Especialistas ressaltam a importância do mel para abelhas

Foto: Livekindly/Reprodução

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Muitas pessoas usam mel como adoçante para chá e alguns produtos assados, mas o produto é feito por abelhas, a questão de seu status vegano ser uma discussão em andamento nas comunidades.

Algumas das dúvidas mais frequentes das pessoas é sobre o que seria o mel e como as abelhas o produzem, como isso acontece?

Primeiro, o néctar – um líquido açucarado encontrado nas flores – é coletado por uma abelha usando sua probóscide, uma espécie de língua longa e fina semelhante a palha. O inseto armazena o néctar em seu estômago extra, chamado de “colheita”. O néctar é tão importante para as abelhas que, se uma abelha operaria de mel encontra uma boa fonte, ela é capaz de comunicá-la a outras abelhas por meio de uma série de danças.

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O pólen é tão importante quanto o mel: os grânulos amarelos encontrados nas flores são uma fonte de alimento para as abelhas, ricos em proteínas, lipídios, vitaminas e minerais. Eles são armazenadas em favos vazios e podem ser usados para fazer “pão de abelha”, um alimento fermentado que os insetos fazem umedecendo o pólen. Mas a maioria dos alimentos é coletada via busca por alimentos.

Enquanto as abelhas zumbem em torno da coleta de pólen e néctar, as enzimas em seu estomago se misturam com o néctar que ele já possui. Isso transforma sua composição química e pH, tornando-o melhor para armazenamento a longo prazo.

Uma vez que a abelha retorna à sua colmeia, ela passa o néctar para outra abelha via regurgitação em sua boca (daí porque alguns chamam mel de “vômito de abelha”). O processo é repetido até que o néctar, transformado em um líquido mais espesso rico em enzimas do estômago, seja depositado em um favo de mel.

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As abelhas ainda têm mais trabalho para transformar o néctar em mel. Os insetos usam suas asas para “ventilar” o néctar, acelerando o processo de evaporação. Uma vez que a maioria da água se foi, as abelhas finalmente têm mel. Uma abelha vai selar o favo de mel por meio da secreção de seu abdômen, que endurece em cera de abelha, e o mel pode ser armazenado indefinidamente. Do início ao fim, as abelhas reduzem o teor de água de 90% do néctar para 20%.

Segundo a Scientific American, uma colônia pode produzir cerca de 250 libras (carca de 113 kg) de néctar – um feito significativo, considerando que a maioria das flores produzirá apenas a mais ínfima gota de néctar.

Um pote típico de mel requer um milhão de visitas à flores. Uma colônia pode produzir entre 50 a 100 potes de mel por ano.

As abelhas precisam de mel?

As abelhas tem bons motivos para trabalhar tanto para fazer mel.

De acordo com BeeSpotter, uma colônia média consiste em cerca de 30 mil abelhas residentes. Estima-se que as abelhas usem entre 135 a 175 galões (ou cerca de 2.100 libras) de mel anualmente.

O pólen é a principal fonte de alimento das abelhas, mas o mel também é importante. Abelhas operárias usam o mel como fonte de carboidratos para manter seus níveis de energia elevados. Ele também é consumido por abelhas adultas antes dos vôos de acasalamento e é essencial para ajudar seus filhos (larvas) a crescer. Quando o néctar é escasso, leva a uma alta chance de falha no desenvolvimento em adultos.

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Um dos usos mais importantes do mel é durante o inverno, quando as abelhas operárias e a rainha se agrupam e metabolizam para gerar calor. Há poucas flores para polinizar após a primeira geada, então o mel se torna uma fonte vital de alimento. A ação ajuda a proteger a colônia do clima frio, mantendo-a a 85 ° F (cerca de 29°C). A colônia perecerá se o suprimento de mel ficar aquém.

O homem e o mel

O mel tem sido parte da alimentação humana por milhões de anos.

Alyssa Crittenden, ecologista comportamental e antropóloga nutricional da Universidade de Nevada, em Las Vegas (EUA), escreveu sobre a história do consumo humano de mel na revista Food and Foodways. Ela argumenta que o mel pode ter sido uma importante fonte de alimento assim como carne e batata para ajudar os primeiros membros do gênero Homo a evoluir.

Embora não existam fósseis para provar que os primeiros humanos comiam mel, há evidências. Arte rupestre retratando favos de mel, enxames de abelhas e coleta de mel que remontam a 40 mil anos atrás foi encontrada na África, Europa, Ásia e Austrália.

