
Foto: Shutterstock
Animais não são produtos para serem comercializados, são vidas, seres sencientes capazes de amar sofrer e entender o mundo ao seu redor. Esse comércio cruel, alimenta uma indústria de criação de filhotes onde os animais são explorados ao extremo, principalmente as cadelas, que vivem procriando até que não sirvam mais e sejam descartadas de forma cruel.
Alguns países no mundo já possuem leis que proíbem, de alguma forma, essas fábricas de animais, no Brasil infelizmente ainda não.
Nos Estados Unidos, Chicago tem um decreto em vigor desde 2015 que proíbe a venda de cães, gatos e coelhos que não sejam provenientes de resgates, e no início deste ano a Califórnia aprovou a mesma lei.
Essas leis significam que as lojas de animais não podem vender cães, gatos e coelhos, a menos que sejam animais resgatados que precisem ser adotados de abrigos. Portanto, em vez de vender filhotes de criadores para fins lucrativos, as lojas de animais domésticos estão ajudando os animais em abrigos que já estão com capacidade máxima e, caso contrário, sacrificariam esses animais.
Apenas alguns dias atrás, Linda Rosenthal, membro da Assembleia do Upper West Side, e Michael Gianaris, senador do Queens, apresentaram a lei S4234 que proíbe a venda de cães, gatos e coelhos em lojas de animais no Estado de Nova Iorque.
Os animais que vivem em fábricas de reprodução são mantidos em pequenas gaiolas em condições terríveis. Os requisitos mínimos de saúde e bem-estar não são atendidos, e a prioridade é cruzá-los com a maior frequência e o máximo possível para ganhar mais dinheiro. É por isso que cortar esse processo direto na fonte (lojas de animais) é uma maneira eficiente de fechar essas fábricas de filhotes.
“Temos de acabar com o fluxo cachorro-fábrica-de-filhotes-petshop”, diz Rosenthal. Eles podem até tentar encontrar maneiras de burlar a lei, como a loja de animais em Iowa, que fingiu ser uma organização de resgate sem fins lucrativos, mas essas empresas vão enfrentar as consequências em praticar atos de crueldade contra os animais se tais leis estiverem em vigor.
Ao apresentar o projeto de lei S4234, Rosenthal declarou: “Não há absolutamente nenhuma razão para que alguém gaste milhares de dólares em um animal de estimação insalubre criado sob situações de crueldade, quando abrigos e organizações de resgate estão explodindo com animais saudáveis e inocentes. A necessidade de lares pata estes animais permanece”.
Com tantos animais em situação de rua já precisando de lares e estas fábricas de filhotes contribuem mais ainda para a superpopulação, a falta de moradia e o abandono de animais.
Se este projeto for aprovado, será um avanço não só para abrigos e ONGS de proteção animal, mas principalmente para os animais domésticos que aguardam um lar e os que se encontram em situação de rua. No momento, o projeto está no comitê, aguardando votação.