Vereador propõe a proibição da venda de cães e gatos em SP

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O vereador Celso Giannazi (PSOL) está pedindo apoio ao Projeto de Lei 115/2019, que visa proibir o comércio de animais de estimação em estabelecimentos comerciais em São Paulo.

“Esse projeto é um passo em direção a uma sociedade que respeite os direitos dos animais, especialmente desses que tanto nos acompanham. As vidas animais também não têm preço, animais não devem servir a interesses humanos de exploração, não são mercadorias, e adotar é um ato de amor”, justifica Giannazi.

Por meio do projeto, o vereador estabelece normas gerais sobre a proibição da comercialização de animais de estimação na capital paulista. “Expostos como mercadorias em vitrines, eles são alienados do convívio familiar e social, além de sofrerem abusos e maus-tratos. São inúmeras as denúncias, como o confinamento em jaulas ou locais pequenos e abafados”, aponta.

Para apoiar o PL 115/2019, assine o abaixo assinado – clique aqui.

Projeto de lei proíbe a venda de animais que não sejam resgatados

Foto: Shutterstock

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Animais não são produtos para serem comercializados, são vidas, seres sencientes capazes de amar sofrer e entender o mundo ao seu redor. Esse comércio cruel, alimenta uma indústria de criação de filhotes onde os animais são explorados ao extremo, principalmente as cadelas, que vivem procriando até que não sirvam mais e sejam descartadas de forma cruel.

Alguns países no mundo já possuem leis que proíbem, de alguma forma, essas fábricas de animais, no Brasil infelizmente ainda não.

Nos Estados Unidos, Chicago tem um decreto em vigor desde 2015 que proíbe a venda de cães, gatos e coelhos que não sejam provenientes de resgates, e no início deste ano a Califórnia aprovou a mesma lei.

Essas leis significam que as lojas de animais não podem vender cães, gatos e coelhos, a menos que sejam animais resgatados que precisem ser adotados de abrigos. Portanto, em vez de vender filhotes de criadores para fins lucrativos, as lojas de animais domésticos estão ajudando os animais em abrigos que já estão com capacidade máxima e, caso contrário, sacrificariam esses animais.

Apenas alguns dias atrás, Linda Rosenthal, membro da Assembleia do Upper West Side, e Michael Gianaris, senador do Queens, apresentaram a lei S4234 que proíbe a venda de cães, gatos e coelhos em lojas de animais no Estado de Nova Iorque.

Os animais que vivem em fábricas de reprodução são mantidos em pequenas gaiolas em condições terríveis. Os requisitos mínimos de saúde e bem-estar não são atendidos, e a prioridade é cruzá-los com a maior frequência e o máximo possível para ganhar mais dinheiro. É por isso que cortar esse processo direto na fonte (lojas de animais) é uma maneira eficiente de fechar essas fábricas de filhotes.

“Temos de acabar com o fluxo cachorro-fábrica-de-filhotes-petshop”, diz Rosenthal. Eles podem até tentar encontrar maneiras de burlar a lei, como a loja de animais em Iowa, que fingiu ser uma organização de resgate sem fins lucrativos, mas essas empresas vão enfrentar as consequências em praticar atos de crueldade contra os animais se tais leis estiverem em vigor.

Ao apresentar o projeto de lei S4234, Rosenthal declarou: “Não há absolutamente nenhuma razão para que alguém gaste milhares de dólares em um animal de estimação insalubre criado sob situações de crueldade, quando abrigos e organizações de resgate estão explodindo com animais saudáveis e inocentes. A necessidade de lares pata estes animais permanece”.

Com tantos animais em situação de rua já precisando de lares e estas fábricas de filhotes contribuem mais ainda para a superpopulação, a falta de moradia e o abandono de animais.

Se este projeto for aprovado, será um avanço não só para abrigos e ONGS de proteção animal, mas principalmente para os animais domésticos que aguardam um lar e os que se encontram em situação de rua. No momento, o projeto está no comitê, aguardando votação.

Projeto de lei pretende proibir venda de animais domésticos em Santos (SP)

Um projeto de lei de autoria do vereador e jornalista Benedito Furtado quer proibir a venda de animais domésticos na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.