Crittenden aponta para uma série de outras provas de que os primeiros seres humanos podem ter incluído o mel em suas dietas. Primatas como babuínos, macacos e gorilas são conhecidos por comer mel. Por causa disso, ela disse ao Smithsonian, “é muito provável que os primeiros hominídeos fossem tão capazes de coletar mel”.

Foto: Livekindly/Reprodução

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A Science Magazine reforça esse argumento com mais evidências: os hieróglifos egípcios que descrevem abelhas datam de 2400 aC. Cera de abelha foi encontrada ao lado de panelas de barro com 9 mil anos de idade na Turquia – especula-se que se eles impermeabilizavam os vasos ou poderia ser um resíduo de favo de mel usado como adoçante. O mel também foi encontrado em túmulos egípcios do Faraó.

O mel é vegano?

É possível que o mel, assim como a carne, o leite, o queijo e os ovos, possa ter sido uma parte antiga da dieta humana. Mas comer mel é parte da ética vegana?

De acordo com a The Vegan Society, “o veganismo é um modo de vida que procura excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade dos animais para alimentação, vestuário ou qualquer outro propósito”.

Seguindo esta definição, o mel não é vegano, é o mesmo que usar animais para comida. Mas alguns podem argumentar que enquanto o mel produzido comercialmente não é bom, o mel coletado das abelhas de quintal é. Mas a Vegan Society afirma que nenhum mel é vegano:

“O mel é feito pelas abelhas para as abelhas e sua saúde pode ser sacrificada quando é colhido por humanos. É importante ressaltar que colher mel não se correlaciona com a definição de veganismo da The Vegan Society, que procura excluir não apenas a crueldade, mas a exploração”.

O mel não é apenas importante para a sobrevivência de uma colônia, mas também é uma tarefa que exige muito trabalho. A Vegan Society observa que cada abelha produzirá apenas uma duodécima de uma colher de chá de mel durante a vida.

A prática de tirar o mel das abelhas também pode prejudicar a colmeia. Quando os apicultores convencionais “colhem” o mel, ele o substituem como um derivado do açúcar que não possui os micronutrientes encontrados no mel.

Também não é correto criar abelhas selvagens apenas para coletar pólen. Assim é feito com bois e vacas, as abelhas criadas para aumentarem a eficiência são criadas especificamente para elevar a produtividade. O pool genético estreito que resulta da criação seletiva torna a colônia mais suscetível a doenças e a extinções em larga escala.

Além disso, as colônias são regularmente destruídas após a colheita, em nome de manter os custos baixos. As abelhas rainhas, que normalmente deixam a colmeia para começar novas colônias, têm suas asas eliminadas.

As abelhas produtoras de mel são comercializadas para fins de polinização e produção de mel, mas não são nativas da América do Norte e sua presença tem um efeito negativo sobre os polinizadores (abelha mangava) e sobre o meio ambiente.

Doenças causadas por overbreeding (reprodução exagerada) podem se espalhar para polinizadores nativos, como as abelhas mangava, que fazem o trabalho de polinização melhor do que as abelhas de mel, de acordo com uma pesquisa da Universidade da Califórnia.

Outros estudos descobriram que as abelhas têm um efeito negativo sobre as populações de polinizadores nativos, mas a questão é complicada – as abelhas contribuem com 20 bilhões de dólares para a produção agrícola dos EUA anualmente.

As abelhas enfrentam outras questões, como o Transtorno do Colapso das Colméias (CCD), uma morte em massa misteriosa de abelhas que tem sido ligada a pesticidas, estresse de ser transportado como vacas e bois para “serviços de polinização” e outras questões, de acordo com a EPA (Agência de Proteção Ambiental). O CCD diminuiu nos últimos anos, mas suas causas ainda não são totalmente compreendidas. A maior parte do mel do mundo é coletada dessas abelhas usadas para polinizar culturas de monoculturas.

Para o mel que vem de abelhas de quintal, alguns podem comê-lo, enquanto outros veganos o evitam porque as abelhas fazem isso por si mesmas, não por seres humanos.

Trezentos animais explorados para venda foram resgatados este ano no PR

Cerca de 300 animais foram resgatados de 11 canis clandestinos que os exploravam para reprodução e venda apenas este ano em Curitiba e na Região Metropolitana, no Paraná. Os resgates foram iniciados no final de janeiro e realizados pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) da Polícia Civil do Paraná.

