções veganas também serão oferecidos pães de legumes, beterraba dourada com creme de amêndoas, tiramisu de baunilha com castanha-de-caju, halo-halo tropical, barrinhas de chocolate com coco e cookies de chocolate com sal marinho.

Fonte: Vegazeta

Agricultores que se tornaram veganos fazem palestra em conferência sobre alimentação

Recentemente, a ANDA noticiou o caso de um agricultor que entregou seus carneiros um santuário e se tornou vegano por não suportar mais ver o sofrimento e a tristeza dos animais sendo mortos para consumo humano. Mas ele não é o único a abandonar a cruel prática e abraçar a causa animal.

Jay Wilde – personagem principal do documentário “73 vacas”

Outros dois ex-criadores de animais também mudaram para a agricultura vegetal, Jay Wilde – personagem principal do documentário “73 vacas” e Colm O’Dowde e Colm O’Dowde, o agricultor orgânico da Iain Tolhurst. Ambos serão palestrantes da conferência The Grow Green, na Biblioteca Britânica, em abril deste ano.

Eles vão abordar as muitas questões em torno do porquê e como os agricultores podem se afastar da agricultura animal e procurar oportunidades no setor de plantas.

Tópicos da conferência

A conferência, organizada pela The Vegan Society, abordará as implicações do aumento de alimentos vegetais para o meio ambiente, o uso da terra e os agricultores britânicos. Ele também irá explorar como um futuro forte para as plantas pode ajudar a cumprir as metas da mudança climática e quais políticas podem apoiar uma transição para isso.

Haverá painéis de discussão cobrindo outros tópicos, tais como barreiras políticas para a uma forte produção de plantas; fazer o melhor uso da terra no Reino Unido; e garantir que a demanda por produtos vegetais seja atendida pela produção.

Entre os principais oradores estão a Dra. Helen Harwatt, Farmed Animal Law e Policy Fellow da Universidade de Harvard; Natalie Bennett, ex-líder do Partido Verde; e Marcela Villarreal, diretora de Cooperação Sul-Sul da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.

Futuro vegano

“O interesse em alimentos à base de plantas aumentou exponencialmente nos últimos anos”, disse Louise Davies, da The Vegan Society. As informações são da Plant Based News .

“Junto com isso, cientistas e acadêmicos estão confirmando que precisamos reduzir nosso consumo de produtos animais”.

“Esta importante conferência discutirá as implicações da mudança de dietas para a produção de alimentos, nossa terra e o meio ambiente, e explorará os desafios e oportunidades que isso representa para os produtores britânicos”.

“A Vegan Society está empenhada em colaborar com o setor agrícola e garantir que os agricultores britânicos possam se beneficiar do aumento da ingestão de vegetais”.

Mudanças na agricultura

“A ciência é clara e consistente sobre a necessidade de reconfigurar os sistemas alimentares para atender aos limites ambientais, ao mesmo tempo em que aborda uma miríade de problemas de saúde pública”, acrescentou Helen Harwatt.

O Dr. Harwatt lançará as descobertas da pesquisa do Programa de Lei e Política Animal da Harvard Law School, modelando a produção agrícola alternativa no Reino Unido, no evento.

Ela acrescentou: “A mudança necessária para o uso atual de terras agrícolas para limitar a elevação da temperatura global a 1,5ºC e enfrentar a crise da vida selvagem é vasta e sem precedentes”.

“A boa notícia é que existem soluções para ajudar a resolver esses problemas simultaneamente. Nossa próxima pesquisa demonstra uma oportunidade para o setor agrícola do Reino Unido liderar o caminho.”

Mais de 40% dos holandeses reduzem drasticamente o consumo de carne

Foto: Pixabay

A Europa vem ganhando destaque nas questões de bem-estar animal e conservação do planeta. Embora os desafios e obstáculos ainda sejam sejam grandes, o crescente número de pessoas que aderiram ao veganismo pela conscientização dos problemas e da crueldade causados pelo consumo de carnes é animador.

Recentemente, o Reino Unido foi considerado o “líder mundial do veganismo” devido ao crescimento dessa população no país. Mais de 50% dos veganos britânicos mudaram a alimentação por questões éticas.

Agora é a vez da Holanda surpreender e mostrar que está engajada na causa animal, após escândalos e denúncias de maus-tratos em fazendas e laboratórios.