Além de proibir o comércio de animais domésticos, a proposta proíbe a concessão e renovação de alvará de licença, localização e funcionamento a estabelecimentos que realizem a venda de cachorros, gatos, pássaros e outros animais domésticos.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O objetivo do projeto, segundo o vereador, é incentivar os moradores da cidade a adotarem animais e, assim, diminuir o abandono. As informações são do portal G1.

“Existe uma grande corrente da área de proteção ao bem estar dos animais que afirma que não se negocia amor, lealdade e carinho. Essa indústria de produção animal, como eu chamo esses criadouros, movimentam valores astronômicos, tudo para que, muitas vezes, os animais sejam abandonados na rua como se fossem lixo”, afirma Benedito.

O parlamentar revela que sempre quis propor um projeto que proibisse o comércio de animais domésticos, mas que foi incentivado, recentemente, após a Petz anunciar que não venderia mais filhotes de cães e gatos em suas lojas espalhadas pelo país, substituindo os espaços destinados à venda para instituições disponibilizarem animais para adoção.

“Os criadouros de animais estão sendo expostos e as pessoas estão se tornando mais conscientes em relação a seus animais, principalmente sobre os problemas que essas criações trazem, além dos custos do cuidado de um animal de raça. Quando a empresa decidiu parar de vender, eu decidi que era a hora certa de apresentar o projeto, que tem recebido um ótimo retorno”, considera o vereador.

Para ele, este é o momento de dar destaque também as ONGs de proteção animal, como a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal de Santos (Codevida).

“Atualmente, existem cerca de 150 animais esperando por adoção na Codevida. É a hora de esses animais terem mais espaço para ganhar uma casa com pessoas que possam cuidar e dar amor”, diz.

O projeto do vereador foi apresentado na Câmara de Santos na quinta-feira (14) da última semana. Após passar pela Secretaria Legislativa, a proposta segue para análise na Secretaria de Assuntos Jurídicos da Câmara.

Cadela de família que devia impostos é vendida por fiscais na Alemanha

Fiscais da cidade de Ahlen, na Alemanha, cobraram uma dívida de impostos levando uma cadela da família inadimplente e vendendo-a na internet. De acordo com os jornais, a ideia inicial era confiscar uma cadeira de rodas de um membro da família, que era o item mais valioso da casa, mas por fim a cadela, da raça pug, acabou sendo levada.

Foto: BBC News Brasil/Getty Images

Edda, como é chamada, foi colocada à venda no site eBay por 750 euros, o equivalente a R$ 3,2 mil – metade do valor normalmente pago por um cão desta raça na Alemanha. A pessoa que a comprou, inclusive, suspeitou do preço baixo e ligou para o número do anúncio. Ao ser atendida por um funcionário da prefeitura, a policial Michaela Jordan recebeu a explicação de que a cadela havia sido vendida por aquele valor por ter sido retirada de uma família que devia dinheiro à cidade. As informações são do F5, da Folha de S. Paulo.

A cadela foi vendida como um animal saudável. Jordan, no entanto, descobriu que ela tem problemas de saúde. Desde que foi comprada, em dezembro, ela passou por quatro cirurgias devido a problemas oculares, incluindo uma operação de emergência no Natal. Pelos procedimentos, a nova tutora de Edda pagou cerca de 1.800 euros – o equivalente a R$ 7,7 mil. Jordan pede, agora, que o município a indenize.

A venda da cadela, no entanto, fez com que os filhos da antiga tutora de Edda sentissem saudade do animal. “A forma como acabou foi totalmente errada”, disse a primeira tutora da cadela. Ao jornal local Ahlener Tageblatt, ela afirmou que um oficial de justiça e dois fiscais da prefeitura estiveram na casa dela em novembro em busca de objetos com valor correspondente à dívida dela com a cidade.

Segundo ela, os fiscais apenas não levaram a cadeira de rodas de um dos moradores da casa porque o item não pertence à família, já que é de propriedade do seguro de uma associação de trabalhadores. Diante disso, resolveram levar Edda.

A antiga tutora afirma que sabe “que Edda está em boas mãos”, mas lamentou a falta que a cadela faz. Um porta-voz do município disse que levar o cachorro da família para quitar dívidas “não é o procedimento padrão”.