Foto: Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente

Nos últimos meses, 14 cachorros foram encontrados doentes e feridos em um canil em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Outros 43 cães foram encontrados na região norte de Curitiba e, nesta semana, 17 yorkshires que eram explorados para venda, sendo comercializados pela internet de forma irregular, foram resgatados de um canil na capital. As informações são da Gazeta do Povo.

O Código de Saúde do Estado do Paraná proíbe, desde 2001, que animais sejam criados para venda em área urbana. Em Curitiba, cidade que não tem área rural, a proibição foi reforçada pela Lei Municipal 13.914, de 2011. Denúncias anônimas de canis que reproduzem animais para venda, feitas pela Central 156 ou através da Rede de Proteção Animal, ambas ligadas à Prefeitura de Curitiba, são comuns.

“Se tiver um canil comercial em Curitiba, ele está ilegal. Mas não é necessariamente crime: só vai ser crime se o estabelecimento estiver praticando maus-tratos”, explica o delegado de Proteção ao Meio Ambiente da PCPR Matheus Laiola.

“Toda a questão que envolve animais e sofrimento animal tem tido mais atenção da sociedade, as pessoas estão denunciando mais situações de sofrimento animal”, diz a presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC), Soraya Simon, que acredita que a visibilidade dada às ações de fiscalização motiva as pessoas a denunciar.

“Curitiba é um município que ainda precisa de muito mais apoio e estrutura, mas que tem conseguido trabalhar bastante, com boas condições de fazer muita coisa, o que não acontece em outros lugares onde até existe boa vontade, mas os órgãos não conseguem agir”, aponta.

A Rede de Defesa e Proteção Animal da Cidade de Curitiba promove não só a fiscalização, como também a prevenção ao abandono e a conscientização sobre o tema, além de ser responsável por realizar intervenções conjuntas para coibir irregularidades e crimes.

Segundo a chefe da rede, Vivien Morikawa, as denúncias recebidas pelo órgão aumentaram a ponto de quase dobrar. “Ter mais denúncias não é uma coisa ruim, embora gere mais trabalho e a gente precise de mais estrutura. As denúncias querem dizer que eu tenho uma sociedade mais atenta e que não quer colaborar com situações de maus-tratos”, afirma.

De acordo com a professora Rita Garcia, do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que é pesquisadora do bem-estar animal e do controle populacional de cães e gatos, existem diversos níveis maus-tratos. “Eles vão de negligência aos cuidados com os pelos e falta de banho até casos bem graves, que interferem na liberdade nutricional, ambiental, comportamental e sanitária do animal”, lista.

Alimentação inadequada das fêmeas que estão grávidas ou amamentando e doenças relacionadas a isso, como desnutrição, configura maus-tratos, segundo a pesquisadora. Sobre a questão ambiental, é preciso que os animais tenham camas confortáveis e estejam em um ambiente seguro e que os proteja de frio, calor e chuva.

Condições como superlotação do local onde o animal é mantido ou privar os filhotes do convívio com os irmãos e com a mãe também caracteriza maus-tratos por ferir a liberdade comportamental do animal, levando-o a ficar estressado. “Estudos mostram que animais retirados desse convívio antes dos 60 dias de vida têm mais predisposição a ter distúrbios comportamentais”, afirma a veterinária.

Falta de banhos e de higiene nos canis e ausência de vacinação são casos de maus-tratos que prejudicam a liberdade sanitária do animal. “Como pode ter um maior risco de doenças, o protocolo de vacinas nessas situações é mais intensificado. Mas esses criadores de fundo de quintal fazem protocolos que não têm uma orientação veterinária, aplicando eles mesmos as vacinas. No entanto, ter um veterinário responsável é obrigatório para todos os estabelecimentos que mantêm animais”, pontua Rita.

Adoção

A opção pela adoção é sempre melhor do que pela compra, é o que defendem os protetores de animais e as ONGs. Além do alto número de animais abandonados, que precisa encontrar um lar, os maus-tratos frequentes no comércio de animais são mais um motivo para que os ativistas defendam a adoção.

Ainda há, no entanto, preconceito com determinados animais. Sem raça, pretos, idosos, com alguma deficiência, todos sofrem na busca por uma nova casa. Até mesmo os de raça, resgatados de canis, encontram dificuldades quando não são mais animais novos, ativos e saudáveis. “Precisa existir uma forma de acelerar, de responsabilizar essa pessoa [dona do canil clandestino] por tudo até que os animais sejam adotados”, opina Soraya.