Os holandeses estão se afastando da carne mais do que nunca. Mais de 30% das pessoas dizem que diminuíram significativamente o consumo.

Um estudo de 20.000 indivíduos revelou que um em cada três holandeses reduziu o número de bifes e hambúrgueres no ano passado, segundo pesquisa da Nu .

Alimentos à base de plantas são cada vez mais populares: dois por cento dos participantes se dizem vegetarianos e um por cento são veganos.

Novamente, as questões de bem-estar animal e do planeta foram os principais motivadores para aqueles que optaram abandonar o consumo de carne. Cerca de 90% dos vegetarianos e veganos disseram que a crueldade animal era a principal razão para evitar a carne.

A questão ambiental é a principal razão pela qual os consumidores reduzem a ingestão de carne. Cerca de 50% dos consumidores de carne também citaram o bem-estar animal como uma preocupação – o que é bastante contraditório, como já mencionou a cantora vegana Miley Cyrus.

Carne vegana na Holanda

As opções veganas e vegetarianas de carnes estão se tornando mais populares entre os holandeses. Nos primeiros 11 meses de 2018, 97 milhões de euros foram gastos em carnes sem originam animal, destacou a DutchNews.

Em março, a “Semana Nacional Sem Carne da Holanda” será realizada pela segunda vez. A campanha anual incentiva as pessoas em todo o país a abrir mão da carne por razões éticas, ambientais e de saúde.

Foto: Pixabay

De acordo com a organização por trás da iniciativa, todos os adultos que deixam de comer carne durante a semana economizam 770 gramas de carne animal, 130 litros de água e o impacto ambiental equivalente de 76 quilômetros de direção. As informações são do DutchNews.

O Conselho de Infra-estrutura Ambiental dos Países Baixos,  que oferece soluções políticas, também reconheceu o potencial de uma dieta baseada em vegetais e recomendou que, por razões de sustentabilidade e saúde pública, o governo e o parlamento devem ajudar os cidadãos a cortar a carne.

“Uma dieta mais saudável terá um impacto positivo nos custos dos cuidados de saúde, enquanto uma dieta mais sustentável beneficiará o ambiente natural e humano” , escreveu o Conselho.

Segundo o LiveKindly, em resposta ao crescente interesse, a cadeia de supermercados Spar Supermarket, fundada pelos holandeses, acaba de lançar sua própria linha vegana com mais de 100 produtos, incluindo carne à base de vegetais e sorvete sem laticínios.

Outra cadeia de supermercados, chamada Jumbo Foodmarkt, acrescentou várias prateleiras dedicadas a produtos veganos.

 

 

 

 

 

Consumo de carne vermelha no Reino Unido cai quase 30% na última década

O consumo de carne vermelha e processada entre os britânicos caiu quase 30% nos últimos 10 anos. A pesquisa, intitulada National Diet and Nutrition Survey (em português, Pesquisa de Dieta e Nutrição Nacional) foi realizada pela agência governamental Food Standard Agency.

De acordo com os dados, a ingestão de carnes vermelhas e processadas diminuiu 19 gramas de 2008 a 2017. Entre o público de 11 a 18 anos, a diminuição foi de 15 gramas. Já os maiores de 65 anos reduziram o consumo em 11 gramas.

A pesquisa também apontou que uma dieta rica em alimentos processados, como bacon e presunto, pode aumentar o risco de câncer colorretal. É recomendado que pessoas que consomem mais de 90 gramas desses alimentos reduza a ingestão diária para 70 gramas.

Apesar da diminuição no consumo de carne, a pesquisa apontou que os britânicos ainda comem uma quantidade menor de vegetais e frutas do que a necessária. (Foto: pixabay)

Histórico de pesquisas

O Fundo de Pesquisa Mundial sobre Câncer divulgou, em junho do ano passado, uma pesquisa que aconselhava os consumidores a reduzirem ou acabarem com a ingestão de processados.

Em relação à carne vermelha, o indicado pelo Fundo de Pesquisa é que se consuma, no máximo, três porções por semana. Eles também apontam fortes evidências de que o consumo desses alimentos podem causar câncer colorretal.

Prevenção de doenças

A mesma pesquisa indica que, ao cortar carnes, laticínios, álcool e bebidas açucaradas, cai para 40% o risco de câncer. Dessa forma, uma dieta rica em produtos de origem vegetal pode ajudar a prevenir futuras doenças.