Nota da Redação: a ANDA repudia a atitude dos fiscais por entender que animais não podem ser tratados como objetos passíveis de venda. É inaceitável que uma ação que foi em busca de itens valiosos para abatimento de dívida termine com a comercialização de um ser vivo. Os animais devem ser respeitados como sujeitos de direito e não podem, em hipótese alguma, ser reduzidos a condição de mercadoria.

Foto captura momento em que filhote resgatado de canil descobre a liberdade

Filhote de cão se deslumbra perante a liberdade recém adquirida | Foto: National Mill Dog Rescue/Facebook

Filhote de cão se deslumbra perante a liberdade recém adquirida | Foto: National Mill Dog Rescue/Facebook

Filhotes de cães nos remetem à imagens ternas, figuras doces com imensos olhos carentes, rabinhos alegres abanando sem parar e narizes molhados acompanhados de patinhas saltitantes. Há uma razão pela qual associamos filhotes de cachorro com felicidade e fofura: é quase impossível ver um deles e não se comover. Embora as afirmações acima sejam verdadeiras, a triste realidade é que a vida dos filhotes nem sempre é tão divertida e feliz.

Os cãezinhos fofos que vemos nas vitrines das pet shops e feirinhas de venda de animais vem de fábricas de filhotes. Estas indústrias são instalações unicamente construídas para criação em grande escala, onde os cães são tratados como mercadorias com o único objetivo de venda. Cães reprodutores são mantidos em pequenas gaiolas de arame pela vida toda, privados de qualquer tipo de assistência médica – e até mesmo das necessidades básicas como água e comida limpas e na quantidade adequada.

Esses filhotes nunca saberão o que é correr livre pela grama ou vão experimentar o simples prazer de uma cama confortável para dormir. O aspecto mais abominável de tudo isso é o fato de que a venda desses filhotes alimenta a própria indústria da reprodução de animais. Na vitrine o que esta exposto são apenas cachorrinhos doces e bonitos, mas o que não se pode ver é a quantidade incalculável de sofrimento e abuso por trás daquele animal e sua história até ali.

Este pequeno e indefeso ser mostrado na foto está sob os cuidados do abrigo – e também equipe de resgate – National Mill Dog Rescue, onde cães como ele, resgatados de criadores de animais para venda, receberão todo o cuidado de que precisam antes de serem adotados por uma família e encontrarem um lar definitivo. Graças a pessoas como essas, este cão e inúmeros outros finalmente terão a oportunidade de aprender o que significa ser amado e cuidado – a vida que todos os cães realmente merecem.

A indústria de criação de filhotes é cruel e inescrupulosa, movida única e exclusivamente pela ambição e pelo dinheiro ao custa de milhares de vidas inocentes e indefesas.

A adoção de um cão é um ato de amor, oferecer um lar àquele que precisa de uma família, ao comprar um animal o indivíduo está colocando preço em uma vida, tratando o cão como um produto e o pior de tudo: alimentando um comercio criminoso e desprezível.

Cães explorados para venda são resgatados após maus-tratos em canil no PR

Vinte cachorros explorados para venda foram encontrados em situação de maus-tratos nos fundos de uma casa no bairro Três Lagoas, em Foz do Iguaçu, no Paraná, na terça-feira (28). Onze deles foram resgatados pela ONG Vida Animal e receberão cuidados veterinários.

Foto: Reprodução / Rádio Cultura Foz

O caso foi descoberto após uma denúncia. Ao chegar no local, a Polícia Ambiental, acompanhada de servidores do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Vigilância Sanitária e de membros da entidade de proteção animal, confirmou os maus-tratos. As informações são da Rádio Cultura Foz.

A responsável pelo canil estava no local e recebeu as equipes. De acordo com o policial Marcos Giordani, o canil é clandestino, já que não possui liberação para funcionamento.

 

Segundo a direção da ONG, os cachorros eram mantidos molhados e ração de péssima qualidade era oferecida para eles, jogada no chão, sem qualquer vasilha. Alguns deles estavam com carrapatos, sarna e fungos.

“Hoje fizemos o resgate de 11 animais. Após todos os procedimentos medico-veterinário e de banho e tosa, eles serão encaminhados a lares temporários, sob responsabilidade da ONG”, afirmou um representante da entidade.