“A maioria [dos criadores irregulares] ‘não está nem aí’ e trata os animais de qualquer jeito, sem acompanhamento veterinário. É dinheiro fácil para eles e isso tem que acabar. A fiscalização tem que ser muito forte para impedir que esse tipo de coisa aconteça”, ressalta a presidente da SPAC.

Em todo o país, milhões de animais esperam por um novo lar. Especificamente em Curitiba, protetores e ONGs, além do Centro de Referência para Animais em Risco (Crar), da prefeitura, tem dezenas cães e gatos prontos para serem adotados, à espera de alguém que os queira. São eles: Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC), Associação Vida Animal (AVAN), Tomba Latas, Adote Com Consciência Curitiba, Beco da Esperança, Associação Ajude Focinhos Curitiba, Grupo Força Animal, Animalia Curitiba e Animais Sem Teto. Quem não puder adotar, mas tiver interesse em ajudar de alguma forma, pode doar ração, medicamentos veterinários, cobertores, jornal, entre outros itens.

Zimbábue, Botsuana e Namíbia pedem o fim da proibição da venda de marfim cru

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Os países Zimbábue, Botsuana e Namíbia fazem um novo apelo a um órgão de fiscalização global para suspender as medidas restritivas ao comércio de marfim cru.

A convenção da Cites, proíbe o comércio não regulamentado envolvendo espécies ameaçadas de extinção em todo o mundo.

Os três países da África do Sul, que abrigam 61% dos elefantes do continente, farão sua solicitação para a mudança na próxima conferência da Cites, em Colombo, no Sri Lanka. O último apelo para a suspensão das medidas, na conferência Cites de 2016 na África do Sul, foi rejeitado.

De acordo com o Ministério da Informação do Zimbábue, são quase 13 anos desde a última venda comercial de marfim do país. “Nosso estoque de marfim vale mais de 300 milhões de dólares, o que não podemos vender porque países que não possuem elefantes estão dizendo àqueles que os tem, o que fazer com seus animais”, disse Nick Mangwana, secretário permanente do ministério.

Há um clamor crescente sobre a proibição, e os movimentos para suspendê-la alegam que vão conseguir fundos para a conservação das espécies.

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

O Zimbábue também fará um apelo separado na conferência para a permissão de vender alguns de seus elefantes, à medida que o conflito entre pessoas e a vida selvagem aumenta.

O país tem uma população de elefantes em expansão, que está cada vez mais em contato com as pessoas. Cerca de 200 pessoas morreram de ataques de elefantes nos últimos cinco anos.

Estima-se que 40% dos casos envolveram elefantes invadindo comunidades humanos em busca de água. Só neste ano, quatro pessoas foram pisoteadas, de acordo com o departatamento de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue (Zimparks).

O Zimbábue tem 85 mil elefantes, mas os parques nacionais e áreas de conservação do país só conseguem lidar com 55 mil.

Aldeias em áreas de baixa altitude perto de grandes parques de caça como Hwange e Gonarezhou reclamaram de incursões feitas por animais selvagens.

A Zimparks informou que fazendeiros que vivem perto de áreas de preservação perderam mais de 7 mil hectares de cultivos para elefantes que se desviaram.

Encurralados ao terem seus habitats naturais invadidos por ocupações humanas os animais são cada vez mais espremidos em terrenos menores o que causa o conflito humanos X elefantes.

Uma crescente população humana, por sua vez, levou as pessoas a invadirem parques de caça, florestas e outros ecossistemas em busca de terras.

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

O governo do Zimbábue está desenvolvendo uma política para limitar o conflito entre seres humanos e animais selvagens à medida que ele se move para aliviar o atrito sobre os recursos. As autoridades também querem ver as regras da Cites mais frouxas para que possam vender mais animais. Entre 2012 e 2018, o Zimbábue vendeu 98 elefantes, principalmente para a China.

Farawo disse que a seca induzida pelo El Niño estava ameaçando a vida selvagem, à medida que os veios de água se esgotavam. “Estamos enfrentando a seca. Como vamos cuidar desses elefantes? É por isso que estamos dizendo que os elefantes cuidem de si mesmos pedindo a suspensão da proibição do comércio”, disse ele.

Botswana também está considerando suspender a proibição de caçar elefantes para usar sua carne como fonte de alimentação. Enquanto o movimento foi recebido com críticas generalizadas de especialistas em conservação, o presidente do país, Mokgweetsi Masisi, diz que a caça impulsionaria o turismo ao mesmo tempo em que gerenciaria a população nacional de elefantes.