“Meu único arrependimento é não ter feito isso antes”, diz o cartaz de divulgação do Veganuary. (Foto: Facebook/Veganuary)

No ano passado, um estudo da organização de pesquisa IGD revelou que 66% dos consumidores entre 18 e 24 anos reduziram ou eliminaram a ingestão de carne. Além disso, no início de 2019, o Veganuary bateu recorde de inscritos: 250 mil pessoas optaram por seguir uma dieta vegana no primeiro mês do ano.

 

Ativista vegana de 12 anos pede ao Papa Francisco que seja vegano na quaresma

Foto: Christopher Furlong | Getty Images

Chamada de Million Dollar Vegan, a campanha apoiada por celebridades, ambientalistas e organizações tem como objetivo promover algumas das questões mais urgentes do mundo – mudança climática, fome global, saúde e bem-estar animal.

Se o pontífice concordar, a Million Dollar Vegan, juntamente com a Blue Horizon International Foundation, oferecerá US$ 1 milhão para a caridade que ele escolher.

A campanha busca ressaltar o impacto devastador da pecuária, que segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, tem um impacto maior sobre o aquecimento global do que as emissões de combustíveis de todo o setor de transporte no mundo, que é o principal fator do desmatamento e da perda de biodiversidade.

Genesis Butler, de 11 anos, juntou-se à campanha para convencer o Papa Francisco a se tornar vegano na quaresma, quando muitos católicos praticantes abandonam os luxos nas semanas que antecedem a Páscoa .

Uma carta, escrita por Butler e destinada ao Papa, fala sobre conexão entre mudança climática e poluição, destacando também a ineficiência da criação de animais e como ela contribui para a fome mundial, a extinção da vida selvagem e o sofrimento dos animais.

“A agricultura e o abate de animais causam muito sofrimento e também são uma das principais causas das mudanças climáticas, do desmatamento e da perda de espécies”, escreveu Butler.

“Quando alimentamos as culturas de animais que os humanos ‘podem’ comer, é um desperdício. E com uma população mundial crescente, não podemos nos dar ao luxo de ser um desperdício”.

Butler pediu a oportunidade de conhecer o Papa Francisco para que ela possa discutir as questões levantadas em sua carta pessoalmente; muitas das mesmas questões que o Papa Francisco também abordou em sua carta encíclica de 2015, Laudato Si.

Paul McCartney e Moby estão entre as celebridades, incluindo organizações de bem-estar animal, apoiando a campanha Million Dollar Vegan; que também assinaram a carta ao Papa Francisco.

“Estamos lançando essa campanha ousada para acordar nossos líderes mundiais”, disse Matthew Glover, CEO da Million Dollar Vegan e co-fundador da campanha Veganuary.

“Por muito tempo eles falharam negando as evidências dos danos causados ​​às pessoas e ao planeta pela agricultura animal. Pior, muitos defenderam e subsidiaram essa mesma indústria. Mas a evidência agora é gritante e convincente, e não podemos permitir que eles permaneçam em silêncio por mais tempo”.

“Somos gratos que o Papa Francisco tenha se manifestado sobre essas questões e é por isso que estamos humildemente pedindo a ele que tente vegano durante a quaresma e dê um exemplo de como cada um de nós pode alinhar nossos princípios de carinho e compaixão com nossas ações. ”

Como mostrado no site Million Dollar Vegan , um importante relatório publicado pela ONU em 2018 alertou que há apenas 12 anos para frear uma catástrofe da mudança climática.

A campanha e petição Million Dollar Vegan foram lançadas na Austrália, Índia, Brasil, Portugal, Alemanha, Espanha, Chile, Itália, México, Peru, Canadá, EUA e Reino Unido. As informações são do World Animal News e do LiveKindly.

SVB organiza curso de capacitação para ativismo vegano ministrado por Melanie Joy

Divulgação

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e o Center for Effective Vegan Advocacy (CEVA) anunciam a primeira edição do curso de capacitação para ativistas veganos do Brasil. O evento também conta com o apoio das Organizações Não Governamentais (ONGs) Mercy For Animals Brasil e o Fórum Animal de Proteção e Defesa Animal e tem como objetivo aumentar o impacto social do veganismo e oferecer ferramentas que aumentam a eficiência de grupos e organizações comprometidas com a causa.