Polícia fecha canil clandestino com cerca de mil cães explorados para venda

A Polícia Militar Ambiental fechou um canil clandestino que explorava cachorros para reprodução e venda em Piedade, no interior de São Paulo, na manhã de quarta-feira (13). No local, eram mantidos quase mil cachorros de raças variadas. Os animais viviam em situação de maus-tratos.

Foto: Divulgação/PM

Segundo os policiais, o canil foi encontrado enquanto uma denúncia de maus-tratos a animais era averiguada no bairro Goiabas. As informações são do portal G1.

No local, foram encontrados medicamentos com as datas vencidas e que eram administradas de maneira inadequada nos animais.

Imagens feitas dentro do canil mostram as condições críticas em que os cachorros eram mantidos. Parte deles viviam em baias, outros estavam em gaiolas. Algumas delas, inclusive, ficavam dentro de um banheiro sujo.

A Guarda Municipal, a Vigilância Sanitária e a perícia foram acionadas e estiveram no local.

Foto: Divulgação/PM

Foto: Divulgação/PM

Foto: Divulgação/PM

Foto: Divulgação/PM

Foto: Divulgação/PM

Foto: Divulgação/PM

Ativistas pelos direitos animais compram leoa que vivia como animal doméstico

Domesticar animais selvagens, como tigres e leões,tem sido uma prática comum nos últimos anos ao redor do mundo, apesar de cruel, perigosa e, muitas vezes, ilegal.

Por status, prazer ou por dinheiro, os humanos capturam animais de seu habitat natural e os aprisionam em casa, apartamentos ou zoológicos.

Foto: Vkontakte / Veles_spb

Foi o que aconteceu com uma leoa em São Petersburgo. A felina, chamada Simona, foi comprada legalmente por Alexander Vasyukovich, um ex-participante de um reality show da Rússia e mantida em um pequeno apartamento.

Em uma entrevista a uma mídia local, após o animal ter sido visto passeando em uma rua coberta de neve durante o fim de semana.

Foto: Vkontakte / Veles_spb

Ativistas pelos direitos animais souberam do caso e compraram a leoa, de 7 meses, para impedir que ela fosse levada e escravizada por um zoológico.

Veles, uma organização privada para tratamento, reabilitação e quarentena de animais selvagens anunciou em sua mídia social que comprou Simona, na última terça-feira,  depois de levantar fundos em uma campanha de crowdfunding. As informações são do The Moscow Times.

Vídeos postados em uma página de mídia social russa mostraram a leoa interagindo com seus novos donos.

“Temos outra leoa, achamos que elas se tornarão amigas”, disseram  os ativistas de Veles ao tablóide Komsomolskaya Pravda.

Eles disseram também que o animal precisa de uma cirurgia e está sofrendo de raquitismo, um distúrbio caracterizado por ossos fracos causados ​​por deficiência de vitamina.

 

Amazon suspende a venda de foie gras na Califórnia

A Amazon, empresa transnacional de comércio online dos Estados Unidos,  anunciou que não venderá mais foie gras – fígado gordo de gansos ou patos criados e alimentados a força – na Califórnia.

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A Amazon assumiu o compromisso como parte do acordo de 100 mil dólares feito em uma ação movida contra a gigante do varejo por promotores em Los Angeles, Monterey e Santa Clara por violar uma lei que proíbe a venda do produto animal produzido na Califórnia.

Após uma longa batalha, a lei estadual entrou em vigor em 2012, mas foi revertida em 2015. Em 2017, os juízes do 9º Tribunal Federal de Apelações votaram por unanimidade a reintegração da proibição – que ainda precisa ser aprovada pelos legisladores estaduais.

Em abril, o serviço de entrega Postmates anunciou que não entregaria mais foie gras. Grupos de defesa dos direitos animais estão pedindo para que a Amazon também tome esta decisão fora da Califórnia.

Foto: Pixabay

Ari Solomon, vice-presidente de impacto social disse para Mercy For Animals “É chegado o momento da Amazon para seguir o exemplo da Postmates e proibir foie gras completamente”.  “O maior varejista online do mundo não deve ganhar dinheiro com a crueldade animal.”