O elefante africano, o leão e o hipopótamo aparecem na “lista vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de animais em risco de extinção, e precisam de maior proteção para que continuem a andar sobre o planeta.

Indústria de carnes vegetais registrou US$ 19,5 bi em vendas em 2018

Por David Arioch

Hedin aponta que disponibilidade e preços, se tratando de alternativas à carne, são fatores-chave (Foto: Molly Patrick)

De acordo com um relatório da empresa global de pesquisa de mercado Euromonitor International, a indústria de carnes vegetais registrou 19,5 bilhões de dólares em vendas em 2018.

“O consumo de carne está sendo reduzido principalmente por consumidores que tentam reforçar hábitos alimentares mais saudáveis e se preocupam com as mudanças climáticas”, informa o consultor da Euromonitor, David Hedin, acrescentando que a preocupação com o bem-estar dos animais também tem contribuído pra isso.

Na pesquisa Estilos de Vida, da Euromonitor, é destacado que 41,9% dos entrevistados dizem crer que as mudanças climáticas afetarão negativamente suas vidas entre 2019 e 2024, com residentes no Reino Unido, Estados Unidos e Rússia expressando a maior preocupação entre os cidadãos globais sobre as questões ambientais.

Hedin aponta que disponibilidade e preços, se tratando de alternativas à carne, são fatores-chave para ampliar o interesse por produtos à base de vegetais.

De acordo com uma recente pesquisa da Research & Markets, o segmento deve valer US$ 3 bilhões só nos EUA até 2024. Há uma estimativa de crescimento anual de 24% nos próximos cinco anos.

O diferencial, segundo a Research & Markets, é que as empresas estão levando a sério fatores como sabor, cor e textura para realmente conquistarem consumidores que não se veem abandonando ou substituindo a carne.

“Parcerias estratégicas são vitais para expansões no mercado de carne baseada em vegetais”, aponta o relatório. Outro diferencial desse mercado é que as opções vegetais são consideradas mais saudáveis do que as oferecidas pela indústria convencional de carnes.

Homem coloca carro à venda para pagar cirurgia para salvar a vida de cadela

Milton Alves andou de veterinário em veterinário para tentar salvar a vida da sua cadela Myna, uma Grand Danois. Ele colocou o carro à venda para pagar o tratamentom, mas quando alguns dos seus amigos souberam o que ele tinha feito, criaram uma conta solidária, para que possa salvar Myna e manter o carro que tanto gosta.

O que aconteceu foi que a cadela, Myna, foi operada do coração, uma operação que levou mais ou menos três horas. E teve de ser operada duas vezes.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

Milton explica que foi buscá-la às 18 horas, mas quando eram 23 horas viu que alguma coisa não estava bem com ela, e a levou à clínica veterinária mais uma vez. As coisas acabaram por se complicar e o veterinário o aconselhou a levá-la para o Porto, contatando assim o hospital, para já estarem preparados para receber Myna.

As últimas informações sobre o caso foram divulgadas durante a cirurgia. A cadela estava sedada e entubada e as próximas horas seriam decisivas.

Milton confessou que já teve problemas com ela, pois quando Myna era nova nem tinha forças para se segurar nas patas traseiras. Mas o seu amor pela sua amiga de quatro patas nunca diminuiu, apenas cresceu, pois Milton está disposto a vender o carro para ajudar a cadela.

Ele já tem comprador para o carro, mas está aguardando por uma eventual solidariedade vinda de outras pessoas, para ver se consegue manter o carro. “A malta sabe que gosto do MK1 [o carro], mas gosto ainda da Myna”, disse.

O tutor da cadela publicou um vídeo por meio do qual mostra duas faturas, sendo a primeira de 1588 euros e a segunda de 298 euros.

Fonte: Portal do Animal

Zimbábue lucra 27 milhões de dólares vendendo elefantes bebês para a China

Elefantes de dois a três anos são exportados | Foto: Africa News

Elefantes de dois a três anos são exportados | Foto: Africa News

O status de “mercadoria” partilhado pelos animais perante a humanidade prevalece, neste caso são os elefantes classificados de “sub-adultos”, animais de até 3 anos de idade, que são precificados e enviados para longe de seus habitats como se fossem produtos de exportação.

O Zimbábue arrecadou milhões de dólares com essa atividade, exportando elefantes bebês ou ainda bem jovens para a China e os Emirados Árabes Unidos, a informação foi confirmada pela ministra do Turismo, de acordo com o jornal The Chronicle.