O curso possui 12 horas de duração e será ministrado pela psicóloga Dra. Melanie Joy, autora do livro ‘Por que amamos cachorros, comemos porcos e vestimos vacas’. “É com grande alegria e satisfação que conseguimos trazer ao Brasil uma grande referência mundial como a Dra. Melanie. Além de escritora e psicóloga, ela milita há mais de 15 anos a favor da causa vegana e conhece muito bem o setor”, destaca Mônica Buava, gerente de campanhas da SVB. Também participa da capacitação o escritor e criador do site Vegan Strategist, Tobias Leenaert.

Os painéis tratam dos temas: ‘Fazendo a diferença pelos animais’; ‘Comunicação Efetiva’, ‘Ativismo vegano eficaz’; ‘Simplificando a compaixão: normalizando o veganismo’; ‘Divulgação estratégica do veganismo’; e ‘Ativismo sustentável’. As palestras estão previstas em duas grandes capitais brasileiras.

Na região Sul do Brasil, a cidade de Porto Alegre receberá o evento no IPA (Auditório da Biblioteca), de 12 a 14 de fevereiro, das 19h às 22h30. A cidade de São Paulo, por sua vez, receberá a apresentação nos dias 16 e 17 de fevereiro, no auditório da Universidade Anhembi Morumbi (Unidade Vila Olímpia), das 9h às 17h. As inscrições podem ser feitas pelo site da SBV.

Serviço

Capacitação para um Ativismo Vegano Eficaz

– Porto Alegre, entre os 12 e 14 de fevereiro no IPA (Auditório da Biblioteca), das 19h às 22h30;

– São Paulo, dias 16 e 17 de fevereiro, na Universidade Anhembi Morumbi (Unidade Vila Olímpia) Custo: R$ 60,00 – curso com 12 horas de duração;

Inscrições podem ser realizadas aqui.

Senador vegano confirma que vai concorrer à presidência dos EUA

Entre as contribuições do congressista estão a introdução de alguns projetos como o fim dos testes em animais na indústria cosmética (Robyn Beck/AFP/Getty Images)

Hoje, o senador vegano Cory Booker confirmou que vai concorrer à presidência dos Estados Unidos em 2020. O anúncio está sendo divulgado pelos principais veículos de comunicação do país. No mês passado, ele recebeu o apoio do ex-presidente Jimmy Carter. Membro do Partido Democrata, Booker já foi prefeito de Newark e em 2012 foi eleito senador pelo estado de Nova Jersey.

Entre as contribuições do congressista estão a introdução de alguns projetos como o fim dos testes em animais na indústria cosmética, a criminalização da prática de se domesticar animais como leões e tigres e o fim do comércio de barbatanas de tubarão. Ele também é um dos defensores do Wild Act, que promove a conservação da vida selvagem e visa proteger espécies ameaçadas.

Cory Booker já era vegetariano nos anos 1990, quando tentou ser vegano. Embora não tenha conseguido à época, mais tarde abraçou o veganismo sem retroceder. “[Percebi que] eu não estava vivendo a minha verdade”, revelou a Vance Lehmkuhl do portal de notícias Philly, acrescentando que muitas vezes as pessoas evitam a verdade sobre algo porque é inconveniente, porque sabem que isso não se alinha com seus valores e sua bússola moral.

Evento reúne comida vegana, arte, cultura e saúde em Americana (SP)

O Colégio Adventista de Americana, com apoio e produção da ONG Garoa Cultura e Cabeto Rocker Produções, promove no dia 3 de fevereiro, domingo, das 12h às 19h, o Mega Vega Festival Vegano. Um encontro voltado para boa alimentação sem ingredientes animais, o conhecimento, educação e em vários segmentos do conhecimento humano.

Com entrada franca ao público o evento vai oferecer nas áreas da saúde, artes, alimentação, esporte, direitos animais e sustentabilidade, uma programação bastante diversificada e com repasse de informações feitas por profissionais qualificados.

Participarão do evento mais de 30 expositores veganos, além de musica com o DUO A2 e poesia com Daniela Antonelli.

O Dr. Caio Fiori, pediatra e endocrinologista, vai ministrar uma palestra e roda de conversa com o tema ‘Saúde infantil e veganismo”, onde abordará e tirará dúvidas sobre o universo da boa saúde de nossos pequenos.

Já a Drª Maria Castellano- mestre e doutora em Ciências Ambientais, vai ministrar a palestra ‘ Veganismo: o que é, por que, para quem?’ com foco nas questões ambientais e éticas relacionadas ao modelo alimentar predominante na atualidade.