A ministra do Turismo, Priscah Mupfumira, disse que, em um período de seis anos, o país exportou 97 elefantes para os dois destinos em que foram vendidos.

“A Autoridade de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue exportou um total de 97 elefantes sub-adultos para a China e Dubai entre 2012 e 1º de janeiro de 2018. Um total de 93 elefantes foram exportados para a China e quatro foram exportados para Dubai.”

O termo “sub-adultos” descreve os animais exportados que tinham entre dois e três anos de idade. O The Chronicle acrescenta que os elefantes foram vendidos por preços que variam entre 13.500 e 41.500 mil dólares.

A ministra ressaltou que o lucro seria destinado à conservação dos elefantes. “A capacidade de animais do Zimbábue é de 55 mil elefantes, mas agora temos 85 mil”, disse ela.

“Estamos setados em cima de uma fortuna em marfim, no valor de 300 milhões de dólares, que pode ser vendido para financiar nossos programas de conservação, além de beneficiar as comunidades que vivem em áreas de vida selvagem”, acrescentou Mupfumira.

O Zimbábue optou contra a opção de sacrificar elefantes como proposto pelo Cites, o grupo que trabalha na área de comércio de espécies ameaçadas de extinção. Tanto sacrificar como vender elefantes são práticas inaceitáveis pelos defensores dos direitos animais e por qualquer membro consciente da sociedade. As vidas dos elefantes como de quaisquer outros animais não-humanos são tão preciosas como as humanas e dignas do mesmo direito à vida.

Aliás, líderes de quatro nações do sul da África – Argélia, Botsuana, Zâmbia, Namíbia e Zimbábue se reuniram recentemente em uma Cúpula do Elefante em Kasane, Botsuana.

Os relatórios indicam que o quarteto de nações está pressionando pela suspensão da proibição da caça de elefantes e estão apoiando um pedido para que a Cites permita a venda de estoques de marfim para financiar a conservação de elefantes.

Espécie Ameaçada

Um levantamento atualizado realizado pelo departamento de Meio Ambiente da ONU confirmou que a caça continua ameaçando a sobrevivência dos elefantes africanos, cuja população caiu de estimados 12 milhões há um século para 400 mil, de acordo com o Relatório sobre a Situação de Elefantes Africanos 2016.

Com base em dados da Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente (PIKE, na sigla em inglês), a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora (CITES) avaliou os níveis de mortes ilegais por meio do programa de monitoramento de elefantes mortos. O monitoramento calculou que a caça ilegal é a principal causa de mortes de elefantes.

De acordo com evidências, níveis da PIKE alcançaram um pico em 2011, quando uma proporção alarmante de 10% dos elefantes africanos foram caçados, antes de caírem até 2017. O nível permaneceu relativamente sem mudanças ao longo de 2018.

Níveis altos da proporção são preocupantes porque até mesmo populações estabelecidas e protegidas de elefantes sofrem perdas anuais para caças e outra formas de mortalidade, que não são compensadas por taxas de natalidade.

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas, fragmentadas e não são protegidas, o que as tornam mais vulneráveis à caça.

“Mortes ilegais de elefantes africanos por conta do marfim continuam uma ameaça significativa às populações de elefantes na maioria dos estados”, disse a secretária-geral da Convenção, Ivonne Higuero. “Ao mesmo tempo, a população humana da África cresceu dez vezes, de 125 milhões para 1,225 bilhão, criando competição com elefantes por terra”.

Embora o comércio internacional de marfim de elefantes esteja banido pela Convenção desde 1990, opiniões são divergentes entre países sobre a continuação, ou não, da proibição.

O elefante africano e o debate sobre comércio de marfim será um item da agenda da próxima Conferência das Partes da CITES, realizada a cada três anos. A Conferência estava marcada originalmente para maio deste ano em Colombo, no Sri Lanka, mas será remarcada para uma data posterior.

“Precisamos continuar reduzindo caça e comércio de marfim e encontrar soluções para garantir a coexistência de elefantes com populações locais”, destacou Higuero. “A comunidade internacional deve expandir ainda mais seu trabalho com Estados africanos para encontrar soluções que funcionem tanto para os elefantes quanto para comunidades locais”.

Bebê orangotango é resgatado após passar quase um ano em gaiola minúscula

Budi, o orangotango bebê resgatado | Foto: One Green Planet

Budi, o orangotango bebê resgatado | Foto: One Green Planet

O pensamento ignorante que algumas pessoas infelizmente partilham de que ter um animal doméstico exótico não é diferente do que cuidar de um cão ou gato, é o que alimenta uma indústria sórdida e cruel de venda de animais selvagens. Além de tudo, essas pessoas não poderiam estar mais erradas.

O fato é que animais selvagens pertencem à natureza e só a ela. As pessoas geralmente desejam a companhia de animais exóticos e selvagens sem o devido conhecimento de sua dieta ou necessidades especificas e sociais, o que faz com que esses animais fiquem doentes e incrivelmente angustiados.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

Mesmo cuidadores que podem fornecer espaços enormes e uma dieta adequada nunca são capazes de reproduzir a vida na natureza. Porque é impossível reproduzir a condição de uma vida em liberdade.

Animais selvagens nasceram para ser livres, condição sob a qual podem prosperar, ao lado de seus iguais e nos seus habitats naturais, podem escolher seus caminhos, buscar por seu alimento, conviver em sociedade e serem felizes.

Sim animais são capazes de felicidade. Não só desse sentimento como também de alegria, tristeza, amor, criação de vínculos duradouros, luto por perda e sofrimento.

Essa capacidade foi denominada com o termo senciência animal e corroborada cientificamente em 2012 por uma ampla gama de cientistas do mundo todo que assinaram a declaração de Cambridge.

Ao serem submetidos à exploração e ganância humanas esses animais sofrem, sentem e compreendem o que estão vivendo e o mundo ao seu redor.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

E sofrimento foi tudo o que conheceu desde que nasceu, Budi, o orangotango bebê, que infelizmente, foi mais uma vítima do comércio de animais exóticos e passou os primeiros 10 meses de sua vida trancado em uma gaiola usada para manter galinhas em cativeiro e alimentado apenas com leite condensado.

Os orangotangos são espécies altamente ameaçadas e, muitas vezes, são vítimas do comércio de animais domésticos, à medida que os seres humanos penetram mais em seu habitat nativo.

Na natureza, os orangotangos são totalmente dependentes de suas mães para serem cuidados – como uma criança humana – e não deixam o lado da mãe até que atinjam sua adolescência. O ex tutor de Budi não sabia quais eram suas necessidades e achava que o leite era a melhor opção.

Felizmente, Budi foi descoberto pela International Animal Rescue (IAR) e está agora, pela primeira vez na vida, recebendo os cuidados de que precisa. O pobre Budi esta sofrendo de desnutrição e seus membros e corpo estão extremamente inchados, o que lhe causa uma imensa dor. Seus cuidadores explicam que apesar de sua dor, Budi é um lutador nato e está progredindo pouco a pouco.

Será um longo caminho para a recuperação total de Budi, mas ele está em mãos perfeitamente capazes. Quando Budi estiver forte o suficiente, é provável que ele se junte a um grupo de outros jovens orangotangos que vivem no centro de resgate do IAR.

Esses pequenos orangotangos vão para a “escola”, onde aprendem como fazer ninhos, procurar comida e todas as outras habilidades que precisam para sobreviver na natureza.

O objetivo final do IAR é liberar os animais sob seus cuidados de volta a um habitat silvestre seguro, onde eles possam viver como orangotangos regulares.

Audiência: protetores defendem PL que proíbe venda de cães e gatos

Protetores de animais defenderam o projeto de lei que proíbe a venda de cães e gatos em Santos (SP) durante audiência pública realizada no auditório da Câmara Municipal na terça-feira (7). Donos de canis e de comércios do ramo animal também participaram do evento.

Foto: Pixabay

Os criadores e comerciantes que participaram da audiência defenderam a regulamentação da prática para coibir maus-tratos a animais, não a proibição da venda. Segundo o vereador Benedito Furtado, autor do projeto, “muita gente trabalha com isso” e “tudo vai ser analisado”. As informações são do portal G1.

“Em todas as áreas há profissionais que não seguem as regras. O mesmo acontece com o setor pet. Tem criadores ruins, mas é preciso que haja fiscalização para coibir isso”, disse Martina Campos, diretora-executiva do Instituto Pet Brasil, entidade que congrega a indústria e o varejo de comércios brasileiros do ramo animal.

Os protetores de animais, no entanto, que defendem que seres vivos não podem ser tratados como mercadorias e que casos de maus-tratos não deixarão de existir enquanto houver comércio de animais, posicionaram-se favoráveis ao projeto.