Renata Octaviani, chef e consultora culinária vegana com formação internacional, vai ministrar uma oficina ensinando os inscritos a preparar nhoque de feijão preto com molho de tome condimentado e crispy de couve.

Leonardo Celli Coelho, administrador de empresas, empresário do setor de energia renovável e eletro mobilidade, a palestra e roda de conversa “A eletricidade e seu poder libertário”, e trocar informações valiosas para diminuirmos nosso impacto na natureza.

Já Daniela Antonelli, com formação em Psicanálise, além de experiência em fotografia e literatura, vai organizar junto aos participantes do festival, um SARAU de poesia e desenhos durante o evento. As pessoas poderão se manifestar artisticamente, de forma espontânea e os resultados ficarão expostos durante o evento.

E Katia Tavares, com formação em pedagogia para crianças no ICELP, Jerusalém, Israel e mestre em educação pela Puc- Campinas, trás a roda de conversa ‘Educação para o futuro: a escuta da infância”, onde vai discorrer sobre a importância de educarmos a sensibilidade, a inteligência e a imaginação das crianças e dos jovens.

E ainda uma ‘Oficina de lancheira vegana”, com Joseane Andrade, culinarista vegana e criadora da empresa Ah Cenourita!, com deliciosas receitas e truques para a confecção de um cardápio delicioso com lanches saudáveis. A oficina é focada na saúde das crianças e o estímulo para que os pais conheçam a riqueza nutricional da culinária sem ingredientes animais.

Programação

Oficina de lancheira vegana, com Joseane Andrade, as 10h, na Cantina/Lanchonete

“Veganismo: o que é, por que, para quem?”, com Maria Castellano, as 13h

“Saúde infantil e veganismo”, com Dr. Caio Fiori, as 14h

“Educação para o futuro: a escuta da infância”, com Kátia Tavares, as 15h

Oficina culinária com Renata Octaviani, as 14h30, na Cantina/Lanchonete

“A eletricidade e seu poder libertador”, com Leonardo Celli Coelho , as 16h

legumes

Empresas devem apoiar os veganos durante o ano inteiro

Janeiro costuma ser o mês em que experimentamos coisas novas e tentamos nos abster de velhos hábitos. Tudo começou com as resoluções de ano novo. Então as pessoas começaram a tentar o “Dry January”, renunciando ao álcool durante todo o mês para compensar o excesso de bebida no Natal.

legumes

Foto: Getty Images

O conceito evoluiu e agora temos o “Veganuary”, onde as pessoas se desafiam a aderir a uma dieta vegana durante todo o mês.

Enquanto você provavelmente já ouviu falar do Veganuary em anos anteriores, o movimento se tornou recentemente um negócio muito maior. Ele ganhou muito mais visibilidade este ano – principalmente porque tantas marcas decidiram repentinamente entrar na onda vegana.

Pizza Hut e McDonalds adicionaram opções veganas aos seus menus. A Marks and Spencer lançou a Plant Kitchen, sua linha de produtos veganos.

E, claro, a Gregg’s lançou o famoso rolo de salsicha vegano que dividiu o mundo nas redes sociais.

Alguns adoraram o produto. Outros (em especial, o apresentador de televisão Piers Morgan) ficaram indignados com sua existência – a decisão de Morgan de criticá-lo em rede nacional durante o horário nobre certamente ajudou a aumentar a demanda pelo rolo de salsicha. A polêmica valeu a pena para a Gregg’s: o preço de suas ações subiu quase um quarto desde o início do ano.

As principais marcas estão finalmente atendendo à crescente população vegana do Reino Unido, o que certamente é uma maravilha em termos de escolha do consumidor, mas por que demorou tanto? Ou, para inverter a questão, por que tantas marcas decidiram que 2019 será o ano do veganismo?

Você tem que se perguntar se, com tantas marcas de repente tentando gerar lucro com o Veganuary, isso se tornou simplesmente um exercício cínico de marketing, que reduz o veganismo a apenas outra tendência de consumo.

Afinal, o veganismo é muito mais do que apenas uma escolha alimentar. É um estilo de vida e um conjunto de crenças profundamente arraigadas. Olhe para a controvérsia em torno da cadeia de supermercados britânica Waitrose no ano passado, quando o editor de sua revista, William Sitwell, disse a uma jornalista freelance que ela deveria escrever sobre “matar veganos, um por um”. Sitwell teve que deixar seu cargo, depois que o supermercado levou um grande processo de relações públicas.