De acordo com Furtado, a audiência foi tumultuada. “Quando você mexe com interesse financeiro, econômicos, é complicado. A audiência foi muito concorrida, nós vemos uma incompatibilidade ao amor, fidelidade, com a questão do dinheiro”, explicou.

O projeto segue agora para comissão e, de acordo com o vereador, poderá ser submetido a alterações. Em seguida, a proposta será encaminhada para votação na Câmara Municipal de Santos.

Audiência discute projeto que proíbe venda de animais em Santos (SP)

Uma audiência pública irá discutir, na Câmara Municipal de Santos (SP), um Projeto de Lei Complementar (PLC) que prevê a proibição da venda de cachorros e gatos no município. O debate será realizado nesta terça-feira (7), a partir das 19h.

Foto: Francisco Arrais/Divulgação Prefeitura de Santos

O projeto, de autoria do vereador Benedito Furtado, proíbe a concessão e a renovação de alvará de licença, localização e funcionamento aos canis, gatis e estabelecimentos comerciais que vendam animais em Santos.

De acordo com o parlamentar, o objetivo da proposta é incentivar a população a adotar animais e reduzir o abandono. Para ele, é preciso “descoisificar” os animais, passando a tratá-los como seres vivos dotados de sensibilidade.

Furtado explicou que foram convidados para a audiência proprietários de pet shops, entidades de proteção e bem-estar animal, as Secretarias de Meio Ambiente e Finanças, Ouvidoria, Conselho Regional de Medicina Veterinária, Conselho Municipal de Proteção Animal, a Polícia Ambiental e a ativista e apresentadora de televisão Luisa Mell.

“Os criadouros de animais estão sendo expostos e as pessoas estão se tornando mais conscientes em relação a seus animais, principalmente sobre os problemas que essas criações trazem, além dos custos do cuidado de um animal de raça. Quando a empresa decidiu parar de vender, eu decidi que era a hora certa de apresentar o projeto, que tem recebido um ótimo retorno”, afirmou o vereador ao se referir a Petz, que optou por parar de comercializar animais recentemente, após um caso de maus-tratos em um canil que repassava animais para a rede.

A Câmara Municipal está localizada na Praça Tenente Mauro Batista de Miranda, 1, Vila Nova.

Homem coloca carro à venda para pagar cirurgia e salvar cachorro doente

Um homem decidiu colocar seu carro à venda para ter dinheiro para pagar uma cirurgia para seu cachorro, que adoeceu. Gemini, como é chamado o cão, engoliu um pedaço de plástico de uma garrafa enquanto brincava com uma criança e ficou doente.

Foto: Randy Etter

“Ele apenas começou a desacelerar e eu não achei que era normal, apenas deitado ao meu lado e me seguindo por toda parte”, disse Randy Etter, o tutor de Gemini. “Eu apenas senti como se ele estivesse dizendo: ‘ajude-me’”, completou, em entrevista ao The Dodo.

Foi então que o cachorro começou a vomitar e imediatamente foi levado ao veterinário, que não descobriu o que havia de errado com ele. “Eu perdi meu trabalho dirigindo de veterinário para veterinário e apenas parecia que eu não ia chegar a lugar nenhum ou levá-lo a ajuda que ele precisava a tempo. Foi realmente uma das coisas mais assustadoras que eu tive que lidar”, contou.

Foto: Reprodução / Facebook

Após uma longa procura, Etter encontrou um veterinário que fez o diagnóstico correto. Segundo o especialista, Gemini teria que ser operado e a cirurgia custaria US$ 4,5 mil. Como o tutor do cão não tinha esse dinheiro, ele decidiu colocar o próprio carro à venda.

“Eu ia gastar cada dólar arrecadado com a venda do carro em sua cirurgia”, disse Etter. “Eu ficaria arrasado se perdesse meu melhor amigo”, completou.

Ao saber do caso, um amigo de Etter emprestou US$ 2 mil para ele, mas não era suficiente para pagar a cirurgia. Foi então que uma ONG soube da situação e decidiu intervir.

Foto: Randy Etter

A Street Outreach Animal Response (SOAR) conseguiu arrecadar quase US$ 3 mil em doações, o que permitiu que a cirurgia fosse feita e que o cachorro sobrevivesse.

Gemini está agora passando pelo processo de pós-operatório e tem se recuperado bem. “Significa o mundo para mim. Ele é meu melhor amigo. Ele está sempre lá para mim, eu só queria poder retribuir o favor e estar lá por ele”, concluiu Etter.