De fato, em breve pode ser um crime discriminar os veganos dessa maneira, já que o veganismo provavelmente se tornará uma característica protegida como religião ou orientação sexual.

Um tribunal trabalhista em março decidirá se o veganismo é uma “crença filosófica” protegida por lei, com base no caso de Jordi Casamitjana, que afirma que seu empregador o demitiu porque ele era um autoproclamado “vegetariano ético”. Um pouco ironicamente, ele foi contratado pela League Against Cruel Sports – uma organização em prol do bem-estar animal.

Então, isso explica por que as marcas estão seguindo a onda do Veganuary? Eles estão tentando ampliar sua gama de produtos para evitar que aparentem “discriminar” seus clientes veganos?

Ou isso é um movimento friamente comercial? Atualmente há mais veganos no Reino Unido do que nunca – o número de membros da Vegan Society aumentou 24% de 2017 a 2018 – e muitas pessoas estão tentando reduzir o consumo de carne e produtos lácteos, aumentando a demanda por alternativas livres de crueldade animal.

Isso ocorre porque o veganismo está na intersecção de duas tendências crescentes, ambas as quais estão repletas de oportunidades de marketing: a preocupação com o meio ambiente e com o bem-estar.

A tendência do bem-estar cresceu enormemente nos últimos anos. O recente artigo de Jessie Hewitson no The Times expôs algumas das maneiras peculiares como as pessoas tentam viver de forma mais saudável, desde o uso de HumanChargers e a medição dos níveis de pH da urina até a ingestão de “carvão ativado”.

Os consumidores estão igualmente mais conscientes do seu impacto ambiental. O veganismo não é mais apenas sobre o bem-estar animal – muitas pessoas provavelmente se inscreveram no Veganuary este mês para tentar reduzir sua pegada de carbono.

Mas enquanto o veganismo é considerado uma dieta ambientalmente mais sustentável – a Carbon Trust, empresa que ajuda os governos a reduzirem suas emissões de carbono, afirma que a carne vegana da Quorn tem uma pegada de carbono até 13 vezes menor do que a carne bovina – algumas empresas ainda não admitem que importar abacates e vegetais exóticos do exterior para atender a este público é realmente mais sustentável do que vender carne de origem local.

E não apenas a sustentabilidade desse último empurrão para o veganismo está em dúvida, os consumidores não têm muita certeza de que essa nova gama de produtos seja realmente feita em condições veganas.

Veja o que aconteceu com a Marks e Spencer quando a empresa tentou tirar proveito do Veganuary.

“A M&S foi criticada por avisar em letras pequenas que os produtos de sua nova linha vegana ‘não são adequados para pessoas com intolerância à produtos derivados de leite ou ovos’. Os produtos ‘veganos’ vinham de fábricas que utilizavam produtos de origem animal, incluindo ovos ou leite,” alerta Amelia Boothman, diretora de marca e estratégia de inovação na agência 1HQ. “Alguns consumidores usaram suas mídias sociais para reclamar dos rótulos veganos enganosos.”

Portanto, tentar lucrar com uma tendência pode sair pela culatra.

Há um risco de que o veganismo esteja sendo reduzido a mais uma moda passageira, da qual muitas celebridades estão se aproveitando: os músicos Jay-Z e Beyoncé “desafiaram” seus fãs neste mês a se tornarem veganos por 22 dias e lançaram um site com planos de refeição e dicas.

Por um lado, com certeza, eles estão incentivando as pessoas a experimentarem o veganismo, mas, por outro, é mais uma oportunidade para que eles desenvolvam sua marca pessoal.

Embora eu tenha certeza de que muitos vegetarianos e veganos receberão uma maior variedade de opções em seus restaurantes e supermercados locais, não esqueçamos que, fundamentalmente, as marcas estão tentando transformar a ética e a moralidade do veganismo em mais uma commodity para lucrar.

Os varejistas de alimentos estão tentando nos fazer comprar seus produtos, comercializando e lucrando com a tendência vegana sem respeitar verdadeiramente seus ideais.

Todos nós podemos admitir que muitas vezes quebramos nossas resoluções de ano novo logo depois de defini-las. Quando chegarmos ao final do Veganuary, talvez as marcas possam fazer outra resolução e se comprometerem a apoiar seus clientes veganos durante todo o ano – mesmo se as vendas diminuírem após o fim do Veganuary.